"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem nenhuma explicação é possível…"


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Posts da categoria 'Manutenção'

Mais uma odisseia na garagem

Alguns dias atrás, alguns membros do Azores Trail TT juntaram-se na garagem do companheiro Paulo Miranda para mais uma sessão de manutenção e bricolage.
Desta vez, o objectivo era montar 2 tomadas de energia de 12v na KTM 950 ADVENTURE do Miranda, as quais serão necessárias para a viagem que o Miranda pretende fazer na América do Sul. Digamos que ele pretende ligar o GPS, o telemóvel, a Playstation, etc, etc :-)
O Gregório não perdeu tempo e passou de imediato à acção, montando um novo espelho rallye, dado que o anterior partiu-se numa ida ao tapete:

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Para este trabalho de carácter eléctrico, recorremos à preciosa ajuda de outro Motociclista, o Francisco, o qual ajudou-nos a ligar correctamente as tomadas, bem como a fazer os furos nos plásticos da KTM.

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A KTM ficou bem “despida” e o Miranda e o Francisco já pareciam profissionais, recorrendo às mais diversas tecnologias para este trabalho :-)

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Mas enquanto alguns fazem algumas coisas, outros (eu) ficam com o trabalho mais duro, como abrir cerveja de alicate :-)

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Havia que motivar o pessoal para as duras tarefas do dia ;-)

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O manual estava lá para esclarecer algumas dúvidas:

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Por falar em dúvidas, o que fazemos com estes fios? :-)

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Nada que não se resolva.
Ligou-se os fios das tomadas de energia directamente à bateria, mas futuramente pretendemos simplificar as ligações, fazendo uma conecção através de um único cabo, de forma a eliminar alguma confusão de cabos e facilitar a manutenção da bateria.
Depois de passar os cabos das tomadas, os quais passaram por algumas aberturas existentes no interior dos depósitos laterais, passou-se à montagem de todas os plásticos, tendo o cuidado de não danificar nenhum fio ou tubo de gasolina.

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Tempo para testar o material:

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Infelizmente, uma das ligações não estava correcta :-( , digamos que o Miranda fez uma pequena troca de fios, que levou a uma pequena anomalia eléctrica, que queimou 2 carregadores de telemóvel :-(
O Francisco identificou a troca e corrigiu a mesma. No fim, as tomadas estavam a funcionar correctamente e ficaram montadas nas seguintes localizações:

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Zonas de fácil acesso e que parece não incomodar a condução quando as tomadas estiverem a ser usadas.

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Na mesma noite, o Gregório aproveitou para fazer uma mudança de óleo na sua Dominator:

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O rapaz trata bem a sua menina ;-)

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Foi mais um serão bem passado, que serviu uma vez mais para o Miranda ficar a conhecer ainda melhor a sua mota, bem como prepará-la e melhorá-la para a viagem que pretende fazer.
Já se nota algum conhecimento na montagem e desmontagem da KTM, dado que a mesma tem vindo a ser desmontada umas quantas vezes :-)
As crash-bars é que são, normalmente,  a peça mais aborrecida de montar, mas nada que com um pouco de paciência não se faça.
Agora as tomadas de energia de 12v entram em fase de testes, de modo a verificar-se consumos de energia e afins.
O nosso obrigada ao Francisco pela sua preciosa ajuda!

Boas Curvas! :-)
 
 
 

À volta das “crash bars” da V-Strom…

No último passeio TT que fiz com a V-Strom, referi que sem querer encostei-me a ela e fiz com que a mesma tombasse para o lado, tendo me causado alguns estragos menores, nomeadamente um pisca partido, uns riscos sem importância e a “crash-bar” do lado direito que entortou ligeiramente.
Tudo estragos simples e de solução caseira.
Por isso, coloquei mãos à obra e comecei por tentar coloccar a “crash bar” na sua posição original, tendo como termo de comparação da distância existente entre a carenagem e a própria “crash bar” a do lado esquerdo.

A ferramente usada para esta operação foi uma simples cinta de amarrar as motas em atrelados, que no meu caso foi usada quando transportei a mota para o Porto num contentor. Coloquei a cinta à volta de uma coluna de cimento lá de casa e os ganchos das 2 extremidades são colocados na “crash bar”:

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Depois é simples, montamos a V-Strom, ajustamos a cinta para ficar a uma distância não muito longa da coluna, retiramos a V-Strom do descanso lateral e começamos a deixar a mesma tombar aos poucos para o lado contrário, neste caso para o lado esquerdo.

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Mas atenção, não tombar a mota de uma só vez, ir tombando aos poucos, isto é, tombar, voltar a colocar a mota na posição original e voltar a tombar novamente. Este processo deverá ser feito repetidamente até a “crash bar” ficar na sua posição original, sendo necessário ao longo do processo fazer algumas paragens para medir com a fita métrica a distância da “crash bar” à carenagem, usando a sempre a “crash bar” oposto com termo de comparação.

