"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem nenhuma explicação é possível…"


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Posts da categoria 'Pessoal'

Não será um adeus, mas sim um até já…

Decidi, vou-me afastar das motos, tenho a minha moto à venda…

Depois de algumas hesitações e indefinições, que têm caracterizado a minha relação com as motos nos últimos tempos, o facto é que esta situação, era como que um adiar de algo, que mais cedo ou mais tarde, iria acontecer…

Infelizmente, a partir do momento que deixei de fazer o meu dia-a-dia de moto e uma vez que não tenho disponibilidade e mesmo falta de vontade de dar uns passeios como fazia noutras alturas, a moto acaba por passar todo o tempo na garagem, onde sair é uma obrigação, para pelo menos não descarregar a bateria…

Neste momento as minhas prioridades são outras, onde a minha familia e o seu bem-estar são as principais, e por isso, bens materiais, motos incluídas, apesar da importância que têm para mim, são relegadas para segundo plano…

Mesmo que tenha sido uma decisão que não me deixa exactamente feliz, ter uma moto por simples capricho, quando esta no fundo está a ser um “peso”, tanto ao nível de despesas e capital investido, como até ao espaço que me ocupa, prefiro não a ter…

Esta situação será com certeza temporária, mas no que diz respeito a tempo poderá perfeitamente oscilar entre médio/longo prazo para voltar a ter moto (depois de vender a DR650)…

Assim, não será um adeus, mas sim um até já, ou até qualquer dia…

Os meus devaneios de motociclista sonhador

Como grande admirador de motos, e à mais de década e meia como condutor, têm-me passado pelas mãos das mais diversas marcas e estilos…
Mas com o acumular de conhecimentos, experiências e um natural apuro de gosto e exigência, comecei a olhar para as produções europeias, no que toca às “duas rodas”, com outros olhos…
Mais do que ter uma moto com boa relação preço/qualidade, potência, fiabilidade e prestações, características como carisma, história, estilo e exclusividade, começaram a ganhar importância…
Partindo deste principio e tendo como sonho de sempre, abrir um stand de motos, com um olhar atento sobre o nosso peculiar mercado, não foi difícil chegar a uma marca que para além de não ter representação para os Açores, reúne de um modo geral, as características acima enunciadas, ou seja, o melhor dos dois mundos, a Triumph…
De facto, esta marca inglesa tem um historial incrível, mesmo nas situações mais delicadas por que atravessou, soube sempre dar a volta e actualmente apresenta-se num momento de forma invejável, pois ainda no ano fiscal de 2007 teve resultados brutos e vendas superiores em 10%, comparativamente ao ano anterior…
Para além destes números, há uns anos para cá a Triumph tem feito crescer a sua gama de motos, sempre com a habitual qualidade e cuidado, que são notórios nas suas produções, mas a preços competitivos. A gama divide-se em três grupos denominados de “Modern Classics”, “Urban Sports” e “Cruisers”, dos quais distingo os modelos Scrambler, Speed triple e Rocket III, de cada grupo respectivamente…
Isso para não falar no seu característico motor de três cilindros que nas suas últimas evoluções tem mostrado um elevado potencial, inclusive superior à concorrência japonesa com os tradicionais quatro em linha…
Relativamente ao negócio em si, o meu objectivo era numa fase inicial dedicar-me apenas à Triumph, fazendo todos os esforços para que o nome da marca ganha-se estatuto no meio por ser um produto diferente, num mercado algo preconceituoso e limitado em termos de dimensão, onde as marcas japonesas têm uma forte implantação…
De facto, considero a aposta na imagem e na diferença fundamentais, porque apesar das particularidades do nosso mercado, já começa a surgir, mesmo que de forma tímida, quem procure algo mais exclusivo, com maior estatuto e carisma…
O ideal em termos de espaço seria uma estrutura onde fosse possível ter todos os sectores do negócio (stand; stocks; oficina; serviços administrativos) concentrados, como forma de prestar um melhor serviço e reduzir custos, sendo um armazém num parque de negócios actual e moderno, com boa localização, o meu objectivo…
O local de venda e exposição, tal como todos os restantes espaços, teriam uma imagem simples, ampla e apelativa, onde as cores da marca dominariam a decoração, sob a adequada luminosidade…
Como forma de levar pessoas ao espaço, a ideia era criar hábito de local de encontro e proporcionar um ambiente de família aos futuros clientes, distinguindo-os com algumas lembranças (Triumph) em ocasiões especiais, como aniversários, etc., para além de se disponibilizar para a generalidade dos nossos visitantes alguns produtos como internet, revistas, “gadgets”, etc. ligados às motos, e claro, o habitual “merchandising” e linhas de vestuário e acessórios da marca. No fundo oferecer toda a distinção que um cliente Triumph merece…
Este seria essencialmente um negócio de cariz familiar e de paixão, uma vez que tem como base um dos maiores gostos da minha vida – as motos!
Claro que toda esta paixão e motivação são refreadas pela realidade dos negócios em si e o risco que comporta. Para além da indefinição do possível retorno, existem diversas dificuldades a ter em conta…

