"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem nenhuma explicação é possível…"


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Posts da categoria 'Passeios-Crónicas'

Passeio em memória do João Cabral

No passado dia 21 de Janeiro, fez precisamente 1 ano que o nosso amigo João Cabral nos deixou, para seguir na mais longa viagem da sua vida.
Em poucas palavras, o João era um dos sócios mais acarinhados do Clube Motard de São Miguel, principalmente pela sua postura, simpatia, amizade e disposição para ajudar o próximo.
Era aquele companheiro de estrada, viagem e passeios que estava sempre a nosso lado para o que fosse preciso. Foi um privilégio ter realizado vários passeios na sua companhia!
Infelizmente, a vida tem destas coisas, mas uma coisa é certa, o João será sempre recordado com todo o carinho que sempre despertou em nós.

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E para recordar o nosso amigo João, nada melhor que realizar um passeio de mota, porque, afinal de contas, era uma das coisas que mais gostava de fazer.
Assim sendo, o Clube Motard de São Miguel, através do seu primo e também sócio do CMSM, o Carlos Raposo, realizou um passeio mototurístico no passado dia 21, no qual os sócios e simpatizantes responderam em bom número.

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As condições meteorplógicas estavam a favor e previa-se um excelente passeio. Até algumas caras que andavam afastadas destas actividades, voltaram a aparecer. Esperemos que se mantenham, pois fazem falta ;-)

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O “Capitão” seria, naturalmente, o nosso Raposo e a sua GS:

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No meu caso, participei neste passeio de outra forma, ou seja, de automóvel…
Infelizmente, a lesão contraída na Baja ainda não me permite andar de mota…
Contudo, o lado positivo é que pude levar as 2 mulheres da minha vida neste passeio, a Carla e a Mafalda. Foi a estreia da Mafalda nas actividades do CMSM :-)
Pela estrada, a temperatura estava agradável e dava para perceber que a malta estava a divertir-se e a tirar bom proveito das boas condições meteorológicas.

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O percurso foi interessante, especialmente para que estava de mota, com o mesmo a ter como objectivo paragem no miradouro do Sato do Cavalo. A direcção do passeio foi através do norte da ilha, aproveitando assim as excelentes condições que as novas estradas agora apresentam.
No entanto, assim que começamos a subir mais um pouco, principalmente já no Salto do Cavalo, as condições meteorológicas começaram a ficar adversas, com o nevoeiro a instalar-se aos poucos e alguns chuviscos.

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Nesta zona do Salto do Cavalo ainda se via qualquer coisa…

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Paragem no miradouro do Salto do Cavalo, para relaxar e para a fotografia:

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Mas foi uma paragem muito curta, pois a chuva estava a aumentar aos poucos e, pior, o nevoeiro não deixava ver absolutamente nada na zona do miradouro:

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O melhor mesmo foi partir e iniciar a descida da montanha, em direcção à Povoação:

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Assim que se iniciou a descida da montanha, as condições meteorológicas melhoraram muito, com a chuva e nevoeiro a desaparecerem e o sol a surgir.
Uma descida com vistas muito bonitas :-)

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A descida da montanha levou-nos até à Povoação, mas não paramos por lá e seguimos sentido Ribeira Quente, onde nos esperava um lanche num estabelecimento já muito conhecido do CMSM, onde servem tremoço de bigode do melhor :-)
Chegada à Ribeira Quente:

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É sempre bonito ver tantas motas juntas :-)

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Estava muito agradável na Ribeira Quente :-)

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Nada como reunir tantos amigos à mesma mesa e desenvolver animadas conversas :-)

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Um lanche muito animado e cujo conteúdo muito agradou aos presentes.
Importante referir que este lanche foi cortesia do nosso amigo Raposo, em memória do João.
No fim, a foto do grupo:

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Depois deu-se o regresso a Ponta Delgada, onde ainda alguns dos presentes estiveram presentes na cerimónia religiosa em memória do nosso amigo João.
Em suma, foi um excelente passeio e convívio, sem dúvida. Mas, mais importante, foi recordarmos este nosso grande amigo e companheiro de estrada, que para sempre ficará na história do CMSM e nos nossos corações.
Um bem haja à iniciativa!

Boas Curvas! :-)
 

Passeio das GRANDES

Já fazia algum tempo que a malta das “Big Trail” não se juntava para um passeio aventura, como acontecia à muito tempo atrás, onde o grupo chegou a ser bem composto.
Contudo, alguns dias atrás, o Pedro Freire falou comigo no sentido de se voltar a realizar mais alguns passeios como “antigamente”, mas tentando juntar o máximo possível do pessoal que habitualmente participava.
E assim foi!
Após os devidos contactos, lá se conseguiu reunir um nº interessante de participantes, os quais mais não eram que a malta que já participava nestes passeios.
Compareceram, Eu na 950 ADV, Narciso na 950 ADV, Pedro Freire na 640 ADV, Carlos Rego também em 640 ADV, Nuno na NX4 e o Filipe na ST 750.

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Algumas das ausências notadas foi a do nosso amigo Miranda, com a sua boa disposição e o Gregório, que nos acompanhou desde o início. Claro que ficam a faltar o Adolfo e o Dinis, por exemplo, mas estes já não se encontram na ilha, o que é uma pena.
Quanto ao passeio, dada a ausência de inscursões no fora de estrada pela maior parte dos elementos do grupo, não convinha “atacar” de imediato os trilhos ditos mais difíceis, mas sim ir progredindo aos poucos, ou então, conforme a disposição do grupo.
O destino escolhido foi as Sete Cidades, onde a grande variedade de trilhos seria ideal para este passio.
Até lá, o habitual, Vigia das Feteiras, Feteiras e arredores e Sete Cidades.
Passagem pela Vigia das Feteiras, com o piso a apresentar-se muito escorregadio. No meu caso, sentia a frente constantemente a “fugir”. Penso que aquele Karoo T que tenho na dianteira é o culpado, cuja configuração é pouco agressiva e eficaz no piso escorregadio e enlameado…, a rever…

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O ritmo do passeio estava a ser agradável, com cada um a não entrar em ritmos mais “vivos”. A preocupação era voltar a ganhar confiança com as motas grandes e depois viria a diversão.

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Contudo, o passeio estava a correr bem e não tardou nada até tentarmos alguns trilhos que pediam mais atenção, como a descida com vista para os Mosteiros, que feito de “Maxi Trail” não deixa de ser intimidante:

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O problema não é tanto a descida, mas sim algumas partes com regos e piso solto. Além disso, se abusarmos do travão traseiro, a tendência é atravessar a traseira em demasia, como aconteceu com o Pedro e o Narciso.

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Menos travão… ;-)

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Hora de um pequeno banho ;-)

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Grande ST 750, os anos não passam por ela :-)

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Passagem pelas sempre rápidas Cumeeiras, com umas vistas fabulosas, especialmente por causa das excelentes condições climatéricas :-)

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Quando se apanha um excelente dia como este, as Sete Cidades são qualquer coisa de espectacular. Não sei se é o verde, se são as vistas, a envolvência, ou a combinação de todos estes factores, mas é um prazer estar nas Sete Cidades com bom tempo.

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Fantástico!!! :-)

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Descendo ao centro das Sete Cidades:

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O Narciso apesar de não abusar no acelerador da sua LC8, foi sempre muito certinho e cuidadoso. Mais alguns passeios e já pareces o Cyril Despres ;-)

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Antes do almoço, ainda demos um saltinho ao Caminho dos 3 Kms, mas o azar bateu-me à porta, isto é, em pela subida e aceleração a minha LC8 foi-se abaixo. Ligo-a novamente, tento arrancar e vai abaixo. Repito o processo e vai abaixo…
Bem, fiquei logo a bater mal, mas quando voltei a tentar, reparei que a LC8 ia abaixo assim que engrenava 1ª velocidade e tentava arrancar. Pareceu-me coisa de sensor de descanso lateral, ou seja, como se estivesse com o descanso aberto.
Após uma rápida vista de olhos, confirmou-se que o sensor do descanso, mais concretamente uma espécie de placa eléctrica, estava danificada, ou melhor dizendo, partida, baralhando aquela pequena parte eléctrica e impossibilitando-me de arrancar.
Resolveu-se fazer uma ligação “pirata”, isto é, unir os fios, só que como haviam 3 fios, tínhamos que ir às tentativas.
Felizmente, o Narciso foi uma grande ajuda, porque como não entendo nada de partes eléctricas, preferi pedir a quem soubesse.

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O homem acertou à primeira e problema resolvido em 5 minutos :-)
Obrigado Narciso!
Problema resolvido, subiu-se os 3 Kms:

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Mas já era hora do almoço e, regressamos ao centro das Sete Cidades para tal, aproveitando a sempre agradável estrada de cimento:

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No almoço tivemos a presença do nosso amigo Miranda, que está a recuperar de uma intervenção cirúgica à mão.
Como sempre, estava bem disposto e animou o almoço, além deste encontro com o grupo servir para lhe motivar ainda mais na sua recuperação.
Força amigo! :-)

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De tarde, andamos mais um pouco, mas já sem a companhia do Narciso, Nuno e mais tarde o Filipe.
Continuamos por alguns trilhos das Sete Cidades, assim como alguns trilhos de regresso a Ponta Delgada.
Alguns revelaram algumas surpresas e fruto do mau tempo, como árvores caídas, que, felizmente, não impediram a nossa progressão.

