"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem nenhuma explicação é possível…"


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Posts de Novembro, 2010

KTM 450 RALLY - Ready For Dakar 2011

A KTM já apresentou a versão definitiva e oficial da sua novíssima mota para os raides e provas de longa distância, a qual promete vir a ser uma máquina vencedora nas provas de carácter africano.
A nova Rally, agora com apenas 450 cc, é uma mota totalmente nova, onde apenas foi buscar à anterior 690 alguma inspiração estética e muita experiência acumulada em competição.
Numa palavra, LINDA! :-)

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Na foto acima encontra-se a mota de Ruben Faria, companheiro de equipa do incontornável Cyril Despres.
A nova 450 é mais pequena em termos de dimensões, sendo até mais bonita e de aspecto menos volumoso. Os depósitos de gasolina traseiros são bem mais pequenos e estéticamente possuem um melhor enquadramento que a 690.
Contudo, há que ter em conta que a 450 não precisou de depósitos traseiros muito grandes, pois segundo dizem, consome menos que a 690.
De resto, há que destacar a fabulosa ciclística desta máquina, a qual é um elemento determinante neste tipo de prova, pontificando um quadro em treliça e tipo diamante, responsável por uma grande maneabilidade e distribuição de peso, suspensões de topo da WP, travões Brembo, jantes Excel, entre outros componentes.
Em termos de motor, a KTM recorreu ao monocilindríco oriundo das suas motas de Motocross, o SX-F 450, senhor de uma grande “alma”, mas que para o Dakar viu os seus componentes serem trabalhados em termos de longevidade e fiabilidade, pois o Dakar assim exige, mas sem perder performance.
Por aquilo que foi possível ver na última prova do Campeonato do Mundo de Raides, temos uma mota com uma ciclística e motor que serão um “osso” duro de roer para a concorrência.
A versão cliente também já se encontra disponível e é igualmente espectacular.
Aliás, bem podiam construir uma versão de estrada baseada nesta…

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A KTM bem se pode orgulhar com o resultado final de sua nova Rally, mas o derradeiro teste será no Dakar, onde tudo será posto à prova e onde será possível recolher mais experiência e ainda melhorar mais esta 450, que, para já, parece perfeita.
Fiquem com o vídeo de apresentação desta fantástica máquina, que ficaria muito bem na minha garagem ;-)

Boas Curvas! :-)

DUCATI DIAVEL - Novidade 2011

Ao olhar para a grande novidade da DUCATI para 2011, a DIAVEL, ocorrem-me muitas definições, tipo, espectacular, bestial, colossal, brutal, imponente, power, etc, mas nenhuma será suficiente para definir a nova criação da DUCATI, que tantas cabeças tem posto às voltas :-)

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Esta nova DUCATI é um género de mota totalmente novo para a DUCATI, pois não é uma desportiva, não é uma Custom e não é uma Naked, mas acaba por fundir num só produto características de todos estes segmentos.
Aliás, o melhor mesmo será classificar a DIAVEL como uma “muscle bike”, pois o aspecto não engana e as suas pretensões e ficha técnica deixam bem claro ao que este “diabo” (DIAVEL) vem.

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Os mais puristas poderão achar que a DIAVEL não é uma “puro  sangue” da DUCATI, mas desenganem-se, esta DUCATI não fica nada a dever às suas irmãs mais desportivas e é capaz de um comportamento desportivo bem contrário ao seu aspecto massivo e pesado que muitos poderão deduzir.
Para não complicar muito, a DIAVEL é animada por um bicilindríco em “L”, neste caso o famoso Testastretta a 11 graus, que debita uns impressionantes e respeitosos 162 cv às 9500 rpm e um binário massivo de 127,5 Nm às 8000 rpm.
Portanto, estamos a falar de uma mota capaz de acelerações diabólicas e ritmos muito, mas mesmo muito rápidos.
Nada de atiçar a fera… ;-)

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Na ciclística, voltamos a encontrar elementos técnicos que caracterizam as DUCATI, ou seja, um quadro em treliça ao melhor estilo Italiano, o típico monobraço oscilante em alumínio e imagem de marca da DUCATI, travões oriundos da Brembo, com pinças monobloco de montagem radial, associadas a 2 discos de travão de 320 mm e sistema ABS da Bosch.
A suspensão é totalmente ajustável e está a cargo de uma suspensão dianteira invertida da Marzocchi, com baínhas de 50 mm de diâmetro e com tratamento DLC.
Na secção traseira, encontramos uma unidade da Sachs, também ajustável em várias vias.
Destaque ainda para as jantes espectaculares da Marchesini, as quais são maquinadas em alumínio e anodizadas em preto e que labergam na traseira uma massivo Pirelli Diablo Rosso II de 240 mm de largura.
Numa palavra, BRUTAL!!!

