"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem nenhuma explicação é possível…"


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Posts da categoria 'Manutenção'

FACET 40171 na KTM 950 ADVENTURE

Nos últimos passeios de aventura que o grupo tem efectuado pelo paraíso São Miguel, a KTM 950 Adventure do Miranda não se tem portado bem e tem feito algumas birras que têm condicionado um pouco os passeios do Miranda.
As birras são muito simples, após alguns kms, a KTM cala-se e deixa de dar sinal de vida :-) , levando-nos, inicialmente, a pensar que se trata de falta de bateria, quando na realidade, é a gasolina que deixa de chegar ao motor.
No último passeio, foram quase 3 horas parados no meio de um pasto a tentar diagnosticar a falha que, com a ajuda de 2 membros dos Nomads (http://www.nomadstrail.net/site/) via telefone, nomeadamente o Carlos Martins e Nuno César, lá se chegou à conclusão que se tratava de uma falha muito conhecida nas KTM Adventure de carburadores, a bomba de gasolina da Mitsubishi :-(
Nesse dia, lá conseguimos desenrascar-nos efectuando uma ligação directa ao carburador, de um dos depósitos de gasolina, mas estava mais que visto que este era um problema que necessitava de uma rápida intervenção e, de preferência, eficaz.
Contudo, já algum tempo que o Miranda pretendia substituir a bomba de gasolina da Mitsubishi, de forma a não ter que passar por este tipo de falhas e de forma a tornar a alimentação da KTM eficaz e certinha.
Inclusivé, já possuia relatos de vários proprietários e membros de fóruns (ADVRIDER/Nomads/Trail Aventura/etc) que já tinham contornado esta situação, substituindo a bomba de série por uma de origem aeronáutica, a FACET 40171, que, segundo a experiência de vários proprietários de Adventure de carburadores, eliminava o problema/falhas e trabalhava às mil maravilhas.
Assim sendo, procedi imediatamente à encomenda da nova bomba de gasolina da FACET, modelo 40171, no site da empresa PARTS FOR AIRCRAFT do Paul Sistern (http://www.partsforaircraft.co.uk/), o qual foi de um grande profissionalismo e rapidez e, em apenas uma semana, já tinha a nova bomba de gasolina em casa, bem como as restantes peças necessárias para o trabalho.
Só para os curiosos e proprietários das KTM Adventure, as peças necessárias para a substituição da bomba de gasolina da Mitsubishi são:

-Facet Fuel Filter
-Facet 40171 fuel pump
-1/8 NPT Brass Hosetail Fittings 6mm
-1/8″ NPT Brass Elbow
-Brass 1/8″ NPT 45 degree elbow

Todas estas peças mais o transporte custaram à volta de 100 euros e estão disponíveis no site acima referido, na secção “shop on line”, mais concretamente em:
http://shop1.actinicexpress.co.uk/shops/partsforaircraft/index.php?cat=Taps__Facet_Pumps__Fuel_Testers__Filters
Passando à montagem, começamos por desmontar a bomba de gasolina da Mitsubishi, que tantas dores de cabeça nos causou, bem como passeios interrompidos ao Miranda:

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De seguida, preparamos a nova bomba de gasolina da FACET, a qual possui um aspecto bem mais robusto e duradouro em relação à bomba da Mitsubishi:

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E montamos o filtro de gasolina na bomba, que é a peça em forma de “garrafa” que se encontra na extremidade:

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Também preparamos devidamente as ligações eléctricas, juntanto uma tomada que se encaixava na perfeição na parte eléctrica da KTM.

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A velha e a nova, que diferença…

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Como se trata de uma adaptação de uma peça destinada a outro tipo de veículo, seguimos os procedimentos de outros proprietários e forramos a zona do filtro de gasolina com esponja térmica, que normalmente é usada na montagem de ar condicionado e afins. Até melhoramos este procedimento adicionando uma fita especial, de forma a isolar eficazmente esta parte do calor proveniente do motor e de forma a que o suporte que segura a bomba de gasolina fique mais justo.
Trata-se apenas de uma medida de precuação ;-)

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Depois foi começar a preparar o terreno para a montagem da FACET :-)

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Antes da montagem final, incluindo o tubo de gasolina, testamos váras formas de montagem, de forma a verificar qual a melhor posição para a nova bomba de gasolina:

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Contudo, depressa verificamos que o posicionamento acima não era o mais correcto, dado que não facilitava a união do tubo de gasolina à bomba e deparamo-nos com mais um pequeno problema, o tubo que transporta a gasolina não tinha comprimento suficiente para chegar ao posicionamento da nova bomba de gasolina.
Mas o Miranda já tinha previsto esta situação e já tinha comprado um novo tubo para o efeito :-)
Para esta a montagem do novo tubo, tivemos que desmontar o depósito de gasolina do lado esquerdo:

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Tivemos que ter mais este trabalho para substituir o tubo que aparece na imagem abaixo:

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Este tubo não é um tubo único, são 2 tubos que são unidos através de uma união plástica.

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O nosso trabalho ficou mais facilitado e exigiu menos tubo do que inicialmente previsto :-)

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Colocando o novo tubo no seu devido lugar:

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O aspecto do novo tubo, com um revestimento especial:

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Depois deu-se ínicio à montagem definitiva da bomba de gasolina, colocando-a na posição aconselhada e usada por outros proprietários:

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Tão linda que ela fica ;-)

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Fico logo abaixo da zona da bateria:

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Os tubos dourados que vêm na foto são necessários à montagem da FACET e fazem parte do kit necessário para esta montragem. Material com aparente boa qualidade e que farão toda a diferença.

