"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem nenhuma explicação é possível…"


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Posts da categoria 'Eventos/Actividades'

Baja Resistência TT ACSport - CRÓNICA

No passado Domingo, realizou-se a Baja Resistência TT ACSport.
Esta foi uma prova direccionada para o lado da resistência e para 3 classes: Enduro/MX, Quads e uma novidade, as Maxi-Trail.
Além disso, desde cedo despertou o interesse de vários pilotos, especialmente pela ausência de determinadas exigências típicas de provas federadas, bem como pelo formato em si da prova, cujo traçado, revelado na última semana anterior à prova, foi um factor determinante e de grande interesse.
Da minha parte, inscrevi-me na classe Maxi-Trail, porque tinha muita curiosidade em por à prova a LC8, bem como alguma curiosidade em competir. No entanto, a experiência em competição motorizada era nula, o que levou a que acumulasse alguma ansiedade e nervosismo extra. Normal…
Por outro lado, a classe Maxi-Trail esteve em risco de não se realizar, dado que não estava sendo fácil reunir um mínimo de 6 participantes. Mas lá se conseguiu :-)
No dia de prova, a organização chegou cedo e iniciou as operações de montagem do centro de operações, bem como reconhecimento ao percurso, entre outras tarefas.

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Montagem dos Transponders, os quais iriam registar os tempos e nº de voltas:

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Colocação do nº:

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Fiquei com o nº 1, o que me deixou ainda mais nervoso…

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Quem também participou nesta prova, na classe Enduro/MX, foi o César Kini Neves:

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De salientar o convite feito pela SRMOTO, para que Eu, o César e restante pessoal de KTM, ficasse sob a assistência dos mesmos, incluindo colocação das motas no paddock da referida empresa.
Muito simpáticos e atenciosos! :-)

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Para as Maxi-Trail, estava previsto realizar-se os treinos, reconhecimentos e qualificação às 9:30. Contudo, houve um pequeno atraso, mas nada que impedisse o normal desenrolar das actividades.
Nos treinos e reconhecimentos, iam tirar o melhor tempo por volta de cada um, de forma a determinar a grelha de partida.
Nesta fase estava super nervoso, sentido a garganta constantemente seca, mesmo após beber água. Não estava nada fácil…
Mas após iniciarem-se os treinos, o nervosismo desapareceu e deu lugar a uma maior concentração e vontade de andar :-)

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Os treinos correram muito bem, mas tinha dado para perceber que o traçado favorecia claramente as Maxi-Trail (principalmente uma certa NX4, que de Maxi-Trail não tem nada) mais leves e pequenas, ou seja, traçado sinuoso e sem grandes espaços para estes motores grandes se libertarem como deve ser.

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Para a classe Maxi-Trail, estavam previstos inicialmente 6 pilotos. No entanto, houve um piloto que não compareceu, ficando a grelha reduzida a 5, nomeadamente, Eu na KTM 950 ADV, o Pedro Freire e Carlos Rego em 2 KTM 640 ADV, o Filipe Castro em Yamaha XTZ 750 Super Ténéré e o André Coelho na Honda NX4.
Mas, infelizmente, a grelha de partida sofreu redução de mais 1 piloto e mota, neste caso o Filipe Castro e a sua Yamaha 750 Super Ténéré, o qual viu-se obrigado a desistir devido a um tombo nos treinos, que danificou o radiador da sua Yamaha.
Uma pena, pois teria havido mais “luta” e diversidade na corrida…
Quanto à corrida, a partida seria estilo “Le Mans”, ou seja, motas de um lado e pilotos do outro e, assim que é dada a partida, pilotos correm para as motas e arrancam.
Fiquei em 3º lugar na grelha de partida, o que não é mau :-)
Quanto à corrida, assim que foi dada a partida corremos todos que nem uns loucos para as motas e arrancamos, com o André e Carlos em KTM 640 e Honda NX4 a tomarem a liderança, seguido do Pedro, que por uma unha negra ficou à minha frente. Bem, a zona do arranque não era nada favorável à LC8, mas fez-se o possível.

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A corrida das Maxi-Trail foi super animada e disputada, com o André Coelho e o Carlos Rego a entrarem numa grande luta pelo 1º lugar, havendo ultrapassagens, derrapagens e sei lá mais o quê. Os 2 estavam em guerra! :-)
Um pouco mais atrás, era a batalha para o 3º lugar entre mim e o Pedro Freire, com este a segurar-me durante algum tempo, fechando-me e bem nas zonas de ultrapassagem.
Por esta altura, já não sentia qualquer nervosismo e só pensava, tenho que passar o Pedro!!! :-)

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Ora bem, durante algumas voltas o Pedro “segurou-me”, até que comecei a tentar exercer alguma pressão nele, através de aproximações em curva, mostrando-lhe a roda dianteira, ou mesmo reduções mais em cima dele, daquelas com o motor a “berrar” de furioso.
Penso que este tipo de pressão começou a resultar, e houve uma 1ª vez que o Pedro alargou a trajectória, mas não o consegui ultrapassar, devido a encontrar-me numa zona de terra mole e a LC8 ter andado a atravessar a traseira, em vez de “disparar” para a frente.
Mas mais tarde, o Pedro voltou a alargar a trajectória e lá consegui ultrapassá-lo :-)
Uma sensação verdadeiramente espectacular, isto é, andar a “lutar” por uma posição e conseguir chegar à mesma :-)

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Muito importante referir que a LC8 estava a portar-se muito bem, muito por culpa dos pneus que montei para esta prova, um Metzeler Karoo na traseira e um Pirelli Scorpion Rally na dianteira, que mantiveram a LC8 sempre “colada” ao chão. O Pirelli foi uma surpresa muit agradável, pois portava-se bem em todas as situações e permitia todo o tipo de abusos. Adorei e recomendo!
Voltando à corrida, apesar de ter ultrapassado o Pedro e estar em 3º lugar, era muito díficil chegar aos 2 da frente, dado que o tempo que perdi a “lutar” pela 3ª posição, permitiu que o Carlos e o André ganhassem uma vantagem considerável.
Mas como era uma corrida de resistência, tudo podia acontecer ;-)

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Apesar de algo longe, continuei a tentar imprimir um ritmo forte, acelerando forte sempre que podia e tentando ser rápido sempre que podia. Mas a dada altura pensei, bem, vai ser muito difícil alcançar os 2 primeiros, mas ao menos vou tentar dar um pouco de espectáculo ao público presente.
E assim foi, sempre que passava por uma zona favorável e com público, abria o acelerador da LC8 à bruta e colocava a traseira a varrer de um lado para o outro, sempre acompanhado pela melodia inconfundível do bicilindríco Austríaco.
Por aquilo que ouvi dizer, o público adorou o ronco e o “power” da LC8 :-)

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Apesar de estar a divertir-me e agradar o público de alguma forma, eis que o inesperado acontece, fui ao tapete… :-(
Numa zona de barro duro e polido, abri o acelerador mais do que devia e a LC8 atravessou a traseira 3 vezes e mandou-me para fora. Foram 2 atravessadelas muito rápidas e violentas, que não deram qualquer hipótese de tentar controlar.
Bem, o voo que dei para fora da mota não foi o pior, o pior foi a recepção no chão, que foi de lado e de cabeça e tipo peso morto, mesmo em cheio.
Resultado, levantei-me mas estava um pouco tonto e sentia o corpo um pouco dorido, especialmente na zona das costelas, onde tinha batido em cheio.
Tentei levantar a mota uma vez, mas não consegui, só à 2ª tentativa é que a coloquei de pé, mas continuava tonto e a respirar um pouco mal.
Entretanto o Pedro passa por mim e disse adeus ao 3º lugar. Depois fui dobrado pelos primeiros 2 classificados, ainda lá parado.
Cheguei a pensar em desistir, mas saltei para a mota e arranquei, ainda a recuperar algum equilíbrio, até que na zona da meta vi a placa de que faltavam apenas 4 minutos para a prova terminar.
Com esta informação, senti alguma motivação extra para tentar terminar a prova, mas também algum sentimento de frustração por ter caído mesmo perto do fim.

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No entanto, eis que a prova sofre mais um revés, encontro o André Coelho (NX4) caído no chão. Nessa altura pensei, ok, valeu a pena não desistir, porque parece que recuperei o 3º lugar :-)

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E passados mais alguns minutos, termina a prova das Maxi-Trail.

Vídeos com algumas passagens das Maxi-Trail:

Resultado final, Carlos Rego em KTM 640 ADV em 1º lugar, Pedro Freire igualmente em KTM 640 ADV em 2º lugar e, finalmente, Eu em KTM 950 ADV em 3º lugar.
Um pódio inteiramente KTM! :-)

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Nem faltaram as entrevistas para os programas televisivos :-)

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O troféu do 3º lugar :-)

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Antes de virar a página, quero direccionar uma palavra de apreço ao André Coelho, porque após terminada a prova soube que a sua queda tinha sido aparatosa. É pena, pois a sua prestação estava a ser muito boa. Força na recuperação e abraço!

Depois seguiu-se a prova das Enduro/MX, na qual estavam inscritos muitos pilotos, incluindo alguns dos supeitos do costume, como o Manuel Martins, André Cabral, Pedro Dias, Francisco Bettencourt, Sérgio Pinheiro, entre outros, aos comandos de motas das mais diversas cilindradas.
Além disso, também contou com a presença do amigo César Kini Neves, que se encontra de passagem na ilha.
O César não se fez rogado, e participou neste evento com a sua KTM EXC-F 530.
A partida para esta classe foi também ao estilo “Le Mans”, onde dei uma ajudinha ao César, segurando-lhe a mota para a partida:

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Apesar de ter havido uma 1ª falsa partida, voltou-se a repetir a partida e lá foram eles em força e furiosos:

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Manuel Martins em KTM SX-F 250, garantiu muito cedo a liderança da prova, mostrando um andamento muito rápido e consistente. Pareceu-me um nível acima dos restantes…

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Contudo, ao longo da prova decorreram despiques bem interessantes, envolvendo, por exemplo, André Cabral, Francisco Bettencourt e o César Kini Neves. OS 3 com uma pilotagem muito empenhada e tentando de tudo para de aproximarem ou desembaraçarem dos seus adversários.