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Também não posso deixar de referir o bonito painél de instrumentos, composto por um ecrã LCD montado na direcção e um TFT montado no reservatório de combustível.
Não são só para fazer vista, são 2 elementos de elevada qualidade e tecnologia e que garantem uma grande resolução e definição gráfica.

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A DIAVEL vista de qualquer ângulo é simplesmente avassaladora e promete arrasar e marcar a diferença no segmento em que se insere e que é muito restrito.
Mas ao contrário das suas rivais, como a Yamaha V-Max, exibe características que a demarcam e a tornam num caso à parte, especialmente na versão mais exclusiva, a CARBON, onde muitos dos seus componentes são construídos em carbono.

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Sejam arranques, velocidade ou mesmo curvar, a DIAVEL garante diversão e eficácia e com um peso a seco de 210 kg.
No mínimo impressionante! :-)

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Vale a pena ver a DIAVEL em movimento :-)

Imagens que deixam qualquer um de água na boca ;-)

Boas Curvas! :-)
 

KTM 990 SMT - Talvez um dia…

A KTM 990 SMT é uma mota que me fascina de um modo especial, e quanto mais leio sobre a mesma, mais convencido fico que esta  mota seria uma excelente alternativa à minha actual KTM 950 ADVENTURE.
Calma, não vou trocar de mota, pelo menos por agora… ;-)

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Ora bem, como grande adepto que sou das Maxi-Trail, existem características que este tipo de motas possuem e que não abro mão delas, ou seja, polivalência, facilidade de condução, conforto elevado e capacidade de fazer mutos kms.
Mas, por melhor desempenho que possuam, nunca são estradistas puras e, a KTM 990 SMT, surge como uma excelente alternativa para aqueles que, não abrindo mão das características das Maxi-Trail, querem uma mota com um desempenho superior no asfalto, incluindo diversão e algum desportivismo.
Pois eu também me incluo nesse grupo e, se um dia deixar as incursões no fora de estrada com a 950 ADVENTURE, a 990 SMT será uma alternativa a considerar.
Tem excelentes suspensões da WP, travões Brembo e agora com ABS disponível, protecção aerodinâmica razoável, ciclística bem dimensionada, onde se incluem jantes de medida 17 e pneus de típicamente desportivos, um motor soberbo e muito carácter, como é apanágio da KTM.

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O conforto está mais que garantido e, para os mais atrevidos, a SMT também aceita uns estradões de terra ;-)
Podia estar para aqui enumerar mais aspectos técnicos da mota, mas o vídeo abaixo fala por si ;-)

Boas Curvas! :-)

Passeio fora de estrada do Clube Motard de São Miguel

O Clube Motard de São Miguel realizou no passado Sábado um passeio fora de estrada, o qual tinha como objectivo proporcionar aos sócios e simpatizantes, uma actividade diferente das habituais e, principalmente, um dia divertido e bem passado com toda a malta envolvida.
Desde que a ideia surgiu, houve de imediato uma boa aceitação e até houve várias pessoas interessadas em alugar motas para esta actividade, e beneficiar assim do protocolo existente entre o CMSM e a ANC Moto Rent.
Se assim foi, assim aconteceu! :-)
Os participantes reuniram-se pela manhã na sede do CMSM, prontos para um dia de muita aventura:

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A boa disposição esteve sempre presente e foi um ingrediente muito importante para o sucesso desta actividade :-)

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O Presidente do CMSM apresentou-se com a sua habitual descontracção, mas pronto para acção ;-)

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Houve quem trouxesse artilharia pesada para o passeio…

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O Paulo fez uma perninha ao TT e alugou um Moto4, para se lembrar dos dias em que se fazia ao mato com um veículo destes:

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O Raposo dizia, “epá, isso vai chover e pode avariar a GS…” ;-)

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O Giesta já estava por tudo e até lhe apeteceu trocar de mota com o Hugo :-)

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Nota para a presença da Televisão Açoriana, a qual fez uma reportagem desta actividade:

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Claro que escolheram as motas mais bonitas e interessantes para filmar :-)

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Bem, chegou à hora da partida e o pessoal fez-se à estrada, com vontade de devorar alguns percursos fora de estrada:

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O objectivo não era fazer TT “puro e duro”, mas sim um passeio com incursões fora de estrada, mas com percursos acessíveis a todos os níveis de experiência dos presentes.
Para tal, nada como aproveitar os vários estradões existentes entre a freguesia das Feteiras e as Sete Cidades, os quais iriam servir perfeitamente para o objectivo da organização.
No entanto, logo no primeiro percurso fomos obrigados a uma paragem forçada, pois o Francisco não evitou um pequeno tombo, sem consequências.