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Montando as restantes peças:

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O Miranda estava super empenhado na montagem deste novo componente :-)

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E era chegado o momento da verdade, colocar a KTM em funcionamento com a nova bomba de gasolina da FACET.

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Quando se rodou a chave, ouvimos de imediato um ruído proveniente da bomba de gasolina, que indica que a mesma etá entrando em funcionamento.
O ruído é característico, dura, sei lá, 2/3 segundos e é do tipo “tic tic tic tic tic…”, como se estivesse a fazer um “check up” como nas motas de injecção electrónica. Nada de assustador e considerado normal.
Após este ruído, pressionamos o “start” e… NADA :-(
A KTM não reagiu e estava com sérias dificuldades em entrar em funcionamento, parecendo que não estava a chegar gasolina ao motor :-(
Foi uma grande decepção para todos, especialmente para o Miranda :-(
No entanto não desistmos!
Efectuamos uma revisão a todo o procedimento e, inclusivé, voltamos a consultar na net os relatos de intervenções semelhantes, de forma a verificar se, realmente, estava tudo montado correctamente e se não havia nenhum pormenor que nos tivesse escapado.

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Concluímos que estava tudo devidamente montado, o que nos deixou ainda mais perplexos, pois não havia razões para esta falha, especialmente quando todos os relatos indicavam que após a montagem da FACET, a KTM não teria dificuldades em entrar em funcionamento. Mas no nosso caso, tal não aconteceu… :-(
Mas continuamos a insisitir no “start” e com um ligeiro rodar do acelerador, a KTM entrava em funcionamento e trabalha super certinha. Mas assim que a desligavamos e voltavamos a tentar ligar, a KTM voltava a ter dificuldades em entrar em funcionamento e só voltava à vida com o tal ligeiro rodar de acelerador.

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Bem, desilusão total e só nos restava ir à oficina da KTM obter uma ajuda mais especializada.
Não obstante a isto, no dia seguinto o Miranda voltou a tentar colocar a KTM em funcionamento, conseguindo-o com o tal truque do acelerador e foi dar uma voltinha.
Durante a sua volta, a KTM portou-se super bem, sem falhas na alimentação e após estar com o motor bem quente, foi possível desligá-la pressionar o “start” vezes sem conta, sem que a KTM se negasse a esta operação, contrariando as falhas da noite passada.
No mínimo estranho…
Dois dias após estes acontecimentos, o Miranda voltou a confirmar que a KTM estava a entrar em funcionamento sem quaisquer difculdades, bastando um ligeiro pressionar do “start” :-)
Espectáculo, mas o que terá levado aquela falha na noite da montagem?
Ar no circuito da alimentação?
A FACET necessitava que a KTM fizesse alguns kms com ela?
Simplesmente azar?
Seja lá o que for, o que interessa é que tudo terminou bem e o problema da bomba de gasolina ficou solucionado e o Miranda voltou a ficar com um grande sorriso :-)
A FACET 40171 recomenda-se, quer pelo solucionamento do problema das KTM de carburadores, quer pela qualidade do material e quer pela forma profissional que a PARTS FOR AIRCRAFT do Paul Sistern nos trata.
Mais um trabalho com sucesso, que promoveu uma excelente noite de convívio, onde também houve tempo para o Gregório colocar a corrente da sua mota em condições, ou seja, necessitava de a encurtar, dado que estava a ficar com muita folga facilmente:

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O Gregório procedeu à desmontagem da corrente e teve que retirar alguns centímetros de corrente:

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Após efectuado o corte, montagem da corrente no seu devido lugar:

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De referir que a folga que surgia na corrente já lhe tinha causado uma surpresa desagradável, levando a que em plena estrada e em andamento, a corrente saísse da cremalheira e ficasse bloqueada entre a cremalheira e braço oscilante,
Foi cá um susto…

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Agora o problema fica resolvido, com a corrente devidamente esticadinha :-)

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Este homem domina a mecânica da sua Dominator ;-)
Uma noite em cheio e que nos levou uma vez mais a ficar a conhecer melhor as nossas máquinas, melhorando-as e tornando-as mais aptas a aguentar os abusos das verdascas :-)

Boas Curvas! :-)

Preparando a época “adventure” 2009/2010 - Parte 4 - Teste Dinâmico

Após a minunciosa manutenção ao “coração” da KTM 950 Adventure do Miranda, faltava apenas efectuar manutenção à suspensão WP dianteira, ou seja, fazer uma mudança de óleo, de forma a manter a mesma com um funcionamento eficaz e desejado.
Para esta parte e devido a um conjunto de factores, o Miranda decidiu que seria melhor colocar este componente nas mãos do técnico da KTM, neste caso o Mestre Ernesto da SRMOTO, de forma a garantir uma mantenção correcta. Mas numa próxima vez, este poderá ser outro componente alvo de mais uma manutenção caseira :-)
Feita a intervenção na suspensão, fui auxiliar o Miranda a trazer a mota para casa, o qual me incubiu da missão de a conduzir até a casa. Fixe! :-)
Contudo, o Miranda tinha uma surpresa guardada para mim, isto é, pediu-me para efectuar um teste dinâmico à sua KTM, no asfalto e no fora de estrada, de forma a testar a validade da manutenção por nós efectuada, bem como a manutenção feita à suspensão dianteira.
Fiquei radiante, mas ao mesmo tempo com um grande sentido de responsabilidade, pois era o 1º passeio a “sério” que esta “menina” ia efectuar deste a sua paragem.
Haviam algumas preocupações que tentei ter sempre em mente, ou seja, ir verificando o nível do líquido refrigerante, verificar se a bomba de água estava a funcionar dentro da normalidade, verificar se não haviam derrames de óleo na tampa do motor, e, finalmente, verificar se a suspensão dianteira estava a trabalhar de forma correcta.
Parecem poucas coisas, mas para testar convenientemente, são situações que assumem alguma responsabilidade, especialmente quando feitas por um “outsider” ;-)
Inicialmente, não pretendia fazer o teste no fora de estrada, dado que não estava devidamente equipado. Mas assim que arranquei da oficina, a rebeldia e a irreverência tomou conta de mim e já começava a pensar qual era o 1ª trilho a tomar.
Estas KTM Adventure são o “diabo”, levam-nos à perdição, não há hipótese :-)
Assim sendo, parti dos Arrifes em direcção à Relva, onde de imediato tomei um pequeno atalho para entrar no meu primeiro percurso fora de estrada, o trlho da Vigia das Feteiras.
Um  trilho ideal para este teste, dado que possui alguma variedade de piso e, dado que já é um velho conhecido meu.
Feitos os primeiros kms, nada a apontar, com a KTM a responder dentro da normalidade, isto é, com uma resposta cheia e limpa, com a ventoínha a trabalhar nas situações mais “quentes” e, mais importante, nenhuma luz avisadora a acender no painél.

