"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem nenhuma explicação é possível…"


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Posts de Dezembro, 2010

LC8 - Quase perfeita!

Apesar da minha LC8 já se encontrar a meu gosto, achei que ainda podia melhorar um pouco mais alguns pontos que estavam menos bons, como a iluminação da óptica dianteira.
De série, a iluminação da óptica dianteira da LC8 é, na minha opinião, um pouco pobre (pouco alcance) e, após alguns passeios nocturnos, onde sofri um pouco com este facto, optei por montar um kit de xénon, nos médios e altas.
O kit de xénon foi adquirido através do fórum Trail Aventura, numa compra de grupo, onde se conseguiu chegar a um preço muito aceitável.
O kit incluía tudo, balastros, lâmpadas, fios, etc, e exigia poucas modificações:

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Antes de passar à montagem, fizemos uma pequena comparação entre a minha LC8 com a iluminação de série e a do Miranda já com o xénon montado.
As diferenças eram bem notórias:

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Bem, passou-se à desmontagem de toda a secção dianteira, pois era necessário:

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Neste aspecto a LC8 é uma maravilha, pois rapidamente e de forma simples se conseguiu desmontar toda a secção dianteira.
Agora era uma questão de verificar qual o melhor local para colocar os balastros e passar à montagem:

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Para a montagem do xénon, contei com a ajuda preciosa do Narciso e do Miranda, pois não fosse eu fazer alguma asneira ;-)
Em poucos minutos encontramos um bom local para montar os balastros, ou seja, nas zonas laterais da armação/”aranha” que segura a secção dianteira:

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Depois verificamos se esta localização interferia com a montagem da óptica e demais componentes, coisa que não aconteceu, e passamos à montagem das lâmpadas e suas ligações eléctricas na óptica em si.
Esta parte deixei para o Narciso, que com a sua precisão e profissionalismo, montou tudo nas calmas:

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Em termos de modificações, apenas foi necessário recortar um círculo (usando uma moeda de 50 centímos) na capa de borracha que cobre o oríficio de entrada das lâmpadas.
De resto, nada a modificar, é só ligar todas as tomadas.
Maravilha! :-)

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Depois testou-se a iluminação, ou seja, se estava tudo a funcionar correctamente.
E fez-se luz! :-)

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Resumindo, montagem simples e rápida.
Em termos práticos, as diferenças são muito grandes, ou seja, a LC8 ficou com um poder de iluminação superior, quer nos médios ou altas, incluindo alcance.
Nas estradas de montanha e sem iluminação, como Vila Franca do Campo - Furnas, o xénon torna a noite em dia e, se ligo as altas, faz um clarão espectacular.
Agora sim, vale a pena fazer passeios nocturnos! :-)
Já que falamos em iluminação, também achei melhor proteger a óptica dianteira da LC8, e coloquei uma protecção da TOURATECH:

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Nos passeios fora de estrada, facilmente apanhamos com pedras projectadas pela mota que segue na frente e, como já tinha apanhado alguns sustos, achei melhor não facilitar.
Optei pela protecção da TOURATECH em acrílico, de forma a não alterar muito o aspecto da óptica dianteira.
A TOURATECH tinha outra opção mais resistente, com uma armação em rede metálica, mas não gostei muito de ver o resultado visual.
Até agora, esta protecção em acrílico tem aguentado tudo.
Ainda no campo da protecção, troquei a protecção de cárter/motor de série por uma da TOURATECH em alumínio:

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Não é que a protecção de série estivesse a prestar um mau serviço, mas preferi colocar uma mais resistente aos abusos, dado que a de série é construída em plástico nas zonas laterais.
Além disso, sempre achei que não era suficientemente resistente na zona do meio, ou seja, na parte construída em metal.
A nova protecção, além de mais resistente, possui um aspecto mais endurista, além de oferecer a hipótese de se montar uma caixa de ferramentas na zona frontal.
E também possui a bonita inscrição LC8 :-)
Outro acessório que montei e que desejava à muito, foi o amortecedor de direcção da SCOTT’S:

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Este amortecedor de direcção é uma autêntica peça de relojoaria, tal o aspecto trabalhado e perfeito da peça.
Só vendo ao vivo para se poder apreciar a qualidade de construcção desta peça:

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No caso da LC8, este amortecedor de direcção obriga à montagem de uma nova mesa de direcção, a qual também é uma peça de aspecto fabuloso :-)

