"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem nenhuma explicação é possível…"


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Posts da categoria 'Viagens'

O pós Lés-a-Lés - Passeio pela Costa Vicentina & regresso a casa

Domingo, dia 26 de Junho, já tinha terminado o 13º Portugal de Lés-a-Lés, e com ele uma grande e memorável aventura.
Já estava a sentir alguma nostalgia, pois foram dias de puro Motociclismo e puro Mototurismo, em que por momentos conseguimos nos abstrair das realidades das nossas vidas e gozar cada km percorrido.
Enfim, uma sensação única de liberdade ;-)
Contudo, os nossos passeios por Portugal Continental ainda não tinham terminado, dado que só na segunda-feira é que partíamos para São Miguel, restando o Domingo para mais alguns passeios.
Para não fugir à regra, o dia amanheceu quente, e até com alguma humidade, fruto da nossa proximidade com o mar.
A vista do nosso quarto para o Castelo de Silves não enganava, estamos em terra de Mouros ;-)

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No Domingo acordamos sem pressa ou stress, mas já com o objectivo traçado, regresso a Lisboa, mas através de um passeio pela Costa Vicentina :-)
Mas desta vez não íamos ter a companhia do Ricardo, que teve que regressar ao norte do país e às suas actividades laborais.

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Olhó passarinho ;-)

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Fizemo-nos à estrada, em ritmo calmo e descontraído, e apreciando as localidades algarvias.
Pelo caminho, um episódio curioso, o Nuno não fechou correctamente uma das malas laterais da sua GS, e a tampa ficou pelo caminho :-)
Felizmente teve a sorte do Vítor ter reparado, porque eu não reparei :-)

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Palavras para quê, é um Ferrari ;-)

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Paragem no Cabo de São Vicente:

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Paragem para apreciar a paisagem:

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O Cabo de São Vicente situa-se no extremo sudoeste, na freguesia de Sagres, concelho Vila do Bispo.
Lá encontra-se o antigo “Promontorium Sacrum” romano, dedicado ao deus Saturno, situando-se também a antiga Fortaleza de Sagres.

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Alguns habitantes locais:

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De volta ao nosso passeio pela costa, divertimo-nos um pouco com algumas estradas que apanhamos, pois algumas tinham algumas curvas bem interessantes, que até me levaram a raspar com a bota 2 vezes no asfalto.
Diversão…

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Passamos por algumas localidades que nos lembraram o nosso regresso a casa, como a que se encontra na foto, São Miguel :-)

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Para o almoço, paragem em Vila Nova de Milfontes:

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O primeiro restaurante que entramos já não nos podia servir almoço, pois já eram 15:00…, mas o segundo que tentamos aceitou-nos de boa vontade.
E o que é que almoçamos???
Porco à Alentejana :-)

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Bem, depois daquele belo almoço nem apetecia andar de mota, apetecia deitar-me debaixo de uma árvore e dormir qualquer coisa ;-)
Mas não podia ser, Lisboa ainda estava longe.
Back to the road! :-)

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Seguiram-se mais alguns kms de estrada, sempre a ritmo descontraído e, lá de vez em quando, uma paragem para relaxar um pouco.
Numa das paragens houve tempo para fazer novos amigos ;-)

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Passamos pela zona de praias de Tróia e Comporta, mas infelizmente sem ir à praia.

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Mas ao longo de Tróia e Comporta, eram vísiveis os vários percursos de areia paralelos à estrada. Estamos a falar de grandes areais e muito convidativos a uns passeios TT mais ao estilo africano.
Aliás, é na zona da comporta onde os Nomads, Trail Aventura e muitos outros adeptos de TT realizam passeios TT na areia.
Por aquilo que vi, areia não falta :-)
Não me importava de dar uma voltinha por lá…
E chegada em final de tarde ao pequeno porto do ferry, que nos levaria até à outra margem, até Setúbal.

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Quando chegamos ao pequeno porto, o ferry tinha acabado de partir. Contudo, não tardou nada até regressar e até fomos os primeiros a entrar :-)

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Viagem tranquila e com um belo fim de tarde :-)

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Bem, restou rumar até à casa do Nuno, atravessando a Arrábida.
A travessia da Arrábida foi muit agradável, pois ofereceu-nos estradas estradas agradáveis e com uma envolvência de montanha que fazia lembrar São Miguel.
Pelo caminho, um episódio engraçado :-)
Digamos que me distraí e passei na Via Verde sem pagar…
Ainda paramos para ver se era possível pagar, mas tarde demais, a multa chegará a casa.
Olha, paciência ;-)
Chegada à casa do Nuno:

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Após chegar à casa do Nuno, e apesar do passeio do dia ter sido calmo, não podia deixar de estar a sentir algum cansaço. Afinal de contas, andamos de mota do dia 22 de Junho ao dia 26 de Junho.
Foram dias magníficos, que adorei e que ficarão para sempre na minha memória, quer pelo LAL, quer pelas experiências vividas e quer pelas amizades e companheirismo ao longo dos dias.
Nesta nossa deslocação, e segundo o Nuno, foram qualquer coisa como 2015 kms.
O meu pneu traseiro, o Heidenau, apresentava todos os sinais de um grande uso ao longo destes dias:

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Já que falo em pneus, nota muito positiva para os Heidenau K60 Scout que equipei a LC8 para esta viagem. Portaram-se muito bem nos vários tipos de piso que enfrentei, oferecendo sempre muita tracção, mesmo no fora de estrada, bem como segurança e confiança, mesmo com a mota com mais peso (malas laterais).
Um bom pneu “allround“! :-)
Na segunda-feira, dia 27 de Junho, era dia de entregar as motas no Transitário, para regressarem a casa.
Com elas seguiam as recordações de uma grande aventura :-)

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Embrulhamos as motas em plástico aderente, de forma a evitarmos possíveis danos, como riscos:

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Uma vez mais, o Nuno foi de uma grande disponibilidade, levando-nos até ao Transitário e fornecendo-nos o plástico aderente. Grande amigo! :-)

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Hehehehe…, embrulhadas que nem queijo ;-)

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O nosso OBRIGADO ao Rui Franco do Transitário Ilhaçores, pelo apoio prestado no transporte das motas para Lisboa.

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Foi também neste dia que regressamos a casa, mas antes, ainda tivemos tempo para passar na Moto Ponto 2, cortesia novamente do Nuno, para dar uma vista de olhos nos equipamentos para Motociclismo, pois aqui há muito por onde escolher.

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Não resisti e comprei alguns equipamentos da Dainese :-)
E pronto, já não restava muito mais a fazer, senão ir para o Aeroporto e regressar a São Miguel.
Despedidas feitas ao Nuno, um GRANDE OBRIGADO pela sua disponibilidade e amizade, pois foi incasável e sempre prestável. Obrigado amigo!
Referência às fotos usadas nas crónicas, não só minhas, mas também fornecidas pelo Nuno, João Morais e Vítor. OBRIGADO pessoal, a crónica ficou mais completa com as vossas fotos.
Por fim, mais um agardecimento ao Vítor, por ter sido o meu companheiro nesta aventura, por me ter aturado, por ter sido um grande amigo, por estar sempre disponível e prestável, enfim, quem conhece o Vítor sabe do que falo.
Não deixem de ver a crónica do Vítor sobre o LAL no seu blog:
http://www.vabem.blogspot.com/
Mais concretamente:
http://vabem.blogspot.com/p/les-les-2011_10.html
Vítor, se voltares a fazer o LAL e precisares de alguém para fazer equipa, já sabes com quem podes contar ;-)
E assim termina esta grande e memorável aventura.
Para o ano há mais! ;-)

Boas Curvas! :-)

CRÓNICA 13º Portugal de Lés-a-Lés: Parte 4 - 2º dia: De Castelo de Vida a Lagoa

2º e último dia de Lés-a-Lés, de Castelo de Vide a Lagoa :-)
Para este 2º dia, o cansaço já era algum, fruto dos kms acumulados, que aliados às elevadas temperaturas que se sentiram ao longo do Prólogo e 1º dia, elevaram os níveis de cansaço.
Mas tudo bem, afinal de contas o LAL é uma maratona mototurística e não um passeio até à esquina ;-)
O dia amanheceu, como sempre, muito quente e com um forte sol, como atesta a foto abaixo, tirada da Pousada do Marvão, onde passamos a noite:

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Quem se deslocar ao Marvão e precisar de estadia, aconselho esta pousada, pois situa-se numa zona privilegiada e em 2 edíficios do século XIII, com total tranquilidade e beleza paisagística.
Voltando ao LAL, atrasamo-nos um pouco à saída do Marvão, mas nada de especial, e fomo directos para o palanque de saída:

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Como sempre, o Ernesto Brochado estava bem disposto e com uma recomendação muito importante para todos os participantes, beber muita, mas mesmo muita água ao longo do dia, pois esperavam-se temperaturas muito elevadas e superiores às do dia anterior.