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Depois seguiam-se outras pequenas lutas, que envolviam pilotos bem nossos conhecidos, como o Sérgio Pinheiro, Rodrigo Eloi ou mesmo o Sancho Eiró.
Enfim, estava uma corrida super animada e com muita agressividade em pista.

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De salientar a prestação do jovem Henrique Benevides, aos comandos de uma Kawasaki KX 125, que deu muita rápilica a alguns pilotos, além de deliciar o público com o “cantar” do motor 2 tempos da máquina verde.

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O César Kini Neves estava a ter uma prestação assinalável frente aos pilotos locais, mantendo-se em 3º lugar da geral e em 2º lugar da sua classe. O público presente adorou o ronco da 530, assim como o “power” que a mesma transmitia assim que o César acelerava forte.

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Imagens da descida numa zona de cascalho mole, a qual apanhou alguns pilotos de surpresa, causando alguns tombos:

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Outras partes do circuito eram muito rápidas, permitindo aos pilotos ganharem mais algum tempo.

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César a dar-lhe forte. O homem aguenta-se bem com aquele “canhão”…

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E fim da prova, com Manuel Martins a vencer a mesma:

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Pequeno vídeo da corrida:

Mais alguns vídeos:

Seguiram-se as entrevistas aos 3 primeiros classificados:

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Pormenor do pneu dianteiro da mota do Manuel Martins, onde são notórias as consequências do forte ritmo que este piloto imprime às suas máquinas:

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Seguiram-se os Quads, com uma grelha de partida bem preenchida e com máquinas bem preparadas:

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A corrida dos Quads foi o que já se esperava, muita velocidade, logas derrapagens e grandes lutas pelas posições cimeiras.
O ritmo de alguns pilotos era verdadeiramente alucinante e, por vezes, parecia que iam além de alguns limites.

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No final, a vitória acabou por sorrir aos piloto Rui Borges, em KTM 450.

Pequeno vídeo da corrida:

Entrega dos troféus da classes Enduro/MX:
Na classe E1 das Enduro/MX, Henrique Benevides ficou em 3º lugar, em 2º lugar Pedro Dias e em 1º lugar Manuel Martins:

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Na classe E2, em 3º lugar ficou o Sérgio Pinheiro, em 2º lugar o César Kini Neves e em 1º lugar o André Cabral:

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Nos Quads, em 3º lugar ficou Bruno Furnas, em 2º lugar ficou Aurélio Broges e em 1º lugar o Rui Borges:

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E estava terminado a Baja Resistência TT ACSport :-)
No meu caso, a Baja ainda não tinha terminado, ou seja, estava com algumas dores na zona das costelas, ombro e mão direita, que me estavam a preocupar. A ida ao Hospital impunha-se…
Antes disso, deixei a LC8 nas instalações da SRMOTO, para uma vistoria, e lá constatei o abuso de que o pneu traseiro foi alvo nesta prova
Ora bem, este Metzeler Karoo foi novíssimo para a prova, mas no fim da mesma ficou assim:

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Esta mota detesta pneus ;-)
O pneu dianteiro estava impecácel. Aliás, o Pirelli Scorpion Rally foi uma excelente escolha, pois manteve a dianteira sempre segura e “colada” ao chão, transmitindo-me muita confiança e à vontade. Recomendo!

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Os danos do tombo, pisca partido e alguns riscos. Marcas de personalidade ;-)

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Seguiu-se uma ida ao Hospital, com o César Kini Neves a fazer-me companhia e, após algumas horas e exames, concluiu-se que tinha 4 costelas partidas e uma pequena fractura na mão direita.
Que chatice…, especialmente por ficar privado de andar de mota cerca de 2 meses…
Paciência, agora é recuperar e pensar na próxima aventura ;-)
O meu obrigado ao César por me ter acompanhado no Hospital, pois ajudou muito a levantar a moral e a olhar para o lado positivo das coisas. Grande amigo!

Em jeito de conclusão, a Organização está de parabéns, pois conseguiu organizar uma prova interessante e competitiva, onde para tal muito contribuiu a propriedade usada, que oferecia um traçado interessante e com dificuldades qb.
Penso que este tipo de provas tem “pernas para andar”, nem que seja pelo facto de não exigir tanto dos pilotos em termos burocráticos e material. Mas só o futuro dirá.
Ainda estão de parabéns pela coragem que tiveram em introduzir a classe Maxi-Trail num evento deste tipo, porque como todos nós sabemos, não ia ser fácil atrair pilotos e máquinas para um evento deste género, dada a maior vocação para o Mototurismo do público que as tem.
Claro que há sempre um ou outro pormenor a rever, mas, sinceramente, para uma 1ª prova, melhor era impossível.
Valeu a pena!

Boas Curvas! :-)

PS: O meu obrigado ao Paulo Miranda, Pedro Silva, Nicolau Wallenstein e Eduardo Pereira pelas fotos e vídeos cedidos, pois sem estes elementos esta crónica não seria a mesma.
 
 
 
 
 


 

Baja Resistência TT ACSport

Para os interessados, no próximo Domingo realiza-se a Baja Resistência TT ACSport.
A Baja contará com 3 classes, Enduro/MX, Quads e Maxi-Trail, as quais prometem muito espectáculo e adrenalina.
De salientar a estreia da classe Maxi-Trail em competições Regionais, que certamente irá despertar muito interesse a quem for assistir à prova, além de ser uma demonstração de inovação da parte da Organização.
Abaixo, encontram-se os mapas de como chegar à localização da prova, bem como do circuito em si.

Como lá chegar:

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Circuito (terá pequenas diferenças para as Maxi-Trails):

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Horários:

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Lista de Inscritos:

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Portanto, já sabem, não marquem nada para Domingo e não percam a oportunidade de assistir a uma excelente prova motorizada.

Boas Curvas! :-)                

Baja Resistênci​a TT - ACSport

No próximo dia 15 de Janeiro, pelas 10:00, irá realizar-se a Baja Resistênci​a TT - ACSport.
Trata-se de um evento não federado e aberto a 3 categorias: motas de Enduro/Motocross, Quads e Maxi-Trail.
Cada categoria terá direito aos treinos/reconhecimentos do percurso, bem como provas separadas.
As provas de Enduro/Motocross e Quads terão 1 hora de duração.
A prova das Maxi-Trail durará 30 minutos .

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Quanto ao local onde se irá realizar, a mesma terá lugar num circuito fechado, a designar pela organização na última semana que antecede o evento. Será um circuito com cerca de 2,7 kms em pisos rápidos.
O mais “engraçado” deste evento será a partida, a qual será ao estilo “Le Mans” :-)
Uma prova a não perder e que se prevê interessante, além de servir de aperitivo ao Campeonato dos Açores de Enduro 2012.
Mais informações pelo e-mail enduro@abelcarreiro.com ou pelo contacto 917283909, e inscrições no Stand SRMOTO nos Valados e Equipo Honda/ANC MOTOS, em S. Gonçalo.

Boas Curvas! :-)

1ª Concentração de Natal Enduro - Açores - CRÓNICA

No passado Domingo, realizou-se a 1ª Concentração de Natal Enduro - Açores :-)

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Os objectivos desta concentração eram simples, ou seja, reunir o maior nº possível de amantes do Enduro, divulgar um pouco mais a modalidade, realizar um agradável passeio por alguns dos mais belos trilhos de São Miguel e, claro, promover um bom convívio.
Contudo, adicionou-se a esta concentração uma causa nobre, ou seja, estamos em época Natalícia, época por excelência de alegria, paz e solidariedade. Então, foi pedido aos participantes se queriam participar na entrega de um cabaz de Natal a uma instituição de solidariedade, cabendo apenas uma pequena contribuição monetária, neste caso, apenas 5 euros.
O Sancho Eiró ficou encarregue do cabaz e de seleccionar a instituição, que neste caso foi a Casa do Gaiato de Ponta Delgada.
Bem, voltando ao passeio, importante referir que este foi um passeio realizado com as devidas autorizações da Câmara Municipal de Ponta Delgada, com conhecimento para a PSP.
Portanto, seria à partida um passeio sem qualquer tipo de problemas…
O ponto de encontro foi na Avenida D. João III, onde por volta as 08:00 começaram a surgir os primeiros madrugadores:

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No meu caso, equipei-me de acordo com a época, ou seja, à Pai Natal, e vim para o passeio com a belíssima KTM EXC-F 530 do amigo César Kini Neves:

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O nosso bem conhecido Trialista Rui Cabral e Endurista Vítor Ferreira:

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Aos poucos, já começavamos a ser muitos :-)

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Antes da partirmos para as Portas da Cidade, que era o ponto de partida da Concentração, houve tempo para alguma troca de impressões entre os participantes, reinando boa disposição.

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Partida para as Portas da Cidade:

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Nas Portas da Cidade surgiram mais alguns participantes, tornando o grupo maior e mais interessante:

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Foi bonito ver tantas motas de Enduro reunidas, apesar do número presente andar muito longe da realidade…

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Houve que decorasse o capacete a rigor :-)

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Quando já estávamos perto da nossa partida, eis que surge a primeira adversidade, isto é, recebemos um telefonema de um amigo a informar que nas Sete Cidades se encontrava um forte dispositivo Policial, possívelmente à nossa espera, pois tinham conhecimento oficial que íamos passar por aquela zona.
Mas vejam lá a atenção das autoridades em relação a nós:

PSP
1 Carrinha/Esquadra Móvel
2 viaturas 4×4 (descaracterizadas)
1 Viatura Patrulha
Tudo isto totalizando 10 Agentes!!!

