No passado Domingo realizou-se a 2ª Baja Resistência TT ACSport, desta vez na zona do Cabouco, num terreno gentilmente cedido pela empresa A.R. Casanova & Filhos, Lda.
Esta 2ª Baja era encarada por pilotos e público em geral com muito entusiasmo, dado o sucesso da 1ª prova, a qual revelou-se muito competitiva e interessante, além do formato constituir uma excelente alternativa às provas federadas.
Com um novo circuito e nunca antes utilizado em provas, e uma lista de inscritos em Enduro/MX e Quads a rondar os 40 pilotos, estavam reunidas todas as condições para uma grande prova motorizada ![]()
De salientar o cancelamento da classe Maxi-Trail, por falta de inscrições. Uma pena, mas esta é uma classe muito difícil de angariar pilotos e máquinas.
Voltando à prova, e tal como referi, a mesma realizou-se numa propriedade privada e nunca antes utilizada para provas, mais concretamente no Cabouco, numa zona de cascalheiro.
Uma propriedade com excelentes condições para este tipo de eventos, pois oferece possibilidade de desenhar um circuito de diversas formas, além de em algumas zonas permitir um ritmo rápido e entusiasmante.
Logo pela manhã, equipas e pilotos preparavam-se para a prova e recebiam os transponders nas suas motas.
Como sempre, a organização mostrou-se sempre disponível e em cima do acontecimento
Muito bonita esta CR-F
Uma das zonas mais espectaculares para se assistir a esta prova, situava-se no topo do cascalheiro, onde haviam várias curvas e zonas mais técnicas, além de um piso solto em muitas zonas.
Aliás, ao longo da prova este piso revelou-se traiçoeiro, pois onde parecia que o mesmo era compacto e duro, depressa se tornou mole, levando ao surgimento de alguns regos. Mas já lá vamos!
No topo do cascalheiro, a vista era magnífica
Nestas coisas de assisitir a provas, nada como estar com um grupo animado, para que nunca falte boa disposição
Sensívelmente a meio da manhã, a classe Enduro/MX iniciou os treinos/reconhecimentos do circuito, os quais duraram um pouco mais do que o previsto, dado que alguns transponders registaram algumas anomalias no seu funcionamento. Nada de grave e apenas ajudou aos pilotos a ambientarem-se melhor ao circuito
Mesmo tratando-se apenas de treinos/reconhecimentos, era vísivel a vontade que alguns pilotos tinham de andar rápido, imprimindo um ritmo forte e constante.
Alguns tiveram tempo para uns “bonecos”, como o Manuel Martins, sempre muito amigo das objectivas
O homem dá sempre espectáculo
Ainda em termos de pilotos, esta era uma prova que se previa interessante, pois além dos habituais pilotos presentes, como o Manuel Martins, André Cabral, Sérgio Pinheiro, André Câmara, entre outros, juntavam-se alguns jovens pilotos, que ficaram de fora da 1ª Baja, como o Igor Gonzaga e o jovem Abel Carreiro Jr, os quais certamente iriam ajudar ao espectáculo.
Após uma merecida pausa dos treinos/reconhecimentos, deu-se início à prova das Enduro/MX
Arranque:
A grande parte dos pilotos desta classe imprimiu desde cedo um ritmo forte, tentando ganhar alguma vantagem que pudesse ser mais tarde uma vantagem.
Um exemplo disso foi o Igor Gonzaga, que desde cedo saltou para a liderança e manteve até ao fim da prova um excelente ritmo e até ganhou alguma distância para os seus perseguidores.
Contudo, pilotos como o Francisco Bettencourt, Sérgio Pinheiro, André Cabral e André Câmara, não baixavam os braços e mostravam-se muito combativos.
De salientar a evolução de alguns destes pilotos, visivelmente mais rápidos e consistentes, fruto do seu empenho nestas andanças.
Outros optavam por uma toada um pouco menos agressiva, talvez a pouparem energias com vista a uma melhor performance a partir do meio da prova, altura em que alguns poderiam “quebrar” e tornarem-se “presas” fáceis.
Estratégias à parte, a prova estava a ser muito interessante e competitiva
Esta zona de curva cedo se tornou mais complicada, visto que após algumas passagens o piso degradou-se, surgindo um rego que deu algum trabalho a mais a alguns pilotos. Foi uma daquelas zonas cujo piso parecia “bom”, mas que acabou por se revelar traiçoeiro.
O André Cabral foi uma das vítimas do piso desta curva manhosa…
Uma das zonas mais espectaculares de assistir era a grande recta ascendente em direcção ao topo do cascalheiro, onde era notável a grande velocidade que alguns pilotos conseguiam atingir, mesmo com as suas montadas a “varrer” invariavelmente
Contudo, a prova sofreu uma baixa de peso muito cedo, isto é, Manuel Martins viu-se obrigado a abandonar a prova, fruto de problemas com a gasolina da sua mota, a qual parece ter sofrido sabotagem, com a introdução de sabão na mesma. Uma pena, pois além do espectáculo que habitualmente proporciona, era um dos candidatos à vitória.