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Camebak com água, mota com gasolina, moral em alta e siga para a estrada :-)
Partimos de Castelo de Vide, passando por Póvoa e Meadas, que fazem parte do Alto Alentejo e concelho de Castelo de Vide, zonas privilegiadas para férias.
A malta com as motas de outros tempos, sempre prontos para devorar kms ;-)

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Passagem pela barragem de Póvoa e Meadas, a qual foi a 1ª e maior Hidro-Eléctrica de Portugal, no longínquo ano de 1927.
Por lá passam as águas da Ribeira de Nisa, a mais longa do concelho de Castelo de Vide.

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O meu grande companheiro de equipa, o Vítor, sempre bem disposto e ávido por devorar kms :-)

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Nesta parte do país, comecei logo a notar algumas diferenças paisagísticas em relação ao às zonas mais a norte, isto é, clima um pouco mais seco, bem como as paisagens e terrenos.
Os kms que se seguiram levaram-nos através de Nisa, bonita vila alentejana, Gavião, Crato e Alter do Chão, que são conhecidos por produzirem cortiça, artesanato e cavalos, bem como enormes herdades.
O calor fazia-se sentir e bem, levando-me a recorrer com mais frequência que o habitual à água que transportava no camelbak. Ainda bem que o trouxe comigo.
O Alentejo estava a revelar-se durinho em termos de temperatura, mas não estávamos dispostos a desistir :-)

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Um dos pontos altos para alguns participantes, especialmente os adeptos de aventura, era a entrada na Herdade do Monte Redondo, onde a MotoXplorers realiza os seus cursos de condução fora de estrada, entre outras actividades relacionadas

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São 520 hectares particulares e onde nos foi possível rolar 10 kms em terra :-)

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Importante, circular devagar, de forma a não fazer pó para quem seguia atrás.
A vontade de acelerar nos belíssimos estradões de terra desta herdade era muita, mas o respeito pelos outros vem primeiro.

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Em algumas partes o piso ficava um pouco mole, tornando a condução mais divertida, pelo menos para mim ;-)

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E um ponto de picagem original, em plena zona de passagem da Ribeira da Seda, que nasce na Serra de S. Mamede, forma a albufeira do Maranhão e as suas águas vão desaguar ao Sorraia.

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Arrefeceu um pouco os motores e causou alguns sustos aos mais distraídos, pois o seu piso era mole e irregular.

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E pequena paragem junto do pessoal da MotoXplorers, onde nos foi oferecido água fresca.

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Foto com o Carlos Azevedo, um dos maiores viajantes nacionais e conhecido pelo seu projecto “Até ao Fim do Mundo“, e instructor da MotoXplorers:

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Após esta pequena paragem, seguiram-se mais uns bons kms por percursos fora de estrada, essencialmente de terra batida, alternando com um ou outra parte mais arenosa.

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Adorei estes percursos fora de estrada no Alentejom pois sentia que a LC8 estava muito à vontade e estava no seu habitat natural :-)
Pena foi não podermos rodar a velocidades superiores a 60 km/h, devido ao pó que se levantava, senão a diversão teria sido muita, porque alguns desses estradões ofereciam excelentes condições para rodar sem dó nem piedade o punho direito.

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Fiquei fã do Alentejo, especialmente destes percursos, onde surgem muitas rectas como a que se encontra na foto abaixo:

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Tenho que vir com mais tempo ao Alentejo ;-)
Seguiu-se uma travessia engraçada, a travessia da Ponte 25 de Abril à escala :-)

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Nada disso :-)
Atravessamos a Ponte de Ervedal, que foi nada mais nada menos que uma espécie de maqueta ou teste à enorme travessia do Tejo.

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Foi construída em 1957 pelo Professor Engenheiro Edgar Cardoso, e inicialmente era de madeira, até que um dia um incêncio a danificou, tendo sido reconstruída mais tarde em metal.

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E mais um ponto de picagem curioso, com passagem por uma portagem :-)

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Cumprimenta-se o Deus e siga em frente para Casa Branca, outra Vila Alentejana.

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A manhã estava quase no fim, mas o calor continuava em força, diria abrasador…
Percorremos mais alguns kms por algumas localidades Alentejanas e paramos nos refrescarmos um pouco, ao sabor de um bom gelado e água.
Mas parecia que não produzia qualquer efeito…

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Como se o calor não bastasse, tive o azar de ser picado por uma abelha, que por momentos me deixou fulo…
Vá lá que não sou alérgico à picada de abelha e não tive qualquer tipo de inchaço, apenas uma sensação de incómodo.

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Passagem por Évora e o Aqueduto Água de Prata, construído entre 1531 e 1537 pelo arquitecto Francisco de Arruda:

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E mais uma picagem na tarjeta:

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Por esta altura, já apetecia almoçar qualquer coisa, bem como descansar um pouco.
Vidigueira foi o local eleito pela organização para tal.

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Mas a entrada em Vidigueira só foi permitida à hora certa de cada equipa…

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Vidigueira é um concelho de origem agrícola, onde as hortas. laranjas, vinhas, olivais e campos de cereais fazem deste concelho “Terra dos Gama”.
É também n a Vidigueira que se realiza uma das concentrações Motard mais conhecidas do país, a Concentração da Vidigueira, promovida pelo Grupo Motard da Vidigueira.
O almoço foi servido no relvado junto ao complexo das piscinas:

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Esta zona de relvado revelou-se muito acertada, pois as árvores que envolviam esta zona protegia-nos um pouco do sol e do enorme calor que se fazia sentir.
Para almoço, um bom Gaspacho:

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O Gaspacho é uma sopa fria, com muito pão, tomate, pimento, alho, oregãos, azeite e vinagre. É um prato geralmente produzido e consumido no verão.
Apesar do seu aspecto invulgar, esta sopa soube-me muito bem :-)
Talvez a fome tivesse ajudado a saborear melhor esta refeição ;-)
Depois desta paragem bem apetecida, voltamos à estrada, sempre com as temperaturas sem dar tréguas.
A paragem que se seguiu foi nas Ruínas de S. Cucufate, antiga quinta agrícola romana de Vila Áulica, em Vila de Frades.

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O calor era tanto, que tivemos que parar algumas vezes para nos refrescar. A Coca Cola nunca soube tão bem :-)

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Seguiram-se vários kms de estrada, por vezes pouco entusiasmantes, muito por culpa de várias zonas secas e desprovidas de algum interesse paisagístico.
O Vítor foi sempre o “homem do leme” neste LAL, ou seja, foi sempre ele a marcar o ritmo de deslocação, que se revelou sempre acertado e ao meu gosto. Ainda por cima é adepto de grandes tiradas, tal como eu :-)
Contudo, surgiram algumas belezas pelo caminho, como os muito campos de girassóis, que ofereciam uma vista muito bonita:

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Outra particularidade, foram os enormes olivais, em que chegamos a perder de vista, tal a imensidão dos mesmos:

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Hehehehe…, cuidado com este ponto de picagem ;-)

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O Alentejo foi aquilo que estava à espera, isto é, seco, muito calor, grandes estradões de terra e grandes rectas em asfalto.
Por vezes chegava a ser maçador andar nas enormes rectas de asfalto, faltavam mais algumas curvas para quebrar com a monotonia.
Mas tudo bem, o calor e as enormes rectas não nos iam levar a melhor :-)
Entramos em Ourique, vila pertencente ao Distrito de Beja, onde já se sentia o cheiro a Algarve e onde tivemos uma paragem mais prolongada para um lanche oferecido.

