No passado Domingo, realizou-se a última prova do Campeonato de TT a cargo de Abel Carreiro e a ACSport.
O Circuito TT Grupo Marques encerrou com chave de ouro uma série de provas plenas de adesão e sucesso, e que muito animaram pilotos e público. A receita para este sucesso foi simples, apostando claramente em provas de nível médio de dificuldade e sempre com um figurino descomplicado.
Para esta última prova, a zona da cascalheira da Marques voltou a ser a eleita, com a organização a voltar a apresentar algumas inovações no percurso, de forma a animar mais a prova e a luta pelas posições cimeiras.
Infelizmente, a lista de participantes para esta prova sofreu algumas baixas, onde se inclui Manuel Martins e André Cabral, com ambos impossibilitados de participar devido ao envolvimento em provas do Nacional de Motocross e Enduro.
Todavia, haviam muitas presenças em campo que prometiam muito espectáculo e animação, num circuito que se antevia rápido e escorregadio.
Pela manhã, a habitual rotina da colocação dos números e transponders, e muita boa disposição
O jovem Abel Carreiro Jr. em mais uma participação com os “grandes”:
Equanto não se dava início aos treinos, aumentava a ansiedade e nervosismo de alguns pilotos. Normal, é muita adrenalina
O chefe da banda da música, Abel Carreiro, na companhia de Rui “Jarvis” Galante:
A meio da manhã deu-se início aos treinos cronometrados, onde desde muito cedo todos os pilotos imprimiram um ritmo forte. Além disso, havia uma curva larga, rápida e escorregadia que proporcionava passagens muito rápidas e quase sempre em derrapagem, quase como se de uma prova Supermoto se tratasse. Estava visto que esta era a zona espectáculo.
André Câmara foi um dos homens espectáculo na passagem por esta curva, quase sempre com trajectórias de grande beleza e espectáculo. Grande controle e empenho!
Fim da sessão de treinos, afinam-se pormenores nas máquinas:
E estava na vez dos Quads treinarem, com a lista de inscritos nesta classe a ser em pouco número, comparativamente a outras provas.
Os homens das 4 rodas também deram muito espectáculo na dita curva, não só pelas típicas traseiras a atravessarem-se, mas também pela grande velocidade em curva. Destaque para Rui Borges, o qual evidenciou desde muito cedo um andamento muito forte, fruto de boa resistência física e um Quad muito bem preparado.
Quanto às corridas, este evento estava dividido em 2 corridas por cada classe, com a duração, se não estou em erro, de 30 minutos por corrida. Portanto, corridas curtas, mas a exigirem mais empenho e rapidez, de form a que a contabilização das 2 corridas seja a melhor possível.
Nas 2 rodas e na partida para a 1ª corrida, o arranque registou uma grande rapidez de todos os pilotos, com André Câmara a tomar a dianteira da corrida:
Infelizmente, o Vítor Ferreira não conseguiu evitar uma queda na partida, que o atrasou um pouco e praticamente hipotecou as suas hipóteses de um resultado mais cimeiro. Ainda assim, realizou uma excelente recuperação e até conseguiu terminar dentro dos primeiros 5 lugares.
A corrida foi sempre muito disputada, com vários pilotos a envolverem-se em despiques muito interessantes e animados, o que fez as delícias do público presente.
Além disso, havia a tal curva, que proporcionava grandes momentos de pilotagem.
Com o decorrer da corrida, a luta pelas primeiras posições centrou-se no André Câmara e no Sérgio Pinheiro, com ambos a darem o seu máximo em pista e a denotarem um andamento muito competitivo. Com o acumular de tempo e voltas, o André acabaria por ceder a 1ª posição ao Sérgio, o qual até ao final da corrida nunca mais largou. Muito boa competição!
Mais atrás haviam umas lutas muito particulares e animadas, como a do Rui Mandarina e o “Carapuça”, com ambos a chegarem a rodar muito próximos. De salientar a sempre rápida e agressiva condução do “Carapuça”, a não facilitar a vida aos seus adversários. Sempre um espectáculo de assistir
Outros pilotos pautaram-se por um andamento regular e sem arriscar muito, porque afinal de contas são 2 corridas, como o Paulo Vieira, Nelson Pragana, Sário Ponte, Filipe Silva, Tiago Silva e mesmo o Nuno Pita, a braços com um pneu traseiro em mau estado.
O mau estado do pneu traseiro do Nuno Pita provocava derrapagens mais acentuadas e exigia mais atenção, mas por outro lado, originava momentos espectaculares, como este
A curva espectáculo
No final da 1ª corrida, o vencedor foi o Sérgio Pinheiro, mas por aquilo que se tinha assistido, a 2ª corrida prometia muito mais espectáculo e luta.
