Mais um fim-de-semana, mais um passeio e mais um grupo de pessoas bem dispostas para mais uma aventura ![]()
O ponto de encontro foi o de sempre, com o grupo a ser constituído por Mim, o Miranda, o Filipe, o Hugo e o Nuno:
Quanto ao percurso, nada de muito distante, Ribeira Grande!
A semana que passou uma vez mais contemplou os Açorianos com chuva (sim, leram bem, novamente chuva em Agosto), deixando antever a presença de alguma humidade e lama nos percursos.
Este passeio ia ser divertido! ![]()
Ora bem, partimos bem cedinho, mas não directamente para a Ribeira Grande, ou seja, tomamos alguns percursos fora de estrada, delineados na Lagoa e Pico do Fogo, os quais já são nossos conhecidos e bons para aquecer
Nada como começar por alguns percursos estilo estradão, de forma a despertarmos gradualmente, pois às 8:00 ainda estamos com alguns sentidos adormecidos
Chegados ao Pico do Fogo, pequena pausa antes de “atacar” um percurso pelo meio de uma mata de eucaliptos:
Este percurso pelo meio da mata é super interessante de fazer, pois em certas zonas a vegetação costuma a ser muito densa e chega a parecer que estamos a desbravar novos caminhos.
Contudo, é preciso ter atenção com o piso, pois é escorregadio e com muita pedra e troncos espalhados.
O Nuno Cordeiro estava um pouco apreensivo, pois em vez de vir com a Habitual Honda NX4, veio com a V-Strom…
Mas não vale a pena ficar assustado, o que não faltam são braços para ajudar ![]()
Lá foi o Filipe:
O Miranda desta vez deixou a “bicicleta” em casa, ou seja, a DR 650 e veio montado numa mota a sério
O Nuno optou por transpor algumas zonas a pé, visto que o peso do condutor aliado à curta distância da zona do motor ao chão, poderia levar a algumas pancadas mais ingratas na protecção do cárter.
Opção sensata, mas cansativa…
O pessoal com pneus mistos, como o Filipe e Eu, tiveram algumas dificuldades de tracção em algumas zonas.
O Hugo é que se safava muito bem com a sua cinquentinha, leve, ágil e suficiente para as dificuldades.
Tenho que, definitivamente, voltar a montar os pneus cardados. Neste passeio tive muitos problemas de tracção…
Mata Pico do Fogo:
Depois de empurrar várias motas, nada como uma pequena paragem para recuperar fôlego:
Depois foi continuar a percorrer a restante mata e alguns percursos em direcção à Ribeira Grande, onde lá nos esperava mais diversão.
Por vezes é obrigatório parar:
Seguiu-se a zona Geotérmica, já em pleno coração da Ribeira Grande:
Nada como água fresca para ajudar a despertar
Depois de uma sucessão de percursos acessíveis na zona Geotérmica da Ribeira Grande, seguiram-se vários percursos fora de estrada e de montanha, que nos guiaram pela zona da Coroa da Mata e arredores.
Nesta zona da Coroa da Mata os percursos ficaram mais interessantes, pois começamos a enfrentar percursos mais densos de vegetação e com uma presença gradual de lama.
As coisas começavam a ficar mais interessantes, mas os pneus mistos da minha LC8 e da Teneré do Filipe não estavam a permitir um andamento mais à vontade, dado que o piso estava escorregadio em algumas zonas.
Esta zona da Ribeira Grande é muito bonita e só é pena grande parte de alguns percursos serem privados, pois limita muito a escolha dos percursos.
Contudo e na eventualidade de ser necessário atravessar alguns percursos privados, fica sempre bem tomar uma atitude ordeira e educada e deixar tudo como encontramos, ou seja, não rebentar com os fios eléctricos das pastagens, não abrir buracos nos pastos e não assustar as vacas.
Ficamos todos a ganhar e não se geram confusões.
Após vários percursos pela mata, chegamos a uma zona muito interessante, ou seja, lama, muita lama ![]()
A travessia era inevitável!
O Nuno teve o azar de entrar na zona mais profunda da lama e atascou a sua V-Strom.
Ele bem que tentou sair de lá sózinho, mas não dava, a mota não se mexia nem um pouco:
Bem, teve que haver voluntários à força para ajudar a retirar a V-Strom da lama
E com alguma força de braços, lá se conseguiu libertar a mota da lama:
O resultado final era digno de se ver, ou seja, lama por todo o lado:
Um tratamento de beleza completo
Lá foi a LC8 nas calmas…
Momentos que animaram o grupo! ![]()
Um pouco mais adiante, encontramos mais um grupo de entusiastas pelo TT e paramos para conversar um pouco e trocar algumas impressões acerca do percurso que se seguia.