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O pavilhão onde nos serviram o lanche é que não melhorou nada o calor que sentíamos, dado que fazia efeito de estufa e, consequentemente, muito calor :-(

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O lanche foi servido pela FMP, com o apoio da BMW, Câmara Municipal de Ourique e Alfredo Horta.
Lanche servido num saco BMW…, esperava não ter nenhuma indigestão ;-)

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Km a zero e rumo a sul, através de um vale, que exigia alguns cuidados, pois a qualidade do asfalto da estrada N26 não era a melhor, ou seja, com buracos e lombas.

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No entanto, a aprtir daqui notou-se uma nova mudança de paisagem, com a mesma a assumir contornos mais verdejantes, tornando-se mais agradável.
Tínhamos definitivamente deixado as paisagens mais áridas do Alentejo, para entrarmos em paisagens mais verdejantes, onde surgiram colinas de pinheiros mansos e sobreiros.
Muito agradável e com as temperaturas a baixarem um pouco.

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A malta das Vespas, incansáveis :-)

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De inferno não tinha nada :-)

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Ok, estávamos em Santa Clara-a-velha, vila pertencente ao concelho de Odemira e que é banhada pelo Rio Mira.

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Aqui picamos uma vez mais a tarjeta, mas de uma forma realmente refrescante para nós, ou seja, era preciso entrar no rio para picar a tarjeta :-)

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O Vítor ainda se deu ao trabalho de se descalçar e puxar as calças para cima…

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Mas não me estava a apetecer ter este trabalho, e fui picar mesmo de calças e botas vestidas.
Fiquei bem mais fresco :-)

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E quando pensava que não haviam mais percursos fora de estrada, eis que surgiram mais alguns, já em território Algarvio, que ajudaram a quebrar com a rotina do asfalto e nos pouparam 2 kms

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Na próxima paragem esperava-nos um Subida Impossível :-)

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Calma, não era para subirmos, mas sim para picar a tarjeta :-)
É nesta subida que o MC Albufeira realiza á Subida Impossível, única prova do género em Portugal Continental.

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Só a título de curiosidade, esta Subida Impossível já foi alcançada pelo multi campeão nacional António Oliveira, bem como pelo seu filho, Luís Oliveira. Filho de peixe sabe nadar ;-)

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Mas chegamos um pouco cedo, e tivemos que esperar pela nossa hora de picagem, sempre bem dispostos :-)

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Seguiu-se a entrada em Silves, terra de mouros e pertencente ao Distrito de Faro :-)

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Por esta altura, já se começava a sentir que o LAL estava a acabar, e com ele uma grande aventura.
Contudo, não valia a pena ficar nostálgico, pelo menos para já, mas sim aproveitar ao máximo os kms que restavam.
Paramos no Sítio das Fontes, concelho de Lagoa, e recebemos mais algumas águas para refrescar.

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O Sítio das Fontes, é um Parque Municipal, que se situa na margem de um esteiro do Arade, perto de Estombar, e possui várias nascentes que brotam do maior lençol freático algarvio, conhecido por Lias-Dodger ou Querença-Silves.
Uma zona muito apetecível para se passar um dia agradável.

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Travessia do Rio Arade através de ponte, já em final de tarde:

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E como não podia deixar de acontecer, picagem num ponto de venda do principal patrocinador do LAL, a Moviflor, em Portimão.

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Uma vez mais chegamos adiantados, e tivemos que esperar uns 40 minutos…
Picagem feita, seguiram-se alguns kms por várias zonas de Portimão, incluindo zonas mais turísticas, e onde tivemos que ter atenção ao trânsito, que estava cada vez mais intenso.
Já sentia saudades das estradas de montanha…
Um último ponto por onde passamos e picamos a tarjeta, foi o Faról que vigia a foz do Arade:

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Km a zero e siga para Carvoeiro, que nos ofereceu uma das últimas vistas bonitas do LAL.

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Entramos em Lagoa, onde nos esperava am última subida ao palanque do 13º Portugal de Lés-a-Lés.
Nuno e Ricardo, a 2ª equipa do Clube Motard de São Miguel, igualmente presentes no final deste LAL e sempre bem dispostos.

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Eu e o Vítor naturalmente satisfeitos com a nossa participação. O sentimento de missão cumprida era grande.

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Últimas fotos…

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E foi em ambiente de festa que terminou o 13º Portugal de Lés-a-Lés :-)

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Estávamos todos de PARABÉNS pelo feito conseguido, especialmente pelos 961 kms percorridos, muitas vezes sob condições climatéricas adversas (entenda-se muito calor), mas com um percurso muito turístico e que nos permitiu conhecer um pouco melhor este nosso Portugal.

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O mosso país é ralmente belo. Valeu a pena cada km percorrido e o maior troféu que poderíamos receber foi a última subida ao palanque.
Se puder, voltarei a repetir esta actividade, garantidamente :-)
O último almoço do LAL:

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Após o jantar, ainda fizemos mais um pequeno esforço e rumamos até Silves para lá passarmos a noite, no Hótel Colina dos Mouros.
Mas a noite ainda nos reservava uma última surpresa, isto é, recebemos a visita da malta do forúm Trail Aventura, nomeadamente do Paulo Lança, Carla Lança, Pedro Neves, João Pais, José Louzeiro e José Martins (não sei o nome das outras senhoras, sorry).

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Deslocaram-se de propósito até nós, montados nas suas motas, e ainda ofereceram-nos uma t-shirt alusiva ao fórum :-)
Foi com muita alegria que conheci pessoalmente esta malta, pois o contacto pessoal é sempre muito diferente do virtual.
Pessoal alegre, brincalhão e simples, tal como gostamos :-)

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Pessoal, foi um prazer conhecer-vos pessoalmente, foram uma surpresa muito agradável e confesso que fiquei com muito boa impressão de todos vós.
Agora só falta participar num evento Trail Aventura
Lança e companhia, apareçam nos Açores, que serão muito bem vindos. Que dizem? :-)
Até um dia destes :-)

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Bem, resta a conclusão deste grande evento que foi o 13º Portugal de Lés-a-Lés :-)
O 13º Portugal de Lés-a-Lés foi, no meu caso particular, a realização de um sonho, pois já alimentava este sonho à muito tempo, e sentia uma grande vontade de conhecer o país desta forma, ou seja, montado na minha mota.
Portugal Continental é lindo, sem dúvida!
Não faltam belezas naturais, locais históricos, aldeias, concelhos e cidades que merecem a nossa visita, estradas espectaculares, percursos fora de estrada maravilhosos e pessoas muito simpáticas e amáveis.
Adorei, foram momentos especiais e, quem sabe, únicos que vivi nestes dias de LAL, e que certamente me marcaram positivamente e nunca esquecerei.
Por outro lado, o LAL foi um evento que me agradou muito em termos de organização, pois a mesma impressionou-me muito pelo seu empenho e profissionalismo. Por vezes, a confusão de motas era tanta, que chegava a parecer que estava tudo desorganizado, mas não, estava tudo controlado. É como diz o Vítor e bem, é uma desorganização organizada.
O Ernesto Brochado foi a pessoa que mais me impressionou, sempre presente, dedicado, cheio de energia e sempre com palavras simpáticas para todos os participantes. Uma homem com uma enorme paixão por este vento, diria de uma paixão de Lés-a-Lés ;-)
Contudo, não posso deixar de referir o cansaço que este tipo de actividade provoca, não mata, mas mói.
O LAL é uma actividade pensada para quem gosta de mototurismo e, muito importante, para quem gosta muito de andar de mota, pois passam-se muitas horas em cima da mota. Não é só um passeio, é uma maratona.
E a LC8? Portou-se à altura do desafio, sem nunca falhar ou dar sinais de fadiga. Foi uma excelente aliada nesta actividade, pois permitiu-se efrentar todo o tipo de desafios sem qualquer receio e sempre com um elevado grau de diversão. OBRIGADO à SRMOTO pela verificação feita na LC8 antes do LAL.                                                                                                                                                    E que seria do LAL sem um bom companheiro de equipa?
Não seria a mesma coisa, garantidamente.
O Vítor foi o meu incansável companheiro de equipa, sempre bem disposto, claro, directo, sempre pronto para devorar kms, com grande sentido de orientação, com grande espírito de camaradagem, enfim, um verdadeiro companheiro de estrada e, principalmente, um grande amigo.
Foi um prazer realizar o LAL na sua companhia, OBRIGADO por teres sido o meu companheiro de equipa :-)
Um grande OBRIGADO também para o Nuno e Ricardo, os quais nos ajudaram muito. Nas estadias, no Transitário, na alimentação, etc, foram verdadeiros amigos e incansáveis. Até ao próximo LAL! :-)
Saliento também todas as amizades encontradas e fortalecidas ao longo do LAL, o Filipe Elias, o Nuno Barbosa, o Paulo Lança e companhia, entre outros, que espero reencontrar um dia destes. OBRIGADO a todos pela vossa amizade! :-)
O meu OBRIGADO também todo o apoio manifestado por familiares, amigos e Clube Motard de São Miguel, pois as vossas energias positivas contribuiram muito para o sucesso deste LAL.
Por fim, o meu GRANDE OBRIGADO à minha cara metade, a Carla, por todo o apoio, entusiasmo e carinho que manifestou desde o inicio.
A Carla foi a pessoa que realmente me incentivou e me motivou a participar no LAL, pois ia adiar o sonho por mais um ano, devido à sua gravidez.
OBRIGADO amor pela tua compreensão e por todo o teu apoio incondicional, foste a chave da realização deste sonho. You’re the best! :-)
Para terminar, faço votos de voltar a participar num próximo Portugal de Lés-a-Lés.