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O meu objectivo com a montagem deste amortecedor de direcção era melhorar o comportamento da LC8 em determinados tipos de pisos e situações, como por exemplo, nos saltos, pisos rochosos, piso mole ou mesmo em alta velocidade.
Este amortecedor confere mais segurança e melhora o comportamento da mota, ou seja, evita movimentos parasitas/bruscos transmitidos pela suspensão dianteira, e que normalmente levam a perdas de controle.
Por exemplo, em piso mole ou na recepção dos saltos, notei uma frente mais segura e precisa, não havendo oscilações ou perdas de controle.
O amortecedor possui vários níveis de afinação, sendo necessário ter atenção à sua afinação, conforme o tipo de piso.
No meu caso, valeu a pena colocar este acessório, pois os seus benefícios são notórios.
Com a montagem desta peça, aproveitei e mudei de guiador, montando um “fat bar” da Renthal, modelo 609 RC HIGH:

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O meu objectivo foi melhorar a posição de condução em termos de condução de pé, ou seja, não andar demasiadamente curvado.
Este guiador melhorou muito este aspecto, traduzindo-se num maior conforto e sensação de maior controle na condução de pé.
Este guiador também é mais “aberto” que o de série.

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Outra peça alterada foram os poisa-pés de série, os quais foram substituídos por uns da ZAP:

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Construídos e maquinados em alumínio, são mais leves que os de série e possuem um melhor apoio para os pés, além de melhorarem a aderência dos pés.
A sua construcção é muito boa, não existe uma única soldadura:

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Por fim, 2 pormenores de carácter estético, ou seja, substituí as tampas da bomba do travão dianteiro e traseiro, por umas em alumínio de cor laranja e com a inscrição KTM.
Duas peças oriundas do catálogo “POWER PARTS” da KTM:

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E pronto, estas foram as últimas modificações operadas na minha LC8 :-)
Para mim, está quase prefeita, mas, acima de tudo, está cada vez mais a meu gosto e cada vez mais é um prazer fazer kms com ela, seja na estrada ou no fora de estrada.
Cada vez mais “READY TO RACE” ;-)

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Boas Curvas! :-)
 

Suzuki DR-Z 400 E - A Evolução

Nos últimos tempos, a minha Suzuki DR-Z 400 E sofreu mais algumas modificações, as quais visaram tornar a DR ainda mais apta aos maus caminhos.
O campo da protecção foi, uma vez mais, um ponto a melhorar, dado que a DR em algumas zonas padecia de protecção ou de uma melhor protecção.
Uma destas zonas era a protecção de cárter. 
Apesar de vir equipada de série com uma protecção de cárter e com umas pequenas protecções laterais do motor em plástico, as mesmas não oferecem a resistência ou confiança necessárias para enfrentar pecursos mais duros, como por exemplo trialeiras.
Optei por uma protecção de cárter completa da CRD, contruída em alumínio:

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Esta protecção da CRD abrange uma maior área, incluindo zonas laterais do motor, e oferece uma resitência superior.
Já a testei em algumas trialeiras e a mesma aguenta os maus tratos.

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A montagem é que não é das mais simples, devido a uns batentes que não são fixos na protecção.

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Outro tipo de protecção que coloquei, foram protecções laterais do quadro da Works Connection:

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O objectivo foi proteger as traves laterais do quadro contra possíveis impactos ou mesmo evitar o roçar típico das botas de TT nesta área.

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Uma coisa que reparei num passeio em que caí com mais um pouco de violência, foi o facto dos radiadores terem a tendência a entortar.
No meu caso, um dos radiadores ficou ligeiramente torto, mas nada que com um pouco de jeito não voltasse ao seu lugar.
Perante isto, achei melhor proteger estas 2 peças de grande importância, e coloquei umas protecções de radiador da CRD:

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São protecções que formam uma espécie de armação à volta dos radiadores, com os devidos reforços, cujo objectivo é evitar danos graves, pelo menos em teoria.

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As zonas de apoio frontal e traseiras parecem-me bem conseguidas, agora só espero não ter o azar de testar a sua validade.

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Ainda no campo das protecções, tinha colocado umas protecções de mãos da Polisport, inicialmente brancas e depois pretas. Mas 2 tombos mais azarados ditaram o fim de vida de ambas, ou seja, partia sempre a protecção do lado esquerdo.
Para completar o azar, quando ia adquirir outro par da mesma cor, nunca havia da mesma cor disponível.
A última cor que consegui foi em amarelo, muito idêntico ao amarelo de série de DR.
Acho que esta cor é que lhe assentou melhor, veremos é se trás melhor sorte/resistência:

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Entrando na área da performance, estava farto do ruído emitido pelo escape de série, o qual apesar de não ser mau, era algo estridente e incomodativo em rotações mais elevadas.
Além disso, o material em que é construído tem tendência a atrair a ferrugem…
Solução, optar não por uma ponteira de escape, mas sim por um sistema de escape completo, ou seja, ponteira + colector.
Neste campo, ainda existem algumas opções disponíveis no mercado para a DR, mas a que mais despertou a minha atenção foi a Yoshimura, com o modelo RS3.
Também optei pela Yoshimura, porque é uma marca que habitualmente trabalha muito com a Suzuki e consegue extrair das mesmas boas prestações.
Optei pela versão em inox, dado que a versão em titânio era algo dispendiosa.
Além disso, em caso de algum dano provocado por tombos, consigo reparar cá o inox, mas o tiânio não…
Este sistema de escape é LINDO!!! :-)

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O colector da Yoshimura além de possuir uma curvatura diferente da de série, possui um diâmetro superior, que juntamente com a ponteira, deixa o motor respirar melhor:

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Uma diferença de diâmetro considerável e ganhos em termos de peso:

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É uma delícia para os olhos ver este sistema de escape montado:

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A qualidade de construcção é muito boa:

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Em termos de performance, que é o que interessa, a DR ficou outra.
A DR ganhou mais vida, especialmente em baixa e média rotação, notando-se mais binário e rapidez na subida de rotação 
É um gozo rodar o punho direito e sentir a maior disponibilidade do motor.
Contudo, há que ter cuidado, dado que com este sistema de escape, rodar o acelerador com mais violência em 2ª e 3ª velocidade, causa muitas vezes alguns sustos, como o levantar da roda dianteira com mais “violência”.
Além disso, o ruído que emite é música para os ouvidos. Um dia destes coloco um vídeo.
O colector já está a ganhar uma cor bem mais bonitinha:

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A satisfação está a 100%! :-) 
Importante referir que a SRMOTO foi um importante aliado na colocação do Yoshimura, pois foi através deles que consegui chegar a esta importante referência no campo dos escapes.
Obrigado pessoal!!! :-)
Para terminar, coloquei um acessório “home made” muito útil, uma alça/asa na secção traseira:

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Quando ficava, por exemplo, atascado, não tinha na DR nenhuma zona ideal para puxar pela mota e, muitas vezes, tinha que ser através do guarda-lamas traseiro, que não era muito prático.
Acabei por arranjar uma faixa oriunda de uma velha mochila, suficientemente resistente, e coloquei-a na secção traseira, onde aparafusa ao sub-quadro, tal como fazem em competição.
Resultou em pleno e até já tive que recorrer à mesma.
E pronto, por enquanto a DR está assim:

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Por enquanto e para a utilização que lhe dou, a DR está a portar-se muito bem e parece-me que não necessitará de muitas mais modificações.
Mas só mesmo o uso no terreno é que dita a necessidade ou não de mais modificações.

Boas Curvas! :-)

Boas Festas!

O Moto Azores deseja a todos vós um Bom Natal e um 2011 cheio de boas curvas e muitos e muitos kms.

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Divirtam-se e sejam felizes! :-)

Boas Festas!

Passeio de Natal

No passado Domingo realizou-se o passeio aventura de Natal em São Miguel, o qual reuniu um bom número de participantes e motas, sendo a maior parte delas “cabrinhas” :-)

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O pessoal das “cabrinhas” surgiu em força neste Domingo, fazendo os “mamutes” passarem quase despercebidos.
No local habitual compareceram, Eu na Suzuki DR-Z 400, Emanuel na Yamaha TT-R 600, Filipe Alves na Yamaha WR 250, Filipe Silva na KTM EXC-F 250, Rodrigo Eloi na KTM EXC 250, Pedro freire na KTM 640 Adventure e o Filipe Castro na Yamaha Super Teneré 750.
Foi muito engraçado ver tantas motas juntas, porque não me lembro de alguma vez ter havido um passeio com tantos participantes, mas levantava-se um pequeno problema, o percurso.
O percurso tornou-se um problema, porque a maior parte das motas presentes eram de Enduro e, se fossemos escolher um percurso acessível a “mamutes” e a “cabras”, poderia não resultar em pleno.
A solução foi simples, escolhia-se um percurso e o pessoal dos “mamutes” acompanharia as “cabritas” até onde fosse possível, e, em caso de não ser possível, combinava-se um ponto de encontro e voltavamos a circular todos juntos.
Mais simples era impossível! ;-)
Com esta ideia em mente, achamos que as Sete Cidades era a melhor zona para realizar este passeio, com várias passagens intermédias por percursos fora de estrada.
Contudo, havia que ter alguns cuidados neste passeio, pois tem chovido muito na ilha e isto, normalmente, provoca muitas alterações nos percursos, como mais regos, valas e até mesmo derrocadas e quedas de árvores.
A 1ª parte do passeio contemplou uma passagem pelo percurso da Vigia das Feteiras:

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Mas logo no 1º percurso surgiu um problema, ou seja, uma derrocada que bloqueou quase por completo o percurso.
Apenas havia uma pequena passagem lateral, acessível às motas de Enduro, mas mais complicada para as Trail.
De forma a não corrermos riscos desnecessários, o pessoal das Trail tomou um percurso alternativo e o pessoal das Enduro (incluindo eu) seguiu em frente através da pequena passagem.

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Nada como alguns obstáculos para aquecer o físico ;-)

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A Vigia das Feteiras estava mais esburacada e escorregadia numa determinada zona, havendo que ter algumas precauções com as motas maiores:

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Emanuel, já compravas um equipamento adequado…

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Na freguesia das Feteiras, os “mamutes” e as “cabrinhas” separaram-se, dado que os próximos percursos eram mais ao estilo de Enduro.
O objectivo era ir para a zona do cascalheiro e tentar subir as dunas de cascalho que lá existem e depois efectuar os percursos de Enduro que existem na mata deste cascalheiro.
Portanto, esperava-nos muito trabalho ;-)

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O Rodrigo não teve qualquer problema e subiu logo à primeira o cascalheiro.
A experiência fala mais alto…
Depois seguiram-se os mais “verdinhos” na matéria, ou seja, eu e os 2 Filipes.
O Filipe Silva e a KTM 250 também subram à 1ª e o Filipe Alves após 3 tentativas, conseguiu colocar a WR 250 no topo:

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A WR foi espremida ao máximo :-)

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Quanto a mim, também após 3 tentativas, consegui colocar a DR no topo :-)

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O segredo para subir o cascalheiro é simples, enrolar o punho direito sem cerimónia, mudança baixa (no meu caso uma 2ª) e, principalmente, não tirar os pés dos poisa-pés, porque caso contrário, perde-se o equilibrio e consequentemente a direcção certa e velocidade.
Arrancar  em plena subida é impossível, atascamos de imediato.

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Nas 3 vezes que falhei a subida, a razão principal foi ter tirado os pés dos poisa-pés, perdia de imediato o equilibrio.
Impressionante como um pequeno pormenor faz a diferença.
De resto, a DR subiu que nem um tractor ;-)

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Depois desta diversão, seguiu-se mais um pequeno percurso em cascalho, em direcção à mata que sucede o cascalheiro, onde lá nos esperavam mais alguns percursos de Enduro :-)

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Assim que chegamos à mata do cascalheiro, começaram de imediato as dificuldades, ou seja, um percurso muito irregular e com muitos obstáculos a dificultar a nossa progressão.

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Além disso, o piso estava escorregadio…
A ajuda de todos foi importante para todos ultrapassarem as dificuldades que iam surgindo.

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Com tantos abusos e falhas na ultrapassagem de obstáculos, a mecânica começou a pedir uma pausa, ou seja, a DR estava bem “quentinha” ;-)

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Entretanto, o Filipe Alves detectou um furo no pneu traseiro da sua WR e, para sua sorte, tinha espuma anti-furo, que resolveu o problema, mas obrigou-lhe a voltar para trás, porque o percurso que tinhamos pela frente era duro e a espuma poderia não aguentar.

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A mata do cascalheiro estava a dar luta…

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Mas o pessoal estava determinado e com alguma persistência e inter-ajuda, lá fomos conseguindo ultrapassar todas as dificuldades, num percurso bem ao estilo do Enduro.
Apesar das dificuldades, a envolvência deste percurso era magnífica.

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Num determinado ponto da mata, encontramos o Rui Cabral, praticante assíduo de Trial.
Continuamos a nossa progressão no terreno na sua companhia, mas já com o próximo percurso em mente, ou seja, o trilho das couves.

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Assim que chegamos às couves, começaram novamente as dificuldades.
Aliás, dificuldades apenas para alguns, porque o Rui Cabral aos comandos da sua Montesa de Trial, ultrapassaram as dificuldades das couves nas calmas:

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O Rodrigo também ultrapassou esta trialeira com relativa facilidade.
A sua KTM a 2 tempos é uma das melhores motas para este tipo de trialeira.
As 4 tempos revelaram-se mais trabalhosas ;-)

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Eu e o Filipe Silva sentimos algumas dificuldades neste percurso, em parte por causa de algum cansaço e, também, falta de alguma técnica neste tipo de dificuldades.

