"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem nenhuma explicação é possível…"


top

Posts da categoria 'Pessoal'

T-Shirt V-STROM personalizada

No passado dia 5 de Setembro, completei a bonita idade de 30 anos :-)
Como se costuma a dizer, já “trinquei” ;-)
Neste dia tão especial, recebi uma prenda muito interessante e original do meu amigo Paulo Silva (outro Motociclista), uma t-shirt :-)
Contudo, esta não foi uma t-shirt qualquer, o Paulo ofereceu-me uma t-shirt personalizada e alusiva à minha V-STROM :-)
Vejam lá:

p1120341.JPG

Reparem nas letras mais pequenas:

p1120343.JPG

E sabem qual a razão do “V-STROM By: Bruno Botelho”?
Ora leiam lá:

p1120347.JPG

Será que esta mensagem está relacionada com os extras que tenho na minha V-STROM??? :-)
Quem sabe… ;-)
De qualquer forma, adorei esta t-shirt e a mesma já ocupa o lugar de t-shirt favorita :-) , pois mais pessoal e original não podia ser.
Paulo, muito obrigado pela t-shirt e parabéns pela originalidade :-)
Também aproveito para agradecer uma vez mais todos os familiares, amigos, colegas, etc, que se lembraram desta data, porque afinal de contas não é todos os dias que se faz 30 anos.
Que venham mais anos em 2 rodas! :-)

Boas Curvas! :-)

PS: Quem precisar de uma ajuda na personalização da sua V-STROM, “Call Me…” ;-)

Adeus & Obrigado!

Alguns dias atrás, tive que me desfazer de várias dezenas de revistas de motas, que tinha guardado ao longo de vários anos.

p1100998.JPG

Estas revistas são relativas a vários anos, eram provenientes de vários países e algumas delas eram sobre áreas específicas do Motociclismo. Haviam revistas generalistas, de Tuning, de Mototurismo, de Motocross e Todo o Terreno, etc, etc. Havia de tudo!

p1110003.JPG

Estas foram revistas que nos últimos anos contribuíram muito para o meu enriquecimento pessoal na área do Motociclismo, bem como uma grande companhia nos momentos de leitura e, por vezes, de solidão.

p1110006.JPG

De todas, tenho que destacar as revistas Francesas, como a Moto et Motards, a Option Moto, Boost Moto e Moto Verte, as Italianas Motocross e Fuoro Stradi, as Inglesas Superbike e Performance Bikes, a Espanhola Solo Moto e Moto Verde e as Portuguesas, Motociclismo, Moto Jornal, Moto Compra & Venda e Revista Moto (actualmente Moto Report).

p1110007.JPG

Nao me arrenpendo do dinheiro que gastei nelas, apenas tenho pena de ter que dizer ADEUS a elas, pois algumas delas já se encontram desactualizadas e, em geral, apenas estão a criar mofo dentro das caixas onde se encontram.
As vidas preenchidas que vivemos nos dias de hoje, não nos permitem retirar tempo para dar uma vista de olhos nelas e reviver determinadas memórias e momentos do Motociclismo. Por isso e devido ao facto de se estarem a estragar, decidi colocá-las na reciclagem.
ADEUS & OBRIGADA!

p1110016.JPG

Na casa dos meus pais, tenho 4 caixotes cheios de revistas relativas aos anos 90. Outras que vou ter dificuldades em me desfazer, pois muitas são do período em que ainda sonhava em ter uma Scooter, ou seja, tinha eu os meus 12 anos…

            p1110024.JPG

Mas a vida é assim mesmo, não podemos ficar agarrados a determinadas coisas ;-)

Boas Curvas! :-)

Futura mota ou apenas sonho???