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Descendo o caminho que fica ao lado do hótel Monte Palace:

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Não foi uma descida pacífica com estas motas grandes, porque o piso em pedra pomes estava muito solto e haviam muitos regos. Fez-se, mas não convinha facilitar…

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Seguiu-se uma incursão por um trilho de Enduro, o qual até nem é nada do outro mundo, mas existem alguns regos mais profundos, que poderiam complicar a nossa vida. E complicaram! :-)

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Surgiram os tais regos mais profundos, os quais acabaram por ser profundos demais para o volume destas grandes “senhoras”. Mas ainda assim continuamos em frente, estudando sempre muito bem a nossa progressão.

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Valia de tudo para se passar da melhor forma, até de costas :-)

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Lá vai a LC8, que nunca se nega a um desafio :-)

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Tudo bem aí em cima? ;-)

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E pronto, eis que chegamos a um rego verdadeiramente profundo e onde as motas ficavam bem encaixadinhas :-)

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Com algum jeitinho, as 640 ADV passaram:

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Já a LC8 avançou alguns metros e ficou encaixada, muito por culpa das “crash bars”:

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Mas com alguma ajuda lá se conseguiu tirar a LC8 de lá. Parecia que ia ser complicado, mas não, foi rápido e sem muito esforço físico.
Seguiram-se mais alguns trilhos e estava terminado este passeio com as motas GRANDES.
Resumindo, foi um excelente passeio, não só por reunir novamente as motas grandes, mas principalmente pelo reencontro do grupo que outrora se aventurava pelos trilhos.
Um regresso saudável e que se pretende dar continuidade.
Percurso e pessoal foram 5 estrelas, valeu a pena!

Boas Curvas! :-)


 

1ª Concentração de Natal Enduro - Açores - CRÓNICA

No passado Domingo, realizou-se a 1ª Concentração de Natal Enduro - Açores :-)

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Os objectivos desta concentração eram simples, ou seja, reunir o maior nº possível de amantes do Enduro, divulgar um pouco mais a modalidade, realizar um agradável passeio por alguns dos mais belos trilhos de São Miguel e, claro, promover um bom convívio.
Contudo, adicionou-se a esta concentração uma causa nobre, ou seja, estamos em época Natalícia, época por excelência de alegria, paz e solidariedade. Então, foi pedido aos participantes se queriam participar na entrega de um cabaz de Natal a uma instituição de solidariedade, cabendo apenas uma pequena contribuição monetária, neste caso, apenas 5 euros.
O Sancho Eiró ficou encarregue do cabaz e de seleccionar a instituição, que neste caso foi a Casa do Gaiato de Ponta Delgada.
Bem, voltando ao passeio, importante referir que este foi um passeio realizado com as devidas autorizações da Câmara Municipal de Ponta Delgada, com conhecimento para a PSP.
Portanto, seria à partida um passeio sem qualquer tipo de problemas…
O ponto de encontro foi na Avenida D. João III, onde por volta as 08:00 começaram a surgir os primeiros madrugadores:

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No meu caso, equipei-me de acordo com a época, ou seja, à Pai Natal, e vim para o passeio com a belíssima KTM EXC-F 530 do amigo César Kini Neves:

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O nosso bem conhecido Trialista Rui Cabral e Endurista Vítor Ferreira:

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Aos poucos, já começavamos a ser muitos :-)

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Antes da partirmos para as Portas da Cidade, que era o ponto de partida da Concentração, houve tempo para alguma troca de impressões entre os participantes, reinando boa disposição.

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Partida para as Portas da Cidade:

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Nas Portas da Cidade surgiram mais alguns participantes, tornando o grupo maior e mais interessante:

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Foi bonito ver tantas motas de Enduro reunidas, apesar do número presente andar muito longe da realidade…

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Houve que decorasse o capacete a rigor :-)

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Quando já estávamos perto da nossa partida, eis que surge a primeira adversidade, isto é, recebemos um telefonema de um amigo a informar que nas Sete Cidades se encontrava um forte dispositivo Policial, possívelmente à nossa espera, pois tinham conhecimento oficial que íamos passar por aquela zona.
Mas vejam lá a atenção das autoridades em relação a nós:

PSP
1 Carrinha/Esquadra Móvel
2 viaturas 4×4 (descaracterizadas)
1 Viatura Patrulha
Tudo isto totalizando 10 Agentes!!!

GNR
1 Viatura 4×4
3 Agentes

E tudo isto porquê?
Simples, como todos nós sabemos, neste tipo de motas é muito fácil encontar pontos onde “pegar”, como a falta de espelhos retrovisores, os piscas, a iluminação, as matrículas que normalmente estão em mau estado, fruto das pancadas que levam nos trilhos, e por aí fora.
Enfim, parece-me que para as forças de segurança esta Concentração era uma boa oportunidade de “caça” à multa.
Senão o que estaria este forte aparato Policial a fazer nas Sete Cidades, local por excelência pacífico e onde nada se passa???
Sinceramente, não havia necessidade, parecendo-me que esta atitude foi exagerada e despropositada.
Existe na ilha situações que carecem deste tipo de aparato e actuação, mas que não se verifica.
Uma vez mais, as motas e quem as conduz são o alvo mais fácil e, quem sabe, que dá menos trabalho.
Tenho grandes amigos na Polícia e que são Motociclistas, por isso, se estiver enganado, digam qualquer coisa.
Talvez a presença destes senhores tivesse sido mera coincidência, dado que foram informados do nosso itinerário, o qual estava devidamente autorizado.
Uma coisa é certa, as Sete Cidades foram a zona de São Miguel mais bem protegida. O nosso obrigado por zelarem pela nossa segurança!
Mas voltando ao passeio, tivemos que efectuar alguns ajustes no percurso, só para evitar a passagem pelas autoridades, de forma a evitar alguma situação desconfortável.
Como existe um sem nº de trilhos em São Miguel e como estávamos aos comandos de motas de Enduro, as possibilidades eram mais que muitas.
Partimos em direcção à Rocha da Relva, para atravessarmos a Vigia das Feteiras:

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Infelizmente, tivemos o abandono prematuro do nosso amigo Vítor Ferreira, devido a um furo no penu dianteiro.
Paragem para reagrupar:

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Depois andamos por vários trilhos que se encontram na freguesia das Feteiras, Candelária e Ginetes, onde foi possível a todos divertirem-se um pouco :-)

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Já se sabe que alguns trilhos foram mais trabalhosos que outros, mas nada com dificuldades exageradas, pois o que se pretendia era um passeio em grupo e em que ninguém ficasse para trás. Aliás, houve sempre a preocupação de manter o grupo reunido, com algumas paragens para reagrupar.
Adoro trilhos como este, ou seja, mais “fechados” pela vegetação:

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Estamos todos?
Siga!!

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Subida em direcção ao miradouro Vista do Rei:

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Ops…

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A sempre espectacular vista do miradouro Vista do Rei:

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Cenário magnífico :-)

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Descida em direcção ao Caminho dos 3 Kms:

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Mas à medida que descíamos o Caminho dos 3 Kms, tivemos que voltar para trás, porque fomos, novamente, informados que as forças de segurança estavam à nossa espera no final do trilho. Parecia mesmo que a época de caça tinha aberto.

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Paragem para reagrupar, sempre com as Lagoas no horizonte e com excelentes condições climatéricas:

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O Pai Natal Duarte Brasil:

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De volta à acção:

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Paragem na freguesia dos Ginetes, para um bem merecido lanche:

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Outra curiosidade do passeio era a mota do Abel, que foi decorada com um presente de Natal. Para quem seria? :-)

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O próximo percurso que se seguiu foi um dos que fez parte do Enduro dos Gintes, sempre muito interessante e trabalhoso.

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Não faltou vegetação:

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O sempre bem disposto Luís Resendes:

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A dada altura surgiu um rego que se tornou numa carga de trabalhos, ou seja, o rego estava muito fundo, levando a que as motas tivessem muita dificuldade em progredir, porque a dada altura ficam com a roda de trás fora do chão e sem tracção. Tivemos que recorrer à força de braços.

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Pequeno vídeo do Manuel Martins a dar um salto em sentido ascendente:

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Paragem para reagrupar, descansar e desenrascar uma vela na Gas Gas do Luís Resendes:

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Nesta paragem a animação ficou a cargo do Paulo Machado, sempre muito divertido e expressivo nas suas histórias.
O homem é um ponto :-)

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De regresso aos trilhos, iníciamos o regresso a Ponta Delgada, mais ou menos pelos mesmos percursos da partida, com uma última paragem na Rocha da Relva:

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Mais alguns bons momentos de boa disposição:

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E com esta última paragem, estava terminada a 1ª Concentração de Natal Enduro - Açores.

Vídeo do passeio:

Se preferirem assistir no VIMEO e com música a “bombar”:

http://vimeo.com/33922328

O pessoal rumou a casa, pois já bastava de aventura e de “brincar” ao gato e rato com as autoridades.
Restou Eu e o Filipe Alves, que alguns minutos mais tarde juntamo-nos ao Sancho Eiró, para entrega do cabaz de Natal à Casa do Gaiato de Ponta Delgada.
Foi, talvez, o momento mais importante e especial desta Concentração, pois um gesto solidário como este não custa nada e é sempre muito bom despertar um sorriso no rosto destas crianças.

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E claro que as motas são sempre alvo de grande curiosidade e excitação para as crianças, que não perdem uma oportunidade para sentir de mais perto este fantástico mundo.
Fututo companheiro de trilhos :-)

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Também foi muito agradável conversar com os animadores da Casa do Gaiato, pois ficamos a conhecer um pouco melhor a realidade desta instituição.
Em suma, a nossa ida à Casa do Gaiato valeu a pena, e todos quanto participaram no cabaz de natal estão de parabéns, pois não só contribuiram para uma acção nobre, como também para o sorriso destas crianças.
Valeu a pena, sem dúvida!