Quanto à corrida dos Quads, infelizmente não houve grande história, visto que no arranque o Rui Borges destacou-se de imediato e em pouco tempo/voltas conseguiu uma vantagem considerável e confortável em relação ao seu mais directo perseguidor, o Bruno Furna.
No entanto, a corrida não deixou se ser interessante, porque assistiu-se a muita velocidade e a derrapagens igulamente espectaculares por parte destas motas.
Também foi notório o empenho de alguns pilotos, como o Bruno Furna, o qual nunca baixou os braços e tentou sempre ser rápido e diminuir a distância para o Rui Borges. Mas apesar de todo o esforço, estava a ser muito difícil dar répilica ao Rui e ao seu rapidíssimo Suzuki, que estiveram sempre um nível acima. Mérito para o esforço do Bruno.
Geraldo Borges também tentou de tudo para superar o Bruno Furna, mas a sua tarefa também não foi muito fácil, não só pelo andamento mais rápido do Bruno, mas também por aquilo que pareciam ser alguns problemas técnicos.
Os restantes pilotos em pista pautaram-se por uma prestação mais regular.
No fm dos 30 minutos, vitória incontestável de Rui Borges.
Passando para a 2ª corrida das 2 rodas, a mesma voltou a registar algumas semelhanças com a corrida anterior, com a discussão dos primeiros lugares a centrar-se entre o Sérgio Pinheiro, André Câmara e Vítor Ferreira, seguidos de muito próximo durante algumas voltas pelos restantes pilotos.
Desta vez o Vítor Ferreira não teve o azar de cair como na 1ª corrida, e animou a discussão pelos primeiros lugares, sempre ao seu melhor estilo, ou seja, consistente e sempre a optar por uma condução o mais eficaz possível e sem desperdiçar tempo.
Destaque para o jovem Abel Carreiro Jr., que após ter sido forçado a desistir na 1ª corrida devido a avaria, participou na 2ª corrida aos comandos de uma KTM 300 2T. E não se deu mal, mostrou que dentro de poucos anos os graúdos vão ter que contar com ele.
Rui Galante a desempenhar a função de mota “vassoura”
Com o decorrer da corrida, o Sérgio Pinheiro conseguiu, uma vez mais, superiorizar-se aos seus mais directos rivais. Contudo, teve que estar sempre com atenção e não baixar a guarda, visto que bastaria um pequeno deslize para que a vitória lhe fugisse das mãos. Defendeu a sua posição muito bem e mostrou uma consistência assinalável, optando sempre por linhas mais rápidas e eficazes para tal.
O André Câmara e o Vítor de tudo fizeram para contrariar o Sérgio, mas não foi possível, tendo ambos optado por defender as suas posições um do outro e dos demais.
Os restantes pilotos tiveram um desempenho mais ou menos dentro das expectativas da 1ª corrida, e alguns envolveram-se em algumas lutas particulares, mas sempre sem arriscar muito.
Pilotos como o Nélson Pragana, Sário Ponte e Filipe Silva registaram no fim desta prova e campeonato um balanço muito positivo, além de uma evolução muito boa. Esperemos que continuem a participar, assim como o Nuno Pita, que tem andamento para estas provas.
Outros pilotos que tiveram uma participação muito positiva foi o Paulo Vieira, Sérgio Sousa, Tiago Silva, “Carapuça” e restantes, os quais poderão vir a subir de prestações, caso mantenham alguma regularidade nas suas participações. O “Carapuça” por razões óbvias faz falta a estas provas, porque o homem dá espectáculo e em certas zonas é um piloto com uam rapidez assinalável.
Vitória merecida do Sérgio Pinheiro:
A 2ª corrida dos Quads repetiu a história da 1ª corrida, ou seja, Rui Borges a arrancar na frente e a não dar hipóteses a mais ninguém.
Esperemos que em futuros eventos haja mais competição nesta classe, de forma a tornar as corridas mais interessantes e emotivas.
Ainda assim, os Quads são sempre garantia de muito espectáculo e velocidade em pista.
Em suma, mais um excelente evento, bem organizado e com corridas muito boas.
A organização está de parabéns, e faço votos para que realize mais um campeonato destes e sempre com o empenho e qualidade que já nos habituou.
Os pilotos estão igualmente de parabéns, pela dedicação e esforço que colocaram em todas as provas que participaram. Sem eles não havia espectáculo, que continuem na nossa companhia.
Boas Curvas! ![]()









































































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