Boas Curvas! :-)
 
 

CRÓNICA 13º Portugal de Lés-a-Lés: Parte 3 - 1º Dia: De Mogadouro a Castelo de Vide

Depois do grande entusiasmo que o Prólogo gerou, havia uma natural curiosidade e grande vontade de continuar com o LAL, especialmente agora que o LAL entrava na fase mais a sério, onde nos esperavam muitos kms, mas também muita aventura.
O 1º dia de prova ia nos levar de Mogadouro a Castelo de Vide, num total de, sensívelmente, 500 kms, distância que merece algum respeito, especialmente para nós Açorianos, pouco habituados a percorrer num só dia distâncias deste género.
Mas nada a temer, afinal de contas não faltava muita vontade e entusiasmo de seguir em frente :-)
O dia, uma vez mais, amanheceu muito quente, indicando que o calor ia ser muito ao longo do dia, sendo importante não esquecer beber muita água. Ainda bem que trouxe o camelbak.
Partida de Castelo de Vide, com oferta de pequeno almoço volante:

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Ora bem, após o pequeno almoço, fizemo-nos à estrada, seguindo o precioso “road book“, o qual era muito claro, isto é, indicava que não valia a pena imprimir um ritmo rápido e com pressa de chegar ao fim ou aos pontos de picagem, pois ia haver durante o LAL um controlo rigoroso da hora de entrada/picagem de cada equipa e, quem se adiantasse, não iria receber a picagem na tarjeta.
O mais importante era manter um ritmo calmo e descontraído, e aproveitar ao máximo cada km e cada cantinho de Portugal que o LAL vai revelando. Uma filosofia acertada e bem dentro do espírito do mototurismo.
Os primeiros kms deste 1º dia estavam a ser muito agradáveis, com um estrada excelente a abrilhantar este começo :-)

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Nuno e Ricardo sempre com a disposição em alta :-)

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O percurso estva a levar-nos em direcção a AlfÂndega da Fé, através do Vale Sabor, onde fizemos uma paragem obrigatória para apreciar a beleza paisagística desta zona de montanha, que é atravessada pelo Rio Sabor.

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Segundo a organização, era para se ter realizado nesta zona uma travessia a vau do Sabor no Sto. Antão da Barca, mas que não foi possível devido ao limo na pedra rolada. Fica para outra edição…

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Continuamos a rumar até Alfândega da Fé, apreciando as várias localidades e  estradas por onde passavamos, como as aldeias de Sendim da Ribeira e dos Cerejais no cume das colinas.

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Chegados a Alfândega da Fé, fomos muito bem recebidos (como em qualquer outra parte por onde o LAL passou), e fomos presenteados com cerejas, assim como um livro sobre esta região.

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Não sou apreciador de cerejas, mas o meu companheiro, o Vítor, apreciou e bem ;-)

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Alguns kms adiante, o LAL regressava novamente aos percursos fora de estrada, ou seja, os participantes iriam ter 2 opções de percurso à sua escolha, uma fora de estrada e indicada para aqueles que se sentiam mais à vontade a descer caminhos de terra com regos (3 kms), e outra por asfalto, com um percurso rápido, com curvas panorâmicas e um bom miradouro.

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Hehehe…, a organização nunca pára de nos surpreender com personagens engraçadas :-)

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Eu e o Vítor, seguimos pela opção 1, isto é, pelo percurso fora de estrada, em diracção à Cabreira, enquanto que o Nuno e o Ricardo seguiram pela opção 2, a de asfalto, em direcção a Gouveia, Cabreira, etc, por outras palavras, uma estrada mais à Lés-a-Lés ;-)

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A opção revelou-se muito acertada para nós, porque além de tornar a actividade mais aventureira, permitiu mostrar o Vale do Sabor e a localidade de Cilhade, que em breve vai ficar submersa.

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Quanto ao percurso em si, não era nada mais do que uma descida de montanha em terra batida, mas que não oferecia dificuldades de maior aqueles que possuem alguma experiência no fora de estrada, dado que o piso não oferecia “armadilhas” e oferecia boa tracção, pelo menos às motas Trail.
Gostei muito de o fazer, e só tenho pena de termos apanhado alguns participantes mais lentos (diria muito lentos…), porque senão o gozo teria sido maior.
De resto, era uma descida que oferecia um cenário muito bonito e panorâmico, sempre com o rio Sabor, que nasce em Espanha, a abrilhantar a paisagem.
Passagem por um pontão de cimento, logo após Cilhade, que é uma bonita localidade com casas de xisto, com contrafortes graníticos.

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Bonita vista sob o vale:

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Seguiu-se uma bela estrada de montanha, em sentido descendente, que ia reentrar no Parque Natural do Douro internacional. Este é o parque mais comprido do país, dado que desce a sul do Douro ao longo de Águeda
Esta estrada é de uma grande beleza, pois é perceptível a grandiosidade e espectacularidade do Parque Natural do Douro internacional.
Nesta descida de montanha, é obrigatório parar e apreciar com calma a paisagem :-)

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Por estas bandas os animais assumem um papél prioritário ;-)

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Ao longe a ponte Sarmento Rodrigues, que marca a mudança de distrito e região:

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A próxima paragem e picagem da tarjeta foi em Barca d’ Alva, onde o LAL já passou 3 vezes. Aqui já estávamos na Beira Alta.

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A picagem era no fim do pontão:

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A evolução dos tempos levou a que a Linha do Douro fechasse Barca d’ Alva e desse lugar à nova era dos barcos de cruzeiro. Restam as recordações.

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Seguiram-se mais alguns troços que, segundo a organização, eram novos no LAL. As aldeias de Escalhão a Almeida foram visitadas pela 1ª vez e, geograficamente, levaram-nos a até muito perto de Espanha.
Foi nesta zona que sofremos uma emboscada (picagem) dos Vespistas do Norte, e uma pequena passagem por uma zona fora de estrada:

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Infelizmente, escapu-nos neste ponto a picagem, ou seja, estávamos no sítio certo, recebemos o autocolante alusivo à passagem, mas não encontramos as pessoas que estavam a picar as tarjetas. Foi pena, porque foi o único ponto onde não picamos, mesmo estando no sítio certo. Irónico não?
Até ao momento, estava a adorar o desenrolar deste 1º dia de LAL, pois o norte do país estava a oferecer-nos passagens por zonas magníficas, com cenários maravilhosos e por localidades com história.
Esta forma de descobrir o país estava a agradar-me e a deixar-me mais curioso.
Viva o Lés-a-Lés! :-)
Depois, e tal como sugere o “road book“, Alma até Almeida, onde tivemos 20 minutos e 2 kms para apreciar 6 baluartes de Almeida.

