"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem nenhuma explicação é possível…"


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Posts da categoria 'TEST-RIDE'

Test-Ride AJP PR3 125 SUPERMOTO

Na semana passada e a convite da MotoMais, fui testar uma mota que qualquer Português se pode orgulhar, a AJP PR3 125 SUPERMOTO :-)

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Para quem ainda desconhece, a AJP é a única marca Portuguesa de motas no activo e, actualmente, possui uma gama de produtos muito interessante, que vão desde motas de Todo Terreno/Enduro a Supermotos, todas elas com uma qualidade de construcção assinalável.
Quando cheguei às instalações da MotoMais, deparei-me de imediato com esta beldade, a qual brilhava de tão nova que estava, praticamente acabadinha de sair do caixote.
De imediato, o Manuel Martins com a sua habitual simpatia, informou-me que podia saltar para cima dela e fazer-me à estrada e para ter cuidado com a potência do “bicho”.
Claro que estava a brincar :-) , pois afinal de contas, trata-se de uma mota com um motor de 125 cc a 4 tempos.
No entanto, apesar da motorização ser de baixa cilindrada, esta AJP tinha outros argumentos que me iriam impressionar.
Mas já lá vamos! :-)
Assim sendo, parti da oficina e fiz-me à estrada, tomando algumas ruas da cidade de Ponta Delgada, onde esta PR3 Supermoto se revelou de imediato uma mota muito ágil e maneável, “furando” o trânsito com grande à vontade.
Espectáculo, já começava a recordar os tempos em que tive uma Suzuki DR 125 :-)
Para compreender melhor as características estradistas desta mota, tomei uma estrada rica em curvas, lombas e bom asfalto, situado na freguesia de Santa Clara, onde a PR3 estava como “peixe na água”, “devorando” todas as curvas com uma facilidade e precisão desconcertante, fruto do seu baixo peso, dimensões contidas e um bom acerto de toda a ciclística.
Um mimo! :-)

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Na primeira paragem efectuada, tirei algum tempo para conhecer melhor esta AJP :-)

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Mesmo parada, não deixa de ser elegante e de chamar atenção.

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Qualquer ângulo que se olhe, a PR3 revela dimensões reduzidas, contribuindo para uma imagem de mota leve e ágil, situação que se confirma na realidade, onde não encontramos dificuldades de controle.

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Vista deste ângulo, é fácil percebermos este conceito de dimensões reduzidas e de percebermos que o formato do seu assento proporciona um bom encaixe do corpo, que juntamente com a correcta posição e altura do guiador, proporcionam uma excelente posição de condução.
Pena o assento ser um pouco duro, mas isto não é defeito, é característica deste género de motas. Mas para uma condução mais divertida, este assento torna-se um bom aliado :-)

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Para melhorar a distribuição de peso e maneabilidade, os técnicos da AJP colocaram o depósito de combustível na zona central da mota, isto é, debaixo do assento e, a zona dianteira onde este normalmente se situava, oferece lugar a alguns componentes, como a bateria, tornando esta zona muito estreita.

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Na prática, não andamos com as pernas demasiadamente abertas, melhorando o conforto, além de melhorar a distribuição do peso.

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O bocal de enchimento do depósito de gasolina situa-se no fim do assento, numa zona que que não incomoda o condutor, mas o pendura…, bem, o pendura terá que se habituar ;-)

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Outro factor que confere uma imagem agressiva e forte a esta AJP, é o seu quadro, o qual é uma mistura de dois materiais, ou seja, uma zona construída em alumínio e outra em aço.
A mota Portuguesa a revelar inovação tecnológica, aliada a um desempenho dinâmico fantástico :-)

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Nota alta, mas mesmo muito alta, ao fantástico braço oscilante em alumínio, muito bem construído, de aspecto moderno e “racing“ e a contribuir para uma imagem de mota “maior” a esta 125.

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Até possui a inscrição da marca no seu centro:

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No campo da travagem, nada a apontar, com a mesma a cumprir bem a sua função e de acordo com as prestações motorizes.
A dianteira destaca-se pelo seu disco de travão de dimensões superiores:

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Na traseira, outro disco de travão, mordido por pinças de travão da AJP, as quais são assistidas por cabo em malha de aço (tal como na dianteira).
De destacar também as bonitas jantes SM e os fabulosos e aderentes pneus Michelin :-)

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Ainda na ciclística, a PR3 vem muito bem servida no campo das suspensões, as quais contribuem grandemente para o bom desempenho desta SM nos traçados sinuosos, levando a que a mesma descreva as curvas com grande precisão.
Nos pisos mais irregulares, revelam-se um pouco mais “durinhas”, mas nada que não se afine ao gosto, porque ambas são multi-ajustáveis.
Na traseira, temos uma SACHS:

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E na dianteira, uma Marzocchi, com as baínhas a possuirem um tratamento anti-fricção:

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Na mesa de direcção, é possível encontrarmos o mecanismo de ajuste desta Marzocchi:

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Uma suspensão digna de uma mota “pró”, que confere um “look” agressivo à dianteira desta mota, para além de toda a eficácia e segurança que transmite a quem conduz a AJP.
Nem a protecção de cárter se esqueceram :-)

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Na instrumentação, a AJP volta a mostrar uma grande modernidade e qualidade, onde impera um bonito painél digital, onde as suas reduzidas dimensões tornam a sua visualização um pouco díficil. Questão de hábito.

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No campo da motorização, já tinha referido que a PR3 vem equipada com um monocilindríco de 125 cc a 4 tempos e refirgerado por ar/óleo, o qual é senhor de uma grande fiabilidade e honestidade, oferecendo prestações mais que suficientes para quem procura uma mota económica, fiável e divertida.

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A resposta é sempre suave e progressiva, não causando sustos, sendo possível atingir velocidades interessantes e mais que suficientes para o dia a dia ou mesmo para umas brincadeiras.

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Na minha opinião e tendo em conta que já tive uma mota com este tipo de motorização, o grande aliado do futuro proprietário serão os baixos consumos e fiabilidade, com as vantagens de possuir uma mota muito bem servida no campo da ciclística.
Pena o escape ser muito abafado, não deixando este motor expressar-se um pouco mais, quer em prestações, quer em ruído.
Mas este cenário é fácil mudar… ;-)

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Como ficou demonstrado, a esta AJP não faltam atributos técnicos capazes de convencer os mais cépticos, os quais vão desde o simples guiador em alumínio, ao quadro, travões e umas fantásticas suspensões, que não encontram paralelo em muitos modelos da concorrência.