Podemos concluir que a 1ª Concentração de Natal Enduro - Açores foi um sucesso, muito embora assombrada pelas forças Policiais, apesar de ter sido concedido as devidas autorizações.
Foi engraçado reunir este grupo de entusiastas pela modalidade e realizar este belo passeio, sempre com um convívio muito agradável, onde não faltou muita boa disposição.
Melhor que tudo, foi a causa nobre que se associou a esta Concentração, que não deixa de ser muito importante, especialmente na época que atravessamos.
Resta desejar a todos umas Boas Festas!

Boas Curvas! :-)
 
 

Passeio Touring

Na passada sexta-feira, Eu e o Filipe Tavares realizamos mais um excelente passeio pela ilha, o qual foi assumidamente um passeio Touring.
Os objectivos eram claros, aproveitar este dia de férias comum a ambos, aproveitar o excelente dia que estava, por a conversa em dia e aliar as excelentes capacidades turísticas das nossas motas aos excelentes cenários e estradas de São Miguel.
Simples! :-)
Partimos de Ponta Delgada rumo ao lado norte da ilha, sempre a um ritmo calmo e descontraído, aproveitando a bela brisa matinal e boa temperatura que se fazia sentir.
Subida à Lagoa do Fogo, bailando na sinuosidade desta estrada de montanha e paragem para contemplar uma das mais belas paisagens de São Miguel, a Lagoa do Fogo:

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Simplesmente espectacular!!! :-)

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Nesta zona da Lagoa do Fogo, é possível observar outras paisagens igualmente de grande beleza, como os 2 lados da ilha, vistos da zona das antenas:

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Uma zona de montanha muito relaxante e apetecível ;-)

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Olhó passarinho :-)

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Outra vista da Lagoa do Fogo, igualmente bela:

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De volta às “meninas” :-)

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Bora lá até às Furnas!

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A descida da Lagoa do Fogo em direcção à Lagoa e com céu limpo, revela-se um exercício de grande prazer, pois as vistas são sempre fabulosas :-)

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Pelo caminho, o Filipe fez um pequeno desvio na freguesia de Água de Pau, através de uma estrada secundária, a qual desconhecia. Naquele momento, não fazia ideia para onde me estava a levar, mas estava curioso…

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Não levou muito tempo até chegarmos a um local, que me parecia um parque florestal, mas não era, era apenas uma zona onde se processa o encaminhamento e tratamento das águas que abastecem várias freguesias, mas cujo grande cuidado dos operários faz parecer que estamos perante um parque florestal.

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Chama-se Serra de Água de Pau, e é simplesmente lindo :-)

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Uma zona de grande beleza, que proporciona um excelente contacto com a natureza, além de que o silêncio que aqui impera, transmite uma grande serenidade. Vale a pena a visita!

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De volta à estrada e rumo às Furnas :-)

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Próxima paragem, miradouro com vista para o Vale das Furnas:

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Uma vez mais, as boas condições climatéricas proporcionaram uma excelente vista :-)

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Por esta altura, já começavamos a pensar no almoço e, para tal, nada como dar um saltinho ao restaurante Summer Briese, e aproveitar os bons preços e excelente qualidade da comida e serviço. Recomendamos!!! :-)

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Um almoço que valeu a pena e que serviu para por a conversa em dia ;-)
Contudo, a nossa vontade de andar de mota ainda era muita, levando-nos a continuar este passeio, mas desta vez em direcção ao Nordeste.
Da Povoação em frente, as estradas poderão não estar no seu melhor em todas as partes, mas o facto de serem estradas pouco frequentadas e com uma grande presença das montanhas e do imenso verde, torna a condução mais agradável e faz-nos esquecer as irregularidades da estrada.

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Nesta parte da ilha, as condições climatéricas já não eram as melhores, surgindo algum nevoeiro, mas nunca chegou a chover.

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Paragem no miradouro Ponta da Madrugada, onde habitualmente, e dependendo das condições climatéricas, é possível observar o nascer do sol.

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Um miradouro muito agradável e sempre limpo e bem arranjado, como é apanágio do Nordeste.

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Belas motas, sempre prontas para devorar kms :-)

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Passamos pelo Nordeste, com uma pequena pausa para café, mas como a hora já avançava um pouco, iníciamos o nosso regresso a Ponta Delgada, através das novíssimas Scut, a qual o Filipe ainda não conhecia.
Uma excelente oportunidade para parar em algumas zonas de ponte e observar as vistas que as mesmas proporcionam.

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Lá em baixo a estrada “antiga”, bem mais interessante, não só pela sua sinuosidade, mas também pelas paisagens bem mais interessantes e acesso a miradouros diversos.

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Além da excelente vista das pontes, é notória a grande altitude a que nos encontramos. Um pouco assustador, diga-se de passagem…
O dia estava a terminar…

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O fim do dia começava a ficar cada vez mais laranja ;-)

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Atravessamos a Scut sempre ao mesmo ritmo que iniciamos este passeio, ou seja, calmo e descontraído, mas, mesmo assim, não tardou nada até chegarmos à Ribeira Grande.

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Pequena paragem na praia de Santa Bárbara, na Ribeira Grande:

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Fim de dia muito bonito :-)

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E com esta última paragem terminamos o nosso passeio Touring.
Foi um excelente passeio, verdadeiramente relaxante e mototurístico, em muito ajudado pelas boas condições climatéricas que se fizeram sentir, bem como pelas paisagens maravilhosas de São Miguel.
Uma vez mais, um passeio na sempre agradável companhia do Filipe Tavares e da sua ST, o qual soube sempre imprimir um ritmo adequado e turístico.
Um daqueles passeios que veio mesmo a calhar!

Boas Curvas! :-)
 

N2 – A Mais Longa Estrada… - CRÓNICA

No passado fim-de-semana, realizou-se em Portugal Continental um novo evento na área do Mototurismo, a N2 - A Mais Longa Estrada… :-)

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Tal como já tinha referido anteriormente, este evento iria contar com participantes dos Açores, nomeadamente Eu e o Vítor Ferreira, que formamos a equipa Team Açores.
Após o nosso sucesso como equipa no 13º Portugal de Lés-a-Lés, voltamos a embarcar em mais uma aventura, a qual assumia um carácter muito especial, por se tratar da 1ª edição.
Além disso, penso que não sabíamos bem o que esperar deste novo evento, pois para além se sabermos que este evento iria atravessar a Estrada Nacional 2, com início em Chaves e fim em Faro, também sabíamos que se tratava de “um “passeio” destinado a motociclistas experientes, que não se intimidam com as distâncias ou com o estado do tempo e estão sempre prontos para uma boa Aventura…”
Posto isto, tudo o resto era mais uma aventura e mais uma descoberta ;-)
De qualquer forma, seria um evento que iria servir na perfeição os nossos objectivos, como por exemplo conhecer mais um pouco do nosso país, passar largas horas aos comandos das nossas motas, mais uma experiência na área do Mototurismo, novas amizades e a sensação de liberdade e evasão que só estes grandes passeios conseguem proporcionar.
O apelo da estrada era grande e a nossa vontade de devorar kms ainda maior.
Passemos então ao relato do evento! :-)

Quinta-feira, 24 de Novembro: Ponta Delgada - Lisboa

A nossa aventura começou logo na quinta-feira, dia 24 de Novembro, com a nossa partida para Lisboa.
E aventura porquê?
Simples, era dia de greve geral e apenas haveria um voo para Lisboa, em esquema de serviços mínimos, o que deixa no ar alguma incerteza do voo se realizar ou não.
Além disso, pessoalmente viajava em regime de “facilidades de transporte”, por trabalhar na companhia operadora, o que tornava as coisas ainda mais complicadas, pois só embarcaria caso o voo tivesse lugares livres, o que não estava fácil.
Contudo, já perto da hora do embarque, e após muitos minutos de incerteza, eis que sou aceite e siga para Lisboa :-)

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Viagem agradável, onde as motas foram maioritariamente tema de conversa e sempre com a excelente companhia do Vítor.
Chegados a Lisboa, já tinha o Luís Deus à minha espera, o qual me iria ceder a sua KTM 990 ADVENTURE S para este evento, a qual estava toda equipada para o efeito, onde não faltaram malas laterais, GPS e até uns pneus cardados, caso surgissem outras aventuras ;-)
Tivemos um briefing sobre o funcionamento do GPS que ele me iria emprestar e sobre tudo o que respeitava à sua mota, nomeadamente algumas manhas e carácter próprio.
Passo a explicar, a luz dianteira nem sempre se ligava, mas quando acontecesse, bastava ligar e desligar a chave, que ela eventualmente se ligava. Outra manha era o ligar da mota, ou seja, caso o “start” não funcionasse, desligar a mota, engrenar 1ª velocidade e andar com ela para a frente e para trás, de forma a “mexer” com os carretos do arranque, penso eu.
O Luís dizia, “ela anda com umas manhas, mas não te vai deixar mal, esta mota nunca deixou ninguém a pé”.
Ok, sendo assim, tudo bem! :-)
O Luís lá introduziu manualmente a morada do hotel onde iríamos passar a noite, o Hotel AS Lisboa,  dado que em modo de busca automática o GPS não encontrava a morada, fez-se as despedidas e siga pró hotel.
No entanto, quando tentava sair do estacionamento, a KTM não se ligava, pressionava o “start” e nada. Fiquei logo a suar…
O Luís reparou e voltou para trás, e lá fez o truque de engranar 1ª velocidade, o qual funcionou na perfeição e a KTM voltou a ganhar vida, expressando a sua voz rouca através de uns belos Akrapovic.
Agora sim, siga para a Avenida Almirante Reis! :-)
Partimos, com o Vítor à pendura, pois ainda não tinha a sua mota consigo, confiantes nas indicações do GPS.
O GPS ainda deu algumas indicações, mas a dada altura reparamos que já não dava qualquer tipo de indicação, deixando-nos à nossa sorte e sentido de orientação.
Mas quem tem boca vai a Roma!
Lá paramos junto a uma praça de táxis e pedimos indicações a um taxista, que amavelmente nos indicou para onde tínhamos que seguir.
Seguimos as suas indicações, demos com a Avenida Almirante Reis, mas ainda demos umas voltinhas até encontrar o hotel. Não havia dúvidas, parecíamos uns autênticos estrangeiros ;-)
Acabamos por encontrar o Hotel AS Lisboa e com isto ficamos de imediato mais aliviados.