GNR
1 Viatura 4×4
3 Agentes

E tudo isto porquê?
Simples, como todos nós sabemos, neste tipo de motas é muito fácil encontar pontos onde “pegar”, como a falta de espelhos retrovisores, os piscas, a iluminação, as matrículas que normalmente estão em mau estado, fruto das pancadas que levam nos trilhos, e por aí fora.
Enfim, parece-me que para as forças de segurança esta Concentração era uma boa oportunidade de “caça” à multa.
Senão o que estaria este forte aparato Policial a fazer nas Sete Cidades, local por excelência pacífico e onde nada se passa???
Sinceramente, não havia necessidade, parecendo-me que esta atitude foi exagerada e despropositada.
Existe na ilha situações que carecem deste tipo de aparato e actuação, mas que não se verifica.
Uma vez mais, as motas e quem as conduz são o alvo mais fácil e, quem sabe, que dá menos trabalho.
Tenho grandes amigos na Polícia e que são Motociclistas, por isso, se estiver enganado, digam qualquer coisa.
Talvez a presença destes senhores tivesse sido mera coincidência, dado que foram informados do nosso itinerário, o qual estava devidamente autorizado.
Uma coisa é certa, as Sete Cidades foram a zona de São Miguel mais bem protegida. O nosso obrigado por zelarem pela nossa segurança!
Mas voltando ao passeio, tivemos que efectuar alguns ajustes no percurso, só para evitar a passagem pelas autoridades, de forma a evitar alguma situação desconfortável.
Como existe um sem nº de trilhos em São Miguel e como estávamos aos comandos de motas de Enduro, as possibilidades eram mais que muitas.
Partimos em direcção à Rocha da Relva, para atravessarmos a Vigia das Feteiras:

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Infelizmente, tivemos o abandono prematuro do nosso amigo Vítor Ferreira, devido a um furo no penu dianteiro.
Paragem para reagrupar:

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Depois andamos por vários trilhos que se encontram na freguesia das Feteiras, Candelária e Ginetes, onde foi possível a todos divertirem-se um pouco :-)

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Já se sabe que alguns trilhos foram mais trabalhosos que outros, mas nada com dificuldades exageradas, pois o que se pretendia era um passeio em grupo e em que ninguém ficasse para trás. Aliás, houve sempre a preocupação de manter o grupo reunido, com algumas paragens para reagrupar.
Adoro trilhos como este, ou seja, mais “fechados” pela vegetação:

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Estamos todos?
Siga!!

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Subida em direcção ao miradouro Vista do Rei:

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Ops…

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A sempre espectacular vista do miradouro Vista do Rei:

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Cenário magnífico :-)

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Descida em direcção ao Caminho dos 3 Kms:

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Mas à medida que descíamos o Caminho dos 3 Kms, tivemos que voltar para trás, porque fomos, novamente, informados que as forças de segurança estavam à nossa espera no final do trilho. Parecia mesmo que a época de caça tinha aberto.

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Paragem para reagrupar, sempre com as Lagoas no horizonte e com excelentes condições climatéricas:

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O Pai Natal Duarte Brasil:

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De volta à acção:

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Paragem na freguesia dos Ginetes, para um bem merecido lanche:

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Outra curiosidade do passeio era a mota do Abel, que foi decorada com um presente de Natal. Para quem seria? :-)

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O próximo percurso que se seguiu foi um dos que fez parte do Enduro dos Gintes, sempre muito interessante e trabalhoso.

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Não faltou vegetação:

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O sempre bem disposto Luís Resendes:

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A dada altura surgiu um rego que se tornou numa carga de trabalhos, ou seja, o rego estava muito fundo, levando a que as motas tivessem muita dificuldade em progredir, porque a dada altura ficam com a roda de trás fora do chão e sem tracção. Tivemos que recorrer à força de braços.

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Pequeno vídeo do Manuel Martins a dar um salto em sentido ascendente:

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Paragem para reagrupar, descansar e desenrascar uma vela na Gas Gas do Luís Resendes:

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Nesta paragem a animação ficou a cargo do Paulo Machado, sempre muito divertido e expressivo nas suas histórias.
O homem é um ponto :-)

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De regresso aos trilhos, iníciamos o regresso a Ponta Delgada, mais ou menos pelos mesmos percursos da partida, com uma última paragem na Rocha da Relva:

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Mais alguns bons momentos de boa disposição:

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E com esta última paragem, estava terminada a 1ª Concentração de Natal Enduro - Açores.

Vídeo do passeio:

Se preferirem assistir no VIMEO e com música a “bombar”:

http://vimeo.com/33922328

O pessoal rumou a casa, pois já bastava de aventura e de “brincar” ao gato e rato com as autoridades.
Restou Eu e o Filipe Alves, que alguns minutos mais tarde juntamo-nos ao Sancho Eiró, para entrega do cabaz de Natal à Casa do Gaiato de Ponta Delgada.
Foi, talvez, o momento mais importante e especial desta Concentração, pois um gesto solidário como este não custa nada e é sempre muito bom despertar um sorriso no rosto destas crianças.

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E claro que as motas são sempre alvo de grande curiosidade e excitação para as crianças, que não perdem uma oportunidade para sentir de mais perto este fantástico mundo.
Fututo companheiro de trilhos :-)

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Também foi muito agradável conversar com os animadores da Casa do Gaiato, pois ficamos a conhecer um pouco melhor a realidade desta instituição.
Em suma, a nossa ida à Casa do Gaiato valeu a pena, e todos quanto participaram no cabaz de natal estão de parabéns, pois não só contribuiram para uma acção nobre, como também para o sorriso destas crianças.
Valeu a pena, sem dúvida!

Podemos concluir que a 1ª Concentração de Natal Enduro - Açores foi um sucesso, muito embora assombrada pelas forças Policiais, apesar de ter sido concedido as devidas autorizações.
Foi engraçado reunir este grupo de entusiastas pela modalidade e realizar este belo passeio, sempre com um convívio muito agradável, onde não faltou muita boa disposição.
Melhor que tudo, foi a causa nobre que se associou a esta Concentração, que não deixa de ser muito importante, especialmente na época que atravessamos.
Resta desejar a todos umas Boas Festas!

Boas Curvas! :-)
 
 

1ª Concentração de Natal Enduro - Açores

É já no próximo dia 18 de Dezembro que se realiza a 1ª Concentração de Natal Enduro - Açores :-)

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Este é um evento que, segundo sei, pretende reunir os amantes do Enduro e promover um alegre convívio e passeio Enduro com todos os que aderirem a esta iniciativa.
O programa é aliciante e promete um dia com muita adrenalina, aventura e trilhos fantásticos.
Um evento com o apoio do Rosinhas V. Clube.
Se tens uma mota de Enduro, já sabes, próximo dia 18 aparece!

Boas Curvas! :-)

Estágio de Enduro ANC - Residencial Sete Cidades - CRÓNICA

No fim-de-semana de 3 e 4 de Dezembro, realizou-se em São Miguel o Estágio de Enduro ANC - Residencial Sete Cidades, ministrado pelo grande piloto Português Paulo Marques.

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Este estágio realizou-se numa altura que penso ter sido adequada, dado que o Enduro nos Açores voltou a ganhar novo fôlego com o recém criado Campeonato, além de que o interesse pela modalidade sempre foi grande por parte dos Açorianos em geral.
Além disso, o Campeonato dos Açores de Enduro terminou recentemente, sendo uma boa oportunidade para todos os pilotos e não pilotos, poderem desenvolver mais algumas competências na área do Enduro.
Portanto, seria um estágio para o piloto de corridas, para o piloto amador ou mesmo para o piloto de fim-de-semana.
O importante seria desenvolver ainda mais aquilo que todos já sabiam, bem como ir um  pouco mais além, focando situações particulares e formas mais eficazes e correctas de ultrapassar as adversidades do terreno. Em suma, ser o mais eficazes possíveis e sem desperdiçar muitas energias.
Para tudo isso, nada como aprender de perto com o grande Campeão Paulo Marques, cujo currículo é invejável a todos os níveis, contando com um sem número de vitórias em Campeonatos Nacionais de Enduro e TT, bem como diversas participações no mítico Dakar, sempre com classificações de destaque.
Palavras para quê?

Sábado, 3 de Dezembro: Pista de obstáculos e passeio Enduro

No sábado, dia 3 de Dezembro, o grupo de inscritos reuniu-se junto da empresa ANC, onde de imediato começou um convívio saudável e agradável entre todos.

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Alguns já se conheciam, outros não, mas com o passar dos minutos, já pareciam velhos conhecidos. O poder que as motas têm de reunir pessoas é fantástico :-)

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Com os participantes reunidos, que penso ter sido à volta dos 15, deu-se oficialmente início ao estágio, começando com um pequeno briefing, em que todos se apresentaram, incluindo o próprio Paulo Marques.

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Rapidamente todos perceberam que o Paulo Marques era uma pessoa muito acessível, directa, objectiva e à vontade, tornando o diálogo e interação bem mais fácil.
Com uma presenção tão ilustre, era mais que natural que os meios de comunicação manifestassem o seu interesse neste evento.

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Paulo Marques, um homem simples e acessível, mas sempre muito claro, directo e objectivo.

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Após o briefing e entrevistas, era tempo dos alunos e professores se dirigirem para a pista de Motocross da Soluções M, onde num terreno anexo à pista se encontrava uma pista de obstáculos, criada propositadamente para o estágio.

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A pista de obstáculos foi idealizada e criada pelo Pedro Dias e Nelson Rocha, os quais souberam criar no terreno uma pista bem ao estilo extreme, onde não faltaram obstáculos para todos os gostos e típicos de uma extreme.
Portanto, não faltavam condições para que todos pudessem desenvolver mais um pouco as suas capacidades técnicas.
Mas antes da aula prática, primeiro a aula teórica, onde se percorreu a pé a pista em toda a sua extensão, passando por todos os obstáculos e com o Paulo Marques a explicar qual a abordagem correcta/ideal a cada um dos obstáculos.

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O famoso buraco seguido de uma subida, que tantas dores de cabeça deu a alguns, especialmente a mim, onde bati o recorde das quedas no mesmo…

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Durante a passagem por todos os obstáculos, o Paulo Marques foi sempre muito claro e objectivo nas suas explicações.
A palavra chave neste dia era, woooooopppppp, que é como quem diz, abrir acelerador e já está, já passamos ;-)

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Outra componente importante e focada neste estágio, foi o aquecimento. Um ritual constituído por exercícios muito simples e que poderão ajudar a evitar lesões. É muito importante aquecer antes de iniciar qualquer actividade com a mota, ou mesmo qualquer actividade desportiva. Um facto muitas vezes esquecido.

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Aula teórica dada e aquecimento feito, bora lá praticar! :-)
Começamos a “enfrentar” um obstáculo de cada vez e diversas vezes, de forma a que todos pudessem praticar e perceber como melhorar a sua técnica ou forma de o ultrapassar.
Claro que a prática foi sempre sob o olhar atento do Paulo Marques, que com a sual calma e experiência foi sempre ajudando-nos em tudo.