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Mas o que interessa é que estava tudo bem e que o Francisco estava pronto para prosseguir.
Afinal de contas os tombos no fora de estrada podem sempre acontecer…

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Este passeio contou com a presença de um bom número de participantes, incluindo grandes entusiastas do TT, como o Silva Melo:

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E lá entramos no primeiro de muitos estradões, que nos levaram até às Sete Cidades:

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Aqui o pessoal teve a oportunidade de se divertir um pouco, bem como por à prova os seus dotes de condução neste ambiente e capacidade das suas máquinas.

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Mais importante que o percurso e dificuldade, para Mim e para o Miranda estava a ser uma excelente oportunidade de convívio num ambiente que tanto gostamos.

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O Raposo também estava a adorar o passeio, pois o fora de estrada sempre lhe esteve no sangue.

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O André tavares foi um dos corajosos desta actividade, pois atreveu-se a fazer todo o percurso com a sua Yamaha WR 250 Supermoto.
Apesar do passeio ser quase todo por estradões, a lama esteve bem presente em várias zonas e passar estas zonas com uma mota com pneus de estrada (slick) não é fácil…

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O “canhão”  de serviço, a Honda CR-F 450, que tanto gozo dava ver quando o seu proprietário “puxava” por ela:

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O Hugo cheio de estilo :-)

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O Paulo a mostrar que quem sabe não esquece ;-)

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O Ernesto e o Gilberto andaram sempre em competição :-)

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Algumas descidas possuiam lama, que tornava as coisas um pouco mais complicadas para os menos experientes.
Mas com calma e descontracção, todos ultrapassaram as dificuldades que foram surgindo.

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O Raposo abrindo caminho para o grupo:

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Infelizmente, o Ernesto não evitou um pequeno despiste, que o impossibilitou de continuar.
O despiste resultou de uma luta intensa com o Gilberto, o qual lhe deu um “chega para lá” à MotoGP, originando o despiste do Ernesto, que incapacitou a sua máquina de continuar a batalha titânica que estavam a travar.
Mas acho que vai haver desforra… ;-)

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Com ou sem pendura, a KTM nunca se nega a uma incursão no fora de estrada ;-)

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Nas Sete Cidades os cenários ficaram bem mais bonitos e apenas foi pena o nevoeiro que assolou algumas zonas das Cumeeiras, impossibilitando os presentes de se deliciarem com as vistas.

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Última paragem antes do almoço, na Vista do Rei, nas Sete Cidades:

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O nevoeiro era mais que muito…

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O grupo seguiu em caravana para a zona do almoço, o já nosso conhecido restaurante Raião, onde nos esperava o costume, ou seja, muitos sabores Micaelenses tradicionais:

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Claro que os almoços com o pessoal do CMSM são sempre uma alegria, pois a diversão está sempre mais que garantida, especialmente com as histórias aventureiras do André, Raposo, Giesta e companhia :-)

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Após o almoço, seguiu-se mais uma pequena incursão no fora de estrada, de forma a espantar o sono ;-)

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O passeio terminou na sede do CMSM, onde o convívio prosseguiu por mais algumas horas:

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E assim terminou o passeio fora de estrada do CMSM!
Foi um óptimo passeio e uma excelente forma de convívio entre todos os participantes, onde o espírito de camaradagem esteve patente, a par de muita alegria e diversão.
Foi muito engraçado fazer algum fora de estrada com pessoal que normalmente não se aventura nestes percursos e quem não foi, perdeu mais uma excelente oportunidade de convívio, além de um passeio diferente dos habituais.
Agora resta esperar por mais uma edição desta aventura.