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Efectuamos o “check-in” e depois colocamos a mota no parque de estacionamento fechado, pago e vigiado, pois não valia a pena facilitar.
Para um 1º dia, já bastava de aventuras.
Xixi e cama! :-)

Sexta-feira, 25 de Novembro: Lisboa - Chaves

No dia seguinte, na sexta-feira, dia 25 de Novembro, esperava-nos uma viagem de Lisboa a Chaves, com este último local a ser o local de partida do evento e onde começa a Estrada Nacional 2.
Ainda estava previsto uma passagem por Águeda, onde tínhamos encontro marcado com o Miguel Silva, mais conhecido por “Miglim” e Administrador do Clube KTM Portugal, bem como com mais alguns amigos dele, nomeadamente o Alexandre Neto, Director da Masac, e o Filipe, Designer da Drenaline, os quais também iriam participar na N2 e acompanhar-nos nesta jornada. Mais tarde, o primo do Miguel, o Paulo Silva, Director da Vouga, também iria juntar-se a nós.
Mas antes da iniciarmos a viagem rumo a norte, tínhamos que ir até Camarate e até ao Transitário Pinhos, para o Vítor apanhar a sua mota, a Yamaha XTZ 660 Ténéré.
O dia amanheceu com bom aspecto e com uma temperatura agradável, seca e fresca.

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Bom dia Lisboa! :-)

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Após o pequeno almoço, era tempo de rumar a Camarate, com o Vítor à pendura.
No estacionamento, aconteceu a primeira peripécia, isto é, quando o Vítor tentou subir para o lugar do pendura, desequilibrei-me e deixei a mota tombar…
Bem, foi no mínimo cómico, aliás, nós demos uma boa gargalhada à custa disso :-)
Felizmente, nenhum dano material a registar, visto que a mota foi amparada pelas malas laterais. De qualquer forma, as minhas desculpas ao Luís Deus, mas acho que ainda estava a dormir ;-)
À 2ª tentativa lá partimos para Camarate, seguindo as indicações do GPS e serpenteando o trânsito lisboeta.
A viagem foi pacífica, as indicações do GPS correctíssimas, mas, falhei algumas indicações do GPS e lá demos algumas voltas a mais ;-)
Eram os nervos de amador a navegar ;-)
Chegados ao Transitário, rapidamente preparamos a mota do Vítor para seguir viagem:

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Com as motas reunidas e preparadas, siga!!! :-)

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Dado que ainda tínhamos que apanhar o Miglim e companhia, a intenção era não perder muito tempo e seguir pelo percurso mais rápido para Águeda. Para tal, apanhamos a N1 e depois não tinha que enganar, isto é, confiar nas indicações do GPS e estar atento à sinalização.
Nada mais simples! :-)

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Não faltava informação no cockpit da KTM :-)

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Pelo caminho, as habituais paragens para abastecimento, para esticar as pernas, por a família a par da nossa deslocação e recuperar energias, com um pouco de Monster :-)

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Repararam que a Monster que bebi é a de sabor a laranja? :-)
De volta à estrada, foi basicamente andar a direito e aproveitar o belo dia e bela estrada que apanhamos.

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Andamos bem perto da Espaços Sonoros, do nosso amigo Filipe Elias, organizador também do WTC e N2:

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Inicialmente, planeamos almoçar com o Miglim, mas já estávamos um pouco em cima da hora e, de forma a não o atrasarmos também, decidimos almoçar um pouco antes de chegar a Águeda, na Mealhada.
E o que é que comemos???
Leitão à Bairrada!!! :-)

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Um belo almoço, sem dúvida ;-)

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Após o almoço, chegamos a Águeda em pouco tempo e encontramo-nos com o Miglim.
Apenas o conhecia virtualmente, do Clube KTM Portugal, sendo esta uma boa oportunidade de o conhecer pessoalmente.
O Miglim foi um excelente anfitrião, recebendo-nos de braços abertos e não perdendo tempo em mostrar-nos algumas das suas paixões, ou seja, carros e motas. Além disso, é uma pessoa que se caracteriza pela sua simpatia, é sociável e afável.
Mostrou-nos várias motas clássicas que possui, incluindo belos modelos de Enduro:

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O Miglim é um homem de sorte, pois à sua volta tem um pequeno paraíso :-)

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Uma coisa podem ter a certeza, corre sangue laranja nas veias do Miglim, e isso nota-se um pouco por toda a parte da sua propriedade :-)

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No entanto, o Vítor precisava de efectuar uma pequena intervenção na sua Ténéré, nomeadamente uma mudança de pinhão de ataque.
Para isso, o Miglim levou-nos até à oficina do Mestre Eugénio:

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O Mestre Eugénio foi mais uma pessoa que tivemos o prazer de conhecer nesta aventura, e ainda bem.
Mecânico de profissão, da velha guarda, daqueles que a mecânica já não tem segredos. Um senhor simpático, bom conversador e com muitas histórias para contar, que nos deixam simplesmente desejosos por ouvir mais.
Melhor que tudo, gosta dos Açores e é um grande apreciador das… KTM :-)
Na sua oficina, reina muita história e nostalgia, havendo também um pouco de tudo, desde motas mais recentes, até motas vintage, em que os seus proprietários não dispensam os cuidados do Mestre Eugénio.
Fiquei de boca aberta com esta linda AJS, impecávelmente recuperada/restaurada pelo Mestre Eugénio:

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E esta Mondial? :-)

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E, claro, uma belíssima KTM :-)

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Referência importante à participação do Mestre Eugénio no Dakar, na condição de mecânico do piloto Carlos Ala:

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Foto com este GRANDE SENHOR, que também foi vice-campeão de Portugal de Motocross em 1971:

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Sem dúvida que não esqueceremos o Mestre Eugénio e que os minutos que passamos na sua companhia valeram bem a pena. Um grande abraço para o Mestre Eugénio!
De volta à “casa” do Miglim, já tinham chegado o Alexandre Neto e o Filipe, restando apenas colocar o capacete, luvas e seguir para Chaves.

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A viagem de Águeda até Chaves começou bem, com o ritmo a ser imposto pelo Miglim e pela sua KTM 990 ADVENTURE R, quase sempre “vivo” e com o intuito de não nos demorarmos muito.
As paragens estavam a ser apenas as obrigatórias, as temperaturas começaram a baixa e, a dada altura, até coloquei um passa montanhas.
Abaixo, Miglim e Vítor:

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A dada altura, eis que começo a notar algo de anormal com a KTM, ou seja, comecei a notar que a embraiagem estava a perder pressão, com a manete a ficar com o acionamento demasiadamente mole.
Para piorar o cenário, começo a sentir dificuldades em engrenar velocidades, até que se tornou muito difícil efectuar reduções de velocidade.
E estes problemas começaram a surgir ainda em estrada aberta, como seria nas localidades.
Instalou-se de imediato algum desconforto na minha cabeça, o qual me levou em pleno andamento a tentar resolver o problema, mexendo no ajuste da manete e apertando a manete.
Quando apertava, notava que a embraiagem voltava a ganhar pressão, mas temporariamente, diria segundos, e voltava a ficar sem pressão.
Estava muito preocupado e começava a ver a minha participação na N2 a ser posta em causa, porque sei bem que, quando o hidráulico da bomba da embraiagem das Adventure avaria, não há reparação possível, apenas uma nova bomba da embraiagem resolve a questão. E como esta não é uma peça que as oficinas tenham normalmente em stock, o cenário não era animador.
Ora bem, assim que entramos na primeira localidade, informei o grupo do problema, aliás, perceberam de imediato, pois a KTM não fazia qualquer ponto de embraiagem e ia abaixo assim que reduzia o ritmo ou parava.
Mas estava em boas mãos, e o Miglim conduziu-nos até uma oficina que conhecia na área, onde deram uma vista de olhos.
Para nossa surpresa, o sistema hidráulico tinha óleo…, então porque perdia pressão?
O mecânico afinou a manete e a embraiagem ganhou pressão e parecia estar resolvida.
Partimos confiantes!
Contudo, não foram precisos muito kms até voltar a sentir os mesmos sintomas de falha da embraiagem, isto é, perda de pressão.
Voltei a ficar super desanimado e, uma vez mais, o cenário de desistência da N2 voltava a assombrar os meus pensamentos :-(
Em estrada aberta, ainda deu para contornar a situação, pois não era necessário estar a recorrer à caixa de velocidades. Mas assim que entramos em Chaves, com rotundas, cruzamentos, etc, tornou-se muito difícil progredir, porque a KTM não fazia qualquer ponto de embraiagem e era impossível parar com velocidade engrenada. Aliás, se parava num stop em 1ª velocidade e de embraiagem apertada, a mota soluçava para a frente e ia abaixo. Uma situação que me causou alguns sustos e desequilíbrios.
Lá andamos a empurrar a KTM e apenas ligava assim que tinha velocidade suficiente.
Mas já com o hotel à vista, o Aquae Flaviae, já não conseguíamos fazer com que a KTM entrasse no mesmo de forma natural, e lá empurramos a mota até ao estacionamento, onde já se encontravam algumas dezenas de participantes.

