"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem nenhuma explicação é possível…"


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Posts da categoria 'Passeios-Crónicas'

Passagem do João e da Vanda por São Miguel

Os Açores estão cada vez mais na moda para os Motociclistas nacionais, facto inegável e comprovado :-)
Prova disso são os eventos que se têm realizado nos últimos anos, como a deslocação do Moto Clube do Porto, o 1º Moto Rali dos Açores e, mais recentemente, o WTC - Waypoint Trail Challenge.
Claro que com a realização de eventos como estes, a publicidade é inevitável e, felizmente, a mesma tem sido muito favorável e positiva.
Por recomendação do amigo Filipe Elias, organizador do WTC, São Miguel recebeu nesta semana que passou um casal de Mototuristas vindos de Portugal Continental, o João, mais conhecido pelos amigos por “Caicas”, e a sua esposa, a Vanda. Ambos aos comandos de uma bem estimada Honda XRV 750 Africa Twin de 94.

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Ambos vieram embebidos pelo espírito de aventura e vontade de partir à descoberta dos mais belos cantinhos da ilha, devidamente documentados e apoiados por um GPS com toda a cartografia da ilha, incluindo todos os pontos de interesse a visitar, cortesia do sempre disponível Filipe Elias, já grnade conhecedor da ilha.
E quando falei em espírito de aventura, era a sério, pois o João e a Vanda prescindiram das comodidades de um hotel e preferiram o acampamento. O verdadeiro espírito de aventura, sem dúvida :-)
Assim que o Filipe me falou que tinha estes amigos que vinham visitar a ilha, não podia ficar indiferente aos mesmos e, dentro daquilo que me foi possível a mim e à Carla, apoiamos e acompanhamos a aventura dos mesmos.
Felizmente foi-me possível acompanhá-los num dos passeios pela ilha, mais concretamente pelo Faial da Terra, Furnas e Vila Franca do Campo, onde passei um dia muito agradável na companhia do João e da Vanda, detentores de uma grande simpatia e disponibilidade.
Só tive pena de não ter sido possível acompanhá-los em mais alguns passeio, mas dentro do possível, foi muito bom.
Ora bem, no passeio realizado, deu para perceber todo o entusiasmo do João e da Vanda pela ilha, especialmente pela beleza das paisagens, da simpatia das pessoas com quem contactaram e de alguns cantinhos que gostaram muito, como por exemplo o Faial da Terra e o trilho do Sanguinho, ou mesmo a Ferraria e a sua sempre agradável água do mar quente.

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Infelizmente, o tempo nem sempre colaborou e, por vezes, o nevoeiro escondeu grande parte de algumas vistas de alguns miradouros, como no Salto do Cavalo. Mas para sorte de ambos, momentos como estes foram muito poucos e deu para ver muito desta bela ilha.

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Descida à Lagoa do Congro:

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Claro que a Lagoa do Congro deixa qualquer amante da natureza fascinado, e o João e a Vanda não foram excepção ;-)

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Outra paragem obrigatório no passeio deste dia foi a vista majestosa do Castelo Branco:

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Desta vez não foi possível trazer as motas até junto do Castelo, mas por outro lado, foi uma nova experiência para o João e Vanda passar tão pertinho das vacas. Passagem gentilmente autorizada pelo Lavrador que lá se encontrava.

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Para mais tarde recordar :-)

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A paragem seguinte, e por minha sugestão, foi junto à Igreja Nossa Senhora da Paz:

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A bela vista para a Vila Franca do Campo e ilhéu:

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Para terminar o dia, paragem na praia Água d’Alto, para relaxar um pouco ao som das ondas do mar:

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E assim terminou um belo passeio com este simpático casal de Mototuristas, onde não faltou um belo almoço no Faial da Terra, onde a batata doce e inhame estavam muito bons, Obrigado João e Vanda pelo almoço oferecido :-)
Ainda houve tempo para o João e Vanda passarem lá por casa, para conhecerem a Carla e a nossa linda filhota, a Mafalda:

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E pronto, já estava na hora deste simpático casal regressar a casa, para também matarem saudades da sua filhota de 5 anos.
Da nossa parte, o nosso OBRIGADO por terem escolhido São Miguel para as suas férias e só esperamos que tenha excedido as suas expectativas, que levem consigo boas recordações, e que um dia mais tarde regressem, para conhecerem ainda mais cantinhos da ilha.
Foi um prazer conhecer o João e a Vanda, boa gente, simpáticos e, melhor que tudo, amantes das 2 rodas e Mototurismo.
Voltem sempre, cá estaremos!

Boas Curvas! :-)
 
 

Um passeio diferente…, com mota de TRIAL

No Domingo passado e a convite do Rui Cabral, embarquei numa aventura diferente das habituais, isto é, participei num passeio com uma mota de Trial :-)
O Rui adquiriu recentemente uma nova mota de Trial, uma Gas Gas de 300 cc, mas ainda tem lá na garagem a sua mota anterior, uma Montesa de 250 cc.
Então, convidou-me para lhe acompanhar num passeio de Trial com a Montesa, convite que me agradou e despertou muito interesse em experimentar algumas sensações do Trial.