Boas Curvas! :-)

Férias de Outono

Na semana passada, Eu e o Filipe encontravamo-nos de férias e realizamos um passeio MotoTurístico pela ilha, cujo objectivo era Nordeste.
A ideia era fazer uns bons kms, onde as incursões fora de estrada não estavam fora de questão (pelo contrário) e aproveitar o lindo dia de Outono que se fazia sentir.
Ainda por cima o Filipe ia estrear um escape de rendimento na sua Yamaha Super Teneré 750 e um pinhão de ataque com menos um dente :-)
Partimos da Ribeira Grande em direcção ao Nordeste, sempre pelas estradas do lado norte da ilha, que neste momento, não são as mais agradáveis de utilizar, pois existem muitas zonas afectadas pela construcção da nova via-rápida, que tornam o trânsito lento e aborrecido :-(
O pior de tudo, foram os muitos camiões que apanhamos pelo caminho, ou seja, ultrapassavamos 2 ou 3 e após um par de curvas apanhavamos mais 2 ou 3 camiões.
Resumindo, até Nordeste foi super aborrecido e a dada altura paramos no Parque Natural Ribeira dos Caldeirões, pois já estavamos fartos de apanhar com camiões e o imenso pó que lançavam sobre nós.

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As paragens neste Parque são sempre muito agradáveis e relaxantes, essencialmente por causa das belezas naturais deste parque, como a queda de água que lá está:

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Assim que regressamos ao asfalto, realizamos mais alguns kms e na zona da Algarvia efectuamos a nossa 1ª incursão do dia em percursos fora de estrada:

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Os percursos eram acessíveis e de acordo com o espírito deste passeio, ou seja, nada de muito complicado, o objectivo era relaxar, mas com alguma diversão.
Para isso, os estradões que tomamos foram uma excelente opção, os quais nos permitiram enrolar (e bem) o punho direito.
Estes percursos levaram-nos pela montanha, onde em algumas zonas o nevoeiro fez a sua aparição, mas nada de especial, apenas o suficiente para dar um ar mais misterioso a toda a envolvência ;-)

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Os percursos que tomamos levaram-nos até aos Graminhais, zona de grande beleza :-)

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Dos Graminhais seguiram-se mais alguns percursos de montanha, sempre com Nordeste em mente.

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A nova ponteira de escape da Teneré do Filipe estava a emitir um som muito interessante e entusiasmante :-)

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Da montanha é possível observar a construcção da nova via-rápida, a qual contrasta por completo com a beleza paisagística de Nordeste.
Há que defenda que é uma necessidade, há quem diga que não, mas sinceramente, era dispensável…

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Paragem em Nordeste para almoço!

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Após o almoço, seguiram-se mais kms de fora de estrada, desta vez através da Tronqueira e até à Povoação :-)

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Houve tempo para uma passagem pelo Pico Bartolomeu, cuja vista estava magnífica e sem qualquer nublosidade a encobrir esta bonita paisagem de montanha:

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Paragem no miradouro da Tronqueira, para mais alguns momentos de pura contemplação:

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Assim que chegamos à Povoação, voltamos ao asfalto, com passagem pelas Furnas e com nova incursão pelo lado norte da ilha e mais alguns percursos fora de estrada na zona da Achada das Furnas, os quais nos levaram até à Vila Franca do Campo, onde o por do sol já começava a desenhar-se no horizonte.

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Ainda houve tempo para mais um percurso fora de estrada em Água d’Alto, que nos levou até à estrada de montanha da Lagoa do Fogo, onde o por do sol estava simplesmente fora de série :-)

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Foi muito díficil chegar à Lagoa do Fogo, pois o por do sol estava tão lindo, que tivemos que parar mais do que uma vez para contemplar.

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Fantástico!!! :-)

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E regressamos à Ribeira Grande através da Lagoa do Fogo, para lá terminarmos o passeio.

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Em jeito de conclusão, foi um belo passeio e uma excelente forma de aproveitar as férias e o excelente dia de Outono que estava.
Não foi um passeio de extremos ou radicalismos, mas sim um passeio MotoTurístico e com algum fora de estrada para marcar a diferença e animar um pouco as coisas.

Boas Curvas! :-)

Fui suar um pouco…

No Sábado passado realizou-se mais um passeio fora de estrada, desta vez na companhia de um dos grandes entusiastas do Enduro em São Miguel, o Vítor Ferreira.

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Sendo um passeio na companhia do Vítor, já sabia que me esperava um passeio verdadeiramente Endurista, que é como quem diz, puxadinho para o físico, com vários obstáculos naturais para ultrapassar, trilhos espectaculares e muito suor à mistura…
A minha experiência em trilhos mais ao estilo do Enduro e técnicos é muito pouca e, com o Vítor, esperava alcançar mais um pouco de experiência, bem como conhecer novos percursos.
Uma coisa é certa, o balanço ia ser de certeza positivo :-)
Partimos para o passeio pela manhã em direcção às Sete Cidades, com uma breve passagem por alguns trilhos acessíveis e aumentando gradualmente o nível de dificuldade.
Mesmo nos trilhos mais simples, era mais que patente o nível elevado de pilotagem do Vítor, ou seja, o homem e a sua KTM EXC 300 a 2 tempos, desapareciam da minha vista :-)
Bem, eis que chegamos ao 1º ponto de grande interesse, ou seja, um trilho através de uma mata e que nos levaria a uma zona chamada de cascalheiro.