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Uma mota fantástica, que dinamicamente não desilude, sendo capaz de nos proporcionar boas sensações, as quais vão desde uma grande agilidade em cidade, até umas simples brincadeiras ou mesmo uma condução mais empenhada em estradas sinuosas.
Tem tudo para vingar no seu segmento, onde a sua imagem moderna e rebelde serão, certamente, apelativas ao público mais jovem.

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Muito importante, esta é mais uma opção a ter em conta a todos os que aderirem à já aprovada “Lei das 125“.
Um produto “Made in Portugal“, feito por apaixonados das motas e que de geração para geração vai ficando cada vez melhor.
Para quem desejar conhecer melhor a AJP e a sua gama de produtos, clique em:
http://www.ajpmotos.com/ajp.html ou vá até à MotoMais (http://www.moto-mais.com/), na Rua Pintor Domingos Rebelo, nº 59, Ponta Delgada.
Por fim, o meu MUITO OBRIGADO à MotoMais, na pessoa do Manuel Martins, bem como ao proprietário da PR3, pela oportunidade de testar uma mota fabulosa.

Ao proprietário, desejos de muitos kms de diversão :-)

Boas Curvas!


 
 

Honda XRV 750 Africa Twin - Test-Ride

Ontem ao final da tarde, eu e o Miranda fomos ver uma mota muito especial e lendária, a qual tive a oportunidade de fazer um pequeno test-ride. Esta é uma mota que sempre admirei e que continuo a achar uma referência no segmento e que foi nada mais menos que a já descontinuada Honda XRV 750 Africa Twin.

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A mota que testei é de finais dos anos noventa e apresentava-se num estado razoavelmente bom, tendo em conta os mais de 10 anos que já tem. Claro que um olhar mais atento conduz-nos a determinadas zonas onde existem algumas ferrugens e oxidações, típicas da idade e, quem sabe, algum descuido por parte do(s) proprietário(s) que teve. Mas nada que uma boa revisão destes componentes não resolva. Contudo, não estava ali para avaliar o estado de determinados componentes, mas sim para satisfazer a minha curiosidade acerca desta mota, pois já li muita coisa sobre ela e, geralmente, comentários muito positivos e que nos remetem para um ideal de Maxi-Trail.   

O staff empresa Equipo Honda/ANC Motos não colocaram quaisquer entraves ao meu test-ride e rapidamente colocaram a mota no exterior das instalações, tendo eu “saltado” de imediato para cima dela. A vontade era muita…    

Ao passar a perna por cima dela, deparei-me com uma grande facilidade em colocá-la em posição “normal”, contrariando uma ideia pré-concebida que tinha dela, que me fazia pensar que esta mota seria pesada. Nada de mais errado, retiramos a Africa Twin do descanso com muita facilidade, apesar do seu centro de gravidade um pouco elevado e, somos brindados com um posto de controle descontraído e que nos proporciona um bom encaixe de pernas na mota. Até o depósito de gasolina deixa de parecer excessivamente grande…     

Os comando estão todos na posição adequada, o painél de instrumentos é agradável, apesar de revelar um formato e disposição antiquada, fruto da idade deste projecto, mas que não deixa de me parecer adequado e de estilo “dakariano”. Afinal de contas esta mota foi buscar a sua inspiração ao Dakar!    

Após familiarizar-me com a mota, arranquei, puxei ligeiramente pelas primeiras relações e o resultado foi muito positivo. Apesar de não ser um “canhão”, como por exemplo a minha actual V-Strom 650, a Honda possui uma boa faixa de utilização, que se traduz numa sensação de binário em baixas e médias muito agradável, o qual é colocado no asfalto de forma suave e progressiva. Depois de mais alguns quilómetros no asfalto, continuei a explorar o seu bicilindríco de 52 graus e reconfirmei esta sensação agradável de binário que este motor nos oferece, sendo a sua resposta muito prevísivel e controlável. Nota-se perfeitamente que este não é um daqueles v-twin que goste de fazer rotação se ser levado até ao limite, prefere que o seu utilizador aproveite aquilo que de melhor ele tem para nos dar, que é a faixa baixa e média de rotação. Contudo, sempre são cerca de 62 cv às 7.500 rpm e um binário de 62.7 Nm às 6.000 rpm, valores muito bons na sua altura.   

Um dos aspectos que não me agradou muito foi a caixa de velocidades, a qual achei algo dura, mas foi sempre de grande precisão. Mas não considero isto um defeito, mas sim característica.    

 Quanto à ciclística, apesar dos pneus se apresentarem em fim de vida, deu para retirar algumas ilações, as quais foram igualmente agradáveis. A nível de suspensões, achei que tinham um bom compromisso entre estrada e fora de estrada, pois absorvem com facilidade as irregularidades do piso. Tive a oportunidade de as testar em dois percursos fora de estrada e verifiquei que as irregularidades que estes pisos apresentavam eram ultrapassadas com facilidade e à vontade, fruto de uma suspensão dianteira com um longo curso e uma traseira que acompanha as pretensões da dianteira, bem como a existência de uma roda dianteira de 21 polegadas. Não se esqueçam, estamos a falar de uma mota com mais de 10 anos… 

Os travões não me impressionaram, achei que a sua potência se apresentava num nível suficiente. Chegam para as encomendas, mas mais alguma “agressividade” era bem vinda. Um aspecto que adorei foi a distribuição do peso. Na minha opinião, este aspecto está num bom patamar, tendo em conta a idade deste modelo, onde destaco a zona dianteira, a qual apresenta-se leve, aspecto muito bom na hora de enfrentar alguns trilhos mais revirados. Já tinha lido várias opiniões que a consideravam pesada, mas para quem anda com uma V-Strom no TT, a qual é uma Trail muito estradista, e passa para uma Africa Twin, acha-a de imediato leve, nem que seja pelo facto da sua zona dianteira se apresentar leve e intuitiva no TT. É claro que no asfalto este aspecto pode ser penalizador na hora de andar de punho enrolado, mas a Africa Twin não foi pensada para isso…  

Como já tinha referido, tive a oportunidade de tomar dois pequenos percursos fora de estrada e testar o comportamento da Africa Twin no TT e fiquei muito satisfeito com o resultado. Assim que entrei nestes percurso, senti de imediato uma enorme confiança, fruto das suspensões de longo curso e de uma secção dianteira mais leve que, por exemplo, a minha V-Strom. Ataquei de imediato, acelerando com um pouco mais de convicção e, a AT manteve-se sempre estável e neutra, sem nunca me causar surpresas desagradáveis. Neste ambiente senti de imediato o quanto a faixa de binário deste motor era utilizável, o qual revelou uma resposta suficientemente cheia, mas sempre suave e progressiva. Podia-se acelerar com alguma confiança, pois a resposta do motor nunca se revelou brusca. Nesta mota as coisas são muito previsíveis…  

Deliciei-me com esta mota nestes percursos, atravessando a traseira diversas vezes e ultrapassando os obstáculos com grande à vontade. De facto, a Africa Twin é realmente uma “dual sport”. Espectáculo!!!  