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A nova Gas Gas TXT 300 do Rui, uma beldade com vários pormenores de construcção interessantes e de topo:

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Bem, à partida já sabia que este era um daqueles passeios em que não ia ser possível fotografar muito, pois o equipamento para este passeio tinha que ser mais “light”, e a máquina fotográfica nem sempre esteve “à mão”.
Quanto ao passeio, o Rui escolheu a zona das Feteiras como ponto de partida, mais concretamente o Cascalheiro, seguindo-se todos os trilhos circundantes, que nos levam em direcção à Covoada e Sete Cidades.
Portanto, não iam faltar várias situações para me porem à prova, ou melhor dizendo, para me darem trabalho, pois a minha experiência com este tipo de motas é zero.
As primeiras dificuldades surgiram na mata paralela ao Cascalheiro, onde alguns “drops” me deram algumas dores de cabeça, mas nada que o Rui não me ajudasse, quer com dicas, ou mesmo ele a ultrapassar os obstáculos.
Nesta 1ª fase, deu para perceber que, apesar das dimensões e peso reduzido destas motas, não é fácil fazer manobras/habilidades como vemos na televisão. Para chegar lá, é preciso muito treinos, muitas horas em cima da mota e muita persistência.
Uma coisa notei logo, ultrapassam os obstáculos com muita facilidade, chegando a ser desconcertante.
Paragem para o meu descanso, porque para o Rui ainda era cedo:

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Enquanto descansava um pouco, algumas motas de Enduro chegaram junto de nós:

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Era o nosso amigo e companheiro de passeios Vítor Ferreira, também a aproveitar a bela manhã de Domingo:

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Fôlego recuperado, seguimos em frente pela mata e depois por mais alguns trilhos em direcção à famosa “canada” das Couves, onde ia, uma vez mais, ser posto à prova nesta trialeira.
Até chegarmos lá, comecei a sentir-me mais à vontade com a Montesa, o que não significa que estivesse a ser um mar de rosas, mas estava melhor.
E chegamos às Couves:

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Nesta trialeira, o meu desempenho teve um pouco de tudo, ou seja, falta de confiança e experiência com uma mota de Trial, momentos de inspiração, partes com boa progressão, tombos e no fim, um voo da Montesa.
Sim, leram bem, na última parte deste trilho passeio por um bom momento de inspiração e estava a conseguir a progredir bem no terreno, só que mesmo chegando ao fim, a Montesa levantou de frente mais do que o desejado, e com a velocidade que vinha, simplesmente voou, ou seja, não consegui segurar a mota e ela voou em direcção ao céu, passando com a roda traseira na minha barriga e aterrando numa zona de vegetação. Este momento é vísivel ao minuto 4:06 do vídeo que se encontra mais abaixo.
Mota sem consequências, mas já eu fiquei com a tatuagem do Michelin X11 na minha barriga:

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Parece mau, mas após o banho apenas tinha alguns arranhões e menos alguns pêlos. Obrigado Michelin pela depilação ;-)
Mas nem tudo foi mau, nesta trialeira passei por bons momentos de progressão no terreno, e também foi possível verificar que podia confiar totalmente nas capacidades deste tipo de mota, pois passa por buracos, pedras, regos, etc, com uma facilidade incrível. É tudo uma questão de confiança, equilíbrio e, no meu caso, treinar mais a técnica.
Uma vez mais, encontramos o Vítor e a restante malta do Enduro nesta trialeira:

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Vítor em acção com a sua novíssima KTM EXC 250 SIX DAYS de 2012:

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O restante pessoal, cada um com a sua técnica e dificuldades ;-)

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Após uma breve conversa com os nossos amigos, regresso aos trilhos, com o Rui a levar-me por alguns percursos que desconhecia, e bem mais ao jeito/acessíveis a motas de Trial, e sempre com paisagens espectaculares, como as que se seguem, alusivas ao miradouro Lagoa do Canário, com uma vista magnífica das lagoas das Sete Cidades:

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É incrível, mas com uma mota de Trial quase não existem percursos inacessíveis, e damos por nós a atingir determinados pontos, mas através de percursos improváveis.
Que vista… :-)

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O Rui voltou a levar-me por mais alguns trilhos que desconhecia, e bem ao meu gosto, ou seja, pelo mato :-)

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Voltamos à zona do Cascalheiro e andamos por lá a explorar mais algumas zonas e a “brincar” um pouco com as motas, aliás, mais o Rui, porque eu bem que tentava, mas ainda preciso de muitas horas com este “brinquedo” ;-)

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Bem, por esta altura já era hora de regressarmos, pois já estava na nossa hora e também já não havia gasolina para muito mais.
Mas pelo caminho, o Rui encontra sempre motivos para “brincar” mais um pouco ;-)

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Grande Rui, com ele ainda tenho muito para aprender :-)

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E demos por terminado o nosso passeio de Trial.