Este trilho é todo ele em piso mole, mais concretamente em cascalho, e leva-nos até uma zona de montanha, toda ela também em cascalho.
Mesmo no topo, existem uma espécie de dunas em cascalho, tornando o cenário muito bonito e interessante.
O Vítor foi à frente:

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Seguiu-se eu, mas assim que iniciei a minha marcha, percebi de imediato que a coisa não ia ser fácil, ou seja, o piso era mole e um pouco irregular e convinha ganhar alguma velocidade, de forma a conseguir efectuar a subida em cascalho.
Eu bem que tentei ganhar velocidade, mas as irregularidades do terreno associadas à minha falta de experiência, levaram a que eu atascasse mesmo no ínicio da subida.
O caminho ainda era longo e eu atascado…

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Na zona da subida o piso era super mole:

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Voltei para trás e tentei novamente, só que sem resultados melhores, ou seja, atascava mais ou menos no mesmo local :-(
Seguiram-se mais algumas tentativas, mas o cansaço ia se acumulando e a cada tentativa parecia que só piorava…
Não valia a pena insistir, adiante!
De seguida, o Vítor levou-me por alguns percursos através de mata, com forte presença de vegetação e algumas irregularidades ao estilo do Enduro, como valas, pedras, etc, mas nada de transcendente.

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A lama também foi aparecendo lá de vez em quando e numa das vezes pregou-me uma partida :-)

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A partir de um certo ponto, entramos num trilho espectacular, mas um pouco mais técnico, ou seja, um trilho mais estreito, com várias depressões e obstáculos naturais:

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Este é um trilho usado pelo pessoal das bicicletas (down hill), mas que também se torna espectacular para se fazer de mota.

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Contudo, há que ter muita atenção e cuidado, pois existem várias depressões, algumas acentuadas, e que nos obrigam muitas vezes a manobras com mais destreza, como deixar a roda dianteira entrar na depressão e depois deixar o resto da mota deslizar, usando o travão traseiro.

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Não existe grande espaço para erros…

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Claro que para um praticante assíduo de Enduro, esta situação é ultrapassada com relativa facilidade, mas para alguém com o meu nível de experiência, as coisas por vezes parecem mais díficeis do que realmente são ;-)

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Depois deste trilho, seguiram-se mais alguns percursos igualmente pela mata, já nas Sete Cidades :-)

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Outra zona que exigia mais um pouco de técnica, bem como um pouco de esforço físico:

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Dava gosto ver o Vítor a ultrapassar os obstáculos que iam surgindo, pois era notório o seu grande à vontade e experiência.
A sua capacidade de leitura do terreno é excelente! :-)
Melhor que tudo, ajudou-me sempre na ultrapassagem de todos os obstáculos, fornecendo-me dicas muito úteis.

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A caminho das Cumeeiras, uma subida muito interessante, especialmente pelos seus regos…

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Para o Vítor foi apenas mais um obstáculo…

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O rego maior tinha uma profundidade considerável :-)

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Quando chegou à minha vez, a coisa não correu muito bem e encaixei a DR no rego :-)

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Ok, nada de especial, apenas mais trabalho para o físico ;-)
Após estes percursos nas Sete Cidades, dirigimo-nos para a freguesia da Covoada, onde lá nos esperava mais alguns percursos.

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Dei por mim a circular num percurso de grande beleza e que parecia ser mais acessível…

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Mas as facilidades acabaram rapidamente…

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Durante a subida de um morro de piso escorregadio, não evitei um tombo, fruto de um descuido com o acelerador.
O pior foi levantar a mota em plena subida…

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Por esta altura o cansaço já se fazia sentir, mas o passeio ainda não tinha acabado…

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Como de costume, as vistas são sempre muito agradáveis e relaxantes:

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Mas quando eu pensava que o passeio ia diminuir em termos de dificuldade e cansaço, eis que o Vítor levou-me para um trilho mais técnico e exigente para o físico, conhecido pelo trilho das couves:

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Este trilho não é nada mais nada menos que uma trialeira, cheia de umas plantas selvagens que lembram couves.
Um trilho exigente e em que é importante ter uma boa protecção de cárter, pois as pedras e os regos são uma constante.

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Este trilho deixou-me completamente arrasado e, a dada altura, já não era eu a escolher o percurso, mas sim a mota, pois as forças já eram.

