"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem nenhuma explicação é possível…"


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Posts da categoria 'Segurança'

Rails de dupla protecção Covoada - Sete Cidades

No meu passeio de mota de hoje não pude deixar de reparar na existência de rails de dupla protecção na estrada de montanha que vai da freguesia da Covoada às Sete Cidades:

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Este tipo de rail encontra-se em zonas de grande perigo e são uma mais valia em termos de segurança para quem circula de mota nesta estrada.

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Contudo, não será demais relembrar para terem a devida precaução quando circularem de mota nesta estrada de montanha, dado que existem muitos acessos a pastagens e consequente perigo de aparecimento de animais na estrada (mudanças de pastagem), por vezes encontra-se suja (”bosta” vaca) e em dias de nevoeiro a visibilidade é fraca.

Por isso, lá por ter os ditos rails, não vamos facilitar.

Boas curvas! :-)

Tenham juízo…

É Verão, está calor e andar de mota é uma das soluções mais refrescantes para esta época.

Contudo, isto não significa menos precaução ou justificação para determinadas situações que lamentavelmente tenho assistido, ou seja, tenho visto em São Miguel e com muita frequência, Motociclistas nas suas montadas, equipados com calções, t-shirt e, por vezes, chinelos do tipo havaianas. Para piorar as coisas, por vezes são vistos a fazer manobras ilegais, perigosas e excesso de velocidade com este super equipamento.

Simplesmente lamentável…

Meus amigos, tenham juízo e apesar de ser Verão e estar calor, usem equipamento adequado, não dispensem um blusão com protecção, umas luvas, calçado adequado, e umas calças. Já existe no mercado inúmeras soluções para quem anda muito de mota no Verão, como blusões com protecções e avançados sistemas de arejamento, capacetes só para usar no Verão e com sistemas de refrigeração, calças com protecções e arejamento. etc. etc. Não é prático ir à praia “tão vestido”, mas é melhor que ir ao “tapete” e ficar com lesões graves e marcas para o resto da vida ou mesmo “bater as botas”.

Lembrem-se das imagens abaixo (são de acidentes de mota) da próxima vez que decidirem dar uma volta de mota de calções, t-shirt e chinelos:

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Sei que algumas pessoas irão achar que estou a ser exagerado, mas não estou. O que tem que mudar é a mentalidade, os maus hábitos, o senso comum de que só acontece aos outros e, principalmente, a ideia de que somos melhores condutores que os outros que têm os acidentes. Também não se esqueçam de moderar a velocidade, deixar de fazer manobras perigosas e deixar o “stunt riding” para os profissionais.

Desculpem o termo e imagem, mas deixem-se de “merdas” e usem o equipamento adequado, senão:

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Tenham lá juízo…

Boas curvas… em segurança!

Esta bomba é uma BOMBA!!!

Irresponsabilidade? Burrice?

Uma coisa é certa…

Com dinheiro consegue-se TUDO no nosso bom Portugal, até contruír uma bomba de gasolina em terrenos de fumarolas em que o sub-solo atinge temperaturas superiores a 100ºC!!

Nem sei que mais diga… bem, vejam o vídeo!!!

http://videos.sapo.pt/62QdDvIJeiNob3At8ZVw

 Fiquem bem, e longe desta brincadeira de miúdos…

Rails de dupla protecção no norte

No meu último post relativo ao tema segurança, falei em aspectos negativos, nomeadamente obras mal sinalizadas e consequente perigo, o qual era grande.

Mas nem tudo é negativo e no passeio da passada 6ª feira Santa verifiquei que a estrada do lado norte da ilha em direcção às Furnas, isto é, sentido Ribeira Grande-Furnas, colocaram em zonas potencialmente perigosas, rails de dupla protecção.

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Foi com grande satisfação que fiquei quando verifiquei a existência destes rails, pois só demonstra que quem esteve a comandar as operações desta obra, não só se preocupou em dotar esta via com um bom tapete de asfalto, como também se preocupou com aspectos relativos à segurança, principalmente à segurança dos Motociclistas.

Muito bem e nota muito positiva à entidade responsável por este feito, que julgo ser a  Câmara Municipal da Ribeira Grande.

Boas curvas! :-)

CUIDADO!!!