Vídeo do passeio:

Qual a lição que tiro deste passeio?
Simples, gostei muito desta experiência aos comandos de uma mota de Trial, pois percebe-se o porquê das grandes capacidades destas motas ultrapassarem obstáculos de todo tipo, sem causar cansaço como uma mota de Enduro e sem exigir força física como estas exigem.
É certo que uma mota de Trial exige muitas horas e kms de treino para se desenvolver a técnica, o equilíbrio e o à vontade, mas basta apanharmos um pouco o jeito que percebemos de imediato o que elas são capazes.
O mais interessante é que não exigem acelerador a fundo, toques de acelerador…

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Ao Rui, o meu MUITO OBRIGADO pela cedência da Montesa e pela experiência porporcionada, bem como pelas suas indicações e ajuda preciosa. Adorava repetir e, quem sabe, um dia ter um brinquedo destes na garagem.
Até podia ser a Montesa, pois senti alguma empatia por ela ;-)

Boas Curvas! :-)
 
 
 

Mais um passeio de férias

Tal como prometido, Eu e o Ricardo aproveitamos mais um dia das nossas férias para realizar mais um passeio TT.
Desta vez, o nosso objectivo era novamente os trilhos entre a Lagoa e Vila Franca do Campo, já nossos conhecidos, mas com uma pequena diferença, alguns deles iam ser feitos em sentido ascendente, ao contrário daquilo que tínhamos feito até agora, ou seja, em sentido descendente.
Uma pequena diferença, mas que no terreno se revelou interessante em alguns trilhos, mas trabalhosa e penosa em outros trilhos.
Começamos pelos trilhos da Lagoa, acessíveis e muito divertidos:

Um obstáculo que já conhecemos muito bem :-)

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Já estamos a ficar prós na transposição de troncos ;-)

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Há sempre tempo para a foto :-)

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Seguindo em frente:

Nesta zona constatamos algum abate de árvores, que deixa a paisagem algo pobre. Um mal necessário, pois a reflorestação tem destas coisas.

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Seguiu-se um dos trilhos que nunca tínhamos feito em sentido ascendente, uma trialeira, para animar um pouco as coisas :-)

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Uma trialeira que gostei particularmente, porque oferecia as dificuldades típicas de uma trialeira de Enduro, mas também permitia progredir no terreno:

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O próximo objectivo era subir em direcção à Barrosa, mas não através do típico trilho de pedras que já conhecemos, mas sim através de outro que fica paralelo a este, igualmente com um percurso em pedra, mas um pouco mais díficil.
Mas antes de lá chegarmos, tivemos que subir uma montanha tipo pastagem, cujo piso não facilitou nada a nossa vida, visto que era muito irregular e a sua inclinação não permitia enrolar muito o acelerador, dado que o perigo de “backflip” era real.

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A subida desta montanha foi um pouco díficil em algumas zonas e até chegamos a cair. Terreno muito irregular e com algumas “armadilhas” escondidas nas partes que tinham erva maior.

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O repouso foi obrigatório no fim da montanha, antes de iniciarmos a nossa incursão no percurso de pedras em direcção à Barrosa.
A vista para Vila Franca do Campo e para o seu ilhéu revelou-se relaxante, mas com o belo dia de Verão que estava, já pensava o quanto seria bom estar no ilhéu a apanhar uns belos banhos de sol ;-)

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Bem, lá tivemos que enfrentar o percurso de pedras, o qual só tínhamos feito em sentido descendente.
Desta vez, em sentido ascendente, as dificuldades revelaram-se bem maiores, dado que em determinadas zonas as pedras estão muito soltas e provocavam constantes perdas de tracção ou mesmo desequlíbrios. Neste percurso, estamos constantemente a lutar contra o terreno…

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Aqui também convém ter uma boa protecção de cárter, senão…, enfim, é pancada atrás de pancada.

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Mas surgiu a 1ª grande dificuldade deste percurso, ou seja, um “drop” em sentido ascendente.
Aqui tivemos algumas dificuldades em colocar as motas na parte de cima, especialmente porque eramos só 2, que tornava praticamente impossível realizar esta tarefa através da força de braços.
Após o Ricardo falhar algumas algumas tentativas de colocar, pelo menos, a roda dianteira na parte de cima, eis que ele numa última tentativa acelara um pouco mais, e a Husqvarna levantou voo, ou seja, com a velocidade a roda dianteira apontou bem para cima, e a mota teve velocidade suficiente para saltar para a parte de cima, mas sem o Ricardo em cima dela. Que alívio, uma já está :-)

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Faltava a “pesadona”:

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A DR foi um pouco mais díficil, principalmente por causa do piso já degradado devido às tentativas dom Ricardo subir, bem como devido ao maior peso dela.
Tentamos várias vezes e nada de conseguirmos…
Por fim, colocamos algumas pedras no trilho, pois o mesmo já estava escorregadio, e lá tentamos, aliás, o Ricardo é que tentou, porque eu já estava KO, já não me sentia com energia para tentar.
O Ricardco tentou conseguiu:

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À semelhança da Husqvarna, a DR também levantou voo, obrigado Ricardo :-)
Mas neste ponto, já estávamos muito cansados, pois este trilho é físicamente demolidor. Acho que se tornou ainda pior devido ao calor que se fazia sentir.
Contudo, ainda não tinha acabado, havia mais umas sequências de trilhos com pedras e com mais alguns “drops” em sentido ascendente.
Ainda havia mais castigo…

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Devido ao cansaço, a nossa concentração baixou e, consequentemente, a nossa progressão no terreno começou a ser mais penosa e lenta.
Resumindo, mais desequlíbrios, mais pancadas e quedas:

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Felizmente, sem consequências físicas e apenas uma manete de travão dobrada.
E mais um “drop” em sentido ascendente e com uma pequena curva:

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O Ricardo bem que tentou, mas o cansaço já era de tal ordem que já nada corria bem, aliás, quanto mais insistíamos, pior era.
Ainda descansamos e ponderamos continuar a tentar, mas ainda haviam mais 2 “drops” do mesmo género e percursos em pedra como os anteriores. Com o cansaço que tínhamos, não ia dar certo e além disso, a hora já estava a avançar.
Penso que se seguíssemos em frente, tínhamos acampado nesta zona…
Atiramos a toalha ao chão e voltamos para trás pelo mesmo percurso, com a moral em baixo por não termos conseguido chegar ao fim.
Mas pronto, a vida é mesmo assim e haverão mais tentativas e, de certeza, com sucesso em alguma delas.
Demos por terminado o passeio, pois o corpo já pedia descanso e as nossas bebés já estavam a chamar por nós ;-)
Resumindo e concluindo, foi um excelente passeio, com belos percursos, especialmente aqueles que fizemos em sentido contrário ao que estávamos habituados, e com um belo dia de Verão.

Boas Curvas! :-)
 
 
 
 

TT Férias Agosto 2011

Depois de 2 semanas de adaptação à nova rotina da minha vida, isto é, bebé, fraldas, chuchas e muitas horas em casa, era tempo de tirar algumas horas das minhas férias e ralaxar um pouco.
E que melhor forma de fazer isso senão com um passeio de mota? :-)
Para minha sorte, o Ricardo também estava de férias, e lá fomos os dois dar uma voltinha pelos belos trilhos da ilha.

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A melhor coisa que pode haver nos passeios durante um dia da semana, é que não nos deparamos com a habitual agitação de fim-de-semana, onde frequentemente encontramos mais pessoal pelos trilhos quer de mota, bicicleta ou mesmo a pé.
Portanto, os passeios durante a semana recomendam-se quando possível :-)
Para esta 4ª feira, delineamos um passeio essencialmente na zona da Covoada e Sete Cidades, mas com partida do lado norte da ilha, com travessia da zona industrial da Marques, Capelas e Covoada.
Chegados à Covoada, incursão nos habituais trilhos de cascalho e montanha desta zona, com o objectivo de irmos até ao Cascalheiro, para lá o Ricardo estrear-se a subir o mesmo, pois esta era uma zona desconhecida para ele.
Assim que iniciamos a subida de montanha, as vistas começaram a ser deslumbrantes :-)

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Descida em direcção ao Cascalheiro, através da mata, que é sempre um espectáculo:

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Pausa antes do iniciarmos a subida do Cascalheiro, com o Ricardo com algum nervosismo de estreante, pois a subida era grande e mole.

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Bem, na minha 1ª subida fracassei, fruto de alguma hesitação, porque ou se vai de punho enrolado e sem tirar os pés dos poisa-pés, ou então ficamos atolados.
À 2ª lá subi, onde notei que a nova relação de transmissão 14X49 fazia a DR subir que nem um fogeute, sempre com muita força. Gostei!
Depois esperei pelo Ricardo:

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Uma pequena hesitação e a 300 do Ricardo já não subiu…

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Mas à 2ª a 300 subiu cheia de power :-)

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Parabéns Ricardo, conquistaste o Cascalheiro :-)

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Continuamos, agora com o objectivo de ir até às Couves, trialeira que o Ricardo também não conhecia.

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A passagem do Cascalheiro para a mata é muito estreita e exige alguma atenção, pois à mínima distracção vamos parar lá para baixo ;-)

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Este trilho da mata é espectacular e até estava acessível, mas não deixou de reservar algumas surpresas, especialmente para o Ricardo:

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Esta zona é muito bonita e verde :-)

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E chegamos às Couves, onde nos esperava uma trialeira que habitualmente nos dá algum trabalho a ultrapassar:

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Nesta altua do ano percebe-se bem o porquê de se chamar Couves a esta trialeira, pois as plantas que lá se encontram possuem alguma semelhança com couves:

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Haviam muitas destas plantas, tapando muito o percurso e escodendo muito das suas irregularidades, nomeadamente muita pedra e regos.

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Bem, fui o 1º a iniciar a subida:

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Estava particularmente inspirado e a minha subida desta trialeira foi relativamente rápida e eficaz, ou seja, rodei o acelerador sempre com decisão e a DR foi ultrapassando as irregularidades do terreno com alguma rapidez e dem grandes dificuldades. Valeu-me a capacidade de tracção desta mota, bem como as suspensões com afinação macia.