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Como tudo o que é bom acaba rápido, já estava a chegar novamente ao ponto de partida. Quando lá cheguei, o Miranda estava super curioso para ouvir os meus comentários, bem como o staff do stand. Assim que lhes transmiti as minhas impressões, ficaram naturalmente satisfeitos, especialmente por se tratar de uma mota com alguma idade. Com os comentários que teci, o Miranda ficou super curioso para a testar, mas como não estava devidamente equipado, adiou por mais alguns dias. Miranda, tem paciência… Enfim, foi um test-ride que colocou a Africa Twin num patamar ainda mais elevado da minha consideração e que a colocou ainda mais no topo da minha lista de preferências. Não chegou para destronar a minha preferida de sempre, a KTM 950/990 Adventure, mas ocupou um lugar muito especial…

Só tenho pena da Honda ter descontinuado este modelo, pois esta é uma “verdadeira” Trail, com aptidões reais para o fora de estrada e com uma fiabilidade invejável.
Futuramente, a Honda devia repensar o seu posicionamento no segmento das Trail e, quem sabe, lançar uma Africa Twin actualizada.  Mas por favor, não façam o mesmo que fizeram à Transalp, continuem com o espírito Dakar, isto é, suspensões de longo curso, jantes de raios, jante de 21 polegadas na roda dianteira, boa autonomia, boa distribuição de peso, etc, etc.  

Os interessados em saber mais sobre esta mota, poderão dar um saltinho ao seguinte fórum: http://www.xrv.org.uk/     

Os meus agradecimentos pessoais à Equipo Honda/ANC MOTOS e ao seu staff pela oportunidade de testar uma lenda viva do Motociclismo e espero que esta mota seja adquirida por alguém que realmente valoriza este tipo de motas

Boas Curvas! :-)

Test-Ride Yamaha XTZ 660 Tenere

Na passada quarta-feira, tive a oportunidade de fazer um test-ride à nova Yamaha XTZ 660 Tenere, a qual é pertença do Francisco Marques, Motociclista entusiasta das Trails.
Contudo, este não foi um daqueles test-ride com a durabilidade suficiente para explorar todo o potencial desta nova Trail da Yamaha, foi um test-ride curto, mas que serviu para retirar algumas impressões. Por isso, será mais apropriado chamar contacto em vez de test-ride.
Por conseguinte, o meu primeiro contacto com a nova Tenere foi na sede do Clube Motard de São Miguel, onde primeiramente perdi alguns minutos a olhar para ela de um modo geral, para depois centrar-me nos pormenores, porque são estes que fazem a diferença.

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Gostei muito do seu aspecto geral, porque em revista parece que possui uma imagem com forte inspiração nas motas de Rallye-Raid, situação que se confirma na prática, onde a secção dianteira muito contribui para este conceito, com o o seu faról em posição elevada, painél de instrumentos em posição elevada, suspensão de longo curso, depósito com grande capacidade, jantes de raios, enfim, na dianteira tudo parece bem.
Mas a secção traseira também não está nada mal, onde as 2 ponteiras de escape muito bem integradas preenchem esta zona e a ausência de carenagens laterais contribuem para uma imagem de mota alta. O faról em LED é muito bonito.
Por falar em mota alta, quando saltei para cima dela, notei de imediato que a Tenere é de facto alta, o que deverá ser muito bom na hora de enfrentar percursos fora de estrada, mas mau para quem tem perna curta.
Mas apesar de ser alta, sentimos de imediato algum à vontade, dado que esta mota possui o seu peso bem distribuído e não temos aquela sensação de “trambolho”. Em cima dela, sentimos uma grande leveza e o encaixe das pernas na zona do depósito de gasolina está num bom nível, situação que o assento do condutor também contribui, sendo o mesmo suficientemente macio e não muito largo.
Os comandos estão “à mão” e o guiador em alumínio que incorpora de série transmite uma boa sensação de controle.
Mas o que é que vale esta mota na estrada???

