No passado Sábado e Domingo, dias 12 e 13 de Novembro, realizou-se a derradeira prova do Campeonato dos Açores de Enduro, o Enduro SRMOTO Arrifes
A freguesia dos Arrifes acolheu esta 4ª e última prova do Campeonato, que, apesar de já contar com o título de Campeão Regional entregue a Marco Garcia, ainda assim reunia muitos motivos der interesse, como um percurso que se esperava endurista e um pouco físico.
No entanto, esperava-se uma vez mais, uma grande luta pela vitória à geral entre Marco Garcia, Manuel Martins e André Cabral, bem como a possível intromissão de Lourenço Cymbron em algumas secções, um “outsider” conhecido pela sua tenacidade e capacidades.
Também esperava-se excelentes prestações de alguns pilotos, como o Pedro Dias, Francisco Bettencourt, bem como a já conhecida regularidade e evolução de outros, como o Sérgio Pinheiro, Nelson Rocha, André Câmara, Nuno Pita ou mesmo Rui Galante.
Destaque para o regresso de Emanuel Couto, que esteve ausente por lesão, a participação Sancho Eiró, outrora praticande mais assíduo da modalidade, da continuidade de Nelson Furtado, estreante no Enduro do Livramento, bem como dos nossos vizinhos do Faial, Mário Sousa e Paul Luna.
Sábado, 12 de Novembro - Verificações Técnicas e Extreme Cross Test
No Sábado, dia 12 de Novembro, estava agendado as sempre necessárias Verificações Técnicas, bem como o briefing e a Extreme Cross Test, a qual iria determinar a ordem de partida para o Domingo.
Apesar das condições meteorológicas não serem as meslhores, a boa disposição dos pilotos e organização foi sempre evidente
Às 16:00, junto à sede dos Escuteiros dos Arrifes, teve lugar a Extreme Cross Test, a qual foi desenhada de forma natural e sem recorrer a “truques” para criar obstáculos. O desenho desta Extreme Cross Test esteve a cargo do Víctor Rodrigues, da SRMOTO, o qual aproveitou da melhor forma todas as condições naturais que o terreno oferecia, e criou um circuito que fez as delícias de pilotos e público. Neste aspecto, o Víctor Rodrigues e a SRMOTO estão de parabéns pelo excelente trabalho.
De salientar o interesse demonstrado de uma das entidades que apoiou esta prova, como a Junta de Freguesia dos Arrifes, a qual fez-se representar e notar ao longo da prova, através do seu Presidente, o Sr. Eusébio Massa (à esquerda), na foto ao lado do controlador Nicolau Wallenstein.
E era dada a partida da Extreme Cross Test, a qual foi um bom teste a pilotos e máquinas, pois oferecia diferentes níveis de dificuldade, bem como um bom espectáculo para quem assistiu.
Logo no arranque, pilotos mais impetuosos, como Manuel Martins, Marco Garcia e André Cabral, voavam nos mais pequenos ressaltos do terreno
O desenho em si da Extreme Cross Test em si já oferecia algumas dificuldades para os pilotos, mas, devido à chuva que que se fez sentir alguns dias antes, as dificuldades ainda foram maiores, visto que o piso ficou mais escorregadio e traiçoeiro, levando mesmo a que alguns pilotos caíssem, mas sem quaisquer consequências físicas.
Na 1ª volta tudo correu normalmente, mas na 2ª volta e já com o percurso algo marcado pela 1ª volta, as dificuldades foram maiores. E ainda faltam as passagens de Domingo…
Pilotos em geral sentiram muita falta de aderência e dificuldades em parar e colocar a mota na trajectória ideal. Terreno muito escorregadio.
Vídeo com algumas passagens de alguns pilotos pela Extreme Cross Test
Com 2 passagens ao percurso, as Classificações da Extreme Cross Test foram as seguintes:
A tabela classificativa espelha bem aquilo que já tinha sido referido, com destaque para a prestação de Lourenço Cymbron, que apesar de já não correr algum tempo, conseguiu bater-se com os melhores, batendo, por exemplo, André Cabral.
Lourenço Cymbron colocou todos em alerta máximo
Domingo, 13 de Novembro - Dia de prova
Para o Domingo, dia 13 de Novmembro, estava reservado o grande dia de prova, o qual iria percorrer trilhos típicamente enduristas e com alguma dificuldade, como a subida da Cascalheira e a mata que se segue, bem como as couves.