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Os tubos em cimento eram o obstáculo mais fácil de ultrapassar, mas mesmo sendo o mais fácil, requer sempre algum “jeitinho” ;-)

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Duarte Brasil e Pedro Soares em Acção :-)

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Passando ao buraco, seguido de subida em pedra e com um tubo de cimento no topo, esse nem sempre foi simples, pelo menos para mim. Aliás, estava tão nervoso e tenso, que caí umas quantas vezes no final da subida. Chegou a um ponto que já era um pouco embaraçante…
Contudo, estava ali para aprender, nem que fosse à força ;-)

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Eventualmente, acabei por ir melhorando neste obstáculo, mas nunca andou perto do ideal. Penso que os nervosismo atrapalhou-me por completo…
Manuel Martins, sempre eficaz e espectacular na forma como aborda e ultrapassa os obstáculos:

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Um dos promotores do evento, o André Coelho, da ANC, também participou e até fez uns “bonecos” engraçados :-)

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A ultrapassagem dos pneus era mais fácil do que parecia, bastando ir com decisão:

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Importante referir que os elemntos da Organização, nomeadamente o Pedro Dias e Nelson Rocha, estavam sempre a ajudar o pessoal, nem que fosse na hora de ajudar a levantar a mota do chão. Excelente!
Mesmo o público que assistia também ajudou muito :-)

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Os rolos de madeira também não causaram grandes dificuldades, especialmente por possuírem uma pequena rampa de terra à entrada e saída dos mesmos. Sem estas 2 rampas a história era outra.

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Grande Paulo, faz tudo com uma naturalidade e à vontade desconcertantes. É um senhor!

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Outro obstáculo que gostei, foi a depressão seguida de subida. Muito divertida, especialmente por sairmos com a dianteira bem no ar.

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Rui Galante e Pedro Dias em destaque :-)

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Não tenho fotos dos restantes obstáculos, pois a dada altura limitei-me a praticar e apenas ir filmando em andamento.

MANUEL MARTINS NUMA VOLTA À PISTA DE OBSTÁCULOS:

Terminada a secção dos obstáculos, tempo para todos almoçarem e conviverem um pouco com o “Marquês”:

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A foto de família :-)

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Após o almoço, estava reservado um passeio Enduro com o Paulo Marques, o qual tinha como objectivo passar por alguns dos trilhos que fizeram parte do Enduro do Livramento, 3ª prova do Campeonato dos Açores de Enduro.
Um passeio onde alguns dos ensinamentos da pista de obstáculos poderiam vir a ser úteis e necessários.
Mas antes do passeio, tivemos uma pequena conversa com o Paulo, o qual tocou noutro assunto importante, a sacoche de Enduro, isto é, o que levar na mesma.
Outro aspecto que muitas vezes nos passa ao lado, ou é dada pouca atenção. Contudo, de grande importância e que poderá nos “salvar” de situações complicadas, ou fazer mesmo a diferença entre ficar a pé ou chegar a casa de mota.

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No passeio Enduro, havia muito entusiasmo no ar, pois sabe sempre muito bem andar pelo mato, especialmente na companhia de um grande Campeão.
Tal como referi, percorremos os trilhos do Enduro do Livramento, os quais ofereceram vários níveis de dificuldade, bem como grande dose de diversão.
Não faltou nada, até mesmo passar por baixo ou por cima de árvores:

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O ritmo do passeio não foi para piloto, mas também não foi para amador de 1ª vez, foi sim um ritmo sempre ligeiro, que nos permitiu gozar os trilhos e as capacidades das nossas máquinas.
Neste ambiente, notava-se uma maior descontracção e à vontade de todos em geral.
Até houve uma subida impossível (para alguns), em que alguns dos presentes enfrentaram, quase sempre com sucesso.
Dava um gozo ouvir os motores “berrarem” ao longo da subida :-)

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Sempre que necessário, o Paulo Marques dava mais algumas explicações em pleno passeio.

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Belos trilhos estes do Enduro do Livramento :-)

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Terminado o passeio Enduro, estava terminado o 1º dia de éstágio com o grande Paulo Marques.
O balanço do 1ª dia era positivo, onde senti que alguns dos ensinamentos foram de grande importância, mesmo os que pareciam menos importantes, como, por exemplo, a posição dos controlos, nomeadamente manete de embraiagem e travão.
Estava um pouco “moído”, mas já só pensava no 2º dia de estágio :-)

Domingo, 4 de Dezembro: Pista MX e passeio Enduro
 
Para o Domingo, dia 4 de Dezembro e último dia de estágio, estava programado uma deslocação à pista de Motocross da Soluções M, onde todos iriam aprender algumas técnicas de MX, como fazer barreiras, curvas e saltos. Técnicas úteis não só no MX, mas também no Enduro, e como saber não ocupa espaço, bora lá!
No entanto, é importante salientar que a empresa ANC achou por bem incluir no estágio as camadas jovens do MX Açoriano, pois seria uma mais valia para eles aprender de perto com uma das referências nacionais. Uma atitude que merece todo o reconhecimento, pois os jovens são o futuro de qualquer modalidade.
O ponto de encontro foi novamente na ANC, com deslocação em caravana para a pista de MX Soluções M.
Como sempre, o habitual briefing:

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Também tivemos uma aula teórica, onde percorremos grande parte da pista de MX a pé, e onde nos foi explicado com a maior simplicidade e precisão possível, quais as melhores formas de abordar as barreiras e saltos.
Para nós, praticantes do Enduro, algumas coisas eram novidades absolutas, pois são modalidades diferentes. Como diria o Paulo Marques, no Motocross o piloto dá 110% num traçado sempre igual. No Enduro, o piloto tem que dosear o esforço, pois passa muito tempo sozinho e tem que ser inteligente nos vários tipos de obstáculos que vão surgindo.

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A foto da turma de MX e Enduro :-)

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Passando à prática, o Paulo pediu que todos dessem umas voltas de mota à pista de MX, de forma a que relaxassem um pouco e se ambientassem à mesma.
No meu caso, entrei com o pé direito na pista, ou seja, correu tudo muito bem e adorei as voltas que dei dentro da pista. Senti-me descontraído e sem qualquer nervosísmo, o que me permitiu fazer “boa figura”.
No entanto, era chegada a hora as aulas, com a ajuda do Manuel Martins, o qual para além de piloto de Enduro, também é piloto de MX, contando um muitos anos de experiência em ambas as modalidades.
Ora bem, antes que todos pudessem entrar em acção, o Paulo primeiro explicava as formas de abordar, neste caso, a curvas, e depois o Manuel Martins exemplificava:

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Simples não é?
Bem, feito por um pró parece simples, mas na realidade, não é assim tão simples, exige muito treino ;-)

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Os mais pequenos não se deixaram intimidar pelos graúdos e mostraram como é que se faz.
Aliás, envergonharam a malta do Enduro, pois são bem rápidos em pista :-)

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Manter a mota dentro do rego, percorrer o trajecto do mesmo e sair em velocidade, não é fácil…

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E fazer barreiras???

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Manuel Maritns mostra, seguindo as indicações do Paulo Marques:

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Depois praticamos nós, umas vezes melhor, outras vezes mais ou menos ;-)

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Alguns tinham formas bem diferentes de abordar as barreiras :-)

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E saltos???
Bem, os saltos já assustam mais um pouco, porque além de exigir muita concentração, tembém exige um à vontade muito grande e técnica.
O Manuel Martins bem que exemplificou, mas era dífici voar como ele…

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Contudo, os mais pequenos deram show :-)

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Alguns dos Enduristas até deram alguns saltos jeitosos, como este do nosso amigo “Dragon”:

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O Nelson está a evoluir a olhos vistos, o que será muito bom para prósximos campeonatos ;-)

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O salto de mesa também foi abordado, mas, uma vez mais, são aspectos mais indicados para os pilotos mais experimentados neste campo, como o Manuel Martins:

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Os mais pequenos não têm medo de arriscar, como o Abel Carreiro Jr.:

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A pequena CR-F 150 voa :-)

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“Dragon”, Rui Galante e Duarte Brasil no ar :-)

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Eu também fiz umas tentativas de saltar, mas a falta de experiência e o bom senso levaram-me sempre a cortar no acelerador ;-)

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Mesmo assim dava para comprimir e bem as suspensões da DR:

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Noutra parte da pista:

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E lá foi a suspensão toda abaixo…, coitadinha da DR

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Últimas fotos cortesia do amigo Pedro Silva

Pedro Dias:

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Paulo Marques a dar show aos comandos da KTM 250 do Manuel Martins. Quem sabe não esquece!

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Terminada a sessão de MX, passou-se ao almoço.
A passagem do estágio pela pista de MX foi muito positiva, pois permitiu perceber a importância de curvar bem e rápido, bem como saber saltar, nem que seja mínimamente.
Andar uma pista de MX durante uns largos minutos não é fácil, porque é muito exigente em termos físicos e exige muita concentração e determinação.
Esta parte do estágio também foi muito proveitosa para as camadas jovens do MX Açoriano, pois não há nada melhor do que aprender de perto com grandes campeões como o Paulo Marques.
Após o almoço, realizou-se o passeio Enduro, o qual contou com a presença de 2 grandes praticantes da modalidade, o Vítor Ferreira e o André Cabral.
Com estes 2 no passeio, a diversão estava garantida, mas também estava garantido um verdadeiro passeio de Enduro e com toda a exigência e dificuldades que advém da prática desta modalidade.
Dado que o Paulo Marques é um grande apreciador dos Açores, especialmente das Sete Cidades, o passeio teve como objectivo uma passagem pelas Sete Cidades, de forma a que o Paulo pudesse também gozar um pouco a sua passagem por São Miguel.
Partimos, tomando alguns percursos sentido norte, para depois enveredarmos por percursos em direcção às Sete Cidades.

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O ritmo do passeio foi sempre ligeiro, obrigando a alguma concentração, bem como algum empenho na condução.
As dificuldades foram surgindo naturalmente, mas foram quase sempre ultrapassadas, nem que fosse através da ajuda de outros colegas.
Da minha parte, só tenho a agradecer este grupo, pois ajudaram-se várias vezes em situações difíceis, especialmente quando o cansaço começava a levar a melhor.

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Uma vista ímpar e maravilhosa :-)

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Paragem para beber um pouco de água e recuperar energias.