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Os 6 baluartes de Almeida são uma grandiosa obra de engenharia iniciada em 1641, e é a mais monumental praça-forte de Portugal e que conheceu guerras terríveis.
Uma zona histórica e que exigia que se circulasse devagar, de forma a podermos apreciar convenientemente os 6 revelins, as casamatas e quartéis.
Gostei muito!

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Muralhas e canhões transportam as nossas mentes para outros tempos e fazem-nos imaginar as grandes batalhas que aqui se travaram, e que só sucumbiu devido à negligência de quem fez explodir o paiol em 1810. Espectacular!

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As Casamatas (bunquer da altura), das quais 7 das salas das Casamatas foram transformadas em Museu:

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Eram salas à prova de bomba e que já estiveram cobertas de terra. Têm uma nascente de água e conseguiam abrigar 3.500 pessoas (em caso de guerra).

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Passagem pelo Museu Militar:

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Antes de seguir em frente, tempo para abastecer.

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Os abastecimentos foram sempre as partes menos boas do LAL, dado que normalmente as estações de serviço encontravam-se cheias de motas, levando-nos a demorar uns largos minutos.
As paragens até foram bem vindas, pois permitia-nos descansar um pouco. Já que falamos neste assunto nota para a melhoria dos consumos das LC8, isto é, nos Açores e devido à sua geografia, os consumos são sempre mais elevados, em Portugal Continental, conseguimos fazer mais kms, pois não estamos em constante pára/arranca.
Muito bom! :-)

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Mais uma bonita passagem, desta vez na Ponte de Sequeiros, construída no século XIII, para fins fronteiriços.

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Uma passagem com a presença dos sempre animados Moto Clube Galos de Barcelos :-)

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Sabugal, Badamalos, Valongo do Côa, Martim Pega, Carvalhal Meão…, e ainda havia muito mais a percorrer :-)

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Vila do Touro ofereceu-nos o próximo ponto de picagem, onde tínhamos que estacionar e subir a pé ao castelo.

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Com o calor que estava, era caso para se dizer :

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Vila do Touro foi vila sede de concelho quase desde o inicio da nacionalidade, mas a construcção do seu castelo nunca chegou a ser concluída, devido a ter deixado de ser fronteiriça com o Tratado de Alcanices.
Este castelo ainda não tinha sido visitado pelo LAL.
Na subida ao castelo, os participantes foram presenteados com vários sinais de trânsito, mas que estavam alterados e contavam uma história que, resumidamente, conta a história de um casal que se apaixonou, em que ela engravidou (ops) e, finalmente, vendeu a mota.
Muito engraçado :-)

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Isso é que não…

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Bem, a caminhada ao sol não foi nada fácil, mas a vista das ruínas do castelo compensou todo o esforço :-)

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Outra passagem histórica foi a do Castelo de Sabugal, que, segundo a lenda, foi no largo deste Castelo que aconteceu o milagre das rosas entre a raínha Santa Isabel e D. Dinis.

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O Castelo esteve aberto de propósito para a caravana do LAL, sendo a sua visita imperativa :-)

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E era chegada a hora do tão apetecido almoço, no Sabugal, pois as energias já estavam bem em baixo, fruto do acumular de kms e, principalmente, do muito calor que se fazia sentir.
Confesso que estava a sofrer um pouco com o calor, e esta paragem foi muito bem vinda para mim.
Retemperando energias…

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A FMP trabalhou muito na divulgação do LAL em algumas localidades.
1250 motas…, bem, é no mínimo IMPRESSIONANTE :-)

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De volta à actividade, km a zero e rumo a Penamacor.

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Na minha opinião, uma das coisas mais engraçadas no LAL são as travessias de algumas aldeias/localidades mais antigas, com casas em pedra/xisto e pavimento a consizer, com em Penha Garcia.

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Em Penha Garcia, subimos até um cume, onde paramos e fomos presenteados com uma vista magnífica sob o Vale do Pônsul:

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Mais um momento Kodak :-)

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E saída de Penha Garcia, pelas suas ruas pitorescas:

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Mais uma picagem e siga! ;-)

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Os próximos kms estavam progressivamente a levar-nos para Espanha, sendo a 2ª vez que o LAL entre em Espanha. A 1ª vez foi em 2007, com passagem por Olivença.
Se não estou em erro, rio Erges:

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E siga para Espanha, rumo a Alcântara :-)

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E a chegada à Ponte de Alcântara (Cáceres), que fica sobre o rio Tejo, e possui 194 metros de comprimento, 61 metros de altura e 8 metros de largura.

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Uma construcção com 1905 anos. No mínimo imponente.

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A travessia da ponte, entrada em Alcantara, Plaza de la Corredera e subida do “Calle” principal.

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Carretera EX 207 e 26 kms de rectas até membrio.
Agora é só enrolar o punho direito, mas com cuidado, pois a Guarda Civil está avisada da passagem dos participantes do LAL;-)

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Voltamos a entrar em território nacional, com travessia do concelho do Marvão, onde Eu e o Vítor ficamos hospedados no fim deste 1º dia de LAL.
O dia já ia terminando aos pucos, assim como o “road book“, indicando que este 1º dia esava quase a terminar.
O fresco do fim de tarde estava a ser muito agradável e relaxante, pois o dia tinha sido de temperaturas elevadas.

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E entrada no palanque em Castelo de Vide, região do Alentejo e sub-região do Alto Alentejo:

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Já estávamos no Alentejo, com muitos kms deixados para trás, com paisagens fabulosas, com passagens maravilhosas, onde destaco o Parque Natural do Douro internacional, os 6 baluartes de Almeida, Vila do Touro, entre outros, e, naturalmente, algum cansaço natural deste longo dia.
Uma vez mais afirmo que, valeu a pena cada km! :-)
Mas o dia ainda reservou mais uma agradável surpresa, à chegada a Castelo de Vide, tínhamos à nossa espera o João Morais e um amigo, Motociclista, companheiro e amigo que esteve durante alguns meses em São Miguel e me acompanhou em vários passeios.
Este amigo não nos esqueceu e deslocou-se quase de propósito até nós.
Claro que o convívio não podia deixar de se realizar, onde foram recordados grandes e agradáveis momentos em São Miguel.
Amigo, OBRIGADO por não te teres esquecido de nós, pela tua companhia e, sobretudo, pela tua amizade.
Este Lés-a-Lés estava a ser memorável, sem dúvida.
O 2º e último dia, ia nos levar de Castelo de Vide a Lagoa.
Era muito importante dormir um pouco, porque previa-se temperaturas muito elevadas para este 2º dia.

CONTINUA

Boas Curvas! :-)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

CRÓNICA 13º Portugal de Lés-a-Lés: Parte 2 - Verificações Técnicas & Prólogo

E era chegado o grande dia, isto é, o inicio do Lés-a-Lés :-)
No dia 23 de Junho realizava-se em Mogadouro as Verificações Técnicas, bem como o Prólogo. No entanto, a organização do LAL, a FMP, tem tudo bem pensado, ou seja, cada equipa tem a sua hora para Verificações Técnicas e inicio do Prólogo, e como éramos as equipas nº 474 e 475, só iniciávamos a nossa actividade no final da manhã e inicio de tarde.
Portanto, tivemos tempo de acordar nas calmas e preparar-nos para o grande dia :-)
O dia amanheceu com um forte sol e com uma temperatura típica de Verão, deixando antever um lindo dia de inicio de LAL.
Antes de partirmos para as actividades do dia, realizamos uma inspecção de rotina às motas, como lubrificação da corrente, verificação do nível de óleo, entre outras tarefas, de forma a evitar qualquer possível percalço.