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No capítulo da suspensão dianteira, nada a apontar, a não ser elogios ao trabalho efectuado pelo Mestre Ernesto. As WP estavam a absorver as irregularidades de forma muito eficaz, com a alguma suavidade à mistura, tornando o domínio da KTM num exercício de prazer e diversão.
Estavam um espectáculo e a KTM evoluía no terreno de forma muito natural :-).
Estava a adorar! :-)
Quando cheguei ao fim deste trilho, achei que ainda era muito cedo para terminar este teste e tomei a estrada de asfalto que me iria levar até ao miradouro da Vista do Rei.
No asfalto, apenas uma situação a apontar, a partir de uma certa velocidade, a direcção começava a abanar de forma algo assustadora.
No entanto, esta situação poderá estar relacionada com o facto de a KTM ter um pneu cardado montado, por não ter todas as carenagens montadas e por, recentemente, o Miranda ter montado uma nova jante dianteira, a qual ainda não foi devidamente calibrada, devido à falta de “pesos” para as jantes raiadas.
Neste capítulo, teremos que aguardar pela resolução de todos os factores acima enunciados.
Mas não foi por causa destes contras que deixei de me divertir com a Adventure no asfalto, pelo contrário, ela portou-se à altura dos desafios, devorando as curvas e proporcionando-me sensações motorizes fantásticas, como o seu “cantar” forte e profundo e acelerações muito entusiasmantes.
Que mota viciante!!! :-)
E paragem na Vista do Rei, com a foto obrigatória da magnífica vista sob as lagoas.

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Esta paragem foi aproveitada não só para relaxar um pouco com a vista, mas também para verificar novamente se a KTM estava em ordem, ou seja, ne os níveis dos líquidos estavam correctos e se não haviam derrames.
Uma vez mais, tudo em ordem, confirmando a boa manutenção que o Miranda planeou e efectuou, deixando-me mais descansado e pronto para mais alguns kms.
Como ainda estava com o “diabo” no corpo, decidi verdascar mais um pouco e entrei no trilho das Cumeeiras, onde o seu traçado rápido e divertido iria me proporcionar bons momentos de condução “off-road“.
Neste trilho, as vistas sob as lagoas são de cortar a respiração :-)

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Ainda sem alguns plásticos e protecções, a KTM estava algo descaracterizada, mas não menos eficaz ;-)

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A travessia das Cumeeiras deu-se num ápice, com a KTM a revelar-se um “brinquedo” e de uma facilidade desconcertante, quando comparada ao meu “mamute” V-Strom
A suspensão dianteira estava a trabalhar às “mil maravilhas”, não causando cansaço significativo aos braços, tornando a condução ainda mais divertida.
No final das Cumeeiras, decidi fazer o mesmo trilho de regresso :-)

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Feito no sentido Sete Cidades-Vista do Rei, as Cumeeiras tornam-se num trilho ainda mais divertido, na minha opinião, claro ;-)
Pelo caminho, alguns cuidados, dado que por vezes encontramos Agricultores nas suas mudanças de pastagens.
Mas a KTM estava toda afinadinha, não havia motivos para receios ;-)

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A partir deste ponto, praticamente me concentrei na condução da mota, dado que tudo estava a trabalhar dentro da normalidade desejada, não havendo razão para mais paragens intermédias de verificações técnicas.

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Depois das Cumeeiras, regressei ao asfalto e à bonita estrada sinuosa, onde a KTM bailou nas curvas que nem uma bailarina profissional.
Esta estrada levou-me, novamente, até ao trilho da Vigia das Feteiras, o qual foi feito em sentido contrário.

