A KTM que adquiri foi matriculada em Janeiro de 2006, tendo em Janeiro deste ano (2010) celebrado a jovem idade de 4 anos, que significa Inspecção Técnica Periódica 
Segundo a lei Regional e que, segundo consta, foi adoptada a nível Nacional, qualquer veículo de 2 rodas de cilindrada superior aos 125 cc, faz a primeira Inspecção Técnica Periódica aos 4 anos de idade.
A Inspecção deverá ser feita no mês em que a mota foi matriculda, não sendo necessário ir num dia específico ou efectuar uma marcação prévia, é só comparecer. Desde que seja feita no mês (ou antes) que consta no agora chamado Documento Único de Circulação, está tudo bem, porque se for feita no mês seguinte, paga-se uma coima.
Assim sendo, lá fui eu com a LC8 para o centro de Inspecções da ilha, a CENTROVIA, onde tive que passar primeiramente pela recepção para:
-apresentação da documentação - Documento Único de Circulação (antigo Livrete + Registo de Propriedade) e Seguro
-pagamento de 22,40 euros
Simples, não???
Pois é, mas os 22,40 euros é que me parecem um pouco exagerados, mas é assim que está regulamentado…
Seguidamente, foi só seguir com a LC8 para uma das linhas de Inspecção e aguardar serenamente a minha vez:

Muito importante para quem for pela 1ª vez à inspecção:
-mota em estado geral de limpeza e conservação
-número do quadro legível
-pneus em bom estado e com as medidas indicadas pelo fabricante
-luzes de mudança de direcção homolgadas e, claro, a funcionar
-iluminação dianteira e traseira a funcionar, incluindo luz de STOP a funcionar quer com o pedal de travão, quer com a manete de travão
-espelhos no seu devido lugar e homolgados
-Calços/pastilhas discos de travão em bom estado
-escape em condições, ou seja, esqueçam escapes de série adulterados ou escapes de rendimento excessivamente ruídosos, porque os décibeis serão medidos por um aparelho próprio para o efeito e o nível dos décibeis terá que estar de acordo com os dados da homolgação. Optem por escapes de série ou de rendimento homolgados ou com os “abafadores” de ruído amovíveis que alguns trazem de série
Resumindo: A mota terá que estar em condições/estado de ir à Inspecção e circular na via pública, porque todos os aspectos acima referidos, serão avaliados pelo Inspector e aparelhos específicos para os Motociclos.
No meu caso, a KTM estava num estado irrepreensível, quer de limpeza, quer do material em si:

Chegada a minha vez, o Inspector pediu o Documento Único de Circulação e verificou se todos os dados do Motociclo estavam correctos, incluindo quilometragem, e deu uma vista de olhos geral na mota, que inclui a verificação do nº do quadro.
Depois, avaliou toda a iluminação, incluindo respectivas homolgações do material, onde se inclui a avaliação das luzes médias e altas feitas por um aparelho específico, o qual indicou que as luzes médias estavam baixas. Nada de especial, pois não significa ”chumbo” e as mesmas poderão ser rapidamente ajustadas no local, caso fosse exigido.
Seguidamente, o Inspector verificou se os pneus estão em condições, bem como se as medidas estavam correctas. O facto dos pneus serem cardados não importa, desde que possuam as medidas correctas e estejam em bom estado (com piso), passam sem qualquer problema.
Depois assumiu os comandos da mota e levou-a para a “máquina de rolos”, para inspeccionar o sistema de travagem traseiro e dianteiro:

Com um dos pneus colocados na “máquina dos rolos”, a mesma faz o pneu rodar e o Inspector vai travando progressivamente até bloquear a roda, de forma a avaliar a eficácia dos travões.

Nesta fase da Inspecção, se alguma coisa estiver mal em algum dos travões, como pastilhas/calços gastos, poderá ser suficiente para “chumbar”…
No meu caso, a travagem estava impecável 
Como possuía escapes de série e os mesmos não se encontravam adulterados ou a emitir ruídos estranhos/elevados, não foi necessário proceder à medição dos décibeis.
E posto isto, termina a Inspecção, onde o resultado foi o desejado, ou seja, APROVADO!

Quando a Inspecção termina, recebemos um documento com o resultado da Inspecção e com todos os dados referentes ao Motociclo, como a marca da mota, ano, nº do quadro, etc, do qual consta uma parte picotada (tipo o selo das Finanças) que deverá ser retirada e acompanhar os documentos do Motociclo.


É importante referir que, caso o Motociclo não possua a Inspecção Técnica Periódica, o seu proprietário poderá, em caso de abordagem por parte das autoridades (Polícia), “sofrer” coimas pesadas e, se não estou em erro, o Motociclo poderá ser apreendido 
Portanto, o melhor mesmo é seguir a lei, que determina que todos os Motociclos (não inclui Ciclomotores):
“4 anos após a data da primeira matrícula e, em seguida, anualmente até prefazerem 7 anos; no 8º ano e seguintes, semestralmente.”
Na minha opinião, a lei não é de todo correcta/adequada, principalmente as Inspecções anuais após os 4 anos.
Mas é a lei que temos… 
Para terminar, posso referir que o Inspector que me atendeu foi de uma grande simpatia e empatia pelas motas e, curiosamente, não possuem uma atitude reprovadora como é hábito o senso comum levar-nos a pensar.
Apenas estão a fazer o seu trabalho, o qual passa em grande parte pela avaliação feita por aparelhos próprios e específicos, os quais não são permissivos quando detectam as falhas.
Tenham as vossas motas em condições mecânicas e gerais boas, não só para obterem o resultado APROVADO nas Inspecções, mas também para garantirem que circulam na via pública em condições de segurança.
Não deixem de visitar o site da CENTROVIA (http://www.centrovia.pt/), onde é possível obter mais informações sobre as Inspecções, incluindo toda a legislação sobre a mesma, bem como efectuar marcações “online”.
Boas Curvas! 
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