Desde que comecei com os passeios de carácter mais aventureiro aos comandos da minha Maxi-Trail, tenho descoberto outro tipo de prazeres e outra forma de explorar todo o potencial que este tipo de mota nos oferece, como por exemplo a grande polivalência e possibilidade de tomar percursos fora de estrada.
Este tipo de passeios têm amadurecido a técnica na condução fora de estrada e têm me proporcionado grandes momentos de diversão e, por vezes, fazem-me sonhar com uma possível viagem a, por exemplo, Marrocos ou América do Sul. Países mais que capazes de nos oferecer aventuras sem fim :-)
Apesar de já possuir uma Maxi-Trail bem preparada para enfrentar percuros “off-road”, a mesma apresenta, ainda, algumas limitações naturais, que já me fizeram poderar várias vezes no tipo de Maxi-Trail ou Trail que poderei adquirir mais tarde.
Depois de já ter pensado tanto neste assunto, cheguei sempre à mesma conclusão, a próxima mota terá que ser mais polivalente, ou seja, uma ciclística mais capaz, porque a nível de motor, a minha V-Strom 650 tem potência de sobra.
Contudo, recentemente desenvolvi um carinho especial por 2 motas de motas, que considero pertencerem a um sub-segmento das Trail e Maxi-Trail e muito interessantes para os percursos dos passeios que o Azores Trail TT costuma a fazer, nomeadamente a BMW HP2 Enduro e a KTM 950 R Super Enduro.
São 2 motas que mais parecem motas de Enduro com motores de grande capacidade, mas que para mim (e para muitos) nada mais são do que descendentes directas das Maxi-Trails, só que com uma ciclística capaz de enfrentar desafios de carácter endurista e um motor capaz de “trepar” tudo e mais alguma coisa.
Começando pela BMW, quando se olha para a HP2 Enduro, ou se adora ou se detesta. Eu Adoro!!! :-)

hp2-2.jpg

O seu motor Boxer é uma imagem de marca e não deixa ninguém indiferente. Um motor muito conhecido por possuir uma boa resposta, sempre acompanhada por uma boa sensação de binário. São 1.130 cc, 105 cv às 7.000 rpm e 115 Nm às 5.500 rpm.
Estes valores de potência são mais que suficientes para me fazer delirar :-)

hp2-5.jpg

A ciclística é mais que competente e capaz de enfrentar qualquer terreno e, o facto de possuir uma transmissão secundária por veio, deixa qualquer um satisfeito, nem que seja pelo fim dos trabalhos inerentes à manutenção das tradicionais correntes.
Contudo, sempre são 175 kg de peso a seco, mas que não a impedem de atingir velocidades na ordem dos 200 km/h.

hp2-6.jpg

Esta “beemer” tem dado a volta à minha cabeça e quando vejo no Youtube vídeos dela, fico a gostar ainda mais dela. É uma super-trail e que oferece várias possibilidade de a tornar ainda mais eficaz e agressiva. O som do Boxer com o Akrapovic é simplesmente divinal!!!

hp2-4.jpg

Esta mota já começa a ser muito procurada por vários possuidores de Maxi-Trails, os quais não se fartam de tecer comentários muito positivos, quer à ciclística quer ao motor, apesar da suspensão traseira de série por ar, da Continental, não me agradar muito. Mas isto já é um gosto pessoal.
Um aspecto muito positivo da “beemer”, é o facto de com a montagem do kit da Touratech para viagens de longa distância, podemos  conferir a ela uma utilização ainda mais abrangente e sem afectar de forma significativa a sua ergonomia e versatilidade. Um aspecto que me atrai muito…

hp2-1.jpg

Vista de frente, o motor Boxer impõe-se:

                    hp2-7.jpg

Passando à KTM 950 R Super Enduro, é impossível não gostar desta mota, quer pela sua agressivdade, quer pelos pregaminhos “Ready to Race” que a regem.

ktm-se-4.jpg

Esta mota da KTM também teve uma grande aceitação e tornou-se uma grande rival da marca Germânica, principalmente no Enduro de Erzberg, prova que ambas as marcas levam muito a sério.
A KTM, efectivamente, é um pouco mais eficaz na hora de enfrentar o fora de estrada, fazendo da sua ciclística a sua grande arma, onde as suspensões WP não deixam margem para dúvidas quanto à sua eficácia. O quadro em treliça já tem provas mais que dadas no campo das maneabilidade, rigidez e distribuição de peso.

ktm-se-5.jpg

Mas o que faz realmente qualquer um delirar aos comandos da Super Enduro, é o seu fantástico bicilindríco, o qual é um poço de sensações, onde os seus 98 cv às 8.500 rpm e 95 Nm às 6.500 rpm são sempre entregues de forma enérgica, fazendo dela um autêntico “canhão”. As performances do seu LC8 são fantásticas e já deixaram a sua marca no segmento das Maxi-Trails. Quem experimente gosta e pede mais! :-)
Se for uma Super Enduro com uns Akrapovic, ainda melhor!!!

ktm-se-3.jpg

A KTM tem neste modelo a resposta aqueles que procuram uma Maxi-Trail mais “light”, mas sem dispensar um motor de altas prestações.