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Imaginem lá a minha figura a entrar no hotel empurrando a mota e sob o olhar atento de muitos participantes…
Mas pronto, são azares de que ninguém está livre ou pode adivinhar.
Já no hotel, com “check-in” feito para o quarto e evento, a minha preocupação era tentar resolver o problema, de forma a não desistir permaturamente da N2.
No hotel, fui contactado por vários participantes que já conhecia do Moto Rali dos Açores e do WTC Açores, como o Paulo Monteiro, João Dias, Filipe Lage, Jorge Gameiro e sua esposa Elsa, Catarina, entre outros, os quais fizeram questão de me cumprimentar e manifestaram satisfação por me voltar a rever. Além disso, manifestaram a sua preocupação com os problemas de embraiagem que estava a sentir e alguns deles tentaram de imediato encontrar uma solução.
Naquele momento, a preocupação deles estava ser de alguma forma reconfortante.
Nota também para o Miglim, que de imediato tentou solucionar o problema através dos seus contactos. O companheirismo ao mais alto nível :-)
A dada altura, fui “socorrido” pelo mecânico da Bomcar, o Paulo, o qual deu uma vista de olhos e achou que o nível do óleo estava baixo, sendo conveniente colocar mais algum e “sangrar” o hidráulico da embraiagem.
O Miglim e o Vítor foram a uma estação de serviço e lá desenrascaram óleo para a embraiagem, que, apesar de não ser o indicado, servia para desenrascar.
Fiz tal como o Paulo mandou, coloquei o óleo e fui apertando a manete da embraiagem até ficar com os sistema “sangrado”. Voltou a ganhar pressão e fui dar uma voltinha de teste, mas nada feito, voltou a perder pressão…
Perante a situação, o melhor mesmo era fazer uma pausa, jantar e depois logo se via.
O meu ânimo não era o melhor…
Durante o jantar, o Miglim voltou a tentar arranjar soluções e até equacionou-se vários cenários, mas nenhum era a solução ideal ou prometia resolver a situação em definitivo.
Ao fundo e de laranja, o Miglim, à direita Vítor, seguido do Alexandre Neto e Filipe:

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Após o jantar, fomos para o briefing da N2, onde uma plateia de 189 participantes escutava atentamente as palavras da Organização, a qual explicou a todos como se desenrolaria a actividade, bem como outras informações úteis.
Filipe Elias foi o orador principal, sempre muito directo e claro, como habitualmente.

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Para uma 1ª edição de um novo evento, 189 participantes podem ser considerados um grande sucesso.
Claro que a curiosidade de todos em relação à N2 era muita, e foi um grande desafio à Organização por de pé um evento que fosse de encontro às expectativas criadas nos participantes.

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O evento era simples, começava em Chaves e acabava em Faro, sendo o GPS o nosso principal meio de navegação, através da introdução de software que iria colocar em evidência a N2, através de um tracejado cuja cor se destaca no ecrã. Nada de complicado e muito fácil de seguir, pois a intenção da Organização era facilitar a vida a todos e manter todos dentro da N2.
Não obstante ao facto dos participantes estarem munidos de GPS, também foi entregue um mapa em papel, como meio complementar.
Além disso, tínhamos que seguir um road book fotográfico, no qual constavam fotos de determinados locais e quilometragem onde se situavam, e que depois tínhamos que encontrar estes locais e tirar uma foto nos mesmos, de forma a provar que lá estivemos.
Um conceito do WTC, que penso que foi bem vindo no evento.
Portanto, o evento era simples, restanto aos participantes aproveitar ao máximo o mesmo, tendo sempre atenção à navegação, aos locais a fotografar, bem como ao cansaço que o acumular de kms poderia causar e todas as consequências negativas que advêm do cansaço.
O importante não era ser rápido, mas sim constante e equacionar correctamente as nossas paragens e deslocação.
De referir que no acto do “check in” da N2, foi entregue autocolantes alusivos ao evento e para se colar na mota e capacete, sweat shirt alusiva ao evento, fita para prender chaves, toalhita para limpeza da viseira do capacete e publicidade diversa.
Terminado o briefing, voltei a falar com o Filipe e com o João sobre o problema da embraiagem, os quais prontamente disponibilizaram as suas motas para eu realizar o evento. Mais companheirismo que este é díficil.
Mas o João Dias, um dos Organizadores da N2, voltou a insistir com o Paulo, Mecânico da Bomcar, para voltar a dar uma vista de olhos no meu problema. O Paulo perguntou se eu tinha “sangrado” a bomba hidráulica que se encontra junto ao motor, e perante a minha resposta negativa, efectuou esta operação 3 vezes, tendo saído ar nas 3 vezes.
Quando estas embraiagens hidráulicas possuem ar no circuito, deixam de funcionar correctamente e impossibilitam o uso da caixa de velocidades convenientemente.
Após “sangrar” 3 vezes, atestou-se o óleo, voltou a ganhar pressão e fui dar uma volta, de forma a verificar se era desta.
Bem, após alguns kms de insistência, a bomba da embraiagem não perdeu pressão e funcionou sempre correctamente. Estava mais animado e começava a ter esperança.
No entanto, o Paulo referiu que a embraiagem poderia estar a funcionar correctamente temporariamente e que poderia voltar a falhar, caso a bomba estivesse realmente em fim de vida. Aconselhou-me a fazer passagens de caixa sem recorrer à embraiagem, de forma a não abusar do hidráulico, pois não haveria inconvenientes.
Apesar de ainda pairar no ar alguma incerteza, já estava bem mais animado e aliviado, e pude dar mais atenção a todos quanto me conheciam, pois no meio do stress daquele problema, não consegui dispensar a devida atenão. As minhas desculpas a todos, pois o stress apoderou-se de mim e o meu obrigado ao Paulo pela sua ajuda.
Antes do repouso, ainda faltava-me carregar o mapa N2 no GPS:

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Resumo do dia, bela viagem até Chaves, bom tempo, revi caras conhecidas, conheci novos amigos, passei pela agústia da embraiagem, mas no fim estava satisfeito por estar presente neste evento.
O dia seguinte seria o dia de prova, o qual tinha ainda algumas reservas, essencialmente por causa da enbraiagem.
Mas estava confiante e mais optimista. Dedos cruzados! :-)

Sábado, 26 de Novembro: início da N2, Chaves - Faro

No Sábado, dia 26 de Novembro, tinha início a grande aventura N2 :-)
Acordamos bem cedinho, pois pretendíamos partir por volta das 06:00, de forma a não chegarmos muito tarde a Faro, e de forma a ficarmos com espaço de manobra, caso surgissem imprevistos.
A expectativa era muita, pois em teoria sabíamos o que era a N2, mas na prática as coisas, por vezes, tendem a ser diferentes.
Após o pequeno almoço, preparei a KTM para partir, benzi-me e pedi ajuda divina, pois não haviam certezas quanto à situação da embraiaigem.
Apesar de tudo, não podia de achar a versão Dakar da KTM super linda e sensual ;-)

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O meu habitual companheiro de aventuras além Açores, o Vítor, cheio de vontade de dar um “esticão” na valente Ténéré 660:

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Os nossos amigos e companheiros de estrada, Miglim, Alexandre e Filipe:

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Assim que deixamos o hotel, começamos a seguir as indicações que o GPS indicava, tendo nos levado para junto de uma rotunda, onde se encontrava o Filipe Elias a dar as partidas da N2 e a fazer algumas recomendações:

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Às 06:00, estava naturalmente noite, mas além disso, estava muito frio e muito nevoeiro, deixando logo no ar que a N2 ia dar luta:

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Fizemo-nos à estrada, tentando sempre seguir rigorosamente as indicações do GPS, situação que se veio a comprovar fácil, deixando-nos numa posição mais relaxada.
Referência, novamente, à embraiagem da KTM, que à partida para a N2 estava a funcionar correctamente, deixando-me, uma vez mais, confiante.
O nosso 1º check point fotográfico era o km 146, mas até lá, andamos bastantes kms na escuridão da noite e com muito nevoeiro, que condicionou a nossa deslocação e visibilidade, ou seja, por naturais razões de segurança, optamos por uma deslocação mais lenta.
Para piorar as coisas para o meu lado, a viseira do meu capacete começou embaciar, bem como as lentes dos meus óculos, dificultando-me imenso a minha visibilidade. Tive que circular durante muitos kms de viseira aberta e com os óculos fora dos olhos, pois só assim via alguma coisa de jeito. O inconveniente era o frio que apanhava na cara, que era muito e fez-me, por momentos, pensar que podia apanhar alguma paralisia facial.
Estava mesmo muito frio, e as mãos também já começavam a queixar-se destas baixas temperaturas. Na próxima paragem era imperativo mudar para as luvas mais quentes que tinha trazido.
Apesar de difícil e mais lenta, estava a ser interessante, pois aos poucos o dia estava a amanhecer, começando a revelar mais pormenores das zonas que estávamos a atravessar, além de que certas zonas ganhavam uma beleza diferente conforme o dia ia amanhecendo.
Paramos numa zona cuja beleza do amanhecer, misturada com a neblina, projectava nas montanhas um cenário misterioso e digno de ser apreciado e registado:

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Aproveitei para mudar de luvas, pois as minhas mãos bem precisavam.
Senti que estava muito frio, mas quando alguém do grupo disse que estava -5 graus, nem queria acreditar, mas estava.
Não admira que as mãos estivessem já a doer com o frio…
Continuando a nossa viagem, o nevoeiro foi durante mais algum tempo a nossa companhia, só que já não de forma constante, ou seja, ora entravamos numa zona com nevoeiro, ora passavamos por uma zona completamente livre do mesmo.
Na localidade com o nome de Cumieira (em São Miguel temos as Cumeeiras), deparamo-nos com mais uma bela moldura da natureza, novamente com o nevoeiro a ser o principal protagonista:

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Uma zona de montanha com vindimas e de grande beleza :-)

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Na travessia de algumas localidades, era engraçado verificar que muitas moradias tinham as suas chaminés a funcionar, isto é, com fumo a sair, que penso estar relacionado com as lareiras para aquecer as casas. E bem que precisam, pois por estas bandas faz mesmo frio.
Felizmente, o cenário que mais temíamos não se concretizou, ou seja, gelo na estrada. Era aquilo que mais temia, especialemente por ter um par de pneus cardados na KTM, que não seriam nada seguros num cenário deste tipo.
Mas em algumas partes da vegetação na lateral da estrada, dava para perceber que a vegetação tinha uma cor verde mais clara, fruto, penso eu, de algum gelo ou coisa parecida.
De qualquer forma, circulamos com precaução, pelo menos até o dia atingir temperaturas mais quentes.
A partir do km 146 começamos a tentar encontrar o check point fotográfico, que, segundo a Organização, poderia nem sempre estar de acordo com a quilometragem das nossas motas.
Mas encontramos e lá tiramos a fotografia:

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Uma das Ducati Multistrada 1200 presentes, neste caso do Filipe Lage. Uma mota arrebatadora :-)

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Voltando à estrada, as temperaturas subiram mais um pouco, tornando este “passeio” mais agradável.
Na foto abaixo, Barragem da Aguieira, situada no leito do rio Mondego e Concelho de Viseu:

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O próximo check point fotográfio era ao km 219, o qual nos fez perder algum tempo, porque não estava perceptível como o anterior, isto é, estava bem mais escondido.
Pela zona onde supostamente o mesmo deveria estar, ou seja, uma zona à beira rio e perto de Viseu, eram vários os participantes que consultavam o GPS e procuravam a zona da foto, mas não estava fácil…
Na foto abaixo, o staff da revista portuguesa de motas REV:

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O Miglim acabou por encontrar a zona da fotografia e lá tiramos a foto, mesmo junto ao rio e ainda com uma ligeira neblina a sair da água:

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Que cenários de lindos! :-)

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Antes do próximo ponto fotográfico, fizemos mais alguns kms e almoçamos.
O almoço estava a cargo da Organização, em jeito de almoço volante.
Por esta altura, o primo do Miglim, o Paulo Silva, juntou-se a nós e lá fomos todos almoçar, numa zona tipo parque, que se revelou acertada, principalmente pelo ambiente sereno e pacato.

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Almoçamos, talvez, em apenas 15 minutos. Foi mesmo comer e andar, pois não havia tempo a perder, porque ainda faltavam muitis kms até chegarmos a Faro.
Ao km 300, check point fotográfico, junto a um marco de estrada com a indicação N2:

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A zona da N2 que estávamos a apanhar neste actividade estava a ser do meu agrado, pois as zonas de andar “a direito” eram poucas, ou seja, haviam mais zonas sinuosas que rectas, tornando a condução mais divertida e mantendo-nos mais despertos.

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Ao Km 359, nova paragem para foto:

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Contudo, Eu e o Miglim tivemos uma abordagem completamente diferente a este ponto, isto é, atingimos o mesmo via fora de estrada e não pela estrada, conferindo à N2 um carácter ainda mais aventureiro.
Foi apenas um pequeno percurso, mas que gostei muito e que não estava isento de dificuldades, na forma de muita pedra solta.
Importante referir que foi o Miglim a levar-me por maus caminhos ;-)

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Os nossos companheiros junto ao ponto:

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Nesta zona havia um miradouro que oferecia uma vista magnífica e cujo horizonte parecia não ter fim:

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Ao km 371, novo ponto fotgráfico:

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Uma vez mais, com mais um miradouro a oferecer uma grande vista:

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Após 300 e muitos kms, era quase seguro dizer que o problema da embraiagem da KTM estava resolvido, porque a mesma nunca mais deu sinais negativos. Afinal de contas, parecia que era só mesmo ar no circuito hidráulico.
Contudo, ainda tinha as minhas reservas, apesar de já não pensar muito no assunto ;-)

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A N2 tinha muitas zonas sinuosas, mas também tinha várias partes de andar a direito, onde era possível recuperar mais algum tempo perdido. Mas continuava a preferir a diversão que as curvas proporcionam, além de nos mater mais despertos, porque com o acumular de kms, o corpo e a mente começam a ressentir-se, obrigando a um esforço extra.

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Mais do que um passeio, a N2 é um desafio :-)

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Para os lados de Montemor, uma passagem curiosa, ou seja, passagem por uma estrada submersa :-)

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Se fosse Verão até tinha dado jeito ;-)
Sem darmos conta, já contabilizamos mais de 400 kms, e já começamos a aproximar-nos da zona mais a sul da N2, mas já com o dia a chegar ao fim, com um bonito por do sol laranja e azul, em perfeita sintonia com a KTM do Luís Deus :-)

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Bem se pode dizer que foi o mais longo por do sol na mais longa estrada.
Com o anoitecer, era conveniente limparmos as viseiras dos capacetes, pois era importante termos uma boa visibilidade para a última parte da N2.
Como diria o Paulo Silva, “vamos lavar a cara” :-)

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Último check point fotográfico, ao km 652:

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A partir daqui, entramos na última parte da N2, antes de chegarmos a Faro, na Serra do Caldeirão, um belo troço de montanha, com curvas para todos os gostos. A Serra do Caldeirão tem nada mais nada menos que 365 curvas.
Portanto, esperva-nos muita diversão e seria o derradeiro teste à embraiagem da KTM.
Na Serra do Caldeirão, foi o Miglim e o Paulo Silva a imporem o ritmo, o qual foi simplesmente ao meu gosto, ou seja, rápido e a aproveitar as curvas ao máximo.
Arrisco-me a dizer que, em  determinadas alturas, o ritmo chegou a ser alucinante e impróprio para cardíacos, pois o Miglim e o Paulo pareciam que estavam a conduzir em circuito.
Posso dizer que valia tudo a curvar, por dentro, por fora, a cortar a curva, enfim, as 365 curvas desta Serra foram feitas em pouco tempo e sempre de “faca nos dentes”. Para tal, contribuíu o bom estado do piso e a boa iluminação das motas.

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Nem queria acreditar no abuso que os pneus cardados da KTM estavam a suportar e a permitir…
O mais interessante é que, apesar de uns incríveis 700 kms e  mais de 12 horas a conduzir, fizemos a Serra do Caldeirão como se tívessemos apenas alguns kms. De loucos :-)
À chegada a Faro, concluí que, definitivamente, a embraiagem da KTM estava ok e tratou-se apenas de ar no circuito do hidráulico.
E eu que cheguei a pensar que estava tudo perdido…
Bem, assim que chegamos a Faro, entramos nos últimos kms e eis que chegamos ao fim, com o Filipe Elias a receber-nos e naturalmente satisfeito, por nos ver superar este grande desafio que foi a N2:

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Sem dúvida que foi a mais longa estrada e um grande desafio, pois sempre foram 13 horas a andar de mota e mais de 800 kms.
Desafio superado e objectivo cumprido!

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Não faltou o autocolante a certificar a concretização da N2:

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Uma grande festa! :-)

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VÍDEO N2:

Se preferirem ver no VIMEO:

http://vimeo.com/32971785

Terminada a N2, rumamos para o hotel onde iríamos passar a noitem o Crowne Plaza, em Vilamoura e de 5 estrelas.
Sem dúvida que foi um merecido prémio ;-)

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As motas ficaram mesmo junto à entrada do hotel, conferindo um cenário bem diferente daquilo que normalmente se passa num hotel.

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Excelentes condições :-)

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Se repararem bem, o WC possui total visibilidade para os quartos, o que nos deixou um pouco perplexos. Mas afinal de contas, havia um painel que descia, mas até o descobrir, andamos alguns minutos à sua procura.