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Claro que houve partes que deram luta, mas não baixei os braços e por vezes a DR parecia um cavalo louco ;-)

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Aqui os desequilíbrios são frequentes, mas o importante é insistir:

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Nem sempre é possível ir à boleia ;-)

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E vale tudo, até tipo Super Homem ;-)

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Já está! :-)

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Seguiu-se o Ricardo:

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A subida do Ricardo foi bem melhor que a minha, ou seja, mais rápida e com menos esforço, fruto da leveza da sua 300 a 2 tempos, bem como do seu motor, cheio e explosivo.

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Ops… :-)

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Gostei de ver o Ricardo nesta subida, muito rápido e decidido :-)

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E já está, venha lá outra trialeira! :-)

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Seguiu-se as Sete Cidades, onde o objectivo principal era mostrar ao Ricardo o trilho de “down hill”, habitualmente usado pelo pessoal das bicicletas na vertente “down hill”.
A habitual foto da praxe, onde é notório o excelente dia que se fazia sentir:

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Mais uma incursão pelos trilhos de mata, que pessoalmente gosto muito :-)

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E início do trilho de “down hill”, que me deixa sempre um pouco apreensivo, pois aqui é sempre a descer e com algumas passagens entre árvores muito apertadinhas.

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Curvas manhosas e com piso mole à mistura:

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A partir daqui as descidas eram um pouco acentuadas e até cheguei a cair numa dessas descidas, felizmente sem consequências para mim ou para a mota.
Aqui mais vale a pena deixar a mota descer, não apertar o travão dianteiro e sempre a controlar a velocidade com o travão traseiro ou mesmo com um pouco de travão de motor, com 1ª engrenada. De qualquer forma, muita atenção…

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E chegamos ao fim, com sucesso e prontos para mais ;-)
Contudo, falhamos a saída, mas nada que não fosse possível dar a volta :-)

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Uma pausa bem merecida, antes de seguirmos em frente, já com o objectivo de regressarmos a casa:

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O regresso a casa foi feito através da Covoada, com mais umas passagens por algumas zonas bem bonitas:

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Parece um “playground”, mas não é, é área protegida e habitualmente fiscalizada pelas autoridades.
E terminamos o passeio com estas belas paisagens e com um belo dia de sol.
Foi um excelente passeio de Enduro, pois divertimo-nos muito, não houve pressas, as motas portaram-se bem e adoramos as dificuldades.
Da minha parte e do Ricardo, é para repetir, dado que estamos de férias ;-)

Boas Curvas! :-)

Mais uma ida às pedras

No passado Domingo, Eu e o Ricardo realizamos mais um passeio de TT, novamente para os lados da Lagoa e Vila Franca do Campo.
Desta vez o grupo foi pequeno, mas sempre com os mesmos objectivos, ou seja, passar umas horas agradáveis em cima da mota, sem pressas, mas sempre à procura de percursos interessantes.
Voltamos a passar por alguns percursos do último passeio, mas desta vez o objectivo era também subir a Barrosa pelo caminho de pedras.
No início do passeio, Eu e o Ricardo trocamos de motas, o que é sempre interessante, pois ele tem uma 2 tempos e eu uma 4 tempos, sendo bom sentir as sensações dos diferentes tipos de motorização.
Gostei da 300 do Ricardo, mas aquilo é cavalo selvagem, basta uma aceleração mais agressiva que a frente ganha vida própria e aponta para o céu :-)
Requer hábito, mas é interessante :-)
Ricardo na minha DR:

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Começamos por explorar alguns percursos na Lagoa, mais concretamente alguns para os lados da Macela, o que nos obrigou a algumas travessias de pastagens, mas sempre respeitando os animais, cancelas, vedações e demais particularidades deste tipo de zonas.
Quando é assim, os Lavradores até nos facilitam a vida e dão-nos indicações :-)

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Quando passamos com calma e alguma distância, as vacas nem se assustam :-)

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Siga em frente!

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Tivemos que passar por algumas passagens mais apertadinhas ;-)

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Não é todos os dias que se vê um cenário destes :-)

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Teve sorte…
Estávamos atravessar trilhos sem grandes complicações, mas interessantes.

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Os percursos que se seguiram são do meu agrado, pois existe uma grande envolvência da natureza e alguns obstáculos naturais pelo caminho.

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E bora lá trabalhar um pouco mais :-)

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Este tronco já nos conhece ;-)

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E era chegada a vez da DR :-)

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No problem, a amarelinha passa sempre ;-)

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E já estávamos próximos de um dos nossos objectivos para este passeio, subir a Barrosa, mas pelo caminho de pedras, claro! :-)

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Ao longo da subida da montanha, as vistas são sempre  espectaculares, fazendo-nos esquecer por momentos das dificuldades que nos esperava…

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Bem, não viemos só para ver as vistas, vamos lá suar um pouco ;-)

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Subir a Barrosa pelas pedras é sempre um desafio, pois cada vez que subimos, nunca é igual, as pedras são muitas, os desequilíbrios são frequentes e as pancadas nas pedras uma constante.
Abençoada protecção de cárter…

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A mota nem sempre vai para onde queremos e nem sempre reage da forma desejada, pois as pedras originam muitas reacções indesejadas.

