"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem nenhuma explicação é possível…"


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Posts de Julho 7th, 2011

CRÓNICA 13º Portugal de Lés-a-Lés: Parte 2 - Verificações Técnicas & Prólogo

E era chegado o grande dia, isto é, o inicio do Lés-a-Lés :-)
No dia 23 de Junho realizava-se em Mogadouro as Verificações Técnicas, bem como o Prólogo. No entanto, a organização do LAL, a FMP, tem tudo bem pensado, ou seja, cada equipa tem a sua hora para Verificações Técnicas e inicio do Prólogo, e como éramos as equipas nº 474 e 475, só iniciávamos a nossa actividade no final da manhã e inicio de tarde.
Portanto, tivemos tempo de acordar nas calmas e preparar-nos para o grande dia :-)
O dia amanheceu com um forte sol e com uma temperatura típica de Verão, deixando antever um lindo dia de inicio de LAL.
Antes de partirmos para as actividades do dia, realizamos uma inspecção de rotina às motas, como lubrificação da corrente, verificação do nível de óleo, entre outras tarefas, de forma a evitar qualquer possível percalço.

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Mas antes de irmos para Mogadouro, demos um saltinho até Espanha, até ”Leon e Castilla”, província de “Zamora”, para tomarmos o pequeno almoço e abastecermos as motas, pois era bem mais barato que no nosso Portugal.
Pelo caminho, demos uma vista de olhos na barragem que se encontra em construcção, que não deixa de ser uma vista impressionante, especialmente para nós Açorianos, que não temos destas construcções:

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Uma zona bem bonita :-)

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Bora tomar o pequeno almoço :-)

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Carinhas típicas de férias ;-)

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Pequeno almoço com sabor Espanhol ;-)

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E após esta tão apetecida refeição, regressamos a território nacional, sempre com paisagens muito agradáveis pelo caminho.

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Chegamos ao centro de Mogadouro, onde já se verificava muita movimentação e agitação, assim como já decorriam as Verificações Técnicas e Prólogo para alguns.
Como ainda faltava muito para a nossa hora, relaxamos um pouco num café local, e sempre bem acompanhados, entenda-se, umas imperiais e tremoços :-)

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No café onde estávamos, era possível assistir à passagem de vários participantes do LAL nos mais diversos tipos de motas, desde Trails, Naked, Chopper, Turísticas, etc, mas as que me estavam a chamar mais atenção eram as beldades de outros tempos, ou seja, as Sachs, Zundapp, Famel, entre outras.
Uma demonstração clara de que para se fazer o LAL não é preciso máquinas de última geração, mas sim muito espírito e vontade.
Admiro a coragem destes companheiros :-)

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Mais perto da nossa hora de dar entrada ao parque fechado das Verificações Técnicas, demos uma voltinha pelas áreas onde havia mais movimentação e agitação, pois é nestas áreas que se tem mais contacto com a realidade da actividade, onde se tem mais contacto com os outros Motociclistas e onde se vê, muitas vezes, várias situações curiosas.

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No interior do parque a movimentação era muita, assim como as motas. Aliás, motas é o que não faltava e para todos os gostos.

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A malta das BMW não brinca em serviço, e até têm alguns concessionários que prestam assistência antes, durante e depois do LAL, como a Bomcar:

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Por falar em BWM, eram mais que muitas e viam-se por todo o lado. O modelo que mais se via era a GS/A 1200.
Um grupo de participantes curioso foi o pessoal do Enduro, ou seja, participaram no LAL de mota de Enduro e chegaram ao fim.
Nem quero pensar nas dores no “traseiro”…

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E era hora de entrar para as Verificações Técnicas, bem como receber o material necessário para participar no LAL, como os “road books”, coletes, t-shirt, etc.

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Já referi isso, mas volto a lembrar, a BMW não se cansava de marcar posição das mais variadas formas, e na foto abaixo, uma GS 800 para que quisesse tirar fotos em cima ou junto da mesma:

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Zona onde se recebe todo o material necessário para participar no LAL, com a presença de senhoras muito simpáticas, das quais algumas já tinham estado em São Miguel, pela altura da visita do Moto Clube do Porto:

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O pessoal todo janota com os coletes do LAL, os quais são de uso obrigatório durante o evento, preparando o “road book” do Prólogo:

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Enrolando o “road book”, já com alguma ansiedade para para me fazer à estrada ;-)

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E as Verificações Técnicas, onde é verificado a documentação, principalmente o seguro, estado dos pneus, se as luzes (incluindo piscas e stop) estão a funcionar correctamente e pouco mais.

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Colocação da pulseira da actividade, obrigatória durante o LAL, mesmo quando se toma banho :-)

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Última fase, com entrega dos autocolantes e tarjeta de picar nos vários controlos do LAL:

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E após colar os autocolantes, “Ready To Go“!!! :-)

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E foi sob um calor abrasador que iniciamos o Prólogo em Mogadouro, onde a partida do palanque inicia oficialmente a actividade e o começo de muitas aventuras inesquecíveis.

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Nuno e Ricardo prestes a partir, e um membro da organização a fazer pose para a foto :-)

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E era chegada a minha vez e a do Vítor, com o Ernesto Brochado, pai do LAL, a dirigir algumas palavras simpáticas e alusivas ao facto de sermos Açorianos.
Este homem é impressionante, é uma presença constante no LAL, sempre cheio de energia, bem disposto e sempre com palavras simpáticas para todos.

