"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem nenhuma explicação é possível…"




Grota dos Ginetes e arredores

Mais um Domingo que passou e mais um excelente passeio que se realizou :-)
Uma vez mais, o passeio foi fora de estrada, com a presença de 2 Trialistas e 2 Enduristas.
O Rui voltou a ser o nosso homem do leme, e quando assim é, esperam-nos algumas maldades, como ele costuma a dizer ;-)
O passeio teve como ponto de partida a freguesia dos Ginetes, onde o Rui optou de imediato fazer uma incursão pela grota que existe nesta freguesia.
Já a tinha feito em sentido descendente, mas em sentido ascendente não e, desta vez, seria ascendente.
Estava curioso, mas ao mesmo tempo lembrei-me das fortes chuvadas que ocorreram algumas semanas atrás e que poderiam ter deixado esta grota com algumas surpresas.
Bem, o melhor mesmo era experimentar :-)

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Os primeiros metos revelaram obstáculos simples, com algumas pedras pelo meio e a típica areia desta grota, que para mim é um factor de interesse.
Contudo, não tardou muito até surgirem dificuldades acrescidas, resultado das fortes chuvadas de algumas semanas atrás.
Para os Trialistas, coisa simples, para os Enduristas, nomeadamente Eu e o Álvaro, também não era nada do outro mundo, mas dava um pouco mais de trabalho, especialmente por causa das raízes e troncos de árvores.

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No entanto, estava a ser muito divertido subir a grota dos Ginetes, especialmente por causa dos obstáculos, que não só puxavam pelo físico, como também obrigavam a aplicar-nos mais na hora de os ultrapassar.
Muita pedra, areia e vários degraus, com estes últimos a exigirem mais empenho.

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Por falar em degraus, não estava à espera de um degrau destes:

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Pois é, um daqueles degraus que só um Graham Jarvis conseguiria subir sem ajudas, digo eu.
Mas não valia a pena pensar muito no assunto, a melhor técnica era ir em direcção ao degrau, fazer um “cavalinho” e deixar a mota avançar um pouco, até que a roda dianteira fique bem lá em cima.
Depois é empurrar de baixo para cima, 2 pessoas em baixo e 2 pessoas no topo a puxar.
Simples, mas cansativo.

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Escusado será dizer que quando lá chegamos, as motas de Trial já estavam lá em cima, como são muito leves…
Após carregar a KTM  e a Suzuki, o aquecimento estava mais que feito ;-)
Mas ainda esperava-nos mais alguns degraus, mas mais simples:

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Assim que chegamos ao fim da grota, o Rui pergunta-nos, estão quentes?
Nós: Claro que sim, pudera!
Rui: Ok, então vou fazer uma maldade :-)
E com esta continuamos o passeio, mas não para outro local, mas sim novamente para a grota e novamente em sentido ascendente.
Estava visto que para a malta do Trial aquilo estava a ser um “playground”, para nós Enduristas, igualmente divertido, mas aquele último degrau que obriga a carregar as motas é que já não era tão divertido…

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E aqui está, novamente, o dito cujo :-)

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É nestas alturas que adorava ter uma mota a 2 tempos, i wonder why

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Desta vez colocamos as motas lá em cima bem mais rápido, talvez fruto do aquecimento :-)
Será que ia haver uma 3ª passagem?
Eu já estava por tudo :-)
Siga!

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Afinal não houve 3ª passagem na grota, mas sim incursão até às Sete Cidades, para alguns trilhos já nossos conhecidos.

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Apanhamos algum nevoeiro, mas nada que chegasse realmente a incomodar:

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Em caso de dúvida, seguir sempre em frente :-)

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Mais alguns sinais de fortes chuvadas…

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Aguenta aí…

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Junto à Lagoa das Sete Cidades, os homens do Trial a treinarem as suas manobras:

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E eu a apreciar a paisagem :-)

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Neste enquadramento, o nevoeiro até nem fica mal, ou seja, confere uma beleza diferente, mais misteriosa ;-)

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Ainda foi possível seguir mais alguns percursos, igualmente com mais alguns obstáculos, maioritariamente degraus.
Hoje estávamos para isso.

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Também exploramos mais um local ou outro, mas sem grandes resultados em termos de novos trilhos:

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E após mais alguns trilhos, estava terminado o passeio de hoje.
Contudo, Eu e o Álvaro após despedirmo-nos da malta do Trial, ainda realizamos mais alguns trilhos, nomeadamente pela zona dos Ginetes, Candelária e Feteiras.
Foram trilhos essencialmente rápidos e bem ao jeito do punho direito. Por outras palavras, andamos a um ritmo endiabrado, sempre com os motores a “gritar” bem alto.
Foi super divertido, mas tentar “fugir” do Álvaro e da EXC-F 250 não é tarefa fácil…
Nas Feteiras, tive oportunidade de ver pela 1ª vez a zona onde a estrada cedeu com o temporal de algumas semanas atrás.
O cenário é de facto impressionante, especialmente pela grande altura que ficou.
Nas 2 extremidades da foto é onde continuava a estrada:

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De um dos lados onde o pisoi cedeu e acabou a estrada:

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Ainda bem que houve alguém que detectou esta situação e ninguém foi apanhado de surpresa.
E pronto, rumamos a casa e estava feito por hoje.
Foi um excelente passeio, onde penso que a grota dos Ginetes foi o ponto alto do mesmo, quer pela diversão e obstáculos naturais, quer pela trabalheira de carregar com as motas para ultrapassar aquele grande degrau.
Uma vez mais o grupo foi do melhor, especialmente pelo forte espírito de companheirismo, onde sem ele não era possível ultrapassar determinadas dificuldades.
Aos meus companheiros, o meu obrigado pela ajuda nas dificuldades :-)

Boas Curvas! :-)

2 comentários em “Grota dos Ginetes e arredores”


  1. 1 Rui Álvares Cabral

    É pena o lixo que se encontra nas grotas. Não é de admirar que de vez em quando aconteçam algumas desgraças.
    Fora isso, passeio 5 estrelas.

  2. 2 BRUNO BOTELHO

    Olá Rui,
    de facto, o lixo nas grotas é uma visão triste, mas uma realidade…

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