Malta fixe e bem disposta e também com muito gosto pelos maus caminhos
Despedimo-nos deste grupo simpático e continuamos em frente.
Pela frente esperava-nos mais uma passagem por uma zona de lama, mas desta vez sem a profundidade da mesma.
Passar pela lama com pneus mistos e gastos é simplesmente esquisito, parece que estou sempre à espera de cair.
Felizmente nunca aconteceu, mas deu para apanhar alguns sustos.
Nesta zona atravessam-se várias pastagens…
No entanto, numa determinada zona esperva-nos alguns trabalhos inesperados, ou seja, surgiu-nos uma zona inclinada com um piso super escorregadio devido a muito cascalho, e com algumas valas pelo meio, para ajudar a dificultar a subida.
O Nuno, o Miranda e o Hugo safaram-se, nas calmas…
Claro que para quem estava com pneus cardados, a coisa foi bem mais fácil, mas para a minha LC8 e a Teneré do Filipe, foi um calvário bem grande.
Digamos que a roda traseira fartava-se de rodar, sem quase nunca conseguir ganhar tracção e acabavamos por tomar direcções indesejadas, ou seja, a o escorregar da traseira fazia com que a roda da frente ganhasse vida própria.
Eu tentei desenrascar-me sózinho, só que esforcei tanto a mecânica, que acabei por aquecer a mota em demasia e a luz da temperatura acendeu-se no páinel…
Com a temperatura a atingir o seu limite, era tempo de parar, descansar e arrefecer o motor.
Foram vários minutos a castigar a mota, que apenas me levaram em direcção às conteiras:
Entretanto, voltamos a encontrar o mesmo grupo, os quais subiram esta inclinação com um à vontade desconcertante, especialmente o Pedro (acho que é este o seu nome) e a sua Husqvarna 300 a 2 tempos, que fez a restante subida com um bonito cavalinho.
Com a chegada deles, ganhamos alguns pares de braços extra para nos ajudar a empurrar as motas em dificuldades, nomeadamente a LC8 e a Teneré.
O Miranda estava a adorar ver-nos em dificuldades, ria que nem um perdido
Para quê ir para o ginásio, quando se pode ir para o mato empurrar os “mamutes” dos amigos?
O pessoal estava a ficar com a língua de fora
E o Filipe estava safo, faltava Eu…
Lá tiveram que fazer um último esforço e empurraram-me
No final o pessoal estava de rastos, mas sempre bem dispostos ![]()
Em meu nome e do Filipe, muito obrigado a todos pela ajuda! ![]()
São momentos como estes que se vê a grande camaradagem que existe entre todos e nos dá vontade de continuar.
Por falar em continuar, ainda havia mais para explorar:
Contudo, o Nuno e o Hugo tiveram que abandonar o grupo. Mas os restantes elementos não pararam e seguiram em direcção à Lagoa de São Brás, sempre acompanhados por cenários maravilhosos.
O trilho de ligação à Lagoa de São Brás é simplesmente lindo e resume-se a um pequeno corredor enfeitado por muita vegetação:
Descendo para a Lagoa de São Brás, onde o único cuidado a ter era com uma vala mais acentuada, mesmo no meio do percurso.
E chegamos ao fim do nosso passeio, na Lagoa de São Brás, situada na zona da Gorreana:
As “babes”
O Miranda verificou que estava com um pequeno problema no travão traseiro, ou seja, bateu com o pedal de travão numa zona qualquer e entortou-o para o interior, deixando-o a roçar contra a tampa do motor.
Colamos fita na tampa, de forma a evitar mais riscos:
Depois era tempo de rumar a casa e descansar um pouco, pois o passeio tinha sido um mais físico que o habitual.
Quando cheguei a casa, verifiquei que neste passeio tinha acabado de destruir o Pirelli Scorpion de série, abrindo-lhe alguns buracos, onde era possível ver partes mais “íntimas” do pneu
Juro que não sei como é que fiz isso…
Esta mota detesta pneus ![]()
Foi um passeio espectacular e que nos permitiu alargar um pouco mais os nossos conhecimentos acerca dos trilhos da Ribeira Grande.
Esta cidade tem sido uma agradável surpresa e só é pena haverem muitos trilhos privados, pois corremos sempre o risco dos mesmos estarem bloqueados ou não nos deixarem prosseguir em frente.
De qualquer forma, foi uma manhã bem passada, com pessoal 5 estrelas, incluindo o outro grupo que conhecemos e que muito nos ajudaram.
Para a próxima combinamos um passeio em conjunto.
Boas Curvas! ![]()






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