No passado Domingo realizou-se o Troféu Inverno TT Motas & Quads ACSport 2013 
Esta era uma prova de resistência e que marcava o regresso deste tipo de provas, após uma pausa de alguns meses. Também seria o regresso a um local que muitos pilotos agradou, na zona sa Somague/Marques. Um terreno de eleição para este tipo de eventos, não só por ser privado e não incomodar os demais, mas também porque oferece várias possibilidades de desenhar um traçado interessante, incluindo vários níveis de dificuldade.
Desta vez, o evento destinou-se apenas às motas de MX/Enduro e Quads, contando com a participação dos habituais pilotos locais, embora fosse notável a ausência de alguns pilotos que muito contribuem para a animação e colorido destas provas.
De qualquer forma, as condições necessárias para a realização deste evento estavam mais que reunidas 
Pela manhã, pilotos, máquinas e público começavam a chegar, gerando-se um convívio muito agardável:

Alguns pilotos tinham formas muito particulares de se prepararem para a prova

Uma será o reflexo da outra após a prova e mais alguns passeios:

Outros pilotos registavam imprevistos de última hora, como o Sário Ponte, que viu-se a braços com um furo. Aliás, quem se viu a braços com o furo foi o André Cabral, que não hesitou em auxiliar o Sário:

E na falta de uma câmara de ar na medida certa, aplicam-se alguns truques e tudo funciona

Os mais jovens também marcaram presença e deram bem conta de si:

A meio da manhã deu-se início ao programa das festas, com os treinos a constituirem a 1ª fase, onde todos puderam tomar conhecimento com aquilo que lhes esperava durante 1 hora de prova, assim como tentar realizar o melhor tempo para a sua posição na grelha de partida.


Apesar de serem apenas treinos, alguns pilotos começaram a imprimir um ritmo forte e que deixava antever uma prova animada.


Os mais pequenos também lá estiveram e mostraram aos graúdos como é que se anda a sério. Sempre muito bonito ver estes pequenos grandes pilotos em acção.

Os Quads também realizaram os seus treinos e, como habitualmente, não tardou nada até imprimirem um ritmo muito forte, assim como as bonitas e espectaculares curvas de lado, como só eles sabem fazer.



A velocidade que alguns pilotos realizavam a trajectória desta curva era alucinante


Com os treinos terminados, era tempo de dar início à prova das 2 rodas, com duração de 1 hora e partida estilo “Le Mans”:


A prova teve um início com muito fulgor, notando-se que alguns pilotos imprimiram desde muito cedo um ritmo elevado. Para pilotos como o Manuel Martins e André Cabral, nem parecia uma prova de resistência, tal a velocidade que imprimiram.




O jovem Abel Carreiro Jr. participou nesta classe, não se intimidando com os demais pilotos e com uma velocidade em pista notável. Futuramente vai dar muitas dores de cabeça a alguns pilotos


Qunato ao decorrer da prova, pilotos como o Manuel Martins imprimiram o tal ritmo muito forte durante algumas voltas, o que criou alguma distância para os seus mais directos rivais. Com esta distância confortável e controlável, realizaram uma prova de gestão, atacando quando deviam e de forma inteligente. A experiência tem destas coisas…



Ops, acelerador a mais

Todavia, foi interessante verificar o desempenho de outros pilotos, como o Vítor Ferreira, André Câmara e Sérgio Pinheiro. Na minha opinião, estes pilotos são autênticos campeões de regularidade e consistência, isto é, podem não ser tão exuberantes ou rápidos como um Manuel Martins e André Cabral, mas conseguem manter o mesmo ritmo ao longo de uma prova, ritmo esse que não é nem de perto nem de longe lento, pelo contrário, fluído e constante. Pilotos assim são sempre um perigo à espreita dos excessos/azares dos mais rápidos.
De qualquer forma, foram pilotos com uma prestação muito boa, onde só foi pena o abandono do Sérgio Pinheiro, devido a furo (penso eu).

Vítor Ferreira (foto acima e abaixo) sempre descontraído, mas constante.

O André Câmara tem mostrado grande maturidade no fora de estrada, quer em lazer ou em eventos desportivo. Muito certinho e constante e até autor de alguns momentos de condução bem bonitos.