No entanto, previam-se mais algumas dificuldades, devido à chuva que tinha caído na noite antes.
Portanto, ia ser tudo, menos fácil ![]()
Uma vez mais, não me foi possível assistir a vários pontos de passagem da prova, dado que estava a dar partidas para a subida da Cascalheira. Mas através do contacto que ia tendo com os pilotos que chegavam ao meu ponto de controle, fói-me possível perceber as suas reacções e o decorrer da prova em si.
À 1ª passagem (3 passagens no total), o entusiasmo dos pilotos era grande, não obstante às dificuldades que estavam a sentir até ao momento. Estavam a sentir que o percurso era fisicamente exigente, mas muito por culpa da chuva, que tornou algumas zonas já de si complicadas, em zonas ainda mais complicadas.
Partida para a subida da Cascalheira, onde era necessário ir com muita vontade e de faca nos dentes, especialmente as 250 a 4 tempos, pois a subida em cacalho mole é muito exigente, não permitindo erros ou perdas de velocidade.
Importante referir que alguns trilhos deste Enduro, eram uma novidade absoluta para alguns pilotos, estando em desvantagem em relação a alguns com mais conhecimento desta zona.
Após a 1ª volta completa ao percurso, verificou-se a desistência de alguns pilotos pelas mais variadas, como por exemplo o Nelson Rocha, por lesão na coluna ou mesmo o Nelson Furtado, por problemas mecânicos.
Afinal este Enduro estava a ser mais duro do que inicialmente previsto…
Contudo, os pilotos estavam a ser unânimes, a chuva tornou alguns percursos um pouco mais díficeis e exigentes.
Como seria para as restantes 2 voltas?
Após a 2ª volta, notou-se claramente a experiência de alguns pilotos em relação a outros, independentemente das condições do terreno, ou seja, verifiquei na minha zona de partida (Cascalheira) que as diferenças de tempos dos primeiros 5 ou 6 pilotos para os restantes era um pouco grande.
Se não estou em erro, cheguei a registar uma diferença acima dos 10 minutos, o que não deixa de ser impressionante e significante.
As condições do terreno “puxaram” um pouco mais pela maior experiência de alguns pilotos.
Contudo, após a 2ª volta, era decretado o cancelamento da 3ª volta do Enduro SRMOTO Arrifes.
As razões para o cancelamento eram simples, a dureza que o terreno estava a oferecer e a assumir com o passar dos pilotos e das voltas, e as desistências que se estavam a registar.
Tal como o Director de prova disse e bem, não valia a pena realizar uma 3ª volta e “massacrar” os pilotos, levando a mais desistências e desânimo.
Penso que foi uma decisão acertada e sensata.
Com esta informação dada, segui para os Arrifes, onde ainda consegui assistir à passagem de alguns pilotos pela Extreme Cross Test:
O terreno estava muito escorregadio, e nem sempre era possível ultrapassar os obstáculos à primeira.
Com o terminar da prova, reacendem-se as conversas, faz-se o balanço da prova e dão-se algumas entrevistas aos meios de comunicação social
O melhor que pode haver neste tipo de eventos é todo o convívio que se gera, as amizades que se fazem ou que se fortalecem, e, claro, os comes e bebes
Os nossos vizinhos Faialenses, Marco Garcia, Paul Luna e Mário Sousa:
2 referências no panorama do Enduro Regional, Manuel Martins e André Cabral:
Os bonitos troféus a entregar aos vencedores desta 4ª e última prova do Campeonato dos Açores de Enduro:
Entrega dos troféus aos vencedores:
Classificação Veteranos
1º lugar, Mário Sousa, com Alexandre Silva a entregar o troféu:
ENDURO 1
3º Lugar, Pedro Dias, em que Eu entreguei o troféu
2º Lugar, Francisco Bettencourt, com Vítor Ferreira a entregar o troféu:
1º Lugar, Manuel Martins, com o Víctor Rodrigues a entregar o troféu:
A fotos com os 3 primeiros classificados da classe ENDURO 1:
ENDURO 2
3º Lugar, Rui Galante, com o troféu a ser entregue pelo Miguel Sousa da SRMOTO:
2º Lugar, Marco Garcia, com o seu mecânico, Ernesto, a entregar o troféu:
1º Lugar, André Cabral, com o Presidente da Junta de Freguesia dos Arrifes, Eusébio Massa, a fazer as honras:
Foto de família com os 3 primeiros classificados da classe ENDURO 2:
CLASSIFICAÇÃO GERAL ENDURO SRMOTO ARRIFES
3º Lugar, Marco Garcia, com Vítor Ferreira na entrega do troféu:
2º Lugar, André Cabral, com o troféu a ser entregue pelo Víctor Rodrigues, da SRMOTO:
1º Lugar, Manuel Martins, que não cabia em si de contente. Na foto, Manuel Martins e o pódio da Classificação Geral:
Para terminar em beleza, a Organização do Campeonato dos Açores de Enduro, na pessoa do Abel Carreiro, entregou uma pequena lembrança à Junta de Freguesia dos Arrifes, na pessoa do seu Presidente, Eusébio Massa:
Grande simpatia e colaboração do Sr. Eusébio Massa, que agradeceu a passagem do Campeonato pela freguesia dos Arrifes e mostrou-se disponível para colaborar em próximas iniciativas. Sem dúvida que os Arrifes estão no mapa do Enduro!