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Mas antes de irmos para Mogadouro, demos um saltinho até Espanha, até ”Leon e Castilla”, província de “Zamora”, para tomarmos o pequeno almoço e abastecermos as motas, pois era bem mais barato que no nosso Portugal.
Pelo caminho, demos uma vista de olhos na barragem que se encontra em construcção, que não deixa de ser uma vista impressionante, especialmente para nós Açorianos, que não temos destas construcções:

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Uma zona bem bonita :-)

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Bora tomar o pequeno almoço :-)

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Carinhas típicas de férias ;-)

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Pequeno almoço com sabor Espanhol ;-)

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E após esta tão apetecida refeição, regressamos a território nacional, sempre com paisagens muito agradáveis pelo caminho.

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Chegamos ao centro de Mogadouro, onde já se verificava muita movimentação e agitação, assim como já decorriam as Verificações Técnicas e Prólogo para alguns.
Como ainda faltava muito para a nossa hora, relaxamos um pouco num café local, e sempre bem acompanhados, entenda-se, umas imperiais e tremoços :-)

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No café onde estávamos, era possível assistir à passagem de vários participantes do LAL nos mais diversos tipos de motas, desde Trails, Naked, Chopper, Turísticas, etc, mas as que me estavam a chamar mais atenção eram as beldades de outros tempos, ou seja, as Sachs, Zundapp, Famel, entre outras.
Uma demonstração clara de que para se fazer o LAL não é preciso máquinas de última geração, mas sim muito espírito e vontade.
Admiro a coragem destes companheiros :-)

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Mais perto da nossa hora de dar entrada ao parque fechado das Verificações Técnicas, demos uma voltinha pelas áreas onde havia mais movimentação e agitação, pois é nestas áreas que se tem mais contacto com a realidade da actividade, onde se tem mais contacto com os outros Motociclistas e onde se vê, muitas vezes, várias situações curiosas.

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No interior do parque a movimentação era muita, assim como as motas. Aliás, motas é o que não faltava e para todos os gostos.

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A malta das BMW não brinca em serviço, e até têm alguns concessionários que prestam assistência antes, durante e depois do LAL, como a Bomcar:

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Por falar em BWM, eram mais que muitas e viam-se por todo o lado. O modelo que mais se via era a GS/A 1200.
Um grupo de participantes curioso foi o pessoal do Enduro, ou seja, participaram no LAL de mota de Enduro e chegaram ao fim.
Nem quero pensar nas dores no “traseiro”…

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E era hora de entrar para as Verificações Técnicas, bem como receber o material necessário para participar no LAL, como os “road books”, coletes, t-shirt, etc.

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Já referi isso, mas volto a lembrar, a BMW não se cansava de marcar posição das mais variadas formas, e na foto abaixo, uma GS 800 para que quisesse tirar fotos em cima ou junto da mesma:

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Zona onde se recebe todo o material necessário para participar no LAL, com a presença de senhoras muito simpáticas, das quais algumas já tinham estado em São Miguel, pela altura da visita do Moto Clube do Porto:

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O pessoal todo janota com os coletes do LAL, os quais são de uso obrigatório durante o evento, preparando o “road book” do Prólogo:

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Enrolando o “road book”, já com alguma ansiedade para para me fazer à estrada ;-)

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E as Verificações Técnicas, onde é verificado a documentação, principalmente o seguro, estado dos pneus, se as luzes (incluindo piscas e stop) estão a funcionar correctamente e pouco mais.

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Colocação da pulseira da actividade, obrigatória durante o LAL, mesmo quando se toma banho :-)

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Última fase, com entrega dos autocolantes e tarjeta de picar nos vários controlos do LAL:

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E após colar os autocolantes, “Ready To Go“!!! :-)

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E foi sob um calor abrasador que iniciamos o Prólogo em Mogadouro, onde a partida do palanque inicia oficialmente a actividade e o começo de muitas aventuras inesquecíveis.

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Nuno e Ricardo prestes a partir, e um membro da organização a fazer pose para a foto :-)

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E era chegada a minha vez e a do Vítor, com o Ernesto Brochado, pai do LAL, a dirigir algumas palavras simpáticas e alusivas ao facto de sermos Açorianos.
Este homem é impressionante, é uma presença constante no LAL, sempre cheio de energia, bem disposto e sempre com palavras simpáticas para todos.

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E iniciamos oficialmente o LAL! :-)
O Prólogo, e segundo a organização, iria passar em 15 das 28 freguesias do concelho de Mogadouro, que é um dos maiores de Portugal Continental em termos territoriais, com 758 km2.
O meu inicio de LAL foi com algum nervosismo, típico de estreante. Mas para minha sorte, tinha um excelente companheiro de equipa, que para além de já não ser um estreante no LAL,é uma pessoa muito calma, ponderada e sempre pronto a ajudar. Por isso, foi com rapidez que este nervosismo foi ultrapassado, dando lugar a uma grande descontracção e alegria. Obrigado Vítor!
Primeira paragem do Prólogo, Castelo de Mogadouro:

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Um castelo construído por D. Afonso Henriques e doado aos Templários, para que protegessem a região.
Do castelo, a vista era impressionante e um verdadeiro presente de inicio de LAL:

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Seguiram-se vários kms de travessia de várias aldeias de Mogadouro, com passagem por várias localidades com pontos de interesse, como Soutelo, onde as escadas exteriores em casas de rés do chão e 1º andar, indicam que estamos em Trás-os-Montes.
Mas para minha surpresa, não demorou muito até o LAL começar a tornar-se mais aventureiro, isto é, o “road book” levou-nos por alguns percursos fora de estrada, muito simples e acessíveis para os mais experientes, incluindo uma descida em terra panorâmica.

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Escusado será dizer que adorei a parte do fora de estrada ;-)

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Fiquei impressionado quando vi nos percursos fora de estrada malta com motas de estrada, mostrando bem a grande vontade de seguirem todos os percursos indicados pelo “road book”.
Próxima paragem, Igreja de Santa Maria de Azinhoso, um dos mais importantes templos românicos nordestinos:

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Seguiram-se mais percursos fora de estrada, mas um pouco mais rápidos, e que nos proporcionaram bons momentos de condução TT :-)
Quase no fim do mesmo, uma surpresa agradável, encontrei um companheiro do fórum Trail Aventura e que só conhecia virtualmente, o Nuno Barbosa:

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Foi um grande prazer conhecer pessoalmente o Nuno, pois deu para perceber que é boa gente, e até fez questão de me dar o seu nº de Telemóvel, caso a minha KTM precisasse de ferramentas BMW, brincalhão ;-)
Até um dia destes Nuno!
Uma vista sob a albufeira, da Barragem de Penas Roias:

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Entramos em Penas Roias, que já foi em tempos concelho, e visitamos uma pequena torre de um castelo, que foi pertença dos Templários quenado era necessário proteger a nossa nacionalidade.

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Também foi aqui que paramos mais um pouco, pois o calor fazia-se sentir (e bem) e até causava algum cansaço extra, mas nada que não se aguentasse. Afinal de contas, que corre por gosto não se cansa ;-)

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Durante o LAL, estamos constantemente na presença de motas na estrada, sendo necessário um cuidado redobrado na circulação, pois muitas vezes estamos a ser ultrapassados ou a ultrapassar, e existem participantes com diferentes níveis de andamento e experiência.
Muito cuidado com a leitura do “road book”, pois muitas vezes a inexperiência na utilização deste equipamento pode levar a alguns sustos, ou mesmo a pequenos acidentes, como parece que foi este caso abaixo, envolvendo uma GS e uma RT:

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De referir que para o Nuno e Ricardo também estava tudo a correr da melhor forma. Grandes amigos e companheiros de estrada :-)

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Passamos pela aldeia de Castanheira, aldeia de Sanhoane, atravessamos Travanca, entramos em BemPosta, Lamoso e entramos em Algosinho, onde visitamos a Igreja de Algosinho:

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Esta Igreja românica tem a particularidade de ser dos poucos monumentos nacionais sem luz eléctrica e de ser uma igreja onde se entra a descer.
O seu aspecto interior atesta bem a sua antiguidade:

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Luz, só mesmo a do exterior, coisa que não é díficil neste belo dia de Verão:

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Voltamos a seguir uma rota em direcção a Mogadouro, indicando que já estávamos perto do fim do Prólogo.
Era com pena que estava a ver o Prólogo chegar ao fim, pois estava a adorar devorar kms e conhecer todas estas beldades de Portugal Continental.
Temos, de facto, um país lindo e com uma enorme herança cultural, que merece toda a nossa atenção e carinho.
E chegada ao mesmo ponto de ínicio do Prólogo, com uma enorme sensação de satisfação e realização pessoal.