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O Ricardo não satisfeito com as dificuldades das pedras, decidiu elevar o nível de dificuldade :-)

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Não valia a pena inventar caminho, era seguir em frente e aguentar a “porrada” ;-)

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Este percurso castiga muito mota e piloto…

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Mas chegar ao fim do mesmo, é uma grande vitória, cujo prémio é as maravilhosas vistas da Lagoa do Fogo e da ilha :-)

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Seguiram-se alguns momentos de descanso, incluindo um diálogo com um casal de turistas, que se encontravam a explorar aquela zona e que ao ver-nos a subir aquele caminho tortuoso, tiraram-nos várias fotos, e fizeram questão de ficar com o nosso contacto, para nos enviar as fotos
Descanso feito, bora lá continuar mais um pouco, com o Ricardo a indicar o caminho a seguir ;-)

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Vamos até lá baixo :-)

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Estivemos a explorar alguns percursos, na esperança de encontrarmos algum trilho novo, mas a maior parte deles não nos levava a lado nenhum…

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Que bonitos que estão alguns percursos, com as hortênsias a embelezar os mesmos:

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Pausa para relaxar…

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Bem, e ficamos mais ou menos por aqui.
Foi mais um excelente passeio, com bons momentos TT, com grandes paisagens e com a sempre agradável companhia do Ricardo.
Talvez tivesse sido o último passeio TT deste Verão, porque para alguns é tempo de férias, para outros tempo de pausa e preparar a mota para a próxima “época”, e para mim, contagem decrescente para a chegada de um novo membro à família.

Boas Curvas! :-)


 

De volta ao TT

Algumas semanas antes de participar no 13º Portugal de Lés-a-Lés, achei por bem fazer uma pausa nos passeios TT, de forma a evitar determinados riscos inerentes a este tipo de actividade e, consequentemente, colocar em risco a minha participação no Lés-a-Lés.
Mas passada esta fase, voltei ao passeios TT e cheio de vontade, pois as saudades já eram algumas.
Como já vinha sendo hábito, encontrei-me com o Rui e com o Ricardo, e lá fomos nós desfrutar dos belos trilhos da nossa ilha.
O passeio desenrolou-se entre a Lagoa e Vila Franca do Campo, com o Rui e a sua Montesa a serem os nossos guias.
Começamos com alguns percursos fáceis, de forma a aquecer um pouco ;-)

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Não tardou muito até surgirem alguns obstáculos naturais, como pequenos troncos atravessados nos trilhos:

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E algumas árvores caídas, que obrigaram-nos a mais algum empenho ;-)

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Este tipo de obstáculos são, na minha opinião, muito bons para se treinar, porque ajudam a desenvolver a técnica. Como o pessoal é amador, acaba por puxar mais pela parte física, o que também é bom :-)

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No meu caso, estava com algumas dúvidas se conseguia levar a DR a transpôr este tronco, especialmente a parte de levantar a roda dianteira para cima do tronco. Afinal foi mais fácil do que pensava, ou seja, foi só aproveitar um pouco o binário da DR para colocar a roda em cima do tronco :-)

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Este percurso era um pouco estreito em algumas partes, e possuía algumas ravinas que não permitiam desequilibrios…

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Subindo a montanha em direcção às pedras da Lagoa do Fogo:

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À espera do Rui…

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O que é que o Rui estava a fazer???

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Enquanto esperávamos pelo Rui, aproveitávamos a vista magnífica que esta zona nos oferecia, embora um pouco encoberta pelo nevoeiro:

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Somewhere over the rainbow… :-)

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Com o Rui já na nossa companhia, tentamos explorar um novo percurso:

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Mas parece que não estávamos sózinhos :-)

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Contudo, não valia a pena continuar a explorar o mesmo, dado que o nevoeiro não estava a permitir seguir em frente com segurança. Fica para outro dia!

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Regressamos à subida para o caminho das pedras da Lagoa do Fogo, mas não para chegar ao topo, ou seja, logo no ínicio tomamos um percurso que o Rui já conhecia, mas que era novo para mim e para o Ricardo:

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Este novo percurso era a descer, mas não era fácil, ou seja, uma descida com muita pedra e só aconselhável para aqueles que têm uma boa protecção de cárter, senão…

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Por vezes foi assim, deixa-se a mota por si própria descer os degraus mais acentuados. Coitadinha…

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Apesar de um pouco durinho, estava a gostar deste percurso de pedra. O Rui já o tinha feito a subir, deve ser um grande desafio para as motas de TT.