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Descemos ao “coração” das Sete Cidades, onde a dada altura tivemos que atravessar um autêntico lamaçal, o qual apanhou desprevenido o Manuel Martins, ou seja, atascou e teve muitas dificuldades para tirar a mota de lá:

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Os restantes que faltavam passar não seguiram pelo caminho que ele tentou:

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Bem, um cenário estranho num passeio, um pela frente, outro por trás e o Manuel a meio…, teve de ser, a mota não tinha descanso lateral e estava com dificuldades em se ligar ;-)

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Trilho em direcção à Seara, o qual deu bastante trabalho, especialmente pelo seu piso muito escorregadio, associado a uma grande sinuosidade deste trilho.

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E depois de suarmos bastante na Seara, mais uma paragem para recuperar fôlego:

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Hehehehe… :-)

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Grande Paulo Marques, um pessoa super simples e agradável :-)

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Terminada a pausa, voltamos aos trilhos, mas, no meu caso, não foi por muito tempo, ou seja, num dos trilhos caí para o lado esquerdo e acabei por danificar o “start” da DR. Para quem não está familiarizado, as Suzuki apenas arrancam de “start” quando apertamos a manete da embraiagem, caso contrário o arranque eléctrico não funciona. Para tal, existe um espécie de mecanismo eléctrico que está associado à mente da embraiagem e detecta se a manete está pressionada ou não.
Com o tombo, este mecanismo ficou danificado e não consegui recorrer ao arranque eléctrico. Para piorar, a DR não possui “kick”…
Contudo, o Rui Galante e o Pedro Soares foram de uma grande ajuda e fui rebocado pelo Galante com uma corda que o Paulo Marques tinha, até que a DR pegou de empurrão.
Galante e Pedro, obrigado pela vossa ajuda.
Paulo Marques, obrigado por cederes a corda.
Restante grupo, obrigado por terem esperado por mim.
Não me restou senão rumar a casa pelo asfalto e tentar que a DR não fosse abaixo, senão…
E pronto, estava terminado o Estágio de Enduro com o Paulo Marques.

VÍDEO DOS 2 DIAS DE ESTÁGIO:

SE PREFERIREM ASSISTIR NO VIMEO:

http://vimeo.com/33239513

Em jeito de conclusão, este estágio foi uma mais valia, pois permitiu recolher ensinamentos que serão de grande utilidade nos passeio TT e Enduro.
Aprender de perto com o grande Campeão Paulo Marques foi um privilégio, pois por trás do seu grande currículo, está uma pessoa simples, de trato fácil e que não dispensa uma boa conversa.
Um bom professor, sempre directo, claro e objectivo, sendo fácil aprender.
A Organização está de parabéns pela iniciativa, bem como pela excelente pista de obstáculos que construíram. Neste aspecto, o Pedro Dias e o Nelson Rocha foram impecáveis.
Um bem haja também a todos quanto participaram neste estágio, pois criaram um bom ambiente, descontraído e cheio de companheirismo.
Por fim, o meu obrigado a todos quanto me ajudaram, especialmente nos momentos mais complicados, como os tombos.
Faço votos para que esta iniciativa se repita.

Boas Curvas! :-)
 
 


 
 
 

N2 – A Mais Longa Estrada… - CRÓNICA

No passado fim-de-semana, realizou-se em Portugal Continental um novo evento na área do Mototurismo, a N2 - A Mais Longa Estrada… :-)

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Tal como já tinha referido anteriormente, este evento iria contar com participantes dos Açores, nomeadamente Eu e o Vítor Ferreira, que formamos a equipa Team Açores.
Após o nosso sucesso como equipa no 13º Portugal de Lés-a-Lés, voltamos a embarcar em mais uma aventura, a qual assumia um carácter muito especial, por se tratar da 1ª edição.
Além disso, penso que não sabíamos bem o que esperar deste novo evento, pois para além se sabermos que este evento iria atravessar a Estrada Nacional 2, com início em Chaves e fim em Faro, também sabíamos que se tratava de “um “passeio” destinado a motociclistas experientes, que não se intimidam com as distâncias ou com o estado do tempo e estão sempre prontos para uma boa Aventura…”
Posto isto, tudo o resto era mais uma aventura e mais uma descoberta ;-)
De qualquer forma, seria um evento que iria servir na perfeição os nossos objectivos, como por exemplo conhecer mais um pouco do nosso país, passar largas horas aos comandos das nossas motas, mais uma experiência na área do Mototurismo, novas amizades e a sensação de liberdade e evasão que só estes grandes passeios conseguem proporcionar.
O apelo da estrada era grande e a nossa vontade de devorar kms ainda maior.
Passemos então ao relato do evento! :-)

Quinta-feira, 24 de Novembro: Ponta Delgada - Lisboa

A nossa aventura começou logo na quinta-feira, dia 24 de Novembro, com a nossa partida para Lisboa.
E aventura porquê?
Simples, era dia de greve geral e apenas haveria um voo para Lisboa, em esquema de serviços mínimos, o que deixa no ar alguma incerteza do voo se realizar ou não.
Além disso, pessoalmente viajava em regime de “facilidades de transporte”, por trabalhar na companhia operadora, o que tornava as coisas ainda mais complicadas, pois só embarcaria caso o voo tivesse lugares livres, o que não estava fácil.
Contudo, já perto da hora do embarque, e após muitos minutos de incerteza, eis que sou aceite e siga para Lisboa :-)

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Viagem agradável, onde as motas foram maioritariamente tema de conversa e sempre com a excelente companhia do Vítor.
Chegados a Lisboa, já tinha o Luís Deus à minha espera, o qual me iria ceder a sua KTM 990 ADVENTURE S para este evento, a qual estava toda equipada para o efeito, onde não faltaram malas laterais, GPS e até uns pneus cardados, caso surgissem outras aventuras ;-)
Tivemos um briefing sobre o funcionamento do GPS que ele me iria emprestar e sobre tudo o que respeitava à sua mota, nomeadamente algumas manhas e carácter próprio.
Passo a explicar, a luz dianteira nem sempre se ligava, mas quando acontecesse, bastava ligar e desligar a chave, que ela eventualmente se ligava. Outra manha era o ligar da mota, ou seja, caso o “start” não funcionasse, desligar a mota, engrenar 1ª velocidade e andar com ela para a frente e para trás, de forma a “mexer” com os carretos do arranque, penso eu.
O Luís dizia, “ela anda com umas manhas, mas não te vai deixar mal, esta mota nunca deixou ninguém a pé”.
Ok, sendo assim, tudo bem! :-)
O Luís lá introduziu manualmente a morada do hotel onde iríamos passar a noite, o Hotel AS Lisboa,  dado que em modo de busca automática o GPS não encontrava a morada, fez-se as despedidas e siga pró hotel.
No entanto, quando tentava sair do estacionamento, a KTM não se ligava, pressionava o “start” e nada. Fiquei logo a suar…
O Luís reparou e voltou para trás, e lá fez o truque de engranar 1ª velocidade, o qual funcionou na perfeição e a KTM voltou a ganhar vida, expressando a sua voz rouca através de uns belos Akrapovic.
Agora sim, siga para a Avenida Almirante Reis! :-)
Partimos, com o Vítor à pendura, pois ainda não tinha a sua mota consigo, confiantes nas indicações do GPS.
O GPS ainda deu algumas indicações, mas a dada altura reparamos que já não dava qualquer tipo de indicação, deixando-nos à nossa sorte e sentido de orientação.
Mas quem tem boca vai a Roma!
Lá paramos junto a uma praça de táxis e pedimos indicações a um taxista, que amavelmente nos indicou para onde tínhamos que seguir.
Seguimos as suas indicações, demos com a Avenida Almirante Reis, mas ainda demos umas voltinhas até encontrar o hotel. Não havia dúvidas, parecíamos uns autênticos estrangeiros ;-)
Acabamos por encontrar o Hotel AS Lisboa e com isto ficamos de imediato mais aliviados.

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Efectuamos o “check-in” e depois colocamos a mota no parque de estacionamento fechado, pago e vigiado, pois não valia a pena facilitar.
Para um 1º dia, já bastava de aventuras.
Xixi e cama! :-)

Sexta-feira, 25 de Novembro: Lisboa - Chaves

No dia seguinte, na sexta-feira, dia 25 de Novembro, esperava-nos uma viagem de Lisboa a Chaves, com este último local a ser o local de partida do evento e onde começa a Estrada Nacional 2.
Ainda estava previsto uma passagem por Águeda, onde tínhamos encontro marcado com o Miguel Silva, mais conhecido por “Miglim” e Administrador do Clube KTM Portugal, bem como com mais alguns amigos dele, nomeadamente o Alexandre Neto, Director da Masac, e o Filipe, Designer da Drenaline, os quais também iriam participar na N2 e acompanhar-nos nesta jornada. Mais tarde, o primo do Miguel, o Paulo Silva, Director da Vouga, também iria juntar-se a nós.
Mas antes da iniciarmos a viagem rumo a norte, tínhamos que ir até Camarate e até ao Transitário Pinhos, para o Vítor apanhar a sua mota, a Yamaha XTZ 660 Ténéré.
O dia amanheceu com bom aspecto e com uma temperatura agradável, seca e fresca.

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Bom dia Lisboa! :-)

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Após o pequeno almoço, era tempo de rumar a Camarate, com o Vítor à pendura.
No estacionamento, aconteceu a primeira peripécia, isto é, quando o Vítor tentou subir para o lugar do pendura, desequilibrei-me e deixei a mota tombar…
Bem, foi no mínimo cómico, aliás, nós demos uma boa gargalhada à custa disso :-)
Felizmente, nenhum dano material a registar, visto que a mota foi amparada pelas malas laterais. De qualquer forma, as minhas desculpas ao Luís Deus, mas acho que ainda estava a dormir ;-)
À 2ª tentativa lá partimos para Camarate, seguindo as indicações do GPS e serpenteando o trânsito lisboeta.
A viagem foi pacífica, as indicações do GPS correctíssimas, mas, falhei algumas indicações do GPS e lá demos algumas voltas a mais ;-)
Eram os nervos de amador a navegar ;-)
Chegados ao Transitário, rapidamente preparamos a mota do Vítor para seguir viagem:

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Com as motas reunidas e preparadas, siga!!! :-)

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Dado que ainda tínhamos que apanhar o Miglim e companhia, a intenção era não perder muito tempo e seguir pelo percurso mais rápido para Águeda. Para tal, apanhamos a N1 e depois não tinha que enganar, isto é, confiar nas indicações do GPS e estar atento à sinalização.
Nada mais simples! :-)

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Não faltava informação no cockpit da KTM :-)

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Pelo caminho, as habituais paragens para abastecimento, para esticar as pernas, por a família a par da nossa deslocação e recuperar energias, com um pouco de Monster :-)

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Repararam que a Monster que bebi é a de sabor a laranja? :-)
De volta à estrada, foi basicamente andar a direito e aproveitar o belo dia e bela estrada que apanhamos.