Só mais um pormenor, quando coloquei os ganchos da cinta na “crash bar”, coloquei-os em posição cruzada, de modo a não deslizarem, porque se os colocarmos lado a lado, têm a tendência a deslizar numa das direcções da “crash bar”, podendo causar algum susto, caso estejamos a tombar a V-Strom e caso a mesma esteja sem o descanso lateral.

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Nesta operação, o peso da mota é que é o elemento decisivo para se conseguir colocar a “crash bar” na posição original, cabendo-nos apenas o papél de deixar a mota “cair” para o lado repetidamente.

Claro que existem riscos associados a este tipo de operação, como a “crash bar” poder partir na altura em que estamos a tombar a mota e levar-nos a outra queda lateral. Por isso, muita atenção durante todo o processo e, também, quero frisar, que este processo apenas é válido para quem não desejar ir à oficina e gastar alguns preciosos euros, para quem não quer colocar umas “crash bar” novas e para quem não quer desmontar as “crash bar” e repará-las fora da mota.

No fim de tudo, ou seja, quando a “crash bar” está na sua posição original, cobre-se a mota com papél de jornal e procede-se à pintura da zona dos riscos.

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No meu caso, apenas tinha alguns riscos, não sendo necessário pintar a “crash bar” toda.

Quanto aos riscos, nada que um bom produto de polimento de tintas não disfarce e o pisca partido foi substituído uns dias mais tarde por 4 piscas novos oriundos Husqvarna. Nesta situação dos piscas contei com a preciosa ajuda do Manuel Martins, concessionário Husqvarna na ilha, o qual tinha para venda uns piscas fantásticos e super-flexíveis. Obrigada Mané!

E assim terminou a minha odisseia de mais uma operação de manutenção levada acabo pela “Azores Trail Tech” ;-).

Boas curvas! :-)

Montando os Continental TKC 80 na Honda Dominator

Ultimamente o pessoal dos passeios Azores Trail TT não tem parado de experimentar novas aventuras, não só nos passeios e seus percursos, como também no que respeita a manutenção das suas motas.

Dentro deste âmbito, na sexta-feira passada, Eu, o Gregório e o Miranda juntamo-nos na casa deste último, para proceder a uma substituição de pneus na Honda Dominator do Gregório. Estava dado o mote para mais uma experiência na área da manutenção.

O Gregório já estava a precisar de um pneu dianteiro novo, dado que o que tinha já se parecia mais com um pneu de GP do que propriamente um pneu de TT. A sua escolha recaíu nos famosos Continental TKC 80.

Os antigos e os novos, acharam as diferenças??? :-)

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Passada a fase de apreciações e comparações, o pessoal não perdeu mais tempo e passaram à fase de desmontagem dos pneus. Mas primeiro foi necessário colocar a Honda num cavalete super moderno e que foi desenvolvido em competição:

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Quem não tem cão, caça com gato. Solução “à regional” e que deu resultado ;-)

Depois, começou-se a desmontar a roda dianteira, para a devida substituição:

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Eu e o Miranda ainda estavamos tipo expectadores, a ver o Gregório a proceder à desmontagem. Percebemos de imediato que já tinha realizado esta operação mais do que uma vez, porque os seus movimentos denunciavam este conhecimento de causa.

Contudo, o Miranda não ficou quieto e “atirou-se” para este trabalho:

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Uma atitude necessária, dado que este processo sem aquelas fabulosas máquinas de desmontagem de pneus das oficinas torna-se algo trabalhoso e penoso. Mas com um pouco de paciência tudo se faz :-) .

Quanto a mim, tive a árdua tarefa de tirar fotos para esta reportagem. Alguém tinha que ficar com o trabalho mais “pesado”  ;-)  :-)

O TKC 80 dianteiro já estava mortinho para ir para a jante dianteira:

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No caso da mota do Gregório, ela tem câmara de ar, sendo necessário ter algum cuidado nesta operação de desmontagem e montagem, de modo a não danificar a câmra de ar através de um furo com as “facas” usadas neste processo.

Para colocar o pneu no seu lugar, nunca é demais usar o corpo todo para esta operação:

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No entanto, o pessoal estava a ter alguma dificuldade em encaixar o pneu na jante e, foi necessário alguém com alguma perícia para esta tarefa:

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Já se sabe, tive que entrar em cena e usar técnicas de montagem super sofesticadas:

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Ok, tive que ser um pouco mais agressivo:

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Após alguma agressividade e insistência, o pneu dianteiro foi ao seu lugar e passamos ao pneu traseiro:

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A partir daqui o Miranda quiz fazer a operação de desmontagem e montagem praticamente sózinho, de modo a ganhar prática nestas andanças, com o objectivo de saber se desenrascar numa situação destas num cenário de viagem (que está a ser planeada).