Ao acto de sabotagem, melhor mesmo não comentar…
Adiante!
No circuito haviam algumas zonas onde os pilotos mais experimentados podiam saltar e proporcionar mais algum “show” ao público presente:
Alguns saltos com mais estilo
A experiência de alguns pilotos em MX facilitava a forma como enfrentavam estes saltos, isto é, com mais à vontade e fluidez.
Ao longo de uma hora assistiu-se a uma grande corrida, na qual penso que um dos maiores adversários de pilotos e máquinas foi o piso, o qual foi se degradando ao longo da prova, além de ser muito solto e, consequentemente, escorregadio em muitas zonas. Alguns pilotos não conseguiram evitar alguns pequenos tombos, felizmente sem consequências.
Outro episódio interessante nesta corrida ocorreu mesmo no fim da mesma, quando um piloto parou numa curva com um rego e fez com que mais alguns parassem por não conseguir passar, gerando alguma confusão, na qual o André Cabral muito subtilmente aproveitou e passou, se não estou em erro, um dos seus adversários, o Sérgio Pinheiro.
A prova de que a corrida só acaba com a bandeira de xadrez.
Em suma, uma grande corrida, a evidenciar as capacidades de alguns pilotos, os quais em futuras competições poderão evoluir ainda mais.
Em termos de resultado, a vitória à geral sorriu a Igor Gonzaga, o qual fez uma grande corrida, sendo pouco incomodado.
Em 2º e 3º lugar ficaram André Cabral e Francisco Bettencourt.
Após uma pequena pausa, seguiu-se os treinos/reconhecimentos dos Quads
Esta é uma classe onde habitualmente se assistem a grandes corridas e a uma competição feroz, tal o ritmo que estes pilotos em geral conseguem imprimir em pista.
Também nesta classe se assistiu a um ritmo de treinos/reconhecimentos muito elevado, diria mesmo mais do que esperado, antevendo-se uma corrida com muita velocidade e agressividade.
E assim foi, ou seja, assim que foi dada a partida, a grande parte dos pilotos dos Quads imprimiu um ritmo muito forte e agressivo, proporcionando um grande espectáculo a quem assistia.
Na grande recta que lá havia, era espectacular ver a velocidade que estas máquinas conseguiam atingir na mesma
Na corrida, as lutas foram sempre intensas, com as ultrapassagens a sucederem-se e com alguns pilotos a destacarem-se, como foi o caso do Paulo Vieira, que desta vez não deu hipóteses aos seus mais directos adversários, nomeadamente o Rui Borges, Bruno Furna e Aurélio Borges.
Digamos que nesta prova estava uns furos acima, talvez por mais rápida adaptação ao circuito e suas características.
Uma das zonas onde os Quads deram espectáculo foi no salto, com vários pilotos a efectuarem saltos dignos de registo e que requeriam alguma destreza, pois muitas vezes verificava-se que na recepção ao solo estas máquinas “abanavam” mais, fruto da degradação do piso.
Fica o registo fotográfico destes bonitos “bonecos”
Imagens verdadeiramente espectaculares e que atestam bem as capacidades de pilotos e máquinas desta classe.
Importante referir que a calsse dos Quads sofreu um pouco com a degradação do piso, ou seja, o mesmo já se encontrava um pouco degradado da 1ª corrida, mas com o acumular de voltas da corrida dos mesmos, o piso ficou bem pior, diria mesmo péssimo em algumas zonas, levando a um maior desgaste físico dos pilotos, bem como desgaste mecânico, pois era nítido a “pancadaria” que algumas destas máquinas apanhavam do piso.
Digamos que as maiores vítimas deste piso traiçoeiro foram os Quads…
De qualquer forma, foi uma grande corrida e com muito espectáculo, já típico e esperado desta classe.
Um dos grandes animadores desta corrida foi o Aurélio Borges, que fez de tudo para chegar ao 3º lugar e até chegou a andar lá perto, mas escapou-lhe.
A vitória sorriu ao Paulo Vieira, seguido de Rui Borges e Bruno Furna.
As habituais entrevistas de um evento que bem merece destaque na imprensa, não só pela excelente organização, mas também pela lista recheada de pilotos, que nos dias de hoje não é fácil conseguir.
Em jeito de conclusão, é seguro afirmar que esta prova foi mais uma aposta ganha, quer pela excelente e sempre cuidada organização, quer pelo seu formato, que tantos pilotos cativa. Por falar em pilotos, também estes estão de parabéns pelas suas prestações e empenho, pois proporcionaram um grande espectáculo e têm demonstrado uma excelente evolução.
Este novo circuito revelou-se interessante, mas penso penso que apanhou desprevenido a organização e pilotos, pois se o mesmo parecia de bom piso, duro e compacto, com o decorrer das corridas degradou-se grandemente e foi exigente para pilotos e máquinas.
Mas também o que seria de uma prova sem dificuldades???
Enfim, que venham mais provas e que outros pilotos adiram às mesmas.
Boas Curvas! ![]()






























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