Após ter gerado muita expectativa em torno da sua nova super-desportiva, a 1199 PANIGALE, eis que a Ducati apresenta a sua nova obra de arte:



Pouco se sabia acerca desta nova mota, a não ser que seria totalmente nova, incluindo o motor.
A Ducati não desiludiu e apresentou, de facto, uma mota totalmente nova, e que rompe com alguns conceitos a que já estávamos habituados nas Ducati.


Em termos estéticos e na minha opinião, nada de negativo a assinalar. A PANIGALE é de grande impacto visual, de grande beleza (minha opinião) e de um exotismo e exclusividade que só os Italianos sabem fazer.
Quer vista de frente, quer vista por trás, ambas as secções estão muito bem conseguidas, originais, apelativas e agressivas:


Na ciclística, surpreendentemente, a Ducati abandonou o quadro em treliça e adoptou um quadro em alumínio, do tipo monocoque. Uma mudança que nem os mais puristas adivinhavam 
Nas campo das suspensões, mais uma novidade absoluta, quer na Ducati, quer no segmento das super-desportivas. A Ducati estreia as novas suspensões Ohlins com controlo electrónico das afinações (DES), pontificando na dianteira uma suspensão invertida NIX30 de 43 mm, e na traseira um amortecedor TTX36, montado horizontalmente.
Será possível ajustar electrónicamente as suspensões, de acordo com os vários modos já pré-definidos. Contudo, a PANIGALE também permite ao utilizador afinar os parâmetros das suspensões a seu gosto e gravar na memória do sistema, oferecendo assim a hipótese de alterar as suspensões na hora e adaptar a mota para uma determinada situação, de forma a obter-se sempre a máxima eficácia no seu desempenho (amortecedor de direcção incluído).
No mínimo inovador!

Ainda na ciclística, a travagem está a cargo da habitual Brembo, com um sistema de travagem monobloco, de montagem radial, como já vem sendo hábito nas desportivas de topo da Ducati. Existe como opcional um sistema de ABS.
Importante salientar que a Ducati manteve o mono-braço oscilante em alumínio, uma das imagens de marca das suas desportivas, e que tão bem fica nas mesmas e destaca a bonita jante traseira, por sinal em alumínio e super leve. O sistema de escape debaixo do assento traseiro é que foi abandonado e colocado por debaixo do motor (centralização de massas).

Mesas de direcção típicas de uma desportiva de competição, em alumínio e maquinadas:

Em termos de motor, estreia de um novo bicilindríco em “L” com distribuição desmodrómica, refrigerado por líquido, de injecção electrónica e 4 válvulas.
O novo motor, denominado de “Superquadro”, debita 195 cv às 10,750 Rpm e um binário de 132 Nm às 9.000 Rpm, para um peso total a cheio de 188 kgs (164 kgs a seco).
Tendo em conta que estamos perante um motor de 2 cilindros, são números avassaladores e que deverão reflectir-se em performances de topo e nunca antes vistos numa desportiva bicilindríca de série.
As acelerações e recuperações deverão ser qualquer coisa de espectacular. Até fico com água na boca…

Outra das novidades deste motor é o acelerador “ride by wire”, “quickshift”, sistema de aquisição de dados, controlo de tracção (DTC) com 8 níveis diferentes e à escolha e diferentes mapas de injecção.
Tudo para optimizar as prestações e que permita a cada utilizador colocar a mota a seu gosto e tirar o máximo de partido da mesma.
O painél de instrumentos é quase um PC, com muita informação disponível :-)

Por fim, referência às diferentes versões da 1199 que serão comercializadas, ao todo 3: a 1199 PANIGALE, a 1199 PANIGALE S e a mais exclusiva 1199 PANIGALE S TRICOLORE.

Qualquer 1 das 3 versões possuem diferenças entre si, entre a versão 1199 PANIGALE e a 1199 PANIGALE S, a primeira a não possui suspensões ajustáveis electrónicamente, mas sim umas supensões convencionais, com uma Marzocchi na dianteira e uma Sachs na traseira.
Entre a versão 1199 PANIGALE S e a mais exclusiva 1199 PANIGALE S TRICOLORE, as diferenças situam-se não só no esquema de cores, mas também em alguns extras, com a TRICOLORE a oferecer de série um sistema de escape completo em titânio, da Ducati Performance e a nova geração do DDA, mais um sistema de aquisição de dados por volta através de controlo por GPS (para usar em circuito).

Enfim, versões para todos os gostos e bolsas 
Mas nada como ver esta beldade em vídeo, para se ter mais um pouco de noção daquilo que a nova 1199 PANIGALE vem introduzir no segmento das super-desportivas.
Resumindo e concluindo, a Ducati volta a apresentar uma mota verdadeiramente apaixonante e espectacular, com um ADN desportivo muito vincado e em que se esperam prestações de topo.
Resta ver qual será a reacção do público, especialmente dos Ducatistas, dado tratar-se de uma mota que introduz alguns novos conceitos nas Ducati, como o quadro em alumínio, além de abandonar algumas soluções estéticas que tanto sucesso tinham, como as ponteiras de escape por debaixo do assento.
De qualquer forma, acredito que a 1199 PANIGALE será um passo em frente na história da Ducati, sem perder a exclusividade e beleza que sempre caracterizaram estas máquinas Italianas.
Mais informações em: http://www.ducati.com/
Página da PANIGALE: http://www.1199panigale.ducati.com/en/
Boas Curvas! 
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