É isso mesmo pessoal, CUIDADO, muito CUIDADO, se fizerem um passeio de mota (ou de carro) até à freguesia dos Mosteiros, porque a partir do final da freguesia dos Ginetes, existem obras de beneficiação da estrada.

Estas obras estão muito mal sinalizadas e para nós Motociclistas, poderão ser uma surpresa desagradável, caso estejam distraídos:

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Existem várias zonas como esta, com zonas sem asfalto e cobertas de terra, em plena curva, constituindo um perigo.

Mais à frente, na freguesia da Várzea, valas na estrada e sem nenhuma espécie de sinalização:

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Muita atenção!!!

Já pertinho da freguesia dos Mosteiros, mais vestígios de obras inacabadas. As zonas laterais desta parte da estrada encontram-se sem asfalto e cobertas por cascalho. Verifiquei que os automóveis têm a tendência a desviarem-se destas zonas laterais e a circularem no meio da estrada e com pouca vontade de se desviarem quando na presença de uma mota vindo de frente, neste caso Eu.

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Todo o cuidado é pouco na presença de obras “à Portuguesa”.

Se forem para este lado da ilha e para estas zonas em particular, circulem com precaução, quer pelo piso, quer pelas valas e quer pelos automóveis que se desviam do mau piso. A sinalização de indicação e obras ou de mau piso é praticamente inexistente

Boas curvas!

Inspecção Técnica Periódica

Parece que foi “ontem” que comprei a minha V-Strom 650 e, no entanto, já lá vão 4 anos desde que a tenho.

Com a bonita idade de 4 anos, a V-Strom teve que ser alvo da tal inspecção Técnica Periódica, que apenas é obrigatória nos Açores.

No caso das motas acima dos 125 cc é feita a primeira inspecção aos 4 anos (quando adquirida nova) e depois anualmente.  Uma boa forma de “sacar” dinheiro ao pessoal das motas. Já não bastava o selo…

Mas vamos ao que interessa.

Ontem, dia 17 de Março, levei A V-Strom à sua primeira inspecção, a qual foi realizada na CENTROVIA (Centro de Inspecção de Viaturas dos Açores, Lda), situada em Ponta Delgada, mais concretamente na Nordela-Santa Clara, um pouco mais á frente do antigo matadouro.

Após passar pela parte burocrática, nomedamente, o registo informátco dos dados da mota, em que é pedido o Livrete, Registo de Propriedade e Seguro, passei para a inspecção propriamente dita.

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No passado, já tinha feito inspecção a 2 antigas motas minhas, as quais foram do tipo “só para inglês ver”, pois o rigor deixava muito a desejar. Mas passados estes anos todos, as técnicas de inspecção às motas evoluiram e o rigor também.

A primeira fase da inspecção consiste em verificar toda a iluminação da mota, nomedamente as luzes médias e altas, piscas e luz de stop, isto é, verificar se as mesmas estão a funcionar correctamente. Inclusivé, têm uma máquina que verifica se as luzes médias e altas estão a ser projectadas correctamente e se são nítidas.

Também foi verificado o estado dos pneus e se as medidas dos mesmos estão de acordo com as que estão indicadas no Livrete.

Seguidamente, verificação do sistema de travagem, dianteiro e traseiro. Antigamente era o propietário é que se sentava em cima da mota e colocava a roda dianteira e depois a traseira em cima de uns rolos que fazem dgirar as mesmas e obedecia às instrucções do Inspector, ou seja, mandanto travar.

Agora mudou, o Inspector é que assume os comandos da nossa “menina” e realiza toda a operação, isto é, colocação das rodas (uma de cada vez) nos tais rolos e verificação da qualidade da travagem.  Acho que esta medida é para evitar “aldrabices” por parte de “chicos espertos”. Mas ao ver este Senhor montar a minha V-Strom não fiquei lá muito satisfeito, pois esta é uma “menina” com algum porte, como o próprio verificou e expressou na altura. Enfim, não é para “trinca espinhas” como ele… :-)

Depois desta verificação veio a inpecção aquilo que mais temia, ruído do escape. Antigamente (estou muito nostágico), não ispeccionavam o ruído das motas, porque não tinham aparelhos de medição. Mas tudo muda… infelizmente :-(

Foi-me pedido para colocar a mota no exterior do edíficio e o Inpector foi buscar o tal aparelho de medição sonora, que julgo chamar-se sonómetro, e montou o mesmo. Um aparelho com um ar muito profissional, ou seja, uma pasta que continha um medidor com um ecrã, onde é possível ver nível de décibeis, rotações do motor (que segundo o Ispector não conrrespondem à realidade), etc, ligado a um microfone, o qual se encontra num tripé a uma certa distância (curta) da ponteira de escape.