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Ok, a determinada altura o Francisco ofereceu-me a oportunidade de dar uma voltinha e, como fica feio dizer que não a um convite, lá parti com a nova Tenere.
Logo no arranque senti uma enorme facilidade, com a embraiagem a ter um tacto muito macio e intuitivo. Apesar de fazer um “clank” algo barulhento no engrenamento da 1ª velocidade, o funcionamento da embraiagem e caixa de velocidades revelou-se suave e preciso, bastando um pequeno toque no pedal para o engrenamento ser feito com sucesso.
Outras sensações muito positivas que esta mota nos transmite é a leveza e maneabilidade. É fácil serpentear com a Tenere em zonas com curvas encadeadas, com a ciclística a permitir mudanças de diracção rápidas, mas acompanhadas por uma grande sensação de leveza. Um espectáculo, parece um brinquedo e esta leveza e maneabilidade será muito apreciada no off-road.
Quanto ao motor, limitei-me em tentar isolar-me do conceito de grandes motores e de motores com mais do que um cilindro, para conseguir perceber o que de positivo este monocilindríco podia me oferecer.
E, de facto, este motor não me desiludiu muito. O monocilindríco da Tenere não assusta na sua resposta. Responde de forma suave e progressiva, transmitindo muito poucas vibrações, as quais são praticamente imperceptíveis. Este motor não é um foguete, tipo a irmã endurista WR-F, é sim um motor que foi feito com o intuito de oferecer uma faixa de utilização honesta e acessível, bem como pensado para uma utlização em passeios mais longos. Por isso, não convém uma resposta ríspida e seca, mas sim suavidade. Ok, se em vez de 48 cv tívessemos 55 ou 60 cv à disposição do punho direito não era nada mau, mas lá se ia a suavidade…
Assim sendo, a 1ª velocidade é curta, a 2ª também não tem um alongamento muito grande e, a partir da 3ª velocidade, o motor já começa a render mais um pouco, alongando um pouco mais e transporta-nos para velocidades na ordem dos 150 km/h com alguma facilidade, tendo em conta que é um monocilindríco. Mas atenção, é possível circular acima dos 150 km/h, mas já exige um pouco do monocilindríco, se bem que um pouco acima desta velocidade já convém apanhar alguma inclinação descendente para a mesma ganhar mais alguma velocidade. Fiquei agradávelmente surpreso quando logrei atingir 175 km/h numa inclinação, sempre acompanhado de um baixo ruído dos escapes. Nada mau para este motorzinho, o qual não gosta de ser levado acima das 6.500/7.000 rpm.
Mas o intuito desta Trail não é viajar rápido. É preferível ir a médias de 130/140 km/h, do que mais do que isso, porque a protecção ao vento também não é muita. Neste campo e para os viajantes, um ecrá de maiores dimensões será bem vindo.
Quando chegou à hora de travar, mais surpresas agradáveis. Neste primeiro contacto, a travagem dianteira revelou-se muito competente, onde os 2 discos assistidos por pinças de travão Brembo mordem com uma prontidão assinalável. No entanto, achei este poder de travagem algo exagerado, seria preferível mais alguma suavidade no tacto. Em condução fora de estrada há que ter atenção ao poder de travagem na dianteira.
Na traseira a travagem cumpre a sua função, não brilhando em nenhum aspecto.
O aspecto que menos apreciei na nova Tenere foi a suapensão dianteira, não pelo longo curso que oferece, mas sim pela sua afinação. De série, esta suspensão vem afinada para oferecer algum conforto, caracterizando-se por ser algo mole. Por exemplo, mediante uma travagem dianteira mais forte, a suspensão afunda com alguma facilidade e afunda em excesso, dando a sensação que o seu curso esgota com facilidade. No entanto, esta situação poderá ser remediada com uma simples afinação ou mudando as molas por umas mais rígidas.  Mas esta opinião da suspensão dianteira já reflecte uma preferência pessoal minha.
Da suspensão traseira não tenho nada apontar neste contacto de estrada, dado que a mesma ofereceu um tacto de grande conforto e boa absorção das irregularidades. Resta ver a validade desta em percursos TT.
Dado que este test-ride foi feito à noite, pude observar a beleza do painél de instrumentos da Tenere, sendo o mesmo muito perceptível na sua informação, bem como completo e iluminado. Por falar em iluminação, a iluminação do faról dianteiro é muito boa.
Para terminar este relato deste contacto, só posso dizer que todos os componentes em geral apresentam uma grande qualidade de construcção, onde notei a ausência de ruídos vindos de plásticos e um bom encaixe dos mesmos.
Resumindo, uma boa Trail, onde o equilibrio, suavidade e facilidade são palavras de ordem e, muito importante, oferece a possibilidade de fazer algumas incursões em percursos fora de estrada, onde a sua ciclística e motor serão grandes aliados, através do seu comportamento equilibrado e prevísivel.
Ao Francisco Marques, o meu MUITO OBRIGADO pela possibilidade de testar a Tenere e desejos de muitos e muitos quilómetros de diversão.
Miranda, muito obrigado pelas fotos, sem ti este post estaria mais pobre ;-)

Poderão ficar a conhecer melhor, ou adquirir esta mota na empresa representante da Yamaha em São Miguel, a Horácio da Silva Garcia, na Rua da Vitória, 2, Ponta Delgada.

Boas curvas :-)

KTM LC4 640 Adventure - Test-Ride durante o passeio KTM SRMOTO

No passeio KTM SRMOTO que tive o privilégio de participar no papél de convidado, foi-me cedido uma KTM LC4 640 Adventure, que acho ser do ano de 2004, a qual foi a minha fiél companheira durante todo o passeio.

Seria injusto da minha parte não falar aqui neste espaço de uma forma mais pormenorizada acerca deste modelo da KTM, o qual tive a oportunidade de testar durante todo o passeio e extrair algumas conclusões.

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Quando cheguei às instalações da SRMOTO e vi a mota mais de perto, verifiquei que a mesma tinha sido alvo de um pequeno “face lift”, nomeadamente uma nova pintura em todos os plástico, passando do anterior cinzento para o preto. Uma cor que favoreceu muito esta mota, contribuindo para uma imagem mais “light” e desportiva.

Mas tenho que confessar uma coisa, quando vi a mota comecei a tirar algumas conclusões, as quais se revelaram precipitadas, ou seja, pensei que a mota não me iria surpreender e tinha sérias dúvidas acerca da performance que o LC4 640 me poderia oferecer. Situação compreensível, pois estava a sair da minha habitual “v-twin” para uma monocilindríca. Mas atenção, esta menina debita qualquer coisa como 55 cv às 7.000 rpm, potência mais que suficiente.

Mas faltava testar este conhecimento na prática.

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Antes de partir estive a familiarizar-me com a mota e quando passei a perna por cima da LC4 verifiquei que a mesma era um pouco alta, mas o seu assento estreito facilitava o acesso dos pés ao chão. Por falar em assento, o mesmo era algo duro, lembrando-me que esta não é uma Trail de carácter mototurístico, esta é uma Trail pensada para a aventura e para os “maus caminhos” :-)

A sensação de peso foi algo que me surpreendeu, porque que quando se sai de um “mamute” com mais de 200 kg e se passa para uma “cabra do monte” com 158 kg de peso a seco, a diferença é abismal, mas positivamente. De resto, tudo normal, com os comandos na disposição habitual, um guiador em alumínio do tipo “fat bar” e um paínél de instrumentos com o formato que a KTM já nos habituou, ou seja, de aspecto simples e de leitura rápida, contendo as informações essencias. Nota positiva para o tomada de 12v existente no painél.

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Mas já era hora de partir e coloco a LC4 a trabalhar atrvés do arranque eléctrico, tendo esta me brindado com um “braap braap” diferente daquilo que estamos habituados a ouvir em outros monicilindrícos, mais precisamente os de origem Japonesa, ou seja, emitia vários ruídos mecânicos, parecendo que algo estava mal. Mas nada de preocupante, pois esta é uma mecânica típica da KTM e estamos a falar do famoso LC4, com provas de fiabilidade mais que dadas, onde se inclui várias vitórias no Dakar e provas de Supermoto. Acho que o grande culpado destes ruídos “diferentes” é a ponteira de escape de origem que tinha, a qual emite um som nada bonito e revelador das verdadeiras potencialidades desta unidade motoriz. Se fosse minha, o som já seria outro… ;-)

Partimos em direcção ao stand de vendas da SRMOTO e nestes primeiros quilómetros verifiquei a grande leveza e maneabilidade desta máquina Austríaca, tendo ficado algo apreensivo com o motor, pois o mesmo revelava sinais de estar algum tempo parado e com falta de umas acelerações valentes, isto é, estava um pouco “amarrado”. Contudo, eu pretendia resolver esta situação :-)

Antes da partida, perdi mais algum tempo a observar os pormenores desta pequena Adventure, onde simplesmente destaco a secção dianteira, de grande isnpiração dakariana e que revela bem as suas origens. Aquela dupla óptica não deixa ninguém indiferente, ou se gosta ou se detesta.

