Tal como tinha referido, antes do ano de 2007 terminar, houve ainda tempo para mais um passeio de Maxi-Trails, com o grupo do costume e que se reuniu na sede do Clube Motard de São Miguel no dia 30 de Dezembro.
O grupo que novamente alinhou em mais um passeio “off-road”, era constituído por Mim na V-Strom 650, Raposo na sua BMW GS1200, Miranda na sua Varadero, Adolfo na sua BMW GS 80, João na sua Transalp e os donos das “cabras do monte”, Sérgio na Husqvarna TE 510 e Hugo na Yamaha DT 50.
A “cabra do monte” do Sérgio arrebatou de imediato as atenções de todos, dado o elevado grau de preparação e cuidado que a mesma possui, a começar pela parte mecânica com a bela linha de escape completa em titânio e carbono da DEVIL, acabando no kit de autocolantes bem ao estilo “racing”. Um verdadeiro brinquedo de diversão!
O Raposo não se inibiu, montou de imediato a Husky e fez um mini teste-ride no parque do Clube Motard.
Mas já era tempo de nos fazer-mos à estrada e antes da partida as palavras de ordem eram fazer todo terreno à semelhança do último passeio, mas desta vez pretendia-se algo mais “hardcore” :-).
Dirigimo-nso para a zona da freguesia da Relva, para a zona da Rocha da Relva, para aí iniciar-mos o nosso primeiro percurso fora de estrada.
A intenção deste passeio era ir-mos de Ponta Delgada até às Sete Cidades, só que se possível pelo maior número de percursos TT possíveis, coisa que nesta zona da ilha é praticamente possível, dependendo só das condições do terreno e da vontade de cada um.
Antes de nos fazer-mos ao primeiro trilho, tempo para apreciar a bela vista sob a costa da Rocha da Relva:
O primeiro percurso fora de estrada avizinhava-se “complicado”, com muita lama, valas e pedras, o que deixou a minha V-Strom com pneus gastos fora do grupo que iria enfrentar este percurso.
Limitei-me inicialmente a fotografar o restante pessoal:
O João numa pequena distracção foi ao tapete, mas sem danos físicos ou materiais:
Mas passados poucos minutos, o Sérgio volta atrás e vem ter comigo encorajando-me a fazer este percurso mesmo com pneus gastos, dizendo que estava acessível e que eu apenas teria que ter mais cuidado. Mas depois de ver uma queda e de ver o percuso algo “complicado”, a minha confiança estava em baixo, mas lá me fiz a ele, onde lá pude fotografar o pessoal.
Mas uns metros mais à frente o percurso estava excessivamente detriorado para as nossas Maxi-Trails, apenas as “cabras do Monte” estavam aptas a enfrentá-lo. Decidimos voltar para trás. Foi uma carga de trabalhos dar a volta naquele percurso.
Fizemo-nos à estrada e na zona das Feteiras paramos para acertar pormenores de circulação em percursos “off-road”, onde o experiente Adolfo dava o mote.
Lá entramos na Vigia das Feteiras, um percurso rápido e fácil:
A partir daqui, foi “off-road” total. Nunca mais paramos de fazer percursos fora de estrada, onde os caminhos de asfalto apenas serviram como troços de ligação.
O pessoal estava a adorar!!!
A caminho dos Mosteiros, com muita lama pelo caminho. Espectáculo!!!
O Hugo na sua cinquentinha superou todas as adversidades. Se tivesse uma mota com mais cilindrada ninguém o parava ;-).
Mesmo velhinha, esta GS supera tudo, chega a envergonhar as mais novas:
Mais uma vista sob a costa:
Lá vai o Miranda na Varadero:
Uma foto com o pessoal a querer mais lama ;-):
Na freguesia da Candelária, a coisa começou a complicar-se, lama, muita lama e eu com pneus gastos…
Este próximo percurso apenas foi feito pela Husky, pela DT 50 e pelo corajoso Raposo, que no fim afirmou que se o restante pessoal tivesse feito teria tido muitas dificuldades, porque o caminho exigia pneus em condições, preferencialmente de tacos e alguma habilidade.