Após a montagem de todo o equipamento, foi-me pedido para ligar a mota e os próximos 15 minutos (sensívelmente) que se passaram foram de verdadeira angústia para mim, porque aquela inspecção ao ruído podia ditar a reprovação da minha mota. Para os que não conehcem o escape da minha V-Strom, tenho um Remus em titânio, o qual tem um “bocal” de saída de gases enorme e produz um pouco de ruído, o qual é “música” para os meus ouvidos, mas não para os do Inspector.

 Mas voltando á inspecção do ruído. Durante os tais 15 minutos, o Inspector andou às acelerações na mota, mas não as do tipo acelera e desacelera, mas sim acelerar a mota por fases de rotação, isto é, acelerava até as 3500 rpm e aguentava um pouco, até às 4500 rpm e aguentava um pouco, processo que se prolongou até cerca das 7000 rpm.

Durante esta fase da inspecção, mudoua posição do microfone do aparelho 2 vezes.

Cheguie-me para junto do aparelho que registava os décibeis e mostrava num pequeno ecrã e para minha surpresa vejo lá marcado (quando andava a acelerar até cerca das 7000 rpm) cerca de 82 décibeis, 81,8 se não estou em erro.

Perguntei se aquele número correspondia á medição real que o sonómetro estava a registar, ao que me foi respondido positivamente. Fiquei aliviado, porque o Livrete da V-Strom 650 indica que a mesma foi homolgada com um nível de ruído que pode ir até um máximo de 87 décibeis. Com cerca de 82 décibeis estou safo :-).

E assim foi, a V-Strom passou no teste do ruído, sem sequer pestanejar :-). O Inspector afirmou junto de mim que pensou que ela não passava neste teste, pois o ruído emitido pelo Remus é mais que evidente. Mas nem tudo o que parece é, e apesar de parecer mais ruido que o escape de série, este Remus produz poucos décibeis, porque o Inspector referiu que uma homolgação com um máximo de 87  décibeis já é muito.

Resultado final da isnpecção: APROVADO!!! :-)

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A minha V-Strom está apta a circular na via pública e, infelizmente, terá que fazer nova inspecção em Março de 2009. A lei assim obriga as motas de cilindrada superior a 125 cc, coisa que acho ridículo, porque regra geral, as motas andam sempre em melhor estado que grande parte dos automóveis que por aí circulam nas nossas estradas. Mas lei é lei e terei que desembolsar 22 euros de ano a ano.

Agora terei que guardar este dístico na carteira, à semelhança do selo:

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Este dístico faz parte deste documento, do qual é destacado:

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Uma vista do cabeçalho do docmento:

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Como podem verificar, a única coisa apontada na inspecção da minha mota foi as luzes mádias, as quais consideram que o feixe está com orientação baixa. Mas estão assim propositadamente, dado que com a regulação de série, os mesmos apontam na direcção da visão dos condutores de “enlatado”, deixando-os encandeados (azar deles…).

Mas o que interessa é o resultado final, APROVADO.

Para quem for fazer a inspecção à sua mota, já sabe, convém ter tudo em ordem e escapes de rendimento nem sempre são sinónimo de décibeis a mais. vale a pena arriscar.

Boas curvas! :-)

Adventure Helmets

O capacete é o acessório de segurança mais importante do Motociclista, protegendo a parte do corpo considerada mais frágil em caso de acidente. O restante equipamento, como casaco, luvas, calças, etc, também é de igual importância, quando se deseja circular de mota em segurança.

Mas concentremo-nos nos capacetes, mais precisamente num novo segmento de capacetes que começam gradualmente a ganhar adeptos, os capacetes de todo terreno com viseira, ou melhor dizendo, os “adventure helmets”.