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Bem…, o Miranda deu ao litro :-)

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E quando pensava que não tinha mais forças, a Super Bock resolveu esta questão ;-)

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E quando se pensava que o pneu traseiro estava devidamente colocado, acontece uma surpresa, a câmara de ar estava danificada e deixando escapar ar :-(

Claro que a operação de desmontagem e montagem voltou a ser efectuada e, já com algum cansaço, recorrendo-se a uma câmara de ar nova.

O Gregório e o Miranda começaram a recorrer a produtos estranhos para este tipo de operação:

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O que é que se estava a passar nas suas cabeças??? :-)

Mas com mais um pouco de esforço tudo se resolveu:

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Vida de mecânico maçarico não é fácil ;-)

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O Gregório quando começou a montar a roda traseira no seu lugar começou a ficar preocupado, porque à primeira vista parecia que o pneu não iria caber no braço oscilante, parecendo que ia roçar na extremidade interior do braço oscilnate. No entanto, tal cenário não se concretizou e o pneu ficou certinho. Se os tacos fossem um pouco maiores…

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Mesmo no final desta sessão de manutenção, apareceu na oficina “Azores Trail Tech” o nosso companheiro e impulsionador de aventura, Adolfo, o qual ficou impressionado com o nossa trabalho e uma vez mais nos incentivou a continuar com este tipo de aventuras. Grande Adolfo, sempre muito positivo e divertido! :-)

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No final desta pequena operação de manutenção, o Miranda sentiu que a mesma tinha sido muito enriquecedora a nível pessoal, dado que foi a sua primeira vez ;-) nestas andanças. Para o Gregório, foi apenas mais uma oportunidade de dar mais alguma atenção à sua companheira e após olhar para a mota com os TKC 80, só lhe apetecia ir apara os trilhos, mesmo sabendo que já passavam das 2 horas da manhã.

O resultado final:

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Para mim, foi simplesmente muito bom fazer parte de mais uma iniciativa na área de manutenção e, apesar de não ter feito nada de especial, gostei de mais um serão na companhia de grandes dos camaradas de canadas :-).

A próxima aventura neste tipo de operação já está para breve, com um Dunlop D908RR na mira do Miranda para montar na sua KTM Adventure 950, assim que o TKC 80 traseiro acabar a sua missão:

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Boas curvas! :-)

Desmontando e montando a KTM ADVENTURE 950

Alguns dias atrás o pessoal do Trail TT juntou-se na casa do Miranda para embarcar numa pequena aventura, ou seja, desmontar e montar novamente a KTM ADVENTURE 950 do Miranda :-) .

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Mas calma, não foi literalmente desmontar, foi apenas desmontar algumas partes, de modo a que o Miranda ficasse a conhecer um pouco melhor a sua mota, a localização de determinados componentes que precisam de manutenção lá de vez em quando e, desta forma, ganhar alguma “pedalada” no campo da intervenção mecância.

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Esta iniciativa não tinha como objectivo tornar o Miranda ou nós próprios nuns “experts” em mecânica, mas sim dar alguns passos no sentido de nos tornarmos um pouco mais autónomos em determinadas tarefas e, assim, não depender a 100% de uma oficina. Por exemplo, a limpeza do filtro de ar é uma operação muito simples e fácil de se fazer em casa.

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Claro que existem determinados tipo de intervenções que requerem conhecimentos e mão-de-obra especializada, mas não custa nada tentar fazer algumas coisinhas em casa.

Neste sentido, o Miranda e o Gregório começaram a desmontar a KTM, retirando a bateria, a qual necessitava de ser recarregada. Depois de retirada, a protecção de cárter da KTM servia para outras utilidades:

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De seguida, o filtro de ar era a próxima vítima :-)

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Nos passeios TT acumula-se muita sujidade no filtro de ar, sendo necessário uma limpeza lá de vez em quando, de modo a manter a mota com um “respirar” saudável.

Nesta fase, deixamos a mecânica desta “laranjinha” mais exposta, deixando-nos curiosos a simplicidade mecânica da Adventure, onde tudo facilmente se desmonta.

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A acessibilidade mecânica da KTM Adventure é muito boa, sendo um aspecto muito importante na hora de uma intervenção, como por exemplo em plena viagem.

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Nem os depósitos de gasolina laterais escaparam à desmontagem, muito por culpa de um  parafuso que caíu algures nesta zona. Isto significou um pouco mais de trabalho, mas também ganhou-se um pouco mais de conhecimentos.