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Ao longo deste trilho, a Adventure continou a maravilhar-me com o seu comportamento e a demonstrar que tudo estava bom.
É caso para se dizer “dam, we’re good:-)

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No final, regresso ao asfalto e regresso a casa, para montagem dos restantes componentes plásticos e respectivas protecções.
Em jeito de conclusão, verificou-se que a intervenção mecânica foi positiva e acertada, dado que a KTM não transmitiu nenhum sintoma de anomalia mecânica, funcionando da forma que melhor sabe, ou seja, “Ready To Race“.
De salientar também, a excelente manutenção da suspensão dianteira efectuada pelo Mestre Ernesto da SRMOTO, o qual conseguiu um bom equilíbrio de funcionamento entre suavidade e eficácia. Uma maravilha! :-)
Por fim, o meu MUITO OBRIGADO ao Miranda pela honra concedida de ser o 1º a testar a KTM após esta manutenção de grande importância.
Um sinal de grande confiança, mas mais importante, um sinal de amizade e camaradagem que já existe algum tempo entre nós. Bem haja!!! :-)

Boas Curvas! :-)


 
 
 

Preparando a época “adventure” 2009/2010 - Parte 3

Alguns dias atrás, voltamo-nos a reunir na garagem do Miranda, para mais alguns trabalhos de manutenção, os quais visaram apenas a KTM 950 Adventure do Miranda.
Desta vez, a nossa atenção centrou-se na montagem dos novos componentes que constituem todo o sistema mecânico da bomba de água, como os rolamentos, freios, entre outros, bem como a montagem final da tampa do motor, onde se inclui a montagem de uma nova junta.
Operações que antecedem, naturalmente, a colocação de todos os líquidos essenciais ao funcionamento da “laranjinha”.
Mas vamos por partes! :-)
Quanto à bomba de água, o Miranda após ter lido atentamente o manual de mecânica e todos os relatos referentes a esta operação, feitos por outros utilizadores, ganhou coragem e passou à fase de montagem, sempre com a minha ajuda e do Gregório, dado que 3 cabeças pensam melhor que uma ;-)
Para esta operação, os rolamentos forma colocados uns dias antes do frigorífico :-) , e a tampa do motor foi aquecida no fogão, de forma a facilitar o encaixe dos rolamentos.
Uma operação que mais parece retirada de um livro de culinária, mas que resulta na perfeição :-)

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Depois de alguns minutos ao lume, passamos à montagem dos novos rolamentos, com o devido cuidado e ajuda de um martelo e de uma ferramenta oriunda das chaves de roquete, com a mesma largura dos rolamentos. As pancadas do martelo tinham que ser dadas com calma, descontracção, mas de forma firme.

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Havia algum nervosismo nesta operação, dado que haviam alguns receios de danificar os rolamentos, mas no fim, tudo correu da melhor forma e com a ajuda de alguma massa consistente à base de lítio, os rolamentos escorregaram para a sua posição correcta.

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A colocação deste freio, que fica entre os 2 rolamentos que constituem este mecanismo da bomba de água, não ofereceu qualquer problema de montagem :-)

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O Miranda lá de vez em quando ficava um pouco nervoso e começava a ser um pouco mais “precipitado” na montagem. Mas após alguns segundos de relaxamento e de respirar fundo 3 vezes, as coisas aconteciam de forma mais natural e calma.
É o nervosismo típico de quem se aventura na mecância pela 1ª vez :-)
Eu também estava um pouco nervoso… ;-)

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Após finalizada a operação da montagem dos rolamentos, colocamos uma espécie de vedante em borracha, mas um pequeno veio que travessa este vedante e rolamentos.

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Como se tratava de uma peça em borracha, as pancadas do martelo foram mais cuidadosas, de forma a não deformar/danificar esta peça em borracha.

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Mais uma operação bem sucedida! :-)
Seguidamente, pssou-se à limpeza da zona onde a tampa da bomba de água vai ser montada, bem como à limpeza da zona onde a tampa do motor vai encaixar.

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É importante limpar esta zona, de forma a que a nova junta fique fixa de forma uniforme, sem altos ou baixos causados por resíduos da junta antiga.

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Enquanto um limpa, o outro aperta os parafusos que seguram a ventoínha do radiador, “team work” ;-)

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Outro mecanismo que o Miranda aproveitou para fazer manutenção, foi o sistema hidráulico da embraiagem.

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A desmontagem do parafuso interior deste sistema hidráulico revelou-se manhosa, ou seja, o parafuso interior era fácil de desapertar, mas retirá-lo foi mais complicado :-(

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Com uma ferramenta especial, entenda-se, um bocadinho de madeira :-) , conseguiu-se retirar o parafuso pretendido. Com um pouco de pressão, a madeira encaixou na ranhura do parafuso, permitindo puxar o mesmo para o exterior e proceder-se à manutenção.

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O hidráulico da KTM do Miranda estava em boas condições, não havendo muito mais a fazer.
Outra alteração muito útil, foi a colocação de umas válvulas na suspensão dianteira, as quais vazam o ar em excesso do interior da suspensão com apenas um pouco de pressão no topo da válvula. Uma operação que originalmente é feita através de um parafuso e de uma chave.
Agora é mais rápido e eficaz! :-)

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Para a montagem da tampa do motor, bem como de outros componentes, havia necessidade de recorrer a uma ferramenta específica e da qual não dispúnhamos, uma chave dinamométrica.
Apenas com esta chave é que conseguimos garantir que determinadas peças ficam com o aperto certo, de forma a que as vibrações não façam com que estas se soltem.
No entanto e sem que nada o fizesse prever, o Miranda comprou esta chave mágica para estas operações:

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Uma chave com boa qualidade de construcção e com capacidade para a maior parte dos apertos necessários a estas intervenções mecânicas, com indicação em Nm e Libras.

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Antes de passarmos à montagem da tampa do motor e da bomba de água, verificação dos parafusos necessários a esta operação, dado que consoante as zonas, o tamanhos dos parafusos mudam.

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Antes de usarmos a chave dinamométrica na tampa do motor, testamos a mesma na montagem do bujão do reservatório de óleo, o qual, segundo o livro de manutenção, requer um aperto com este tipo de chave.

