"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem nenhuma explicação é possível…"


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Posts de Bruno Botelho

Ribeira Grande TT

No passado Domingo, dia 4 de Janeiro, o grupo Azores Trail TT deu ínicio aos passeios fora de estrada do ano de 2009, embora o grupo habitual destas andanças não estivesse completo.
Como de costume, o ponto de encontro foi numa estação de serviço local, onde compareceram à chamada da “terra” Eu na V-Strom 650, o Hugo na pequena, mas valente, Yamaha DT 50 e o Miranda no “canhão” do costume, a KTM 950 Adventure.
Antes do ínicio do passeio, problemas para o Hugo, a tampa de gasolina não queria fechar e, também, não libertava a chave, ou seja, a chave estava presa na fechadura da tampa. Pior que tudo, a chave da tampa do depósito mas era a mesma da mota. Mas com um pouco de jeito lá se consegui libertar a chave, mas a tampa do depósito ficou danificada, sendo necessário recorrer a alguma bricolage para resolver a questão:

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Problemas resolvidos e demos ínicio ao nosso passeio, o qual tinha como objectivo principal fazer um trajecto simples, acessível a todos e que fosse nos arredores de Ponta Delgada.
Assim sendo, partimos em direcção à Lagoa, onde entramos nuns percursos fora de estrada muito acessíveis e que servem de acesso a várias propriedades privadas, bem como de atalhos circundantes às vias rápidas. Estes percursos levaram-nos rapidamente a outros percursos pertencentes à cidade da Ribeira Grande, onde o restante passeio se desenrolou.

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Nesta zona, descobrimos uns trilhos novos, com alguma lama e pedra solta, que começou a exigir um ritmo mais atento:

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Trilhos situados numa zona com grande envolvência de montanhas e pastagens, causando uma sensação de liberdade.

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Devido às chuvas que têm caído por cá ultimamente, a lama começou a surgir com mais frequência, tornando este passeio ainda mais interessante.

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Um pouco mais à frente, o Miranda decidiu entrar num percurso que tinha curiosidade em explorar, mas o qual era totalmente desconhecido. A ideia era seguir em frente e explorar, mas nestas coisas de exploração do desconhecido há sempre um pouco de receio…

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Este novo trilho revelou-se de ínicio muito acessível, onde começamos a subir no sentido da montanha, mas quando menos esperavamos, deparamo-nos com uma subida um pouco inclinada. O problema não era a inclinação, era o facto de se ecolhessemos mal a trajectória, o risco de atascanso era grande.

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Havia uma vala do lado esquerdo de quem fazia a curva e o caminho ideal era do lado direito. para meu azar, fui pelo lado pior e fiquei atascado numa vala:

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Eu bem que tentei sair sózinho, mas devido ao facto da vala ser de terra mole e de os meus Metzeler Karoo já não terem praticamente tacos no meio, a roda traseira limitava-se a patinar e a deixar-me cada vez mais atascado. Contudo, o Miranda e o Hugo vieram em meu socorro, tendo deixado a sua mota no final desta subida:

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Com a ajuda preciosa destes companheiros, lá saí da vala sem problemas de maior e a V-Strom lá subiu esta inclinação sem  qualquer problema.

Visto de cima, é notório o nível de inclinação:

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E para o Miranda e o Hugo, esta subida parecia não ter fim :-)

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Bem, estes dois chegaram cá cima sem fôlego, mas foi por uma boa causa ;-)

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A vista era magnífica:

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No entanto, continuamos em frente neste trilho de montanha:

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Um pouco mais acima verificamos que este trilho não tinha saída para qualquer lado, sendo apenas um acesso a uma enorme pastagem, situada no topo desta montanha. Tivemos que voltar para trás pelo mesmo caminho.

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Mas valeu a pena fazer esta subida, pois contribuiu para alargar a nossa experiência em trilhos de inclinação acentuada.

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A foto acima não foi resultado de actividade sísmica, mas sim de mais um atascanso meu, em que quando saí do mesmo, novamente com ajuda, fiquei suspenso pela protecção de cárter.

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O Miranda e o Hugo tiveram novamente que me ajudar. Mas se este passeio fosse fácil não teria piada, apesar da ideia inicial ser de um passeio acessível.

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Mas lá continuamos a explorar este percurso, no qual nos deparamos com zonas muito húmidas e com muita lama, havendo partes com grandes poças de água, tornando o passeio mais divertido.

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Contudo, havia que ter algumas precauções, dado que este novo percurso era muito acidentado e irregular, apresentando zonas com muitas valas e piso mole, deixando poucas zonas ideias para uma passagem segura.

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A partir deste ponto, as dificuldades aumentaram um pouco mais, dado que entramos numa zona ainda mais acidentada e perigosa, tendo provocado um pequeno tombo ao Miranda e à sua KTM. Nada de sério, mas é sempre chato.