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Seguiram-se algumas descidas por pastagens de montanha, algo escorregadias, mas com grandes vistas:

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Em algumas travessias foi necessário adoptar alguns cuidados, de forma a não assustar as vacas, ou seja, motas desligadas e desliza-se ou empurra-se. Fácil e as vaquinhas não correm assustadas ;-)

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Vá pessoal, motas desligadas que eu seguro o bicho :-)

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Seguiram-se mais alguns percursos interiores e com umas pequenas trialeiras:

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Com o Rui nunca se sabe, isto é, tanto andamos por zonas conhecidas, como num instante perdemos o sentido de orientação e já não sabemos onde estamos. Mas ele sabe…

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Cenários espectaculares :-)

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Já perto do final do passeio, e já um pouco cansados, eis que surge um percurso muito engraçado, mas um pouco perigoso, ou seja, um percurso de sentido único, estreito e desenhado ao longo de uma montanha.

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Alternava com algumas zonas mais largas, mas por pouco tempo.

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Depois era mais ou menos assim, de um lado a rocha da montanha, do outro lado escarpa. Não convinha haverem desequilíbios ou desatenções…

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Houve uma parte que era relamente perigosa, ou seja, uma passagem estreia, com uma pequena depressão e muito escorregadia, devido aos limos que cobriam as pedras:

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Se acontecesse um desequilíbrio só havia uma certeza, a queda era grande:

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Para o Rui foi mais simples, mas para as motas de Enduro foi mais delicado e foi preferível passar as motas à mão, pois os limos escorregavam muito:

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Obstáculo ultrapassado, refresca-se um pouco as ideias ;-)

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Esta pequena fonte de água natural contrastava com as escarpas e perigos deste percurso:

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E quando pensamos que as dificuldades terminaram, eis que elas voltam a surgir:

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E beco sem saída:

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Não tem problema, inventa-se uma saída :-)

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Nesta zona, o percurso estava interrompido devido ao abate de árvores que se encontra em curso. Só nos restavam 2 alternativas, ou voltávamos para trás e passávamos novamente os perigos da escarpa, que não apetecia, ou inventávamos uma saída.
Optamos por inventar uma saída, também muito em parte pelo facto do Rui ter viagem marcada para as 15:00, não sendo conveniente atrasar-se mais do que já estava.

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A saída improvisada revelou-se mais simples que inicialmente prevista, porque o terreno não estava a ceder e até estava “fofinho” para se descansar um pouco :-)

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Seguiu-se mais um ou outro percurso, mas já em ritmo calmo, pois o cansaço já pesava um pouco. Falta de preparação física…
E pronto, terminamos o passeio! :-)
Foi um belo passeio e um excelente regresso após a pausa de algumas semanas.
O Rui voltou a surpreender-nos com trilhos de grande qualidade e com alguma dificuldade, que é sempre bem vinda, pois é para isso que saímos aos Domingos.
Venham mais desses!

Boas Curvas! :-)
 

O pós Lés-a-Lés - Passeio pela Costa Vicentina & regresso a casa

Domingo, dia 26 de Junho, já tinha terminado o 13º Portugal de Lés-a-Lés, e com ele uma grande e memorável aventura.
Já estava a sentir alguma nostalgia, pois foram dias de puro Motociclismo e puro Mototurismo, em que por momentos conseguimos nos abstrair das realidades das nossas vidas e gozar cada km percorrido.
Enfim, uma sensação única de liberdade ;-)
Contudo, os nossos passeios por Portugal Continental ainda não tinham terminado, dado que só na segunda-feira é que partíamos para São Miguel, restando o Domingo para mais alguns passeios.
Para não fugir à regra, o dia amanheceu quente, e até com alguma humidade, fruto da nossa proximidade com o mar.
A vista do nosso quarto para o Castelo de Silves não enganava, estamos em terra de Mouros ;-)

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No Domingo acordamos sem pressa ou stress, mas já com o objectivo traçado, regresso a Lisboa, mas através de um passeio pela Costa Vicentina :-)
Mas desta vez não íamos ter a companhia do Ricardo, que teve que regressar ao norte do país e às suas actividades laborais.

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Olhó passarinho ;-)

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Fizemo-nos à estrada, em ritmo calmo e descontraído, e apreciando as localidades algarvias.
Pelo caminho, um episódio curioso, o Nuno não fechou correctamente uma das malas laterais da sua GS, e a tampa ficou pelo caminho :-)
Felizmente teve a sorte do Vítor ter reparado, porque eu não reparei :-)

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Palavras para quê, é um Ferrari ;-)

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Paragem no Cabo de São Vicente:

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Paragem para apreciar a paisagem:

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O Cabo de São Vicente situa-se no extremo sudoeste, na freguesia de Sagres, concelho Vila do Bispo.
Lá encontra-se o antigo “Promontorium Sacrum” romano, dedicado ao deus Saturno, situando-se também a antiga Fortaleza de Sagres.

