A KTM apresentou no EICMA - Salão de Milão, a nova DUKE 690
Para 2012, a KTM achou que seria melhor renovar a mais pequena das Duke e enveredou por um caminho menos radical, ou seja, apresentou uma Duke com uma imagem que se aproxima mais de uma Naked e se afasta mais do conceito anterior, ou seja, Supermoto.
Além disso, tornou a Duke mais acessível a todos, baixando um pouco a distância do assento ao solo (agora 835 mm), já que a versão anterior, era um pouco mais radical neste campo.
Esteticamente, o conceito foi suavizado, ou seja, as linhas são menos redicais e irreverentes, apesar da zona do depósito de gasolina denunciar formas mais estilizadas.
A secção traseira também mudou por completo, e acompanha a nova tendência desta Duke, ou seja, mais estilo Naked. Aliás, no site oficial da KTM, a Duke está catalogada como Naked.
No entanto, penso que a KTM foi pouco arrojada neste campo, pois as formas e soluções encontradas são um pouco conservadoras, tendo em conta o ADN da marca.
A ponteira de escape abandona a posição debaixo do motor e passa a estar colocada na lateral da mota. Solução algo convencional…
A instrumentação mantém o formato já conhecido, continuando a faltar o indicador de nível de combustível.
Em termos ciclísticos, a KTM continua a apostar num quadro tipo treliça, responsável por uma excelente maneabilidade e precisão.
A opção pela cor laranja no quadro revela-se acertada, além de visualmente bonita.
As suspensões continuam a cargo da WP, exemplos de bom funcionamento e eficácia.
Os travões são, naturalmente, da Brembo, imperando na dianteira um único disco de travão, de 320 mm, mas assistido por pinças de montagem radial. Na traseira, um disco de 240 mm.
Destaque ainda para as bonitas jantes de 5 raios, bem como o bem dimensionado braço oscilante em alumínio.
Quanto ao “coração” da máquina, mantém-se o comprovado monocilindríco a 4 tempos, de 690 cc, refrigeração líquida, injecção electrónica e caixa de 6 velocidades, assistida por uma embraiagem APTC deslizante.
A potência subiu para uns expressivos 70 cv, tornando o LC4 no monocilindríco de série mais potente de sempre.
No mínimo impressionante!
Portanto, continuamos a ter à nossa disposição motor mais que suficiente para provocar sensações muito fortes, que aliado à excelente ciclística que a KTM habitualmente disponibiliza, deverão tornar a nova Duke numa mota muito agradável de conduzir numa estrada de montanha.
O peso a seco situa-se aproximadamente na casa dos 150 kgs.
Com esta renovação, a KTM pretende não só apresentar um produto com a imagem renovada, mas também tornar o produto mais abrangente e universal, que não deixa de ser legítimo e acertado, mas, convenhamos que, podiam ter sido um pouco mais irreverentes e radicais nas suas intenções.
Contudo, não deixa de ser uma máquina interessante
Mais informações em: http://www.ktm.com/pt/ready-to-race.html
Boas Curvas!

























































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