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Nem o “canhão ” KTM se safou de um atascanso, o qual se revelou muito complicado, mesmo com ajuda:

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Ai, ai, ai…, como é que nos vamos safar…

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Tentamos várias vezes desatascar a KTM do Miranda, de modo a que pudessemos continuar em frente, mas não resultou. Tentamos empurrar, tentamos criar uma zona onde o pneu pudesse agarrar melhor, mudar a direcção da roda traseira, enfim, não estava a resultar e o pneu traseiro também não estava a contribuir, pois já estava um pouco gasto.

O melhor mesmo foi parar e descansar um pouco. Alguma ideia havia de surgir.

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Após uma pequena pausa, decidimos que o melhor seria não contnuar em frente, porque o percurso estava um pouco mau e poderia piorar, ou poderiamos acabar novamente numa zona sem saída. A solução foi fazer a KTM recuar e fazer meia volta para colocá-la apontada para baixo, mas ao fazer a meia volta, o Hugo estava junto à roda traseira e ficou encurralado na parede, ou seja, ficou com a perna presa entre a parede e o pneu traseiro.
De imediato apercebemo-nos da situação e tentamos ver se estava tudo bem, mas o Hugo estava a queixar-se de dores e não conseguia dobrar a perna. Tememos pelo pior e a ideia foi tentar evacuar o Hugo o mais rapidamente possível, de modo a ser observado no Hospital.
Após algum incentivo e apoio, o Hugo montou a mota e foi descendo a montanha devagarinho, sempre sob a nossa escolta, apesar de se encontrar com algumas dores, que pareciam incomodar-lhe cada vez mais. A ideia era tentar sair daquele percurso e depois logo se veria.

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Aquilo que mais temíamos era que as dores o afectassem de tal forma que não conseguisse prosseguir, porque aonde nos encontrava-mops só um jipe 4×4 lá chegava. Mas se este cenário se viesse a concretizar, já tínhamos alguém que possuia um jipe e que nos iria auxiliar. Felizmente, o Hugo estava a aguentar.

Pelo caminho, o Miranda não evitou mais um tombo, mesmo junto a uma poça de lama. Havia um “nervosinho miúdo” que lhe estava a incomodar, provavelmente relacionado com a situação do Hugo.

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Uma visão Nómada do passeio:

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Após sairmos do percurso fora de estrada, paramos na primeira estação de serviço que encontramos, porque as dores já estavam a incomodar em demasia o Hugo. Lá encontramos um vizinho do Hugo, o Sr. Parece, também ele Motociclista, o qual se prontificou a ajudar-nos e transportou no seu automóvel o Hugo até ao Hospital de Ponta Delgada. Muito Obrigada Sr. Parece!!!

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E o passeio terminou assim:

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Felizmente, o Hugo não tinha nada partido ou rachado, apenas tinha uma dor muscular forte causada pelo impacto da roda da mota. Nada que um bom descanso e uns comprimidos para a dor não resolva. Mas deu para ficarmos assustados e preocupados.
O passeio teve um final inesperado, mas que acabou bem. Contudo, foi um passeio muito bom, porque conhecemos novos trilhos e com um nível de dificuldade que nos obrigou a aplicar-nos um pouco mais. Apesar de algumas partes serem mais propícias a “cabras do monte”, as Trails lá se safaram e até nos surpreenderam, ficando no ar a vontade de regressar a este último trilho.

Deixo aqui o pequeno vídeo do passeio:

http://www.youtube.com/watch?v=GySNA4-TVeU

A ideia era fazer um passeio calmo e acessível, mas é como digo, se fosse tudo fácil não teria piada ;-)

Boas curvas! :-)

Marc Coma lidera Dakar 2009

O Espanhól Marc Coma é neste momento o líder do Dakar 2009, tendo até ao momento rubricado uma excelente prestação, onde o seu ritmo na 1ª etapa (dia 3 de Janeiro) foi literalmente de “faca nos dentes”.

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Marc Coma também tem tido a sorte do seu lado, dado que muitos são os pilotos que têm sofrido de problemas com os pneus, desde furos, desgaste prematuro a problemas com as “mousses” dos pneus.
Contudo, o Dakar ainda vai no ínicio e tudo pode acontecer, visto que esta edição é completamente desconhecida para os pilotos, podendo haver espaço para boas prestações de alguns privados, como os nossos representantes Lusos, os quais, infelizmente, ainda não ocupam posições no “top ten”.
Para já, é Marc Coma que lidera, apesar de na etapa de hoje (4 de Janeiro) ter perdido 12 minutos para o seu rival directo, o francês Cyril Despres.
Aqui fica o “top ten” até ao momento:

1 COMA (ESP) KTM 02:46:17
2 CZACHOR (POL) KTM 03:08:22
3 STANOVNIK (SVN) KTM 03:10:59 
4 VERHOEVEN (NLD) KTM 03:12:31 
5 STREET (USA) KTM 03:12:39 
6 FRETIGNE (FRA) YAMAHA 03:14:31 
7 ULLEVALSETER (NOR) KTM 03:14:51  
8 KNUIMAN (NLD) KTM 03:15:23 
9 RODRIGUES FILHO (BRA) HONDA 03:18:46 
10 PAIN (FRA) 

Mais informações em: http://www.dakar.com/

Boas curvas! :-)

1º Passeio MotoMais TT

O ano de 2009 vai começar em grande em São Miguel, porque é já no próximo dia 11 de Janeiro que se vai realizar o 1º Passeio MotoMais TT.
Esta iniciativa vai ser realizada pelas mãos da empresa Regional MotoMais, empresa com larga experiência no ramo TT e pioneira em muitas iniciativas, contando com a grande experiência do Manuel Martins na organização deste evento.

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Este passeio destina-se aos clientes da empresa MotoMais possuidores de motas de TT, oferecendo aos mesmos uma grande oportunidade de circular em percursos de grande beleza e ideais para a prática do TT. Com o objectivo de proporcionar um dia bem agradável e sem “stress”, o percurso será simples e acessível, com cerca de 200 kms, tendo como destino Nordeste.

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O passeio terá como local de concentração e de chegada o Mandarina Racing Bar, onde também não faltará um pequeno almoço na freguesia de Santo António Nordestino.

Aqui fica o programa:

Concentração- 8:45
Partida- 9:00
Pequeno almoço- 11:00
Partida- 11:3
Chegada/Lanche- 14:30

Um passeio que se adivinha muito divertido e agradável, onde não faltarão grandes momentos de diversão e camaradagem entre os participantes.

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Para mais pormenores dirige-te às instalações da MotoMais, situada na Rua Pintor Domingos Rebelo, Armazém 9, ou pelo telefone 296098459/919389468.

Não percas estas oportunidade e inscreve-te já!!!

Boas curvas! :-)

Ransom Motorcycles

Nos Estados Unidos da América, surgem cada vez mais constructores de motas personalizadas, os quais não se têm limitado em apenas construir motas ao gosto dos clientes, mas, também, apresentar projectos da sua própria imaginação e autoria.

A Ransom Motorcycles é apenas mais um dos muitos constructores existentes nas terras do “Tio Sam”, os quais apresentaram recentemente a fantástica Eve & The Serpent:

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Esta fantástica criação mistura o conceito americano do tipo “Biker’s Build Off” com tecnologia muito actual, que normalmente encontramos numa mota de carácter desportivo.

O seu aspecto imponente não engana, pois esta mota não é só imagem. O motor que anima esta “besta” é nem mais nem menos que um 4 cilindros em linha oriundo da Suzuki, o famoso motor da GSX-R 1000 de 2008. Esclarecidos quanto ao poder de aceleração???

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O resto está à vista e merece toda a nossa atenção, começando pelo quadro, o qual revela umas formas em treliça, mas algo fora do comum. No entanto, não deixa de ser um elemento importante na rigidez desta mota, onde um magnífico mono-braço oscilante e pneu traseiro sobre-dimensionado também se destacam.

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A secção traseira também ganha mais protagonismo pelo facto de se limitar apenas ao lugar do condutor, não existindo qualquer espaço para o pendura. Através desta solução, o pneu traseiro ganha um protagonismo superior.

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De resto, pormenores de construcção típicamente americanos, como o disco de travão a possuir 2 funções, nomeadamente cremalheira e travão, escapes curtos e barulhentos, suporte de matrícula lateral, entre outros. Tudo com o objectivo de causar sensação e impacto visual.

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É apenas mais uma criação especial e direcionada para apreciadores, onde não falta muita qualidade de construção e pormenores únicos, que, por vezes, só os constructores americanos conseguem criar.

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Quem estiver interessado em ver mais fotos desta mota e outras motas deste cosntructor, clique http://www.ransombikes.com/

Boas curvas! :-)

Kawasaki ABANDONA MotoGP

A próxima época de MotoGP, nomeadamente a de 2009, vai ficar mais pobre, porque a Kawasaki vai retirar-se desta competição.

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Segundo as últimas notícias vindas do constructor Japonês, esta retirada fica a dever-se, em parte, à crise económica mundial e necessidade de redução de despesas.
Um golpe duro para os pilotos da equipa “verde”, nomeadamente John Hopkins e o recentemente contratado Marco Melandri, os quais ficam, para já, sem equipa. Mas tendo em conta o talento e qualidade destes dois pilotos, a contratação por parte de alguma equipa poderá acontecer nos próximos tempos.
Contudo, a Kawasaki não descarta a possibilidade de regressar novamente ao MotoGP, possívelmente num cenário económico mais favorável.
Esperemos que esta crise não afecte mais equipas, porque já começam a circular boatos de possíveis abandonos de outras marcas e patrocinadores.