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Uma subida muito irregular e escorregadia, com muita pedra solta, regos, valas e sei lá mais o quê.
Enfim, todos os condimentos necessários para uns bons minutos de enDURO ;-)

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Mas para nossa sorte, tivemos sempre o apoio do Rui Cabral, o qual ia nos fornecendo dicas muito úteis em termos de técnica para ultrapassar os obstáculos.

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Uma coisa ficou bem clara, não era à bruta que se conseguia progredir neste terreno super irregular, era mais com jeitinho com o acelerador e posicionamento correcto na mota.
No entanto,nem sempre foi fácil por as dicas em prática, pois o maior peso das 4 tempos dificulta algumas manobras.

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A frase do dia neste percurso foi, THIS IS ENDURO! :-)

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Com a ajuda de todos, lá se foi ultrapassando as dificuldades.
Companheirismo em alta! :-)

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Assim que atingimos o fim deste trilho, a sensação de vitória e realização pessoal, era um prémio mais que merecido.
Obrigado Rui pelas dicas e obrigado Rodrigo e Filipe pela vossa ajuda :-)

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Mas o passeio ainda não tinha terminado, apesar do cansaço ;-)
Após uma pausa para recuperar alguma energia, voltamos aos trilhos, os quais ainda nos reservavam algumas surpresas, fruto do mau tempo que tem abalado a ilha.
Resumindo, nas Sete Cidades haviam árvores caídas e atravessadas no percurso.
Bora lá trabalhar o físico :-)

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Como se não bastasse passar por cima de árvores, passar por baixo talvez fosse mais divertido :-)

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Por esta altura, já não estava a ser nada fácil arranjar força para estas situações.
O Rodrigo é que era impressionante, sempre na boa e pronto para estas dificuldades.
Forma física não lhe falta…

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Algém tem uma moto-serra??? :-)

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Vá lá que desta vez não foi preciso deitar ;-)

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Apesar de estarmos a conseguir ultrapassar todas as dificuldades deste percurso, chegamos a uma determinada zona em que não foi possível avançar mais, ou seja, uma enorme derrocada, que bloqueava por completo o percurso.
Tivemos que voltar para trás pelo mesmo percurso e, novamente, tivemos que passar por baixo e por cima das árvores.
Castigo!!! ;-)
O que vale é que a moral estava em alta :-)
Para terminar o dia, subimos o Caminho dos 3 kms, que apesar de muito irregular, estava acessível ao nosso nível de cansaço.
A paisagem aqui é sempre espectacular :-)

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E o grupo que chegou ao fim, da esquerda para a direita, eu, o Rodrigo e o Filipe:

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E foi com esta bela paisagem que terminamos este passeio de Natal.
O passeio foi excelente, quer no percurso, quer nos participantes do mesmo e só foi pena não termos conseguido efectuar um percurso que permitisse os “mamutes” e “cabrinhas” circularem juntos.
Mas nem sempre é fácil conseguir isso…
Contudo, foi um passeio cujo espírito foi nítidamente de Enduro, ou seja, percursos e dificuldades bem ao estilo do Enduro e onde as maiores conquistas do dia foram o cascalheiro e o trilho das couves em sentido ascendente.
À bem pouco tempo pensei que ainda estavam fora do meu alcance, mas agora, que venham eles novamente :-)
Enfim, um Domingo bem passado!
Pessoal, Bom Natal e tudo de bom para vocês e vossas famílias.

Boas Curvas! :-)


 

DAKAR 2011 Argentina - Chile

Já faltam poucos dias para o ínicio da prova motorizada mais exigente de todos os tempos, o DAKAR.
A edição de 2011 irá decorrer entre 1 de Janeiro e 16 de Janeiro e, novamente, irá desenrolar-se entre a Argentina e Chile, num total de 9,500 kms e 13 etapas de classificação.
Portanto, são muitos kms de muita dureza e exigência, quer para pilotos, equipas e máquinas, onde há que destacar o deserto do Atacama, sempre espectacular, mas igualmente duro.
O percurso:

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Itenerário:

DATA  PARTIDA                 CHEGADA 
01/01   Buenos Aires            Victoria
02/01  Victoria                      Córdoba
03/01  Córdoba                     San Miguel de Tucumán
04/01  S. M. de Tucumán   San Salvador de Jujuy
05/01  S. S. de Jujuy            Calama
06/01  Calama                       Iquique
07/01  Iquique                      Arica
08/01  DIA DE DESCANSO
09/01  Arica                           Antofagasta
10/01  Antofagasta              Copiapo
11/01  Copiapo                      Copiapo
12/01  Copiapo                     Chilecito
13/01  Chilecito                     San Juan
14/01  San Juan                    Córdoba
15/01  Córdoba                      Buenos Aires
16/01  FIM