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A vista do nosso quarto:

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Motas, muitas motas, apesar de pelas 20:00 ainda não terem terminado todos os participantes…

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O jantar veio mesmo a calhar :-)

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Após o jantar, era tempo de encerrar a N2, com a Organização a proferir os habituais discursos:

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A ideia de colocarem a mota no interior do hotel foi engraçada e original.
Contudo, a organização ainda tinha reservado mais uma surpresa, iam entregar a cada participante uma recordação da N2, ou seja, uma espécie de troféu, lembrando uma placa de estrada.
Muito original! :-)

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Chamaram um por um e, no nosso caso em particular, o Filipe fez questão de referir que eramos dos Açores ;-)

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E pronto, toma-se mais uns copos com o pessoal e aproveita-se as excelentes condições do hotel para descansar, relaxar e recuperar energias.
Conclusão da N2, foi um excelente evento, muito bem organizado e com todas as condições para ter continuidade.
Foi realmente um evento feito para Motociclistas que não se intimidam com as distâncias e que gostam de passar largas horas em cima da sua mota, assim como apreciam o Mototurismo e todo o apelo da estrada.
O Filipe Elias, João Dias, Catarina e restantes elementos estão de parabéns, porque souberam colocar na estrada um evento verdadeiramente interessante e único, que proporcionou a todos excelentes momentos de Mototurismo, bem como alguma aventura e desafio.
Por falar em desafio, de facto, passar 13 horas a conduzir, em que a paragem maior foi de 15 minutos, realizar mais de 800 kms num só dia, suportar temperaturas de -5 graus, e devorar 365 curvas da Serra do Caldeirão, constitui um grande desafio, que após superado dá uma grande sensação de realização pessoal e de objectivo cumprido.
Valeu a pena cada km percorrido! :-)
Outros aspectos que destaco na N2, foi o excelente grupo que eu e o Vítor nos integramos, nomeadamente o Miglim, o Paulo Silva, Alexandre Neto e Filipe. Todos pessoas 5 estrelas e excelentes comapnheiros de estrada.
A eles o meu obrigado pela sua hospitalidade, simpatia, ajuda e amizade! :-)
Também gostei de rever amigos que fiz no Moto Rali dos Açores e no WTC Açores, pois receberam-me bem e fizeram-me sentir em casa. Obrigado pessoal!
O meu GRANDE OBRIGADO também ao Luís Deus por me ter cedido a sua KTM para realizar a N2. Foi de uma grande simpatia, disponibilidade e amizade, que certamente nunca me esquecerei e procurarei retribuir.
Ainda nos agradecimentos, outro GRANDE OBRIGADO ao Vítor Ferreira, não só por ter sido uma vez mais o meu companheiro de aventura e de estrada, como também pela sua amizade e forma de estar nestas ocasiões.
E como não podia deixar de ser, um GRANDE, mesmo GRANDE OBRIGADO à minha cara metade e filha, a Carla e a Mafalda, por me terem apoiado em mais uma aventura.
Por estas e muitas outras razões, valeu a pena participar na N2 -  A Mais Longa Estrada…

Domingo, 27 de Novembro: Faro - Santarém - Lisboa

No Domingo, dia 27 de Novembro, era dia de todos regressarem a casa.
Da minha parte e do Vítor, só tínhamos voo na segunda-feira, deixando-nos mais à vontade para algumas voltas.
O dia voltou a amanhecer maravilhoso e, caso não fosse as temperaturas mais baixas, diria que estávamos no Verão ;-)

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Nada como um bom pequeno almoço :-)

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Com o passar das horas, os 189 participantes da N2 iam abandonando o hotel aos poucos.

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Quem diria que fiz a Serra do Caldeirão a um ritmo alucinante e sempre “colado” aos meus companheiros com estes pneus???

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Alguns participantes da N2 ficaram impressionados com a minha coragem ;-)
Um evento que ficará para sempre na nossas memórias:

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Antes da partida, a foto de família. Da esquerda para a direita: Filipe, Alexandre Neto, Eu, Paulo Silva e Miguel Silva:

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Estava na hora de nos fazermos à estrada, com o objectivo a centrar-se em Eu e o Vítor acompanharmos o Miglim e companhia até Santarém e depois segurimos para Lisboa.
A nossa viagem até Santarém foi divertida, com o pessoal a trocar de motas entre si, de forma a experimentar novas sensações ;-)
O Miguel a experimentar a Ténéré do Vítor:

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O Vítor voltou a recordar as sensações da KTM:

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Também tive a oportunidade de testar a KTM 990 ADVENTURE R, a qual gostei:

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E também andei na KTM 990 SMT do Paulo Silva, a qual delirei. Que mota, que motor, que ciclística, que power, enfim, tremendamente divertida e eficaz.

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Estas trocas de mota proporcionaram bons momentos entre todos, especialmente no campo da diversão.

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Paragem em Santarém e tempo de nos despedirmos do Miglim, Paulo, Alexandre e Filipe.
Até à próxima aventura amigos! :-)

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Para mim e para o Vítor, tempo de almoçar, uma bela sopa da pedra, que tão bem aconchegou o nosso estômago :-)

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Depois foi rumar para Lisboa, de volta ao Hotel AS Lisboa.
Fomos pela estrada nacional, de forma a evitar as dispendiosas portagens, tendo a viagem sido calma e sem qualquer dificuldade de navegação.
Deixamos a KTM do Luís Deus na casa da sua mãe, com a simpática Cristina Sá e Melo a ajudar-nos nesta tarefa, e bora lá descansar.

Segunda-feira, 28 de Novembro: Lisboa - Camarate - Ponta Delgada

Na segunda-feira, dia 28 de Novembro, era o regresso a casa, que sabe tão bem, especialmente quando as saudades da família apertam.
O Vítor partiu mais cedo que eu, cabendo-me a mim entregar a sua mota no Transitário, para posterior regresso a São Miguel.

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Visto que tinha marcado no GPS a localização do Transitário, a navegação até ao mesmo foi tranquila, rápida e sem qualquer erro de navegação. Maravilha!

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No Transitário, embrulha-se a “menina” do Vítor, dá-se uma última vista de olhos e deseja-se boa viagem ;-)

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Depois foi uma questão de fazer tempo até à minha hora de embarque, onde para tal não faltou uma visita a um concessionário KTM, a KTM LX, onde pude conhecer ao vivo e a cores a novíssima KTM EXC-F 350 :-)

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A mota é fantástica e linda!
E pronto, siga para o Aeroporto.
Portugal Continental, até à próxima aventura! :-)

Boas Curvas! :-)
 
 
 
 
 

Estreia do César Kini Neves com passeio pelo percurso do Enduro SRMOTO Arrifes

Cada vez que se realiza uma prova de Enduro, há sempre aquela curiosidade natural de no fim-de-semana seguinte realizar um passeio pelo percurso da prova.
Mas nem sempre é possível ou nem sempre conseguimos “atinar” com o percurso todo.
Contudo, a malta que organizou mais uma excelente prova de Enduro, o SRMOTO Arrifes, tinha planeado dar uma voltinha pelo percurso da prova, com o objectivo de recolher as fitas de marcação do percurso.
Uma tarefa extremamente importante, não só em termos de imagem e credebilidade de quem organizou estas provas, mas também em termos ambientais, dado que as fitas são em plástico, material altamente prejudicial ao ambiente.
Além disso, este passeio marcava a estreia de mais um companheiro por trilhos Micaelenses, o César Kini Neves, que se encontra deslocado do Continente.
Felizmente, o César seguiu o meu conselho e trouxe a mota consigo, uma KTM EXC 530.
Portanto, seria um passeio com objectivos ambientais e um passeio de baptismo :-)
O ponto de encontro foi nos Arrifes, junto à Extreme Cross Test do Enduro SRMOTO Arrifes, tendo comparecido o Abel Carreiro, Paulo Machado, Pedro Soares, Duarte Silva e, claro, Eu e o César.
Não tardou nada até a boa disposição se instalar, muito por culpa do Paulo Machado ;-)

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Um grupo grande, animado e cheio de vontade de ir fazer umas “canadinhas” :-)

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Ora bem, começamos a nossa missão de limpeza primeiramente pelos trilhos dos Arrifes, com o grupo a efectuar a recolha das fitas de forma ordeira e sem se “atropelarem”.

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Houve quem fosse mais meticuloso ao retirar as fitas, trazendo um a tesoura. É coisa de profissional, só pode ;-)

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Infelizmente, as condições meteorológicas não estavam as melhores, com alguma chuva e nevoeiro, mas nada que nos impedisse de concretizar o trabalho, ou mesmo divertirmo-nos.

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O Abel tinha uma mochila que funcionava como ecoponto, ou seja, assim que enchíamos os bolsos com fitas, depois colocávamos na sua mochila ecoponto:

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Neste passeio conheci alguns trilhos novos nos Arrifes, o que é uma vergonha, tendo em conta que nasci e cresci nesta freguesia.

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E chegamos a uma das partes mais divertidas do percurso, trilhos em cascalho na zona da Covoada:

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Adoro fazer estes trilhos a subir, pois gosto da sensação que este tipo de piso oferece e exige de nós. Muito divertido!

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Grande César, não só estava a ter uma excelente oportunidade de conhecer belos trilhos, como também ajudou-nos na recolha das fitas.

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Segundo o César, os nossos trilhos e o seu tipo de piso são muito diferentes daquilo que habitualmente se encontra no Continente, exigindo alguma habituação. Mas, por aquilo que vi ao longo do passeio, O César não só anda muito bem, como também habituou-se rapidamente ao tipo de piso e trilhos.
Na foto abaixo, o César a tentar fazer a espargata ;-)

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Grande Vítor, às vezes penso que não se cansa, tal o ritmo que conseque imprimir durante o passeio.

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Não faltaram árvores para testar a nossa coluna ;-)

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Alguns fios eléctricos usados pelos lavradores estavam a dar choques, que o diga o Paulo Machado ;-)

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Uma pausa para relaxar e, na foto, da esquerda para a direita, César Neves, Paulo Machado, Eu e o Vítor.