Boas curvas! :-)

KTM 690 Rally Repsol

O Dakar está mesmo aí à porta e por estes dias que correm, as principais equipas candidatas à vitória afinam os últimos pormenores nas suas “armas”.

Uma das candidatas ao lugar mais alto do pódio é a KTM 690 Rally da equipa Repsol:

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Esta é a mota que tantos pilotos ambicionavam pilotar, mas que apenas será possível a a poucos sortudos, como o Marc Coma.

Nesta versão de 2008, a KTM concentrou-se em melhorar aspectos relacionados com a distribuição de peso e maneabilidade, de modo a torná-la ainda mais fácil de pilotar e mais rápida nos trilhos mais sinuosos, porque o resto do pacote já era muito bom. A prioridade foi mesmo melhorar o bom, situação nem sempre fácil.

Ciclísticamente, encontramos novemente o estupendo quadro em treliça, o qual é um dos responsáveis pela boa distribuição de peso e maneabilidade da Rally:

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Suspensões WP de topo, totalmente ajustáveis e onde na dianteira impera uma suspensão invertida de 48 mm e na direcção um amortecedor da Ohlins. Travões oriundos da Brembo, associados a um disco de travão dianteiro de 300 mm e um de 240 mm na traseira, com potência desaceleradora acima de qualquer suspeita.

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Toda esta ciclística suporta depósitos de combustível dianteiros e traseiros com uma capacidade máxima de aproximadamente 36 litros, e um peso total na ordem dos 162 kg, tornando-a num autêntico “míssil” do deserto.

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A unidade motoriz que anima a Rally é o novo monocilindríco a 4 tempos e de refrigeração líquida LC4, de 653.7 cc, comercialmente conhecido como 690. Nesta versão “africana”, este motor vê a injecção electrónica substituída por um convencional carburador da Keihin, modelo MX FCR 41, que tão bom serviço tem prestado no deserto.

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A caixa de velocidades possui 6 relações e viu-se melhorada em vários aspectos, dado que no último Dakar esta deu algumas dores de cabeça a alguns pilotos da KTM, problemas que provavelmente estavam associados à juventude deste novo motor.

A KTM não avançou com dados relativos à potência deste canhão, mas estima-se qualquer coisa como 75 cavalos. Se for dentro destes valores, compreende-se perfeitamente as razões pelas quais a Rally é uma máquina avassaladora em provas africanas.

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Claro que existem mais aspectos técnicos que tornam esta KTM no expoente máximo das provas de Rally-Raid, mas os acima enunciados são os que mais contribuem para marcar a diferença.

Contudo, confesso que achei a disposição da instrumentação deveras interessante e bem conseguida, bem como toda a estrutura que segura a secção dianteira, como os faróis e carenagem, revelando uma imagem de simplicidade e leveza. Aliás, a Rally transmite uma imagem “light”.

Enfim, são muitos os pormenores que tornam a KTM 690 Rally uma vencedora e que a tornam numa concorrente díficil de bater.

A concorrência vai ter que se aplicar muito se quiser bater a KTM.

Boas curvas! :-)

PS: para quando um modelo Adventure 690 baseada na Rally 690???

Sonhos…

Um Pai Natal diferente…

As motas de ano para ano ganham mais adeptos, quer pela imagem de irreverência que transmitem, quer pela grande mobilidade que proporcionam.

Atento as estas questões, o Pai Natal em São Miguel aderiu às motas, de modo a facilitar-lhe a distribuição de presentes:

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Pois é, estava eu no quintal a limpar a minha mota, quando começo a ouvir ao longe um troar de motores, que eram nítidamente de motas, os quais se tornaram gradualmente mais audíveis à medida que se aproximavam. Para minha surpresa, eram vários Motociclistas de Moto4 vestidos de Pai Natal:

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Estes Motociclistas pertencem, se não estou em erro, a um grupo de “quader’s” da Lagoa que se costumam a juntar aos Domingos para a prática do TT e que desde alguns anos para cá têm o hábito de se vestirem de Pai Natal e fazer um desfile pela Lagoa, Ponta Delgada e arredores.

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Uma iniciativa engraçada e que não deixa ninguém indiferente, nem que seja pela atitude mais radical de um ou outro Pai Natal “quader”:

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Não sei se este desfile se trata apenas de um passeio ou se está associado a alguma iniciativa de solidariedade, mas não deixa de ser uma iniciativa original e diferente no panorama do Motociclismo Regional.

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Pessoal, continuem com esta inciativa :-)

Boas curvas! :-)