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De lado sobressai o enorme depósito de gasolina, com capacidade de 28 litros de gasolina. É caso para dizer que dá para dar a volta à ilha 3 vezes e meia ;-)

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Após esta pequena pausa partimos para o passeio, tendo eu e o Miranda tomado alguns percursos diferentes do restante pessoal, tal como referi na crónica deste passeio. Os percursos foram muito variados, tendo atravessado estradões, caminhos acidentados, outros mais do tipo trialeiras, alguns mais sinuosos, alguma lama, terra, cascalho e outros percursos simplesmente mais rolantes ou de montanha. Enfim, foram percursos que serviram perfeitamente para testar a LC4 no seu ambiente natura, que é como quem diz “maus caminhos” ;-)

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Como é óbvio, nos percursos de montanha a LC4 sente-se muito à vontade, negociando as curvas com um enorme à vontade, onde nem o facto de possuir uma jante dianteira de 21 polgadas manchou o seu desempenho. O baixo peso e maneabilidade favorecem muito este aspecto.

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Continuando na ciclística, quero destacar as suspensões desta mota, as quais me surpreenderam muito em qualquer um dos pisos que circulei, especialmente a WP dianteira invertida, absorvendo de forma muito eficaz e competente as irregularidades do piso, Por exemplo, apanhamos alguns trilhos com várias lombas em que houve vezes que não dava tempo para abrandar e, para minha surpresa, as suspensões digeriam muito bem o impacto causado pelas lombas, não havendo qualquer instabilidade ou sensação de perigo. A sensação de controle é absoluta e o guiador largo que trás de série contribuem para esta sensação a par da zona do depósito, suficientemente estreita para contribuir para o controle da mota.

No campo da travagem, nada a apontar. Os travões Brembo portaram-se à altura das exigências e revelaram uma boa “mordida”, onde apenas achei que o travão dianteiro tinha um tacto algo brusco, exigindo alguma atenção nas travagens em pisos escorregadios. Uma questão de hábito, mas que poderá causar alguns sustos.

Passando ao motor, nos estradões de Nordeste tive a oportunidade de esticar o monocilindríco, levando-o muitas vezes a velocidades proibitivas e que serviram para o “soltar” e revelar as suas verdadeiras potencialidades e virtudes.

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O LC4 após alguns trilhos de verdasca “pura e dura” começou a mostrar a fibra de que é feito, surpreendendo-me positivamente e deixando-me desejoso por mais trilhos. O LC4 sobe de rotação de forma muito progressiva e suave, não causando sustos ou reacções nervosas. Apesar de ser um motor com 640 cc, este está muito domesticado e foi pensado para um utilizador comum, que quer uma mota Trail para uns passeios de grande quilometragem e que não dispensa o factor fiabilidade. Mas a potência está lá, só que surge suavemente, sempre acompanhada por uma caixa de 5 velocidades bem escalonada e uma embraiagem hidráulica da Magura muito eficaz e precisa de acionamento.

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Por exemplo, atravessamos a tronqueira a um ritmo frenético, onde puxei pelo LC4 sem dó nem piedade e, este nunca se negou, tendo revelado que tem a potência na faixa de rotação certa e ideal para se explorar a Adventure sem receios. Quando damos por nós, já vamos a médias muito elevadas e só damos conta disto à entrada e saída de curvas, onde não foram raras as vezes que a mesma se atravessou. Sensação espectacular!!!

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A título de curiosidade, em algumas estradas de asfalto em que acelerei mais do que devia, o LC4 atingiu velocidades muito interessantes, tendo me levado numa das vezes aos 175 km/h (lidos no painél de instrumentos). Nada mau, mesmo nada mau :-)

No entanto, não há bela sem senão. Apesar de possuir prestações muito boas, este monocilindríco vibra um pouco e transmite estas vibrações para o guiador. Sentes-se perfeitamente as mesmas e à medida que vamos acumulando quilómetros no passeio estas vibrações começam a tornar-se incomodativas e até provocam algum cansaço nas mãos. Contudo, chega a um ponto que nos habituamos e já nem pensamos nelas. Mas até esta situação é normal, pois estamos a falar num motor de um só cilindro de grande capacidade.

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Outros pormenores que achei de grande utilidade foi a inclusão de um “kick”, a par de um descompressor. Uma solução tradicional, mas que será de grande utilidade em caso de falha do arranque eléctrico. Por acaso vi-me obrigado a recorrer a esta solução durante o passeio, porque como esta mota estava à muito tempo parada, a bateria estava muito fraca e chegou a um ponto que o arranque eléctrico falhou. Mas “no stress”, aperta-se o descompressor existente junto à embraiagem, dá-se duas “kickadas” suaves e à terceira “kickada” larga-se o descompressor e “voi lá”, o LC4 desperta sem a mínima dificuldade. O sistema de “kick” desta Adventure revelou-se muito eficaz e de simples acionamento, dissipando aqueles mitos de que colocar uma seiscentos a trabalhar através de “kick” é uma carga de trabalhos e muito díficil. Nada mais fácil e eficaz nesta KTM, mesmo com o “kick” do lado esquerdo do motor.

Não me resta muito mais a dizer, mas também posso referir que gostei de verificar a existência de uma protecção de cárter em alumínio e, destaque para as jantes de série, super resistentes aos maus tratos.

Concluo este trabalho acentuando o grande carácter aventureiro desta KTM LC4 640 Adventure, onde se nota perfeitamente as raízes deste modelo, ou seja, em África e a grande experiência da KTM em construir motas divertidas, aventureiras e, acima de tudo, eficazes a todos os níveis. Não é ao acaso que o slogan “Ready to Race” surgiu…

Uma mota que me surpreendeu muito e que ganhou a minha admiração e respeito.