ktm-se-1.jpg

Da minha parte, é uma mota que me tira do sério e que me tem feito pensar muito. Este modelo não está fora do meu leque de opções para o futuro…

                    ktm-se-2.jpg

São 2 motas fantásticas e com provas mais que dadas no que diz respeito às suas capacidades no fora de estrada, donas de motores incríveis e capazes de nos levar a qualquer lugar.
Mas é chegada a hora de parar de sonhar e descer à terra :-(
Apesar de serem 2 motas que se enquadram nas minhas preferências e muito interessantes para os meus passeios, estas possuem determinados aspectos que ainda me deixam “de pé atrás” e me fazem ponderar se realmente são as mais indicadas para mim.
Começando pelo tipo de mota em si, se for para fazer uma viagem, são motas um pouco limitadas, quer em autonomia, quer em capacidade de carga, protecção ao vento, a própria forma como o motor entrega a potência, etc, etc, enfim, o propósito é a diversão e não o “touring”.
É claro que é possível dotar estas motas de peças capazes de as tornar mais aptas às viagens, como o kit Touratech para a BMW HP2 Enduro, mas as limitações continuarão, só que em menor escala, mas é possível.
No entanto, qualquer uma destas motas servia perfeitamente para os meus passeios pela ilha :-)
Mas existe outros aspectos que me fazem recuar.  Começando pelo preço, as 2 motas são propostas a preços algo elevados e que, para mim, são algo proibitivos. Não é que não tenham argumentos que justifique o preço pedido, mas ainda não ganhei nenhum prémio no EuroMilhões:-(
Depois há o factor marca, a BMW não possui qualquer ponto de venda e manutenção em São Miguel, tornando a sua escolha um pouco díficil. A KTM tem ponto de venda e manutenção, mas tem um problema, também sou um grande apaixonado pela sua irmã, a 990 Adventure, especialmente a nova versão R de 115 cv. Portanto, uma escolha díficil.
Dito isto, a futura mota ainda é muito incerta e a única certeza que tenho é que pretendo manter-me no trilho da aventura e continuar a explorar a vertente “touring” do fora de estrada. Poderei continuar nas Maxi-Trails, ou poderei mesmo cometer uma loucura e adquirir uma destas 2 “bombas”, quem sabe a laranjinha… ;-)

Boas Curvas! :-)

Não será um adeus, mas sim um até já…

Decidi, vou-me afastar das motos, tenho a minha moto à venda…

Depois de algumas hesitações e indefinições, que têm caracterizado a minha relação com as motos nos últimos tempos, o facto é que esta situação, era como que um adiar de algo, que mais cedo ou mais tarde, iria acontecer…

Infelizmente, a partir do momento que deixei de fazer o meu dia-a-dia de moto e uma vez que não tenho disponibilidade e mesmo falta de vontade de dar uns passeios como fazia noutras alturas, a moto acaba por passar todo o tempo na garagem, onde sair é uma obrigação, para pelo menos não descarregar a bateria…

Neste momento as minhas prioridades são outras, onde a minha familia e o seu bem-estar são as principais, e por isso, bens materiais, motos incluídas, apesar da importância que têm para mim, são relegadas para segundo plano…

Mesmo que tenha sido uma decisão que não me deixa exactamente feliz, ter uma moto por simples capricho, quando esta no fundo está a ser um “peso”, tanto ao nível de despesas e capital investido, como até ao espaço que me ocupa, prefiro não a ter…

Esta situação será com certeza temporária, mas no que diz respeito a tempo poderá perfeitamente oscilar entre médio/longo prazo para voltar a ter moto (depois de vender a DR650)…