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Uma chave simples de operar e que, quando atinge a força de aperto desejada, dá um “clic” a indicar que já atingimos o aperto certo.
E toca a preparar a montagem da pampa do motor:

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Não esquecer de colocar a nova junta e certificar que a mesma fica colocada correctamente, porque basta um decuido para no fim haverem derrames de óleo pela junta.

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Respira-se fundo uma vez e bora lá:

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E já está! :-)

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Uma operação um pouco delicada, mas que correu bem.
Não obstante a este sucesso, o Miranda e o Gregório fizeram algumas verificações de segurança, seguindo o manual.
Rapazes cuidadosos ;-)

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E a chave dinamométrica entra novamente em cena, onde se dá o aperto com os Nm indicados pelo manual :-)

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Montagem da tampa de um filtro que se encontra na parte inferior do motor:

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Depois pasamos à montagem dos restantes componentes da bomba de água, onde se inclui uma pequena ventoínha:

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Na montagem da bomba de água, utilizamos um pouco de cola LOCTITE 243 nos parafusos, de forma a reforçar a fixação dos mesmos. Uma operação indicada no manual de medcânica da KTM.

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2 cabeças pensam sempre melhor que 1 :-)

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Antes da montagem da tampa da bomba de água, procedemos a uma limpeza de todo o circuito deste mecanismo, com uma simples mangueira de água e injectar água para o interior.
Entra por um lado e sai pelo outro :-)

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Uma operação simples, mas que me deixou um pouco apreensivo.
Mas se é assim, então não vale a pena ter mais dúvidas ;-)
A partir daqui, montou-se a tampa da bomba de água e todos os restantes componentes necessários para se colocar a mota em funcionamento e testar a validade da nossa intervenção mecânica.

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O Gregório ocupou-se do bujão de óleo do motor:

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E substituiu o filtro de ar, o qual já não estava em condições:

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Montagem do hidráulico da embraiagem, simples e rápido de efectuar:

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Não esquecer de montar o colector de escape do cilindro dianteiro, o qual revelou-se muito simples de montar, ao contrário de algumas motas…

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Os depósitos laterais é que são um pouco mais incómodos de montar, mas nada que com um pouco de paciência não se faça ;-)

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Montagem da bateria:

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E hora de colocar todos os líquidos necessários ao funcionamento da KTM, começando pelo líquido refrigerante:

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Atestou-se até que o mesmo transbordou, transparecendo uma cor algo “nuclear” :-)

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E colocação do precioso óleo:

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Antes de colocar a KTM em funcionamento, últimas verificações no manual de mecânica, de forma a verificarmos se não faltou fazer nada e se tudo o que é necessário ao seu funcionamento está devidamente montado.

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E chegou à hora do momento da verdade, ligar a mota:

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A KTM não se negou e entrou em funcionamento :-)
Durante os minutos em que a deixamos em funcionamento, ela desligou-se algumas vezes, fruto (julgamos nós) do óleo ainda não estar a circular por completo no motor.
Mas depois de ultrapassada esta fase, nunca mais se desligou e os ruídos mecânicos emitidos pelo motor e escape pareceram-nos normais e saudáveis. A Adventure está, de novo, “viva” e pronta para acção! :-)
Agora fica a faltar o teste de estrada, de forma a confirmar se tudo está a trabalhar bem e se não existem derrames de líquido refrigerante ou óleo.
No fim, a celebração foi inevitável :-)

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E uma foto das peças velhas que foram substituídas por novas:

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Os dias que passamos na manutenção da KTM 950 Adventure do Miranda foram muito positivos para nós todos, mas principalmente para o Miranda, dado que tivemos um contacto mais directo e intímo com o mundo da mecânica, onde nos foi possível acabar com alguns tabus e incertezas típicas de quem nunca se aventurou neste mundo.
Com calma, descontracção, ferramentas certas e com os manuais, tudo se faz.
Também saliento o papél do Miranda nesta intervenção, dado que as operações mais importantes e de risco foram feitas por ele, contribuindo para alargar os seus conhecimentos pessoais da sua mota.
Agora ninguém o pára :-)
O ínicio da época “adventure” está cada vez mais próximo :-)

Boas Curvas! :-)

PS: Ontem ao final do dia, o Miranda efectuou um primeiro teste de estrada e, tudo parece estar a funcionar dentro da normalidade. Espectáculo! :-)
 

Preparando a época “adventure” 2009/2010 - Parte 2

Continuando na preparação das “bikes” para a próxima época de passeios aventura, chegou a vez de ver os progressos que o Miranda e o Gregório conseguiram nas suas KTM 950 Adventure e Honda Dominator 650.
Quando cheguei à garagem do Miranda, fiquei surpreso com o cenário que encontrei, ou seja, ferramenta espalhada por todo o lado, peças das motas aqui e acolá e 2 “engenheiros” agarrados com grande dedicação às suas motas.
Sim senhor, fiquei impressionado :-)
Começando pelo Gregório, a sua Dominator já carecia de alguma atenção, especialmente no campo da transmissão, a qual já precisava de ser substituída, apesar deste não ser um factor que tivesse feito o Gregório abandonar os passeios.

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Desta vez, o Gregório quase que desmontava a mota por completo, mas ainda faltou o quase ;-)

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Na montagem dos plásticos, o Gregório usou fitas desenvolvidas pela NASA ;-)

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Voltando à transmissão, o Gregório substituiu o pinhão de ataque, cremalheira e corrente.

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Vejam lá o estado em que se encontrava a cremalheira e pinhão de ataque da Dominator:

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Não encontraram nada de estranho? :-)
Reparem melhor no pinhão de ataque:

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Bem, sem comentários…, aliás, um comentário, Gregório, tens que começar a prestar mais atenção à manutenção da tua mota ;-)
Acho que isto ainda é o pinhão de ataque de série ;-)
Quanto à KTM do Miranda, esta estava com quase todos os plásticos desmontados, incluindo os depósitos de gasolina.