Estes capacetes têm surgido lentamente no mercado e destinam-se aos utilizadores de motas do segmento das Trail. O pessoal das Trail começou inicialmente a usar capacetes 100% de todo terreno/Motocross, no dia-a-dia ou mesmo nas incursões pelo todo terreno, com o inconveniente de no quotidiano ter que se usar os óculos típicos de TT/Motocross ou óculos de sol, de modo a proteger os olhos.

Atentos a este pequeno “senão” deste tipo de capacetes, houve marcas que lançaram para o mercado um modelo híbrido, que combina o design de um capacete de TT/Motocross, com a utilidade, qualidade e versatilidade de um capacete integral, nomeadamente um viseira e um maior conforto no seu interior.

Neste campo, acho que a Arai foi uma das primeiras, senão mesmo a primeira, marca de capacetes a responder a estas necessidades, lançando para o mercado o Tour X, o qual ao longo do tempo tem ganho muitos adeptos e ficou célebre em séries televisivas, como o “Long Way Round” e “Long Way Down”:

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Um produto típicamente Arai, com muita qualidade de construcção e onde a segurança é sempre uma prioridade desta marca Japonesa. Na minha opinião o capacete mais bonito neste campo.

Outras marcas seguiram as pisadas da Arai, como a Airoh, com o seu S4 Street:

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Um capacete de design interessante, muito leve e onde apenas a dureza inicial das suas esponjas deixam algo a desejar. Com o tempo tornam-se mais moles. O mesmo oferece a possibilidade de se desmontar a pala e montar uma espécie de “espinha” na sua colota, transformando-o num capacete de design radical, mas mais ao estilo das Streetfighters, sempre sem se retirar a viseira.

Tenho um destes e posso dizer que é uma excelente opção em termos de qualidade/preço.

A Shoei apresentou recentemente o Hornet DS:

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Um capacete que pretende contrariar a popularidade da rival Arai, apresentando um design apelativo, qualidade de construcção e segurança. Uma opção a ter em conta, onde o contra poderá ser o seu preço.

A BMW tmabém tem o seu próprio capacete neste campo, sendo muito procurado e utilizado pelos possuidores do modelo GS:

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Um capacete de design pouco vulgar e de gosto discutível, mas com boa qualidade de construcção e um preço algo elevado. É melhor não divulgar aqui ;-).

A marca Americana Simpson, conhecida pelos seus capacetes integrais de design muito radical, não ficou atrás e já tem disponível no mercado Americano o GS3 Face Shield:

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Muito interessante e onde podemos verificar a existência de uma pequena “barbatana” no topo, que em tempos esteve muito na moda em capacetes de Motocross. Pouco se sabe deste modelo em específico, porque é pouco comercializado na Europa, mas a sua qualidade deverá ser boa, dado que as normas de homolgação de capacetes nos “states” são mais rígida e exigentes que na Europa. Não é ao acaso que a Arai constrói os seus capacetes com base nas normas de Homolgação Americana…

Por último, o HJC, com o seu CL-XS:

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Um capacete de design pouco arrojado e que pretende aliar qualidade a um bom preço de comercialização, à semelhança da Airoh. Uma boa opção para quem não pretende dispensar muitos euros.

Estas são as propostas que actualmente figuram no mercado dos capacetes destinados às Trail (que também poderão ser usados nas Supermotos), pelo menos do meu conhecimento e que revelam uma grande polivalência, pois poderão ser usados em “off-road” ou em estrada.

Qualquer um deles permite a desmontagem da viseira, transformando-se assim em capacetes 100% TT. Possuem interioes amovíveis, transpiráveis e anti-alérgicos e alguns possuem entradas de ar, muito úteis no arejamento da cabeça.

Qualquer um deles encontra-se devidamente homolgado e as  suas colotas são construídas em materiais suficientemente resistentes aos imprevistos (dependendo do imprevisto). Mas no campo da segurança, o meu destaque vai para a Arai e Shoei. Caros, mas seguros.

Quanto qual a melhor escolha, eu se tivesse dinnheiro disponível compraria o Arai, sem discartar o Shoei, mas preço/qualidade, acho que o Airoh será um capacete a ter em conta.

Boas curvas!