Assim, não será um adeus, mas sim um até já, ou até qualquer dia…

Os meus devaneios de motociclista sonhador

Como grande admirador de motos, e à mais de década e meia como condutor, têm-me passado pelas mãos das mais diversas marcas e estilos…
Mas com o acumular de conhecimentos, experiências e um natural apuro de gosto e exigência, comecei a olhar para as produções europeias, no que toca às “duas rodas”, com outros olhos…
Mais do que ter uma moto com boa relação preço/qualidade, potência, fiabilidade e prestações, características como carisma, história, estilo e exclusividade, começaram a ganhar importância…
Partindo deste principio e tendo como sonho de sempre, abrir um stand de motos, com um olhar atento sobre o nosso peculiar mercado, não foi difícil chegar a uma marca que para além de não ter representação para os Açores, reúne de um modo geral, as características acima enunciadas, ou seja, o melhor dos dois mundos, a Triumph…
De facto, esta marca inglesa tem um historial incrível, mesmo nas situações mais delicadas por que atravessou, soube sempre dar a volta e actualmente apresenta-se num momento de forma invejável, pois ainda no ano fiscal de 2007 teve resultados brutos e vendas superiores em 10%, comparativamente ao ano anterior…
Para além destes números, há uns anos para cá a Triumph tem feito crescer a sua gama de motos, sempre com a habitual qualidade e cuidado, que são notórios nas suas produções, mas a preços competitivos. A gama divide-se em três grupos denominados de “Modern Classics”, “Urban Sports” e “Cruisers”, dos quais distingo os modelos Scrambler, Speed triple e Rocket III, de cada grupo respectivamente…
Isso para não falar no seu característico motor de três cilindros que nas suas últimas evoluções tem mostrado um elevado potencial, inclusive superior à concorrência japonesa com os tradicionais quatro em linha…
Relativamente ao negócio em si, o meu objectivo era numa fase inicial dedicar-me apenas à Triumph, fazendo todos os esforços para que o nome da marca ganha-se estatuto no meio por ser um produto diferente, num mercado algo preconceituoso e limitado em termos de dimensão, onde as marcas japonesas têm uma forte implantação…
De facto, considero a aposta na imagem e na diferença fundamentais, porque apesar das particularidades do nosso mercado, já começa a surgir, mesmo que de forma tímida, quem procure algo mais exclusivo, com maior estatuto e carisma…
O ideal em termos de espaço seria uma estrutura onde fosse possível ter todos os sectores do negócio (stand; stocks; oficina; serviços administrativos) concentrados, como forma de prestar um melhor serviço e reduzir custos, sendo um armazém num parque de negócios actual e moderno, com boa localização, o meu objectivo…
O local de venda e exposição, tal como todos os restantes espaços, teriam uma imagem simples, ampla e apelativa, onde as cores da marca dominariam a decoração, sob a adequada luminosidade…
Como forma de levar pessoas ao espaço, a ideia era criar hábito de local de encontro e proporcionar um ambiente de família aos futuros clientes, distinguindo-os com algumas lembranças (Triumph) em ocasiões especiais, como aniversários, etc., para além de se disponibilizar para a generalidade dos nossos visitantes alguns produtos como internet, revistas, “gadgets”, etc. ligados às motos, e claro, o habitual “merchandising” e linhas de vestuário e acessórios da marca. No fundo oferecer toda a distinção que um cliente Triumph merece…
Este seria essencialmente um negócio de cariz familiar e de paixão, uma vez que tem como base um dos maiores gostos da minha vida – as motos!
Claro que toda esta paixão e motivação são refreadas pela realidade dos negócios em si e o risco que comporta. Para além da indefinição do possível retorno, existem diversas dificuldades a ter em conta…

Principais dificuldades:
- Elevado investimento – O valor de aquisição da estrutura é bastante elevado, isso sem falar em toda a sua preparação e equipamentos de adequação ao negócio e todos os outros custos inerentes;
- Mercado – A pequena dimensão e os preconceitos relativos às marcas “não japonesas” no meio, caracterizam o nosso mercado;
- Mão-de-obra especializada (mecânica) – Normalmente é uma actividade praticada por pessoas com um menor grau de instrução e sem a sensibilidade necessária para lidar com máquinas cada vez mais precisas e minuciosas onde a electrónica impera. Para mais, releva-se escassa no que diz respeito às motos;
- Desconhecimento do negócio – Apesar de ligado às motos há muito tempo esta ligação sempre foi de comprador/possuidor, ou seja do outro lado;

Plástico ou Ferro?!