E por fim, uma vez mais o meu agradecimento pessoal e da MotoAzores à SRMOTO, nomeadamente, ao Sr. Victór Rodrigues  e Sr. Miguel Sousa, pela oportunidade de rodar com uma mota tão agradável e eficaz quando esta LC4 Adventure. Uma experiência enriquecedora a nível pessoal e a nível de informação disponibilizada por este espaço.

Boas curvas! :-)

    

A fundo na Piaggio MP3

Já tinha apresentado aqui o meu test-ride à Scooter da Piaggio de 2 rodas dianteiras, a MP3, no qual ficou patente a excelente proposta e alternativa que esta Scooter constitui, quer às Scooters “normais”, quer aos automóveis e quer às motas, no cada vez mais caótico trânsito citadino.

Mas devido a uma intervenção mecânica na minha mota, foi-me cedido novamente esta Scooter, como forma de desenrasque e aproveite para fazer mais uns testes a esta.

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Mas desta vez os testes seriam diferentes. Deixei de lado aspectos que já conhecia e concentrei-me em verificar as prestações deste motor a 4 tempos, de 250cc, 22,5 cv às 8250 rpm e 21 Nm às 6750 rpm.

Resumindo, o que eu fui fazer com a MP3 foi armar-me em Ghost Rider e andar sempre no limite desta Scooter, tentando atingir a maior velocidade máxima possível nos locais por onde passei.

Let’s go!!!

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Já sabia que o entusiasmo de andar a “fundo” com esta Scooter não iria ser muito, pois trata-se de uma Scooter, pensada para um uso urbano e andamentos calmos. Por isso, foi só mesmo um teste de mera curiosodade.

Dirigi-me para uma estrada em boas condições (não vou dizer qual), onde havia algumas descidas e comecei a “espremer” este pequeno motor, o qual reponde bem às solicitações, mas revela uma subida de rotação algo preguiçosa, quando comparado com uma Scooter da mesma cilindrada e com apenas 2 rodas. Normal, tem 2 rodas dianteiras e mais peso que uma Scooter “normal”.

Contudo, quando ganha balanço permite velocidades de cruzeiro interessantes, onde logrei atingir em plena recta médias de 120 km/h (velocímetro). Fantástico, mas pouco entusiasmante :-).

A esta velocidade, o vento já se sentia com alguma intensidade, principalmente porque o pequeno ecrã frontal a partir de uma certa velocidade perda a sua eficácia.

Mas não fiquei por aqui, ao apanhar umas descidas, voltei a isistir com o motor e surpresa, cheguei aos 130 km/h (velocímetro), já com o motor a pedir-me que parasse com tamanho castigo :-):

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Não satisfeito com o resultado, lá voltei à carga e este motor e numa tentativa de me impressionar e fazer-me parar o castigo, levou-me a uma velocidade ligeiramente acima dos 140 km/h, como poderão verificar num dos vídeos.

Lembro-me de fazer uma curva na estrada a um pouco de mais velocidade, na casa dos 120 km/h e a MP3 não gostou e abanou mais do que o que devia. Foi um sinal, decidi que já chegava de “tortura” e fui à praia das Mílicias fazer umas fotos com ela, bem como deixá-la recuperar um pouco o fôlego:

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Boa proposta para o meio urbano:

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Vista para a outra praia a seguir à das Mílicias, neste caso a do Pópulo:

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Por fim, deixo-vos com os links dos vídeos das velocidades estonteantes :-) atingidas aos comandos desta Scooter. Tenham um pouco de paciência, porque ela é um pouco pasteleira:

http://br.youtube.com/watch?v=6a-crDRBz1g

Neste vídeo, ultrapassei ligeiramente os 140 km/h:

http://br.youtube.com/watch?v=C-eQacn2ld0

Já sei, parecia umas filmagens do Ghost Rider, versão Scooter :-)

Em jeito de conclusão, sublinho novamente as boas qualidades dinâmicas desta Scooter e a grande vocação urbana da mesma. Confortável, prática, muito espaço de arrumação, económica, páinel completo, etc, são apenas alguns atributos desta MP3.

Não tentem imitar aquilo que viram nestes vídeos, pois correm o risco de adormecer aos comandos dela :-).

Boas curvas! :-)

Test-Ride Piaggio MP3

Não, não é nenhuma marca de aparelhos musicais do tipo MP3, é sim a nova Scooter da Piaggio, que tem a designação MP3 e deixou muitos curiosos que me observavam nela de “boca aberta”.

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Esta é a nova proposta da Piaggio para o segmento das Scooters e trata-se de um produto muito diferente daquilo que estava-mos habituados neste segmento e motas em geral, pois vem equipada com 2 rodas na dianteira, sendo a reinvenção total do conceito em si da mota.

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Quando olhamos para a primeira vez para a nova MP3 ficamos com um olhar surpreendido e a pensar como será a condução desta Scooter, especialmente quando chegam as curvas.

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Mas não há nada a temer, pois esta Scooter guia-se com a maior das naturalidades, como se tratasse de uma mota de 2 rodas, com a diferença de que o receio de cair devido a algum desiquílibrio não existe.

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Apesar de possuir 2 rodas na dianteira, a direcção desta Scooter é bastante leva e a sua condução em curva torna-se muito agradável e divertida, pois as 2 rodas dianteiras adornam para ambos os lados, fazendo a MP3 curvar como se fosse uma mota de 2 rodas.

Vejam lá que gostei tanto de curvar com ela que fiz 3 voltas completas ` rotunda de Belém :-).

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Podem ver um vídeo desta Scooter a curvar clicando no link abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=8ISW2BU4GCM

Esta Piaggio vem equipada com um sistema de bloqueio das 2 rodas dianteiras accionado nos comandos de punho do lado direito, muito útil na altura de estacionar ou mesmo quando nos encontramos num semáforo ou fila de trâsito, porque ao accionar-mos este sitema as 2 rodas ficam bloquedas, não permitindo as 2 rodas adornarem para qualquer um dos lados, evitando desiquílibrios laterais.

Os comados que accionam o bloqueio das 2 rodas dianteiras:

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A alavanca que trava as 2 rodas dianteiras depois de estacionada:

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O sistema complexo das 2 rodas dianteiras:

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Bem, ja devem ter percebido que afinal esta Scooter conduz-se com a maior das naturalidades e até torna-se divertido andar nela, e o motor???

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Foi outra surpresa agradável!

Este motor a 4 tempos da Piaggio de 250 centímetros cúbicos e de injecção electrónica é dono de uma suavidade invejável, tendo uma resposta sempre prevísivel e controlável, contribuindo muito para a sensação de “prazer” e segurança que as 2 rodas dianteiras transmitem.