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Alguns habitantes locais:

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De volta ao nosso passeio pela costa, divertimo-nos um pouco com algumas estradas que apanhamos, pois algumas tinham algumas curvas bem interessantes, que até me levaram a raspar com a bota 2 vezes no asfalto.
Diversão…

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Passamos por algumas localidades que nos lembraram o nosso regresso a casa, como a que se encontra na foto, São Miguel :-)

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Para o almoço, paragem em Vila Nova de Milfontes:

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O primeiro restaurante que entramos já não nos podia servir almoço, pois já eram 15:00…, mas o segundo que tentamos aceitou-nos de boa vontade.
E o que é que almoçamos???
Porco à Alentejana :-)

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Bem, depois daquele belo almoço nem apetecia andar de mota, apetecia deitar-me debaixo de uma árvore e dormir qualquer coisa ;-)
Mas não podia ser, Lisboa ainda estava longe.
Back to the road! :-)

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Seguiram-se mais alguns kms de estrada, sempre a ritmo descontraído e, lá de vez em quando, uma paragem para relaxar um pouco.
Numa das paragens houve tempo para fazer novos amigos ;-)

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Passamos pela zona de praias de Tróia e Comporta, mas infelizmente sem ir à praia.

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Mas ao longo de Tróia e Comporta, eram vísiveis os vários percursos de areia paralelos à estrada. Estamos a falar de grandes areais e muito convidativos a uns passeios TT mais ao estilo africano.
Aliás, é na zona da comporta onde os Nomads, Trail Aventura e muitos outros adeptos de TT realizam passeios TT na areia.
Por aquilo que vi, areia não falta :-)
Não me importava de dar uma voltinha por lá…
E chegada em final de tarde ao pequeno porto do ferry, que nos levaria até à outra margem, até Setúbal.

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Quando chegamos ao pequeno porto, o ferry tinha acabado de partir. Contudo, não tardou nada até regressar e até fomos os primeiros a entrar :-)

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Viagem tranquila e com um belo fim de tarde :-)

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Bem, restou rumar até à casa do Nuno, atravessando a Arrábida.
A travessia da Arrábida foi muit agradável, pois ofereceu-nos estradas estradas agradáveis e com uma envolvência de montanha que fazia lembrar São Miguel.
Pelo caminho, um episódio engraçado :-)
Digamos que me distraí e passei na Via Verde sem pagar…
Ainda paramos para ver se era possível pagar, mas tarde demais, a multa chegará a casa.
Olha, paciência ;-)
Chegada à casa do Nuno:

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Após chegar à casa do Nuno, e apesar do passeio do dia ter sido calmo, não podia deixar de estar a sentir algum cansaço. Afinal de contas, andamos de mota do dia 22 de Junho ao dia 26 de Junho.
Foram dias magníficos, que adorei e que ficarão para sempre na minha memória, quer pelo LAL, quer pelas experiências vividas e quer pelas amizades e companheirismo ao longo dos dias.
Nesta nossa deslocação, e segundo o Nuno, foram qualquer coisa como 2015 kms.
O meu pneu traseiro, o Heidenau, apresentava todos os sinais de um grande uso ao longo destes dias:

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Já que falo em pneus, nota muito positiva para os Heidenau K60 Scout que equipei a LC8 para esta viagem. Portaram-se muito bem nos vários tipos de piso que enfrentei, oferecendo sempre muita tracção, mesmo no fora de estrada, bem como segurança e confiança, mesmo com a mota com mais peso (malas laterais).
Um bom pneu “allround“! :-)
Na segunda-feira, dia 27 de Junho, era dia de entregar as motas no Transitário, para regressarem a casa.
Com elas seguiam as recordações de uma grande aventura :-)

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Embrulhamos as motas em plástico aderente, de forma a evitarmos possíveis danos, como riscos:

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Uma vez mais, o Nuno foi de uma grande disponibilidade, levando-nos até ao Transitário e fornecendo-nos o plástico aderente. Grande amigo! :-)

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Hehehehe…, embrulhadas que nem queijo ;-)

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O nosso OBRIGADO ao Rui Franco do Transitário Ilhaçores, pelo apoio prestado no transporte das motas para Lisboa.

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Foi também neste dia que regressamos a casa, mas antes, ainda tivemos tempo para passar na Moto Ponto 2, cortesia novamente do Nuno, para dar uma vista de olhos nos equipamentos para Motociclismo, pois aqui há muito por onde escolher.

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Não resisti e comprei alguns equipamentos da Dainese :-)
E pronto, já não restava muito mais a fazer, senão ir para o Aeroporto e regressar a São Miguel.
Despedidas feitas ao Nuno, um GRANDE OBRIGADO pela sua disponibilidade e amizade, pois foi incasável e sempre prestável. Obrigado amigo!
Referência às fotos usadas nas crónicas, não só minhas, mas também fornecidas pelo Nuno, João Morais e Vítor. OBRIGADO pessoal, a crónica ficou mais completa com as vossas fotos.
Por fim, mais um agardecimento ao Vítor, por ter sido o meu companheiro nesta aventura, por me ter aturado, por ter sido um grande amigo, por estar sempre disponível e prestável, enfim, quem conhece o Vítor sabe do que falo.
Não deixem de ver a crónica do Vítor sobre o LAL no seu blog:
http://www.vabem.blogspot.com/
Mais concretamente:
http://vabem.blogspot.com/p/les-les-2011_10.html
Vítor, se voltares a fazer o LAL e precisares de alguém para fazer equipa, já sabes com quem podes contar ;-)
E assim termina esta grande e memorável aventura.
Para o ano há mais! ;-)

Boas Curvas! :-)