Em termos desportivos e no campo das 2 rodas, há que salientar a regra das 450 cc, ou seja, a classe raínha passa a possuir um limite máximo de 450 cc.
Esta mudança de regra obrigou a algumas equipas adaptarem-se, nomeadamente a KTM, a qual inicialmente afirmou abandonar o Dakar por causa desta mesma regra. Mas após algum período de reflexão, eis que a KTM surge em força com uma nova Rally 450.

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A equipa KTM está novamente em grande forma, com Cyril Despres e Ruben Faria na equipa Red Bull KTM e Marc Coma e Pedrero Garcia na equipa KTM MRW.
Duas equipas de luxo e com meios humanos e técnicos díficeis de bater em prova.

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Mas o Dakar não vive só de KTM e, com esta nova regra, estarão mais equipas envolvidas na luta pela vitória, as quais também andaram a preparar-se com afinco para esta prova.
Um destes casos é a BMW, que este ano possui dois novos recrutas, os experientes David Fretigne e Frans Verhoeven.

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A juntar a eles, temos os Portugueses Paulo Gonçalves e Bianchi Prata, que assim completam a estrutura oficial da BMW MOTORRAD by SPEEDBRAIN.
A BMW em força!

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Já que falamos nos Portugueses, grande destaque para Heldér Rodrigues, que este ano encontra-se integrado na equipa oficial da Yamaha, a YAMAHA RACING FRANCE IPONE TMN REDBULL.

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Contudo, Heldér Rodrigues não irá utilizar uma mota preparada pela sua nova equipa, mas sim uma mota totalmente preparada em Portugal, pela sua já habitual equipa.
A diferença irá residir na maior disponibilidade de material, logística e humana, porque de resto, Heldér Rodrigues continua a apostar numa mota desenvolvida em Portugal.
Há ainda que contar com David Casteu e com a Sherco, que na edição passada mostraram muita competetividade e até chegaram a liderar o Dakar, mas uma queda e uma perna partida atiraram para fora de prova esta dupla.
Contudo, há que ficar de olho nesta equipa, a CASTEU ELF SHERCO.

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A Aprilia também volta a estar presente em mais uma edição do Dakar, desta vez com mais pilotos em prova.
A equipa GIOFIL APRILIA conta com os serviços de Francisco “Chaleco” Lopez, Alain Duclos, Gerard Farres, Frank Verhoestraete e Alesandro Zanotti.
Uma equipa numerosa e que promete dar muita luta com a bicilindríca RX-V 450.
Outro pormenor sobre esta equipa, trata-se do uso de 2 versões disitntas da RX-V 450 de Dakar, uma idêntica à do ano passado e outra versão mais recente e mais “light”, que Alessandro Zanotti vai usar e tem andado a evoluir (imagem abaixo).

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Será que é desta que o Chileno Francisco “Chaleco” Lopez vence em casa?
A ver vamos, porque no Dakar tudo é possível.
Nesta edição do Dakar também encontramos pilotos que em tempos foram nomes bem conhecidos do TT e do Enduro, como o Cyril Esquirol (Honda) e Thierry Bethys (Honda), e o regresso de um nome bem conhecido do Dakar, Jordi Arcarons (KTM).
Apesar de nunca ter vencido o Dakar, Jordi Arcarons volta à competição, mas como companheiro de equipa de uma senhora, a Laia Sanz, a qual pretende ajudar a chegar à vitória na categoria feminina.

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Certamente que será um nome que vem abrilhantar ainda mais esta prova e será uma mais valia para a Laia Sanz, pois contará com a vasta experiência deste grande piloto, que competiu no Dakar pela última vez em 2002.
Nos Quads, o destaque vai para os irmãos Patronelli, o Marcos e o Alejandro, em Yamaha, os quais serão sempre fortes candidatos à vitória, especialmente por estarem a jogar em casa.