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Andamos bem perto da Espaços Sonoros, do nosso amigo Filipe Elias, organizador também do WTC e N2:

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Inicialmente, planeamos almoçar com o Miglim, mas já estávamos um pouco em cima da hora e, de forma a não o atrasarmos também, decidimos almoçar um pouco antes de chegar a Águeda, na Mealhada.
E o que é que comemos???
Leitão à Bairrada!!! :-)

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Um belo almoço, sem dúvida ;-)

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Após o almoço, chegamos a Águeda em pouco tempo e encontramo-nos com o Miglim.
Apenas o conhecia virtualmente, do Clube KTM Portugal, sendo esta uma boa oportunidade de o conhecer pessoalmente.
O Miglim foi um excelente anfitrião, recebendo-nos de braços abertos e não perdendo tempo em mostrar-nos algumas das suas paixões, ou seja, carros e motas. Além disso, é uma pessoa que se caracteriza pela sua simpatia, é sociável e afável.
Mostrou-nos várias motas clássicas que possui, incluindo belos modelos de Enduro:

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O Miglim é um homem de sorte, pois à sua volta tem um pequeno paraíso :-)

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Uma coisa podem ter a certeza, corre sangue laranja nas veias do Miglim, e isso nota-se um pouco por toda a parte da sua propriedade :-)

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No entanto, o Vítor precisava de efectuar uma pequena intervenção na sua Ténéré, nomeadamente uma mudança de pinhão de ataque.
Para isso, o Miglim levou-nos até à oficina do Mestre Eugénio:

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O Mestre Eugénio foi mais uma pessoa que tivemos o prazer de conhecer nesta aventura, e ainda bem.
Mecânico de profissão, da velha guarda, daqueles que a mecânica já não tem segredos. Um senhor simpático, bom conversador e com muitas histórias para contar, que nos deixam simplesmente desejosos por ouvir mais.
Melhor que tudo, gosta dos Açores e é um grande apreciador das… KTM :-)
Na sua oficina, reina muita história e nostalgia, havendo também um pouco de tudo, desde motas mais recentes, até motas vintage, em que os seus proprietários não dispensam os cuidados do Mestre Eugénio.
Fiquei de boca aberta com esta linda AJS, impecávelmente recuperada/restaurada pelo Mestre Eugénio:

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E esta Mondial? :-)

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E, claro, uma belíssima KTM :-)

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Referência importante à participação do Mestre Eugénio no Dakar, na condição de mecânico do piloto Carlos Ala:

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Foto com este GRANDE SENHOR, que também foi vice-campeão de Portugal de Motocross em 1971:

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Sem dúvida que não esqueceremos o Mestre Eugénio e que os minutos que passamos na sua companhia valeram bem a pena. Um grande abraço para o Mestre Eugénio!
De volta à “casa” do Miglim, já tinham chegado o Alexandre Neto e o Filipe, restando apenas colocar o capacete, luvas e seguir para Chaves.

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A viagem de Águeda até Chaves começou bem, com o ritmo a ser imposto pelo Miglim e pela sua KTM 990 ADVENTURE R, quase sempre “vivo” e com o intuito de não nos demorarmos muito.
As paragens estavam a ser apenas as obrigatórias, as temperaturas começaram a baixa e, a dada altura, até coloquei um passa montanhas.
Abaixo, Miglim e Vítor:

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A dada altura, eis que começo a notar algo de anormal com a KTM, ou seja, comecei a notar que a embraiagem estava a perder pressão, com a manete a ficar com o acionamento demasiadamente mole.
Para piorar o cenário, começo a sentir dificuldades em engrenar velocidades, até que se tornou muito difícil efectuar reduções de velocidade.
E estes problemas começaram a surgir ainda em estrada aberta, como seria nas localidades.
Instalou-se de imediato algum desconforto na minha cabeça, o qual me levou em pleno andamento a tentar resolver o problema, mexendo no ajuste da manete e apertando a manete.
Quando apertava, notava que a embraiagem voltava a ganhar pressão, mas temporariamente, diria segundos, e voltava a ficar sem pressão.
Estava muito preocupado e começava a ver a minha participação na N2 a ser posta em causa, porque sei bem que, quando o hidráulico da bomba da embraiagem das Adventure avaria, não há reparação possível, apenas uma nova bomba da embraiagem resolve a questão. E como esta não é uma peça que as oficinas tenham normalmente em stock, o cenário não era animador.
Ora bem, assim que entramos na primeira localidade, informei o grupo do problema, aliás, perceberam de imediato, pois a KTM não fazia qualquer ponto de embraiagem e ia abaixo assim que reduzia o ritmo ou parava.
Mas estava em boas mãos, e o Miglim conduziu-nos até uma oficina que conhecia na área, onde deram uma vista de olhos.
Para nossa surpresa, o sistema hidráulico tinha óleo…, então porque perdia pressão?
O mecânico afinou a manete e a embraiagem ganhou pressão e parecia estar resolvida.
Partimos confiantes!
Contudo, não foram precisos muito kms até voltar a sentir os mesmos sintomas de falha da embraiagem, isto é, perda de pressão.
Voltei a ficar super desanimado e, uma vez mais, o cenário de desistência da N2 voltava a assombrar os meus pensamentos :-(
Em estrada aberta, ainda deu para contornar a situação, pois não era necessário estar a recorrer à caixa de velocidades. Mas assim que entramos em Chaves, com rotundas, cruzamentos, etc, tornou-se muito difícil progredir, porque a KTM não fazia qualquer ponto de embraiagem e era impossível parar com velocidade engrenada. Aliás, se parava num stop em 1ª velocidade e de embraiagem apertada, a mota soluçava para a frente e ia abaixo. Uma situação que me causou alguns sustos e desequilíbrios.
Lá andamos a empurrar a KTM e apenas ligava assim que tinha velocidade suficiente.
Mas já com o hotel à vista, o Aquae Flaviae, já não conseguíamos fazer com que a KTM entrasse no mesmo de forma natural, e lá empurramos a mota até ao estacionamento, onde já se encontravam algumas dezenas de participantes.

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Imaginem lá a minha figura a entrar no hotel empurrando a mota e sob o olhar atento de muitos participantes…
Mas pronto, são azares de que ninguém está livre ou pode adivinhar.
Já no hotel, com “check-in” feito para o quarto e evento, a minha preocupação era tentar resolver o problema, de forma a não desistir permaturamente da N2.
No hotel, fui contactado por vários participantes que já conhecia do Moto Rali dos Açores e do WTC Açores, como o Paulo Monteiro, João Dias, Filipe Lage, Jorge Gameiro e sua esposa Elsa, Catarina, entre outros, os quais fizeram questão de me cumprimentar e manifestaram satisfação por me voltar a rever. Além disso, manifestaram a sua preocupação com os problemas de embraiagem que estava a sentir e alguns deles tentaram de imediato encontrar uma solução.
Naquele momento, a preocupação deles estava ser de alguma forma reconfortante.
Nota também para o Miglim, que de imediato tentou solucionar o problema através dos seus contactos. O companheirismo ao mais alto nível :-)
A dada altura, fui “socorrido” pelo mecânico da Bomcar, o Paulo, o qual deu uma vista de olhos e achou que o nível do óleo estava baixo, sendo conveniente colocar mais algum e “sangrar” o hidráulico da embraiagem.
O Miglim e o Vítor foram a uma estação de serviço e lá desenrascaram óleo para a embraiagem, que, apesar de não ser o indicado, servia para desenrascar.
Fiz tal como o Paulo mandou, coloquei o óleo e fui apertando a manete da embraiagem até ficar com os sistema “sangrado”. Voltou a ganhar pressão e fui dar uma voltinha de teste, mas nada feito, voltou a perder pressão…
Perante a situação, o melhor mesmo era fazer uma pausa, jantar e depois logo se via.
O meu ânimo não era o melhor…
Durante o jantar, o Miglim voltou a tentar arranjar soluções e até equacionou-se vários cenários, mas nenhum era a solução ideal ou prometia resolver a situação em definitivo.
Ao fundo e de laranja, o Miglim, à direita Vítor, seguido do Alexandre Neto e Filipe:

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Após o jantar, fomos para o briefing da N2, onde uma plateia de 189 participantes escutava atentamente as palavras da Organização, a qual explicou a todos como se desenrolaria a actividade, bem como outras informações úteis.
Filipe Elias foi o orador principal, sempre muito directo e claro, como habitualmente.

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Para uma 1ª edição de um novo evento, 189 participantes podem ser considerados um grande sucesso.
Claro que a curiosidade de todos em relação à N2 era muita, e foi um grande desafio à Organização por de pé um evento que fosse de encontro às expectativas criadas nos participantes.