Por vezes este motor chega a parecer lento na subida de rotação, mas na verdade é muito suave e silencioso de funcionamento, sendo um grande aliado em trânsito urbano, especialmente em momentos de para-arranca.

O escape, elemento que em muito contribui para o pouco ruído emitido pela MP3:

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A travagem também encontra-se num bom nível, existindo na danteira um disco de travão em cada uma das rodas e na traseira outro disco de travão, os quais chegam para as necessidades e prestações desta Scooter, sendo muito prontos quando solicitados.

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E por falar em trâsito urbano, testei este novo “brinquedo” da Piaggio principalmente neste meio, onde se revelou muito ` vontade e prática, serpenteando silenciosamente, onde apenas é preciso ter em atenção a entrada em ruas estreitas, pois temos 2 rodas dianteiras para curvar e na altura das ultrapassagens, porque trata-se de uma Scooter um pouco mais larga na zona da dianteira. Questão de hábito.

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E já que falamos em aspectos práticos, que dizer dos seu espaço de arrumação?

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Um espectáculo!

Ao levantarmos o assento, o qual destranca-se através de um botão existente na chave, este revela-nos um espaço mais que suficiente para arrumar-mos muita coisa, inclusivé um capacete integral, luvas, etc.

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Na secção traseira podemos aceder ao mesmo espaço de arrumação através de uma mini porta, bem ao estilo de um carro:

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A nível de conforto, o condutor vai muito bem instalado no autêntico sofá que é o assento da MP3 e apesar de não ter levado pendura comigo, não dúvido que este também vá igualmente confortável, existindo 2 pegas para o pendura e um mini encosto:

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O espaço reservado para os pés do passageiro e pendura:

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No design desta Piaggio encontramos pormenores interessantes, como na dianteira e nas entradas de ar para o radiador, conferindo um aspecto mais agressivo a esta Scooter:

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Até mesmo o mini-ecrã contribui para este aspecto mais desportivo, possuindo também a função de deflector de ar:

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Os faróis dianteiros parecem uns olhos felinos ;-) :

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As jantes dão um ar de “jante especial”, contribuindo para um ar cuidado desta Scooter:

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Nos pneus é possível encontrar uma espécie de resguardo, de modo a garantir que em dias de chuva não há respingos de água para o condutor:

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No meio de tantos pormenores que esta Scooter possui, quase me esquecia do painél de instrumentos, sendo o mesmo muito completo, com as indicações habituais, como o velocímetro e taquímetro, nível de combustível e temperatura, indicadores de mudança de direcção, luzes, indicador de bloqueio das 2 rodas dianteiras, óleo, horas, etc, ou seja, muito completo, simples e legível:

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Em jeito de conclusão, este foi um test-ride muito interessante, quer pelo carácter divertido e descontraído dsta Scooter, quer pelo conceito de reinvenção da mota, que a Piaggio soube e bem fazer e que no futuro não será de estranhar muitos adeptos deste novo conceito e o aparecimento de versões com mais cilindrada. Uma versão de média cilindrada, do tipo 450 ou 500 cc seria bem vinda.

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Também resta-me agradecer ` empresa Carreiro & Comp.,Lda e aos seus colaboradores pela oportunidade de fazer um test-ride ` nova Piaggio MP3 e assim enriquecer ainda mais este NOSSO espaço. Muito obrigada!

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Boas curvas!

MV AGUSTA BRUTALE 910S - O MEU TEST-RIDE!!!

Não é todos os dias que cai do céu a oportunidade, ou melhor dizendo, o convite para fazer um test-ride a uma das grandes obras de arte da indústria motociclística Italiana e Mundial, a MV Agusta Brutale 910S.

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Foi pela mão do Stand MotoMais, na pessoa do Manuel Martins (mais conhecido entre nós por “Mané” ;-)) que surgiu a MV Agusta em S. Miguel-Açores, reunindo desde a sua chegada o interesse de muitos entusiastas pelas 2 rodas, bem como o espanto e admiração pela coragem desta empresa em colocar não apenas a Brutale 910S, mas também a F4312 em exposição, sendo que esta última já se encontra vendida para o nosso conhecido e grande entusiasta Fraga, que sortudo!

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Desde a chegada das MV Agusta que o Mané já me tinha convidado para fazer o test-ride da Brutale 910S, o qual eu aguardava ansiosamente (quem não aguardaria?!) e, claro, que não podia deixar de deixar aqui no nosso espaço o meu testemunho daquilo que foi o MEU test-ride ` Brutale.

Por conseguinte, este trabalho não tem quaisquer pretensões jornalísticas do tipo das revistas da especialidade, os quais avaliam todos e mais alguns aspectos técnicos, dinâmicos, estéticos, etc, dado que não passo de um Motociclista comum que teve a oportunidade (se calhar única) de “sentir” o pulsar de uma MV Agusta. Portanto, as minhas palavras valem aquilo que valem…

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Mas passemos a factos!

O meu test-ride dividiu-se em 2 dias, sendo que o primeiro dia foi algo inesperado, dado que me encontrava na sede do Clube Motard de S. Miguel quando o Mané surgiu aos comandos da F4 312 e o Sérgio (outro Motard local) aos comandos da Brutale.

Bem…, que som que estas duas belas Italianas emitem, onde saliento não o ruído emitido pelos escapes, seco e rouco, mas sim o ruído mecânico do motor que chega a parecer que é mais elevado que o próprio ruído emitido pelo escape. Fantástico!!!

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Após uns bons minutos a observar todos os detalhes destas 2 beldades, escutei atentamente o Mané e o Sérgio, os quais muito entusiasmados relatavam todas as sensações que as MV Agusta transmitem, deixando-me com “água na boca”.

E para meu espanto, quando era sensivelmente uma e pouco da manhã o Mané faz-me o convite para fazer um test-ride ` Brutale, o qual prontamente aceitei.

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Depois de vestir o casaco, luvas e capacete lá me fiz ` estrada, a qual estava com muito pouca circulação de “enlatados”, sem vento, bom tempo, enfim, ideal para se testar a Brutale sem correr o perigo de ser incomodado, principalmente pelos “enlatados”.

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O meu test-ride podia-se resumir apenas a uma só palvar: BRUTAL!!!

Mas não vos vou deixar em branco! :-)

O meu test-ride foi feito principalmente em estrada aberta, pois é o ambiente natural de uma naked desportiva como esta, apesar de ter também circulado um pouco em cidade, ambiente pouco propício ao carácter visceral do seu motor com 910cc.