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E quando pensava que estava no fim, surgia mais pedra e mais regos.
As pancadas na protecção de cárter eram uma constante.

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Era quase escusado referir, mas o Vítor estava como peixe na água.
A certa altura cheguei a pensar que tinha pilhas duracel…

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Já olhava para os obstáculos do tipo, que se lixe, já tou tão cansado que nem me importo de cair ;-)

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Para terminar o passeio, seguiu-se um trilho na Covoada em direcção à cascalheira, o tal que não consegui subir, só que agora ia ser feito em sentido descendente.
O percurso até lá é fantástico, ou seja, através de mata cerrada:

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A beleza e envolvência dos trilhos de São Miguel é qualquer coisa de espectacular, fazem nos esquecer que estamos perto da civilização.

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Neste percurso em direcção à cascalheira nem tudo são facilidades, existem alguns obstáculos naturais a vencer e alguns cuidados a ter, especialmente em zonas tipo pequenos corredores.

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E chegamos à cascalheira:

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A cascalheira é um trilho com um cenário impressionantes, pois fica mesmo no meio de uma mata e possui algumas dunas.
O seu piso é todo ele mole, derivado ao muito cascalho que lá existe e é um gozo rodar o acelerador.
Pena já ter sido numa fase final do passeio, onde já não havia energia suficiente para “brincar” um pouco e a DR estava a “escaldar”…
Mas valeu a pena vir até este bonito local :-)

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O passeio terminou na cascalheira e depois foi só rolar calmamente até a casa.
Foi um passeio espectacular em todos os sentidos, pois o Vítor escolheu um percurso bem ao gosto do Enduro, com níveis de dificuldade variado e sempre por zonas de grande beleza natural.
Claro que para mim nem sempre foi fácil, aliás, era mais que evidente a minha falta de experiência, de ritmo, de técnica e até mesmo de forma física.
No entanto, o Vítor foi sempre um GRANDE companheiro de passeio, sempre pronto a ajudar-me e sempre com dicas úteis, já para não falar da paciência que teve comigo, pois foram muitas as vezes em que fiquei em apuros e a precisar da sua ajuda ;-)
Agora há que ir melhorando todos os aspectos menos bons, principalmente a forma física, pois cansava-me rapidamente.
Esta semana é pró ginásio!!! :-)
Por fim, MUITO OBRIGADO Vítor pelo passeio!

Boas Curvas! :-)

Um cheirinho de Enduro

No Domingo passado realizou-se mais um passeio aventura, o qual juntou 2 novos elementos ao grupo, nomeadamente o Rodrigo Eloi na sua KTM EXC 250 e o Ricardo na sua Husqvarna WR 300.
Contudo, entanto, este não seria apenas mais um passeio aventura, seria um passeio que poderia vir a assumir contornos mais enduristas, ou seja, estavam previstas algumas passagens por alguns percursos um pouco mais exigentes e bem ao estilo do Enduro.
Afinal de contas estamos em São Miguel, ilha riquíssima em percursos de Enduro :-)
Desta vez o ponto de encontro foi na pista de Motocross da ilha, onde partiram para esta aventura os já mencionados Rodrigo e Ricardo, bem como Eu e o Miranda nas DR 400 e 650, o Pedro na KTM 640 Adventure e o Filipe na Yamaha Super Teneré 750.

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O passeio desenrolou-se inicialmente em percursos muito simples e do tipo estradão, de forma a que todos fossem ganhando ritmo gradualmente.
A direcção escolhida foi a Ribeira Grande, com passagem pela zona Geotermica, em direcção ao Monte Escuro, o qual era um dos objectivos delineados para este passeio.

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Com a chegada ao Monte Escuro surgiram algumas dúvidas quanto à viabilidade das motas maiores conseguirem ultrapassar alguns possíveis obstáculos.
Tendo em conta isso, o Pedro e o Filipe separaram-se do grupo temporariamente e seguiram um percurso diferente, voltando a encontrar-nos no final do percurso que iriamos seguir.

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Quanto a mim e ao Miranda, seguimos com o Rodrigo e Ricardo, embalados por algum entusiasmo e curiosidade :-)

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Para trás ficava uma paisagem absolutamente bonita :-)

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Este percurso de montanha do Monte Escuro estava a ser muito interessante, com um nível de dificuldade muito acessível, onde apenas era preciso ter atenção com algumas valas mais pronunciadas e o piso mole, feito de pedra pomes.