E ainda, uma pequena lembrança da Junta de Freguesia dos Arrifes para a Organização do Enduro, recebida pelo incansável Vítor Ferreira :-)
Para terminar, as classificações finais de todo o Campeonato.
CLASSIFICAÇÃO POR CLASSES
CLASSIFICAÇÃO GERAL
E pronto, está terminado o Campeonato dos Açores de Enduro de 2011.
Em jeito de conclusão, e tentando não me alongar muito, pode-se concluir que foi um excelente Campeonato, com sucesso comprovado e do qual se espera continuidade em 2012.
A equipa que se uniu para colocar de pé este Campeonato está de parabéns, pois a missão, apesar de nada fácil, foi mais que cumprida e com distinção.
Esta é uma daquelas iniciativas que não basta ter boa vontade e boas intenções, é preciso trabalhar muito, dentro e fora do terreno, tirar horas da vida particular, falar com pessoas, pilotos, entidades e afins, e ter muita paciência e gosto pela modalidade.
Na minha opinião, o Abel, Vítor e demais pessoas da equipa demonstraram todas estas capacidades e mais algumas.
Então, foram perfeitos?
Claro que não!
Há sempre pontos a melhorar e a rever e, neste aspecto, penso que a Organização soube reconhecer este aspecto e mostrou-se disponível para tal. Afinal de contas, só não erra quem não tenta.
Também estão de parabéns todas as pessoas que se associaram à Organização e assumiram pequenas responsabilidades, como os Controladores, pois também foram parte integrante e importante para o sucesso do Campeonato. Alguns estiveram presentes em todo o Campeonato e até foram de uma grande ajuda em determinadas situações, como por exemplo, o Ricardo, conhecido agora por “katana man”, que tanto se empenhou na limpeza e melhoramento de alguns trilhos.
Muito importante também, todas as entidades e empresas que se associaram ao Campeonato e o apoiaram. Sem eles, também seria mais complicado seguir em frente.
Em tempos díficeis como os que se vivem actualmente, estas entidades e empresas constituiram parcerias muito importantes e que seria muito importante renovar a sua continuidade no próximo Campeonato.
Por último e não menos importante, os pilotos.
Sem pilotos não há Campeonato e, na minha opinião, devemos a eles um agradecimento, porque fizeram tudo para estarem presentes à partida de cada prova e para dar “show” ao público. É certo que se esperava adesão de mais pilotos, que houve provas com mais e outras com menos pilotos, mas penso que, neste campo, o balanço não deixa de ser positivo.
Assistimos à evolução de vários pilotos nestas andanças, a belas lutas, a grandes espectáculos de pilotagem, uns mais agressivos, uns mais técnicos, outros mais suaves, enfim, houve de tudo e sempre com espectáculo.
Seria muito bom que no próximo Campeonato pudessemos contar com os pilotos deste Campeonato que já terminou, bem como mais alguns, que pelas suas razões pessoais ainda não participaram.
E pronto, penso que tá tudo dito!
Foi um excelente Campeonato e que venha o de 2012!
Mais informações em: http://enduroacores.blogspot.com/
Boas Curvas! ![]()






























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