Principais dificuldades:
- Elevado investimento – O valor de aquisição da estrutura é bastante elevado, isso sem falar em toda a sua preparação e equipamentos de adequação ao negócio e todos os outros custos inerentes;
- Mercado – A pequena dimensão e os preconceitos relativos às marcas “não japonesas” no meio, caracterizam o nosso mercado;
- Mão-de-obra especializada (mecânica) – Normalmente é uma actividade praticada por pessoas com um menor grau de instrução e sem a sensibilidade necessária para lidar com máquinas cada vez mais precisas e minuciosas onde a electrónica impera. Para mais, releva-se escassa no que diz respeito às motos;
- Desconhecimento do negócio – Apesar de ligado às motos há muito tempo esta ligação sempre foi de comprador/possuidor, ou seja do outro lado;

Plástico ou Ferro?!

Nesta época cada vez mais descartável em que vivemos, onde a contenção de custos, o aspecto final, a facilidade de processamento e utilização recebem toda a atenção, prescinde-se do aspecto mais austero, mas durável e tão característico de materiais desde há muito utilizados…
No que toca às motos, as altas performances e a máxima eficiência a todos os níveis obrigam à utilização do plástico, das fibras, do alumínio, das ligas nobres, relegando cada vez para segundo plano os materiais tradicionais…
De qualquer forma existem excepções, embora mesmo estas, aos poucos começam a ser “adulteradas”. Falo obviamente das “naked” clássicas, das “muscle-bikes” à moda antiga e das choppers, entre outros casos isolados, segmentos estes que ganham cada vez mais a minha admiração, ao contrário da cota de mercado, com excepção das choppers que têm muitos admiradores…
Não que seja contra a evolução e tecnologia de ponta, até pelo contrário, mas cada vez mais se radicalizam e especializam conceitos, difundindo-se os mesmos à velocidade da luz, sempre com o objectivo de quebrar barreiras a cada segundo que passa, o que faz com que se perca um pouco da verdadeira essência deste espectacular veículo que é a moto…
Até gostava de ter uma “xpto” qualquer, com uma potência incrível, que supera velocidades igualmente incríveis, com tudo do bom e do melhor montado, que custam vários (muitos) milhares de euros… mas para quê, pergunto-me eu???
Pura ilusão… Não sou rico, muito menos piloto profissional, circulo na estrada e ocasionalmente fora dela (terra), não tenho super dotes de condução, tento cumprir o código de estrada dentro dos possíveis, portanto, um veículo destes com reluzentes fichas técnicas, onde os números e componentes quase valem ouro, nas minhas mãos, seria um verdadeiro desperdício…
Pois, eu por exemplo, sentia-me igualmente vaidoso e realizado aos comandos da minha “humilde” Vespa (blasfémia!!!), mas admito que não seja tão porreiro responder aquela pergunta da praxe de quem acabou de nos conhecer e a quem queremos impressionar – “desculpe e que mota tem?!”, porque de resto ela proporcionava-me excelentes momentos de condução (adequada ao conceito), bons momentos de contemplação, para já não falar no carisma e na história que tem por detrás, mesmo que a minha Vespa, fosse daquelas algo “adulteradas” pelas novas tecnologias…
No entanto, as circunstâncias também ditam regras e nem sempre se pode ter tudo e há que fazer opções, mas isto já é outra conversa…
O facto, é que neste momento dou mais importância a uma moto clássica, retro, carismática, baseada, ou inspirada noutros tempos, mantendo o conceito original, mesmo que actualizada, para atingir os padrões de exigência actuais, ou quanto mais não seja, as cada vez mais exigentes normas impostas, até porque há marcas a conceber esta fusão e revivalismo de uma forma magistral…
Julgo que há outra envolvência, outro desfrutar, outra relação homem / máquina, certamente mais descomplexada e descomprometida, mas consideravelmente mais próxima e menos fria…
Concluindo, apesar de ter lugar para tudo, quando se trata de veículos de duas rodas, no rol das minhas preferências, o “ferro” ganhou espaço incontestavelmente…