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Eis que chegamos às primeiras verdadeiras dificuldades, aliás, dificuldades não, digamos que o percurso começou a assumir características mais enduristas.
Uma excelente oportunidade para testar as capacidades da minha DR, bem como a mim mesmo ;-)

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O Miranda estava a ir bem com a sua DR 650, que apesar de mais pesada estava a digerir bem o terreno :-)

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Ao longo deste percurso as vistas são impressionantes e de grande beleza:

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Mais um obstáculo, desta vez a exigir algum trabalho físico, ou seja, 1º colocava-se a roda dianteira em cima e depois puxava-se a braços a traseira:

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Importante referir que, apesar das dificuldades e menor grau de experiência meu e do Miranda, o Rodrigo e o Ricardo estavam a ser impecáveis, ajudando-nos em tudo, quer com as dicas que forneciam, as quais eram sempre preciosas, quer com a sua paciêrncia e disponibilidade, pois o nosso ritmo era claramente inferior ao deles.
Em algumas zonas as suas “cabrinhas” voavam baixinho…

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Paragem para recuperar energias:

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Sempre com boas vistas, desta vez para o ilhéu da Vila Franca do Campo:

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De regresso aos trilhos, começamos progressivamente a avançar em direcção à Vila Franca do Campo, onde em poucos minutos esperava-nos uma descida um pouco acentuada e que dependendo da escolha do caminho, poderiam haver ou não dificuldades, não é Miranda? ;-)

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Mais uma vista fabulosa:

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Depois seguiu-se uma incursão por alguns trilhos pelo meio do mato, em que o Miranda preferiu não tomar, pois estava com receio que fossem inapropriados para a sua DR.

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Bem, estavas enganado Miranda :-) , o percurso era acessível e apenas há a registar muita lama, muita vegetação e uma ou outra descida mais manhosa devido à lama.
Ricardo e a sua Husky 300 a 2 tempos, que mota!!! :-)

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O Rodrigo sempre a abrir o caminho para o grupo:

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Mais lama e mais vegetação:

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De salientar o ritmo do Rodrigo e da sua KTM 250 a 2 tempos, simplesmente muito rápidos e eficazes.
Eu bem que tentei acompanhar, mas rapidamente desisti, pois não tenho rapidez suficiente para tal…
Ainda tenho que fazer muitos kms de terra…

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Paragem para relaxar um pouco e reagrupar:

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Seguiram-se mais alguns percursos acessíveis a todos, mas em que não me livrei de um pequeno tombo, fruto de alguma insegurança nas descidas:

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O Pedro e o Filipe estavam a ser os bravos deste passeio, pois enfrentaram por vezes trilhos mais complicados para as suas montadas.

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Num determinado trilho deparamo-nos com uma grande árvore a barrar-nos o caminho e que nos obrigou a alguns trabalhos, nomeadamente desbastar alguns galhos e ramos da árvore, de forma a ser mínimamente ultrapassável para nós:

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Os próximos kms foram com a presença de alguma pedra e lama, mas ao alcance de todos:

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Vídeo da 1ª parte do passeio:

 

Apesar de toda a diversão, era chegada a hora do grupo tomar uma decisão, ou seja, na mira do Rodrigo e do Ricardo estavam alguns percursos mais duros, nomeadamente subir a Barrosa, mais concretamente o caminho das pedras da lagoa do Fogo.
Estes são percursos tipicamente enduristas e, em determinadas partes, chegam a ser um pouco mais extremos, pois circula-se em sentido ascendente e num piso recheado de pedras e valas.
Portanto, era chegado à hora do grupo separar-se pela última vez, com o Miranda, o Pedro e o Filipe a seguirem para casa e Eu, o Rodrigo e o Ricardo a optarmos por continuar pelos maus caminhos.
E assim foi, começamos com a nossa ascensão em direcção à Barrosa, onde a minha curiosidade era muita, apesar de alguns receios, pois já tinha visto fotos e vídeos do percurso e sabia que não iria ser fácil.

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Uma pequena paragem na montanha, com uma vista magnífica, muito ajudada pelas excelentes condições climatéricas:

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O grupo que continuou, o Ricardo, Eu e o Rodrigo:

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O nosso objectivo final ainda estava distante…

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Continuando…

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E eis que chegamos às primeiras reais dificuldades deste percurso da Barrosa, ou seja, o 1º caminho de pedras:

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Este 1º percurso ainda era um aperitivo, porque o pior ainda estava para vir.
Até aqui a coisa não estava a correr muito mal, apesar de piloto e mota estarem em constante luta com o terreno, de grande instabilidade, devido à muita pedra e irregularidades.
As suspensões estavam a ser super testadas.