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Nem o motor escapou, tendo o Miranda desmontado a tampa lateral direita do mesmo, para proceder à reparação da bomba de água, dado que a mesma já precisava de ser substituída, devido a algumas fugas de água.

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A refrigeração do motor é um aspecto muito importante e que não pode ser descuidado. Por isso, há que ter todos os cuidados exigidos pela marca, de modo a não haverem sustos…
Fiquei impressionado com o trabalho do Miranda, dado que está a proceder a esta manutenção seguindo o manual de instrucções e relatos de outros possuidores de KTM Adventure que se aventuraram no campo da mecânica.

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Após breves minutos, eis que a tampa do motor sai:

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E ficamos com estes mecanismos expostos, que não deixam de ser curiosos e interessantes:

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Agora é só proceder à substituição das peças, de forma atenta, calma, paciente e, mais importante, não tomar nenhuma acção duvidosa, porque pode ter consequências negativas.
Devagarinho lá chegamos ;-)
Também aproveitamos para retirar o óleo do motor e respectivos filtros.

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O bujão do óleo estava mesmo a precisar de ser limpo:

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O Miranda não tá para brincadeiras, reservatório de óleo fora. Espero que não se esqueça de o montar novamente ;-)

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Filtro de óleo do motor:

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Desmontagem do sistema hidráulico da embraiagem:

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Eu fico todo “arrepiado” só de pensar que o Miranda vai ter que montar tudo de novo.
No entanto, este tipo de “aventuras” não deixam de ser muito motivadoras e grandes oportunidades de aprendizagem e aprofundamento dos nossos conhecimentos na área da manutenção das nossas motas.

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Na mesa, não faltam peças KTM :-)

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Já que estavam todos numa onda de manutenção, aproveitei para efectuar alguma manutenção à mota de treinos do Miranda, uma KTM Adventure, edição Barbie :-)

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Por agora é tudo, mas os trabalhos de preparação da própxima época “adventure” vão continuar, até que as “meninas” estejam no ponto.
Da minha parte, fico muito satisfeito por ver o Miranda e o Gregório a efectuarem intervenções mais profundas nas suas motas.
Temos mecânicos! ;-)

Boas Curvas! :-)
 

Preparando a época “adventure” 2009/2010 - Parte 1

Após alguns meses de calor, de praia e de alguns passeios no asfalto, eis que chega a altura de preparar a próxima época de passeios aventura :-)
Ainda não existem passeios marcados, mas já reina no ar alguma inquietação e vontade de voltar aos passeios “off-road“, bem como ao convívio e camaradagem que se tem verificado nestes passeios.
Por isso, está na altura de preparar as “meninas” para a época que se avizinha, dado que as mesmas já necessitavam de alguns cuidados, de forma a corrigir alguns pormenores que se encontravam menos bem.
O Miranda e o Gregório também já estão em trabalhos de manutenção da sua KTM ADV e Dominator e, da minha parte, houve a necessidade de colocar a V-Strom na oficina, dado que a mesma precisava de alguma atenção mais especializada e específica, ou seja, além de todos os aspectos que rodeiam uma revisão, como a mudança de óleo, limpeza do filtro, etc, etc, tive que desmontar as 2 jantes, de forma a corrigir 1 mossa/amolgadela que se encontrava em ambas as jantes.
A par disto, as jantes já precisavam de uma pintura, visto que a cor preta das jantes, especialmente na jante traseira, já se encontrava muito gasta e, em algumas partes, já se começava a ver a cor base.
Outro aspecto quer aproveitei para melhorar, foi a pintura das “crash-bars” e suportes de malas laterais. Contudo, em vez de pintar os mesmos, vou proceder a uma lacagem, bem como ao descanso central.
Digamos que são materiais que têm a tendência a levar ao surgimento de alguma ferrugem, especialmente o material da GIVI e, necessitam de alguma manutenção lá de vez em quando.
Após alguns dias, fui à oficina dar uma vista de olhos no trabalho em curso e o cenário encontrado foi este:

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Nunca vi a minha mota tão “despida” :-)

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Está tudo à vista, incluindo toda a estrutura que segura a carenagem dianteira:

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Estas revisões mais profundas são muito úteis, dado que assim é possível detectar alguma situação que esteja mal ou que pudesse, de futuro, vir a causar problemas.
Por acaso, detectou-se no depósito de gasolina  uma zona que estava danificada e com a tinta a descascar. Nada melhor que corrigir agora, porque mais tarde…
Vai ser tudo revisto, afinação do motor, velas, filtros, suspensão, óleos, pneus, entre outros pormenores.

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Por falar em pneus, eis o estado dos meus Metzeler Karoo T antes de deixar a mota na oficina.
Pneu dianteiro, ainda fazia mais alguns passeios, mas a segurança já estava um pouco comprometida:

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Pneu traseiro, além do desgaste típico dos passeios fora de estrada, acabei de o derreter nos passeios de asfalto que realizei este Verão:

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Visto de lado, percebe-se melhor o seu estado :-)

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O desgaste pode assustar alguns, mas quero realçar a excelente qualidade da borracha dos Karoo T, a qual mesmo gasta desta forma, continuou a proporcionar-me níveis de aderência muito bons nos passeios de asfalto. Foram vários os passeios no asfalto com eles assim e nunca me causaram sustos. Uma maravilha!
Os mesmos vão ser substituídos por outro par igual :-)
Até a V-Strom ficar pronta, resta-me esperar pacientemente pelo fim desta revisão e começar a projectar os próximos passeios TT.
Por fim, saliento o excelente trabalho que está a ser realizado pela oficina Suzuki de Carreiro & Comp., Lda (http://www.carreiro.pt/), nomeadamente pelas mãos do Filipe e Tóni.
Dois mecânicos incansáveis e com muita paciência para as minhas ideias “malucas” ;-)