A Husky “trepava” tudo, nas calmas… que inveja
Vai Raposo, coragem
Mais à frente reagrupamos e voltamos a entrar em outros percursos TT, os quais foram acessíveis e novamente a diversão voltou a fazer-se sentir no grupo:
Algumas zonas possuiam estradões onde era possível ganhar alguma velocidade:
Lá vou eu, finalmente numa foto :-):
Já bem pertinho dos Mosteiros, tempo para uma foto ao ilhéu dos Mosteiros, o qual estava com um visual diferente do habitual, estava decorado com o arco-íris:
Depois deste momento de beleza paisagística, continuamos, e sempre acompanhados por uma chuva “miudinha”, daquelas que não molham, mas incomodam.
Hugo em plena aplicação da sua técnica de condução TT:
Lá vai o Adolfo em pleno domínio da GS:
O Raposo sempre vaidoso para as fotos :-):
Contudo, já era tempo de parar e recuperar forças e como o nosso último trilho TT levou-nos até às Sete Cidades, decidimos que iria-mos fazer uma pausa num café local.
Entrando no “coração” das Sete Cidades:
Apanhem-me se puderem :-):
A foto dos corajosos do dia:
Após esta pausa, volatamo-nos a fazer aos trilhos, onde o infortúnio bateu-me à porta :-(. Entramos num trilho onde a minha V-Strom ficou 2 vezes atolada na lama e com o pneu traseiro completamente gasto tentei várias vezes safar-me destes atolanços, tendo forçado um pouco demais a embraiagem e como resultado fiquei com os discos de embraiagem colados e consequentemente sem posibilidade de locomoção.
Lá esperamos um pouco até a V-Strom arrefecer, mas passados vários minutos a coisa parecia não melhorar e a minha mota continuava a não andar, ou seja, engrenava 1ª velocidade, acelerava e ela não andava. Eu só pensava, tou f*****.
Mas a assistência técnica do passeio, nomedamente o Raposo, Adolfo e companhia entraram em acção:
Verificaram que tinha o cabo da embraiagem afinado demais, ou seja, mal se tocava na manete a embraiagem iniciava imediatamente o funcionamento dos discos. Este último factor aliado aos pneus gastos e atolanços ditaram a sentença dos meus discos de embraiagem, isto é, queimei os discos de embraiagem e prato de embraiagem (avarias confirmadas pelo mecânico). Grande chatice!!!
Mas após a assistência ter dado folga ao cabo da embraiagem, a V-Strom começou a andar, só que eu não podia passar das 6000 rpm, porque se passasse os discos da embraiagem começavam a patinar.
Continuei o restante passeio, limitado e já com a moral em baixo:
Prosseguimos pela Cumeeira, percurso TT que circunda a lagoa das Sete Cidades, e que num dia de sol proporciona uma vista sob as Sete Cidades magnífica. Só que neste dia e aquela hora o nevoeiro e a chuva não me permitiu fazer uma fotografia decente. Fica esta para o registo da nossa passagem por lá:
O passeio terminou uns quilómetros mais à frente e dirigimo-nos para o local onde o passeio se tinha iniciado, isto é, na sede do Clube Motard de São Miguel.
Deixo-vos com uns vídeos do passeio, os quais não estão com aquele tipo de edição toda “pipi”, estão da forma como foram filmados.
Bruno a Stromar:
http://www.youtube.com/watch?v=MQkDUiNr68E
http://www.youtube.com/watch?v=oFoNkVCkIn4
Raposo na sua GS 1200:
http://www.youtube.com/watch?v=AnIIwi1ObSE
http://www.youtube.com/watch?v=8Hjt6vtMZ5g
Demos por terminado mais um passeio, o qual foi espectacular e bem mais “hardcore” em relação ao nosso último passeio. O Raposo no fim só dizia: “acho que abusamos um pouco”.
Esquece isso homem, venham mais passeios como este!
Depois da minha V-Strom estar devidamente reparada e com pneus novos, marcarei novamente presença.
Boas curvas! ![]()



















































































Comentários