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Após alguns quilómetros de circulação em estrada abeta rapidamente constatei que a Brutale gosta de andar rápido e incita a isso, fornecendo uma resposta motoriz sempre pronta, rápida e algo brutal para os mais inexperientes, pois quando se roda o acelerador de forma decidida a resposta é simplesmente brutal (para uma naked), onde a progressividade e suavidade de unidades motorizes de outras marcas simplesmente não existe ou nem damos por ela, tal é o carácter visceral deste motor.

Os 139 cavalos `s 11.000 rpm e 96.0 Nm (9.8 kgm) de binário declarados pelo fabricante são entregues de forma imediata e decidida, proporcionando acelerações muito rápidas e excitantes, onde o ruído mecânico do seu 4 cilindros em linha de válvulas radiais aumenta ` medida que o ponteiro do tânquimetro sobe, fazendo uma melodia simplesmente inconfundível, parecendo que estamos a ouvir todas as peças internas do motor a trabalhar.

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Muitas vezes pensamos que já estamos na casa das 12.000 ou 13.000 rpm devido ao seu ruído elevado, quando na realidade ainda vamos com o ponteiro do tânquimetro a indicar 9.500/10.000 rpm. Espectacular!!!

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Este motor proporciona doses elevadas de adrenalina, sendo que por vezes é mais sensato passar de caixa mais cedo, em vez de nos preocupar-mos em levar ao motor perto do red-line, pois há sempre doses elevadas de binário que nos leva a reacelerações/recuperações rápidas e sem ter-mos que estar constantemente e reduzir e sempre assistidos por uma embraiagem a óleo, muito suave e precisa de acionamento.

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Por exemplo, em 6ª velocidade é possível reacelerar desde rotações muito baixas (se calhar por volta das 2.500 rpm) sem que o motor se queixe, engasgue ou se negue. A resposta é sempre pronta e sempre ao “ataque”, levando-nos a que nos entusiasmemos em demasia e quando damos por nós já vamos a velocidades muito além dos limites legais.

A caixa de velocidades possui um escalonamento adequado `s características desta naked, sendo precisa e eficaz em condução desportiva e correcta em no meio urbano.

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Em cidade, o carácter visceral deste motor obrigam a uma condução mais atenta, devido `s suas reacções mais bruscas e levam a que a mota aqueça um pouco mais, sentindo-se este aquecimento facilmente nas pernas. Mas qual é a desportiva que não aquece em andamento urbano???

Tudo uma questão de hábito!

Mas não é só o motor que brilha nesta MV Agusta!

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Quanto ` parte ciclística desta Brutale, a mesma encontra-se num patamar muito elevado, com componentes de elevada qualidade empregues, levando a que esta ciclística esteja ` altura das prestações do seu motor fogoso.

Assim sendo, encontramos um quadro titpicamente Italiano, ou seja, em treliça, abraçando o motor lateralmente e onde este é uma peça integrante da ciclística e contribui para a rigidez da mesma, transmitindo mediante um comportamento desportivo uma estabilidade elevada e uma precisão muito grande em curva.

Quando olhamos para a Brutale antes de a experimentar-mos, ficamos com a sensação de que esta naked parece grande, mas após uma voltinha depressa apercebemo-nos da sua elevada maneabilidade e do seu peso bem distribuído, onde a posição de condução não é das mais radicais e o seu depósito de gasolina proporciona um encaixe das pernas ideal.

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Apesar desta versão S da Brutale não vir equipada com um sistema de travagem da moda, isto é, radial, os travões da Nissin comportam-se ` altura das suas performances, fornecendo uma travagem muito pronta, onde não vale a pena usar mais que 2 dedos na manete do travão da dianteira e, claro, os cabos em malha de aço não podiam faltar.

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O travão traseiro também encontra-se num bom plano, mas quase nem o usamos (pelo menos eu), pois o poder de travagem dianteira é de tal forma bom, que aliado ao travão de motor quase que disapensamos o uso do traseiro. Está lá para aqueles segundos passageiros de “agonia” ou de entusiasmo a mais ;-).

Também não posso deixar de referir no excelente comportamento das suspensões em estrada e em comportamento desportivo, com uma resposta muito positiva e adequada por parte da suspensão dianteira inverida Marzochi com “barras” de 50 mm e da suspensão traseira proveniente da Sachs, mantendo a Brutale sempre na trajectória.

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A secção traseira da ciclística desta MV Agusta possui uma característica inconfundível, que é o seu mono-braço oscilante em alumínio, que em nada prejudica a ciclística e confere um ar de “agressividade” e espectacularidade estética e visual ` Brutale, aliado a uma bela jante em estrela da Brembo.

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E o painél? Simples, de leitura rápida e onde, na minha opinião, apenas falta a inclusão de um indicador de mudança engrenada.

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Até no reforço central do guiador na mesa de direcção nos lembra que estamos sentados em cima de uma Italiana. :-)

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Mas já me esquecia.

O 2º dia do meu test-ride foi feito hoje, terça-feira, ao fim do dia onde o objectivo não foi tanto testar a mota em si, mas sim fotografar a mesma e verificar mais um ou outro aspecto técnico da mesma e onde não pude deixar de verificar o olhar de curiosidade e admiração de algumas pessoas que viram esta mota, em que algumas delas ficam simplesmente boquiabertos ou de olhos “arregalados”, quer seja com a beleza desta, quer seja com o som emitido, ou mesmo o indíviduo que ia em cima dela ;-).

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Meus amigos, em jeito de conclusão, este foi o MEU test-ride ` MV Agusta Brutale 910S, que simplesmente adorei, delirei, deliciei-me, consolei-me e que se pudesse voltava a repetir muitas mais vezes.

É uma mota simplesmente espectacular no verdadeiro sentido da palavra, cheia de pormenores constructivos interessantes e de componentes de alta qualidade que a tornam num produto único, exótico e exclusivo e apenas acessível a alguns sortudos.

É puro prazer em 2 rodas, onde o seu motor é um autêntico “sex bomb” e a sua ciclística digna de “alta costura” Italina.

Fico a imaginar de como será o comportamento da Brutale 910R???

Bem, vou ter que continuar a sonhar com esta…

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Foi um sonho realizado e o meu muito obrigado ` MotoMais e ` sua equipa pela oportunidade concedida, quer para o meu enriquecimento/prazer pessoal, quer para o enriquecimento deste NOSSO espaço.

Boas curvas! :-)