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O melhor era não pensar na distância que faltava para terminar a subida e continuar a insistir, só que a mota perdia tantas vezes tracção e ficava tantas vezes em posições esquisitas para arrancar, que sem darmos conta estavamos a gastar o dobro da energia físicam para ultrapassar estas questões.
Foi a partir daqui que vi que a minha condição física estava muito má e a necessitar de uma intervenção, pois estava a cansar-me muito rapidamente…

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O que vale é que a boa disposição esteve sempre presente, sendo um elemento determinante a ajudar-nos a relaxar e a manter a moral em alta :-)

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No entanto, conseguimos ultrapassar a 1ª subida e a 2ª e última subida já se avizinhava:

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Esta 2ª e última subida era a pior de todas, pois era ainda mais pedregosa, mais acentuada e mais irregular.
O Rodrigo foi o primeiro a iniciar a escalada, sendo notório o seu à vontade em percursos deste género, não obstante a algumas partes em que lutou mais com o terreno.
Mas no geral, foi espectacular ver este jovem a superar as dificuldades do terreno :-)

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Seguiu-se o Ricardo, também ele com à vontade, mas com um pneu traseiro já em fim de vida e a causar-lhe algumas dificuldades de tracção acrescidas:

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Quanto a mim, olhei para cima, enchi-me de coragem e arranquei decidido a não desistir :-)

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Contudo e apesar de toda a motivação que possamos sentir, as dificuldades surgiram de imediato e essencialmente sob a forma de cansaço físico, ou seja, o piso provocava tantas dificuldades de tracção e era de tal forma irregular, que eu estava constantemente a lutar com a mota, cansando-me mais do que devia.
Apesar de tudo, mérito à DR-Z 400, que estava a portar-se lindamente, com o motor a revelar-se um grande aliado através do seu excelente binário e as suspensões a digerirem bem as irregularidades.

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Mas a minha falta de técnica e de forma física aliada aos 119 kg da DR, faziam-me ficar cansado muito rapidamente, obrigando a mais paragens para descanso.
Contudo, o espírito do grupo era de entre ajuda e camaradagem e paramos as vezes que eram necessárias, pois era preferível fazer aos poucos e bem, do que rápido e acidentado.

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O Rodrigo Eloi estava a ser uma GRANDE ajuda, porque ajudou-me sempre muito com as suas indicações, com os seus empurrões e até com as suas palavras encorajadoras.
O Ricardo também não foi excepção e numa determinada altura forneceu-me uma dica que muito me ajudou a ultrapassar estas pedras.
Para trás ficavam vários metros de conquista:

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Mas olhando em frente, ainda faltavam muitos metros de tortura:

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Um percurso intimidante e que para quem o faz convém ter a mota minimamente preparada em termos, por exemplo, de protecções, como a do cárter, pois as pancadas nas pedras são uma constante.
Abençoada protecção de cárter da CRD que coloquei na DR :-)

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Com persistência e ajuda lá consegui chegar ao fim do caminho das pedras da lagoa do Fogo, sentindo uma grande sensação de realização pessoal e de vitória, pois superei-me a mim mesmo e superei um percurso duro e que não é indicado para pessoal “verdinho” no Enduro.
Mas ainda faltava o Ricardo:

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O Ricardo também chegou ao fim, mas com algum cansaço extra, pois o seu pneu traseiro deu luta e tinha desperdiçado energia num percurso alternativo a este, que o obrigou a voltar para trás.

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Chegar ao cimo desta montanha e olhar para a Lagoa do Fogo é a melhor recompensa que se pode ter :-)

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Restava-nos descansar, pois bem merciamos, e conversar sobre esta grande aventura:

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Vídeo da 2ª parte do passeio:

E assim terminou este grande passeio de todo terreno!
Foi um passeio que, apesar das dificuldades e do carácter mais endurista, foi magnífico, pois o Rodrigo e o Ricardo levaram-nos para vários trilhos muito interessantes e muito bonitos, com uma grande variedade de terreno e paisagens fantásticas a acompanhar.
É certo que nem todos puderam fazer o percurso na totalidade, mas tenho a certeza que adoraram e que contribuiu para o seu conhecimento geral.
Foi muito bom desbravar novos caminhos com estes senhores do Enduro e foi bom superar as dificuldades que foram surgindo, especialmente porque a DR mostrou serviço e revelou estar à altura dos desafios.
O nosso muito obrigado ao Rodrigo e ao Ricardo pela companhia, disponibilidade e ajuda, e esperamos fazer mais alguns passeios na sua companhia.

Boas Curvas! :-)