Esta também foi outra parte simples de desmontar:

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No final de tudo, acabamos por deixar a KTM desmontada :-) , não porque não sabíamos montar, mas porque não tinhamos os materiais necessários para limpar o filtro de ar e voltá-lo a colocar, bem como a bateria, a qual teve que ser recarregada.

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Uns dias mais tarde, coube ao Miranda o privilégio de montar tudo sózinho. Uma mais valia em termos de enriquecimento pessoal, pois obriga-nos a pensar um pouco mais e desenvolve a capacidade de desenrascar.

Uma manhã diferente, mas certamente muito interessante e divertida, onde não faltaram muitos motivos de riso, essencialmente relacionados com a nossa falta de maturidade nestas andanças. Mas devagar chegamos lá.

Boas curvas! :-)

Manutenção Outono/Inverno

Agora que estamos no Outono e não tarda nada estaremos no Inverno, existem alguns cuidados técnicos que temos que ter com as nossas motas, de modo a que esta época de humidade passe sem que tenhamos problemas de maior.

Assim sendo, uma ida ` oficina será aconselhável, se bem que existem determinados cuidados que podem ser feitos por nós próprios.

Por conseguinte, o MotoAcores aconselha primeiramente a uma revisão mecânica, nomeadamente uma mudança de óleo, mudança de filtro de óleo, limpeza do filtro de ar e uma vista de olhos no sistema de injecção electrónica, ou seja, ligar o aparelho de diagnóstico e verificar se requer afinação. Também se for necerssário, verifique se as válvulas estão devidamente afinadas.

A verificação do estado das velas também é importante, bem como o estado e nível do líquido refrigerante do motor.

Já que estamos com a mão na ferramenta, será conveniente verificar as ligações das tomadas eléctricas, isto é, verificar se as mesmas encontram-se bem ligadas, se os fios estão em boas condições e, se for necessário, isolar com fita adesisa de fios eléctricos aqueles que parecem estar em zonas mais expostas a perigos.

Verifique também as ligações da bateria e cabos das velas, porque no caso dos cabos das velas, por vezes a zona do “cachimbo” fica oxidada derivada da humidade, provocando falhas mecânicas.

Mas como nem só de mecânica vive a mota, existem pequenos pormenores que merecem a nossa atenção.

Por conseguinte, será conveniente desmontar as rodas da mota e verificar os rolamentos das mesmas e lubrificar as estes com lubrificante ou “graxa” própria, porque a humidade acumulada pode levar ` quebra dos rolamentos.

Verifique o estado da corrente, nomedamente o seu estado de lubrificação e se for necessário lubrificar a mesma. Mas limpe-a primeiro, com WD40 ou petróleo e só depois lubrifique. Nunca lubrifique a corrente com sujidade, só diminuirá a sua longevidade e não se esqueça de verificar se a mesma se encontra devidamente esticada.

Outro pormenor importante e que muitas pessoas não se interessam são as zonas que ficam por dentro das carenagens, onde encontramos a “aranha” que segura a carenagem, depósito de gasolina, entre outros. Para estas zonas existe um produto anti-corrosão, que é uma espécie de massa dada a pincel nestas zonas metálicas e que evita estas zonas de enferrujarem. Tenho na minha V-Strom e funciona `s “1000 maravilhas”. Podem encontrar este produto numa loja especializada em tintas para automóveis.

Contudo, convém andar bem “calçado” nesta época do ano. Por isso, verifique o estado dos seus pneus e substitua se for necessário. Lembre-se, pneus gastos em piso molhado provocam falta de aderência e aumentam o perigo de queda. Os pneus são muito importantes e coloque sempre os pneus recomendados para a sua mota e de marcas com créditos firmados.

Para completar a manutenção da sua mota, resta-me aconselhar lavagens sempre que necessário, aliadas ` devida lubrificação de zonas sensíveis ` humidade (partes eléctricas, zonas do motor, parafusos, etc), com um bom lubrificante, como o WD40 e se a sua mota tiver corrente, lubrifique-a.

Também aconselho o uso de “cockpit spray” nos plásticos, ou mesmo cera, de modo a proteger e prolongar a “vida” das cores destes.

E chegamos ao fim da nossa manutenção! :-)

Todos os cuidados enunciados são apenas conselhos com base na minha experiência pessoal, sendo que muitos deles podem ser feitos por Vocês próprios e lembrem-se, se não possuem conhecimentos suficientes de mecânica/manutenção, não se metam em aventuras e experiências, recorra a técnicos devidamente autorizados e experientes.

Poderão estar aqui em falta mais um ou outro cuidado de manutenção. Mas por vezes só mesmo uma ida ` oficina é que ficamos a saber destes cuidados em falta, para além de que estes cuidados poderão variar de mota para mota.

A Sua mota pode ter uma vida longa, tudo depende dos cuidados, atenção e frequência que lhe dispensar.

Boas curvas!