Na curva até teve tempo de tirar os óculos e atirá-los

Nota para a prestação de Manuel Martins neste evento, que esteve intocável e inacessível aos restantes, tal o ritmo diabólico que muito cedo imprimiu e soube gerir. Além de muito rápido, brindou muitas vezes o público com “bonecos” e curvas quase em estilo Supermoto. Notável!!!


Outro piloto com uma prestação de topo é o André Cabral, que apesar de ser mais adepto do Enduro e Hard Enduro, também mostrou grande rapidez nestes espaços mais abertos, assim como uma condução igualmente espectacular.



Já que falo em homens espectáculo, não posso deixar de fazer alusão à condução do piloto identificado como “Carapuça”, que com a sua Suzuki RM 125 deu muito espectáculo, especialmente quando abria o acelerados à amarelinha, isto é, realizava umas trajectórias invulgares e a uma velocidade alucinante. Tiro chapéu ao homem, pois tem muita garra e vontade de andar rápido.

Outros nomes em jogo e que também têm mostrado uma evolução positiva em eventos desportivos é o Sário Ponte, Nelson Pragana e Filipe Silva. Ambos estiveram em bom plano, e mesmo sem contar com a rapidez de outros, conseguiram aguentar até ao fim e tentaram sempre ser o mais regulares possível.

Ops, acontece

Ainda nas 2 rodas, destaque para o regressado José Rebelo, mais conhecido por “Dragon”, o qual voltava às lides que outrora muito participou. No entanto, foi forçado a abandonar, devido a furo. Outro piloto regressado, foi o Tiago Bettencourt, que deu luta aos presentes, especialmente ao Filipe Silva.
Pedro Moniz também deu um ar da sua graça nesta prova e esteve muito bem, tendo em conta que não se tem dedicado às 2 rodas. A sua KTM SX-F 350 não passou despercebida.
Para terminar, uma palavra amiga ao Alberto Branco, que infelizmente teve que abandonar devido a queda, tendo se magoado um pouco. Força e rápidas melhoras.

Quanto a resultados:
E1
1º Manuel Martins
2º Tiago Bettencourt
3º “Carapuça”
E2
1º André Cabral
2º André Câmara
3º Vítor Ferreira
Quanto à prova dos Quads, tal como se esperava, a luta foi intensa e o ritmo foi diabólico e alucinante. Há sempre pilotos que são mais rápidos que outros, mas nesta classe e regra geral, são todos muitom rápidos e senhores de uma condução vistosa.
Esta classe voltou a contar com alguns dos pilotos mais importantes, como o Rui Borges, Bruno Furna, Fábio Teves, entre outros, sendo garantia de um bom espectáculo e muita luta em pista.
Com a partida dada, dispararam que nem foguetes:



A prova desta classe decorreu sempre a um ritmo elevado, não parecendo que estavam numa prova de resistência e gestão, o que foi muito bom, porque deram muito espectáculo e proporcionaram grandes lutas e momentos fotográficos.
Rui Borges voltou a ser igual a si mesmo, ou seja, conseguiu uma boa partida e cedo se colocou na liderança da prova, cimentando uma distância segura. Apesar disso, nunca baixou os braços e manteve um ritmo em pista muito elevado e sem muitos erros.


Os restantes pilotos tudo fizeram para alcançar Rui Borges, mas na impossibilidade de tal, envolveram-se em interassantes lutas, como Fábio Teves e Orlando Viveiros.
Bruno Furna deu espectáculo em pista, mas desta vez não conseguiu chegar um pouco mais longe.

A foto abaixo foi, certamente, a melhor foto que tirei a estes senhores. Uma foto demasiadamente próxima do campo de batalha

Quanto a resultados dos Quads:
1º Rui Borges
2º Fábio Teves
3º Orlando Viveiros
Em suma, esta prova de resistência foi, uma vez mais, um excelente evento, não só pelo seu formato, mas também pela zona onde a mesma se realizou. A organização uma vez mais esteve em bom plano e faço votos para que continuem com estes eventos e com o bom trabalho.
Os pilotos que participaram também estão de parabéns, porque uma vez mais fizeram a festa e deram espectáculo. Espero que continuem e que outros que desta vez não participaram, voltem num próximo evento.
Boas Curvas! 
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