O “Falcon”…

Ainda no outro dia em conversa, referiram-se a mim como “o Falcon”…
Nunca tive apelidos ou alcunhas, mas esta que eu próprio adoptei (Rui FALCON Pereira), lembrou-me automaticamente os tempos em que participava de uma forma bastante activa em alguns fóruns online, como é o caso do Motonline, V-Strom Portugal e principalmente o do Clube Motard de São Miguel…
Falcon porquê?! Não porque na altura tinha uma Honda NX-4, como se possa pensar, que no Brasil, onde são produzidas, têm esta designação, mas devido ao meu gosto pelas aves de rapina, no que se refere ao mundo animal…
Até porque se tivesse de ligar este nome a uma moto, seria obrigatoriamente ao Falcão Peregrino, que é como quem diz à Hayabusa…
Voltando aos fóruns, o dedicado à V-Strom deixei de participar na altura em que me desfiz da minha, o Motonline por um crescente desinteresse e o do CMSM, o que mais me custou, porque simplesmente achei que mais nada tinha a acrescentar ao mesmo…
Foram tempos de dedicação e de uma forma muito própria que tenho de encarar estas coisas, onde o caminho traçado tinha direcção contrária aos meus propósitos…
Bem ou mal amada, a minha participação seja onde for, teve e tem sempre como pano de fundo o meu gosto, a minha experiência e os conhecimentos teóricos sobre motos, tal como a minha vontade de assimilar e partilhar novos conhecimentos…
Nem sempre fui interpretado desta forma, mas tentei na medida do possível nunca deixar crescer demasiado as polémicas onde estive envolvido…
Neste momento frequento alguns fóruns de forma mais ou menos assídua, mas já não tenho a motivação de outros tempos, inclusive dou por mim a fazer o que sempre critiquei, uma participação passiva que passa por apenas assimilar e nunca partilhar…
Mesmo com os pontos negativos referidos, foram momentos que recordo sempre com saudade, mas que infelizmente não acredito muito que possam voltar a acontecer…
Esta falta de motivação reflecte-se também na minha participação em blogs, onde a inspiração já não abunda, tal como não abundam os temas, devido a uma substancial mudança geral…
Seja como for, continuo com o meu blog pessoal (As Minhas Motos) e prossegue a minha participação neste blog (Moto Azores), onde tive o prazer de fazer parte da sua fundação e sinto-me muito bem com uma relação descomprometida, ao lado de colegas que partilham os mesmos gostos e onde apesar das normais diferenças, as motos, sejam elas qual foram, estarão sempre em destaque…

Parabéns Telmo

 O “ferroso” cá da zona faz anos :-)

Parabéns Telmo e desejos de muitos e muitos quilómetros de vida!

Boas curvas! :-)

Reinado da Mota

É com profundo pesar que anuncio que terminou o meu “Reinado da Mota” :(

Pois é, o passado dia 29 de Fevereiro foi o último em que “faça chuva ou faça sol”  a minha Suzuki Intruder M800 foi a minha única e fiel companheira de viagem. Acabaram-se os dias em que ela me transportava todos os dias de casa para o trabalho e me esperava pacientemente à porta do serviço até à hora de regressar a casa.

Por motivos familiares, económicos, ambientais, enfim, agora tento encontrar mil e uma desculpas para dizer apenas que, volto a partilhar a “gaiola” da família para me transportar…

Como balanço deste último ano em que eu e a minha M800 fizemos cerca de 7500km, e considerando apenas o trajecto casa - trabalho - casa,  posso assegurar-vos que foi uma companheira SEM MÁCULA.

NUNCA me deixou apeado, os consumos foram da ordem dos 5lts/100km no ritmo “vivinho” do “não posso chegar atrasado” :) e, ao contrário do que possam pensar os menos ferrosos, sem um ponto de ferrugem após 1 ano de utilização em qualquer condição meteorológica :)

Agora, resta-lhe o descanso da garagem e a utilização de fim-de-semana. Dias melhores virão ;)

 Abraço

Era uma com os cilindros todos…

Dou por mim a folhear uma revista de motos, atento a todos os pormenores e novidades, numa primeira fase, não estou a ler, apenas a divagar…

Então a pensar para mim, gostava de ter esta… esta também é porreira… num outro estilo, esta se calhar até dava mais jeito… enfim…

O que acontece, é que já tive motos com motores de 1 e 2 cilindros, de 3, sem concessão da Triumph cá, muito dificilmente terei alguma… mas e com 4 cilindros, que é como quem diz com os cilindros todos?!

De facto, cada vez mais apetece-me ter uma…