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A edição de 2011 do Dakar Argentina - Chile será novamente super competitiva e, segundo a Organização, haverão surpresas e novidades no percurso, especialmente em termos de navegação, parte sempre muito importante neste tipo de provas.
Para os interessados neste evento, poderão seguir esta prova através do canal televisivo Eurosport, o qual habitualmente apresenta resumos diários da prova.
Mais informações do Dakar Argentina - Chile em http://www.dakar.com/
Até lá, fiquem com um cheirinho a Dakar ;-)

Boas Curvas! :-)


 
 
 
 

Isto anda tudo muito molhado…

Na última semana e meia tem chovido imenso em São Miguel, de tal forma, que nem apetece sair de casa.
Contudo, o “bichinho” da aventura não aguenta períodos de abstinência muito longos e mesmo com chuva, lá fomos nós libertar um pouco de stress ;-)
O grupo para este passeio era costituído por mim e pela Suzuki DR-Z 400, o Ricardo e a Husqvarna WR 300 e o  Pedro na KTM 640 Adventure.
Haviam mais alguns meninos que iam aparecer, mas acho que a chuva assustou-os :-)

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O passeio foi simples e os percursos forma velhos conhecidos nossos, ou seja, o objectivo principal era as Sete Cidades e mais alguns percursos que ficavam pelo caminho.
No entanto, devido à muita chuva que tem assolado a ilha, os trilhos estariam, de certeza, com várias alterações, nomeadamente regos, muita lama e possívelmente algumas derrocadas.
Começamos pela Relva e pelo trilho Vigia das Feteiras, onde a lama fez a sua aparição:

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Lama e não só, também surgiram vários pequenos cursos de água.
Não levou muito tempo até ficarmos com os pés molhados…

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Na zona das Feteiras, seguiram-se mais percursos com vários regos provocados pela chuva, os quais, por enquanto, não eram motivo para preocupação.
Mas só para jogar pelo seguro, adoptamos um ritmo calmo, de forma a não sermos apanhados de surpresa.

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Num percurso na Candelária, a caminho das Sete Cidades, apanhamos não um rego, mas sim uma vala:

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A vala era estreita numa das extremidades, mas na outra já era mais larga e profunda.
Se escolhessemos o lado errado… :-)

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Jogamos pelo seguro e atravessamos com as motas pela mão e pelo lado mais estreito:

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Depois seguiu-se um trilho de Enduro, só para animar mais o passeio e também para suarmos um pouco, ou seja, o trilho das conteiras, com os seus regos, lama e muitas conteiras:-)

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O Pedro tentou a travessia com a 640 Adventure, mas o piso deste trilho estava tão mole e traiçoeiro, que não levou muito tempo para o Pedro ficar atascado:

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Ainda tentamos tirar a mota de lá e progredir, mas o Pedro estava a começar a ficar cansado e achamos melhor descansar um pouco e depois o Pedro ia voltar para trás e seguir um percurso alternativo, mas com um ponto de encontro em comum ao percurso que íamos seguir.

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Lá desatascamos o Pedro e depois seguimos em frente:

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Quanto a mim e ao Ricardo, havia muita vontade de suar um pouco e enfrentamos a dureza deste trilho, a qual se prendia mais com a muita irregularidade e lama existente, e alguns regos mais profundos, como este :-)

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Mas com um pouco de calma e descontracção, lá conseguimos ultrapassar estas zonas mais complicadas.
Mas algumas delas deram algum trabalho…

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Algumas vezes foi preciso enrolar o punho direito com mais vigor, mas nem sempre resultava como queríamos.

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A dada altura fizemos uma pausa, pois o estado do piso estava a dar-nos mais trabalho que o previsto.
Nem a Husqvarna 300 a 2 tempos do Ricardo estava a fazer milagres na muita lama que lá havia ;-)

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Já eu e a DR, estavamos todos sujos da lama que a Husqvarna do Ricardo gentilmente me respingou :-)

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Mas conseguimos chegar ao fim dele :-)

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Pelo caminho encontramos o Pedro, o qual estava com algumas dificuldades para conseguir efectuar a última subida deste trilho, em direcção à Vista do Rei.
Devido aos muitos regos (novamente) e piso muito mole, o Pedro não estava a conseguir ter a rapidez e destreza suficiente para efectuar a subida de uma só vez.
Eu ainda tentei, mas o peso estava ser o maior inimigo desta mota e facilmente atascava.
Conclusão, foi à base dos braços e do empurrão que a Adventure chegou ao topo.
Estavamos exaustos…

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Após o merecido descanso (ficas a dever-nos Pedro), regressamos aos trilhos, desta vez a um percurso pela mata, onde a lama foi, novamente, uma presença constante.

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Apanhamos uma vez mais, uma zona de água, a qual  não parecia profunda, mas sensívelmente a meio, afundava mais do que o esperado.