Boas Curvas! :-)

PS: Espero conseguir tirar umas fotos aos trabalhos de manutenção do Miranda e Gregório, dado que parece que estão a ser interessantes ;-)
 
 

Limpeza da zona do pinhão de ataque da V-Strom 650

Ter a mota a circular em condições não significa ter apenas as revisões em dia, também é preciso dispensar alguma atenção na sua limpeza e lubrificação.
Uma das zonas que acumula muita sujidade e que normalmente nos esquecemos, é a zona do pinhão de ataque, a qual está, normalmente, fechada/coberta por uma tampa, que se encontra lá por razões de segurança e evita que fiquemos sujos de óleo de corrente e outro tipo de sujidade.

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Esta é uma zona que merece a nossa atenção em termos de limpeza e passados algumas semanas, ou mesmo meses sem limpeza, acumula detritos vindos do óleo de corrente e outras impurezas que se colam ao óleo de corrente, como a terra.
Por conseguinte, decidi colocar mãos à obra e relatar esta experiência, a qual poderá ser muito útil a todos os possuidores de uma Suzuki V-Strom 650.
Antes de começar a desmontagem da tampa, é importante reunir o material necessário. Para a Suzuki V-Strom 650, reuni um desengordurante poderoso e, caso não possuam (como foi o meu caso), o WD40 ou semelhante, dá perfeitamente para o serviço, um roquete e papél de limpeza. Em alternativa podem usar um pano, mas como o tipo de sujidade está essencialmente relacionado com óleo, mais vale a pena usar papél de limpeza descartável.

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No caso da V-Strom 650, podem usar o roquete associado a uma chave de caixa número 8, ou podem usar um acessório que normalmente vem nas caixas de roquete, que faz um formato em “T”, o qual acho muito mais prático para esta situação.

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Após ter a ferramenta necessária reunida, inicei a desmontagem da tampa, a qual encontra-se segura por 3 parafusos, os quais estão acessíveis.
Retirando o primeiro parafuso:

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Os próximos 2 parafusos encontram-se na zona inferior da tampa:

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O 3º parafuso possui uma localização mais incómoda, dado que para o retirarmos temos o pousa-pé a dificultar a operação de rotação da ferramenta :-(

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Mas não há nada que não se resolva! :-)
Arranja-se uma corda ou qualquer coisa do género, para puxar o pusa-pé para trás e assim facilitar esta operação. A mola que o pousa-pé possui possibilita este movimento:

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Assim já é mais fácil retirar o último parafuso ;-)

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Com a tampa desmontada, o cenário que encontramos numa V-Strom 650 é este:

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Vemos o pinhão de ataque, a corrente, o mecanismo da embraiagem e, aparentemente, está tudo limpo. Mas as aparências enganam:

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A sujidade está lá, a qual está sob a forma de uma massa formada pela acumulação de óleo de corrente e terra:

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E o interior da tampa? Também não está em melhor estado:

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Agora começa a parte menos divertida, limpar esta sujidade :-(
Tal como referi acima, é necessário ter um desengordurante poderoso, mas como não tinha mais nada além do WD40, o mesmo serviu na perfeição. Aliás, o WD40 limpa muito bem qualquer superfície com sujidade de óleo.

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Não é preciso esfregar muito ou perder muito tempo para que o papél revele toda a sujidade que se encontra nesta zona. E ainda ia no ínicio…

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Após uns bons minutos de limpeza e de uns quantos papéis de limpeza gastos, a sujidade começou a desaparecer aos poucos e esta zona começou a ficar com um ar mais cuidado. É uma tarefa um pouco aborrecida e que requer alguma paciência, mas com uma musiquinha de fundo o tempo passa mais rápido ;-)
Vejam a diferença, antes:

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Depois:

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E a tampa? Ficou um espectáculo! :-)

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A zona do pinhão de ataque ficou com melhor aspecto:

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Se repararem, em frente ao pinhão de ataque está o mecanismo da embraiagem, o qual possui uma mola, um mecanismo que faz uma rotação quando se aperta a embraiagem e vê-se parte do cabo da embraiagem.
Quem desejar, pode lubrificar estas partes com WD40 (ou outro) ou mesmo optar por colocar um pouco de massa consistente, a qual creio que terá um efeito mais prolongado e eficaz, pois esta é uma zona que apanha de tudo.

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Claro que a massa consistente poderá ajudar a acumular mais sujidade, mas voltamos à história do ínicio, esta é uma zona que deverá ser limpa lá de vez em quando ;-)
Então toca a besuntar estas zonas :-)

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E após esta lubrificação, terminamos a limpeza desta zona, ficando com um aspecto impecável.

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Contudo, no caso das V-Strom com alguns anos, existem partes que acabam por ficar com nódoas escuras, provocadas pela acumulação de sujidade. Estas nódoas saem, mas exige um produto de limpar metais e muita força nos dedos para esfregar.
No meu caso e como esta é uma zona que não está exposta, mas sim coberta, optei por terminar esta tarefa com a montagem da tampa :-)

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Não se esqueçam de apertar bem os parafusos ;-)

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Ter atenção ao parafuso inferior esquerdo, o qual deverá apertar, também, o mecanismo que prende o cabo do sensor do descanso lateral:

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E termina assim a limpeza da tampa e zona circundante do pinhão de ataque.

