Actualmente, tenho uma Suzuki DR-Z 400 E, a qual destina-se a passeios Enduro/TT.
Mas nem sempre foi assim…
Bem, o que eu quero dizer é que a DR-Z já não é uma novidade na minha vida, isto é, a acutal DR já é a segunda que surge na minha vida ![]()
Tudo começou no ano 2000, ano em que a DR-Z foi lançada para o mercado. Nessa altura, gostei de imediato da mota e comecei a fazer planos para adquirir uma, tendo estes planos vindo a materializar-se em 2001.
Quando adquiri a minha primeira DR-Z, a intenção era adquirir a versão E, a de Enduro, mas surgiu a oportunidade de adquirir uma DR-Z de test ride, com apenas 700 kms, mas não a versão E, mas sim a versão S.
A versão S era mais vocacionada para uma utilização geral e de raíz mais Trail, parecendo-me na altura, o compromisso ideal para os meus objectivos, ou seja, meio de transporte diário e lazer.
E, de facto, esta versão S revelou-se um excelente compromisso, com uma ciclística muito agradável e um motor com alegria suficiente, que apesar de não igualar a potência da versão E (40 cv na S e 51 cv na E), era bem mais competente em estrada que esta última.
Resumindo, estava muito satisfeito! ![]()
Na altura, não tinha qualquer “febre” de TT, mas sim “febre” Supermoto.
Como consequência disso, a DR sofreu várias alterações, que a passaram de uma simples TT para uma Supermoto
A transformação da DR numa Supermoto foi o concretizar de um sonho, pois adorava o Supermoto e tudo o que se relacionava com o mesmo.
Inicialmente, a intenção era apenas alterar o suficiente para a DR ficar numa Supermoto, isto é, conjunto de jantes completas + pneus de medida 17, disco de travão dianteiro de maiores dimensões, guarda-lamas dianteiro mais curto, e bastava.
Mas com o tempo, vieram mais alterações, sempre com o objectivo de a tornar elevar as prestações, de a tornar mais bonita, mais Supermoto e mais a gosto.
Ficou um à minha medida
Linha de escape completa CRD, filtro de ar K&N, gigleurs e agulhas da Dynojet, guiador Magura, cabos de travão em malha de aço, protecções de quadro e cárter CRD, óptica dianteira e traseira Acerbis, etc, foram apenas algumas das alterações. Em suma, estava um “foguete”! ![]()
De 2001 a 2004, esta mota proporcionou-me muita diversão, muitas aventuras e muitos kms de excelentes passeios, alguns deles impróprios para cardíacos, e com ela iniciei a minha actividade no Clube Motard de São Miguel ![]()
De 2004 a 2010 a DR-Z desapareceu da minha vida, para dar lugar a outras motas, mas deixou muitas saudades. Em 2011, voltei a não resistir aos encantos desta Suzuki, e voltei a adquirir uma, desta vez a versão E, a “amarelinha” tão desejada desde o seu lançamento.
Este regresso ao passado tinha uma explicação, tinha sido contagiado pela “febre” do TT/Enduro, e pretendia uma mota fiável, simples, de baixa manutenção e com capacidades reais no fora de estrada, mas sem ser intimidante ou exigente.
Tendo em conta estes parâmetros, a DR-Z assentava que nem uma luva e, com alguma sorte, consegui uma em estado irrepreensível e a um valor atractivo.
Na prática, esta DR correspondeu a tudo o que desejava, revelando-se um excelente compromisso, especialmente para alguém com pouca experiência em incursões TT/Enduro mais a sério.
No entanto, a história repete-se, mas de forma diferente, ou seja, voltei a efectuar várias alterações na DR, de forma a melhorar as suas prestações e torná-la mais a gosto.
Nem parece muito racional, especialmente por haver no mercado outras propostas mais actuais e pelo facto de se tratar de uma mota de concepção mais “demodé”, mas dado tratar-se de uma mota muito fiável, achei que podia melhorar alguns pontos menos bons.
E assim foi, as alterações melhoraram alguns aspectos e até fiquei a gostar mais dela. Claro que não há milagres, e frente a outras montadas da actualidade, a DR não faz milagres, mas também não se envergonha
Resumindo, objectivos diferentes, mas um regresso saudável ao passado, que se tem revelado acertado e racional.
Não podia estar mais satisfeito, porque além das boas recordações que tenho da primeira DR, sei que posso contar com a acutal para o que der e vier, e sempre com a facilidade, fiabilidade e honestidade que caracterizam este modelo.
Não é a mais actual, mas é pau para toda a obra, e é aí onde realmente brilha.
Na foto abaixo, o passado e o presente, onde ambas espelham o meu gosto e empenho por este modelo em particular
Penso que a DR não será eterna e que qualquer dia (espero eu) virá uma substituta mais actual e capaz no TT/Enduro, de preferência de origem austríaca, if you know what i mean…
Mas a DR tem sido tão boa companheira, levando-me a todo e qualquer trilho e requerendo pouca manutenção (muito importante nos dias de hoje), que penso que a despedida será muito difícil.
A vontade de evoluir é grande, mas por outro lado, equipa que ganha não se mexe.
Uma dualidade estranha mas compreensível, mas que só o futuro (ou o coração) dirá qual o caminho a seguir.
Boas Curvas! ![]()























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