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O evento era simples, começava em Chaves e acabava em Faro, sendo o GPS o nosso principal meio de navegação, através da introdução de software que iria colocar em evidência a N2, através de um tracejado cuja cor se destaca no ecrã. Nada de complicado e muito fácil de seguir, pois a intenção da Organização era facilitar a vida a todos e manter todos dentro da N2.
Não obstante ao facto dos participantes estarem munidos de GPS, também foi entregue um mapa em papel, como meio complementar.
Além disso, tínhamos que seguir um road book fotográfico, no qual constavam fotos de determinados locais e quilometragem onde se situavam, e que depois tínhamos que encontrar estes locais e tirar uma foto nos mesmos, de forma a provar que lá estivemos.
Um conceito do WTC, que penso que foi bem vindo no evento.
Portanto, o evento era simples, restanto aos participantes aproveitar ao máximo o mesmo, tendo sempre atenção à navegação, aos locais a fotografar, bem como ao cansaço que o acumular de kms poderia causar e todas as consequências negativas que advêm do cansaço.
O importante não era ser rápido, mas sim constante e equacionar correctamente as nossas paragens e deslocação.
De referir que no acto do “check in” da N2, foi entregue autocolantes alusivos ao evento e para se colar na mota e capacete, sweat shirt alusiva ao evento, fita para prender chaves, toalhita para limpeza da viseira do capacete e publicidade diversa.
Terminado o briefing, voltei a falar com o Filipe e com o João sobre o problema da embraiagem, os quais prontamente disponibilizaram as suas motas para eu realizar o evento. Mais companheirismo que este é díficil.
Mas o João Dias, um dos Organizadores da N2, voltou a insistir com o Paulo, Mecânico da Bomcar, para voltar a dar uma vista de olhos no meu problema. O Paulo perguntou se eu tinha “sangrado” a bomba hidráulica que se encontra junto ao motor, e perante a minha resposta negativa, efectuou esta operação 3 vezes, tendo saído ar nas 3 vezes.
Quando estas embraiagens hidráulicas possuem ar no circuito, deixam de funcionar correctamente e impossibilitam o uso da caixa de velocidades convenientemente.
Após “sangrar” 3 vezes, atestou-se o óleo, voltou a ganhar pressão e fui dar uma volta, de forma a verificar se era desta.
Bem, após alguns kms de insistência, a bomba da embraiagem não perdeu pressão e funcionou sempre correctamente. Estava mais animado e começava a ter esperança.
No entanto, o Paulo referiu que a embraiagem poderia estar a funcionar correctamente temporariamente e que poderia voltar a falhar, caso a bomba estivesse realmente em fim de vida. Aconselhou-me a fazer passagens de caixa sem recorrer à embraiagem, de forma a não abusar do hidráulico, pois não haveria inconvenientes.
Apesar de ainda pairar no ar alguma incerteza, já estava bem mais animado e aliviado, e pude dar mais atenção a todos quanto me conheciam, pois no meio do stress daquele problema, não consegui dispensar a devida atenão. As minhas desculpas a todos, pois o stress apoderou-se de mim e o meu obrigado ao Paulo pela sua ajuda.
Antes do repouso, ainda faltava-me carregar o mapa N2 no GPS:

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Resumo do dia, bela viagem até Chaves, bom tempo, revi caras conhecidas, conheci novos amigos, passei pela agústia da embraiagem, mas no fim estava satisfeito por estar presente neste evento.
O dia seguinte seria o dia de prova, o qual tinha ainda algumas reservas, essencialmente por causa da enbraiagem.
Mas estava confiante e mais optimista. Dedos cruzados! :-)

Sábado, 26 de Novembro: início da N2, Chaves - Faro

No Sábado, dia 26 de Novembro, tinha início a grande aventura N2 :-)
Acordamos bem cedinho, pois pretendíamos partir por volta das 06:00, de forma a não chegarmos muito tarde a Faro, e de forma a ficarmos com espaço de manobra, caso surgissem imprevistos.
A expectativa era muita, pois em teoria sabíamos o que era a N2, mas na prática as coisas, por vezes, tendem a ser diferentes.
Após o pequeno almoço, preparei a KTM para partir, benzi-me e pedi ajuda divina, pois não haviam certezas quanto à situação da embraiaigem.
Apesar de tudo, não podia de achar a versão Dakar da KTM super linda e sensual ;-)

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O meu habitual companheiro de aventuras além Açores, o Vítor, cheio de vontade de dar um “esticão” na valente Ténéré 660:

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Os nossos amigos e companheiros de estrada, Miglim, Alexandre e Filipe:

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Assim que deixamos o hotel, começamos a seguir as indicações que o GPS indicava, tendo nos levado para junto de uma rotunda, onde se encontrava o Filipe Elias a dar as partidas da N2 e a fazer algumas recomendações:

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Às 06:00, estava naturalmente noite, mas além disso, estava muito frio e muito nevoeiro, deixando logo no ar que a N2 ia dar luta:

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Fizemo-nos à estrada, tentando sempre seguir rigorosamente as indicações do GPS, situação que se veio a comprovar fácil, deixando-nos numa posição mais relaxada.
Referência, novamente, à embraiagem da KTM, que à partida para a N2 estava a funcionar correctamente, deixando-me, uma vez mais, confiante.
O nosso 1º check point fotográfico era o km 146, mas até lá, andamos bastantes kms na escuridão da noite e com muito nevoeiro, que condicionou a nossa deslocação e visibilidade, ou seja, por naturais razões de segurança, optamos por uma deslocação mais lenta.
Para piorar as coisas para o meu lado, a viseira do meu capacete começou embaciar, bem como as lentes dos meus óculos, dificultando-me imenso a minha visibilidade. Tive que circular durante muitos kms de viseira aberta e com os óculos fora dos olhos, pois só assim via alguma coisa de jeito. O inconveniente era o frio que apanhava na cara, que era muito e fez-me, por momentos, pensar que podia apanhar alguma paralisia facial.
Estava mesmo muito frio, e as mãos também já começavam a queixar-se destas baixas temperaturas. Na próxima paragem era imperativo mudar para as luvas mais quentes que tinha trazido.
Apesar de difícil e mais lenta, estava a ser interessante, pois aos poucos o dia estava a amanhecer, começando a revelar mais pormenores das zonas que estávamos a atravessar, além de que certas zonas ganhavam uma beleza diferente conforme o dia ia amanhecendo.
Paramos numa zona cuja beleza do amanhecer, misturada com a neblina, projectava nas montanhas um cenário misterioso e digno de ser apreciado e registado:

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Aproveitei para mudar de luvas, pois as minhas mãos bem precisavam.
Senti que estava muito frio, mas quando alguém do grupo disse que estava -5 graus, nem queria acreditar, mas estava.
Não admira que as mãos estivessem já a doer com o frio…
Continuando a nossa viagem, o nevoeiro foi durante mais algum tempo a nossa companhia, só que já não de forma constante, ou seja, ora entravamos numa zona com nevoeiro, ora passavamos por uma zona completamente livre do mesmo.
Na localidade com o nome de Cumieira (em São Miguel temos as Cumeeiras), deparamo-nos com mais uma bela moldura da natureza, novamente com o nevoeiro a ser o principal protagonista:

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Uma zona de montanha com vindimas e de grande beleza :-)

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Na travessia de algumas localidades, era engraçado verificar que muitas moradias tinham as suas chaminés a funcionar, isto é, com fumo a sair, que penso estar relacionado com as lareiras para aquecer as casas. E bem que precisam, pois por estas bandas faz mesmo frio.
Felizmente, o cenário que mais temíamos não se concretizou, ou seja, gelo na estrada. Era aquilo que mais temia, especialemente por ter um par de pneus cardados na KTM, que não seriam nada seguros num cenário deste tipo.
Mas em algumas partes da vegetação na lateral da estrada, dava para perceber que a vegetação tinha uma cor verde mais clara, fruto, penso eu, de algum gelo ou coisa parecida.
De qualquer forma, circulamos com precaução, pelo menos até o dia atingir temperaturas mais quentes.
A partir do km 146 começamos a tentar encontrar o check point fotográfico, que, segundo a Organização, poderia nem sempre estar de acordo com a quilometragem das nossas motas.
Mas encontramos e lá tiramos a fotografia:

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Uma das Ducati Multistrada 1200 presentes, neste caso do Filipe Lage. Uma mota arrebatadora :-)

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Voltando à estrada, as temperaturas subiram mais um pouco, tornando este “passeio” mais agradável.
Na foto abaixo, Barragem da Aguieira, situada no leito do rio Mondego e Concelho de Viseu:

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O próximo check point fotográfio era ao km 219, o qual nos fez perder algum tempo, porque não estava perceptível como o anterior, isto é, estava bem mais escondido.
Pela zona onde supostamente o mesmo deveria estar, ou seja, uma zona à beira rio e perto de Viseu, eram vários os participantes que consultavam o GPS e procuravam a zona da foto, mas não estava fácil…
Na foto abaixo, o staff da revista portuguesa de motas REV:

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O Miglim acabou por encontrar a zona da fotografia e lá tiramos a foto, mesmo junto ao rio e ainda com uma ligeira neblina a sair da água:

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Que cenários de lindos! :-)

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Antes do próximo ponto fotográfico, fizemos mais alguns kms e almoçamos.
O almoço estava a cargo da Organização, em jeito de almoço volante.
Por esta altura, o primo do Miglim, o Paulo Silva, juntou-se a nós e lá fomos todos almoçar, numa zona tipo parque, que se revelou acertada, principalmente pelo ambiente sereno e pacato.

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Almoçamos, talvez, em apenas 15 minutos. Foi mesmo comer e andar, pois não havia tempo a perder, porque ainda faltavam muitis kms até chegarmos a Faro.
Ao km 300, check point fotográfico, junto a um marco de estrada com a indicação N2:

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A zona da N2 que estávamos a apanhar neste actividade estava a ser do meu agrado, pois as zonas de andar “a direito” eram poucas, ou seja, haviam mais zonas sinuosas que rectas, tornando a condução mais divertida e mantendo-nos mais despertos.

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Ao Km 359, nova paragem para foto:

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Contudo, Eu e o Miglim tivemos uma abordagem completamente diferente a este ponto, isto é, atingimos o mesmo via fora de estrada e não pela estrada, conferindo à N2 um carácter ainda mais aventureiro.
Foi apenas um pequeno percurso, mas que gostei muito e que não estava isento de dificuldades, na forma de muita pedra solta.
Importante referir que foi o Miglim a levar-me por maus caminhos ;-)

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Os nossos companheiros junto ao ponto:

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Nesta zona havia um miradouro que oferecia uma vista magnífica e cujo horizonte parecia não ter fim:

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Ao km 371, novo ponto fotgráfico:

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Uma vez mais, com mais um miradouro a oferecer uma grande vista:

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Após 300 e muitos kms, era quase seguro dizer que o problema da embraiagem da KTM estava resolvido, porque a mesma nunca mais deu sinais negativos. Afinal de contas, parecia que era só mesmo ar no circuito hidráulico.
Contudo, ainda tinha as minhas reservas, apesar de já não pensar muito no assunto ;-)

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A N2 tinha muitas zonas sinuosas, mas também tinha várias partes de andar a direito, onde era possível recuperar mais algum tempo perdido. Mas continuava a preferir a diversão que as curvas proporcionam, além de nos mater mais despertos, porque com o acumular de kms, o corpo e a mente começam a ressentir-se, obrigando a um esforço extra.