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No caso da minha mota, esta zona não se encontrava muito suja, porque tinha-a limpo à pouco tempo. Mas se deixar-mos passar algumas semanas ou meses sem limpar e, se neste período de tempo, incluirmos alguns passeios fora de estrada, dias de chuva e lubrificações da corrente, esta zona fica um caos de sujidade. Acreditem, já a encontrei assim e o cenário não é nada agradável e fácil de limpar.
Esta não é só uma questão de limpeza, porque se juntar-mos à limpeza a lubrificação do mecanismo da embraiagem, já estamos a prolongar a vida destes componentes.
Divirtam-se com esta tarefa, tal como eu me diverti ;-)

Boas Curvas! :-)
 

Fazendo alguma manutenção na minha V-Strom

No último passeio fora de estrada que participei, tive a infelicidade de registar 2 tombos, os quais me danificaram a manete do travão, ou seja, a manete partiu-se na ponta, mesmo na zona onde existe uma ranhura com o propósito de evitar uma quebra maior.

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 Como não sou uma pessoa que goste de andar com o material danificado, fui ao stand Carreiro & Comp., Lda, para adquirir uma manete de travão nova, de forma a substituir a que lá estava.
Desta vez, decidi fazer a substituição em casa e evitar gastos na oficina, dado que a operação parecia-me relativamente simples e acessível e sempre dá uma certa satisfação solucionar determinadas anomalias na nossa própria mota.
Para esta operação, apenas precisei das seguintes ferramentas:

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Como podem verificar, ferramentas muito simples e muito utilizadas em motas. Agarrei-me de imediato a elas e passei à acção :-)

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Comecei por desmontar a protecção de mão, retirando em primeiro lugar o peso do punho e depois desapertei o parafuso que segura a protecção junto à manete:

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Também é preciso retirar a porca que se encontra na zona inferior da protecção de mão. Um roquete é suficiente e ideal para esta zona:

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Com a protecção desmontada, é mais que vísivel os danos que a manete possui:

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Para a desmontagem da manete, era necessário retirar o parafuso que a aperta na zona do reservatório de óleo do travão. Para quem tem as protecções de mãos de série da Suzuki, o parafuso da manete possui um certo comprimento, o qual serve para que o parafuso que segura a protecção, ser aparafusado nese mesmo.

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Um parafuso simples de retirar:

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Após ter retirado a manete, a comparação com a nova era inevitável:

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A zona onde encaixa a manete de travão:

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A montagem da manete revelou-se muito simples:

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Após ter concluído a montagem da manete, testei a mesma e verifiquei que a travagem estava normal. Contudo, deparei-me com outro problema, quando apertava a manete de travão a luz de stop não acendia :-(
Inicialmente pensei que tinha a lâmpada fundida, mas após testar a luz de stop do travão traseiro, através do travão de pé, constatei que a luz funcionava.
Conclusão, o sensor da luz de stop, que se encontra junto à manete do travão, estava avariado :-(

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Para quem tem V-Stroms, já devem ter reparado que quando se aperta a manete ouve-se uma espécie de “clic”, que nada mais é que o sensor em funcionamento, através de uma patilha que sai para fora e liga a luz de stop.
A patilha do meu sensor tinha chegado ao seu fim de vida útil, já não fazia o “clic” e estava completamente recolhida no interior do sensor. O quadradinho pequeno que vêm é o sensor recolhido no interior do sensor:

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Tive que adquirir um sensor novo e, novamente, procedi a uma montagem caseira, a qual foi ainda mais simples que a montagem da manete.
A primeira coisa a fazer foi desligar o sistema eléctrico do sensor e depois desapertar o pequeno parafuso que se encontra na imagem:

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Após a montagem, a luz de stop da mente do travão voltou a funcionar e o tal “clic” que referi voltou a ouvir-se. Situação resolvida! :-)
Já que estava com a mão na ferramenta, também aproveitei para fazer uma afinação da suspensão dianteira, nomeadamente aumentar a pré-carga das molas.
A suspensão dianteira da V-Strom 650 permite que se afine a pré-carga e, se não estou em erro, existem 5 níveis de afinação.

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A minha V-Strom já estava com mais um pouco de pré-carga em relação ao “setting” que vem de série, mas decidi colocar esta regulação no seu máximo, ou seja, aumentei a pré-carga da mola para o máximo, através do parafuso que lá existe para este propósito. Para aumentar a pré-carga da mola, deve-se rodar o parafuso no sentido do relógio:

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Com a pré-carga no máximo, o parafuso de regulação fica “escondido”:

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Na prática, esta regulação endurece um pouco mais as molas da suspensão. Nos passeios fora de estrada, achei que a regulação que ela tinha estava um pouco permissiva e estava a permitir um ligeiro afundamento da suspensão, levando a algumas pancadas “secas”. Com esta afinação, espero ter eliminado algum deste afundamento.

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Mas atenção, a minha V-Strom já possui molas de suspensão da Touratech, porque caso fossem as de série, o afundamento da suspensão dianteira seria mais que excessivo e desagradável no fora de estrada. As molas da Touratech melhoraram muito o funcionamento desta suspensão, mas agora vou experimentar esta regulação e verificar se o comportamento melhora um pouco mais.
E assim terminei esta pequena odisseia de manutenção da minha V-Strom 650! :-)
Foram operações muito simples e que me deram uma sensação de satisfação e, melhor que tudo, serviram para ficar a conhecer melhor a mota que tenho, bem como poupar alguns euros de mão de obra na oficina.

Boas Curvas! :-)