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E iniciamos oficialmente o LAL! :-)
O Prólogo, e segundo a organização, iria passar em 15 das 28 freguesias do concelho de Mogadouro, que é um dos maiores de Portugal Continental em termos territoriais, com 758 km2.
O meu inicio de LAL foi com algum nervosismo, típico de estreante. Mas para minha sorte, tinha um excelente companheiro de equipa, que para além de já não ser um estreante no LAL,é uma pessoa muito calma, ponderada e sempre pronto a ajudar. Por isso, foi com rapidez que este nervosismo foi ultrapassado, dando lugar a uma grande descontracção e alegria. Obrigado Vítor!
Primeira paragem do Prólogo, Castelo de Mogadouro:

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Um castelo construído por D. Afonso Henriques e doado aos Templários, para que protegessem a região.
Do castelo, a vista era impressionante e um verdadeiro presente de inicio de LAL:

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Seguiram-se vários kms de travessia de várias aldeias de Mogadouro, com passagem por várias localidades com pontos de interesse, como Soutelo, onde as escadas exteriores em casas de rés do chão e 1º andar, indicam que estamos em Trás-os-Montes.
Mas para minha surpresa, não demorou muito até o LAL começar a tornar-se mais aventureiro, isto é, o “road book” levou-nos por alguns percursos fora de estrada, muito simples e acessíveis para os mais experientes, incluindo uma descida em terra panorâmica.

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Escusado será dizer que adorei a parte do fora de estrada ;-)

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Fiquei impressionado quando vi nos percursos fora de estrada malta com motas de estrada, mostrando bem a grande vontade de seguirem todos os percursos indicados pelo “road book”.
Próxima paragem, Igreja de Santa Maria de Azinhoso, um dos mais importantes templos românicos nordestinos:

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Seguiram-se mais percursos fora de estrada, mas um pouco mais rápidos, e que nos proporcionaram bons momentos de condução TT :-)
Quase no fim do mesmo, uma surpresa agradável, encontrei um companheiro do fórum Trail Aventura e que só conhecia virtualmente, o Nuno Barbosa:

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Foi um grande prazer conhecer pessoalmente o Nuno, pois deu para perceber que é boa gente, e até fez questão de me dar o seu nº de Telemóvel, caso a minha KTM precisasse de ferramentas BMW, brincalhão ;-)
Até um dia destes Nuno!
Uma vista sob a albufeira, da Barragem de Penas Roias:

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Entramos em Penas Roias, que já foi em tempos concelho, e visitamos uma pequena torre de um castelo, que foi pertença dos Templários quenado era necessário proteger a nossa nacionalidade.

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Também foi aqui que paramos mais um pouco, pois o calor fazia-se sentir (e bem) e até causava algum cansaço extra, mas nada que não se aguentasse. Afinal de contas, que corre por gosto não se cansa ;-)

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Durante o LAL, estamos constantemente na presença de motas na estrada, sendo necessário um cuidado redobrado na circulação, pois muitas vezes estamos a ser ultrapassados ou a ultrapassar, e existem participantes com diferentes níveis de andamento e experiência.
Muito cuidado com a leitura do “road book”, pois muitas vezes a inexperiência na utilização deste equipamento pode levar a alguns sustos, ou mesmo a pequenos acidentes, como parece que foi este caso abaixo, envolvendo uma GS e uma RT:

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De referir que para o Nuno e Ricardo também estava tudo a correr da melhor forma. Grandes amigos e companheiros de estrada :-)

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Passamos pela aldeia de Castanheira, aldeia de Sanhoane, atravessamos Travanca, entramos em BemPosta, Lamoso e entramos em Algosinho, onde visitamos a Igreja de Algosinho:

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Esta Igreja românica tem a particularidade de ser dos poucos monumentos nacionais sem luz eléctrica e de ser uma igreja onde se entra a descer.
O seu aspecto interior atesta bem a sua antiguidade:

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Luz, só mesmo a do exterior, coisa que não é díficil neste belo dia de Verão:

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Voltamos a seguir uma rota em direcção a Mogadouro, indicando que já estávamos perto do fim do Prólogo.
Era com pena que estava a ver o Prólogo chegar ao fim, pois estava a adorar devorar kms e conhecer todas estas beldades de Portugal Continental.
Temos, de facto, um país lindo e com uma enorme herança cultural, que merece toda a nossa atenção e carinho.
E chegada ao mesmo ponto de ínicio do Prólogo, com uma enorme sensação de satisfação e realização pessoal.

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Seguia-se o jantar, já com o parque de estacionamento do jantar carregadíssimo de motas:

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A malta dos kilts, presença assídua no LAL. Mas não se deixem enganar, estes senhores fazem o LAL sempre de kilt. Grandes malucos :-)

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À entrada do recinto para o jantar, im pequeno controle, onde apenas bastava mostrar o dorsal e a pulseira. Mesmo neste tipo de tarefa, o Ernesto Brochado é sempre uma presença constante. o homem vive o LAL intensamente.

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Quanto ao jantar, a Câmara Municipal de Mogadouro fez questão de servir um prato tradicinal, bulho com cascas (ou butelo com cascas), composto por enchido em tripa larga, feito à base de ossos com carne de porco cozido com cascas (vagens de feijão seco de textura tenra).

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Conclusão do dia, EXCELENTE!!! :-)
Tudo muito bom, desde a organização do evento, o ambiente, o meu grande ecompanheiro de equipa, as amizades travadas, como o Nuno Barbosa, os percursos, o fora de estrada, as aldeias, os monumentos, a camaradagem do Nuno e Ricardo, enfim, saldo muito positivo.
Já contava os minutos para o inicio do 1º dia de prova, que nos iria levar de Mogadouro a Castelo de Vide.

CONTINUA

Boas Curvas! :-)