Domingo passado realizou-se mais um passeio aventura, no qual estreou-se mais um novo companheiro no grupo, o Paulo e a sua KTM EXC 450.
O Paulo já era nosso companheiro no Clube Motard de São Miguel, mas aos comandos de uma Yamaha TDM 900, mas agora decidiu abandonar o asfalto aos fins-de-semana e juntar-se a nós.
E em boa hora o fez! 
O ponto de encontro foi o habitual, com o grupo a ser constituído por mim e o Miranda na LC8, o Pedro na LC4, o Emanuel na TT-R 600 e o Paulo na EXC 450.

No meu caso, já estava na altura de tirar o pó à LC8, pois já fazia algum tempo que não fazia um passeio a sério com ela…
A ideia não era fazer um passeio muito complicado, pois era a estreia do Paulo e não queríamos assustá-lo 
Assim sendo, partimos em direcção ao lado norte da ilha e tomamos alguns percursos sem grande dificuldade:



Como continua a chover muito por cá, não faltou água e lama no passeio




Passagem pela Ribeira Grande, em direcção à Lagoa de São Brás:




O passeio estava a correr bem, com as dificuldades a serem ultrapassáveis e com o Paulo a safar-se bem aos comandos da sua “cabrinha” laranja.
O percurso que antecede a Lagoa de São Brás é que se encontrava um pouco escorregadio.



Descendo para a Lagoa de São Brás:


E paragem junto à Lagoa de São Brás:

A 1ª parte do passeio estava terminada e o pessoal satisfeito com o percurso, o qual estava a ser super acessível.
O Paulo estava aprovado para níveis de dificuldade superiores 
De volta à acção, o percurso de saída da Lagoa de São Brás estava inundado e tivemos que ir pela pastagem:

Atravessar pastagens é sempre uma tarefa que requer atenção, pois a erva esconde muitas vezes o estado real do piso.
Desta vez não foi excepção, ou seja, devido à muita chuva que se tem abatido na ilha, o piso estava muito irregular, esburacado e muito escorregadio.
O Miranda escolheu mal o caminho e foi vítima do mau estado da pastagem, atascou e caíu:

Naquela zona em particular, o piso estava super ensopado de água e cada vez que ele tentava arrancar, atascava ainda mais


Com a ajuda de todos, lá conseguimos desatascar o Miranda 
Os próximos percursos levaram-nos até à Achada das Furnas e depois até Vila Franca do Campo.

Nos trilhos da Vila Franca do Campo esperava-nos algumas incursões com mais algumas dificuldades, nomeadamente percursos muito “estragados” das chuvas, ou seja, em alguns metros eram fáceis, mas depois complicavam mais um pouco.

O pior era quando misturavam piso solto com piso duro e escorregadio:

Nesta pequena passagem, o piso estava tão escorregadio que a mota não conseguia arrancar, só mesmo com ajuda:


Para o pessoal das “cabrinhas” estava a ser mais acessível.
Que inveja…


Mais uma travessia de pastagem e, novamente, mais dificuldades de tracção, por causa do piso super escorregadio:

Empurra Emanuel…

Hehehehehe…, o Miranda como fotógrafo possui umas poses no mínimo diferentes

Alguns trilhos da Vila Franca do Campo estavam com o piso muito escorregadio e bastava parar ou perder o ritmo certo em algumas subidas, para as motas “grandes” não conseguirem arrancar.
A nossa sorte é que não faltavam braços


Uma bela vista sob o ilhéu da Vila Franca do Campo, a contrastar com o enorme cansaço que estavamos a sentir, por empurrar algumas vezes a minha mota e a do Miranda.

Bem, e quando pensavamos que o passeio estava no fim, eis que os últimos percursos reservaram-nos algumas surpresas, ou seja, enfrentamos alguns percursos que estavam muito irregulares, com valas, derrocadas, lama, árvores caídas, pedra, etc,
O interessante é que, à um par de semanas atrás, estes mesmos percursos estavam bem mais acessíveis, mas com a muita chuva que se tem sentido em São Miguel, ficaram bem mais “destruídos”.



O problema maior é que as dificuldades todas surgiram em sentido descendente e com o pessoal já um pouco cansado.




Contudo, houve sempre entre-ajuda e todos nós conseguimos ultrapassar as dificuldades, apesar de ter sido mais díficil para o Miranda, pois estava debilitado de um pulso.



Neste percurso deparamo-nos com uma situação que nos incomodou um pouco, encontramos uma vaca deitada no chão, viva, mas que não consegui levantar-se e caminhar.

Parecia que tinha caído nesta descida e partido 1 ou 2 patas.
Com a ajuda de todos, colocamos a vaca numa posição mais confortável e no fim deste percurso o Emanuel encontrou um Lavrador e informou da vaca que tinhamos encontrado.
Espero que a coitada tenha sido socorrida, pois estava em sofrimento 
Um pouco mais adiante, mais algumas dificuldades:


Para o Emanuel e Paulo, foi mais simples, mas para as “grandes” foi preciso mais atenção:

Mas a LC8 e LC4 são motas de guerra e não se assustam facilmente




Para uma estreia, o Paulo safou-se muito bem e até parecia muito à vontade.
Espero que continue na nossa companhia, pois um par de braços é sempre bem vindo

Apesar de todas as dificuldades e do Miranda um pouco queixoso do seu pulso, continuamos a progredir no terreno e as coisas até melhoraram um pouco.




O pulso do Miranda estava mesmo a causar-lhe problemas e num percurso rochoso não aguentou as dores e teve memso que deixar a mota tombar:

Ele só dizia, tenho que encontrar o asfalto, não aguento mais…
Estava mesmo a sofrer.
Fizemos os últimos kms com calma e sempre ajudando o Miranda.



E com este trilho terminamos mais um passeio aventura.
Foi um bom passeio e um óptima estreia do Paulo no grupo.
Agora esperemos que continue na nossa companhia.
Domingo há mais!
Boas Curvas! 
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