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Seguia-se o jantar, já com o parque de estacionamento do jantar carregadíssimo de motas:

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A malta dos kilts, presença assídua no LAL. Mas não se deixem enganar, estes senhores fazem o LAL sempre de kilt. Grandes malucos :-)

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À entrada do recinto para o jantar, im pequeno controle, onde apenas bastava mostrar o dorsal e a pulseira. Mesmo neste tipo de tarefa, o Ernesto Brochado é sempre uma presença constante. o homem vive o LAL intensamente.

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Quanto ao jantar, a Câmara Municipal de Mogadouro fez questão de servir um prato tradicinal, bulho com cascas (ou butelo com cascas), composto por enchido em tripa larga, feito à base de ossos com carne de porco cozido com cascas (vagens de feijão seco de textura tenra).

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Conclusão do dia, EXCELENTE!!! :-)
Tudo muito bom, desde a organização do evento, o ambiente, o meu grande ecompanheiro de equipa, as amizades travadas, como o Nuno Barbosa, os percursos, o fora de estrada, as aldeias, os monumentos, a camaradagem do Nuno e Ricardo, enfim, saldo muito positivo.
Já contava os minutos para o inicio do 1º dia de prova, que nos iria levar de Mogadouro a Castelo de Vide.

CONTINUA

Boas Curvas! :-)


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

CRÓNICA 13º Portugal de Lés-a-Lés: Parte 1 - de Lisboa a Mogadouro

De 23 a 25 Junho, realizou-se em Portugal Continental a maior actividade Mototurística do país, e única na Europa, o Portugal de Lés-a-Lés.
Este ano realizava-se a 13ª edição, a qual prometia ser uma grande aventura, muito ao jeito do Mototurismo e, claro, com passagem por locais maravilhosos.
Tal como fui relatando neste espaço, os Açores e o Clube Motard de São Miguel tiveram uma vez mais representação neste evento, através de Mim e o Vítor, com a equipa “Açores Adventure Team“, ambos em KTM LC8 950 ADVENTURE, e o Nuno e o Ricardo com a equipa “Moto Piscos“, ambos em BMW.
Claro que a participação no LAL começou meses antes, com a inscrição, preparação das motas, equipamento e demais logística, mas só começou verdadeiramente a partir do momento que iníciamos a viagem para lisboa.
Despedidas feitas aos nossos familiares e amigos e, dia 21 de Junho, partimos de Ponta Delgada para Lisboa, com um enorme sorriso na cara :-)

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Nem demos pela viagem até Lisboa, pois entre Mim e o Vítor houve sempre muita conversa, quase sempre à volta das motas :-)
Chegados a Lisboa, fomos recebidos pelo Nuno, o qual nos acolheu na sua casa e onde passamos a noite.
No dia seguinte, dia 22 de Junho, era tempo de ir ao Transitário buscar as nossas companheiras de viagem.
Por esta altura já reinava alguma ansiedade, fruto da grande vontade de nos fazermos à estrada e das 2 semanas sem vermos as nossas queridas motas.
As motas chegaram imaculadas, onde apenas a top case do Vítor sofreu alguns danos, que prontamente foi resolvido.
Toca a tirar o “pijama” às meninas ;-)

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E estavam prontas para se fazerem à estrada :-)

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Contudo, o LAL tinha o seu ínicio em Mogadouro, ou seja, bem lá para cima e muito perto de Espanha, sendo necessário realizarmos uma viagem de Lisboa até Mogadouro.
Mas antes de iniciarmos a viagem até Mogadouro, passamos em casa do Nuno para fazermos os últimos preparativos:

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E a colagem dos autocolantes alusivos à equipa “Açores Adventure Team:-)

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Foi no próprio dia 22 de Junho que realizamos a viagem até Mogadouro, com o Nuno a ser o nosso guia, sempre pelos acessos mais rápidos e directos, aproveitando ao máximo o bom tempo que se fazia sentir no Continente e as excelentes estradas.
Agora sim, já estavamos a sentir um cheirinho de aventura, o prazer da estrada, os motores a todo o vapor e a certeza que tínhamos pela frente cerca de 500 kms até Mogadouro…
No entanto, foi em Coimbra que efectuamos a primeira paragem prolongada, pois esperava-nos um convite para almoço do nosso amigo Filipe Elias da Espaços Sonoros:

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Foi com muito gosto que voltei a rever o Filipe e também foi um prazer conhecer a outra cara da Espaços Sonoros, o Rui, irmão do Filipe.
Não faltou assunto e, como sempre, o Filipe foi um grande anfitrião.

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Aproveitamos para conhecer a Espaços Sonoros, conversar um pouco e no fim, fomos presenteados nos nossos GPS com uma rota Coimbra - Mogadouro mais turística, cortesia do Filipe Elias :-)

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Obrigado Filipe, gostamos muito da rota que nos colocaste no GPS, especialmente de uma certa estrada de montanha sinuosa à saída de Coimbra, onde curtimos muito as curvas.

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O nosso OBRIGADO ao Filipe e ao Rui pelo almoço e pela sua amizade :-)
E a foto para mais tarde recordar, da esquerda para a direita, Nuno, Rui, Filipe, Eu e o Vítor:

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Bem, após este belo almoço com o Filipe Elias, fizemo-nos à estrada, seguindo a rota colocada no GPS pelo Filipe, a qual foi muito interessante e quebrou em algumas partes com a monotonia de andar sempre em auto-estradas.
Os kms foram-se acumulando e foi sendo necessário efectuar algumas paragens pelo caminho, quer para abastecer, quer para recuperar energias e esticar um pouco as pernas.

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É muito diferente circular nos Açores e no Continente, ou seja, no Continente facilmente se faz uma tirada de cento e muitos kms sem nos darmos conta, situação que não acontece com frequência nos Açores.
Contudo, é um espectáculo devorar kms e mais kms, fazer grandes tiradas de mota e sentir que não estamos limitados no espaço, dá uma enorme sensação de liberdade e prazer, que díficilmente conseguimos sentir noutro tipo de veículo.
As KTM estavama portar-se de forma impecável e estavam a mostrar-se grandes devoradoras de kms. Estava muito satisfeito com a minha mota! :-)

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O GPS foi uma grande ajuda e, diga-se de passagem, foi a 1ª vez que usei o meu mais a sério, isto é, para fazer navegação.
Esta pequena maravilha da tecnologia é um “must have” nos dias de hoje, especialmente quando se viaja.

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E após 500 e qualquer coisa kms, chegamos a Mogadouro :-)

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Apanhamos o colega de equipa do Nuno, o Ricardo, em Mogadouro e depois seguimos para Bem Posta, onde íamos passar a noite.
O cansaço era, naturalmente, algum, mas nada que um bom duche e um bom jantar não resolvesse.
Por falar em jantar, o Ricardo, que também é Açoriano (Vila Franca do Campo), fez o melhor esparguete com salsichas que comi. Não sei se era aquele molho picante ou se era o cansaço, mas soube muito bem e até repetimos.

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Reencontro com as motas, 500 e tal kms de prazer de estrada e um jantar fabuloso, que mais poderíamos pedir???
Já sei, que se iniciasse o Lés-a-Lés :-)
O dia seguinte esperava-nos o ínicio da maior maratona mototurística do país, com as verificações técnicas e prólogo em Mogadouro.
A noite de sono seria para mim,enquanto estreante, de alguma ansiedade…

CONTINUA

Boas Curvas! :-)
 
 
 
 
 
 
 

Já regressamos do Lés-a-Lés!