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E era nesta zona que todos nós perdíamos o equílibrio e quase tombavamos:

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Eu evitei um tombo, daqueles que dava direito a mergulho, mas não evitei uma grande molha nos pés (já estavam, mas…) :-)

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O curioso é que a minha DR foi-se abaixo e a Husky do Ricardo também após esta travessia.
No caso do Ricardo, tinha alguma água na caixa do filtro de ar. No meu caso, não tinha água na caixa do filtro de ar, pelo menos parecia, mas a mota só voltou à vida após insistência no “starter”.
Será que foi choque térmico ou alguma água no filtro de ar que não me tenha apercebido?
De qualquer forma, a DR ressuscitou e ao longo do restante passeio portou-se sempre bem.

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Este trilho chamado de Portal de Vento é um espectáculo! :-)

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Já no centro das Sete Cidades, rumamos em direcção ao caminho dos 3 Kms, onde o percurso arenoso até lá, transformou-se numa pequena lagoa:

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Havia pessoal de Moto4 a divertir-se como nós:

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Lagoa das Sete Cidades vista do Caminho dos 3 kms:

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O Caminho dos 3 Kms estava também muito irregular e enlameado e, foi preciso subir o mesmo sempre com muita decisão no acelerador e sem hesitações.

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Seguiram-se as Cumeeiras, feitas a ritmo de corrida.
Adorei, a DR e o seu Yoshimura RS3 full pareciam trovoada ;-)

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Antes do passeio terminar, ainda houve tempo para mais alguns trilhos, nomeadamente na Covoada, Batalha e Pinhal da Paz.

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E foi na Fajã de Cima que terminamos mais um passeio fora de estrada.
Uma vez mais foi uma óptimo passeio, onde a pouca chuva que se fez sentir nunca chegou a incomodar ou a molhar, e a muita lama e grandes poças de água, foram elementos que ajudaram a animar o passeio, se bem que em uma ou outra situação, deram trabalho.
Resumindo, foi muito bom! :-)

Boas Curvas! :-)

Yamaha Super Teneré Worldcrosser

No último salão de Milão, a Yamaha presenteou o público com uma “concept bike” com base na sua nova Maxi-Trail, a Super Teneré 1200, designada de Worldcrosser:

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A Worldcrosser mais não é do que uma Super Teneré 1200 devidamente modificada e com todos os extras que gostavamos de ver incluídos na Maxi-Trail da Yamaha.
Por outras palavras, a Super Teneré 1200 deveria ter sido inicialmente concebida assim, ou então, deveria existir esta versão no catálogo, como sendo uma espécie de versão “X” ou “Adventure”.
Mas isto é apenas a minha opinião… ;-)
Ao olharmos para esta “mota de salão”, não conseguimos ficar indiferentes, pois encontramos nela acessórios que se enquadram muito bem nesta mota e que conferem à mesma uma imagem mais bem conseguida e aventureira.
Nota-se a presença de vários componentes em carbono e de design mais agressivo, os quais deverão contribuir para baixar o peso, como o guarda-lamas dianteiro e carenagens laterais:

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Um aspecto muito interessante e que também contribui para uma imagem mais aventureira ou até mesmo de mota de “rally-raid”, é o depósito de gasolina traseiro, que ocupa o lugar do pendura.
Bem conseguido e integrado na estética da mota :-)

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A enorme e inestética ponteira de escape da Super Teneré é substituída por uma unidade da Akrapovic, de aspecto fabuloso, além de um posicionamento mais de acordo com a filosofia da Worldcrosser.

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Na instrumentação encontramos novamente inspiração oriunda mas motas de “rally-raid”, com mais alguma instrumentação auxiliar em termos de navegação.
A instrumentação encontra-se protegida por um amplo ecrã dianteiro, bem ao estilo Dakar.

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Como se trata de uma “mota de salão”, os estilistas da Yamaha não estiveram com contemplações e dotaram a Super Teneré com suspensões Ohlins na dianteira e traseira.
Certamente que em termos dinâmicos deverão melhorar o desempenho desta mota.
Referência ainda para os vários tipos de protecções incorporados, como a enorme protecção de motor e de cárter, que, na minha opinião, poderia ter possuído um aspecto mais “endurista”.
E, claro, os pneus de TT, os Metzeler Karoo, a completar o “look” aventureiro desta Super Teneré.

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Em suma, a Super Teneré Worldcrosser ficou fantástica e bem melhor que a versão original, que em alguns aspectos deixa um pouco a desejar.
Pena a Yamaha, por enquanto, não equacionar a passagem desta mota à produção em série, ou mesmo disponibilizar estes acessórios para quem desejar modificar a sua Super Teneré.
Para já, os fãs apenas poderão suspirar e sonhar com esta Worldcrosser.

Boas Curvas! :-)