No Domingo passado e a convite do Rui Cabral, embarquei numa aventura diferente das habituais, isto é, participei num passeio com uma mota de Trial ![]()
O Rui adquiriu recentemente uma nova mota de Trial, uma Gas Gas de 300 cc, mas ainda tem lá na garagem a sua mota anterior, uma Montesa de 250 cc.
Então, convidou-me para lhe acompanhar num passeio de Trial com a Montesa, convite que me agradou e despertou muito interesse em experimentar algumas sensações do Trial.
A nova Gas Gas TXT 300 do Rui, uma beldade com vários pormenores de construcção interessantes e de topo:
Bem, à partida já sabia que este era um daqueles passeios em que não ia ser possível fotografar muito, pois o equipamento para este passeio tinha que ser mais “light”, e a máquina fotográfica nem sempre esteve “à mão”.
Quanto ao passeio, o Rui escolheu a zona das Feteiras como ponto de partida, mais concretamente o Cascalheiro, seguindo-se todos os trilhos circundantes, que nos levam em direcção à Covoada e Sete Cidades.
Portanto, não iam faltar várias situações para me porem à prova, ou melhor dizendo, para me darem trabalho, pois a minha experiência com este tipo de motas é zero.
As primeiras dificuldades surgiram na mata paralela ao Cascalheiro, onde alguns “drops” me deram algumas dores de cabeça, mas nada que o Rui não me ajudasse, quer com dicas, ou mesmo ele a ultrapassar os obstáculos.
Nesta 1ª fase, deu para perceber que, apesar das dimensões e peso reduzido destas motas, não é fácil fazer manobras/habilidades como vemos na televisão. Para chegar lá, é preciso muito treinos, muitas horas em cima da mota e muita persistência.
Uma coisa notei logo, ultrapassam os obstáculos com muita facilidade, chegando a ser desconcertante.
Paragem para o meu descanso, porque para o Rui ainda era cedo:
Enquanto descansava um pouco, algumas motas de Enduro chegaram junto de nós:
Era o nosso amigo e companheiro de passeios Vítor Ferreira, também a aproveitar a bela manhã de Domingo:
Fôlego recuperado, seguimos em frente pela mata e depois por mais alguns trilhos em direcção à famosa “canada” das Couves, onde ia, uma vez mais, ser posto à prova nesta trialeira.
Até chegarmos lá, comecei a sentir-me mais à vontade com a Montesa, o que não significa que estivesse a ser um mar de rosas, mas estava melhor.
E chegamos às Couves:
Nesta trialeira, o meu desempenho teve um pouco de tudo, ou seja, falta de confiança e experiência com uma mota de Trial, momentos de inspiração, partes com boa progressão, tombos e no fim, um voo da Montesa.
Sim, leram bem, na última parte deste trilho passeio por um bom momento de inspiração e estava a conseguir a progredir bem no terreno, só que mesmo chegando ao fim, a Montesa levantou de frente mais do que o desejado, e com a velocidade que vinha, simplesmente voou, ou seja, não consegui segurar a mota e ela voou em direcção ao céu, passando com a roda traseira na minha barriga e aterrando numa zona de vegetação. Este momento é vísivel ao minuto 4:06 do vídeo que se encontra mais abaixo.
Mota sem consequências, mas já eu fiquei com a tatuagem do Michelin X11 na minha barriga:
Parece mau, mas após o banho apenas tinha alguns arranhões e menos alguns pêlos. Obrigado Michelin pela depilação ![]()
Mas nem tudo foi mau, nesta trialeira passei por bons momentos de progressão no terreno, e também foi possível verificar que podia confiar totalmente nas capacidades deste tipo de mota, pois passa por buracos, pedras, regos, etc, com uma facilidade incrível. É tudo uma questão de confiança, equilíbrio e, no meu caso, treinar mais a técnica.
Uma vez mais, encontramos o Vítor e a restante malta do Enduro nesta trialeira:
Vítor em acção com a sua novíssima KTM EXC 250 SIX DAYS de 2012:
O restante pessoal, cada um com a sua técnica e dificuldades
Após uma breve conversa com os nossos amigos, regresso aos trilhos, com o Rui a levar-me por alguns percursos que desconhecia, e bem mais ao jeito/acessíveis a motas de Trial, e sempre com paisagens espectaculares, como as que se seguem, alusivas ao miradouro Lagoa do Canário, com uma vista magnífica das lagoas das Sete Cidades:
É incrível, mas com uma mota de Trial quase não existem percursos inacessíveis, e damos por nós a atingir determinados pontos, mas através de percursos improváveis.
Que vista…
Voltamos à zona do Covoada e andamos por lá a explorar mais algumas zonas e a “brincar” um pouco com as motas, aliás, mais o Rui, porque eu bem que tentava, mas ainda preciso de muitas horas com este “brinquedo”
Bem, por esta altura já era hora de regressarmos, pois já estava na nossa hora e também já não havia gasolina para muito mais.
Mas pelo caminho, o Rui encontra sempre motivos para “brincar” mais um pouco
Grande Rui, com ele ainda tenho muito para aprender
E demos por terminado o nosso passeio de Trial.
Vídeo do passeio:
Qual a lição que tiro deste passeio?
Simples, gostei muito desta experiência aos comandos de uma mota de Trial, pois percebe-se o porquê das grandes capacidades destas motas ultrapassarem obstáculos de todo tipo, sem causar cansaço como uma mota de Enduro e sem exigir força física como estas exigem.
É certo que uma mota de Trial exige muitas horas e kms de treino para se desenvolver a técnica, o equilíbrio e o à vontade, mas basta apanharmos um pouco o jeito que percebemos de imediato o que elas são capazes.
O mais interessante é que não exigem acelerador a fundo, toques de acelerador…
Ao Rui, o meu MUITO OBRIGADO pela cedência da Montesa e pela experiência porporcionada, bem como pelas suas indicações e ajuda preciosa. Adorava repetir e, quem sabe, um dia ter um brinquedo destes na garagem.
Até podia ser a Montesa, pois senti alguma empatia por ela
Boas Curvas! ![]()






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