Já regressamos do Lés-a-Lés! :-)
O 13º Portugal de Lés-a-Lés foi um evento memorável e espectacular a todos os níveis.
Foi a realização de um sonho, um objectivo cumprido e um enriquecimento pessoal que nunca esquecerei e que, se voltar a ter oportunidade, voltarei a repetir, garantidamente.
Viveram-se dias de puro Mototurismo, muita animação, muita camaradagem e muitas horas e kms de mota. Uma actividade de e para quem gosta de motas, bem organizada, cativante, enriquecedora e inesquecível.
Para os representantes do Clube Motard de São Miguel, Eu, Vítor, Nuno e Ricardo, correu tudo muito bem, as motas portaram-se muito bem e apenas o calor foi o nosso pior inimigo, mas que vencemos km a km.
O nosso GRANDE OBRIGADO ao Nuno e Ricardo pela sua hospitalidade e disponibilidade, que certamente nunca esqueceremos.
Nota ainda para as amizades que voltamos a rever, como o Filipe Elias, que mais o irmão, o Rui, nos proporcionaram um almoço muito agradável em Coimbra, e ainda delinearam nos nossos GPS uma rota muito agradável e turística até Mogadouro. E o João Morais (GS 1150 branca e azul), que se deslocou de propósito até nós, em Castelo de Vide, e lá recordamos bons momentos que passou em São Miguel.
O pessoal do Trail Aventura que conhecemos pessoalmente, Nuno Barbosa que conheci em pleno LAL e Paulo Lança, Pedro Neves e companhia, que também fizerem questão de se deslocarem até nós para nos conhecerem. Malta 5 estrelas e que espero rever com mais tempo.
A crónica do evento será feita nos próximos dias, tarefa que não se avizinha fácil, pois o LAL é muito rico em pormenores. Foram muitas fotos e vídeos, que serão díficeis de selecionar e resumir numa só crónica.
Para já, deixo algumas como aperitivo, tiradas pelo Nuno, Ricardo e João Morais.
Pequeno almoço em Espanha:

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Prestes a partir :-)

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Partida de Bruno e Vítor em Mogadouro:

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Os percursos fora de estrada fizeram parte do LAL, adorei :-)

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Chegada a Castelo de Vide, após um dia longo, com muitos kms feitos, muito calor, mas muita vontade de continuar :-)

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O homem que nunca se cansa, Ernesto Brochado, o pai do LAL:

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Antes de terminar, merecida referência para o meu colega de equipa, o Vítor, o qual foi um grande parceiro e amigo, sempre pronto a “devorar” kms, sempre disponível e sempre muito objectivo. Obrigado por teres feito equipa comigo, aprendi muito contigo.
E, claro, o meu grande reconhecimento ao apoio incondicional da minha cara metade, que sempre me apoiou neste evento. You’re the best Carlinha!
A crónica será publicada oportunamente.

Boas Curvas! :-)

“Todos os caminhos vão dar a Mogadouro…”

“Está praticamente tudo a postos para a grande festa do mototurismo nacional, com os últimos preparativos para o 13.º Portugal de Lés-a-Lés/Moviflor em ritmo acelerado. Conhecidos os horários e a quilometragem da ligação entre Mogadouro, Castelo de Vide e Lagoa, descobrem-se mais algumas curiosidades na mais longa lista de inscritos de sempre. E fica a saber-se que a festa será ainda maior, com concertos, bailaricos e até um sketch teatral…
O Gabinete de Imprensa 13.º Portugal de Lés-a-Lés   |  [20-06-2011 11:47:30]

É uma festa ímpar cada edição do Portugal de Lés-a-Lés, onde a beleza paisagística e o orgulho histórico andam de mãos dadas com uma gastronomia de riquíssimos sabores e gentes de uma simpatia sem igual. Um País incomparável, que se redescobre a cada ano, numa aventura mototurística que é caleidoscópio de retemperadoras sensações, em viagem que procura devolver o que de mais bonito, de mais genuíno tem Portugal, sempre longe das incaracterísticas auto-estradas, IP’s e IC´s, antes optando pelas mais pitorescas estradas nacionais, municipais e, até, caminhos de cabras.

E é isso mesmo que a Federação de Motociclismo de Portugal oferece à longa e colorida caravana que começa, na quarta-feira, 22 de Junho, a chegar a Mogadouro para efectuar as Verificações Técnicas e Documentais, na quinta-feira, dia de feriado de Corpo de Deus, em que terá lugar o prólogo do 13.º Portugal de Lés-a-Lés/Moviflor, com curta mas deslumbrante passeata pelas estradas e estradinhas do concelho nordestino. Serão 85 quilómetros em verdadeiro aperitivo para uma das mais turísticas edições de sempre, com percurso total de 961,6 km, contra, por exemplo, os 1050 km que, em 2010, ligaram Faro ao Porto.

Com estradas maioritariamente rolantes, bem pavimentadas e fáceis, a primeira etapa, entre Mogadouro e Castelo de Vide, terá 443,5 km, a cumprir em 11 horas e 40 minutos sendo que 2 h. 50 serão repartidas por diversas pausas ao longo de um dia que será cumprido a uma média de 50,2 km/h! E não adianta acelerar mais, porque os elementos dos 15 motoclubes que montarão, de Norte a Sul do País, os 20 controlos secretos de passagem só deixarão passar os participantes à hora certa!…

Mais facilidade na segunda etapa, com 12 h 30 para cumprir os 433,1 km entre Castelo de Vide e Lagoa a uma média de 49 km/h, já contando 3 h 40 com as paragens para refeições (e todos comem à sua hora!), fotografias e demais necessidades…mototurísticas. Ora, com estes horários e com a maioria das estradas bem desenhadas e em bom estado, são garantidos dois dias de intenso prazer mototurístico. A que se acrescenta, como não podia deixar de ser, a descoberta gastronómica, do mogadourense bulho com cascas ao alentejano gaspacho, na Vidigueira, bem fresco, tal como a especialíssima salada que será servida no Sabugal, para ajudar a combater a intensa canícula prevista para estes dias.

Com a maior lista de inscritos de sempre, o 13.º Portugal de Lés-a-Lés/Moviflor conta com alguns nomes bem conhecidos, dos ex-pilotos Paulo Marques, Bernardo Villar ou Joaquim Cidade, aos actores Vítor Norte e João Lagarto, passando pelos deputados Rodrigo Ribeiro e Miguel Tiago, ou pelo presidente da Câmara Municipal de Sabrosa, José Manuel Marques e pelo vice-presidente da edilidade de Mogadouro, João Henriques, que fará as honras da casa no arranque da aventureira maratona sobre duas rodas. Nomes integrados em tamanho pelotão que obrigou a reforço do número de elementos ligados à organização, com o maior número de sempre de mecânicos e técnicos de emergência médica…

Mas há mais, muito mais, nesta enorme festa que liga o Nordeste Transmontano ao Barlavento Algarvio, com garantia de animação acrescida nas três noites do evento. Logo em Mogadouro, após o jantar servido no Pavilhão Municipal, João Lagarto e Vítor Norte vão oferecer um sketch, onde o humor será servido em temática motard, enquanto em Castelo de Vide haverá um concerto a meio caminho (a pé!) entre o palanque de chegada e o local do jantar. Baile popular de música portuguesa, com o grupo Banda Gástrica, no Parque Malato Beliz, que pretende proporcionar maior convívio entre os participantes do Lés-a-Lés e a população local.

Animação que se prolonga até… ao final! Com promessa de grande festa final, na praia do Carvoeiro, em Lagoa, onde os aventureiros mototuristas chegarão, seguramente, mais conhecedores do relevante património, paisagístico, monumental e gastronómico, do nosso País. É esse, afinal, o grande objectivo do 13.º Portugal de Lés-a-Lés/Moviflor.”

Fonte: http://www.fmportugal.pt/artigo.asp?cod_artigo=178482

Vai ser uma GRANDE festa! :-)
Pessoal, até ao meu regresso, divirtam-se e podem contar com um relato da participação do “AÇORES ADVENTURE TEAM” nesta grande aventura.

Boas Curvas! :-)