Nesta época cada vez mais descartável em que vivemos, onde a contenção de custos, o aspecto final, a facilidade de processamento e utilização recebem toda a atenção, prescinde-se do aspecto mais austero, mas durável e tão característico de materiais desde há muito utilizados…
No que toca às motos, as altas performances e a máxima eficiência a todos os níveis obrigam à utilização do plástico, das fibras, do alumínio, das ligas nobres, relegando cada vez para segundo plano os materiais tradicionais…
De qualquer forma existem excepções, embora mesmo estas, aos poucos começam a ser “adulteradas”. Falo obviamente das “naked” clássicas, das “muscle-bikes” à moda antiga e das choppers, entre outros casos isolados, segmentos estes que ganham cada vez mais a minha admiração, ao contrário da cota de mercado, com excepção das choppers que têm muitos admiradores…
Não que seja contra a evolução e tecnologia de ponta, até pelo contrário, mas cada vez mais se radicalizam e especializam conceitos, difundindo-se os mesmos à velocidade da luz, sempre com o objectivo de quebrar barreiras a cada segundo que passa, o que faz com que se perca um pouco da verdadeira essência deste espectacular veículo que é a moto…
Até gostava de ter uma “xpto” qualquer, com uma potência incrível, que supera velocidades igualmente incríveis, com tudo do bom e do melhor montado, que custam vários (muitos) milhares de euros… mas para quê, pergunto-me eu???
Pura ilusão… Não sou rico, muito menos piloto profissional, circulo na estrada e ocasionalmente fora dela (terra), não tenho super dotes de condução, tento cumprir o código de estrada dentro dos possíveis, portanto, um veículo destes com reluzentes fichas técnicas, onde os números e componentes quase valem ouro, nas minhas mãos, seria um verdadeiro desperdício…
Pois, eu por exemplo, sentia-me igualmente vaidoso e realizado aos comandos da minha “humilde” Vespa (blasfémia!!!), mas admito que não seja tão porreiro responder aquela pergunta da praxe de quem acabou de nos conhecer e a quem queremos impressionar – “desculpe e que mota tem?!”, porque de resto ela proporcionava-me excelentes momentos de condução (adequada ao conceito), bons momentos de contemplação, para já não falar no carisma e na história que tem por detrás, mesmo que a minha Vespa, fosse daquelas algo “adulteradas” pelas novas tecnologias…
No entanto, as circunstâncias também ditam regras e nem sempre se pode ter tudo e há que fazer opções, mas isto já é outra conversa…
O facto, é que neste momento dou mais importância a uma moto clássica, retro, carismática, baseada, ou inspirada noutros tempos, mantendo o conceito original, mesmo que actualizada, para atingir os padrões de exigência actuais, ou quanto mais não seja, as cada vez mais exigentes normas impostas, até porque há marcas a conceber esta fusão e revivalismo de uma forma magistral…
Julgo que há outra envolvência, outro desfrutar, outra relação homem / máquina, certamente mais descomplexada e descomprometida, mas consideravelmente mais próxima e menos fria…
Concluindo, apesar de ter lugar para tudo, quando se trata de veículos de duas rodas, no rol das minhas preferências, o “ferro” ganhou espaço incontestavelmente…

O “Falcon”…

Ainda no outro dia em conversa, referiram-se a mim como “o Falcon”…
Nunca tive apelidos ou alcunhas, mas esta que eu próprio adoptei (Rui FALCON Pereira), lembrou-me automaticamente os tempos em que participava de uma forma bastante activa em alguns fóruns online, como é o caso do Motonline, V-Strom Portugal e principalmente o do Clube Motard de São Miguel…
Falcon porquê?! Não porque na altura tinha uma Honda NX-4, como se possa pensar, que no Brasil, onde são produzidas, têm esta designação, mas devido ao meu gosto pelas aves de rapina, no que se refere ao mundo animal…
Até porque se tivesse de ligar este nome a uma moto, seria obrigatoriamente ao Falcão Peregrino, que é como quem diz à Hayabusa…
Voltando aos fóruns, o dedicado à V-Strom deixei de participar na altura em que me desfiz da minha, o Motonline por um crescente desinteresse e o do CMSM, o que mais me custou, porque simplesmente achei que mais nada tinha a acrescentar ao mesmo…
Foram tempos de dedicação e de uma forma muito própria que tenho de encarar estas coisas, onde o caminho traçado tinha direcção contrária aos meus propósitos…
Bem ou mal amada, a minha participação seja onde for, teve e tem sempre como pano de fundo o meu gosto, a minha experiência e os conhecimentos teóricos sobre motos, tal como a minha vontade de assimilar e partilhar novos conhecimentos…
Nem sempre fui interpretado desta forma, mas tentei na medida do possível nunca deixar crescer demasiado as polémicas onde estive envolvido…
Neste momento frequento alguns fóruns de forma mais ou menos assídua, mas já não tenho a motivação de outros tempos, inclusive dou por mim a fazer o que sempre critiquei, uma participação passiva que passa por apenas assimilar e nunca partilhar…
Mesmo com os pontos negativos referidos, foram momentos que recordo sempre com saudade, mas que infelizmente não acredito muito que possam voltar a acontecer…
Esta falta de motivação reflecte-se também na minha participação em blogs, onde a inspiração já não abunda, tal como não abundam os temas, devido a uma substancial mudança geral…
Seja como for, continuo com o meu blog pessoal (As Minhas Motos) e prossegue a minha participação neste blog (Moto Azores), onde tive o prazer de fazer parte da sua fundação e sinto-me muito bem com uma relação descomprometida, ao lado de colegas que partilham os mesmos gostos e onde apesar das normais diferenças, as motos, sejam elas qual foram, estarão sempre em destaque…