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Mesma foto abaixo, mas desta vez sem mim e com o Pedro Soares:

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E baixa outra vez…

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Outra das zonas muito divertidas, foi a subida do cascalheiro. Aqui, não tem muito que saber, enrolar o acelerador com decisão e fé em Deus ;-)
Vítor em grande estilo, já no fim da subida do cascalheiro:

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Sabe bem quando conseguimos chegar ao topo do cascalheiro :-)

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No entanto, não foi à primeira que subi, fruto de asneira, ou seja, ia em 3ª, bem embalado, mas assim que cheguei à última parte da subida, que fica um pouco mais inclinada, a mota começou a percer um pouco de velocidade  e, em vez de lhe dar um cheirinho de embraiagem para lhe manter na rotação ideal, reduzi para 2ª e automaticamente perdi mais velocidade e atasquei.
Na altura que atasquei, o César estava a subir e, fiquei de boca aberta com a velocidade dele nesta subida, ou seja, ele voou com a 530. Que mota!!!

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Bem, parecia que a subida do cascalheiro era uma das partes que iria exigir mais, mas não, a entrada para a mata a seguir ao cascalheiro estava bem complicadinha, fruto de muita lama tipo barro, regos e muitas irregularidades.
Não foi fácil e foi necessário recorrer a alguma ajuda estra de braços.

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O Vítor foi o que menos dificuldade sentiu. Parece-me que as 2 tempos sentiam menos dificuldades…

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Pedro Soares a dar-lhe forte no acelerador :-)

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Bonito serviço, mas a DR não ficou para trás :-)

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O César optou por um atalho, mas também não se safou de alguns trabalhos.
Na foto abaixo, o César estava a testar um novo tipo de marcação para as provas de Enduro da próxima época, ou seja, em vez de se usarem fitas, usam-se motas ;-)

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Esta zona de entrada na mata cansou um pouco, muito por culpa do piso, que está muito exigente…

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E continuamos a nossa subida pela mata:

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O César bem que queria seguir em frente, mas a sua 530 tem muita vontade própria ;-)

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Ops…

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Seguiu-se a trialeira das couves, a qual também não foi a coisa mais simples de se fazer.
Aliás, na zona mais empedrada não havia dificuldades de maior, o problema era na zona dos regos em barro.

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Engarrafamento???

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Aqui, só me lembro do César me dizer, “nos Açores até as pedras escorregam” :-)

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Vítor a fazer valer a leveza e agilidade da sua 250 a 2T:

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Lá vinha o César, com o seu “canhão”:

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Nas couves vale tudo para se conseguir passar nos buracos ;-)

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Vídeo do César numa parte das couves:

E lá vinha o Abel:

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Vídeo do Abel numa parte das couves:

Siga em frente!

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Andamos por mais alguns percursos muito próximos das Sete Cidades, e sempre com algum nevoeiro e chuva.

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Ainda no regresso, atravessamos a Vigia das Feteiras e acabamos o passeio nos Arrifes.
Abaixo, o momento mais importante e grande objectivo deste passeio, a colocação das fitas recolhidas no contentor do ecoponto.
Missão cumprida! :-)

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Ainda passamos pelo percurso da Extreme Cross Test e recolhemos mais algumas fitas. Contudo, fomos abordados por um senhor que, supostamente, usa alguns daqueles terrenos, e nos causou algum incómodo na recolha das fitas, porque simplesmente não queria que o fizéssemos de mota.
Bem, o homem era cá de uma incompreensão, que tirava a paciência a qualquer santo…
A conversa com ele chegou a ficar um pouco mais quente, mas, felizmente, os ânimos acalmaram-se e fomos embora.
Não valia a pena estragar um excelente passeio por causa deste senhor, por sinal alheio ao nosso trabalho e de uma grande incompreensão.
Mas antes de irmos para casa, tivemos que abastecer com gasolina com chumbo ;-)

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Uma vez mais, muita animação e com o carimbo do Paulo Machado :-)
E pronto, estava terminado o passeio.
Resumindo, excelente passeio e excelente companhia!
Foi um bom passeio de baptismo para o César, o qual, se não estou em erro, ficou a gostar dos trilhos Micaelenses e quer mais :-)
Além disso, cumprimos com uma missão muito importante, que foi a recolha das fitas.

Boas Curvas! :-)
 
 

Nevoeiro e Exploração

No Domingo passado, o nosso passeio caracterizou-se essencialmente por um factor, nevoeiro.
Pois é, parece que estamos naquela altura do ano em que já não podemos esperar grandes dias de sol, o que é natural, tendo em conta que estamos numa ilha.
Mas não era isso que nos ia impedir de sair ;-)
Portanto, Eu e o Rui voltamos a “atacar” os trilhos situados entre a Lagoa e Vila Franca do Campo, e voltamos a vestir a pele de exploradores, na procura de mais alguns trilhos, ou simplesmente no aprofundamento de alguns já conhecidos.
Não tarda nada e só nos falta o chicote, tipo Indiana Jones ;-)
Ora bem, começamos pela Lagoa e por alguns trilhos que desconhecia. Já tinha passado pela entrada dos mesmos, mas nunca me tinha aventurado:

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Não demorou muito até termos que desmontar as motas e explorar “à la pata”. Já começa a ser um hábito ;-)

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Mas tinha que ser a pé, porque quando a progressão se torna duvidosa, não vale a pena arriscar, porque é muito fácil ficarmos numa situação em que não é possível inverter a marcha, ou mesmo sermos apanhados por “armadilhas” naturais, como terreno instável.
Por falar em instabilidade, este trilho já teve continuidade, mas agora, está obstruído por uma grande derrocada:

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Olha Rui, aqui ao lado tem um pequeno trilho em pedra, achas que conseguimos ir nele?
Resposta, riu-se :-)

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Bem, tivemos que voltar para trás…

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Seguiu-se mais um novo percurso, chamado de:

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Este trilho, chamado de Flor da Rosa, ia nos levar a um local onde o pessoal que pratica escalada habitualmente vai.
Desconhecia a existência deste local, mas o Rui já tinha ouvido falar.
Uma vez mais, motas para trás e siga a pé :-)

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Bem, o local onde fazem escalada é impressionante e com uma envolvência espectacular:

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Para aqueles que gostam de escalada, este local deve um dos mais interessantes da ilha, pois alia uma zona de rocha muito bonita, com uma grande envolvência da natureza e todos os verdes característicos de São Miguel.

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A mini caminhada valeu a pena!

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Nesta zona não dava para progredir mais, voltamos para trás e atravessamos algumas zonas de pastagem, em busca de mais trilhos e ligações entre os mesmos.
Hoje e tal como o Rui dizia, estava com faro para os trilhos, pois estava a achar novas ligações entre os mesmos, apesar do muito nevoeiro.
Por falar em nevoeiro, o mesmo nunca nos abandonou e até tornou a travessia de alguns trilhos num exercício de incerteza.
Na foto abaixo, travessia de uma pastagem com inclinação, e que para mim não foi das travessias mais agradéveis, porque apesar de na foto o piso parecer regular, na realidade a erva do pasto esconde muitas irregularidades, além de que com a humidade, torna-se muito escorregadio.

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Mais um paragem para exploração :-)

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Isto aqui são só silvas, melhor não arriscar ;-)

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Encontramos mais um trilho interessante, mas que não oferecia condições para arriscar ma travessia, pelo menos com esta humidade. Ficará para o Verão!

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E mais um trilho novo, por sinal com muita vegetação :-)

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Gosto particularmente destes trilhos mais fechados de vegetação, pois conferem um ambiente de aventura e descoberta ainda maior. No entanto, são muito escorregadios…

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Para não variar, desmontamos as motas e voltamos a explorar a pé:

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Mas diga-se de passagem, este trilho obrigava a uma exploração a pé, porque além de se tornar apertado e incerto, num dos lados era ravina, e das grandes…

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Surpresa, encontramos no meio da natureza algo feito pelo homem, umas escadas e uma ponte:

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Não aconselhado a quem tem vertigens, pois nas laterais a vista era um pouco assustadora.

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Continuamos a pé, porque este trilho despertava alguma curiosidade, no sentido de se perceber até onde iria dar.
De salientar a grande beleza deste trilho, muito bom para umas caminhadas, mas um pouco díficil para se fazer de mota.

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Apesar do nevoeiro, a intensidade do verde era grande. Num dia de sol, este trilho deverá revelar paisagens bem bonitas.

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Muita envolvência da natureza :-)

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Infelizmente, o trilho estava interrompido por uma derrocada e tivemos que regressar.
De qualquer forma, a escadaria e a ponte seriam um pouco incómodos de passar de mota, além de que um pouco mais adiante, o piso estava escorregadio e haviam algumas zonas mais complicadas para ultrapassar, especialmente para uma mota de Enduro.
Mas de mota de Trial…, fica para outra altura e, possívelmente, com uma Montesa emprestada ;-)
Passagem por uma zona, agora já conhecida:

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Vou pelo túnel :-)

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Mais uma Ponte?!

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Esta ponte no cenáro que se encontrava, quase parecia fazer parte de ruínas de algum templo antigo, mas não, não se trata de nenhum templo, mas a ponte deverá ser muito antiga, dado o seu estado e construcção.

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Bem, isto é alto…

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Bora lá ver a vista lá de cima da ponte :-)

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Uma vez mais, não convém ter vertigens ;-)

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Infelizmente, a aparente única forma de passar para o outro lado, era uma pequena passagem situada na ponte, mas que não tinha largura e altura para as motas passarem. Para uma pessoa já era díficil…

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Após esta zona, andamos mais um pouco e demos por encerrado o passeio.
Tal como o Rui referia, e bem, não foi um dos melhores passeios que já realizamos, muito por culpa do nevoeiro, mas valeu pelo carácter exploratório, que nos levou a conhecer mais alguns trilhos bem bonitos.
Cada vez mais gosto de explorar esta ilha fantástica!

Boas Curvas! :-)