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Mais do que um passeio, a N2 é um desafio :-)

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Para os lados de Montemor, uma passagem curiosa, ou seja, passagem por uma estrada submersa :-)

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Se fosse Verão até tinha dado jeito ;-)
Sem darmos conta, já contabilizamos mais de 400 kms, e já começamos a aproximar-nos da zona mais a sul da N2, mas já com o dia a chegar ao fim, com um bonito por do sol laranja e azul, em perfeita sintonia com a KTM do Luís Deus :-)

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Bem se pode dizer que foi o mais longo por do sol na mais longa estrada.
Com o anoitecer, era conveniente limparmos as viseiras dos capacetes, pois era importante termos uma boa visibilidade para a última parte da N2.
Como diria o Paulo Silva, “vamos lavar a cara” :-)

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Último check point fotográfico, ao km 652:

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A partir daqui, entramos na última parte da N2, antes de chegarmos a Faro, na Serra do Caldeirão, um belo troço de montanha, com curvas para todos os gostos. A Serra do Caldeirão tem nada mais nada menos que 365 curvas.
Portanto, esperva-nos muita diversão e seria o derradeiro teste à embraiagem da KTM.
Na Serra do Caldeirão, foi o Miglim e o Paulo Silva a imporem o ritmo, o qual foi simplesmente ao meu gosto, ou seja, rápido e a aproveitar as curvas ao máximo.
Arrisco-me a dizer que, em  determinadas alturas, o ritmo chegou a ser alucinante e impróprio para cardíacos, pois o Miglim e o Paulo pareciam que estavam a conduzir em circuito.
Posso dizer que valia tudo a curvar, por dentro, por fora, a cortar a curva, enfim, as 365 curvas desta Serra foram feitas em pouco tempo e sempre de “faca nos dentes”. Para tal, contribuíu o bom estado do piso e a boa iluminação das motas.

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Nem queria acreditar no abuso que os pneus cardados da KTM estavam a suportar e a permitir…
O mais interessante é que, apesar de uns incríveis 700 kms e  mais de 12 horas a conduzir, fizemos a Serra do Caldeirão como se tívessemos apenas alguns kms. De loucos :-)
À chegada a Faro, concluí que, definitivamente, a embraiagem da KTM estava ok e tratou-se apenas de ar no circuito do hidráulico.
E eu que cheguei a pensar que estava tudo perdido…
Bem, assim que chegamos a Faro, entramos nos últimos kms e eis que chegamos ao fim, com o Filipe Elias a receber-nos e naturalmente satisfeito, por nos ver superar este grande desafio que foi a N2:

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Sem dúvida que foi a mais longa estrada e um grande desafio, pois sempre foram 13 horas a andar de mota e mais de 800 kms.
Desafio superado e objectivo cumprido!

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Não faltou o autocolante a certificar a concretização da N2:

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Uma grande festa! :-)

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VÍDEO N2:

Se preferirem ver no VIMEO:

http://vimeo.com/32971785

Terminada a N2, rumamos para o hotel onde iríamos passar a noitem o Crowne Plaza, em Vilamoura e de 5 estrelas.
Sem dúvida que foi um merecido prémio ;-)

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As motas ficaram mesmo junto à entrada do hotel, conferindo um cenário bem diferente daquilo que normalmente se passa num hotel.

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Excelentes condições :-)

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Se repararem bem, o WC possui total visibilidade para os quartos, o que nos deixou um pouco perplexos. Mas afinal de contas, havia um painel que descia, mas até o descobrir, andamos alguns minutos à sua procura.

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A vista do nosso quarto:

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Motas, muitas motas, apesar de pelas 20:00 ainda não terem terminado todos os participantes…

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O jantar veio mesmo a calhar :-)

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Após o jantar, era tempo de encerrar a N2, com a Organização a proferir os habituais discursos:

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A ideia de colocarem a mota no interior do hotel foi engraçada e original.
Contudo, a organização ainda tinha reservado mais uma surpresa, iam entregar a cada participante uma recordação da N2, ou seja, uma espécie de troféu, lembrando uma placa de estrada.
Muito original! :-)

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Chamaram um por um e, no nosso caso em particular, o Filipe fez questão de referir que eramos dos Açores ;-)

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E pronto, toma-se mais uns copos com o pessoal e aproveita-se as excelentes condições do hotel para descansar, relaxar e recuperar energias.
Conclusão da N2, foi um excelente evento, muito bem organizado e com todas as condições para ter continuidade.
Foi realmente um evento feito para Motociclistas que não se intimidam com as distâncias e que gostam de passar largas horas em cima da sua mota, assim como apreciam o Mototurismo e todo o apelo da estrada.
O Filipe Elias, João Dias, Catarina e restantes elementos estão de parabéns, porque souberam colocar na estrada um evento verdadeiramente interessante e único, que proporcionou a todos excelentes momentos de Mototurismo, bem como alguma aventura e desafio.
Por falar em desafio, de facto, passar 13 horas a conduzir, em que a paragem maior foi de 15 minutos, realizar mais de 800 kms num só dia, suportar temperaturas de -5 graus, e devorar 365 curvas da Serra do Caldeirão, constitui um grande desafio, que após superado dá uma grande sensação de realização pessoal e de objectivo cumprido.
Valeu a pena cada km percorrido! :-)
Outros aspectos que destaco na N2, foi o excelente grupo que eu e o Vítor nos integramos, nomeadamente o Miglim, o Paulo Silva, Alexandre Neto e Filipe. Todos pessoas 5 estrelas e excelentes comapnheiros de estrada.
A eles o meu obrigado pela sua hospitalidade, simpatia, ajuda e amizade! :-)
Também gostei de rever amigos que fiz no Moto Rali dos Açores e no WTC Açores, pois receberam-me bem e fizeram-me sentir em casa. Obrigado pessoal!
O meu GRANDE OBRIGADO também ao Luís Deus por me ter cedido a sua KTM para realizar a N2. Foi de uma grande simpatia, disponibilidade e amizade, que certamente nunca me esquecerei e procurarei retribuir.
Ainda nos agradecimentos, outro GRANDE OBRIGADO ao Vítor Ferreira, não só por ter sido uma vez mais o meu companheiro de aventura e de estrada, como também pela sua amizade e forma de estar nestas ocasiões.
E como não podia deixar de ser, um GRANDE, mesmo GRANDE OBRIGADO à minha cara metade e filha, a Carla e a Mafalda, por me terem apoiado em mais uma aventura.
Por estas e muitas outras razões, valeu a pena participar na N2 -  A Mais Longa Estrada…

Domingo, 27 de Novembro: Faro - Santarém - Lisboa

No Domingo, dia 27 de Novembro, era dia de todos regressarem a casa.
Da minha parte e do Vítor, só tínhamos voo na segunda-feira, deixando-nos mais à vontade para algumas voltas.
O dia voltou a amanhecer maravilhoso e, caso não fosse as temperaturas mais baixas, diria que estávamos no Verão ;-)

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Nada como um bom pequeno almoço :-)

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Com o passar das horas, os 189 participantes da N2 iam abandonando o hotel aos poucos.

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Quem diria que fiz a Serra do Caldeirão a um ritmo alucinante e sempre “colado” aos meus companheiros com estes pneus???

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Alguns participantes da N2 ficaram impressionados com a minha coragem ;-)
Um evento que ficará para sempre na nossas memórias:

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Antes da partida, a foto de família. Da esquerda para a direita: Filipe, Alexandre Neto, Eu, Paulo Silva e Miguel Silva:

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Estava na hora de nos fazermos à estrada, com o objectivo a centrar-se em Eu e o Vítor acompanharmos o Miglim e companhia até Santarém e depois segurimos para Lisboa.
A nossa viagem até Santarém foi divertida, com o pessoal a trocar de motas entre si, de forma a experimentar novas sensações ;-)
O Miguel a experimentar a Ténéré do Vítor:

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O Vítor voltou a recordar as sensações da KTM:

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Também tive a oportunidade de testar a KTM 990 ADVENTURE R, a qual gostei:

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E também andei na KTM 990 SMT do Paulo Silva, a qual delirei. Que mota, que motor, que ciclística, que power, enfim, tremendamente divertida e eficaz.

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Estas trocas de mota proporcionaram bons momentos entre todos, especialmente no campo da diversão.

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Paragem em Santarém e tempo de nos despedirmos do Miglim, Paulo, Alexandre e Filipe.
Até à próxima aventura amigos! :-)

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Para mim e para o Vítor, tempo de almoçar, uma bela sopa da pedra, que tão bem aconchegou o nosso estômago :-)

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Depois foi rumar para Lisboa, de volta ao Hotel AS Lisboa.
Fomos pela estrada nacional, de forma a evitar as dispendiosas portagens, tendo a viagem sido calma e sem qualquer dificuldade de navegação.
Deixamos a KTM do Luís Deus na casa da sua mãe, com a simpática Cristina Sá e Melo a ajudar-nos nesta tarefa, e bora lá descansar.

Segunda-feira, 28 de Novembro: Lisboa - Camarate - Ponta Delgada

Na segunda-feira, dia 28 de Novembro, era o regresso a casa, que sabe tão bem, especialmente quando as saudades da família apertam.
O Vítor partiu mais cedo que eu, cabendo-me a mim entregar a sua mota no Transitário, para posterior regresso a São Miguel.

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Visto que tinha marcado no GPS a localização do Transitário, a navegação até ao mesmo foi tranquila, rápida e sem qualquer erro de navegação. Maravilha!

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No Transitário, embrulha-se a “menina” do Vítor, dá-se uma última vista de olhos e deseja-se boa viagem ;-)

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Depois foi uma questão de fazer tempo até à minha hora de embarque, onde para tal não faltou uma visita a um concessionário KTM, a KTM LX, onde pude conhecer ao vivo e a cores a novíssima KTM EXC-F 350 :-)

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A mota é fantástica e linda!
E pronto, siga para o Aeroporto.
Portugal Continental, até à próxima aventura! :-)

Boas Curvas! :-)