Domingo passado foi dia de mais uma aventura pela zona das Sete Cidades, onde a grande novidade para esta aventura seria a estreia de uma máquina fotográfica e de filmar da GOPRO.
Esta máquina já estava na minha mira já algum tempo, dado que a qualidade que proporciona aos filmes é indiscutível, permitindo fotos e filmes com um ângulo bem aberto/panorâmico.
Desta vez também decidimos sair um pouco mais cedo que o habitual, de forma a termos mais tempo para estas aventuras, que por vezes se prolongam mais do que o esperado.
No local do costume compareceram poucos elementos, mas é como diz o velho ditado, poucos mas bons 
Neste caso, compareceram EU e o Miranda na LC8 e o Pedro na LC4.
O restante pessoal do costume, nem vê-los…

Antes da partida, nada como verificar a pressão dos pneus, de forma a não haverem surpresas desagradáveis…

Uma vez mais, decidimos ir até às Sete Cidades, dado que existe um trilho que ainda não conhecia e que o Miranda gosta muito, a Mata dos 3 Kms 
Ainda por cima o tempo estava super húmido, o que deixava antever alguma lama na Mata dos 3 Kms 
Como já vem sendo hábito cada vez que vamos para este lado da ilha, o percurso da Vigia das feteiras, situado na zona da Rocha da Relva, foi novamente o eleito para o aquecimento inicial.
Mas antes, nova verificação dos pneus do Pedro…
Não tava fácil

Como já era sabido, o percurso da Vigia das Feteiras estava super irregular, havendo mesmo uma zona com buracos de dimansão considerável e capazes de causar estragos em caso de azar/distracção.



No meu caso em particular, senti algumas dificuldades na travessia da zona mais complicada, não por falta de prática, mas por acusar algum nervosismo e falta de confiança, fruto de 2 (ou serão 3?) semanas sem verdasca.


Mas pronto, com calma tudo se ultrapassa

Após alguns kms, o nosso amigo Miranda entusiasmou-se com a velocidade e não conseguiu evitar uma escorregadela.
O mais interessante foi que além dele cair, caiu eu e o Pedro, mas sem mota, ou seja, quando paramos para o ajudar a levantar a mota, escorregamos (vísivel no vídeo)

Foi um momento hilariante e sem cnsequências para qualquer um dos três.

De volta ao trilho, o nevoeiro começava a surgir gradulamente.

Paragem para recuperar energias e mudar pilhas às máquinas.

A GOPRO estava montada com o suporte de ventosa no ecrã da LC8 e não estava a interferir na condução.
A intenção era montar no capacete, mas esqueci-me de uma peça…

E, finalmente, Mata dos 3 KMS!

Uma zona muito bonita, com um trilho sinuoso e delineado na encosta da montanha e com pouca margem de manobra, ou seja, não convinha acontecerem despistes.


No eu caso, adoptei uma condução cautelosa, dado que não conhecia o trilho e verifiquei a existência de algumas valas, pedras e troncos soltos.


Este trilho estava a ser lindo, especialmente por ser sinuoso e super verdejante.


O Pedro e o Miranda já estavam como peixes na água neste trilho, fruto de deslocações frequentes.



A partir daqui começamos a entrar mais no coração da mata, onde os troncos espalhados pelo percurso começaram a ser uma constante.


Este trilho é LINDO, com uma vegetação mais intensa e muita humidade.


O piso estava muito scorregadio, com aquela lama tipo “manteiga”, ou seja, nem é mole, nem é dura, mas escorrega.
No entanto, haviam zonas com muita lama e daquela que enterra botas e pneus, bem como raízes de árvores muito expostas, pedra solta e troncos.
Estava a ser divertido!!!

Para meu azar, não consegui evitar um encontro de 3º grau com um tronco e entortei o pedal do travão

Eu bem que buzinei para o tronco, mas ele não se desviou, filho da p#$*/#* 
Tentamos colocar o pedal no seu lugar, mas o alumínio austríaco era demasiadamente rijo para tal.
Mas apesar da nova posição do pedal, dava para travar.



Apesar da sujidade que a lama causa, suporta-se melhor do que o pó, o qual vai passar a ser um elemnto constante nesta época do ano.


O pessoal estava a curtir a lama


Quando chegamos ao fim do percurso da Mata dos 3 Kms, já estamos noutro percurso igualmente interessante, o Caminho dos 3 Kms.
Aos poucos começamos a avistar a lagoa das Sete Cidades.


O trilho que nos guia até ao Parque de Campismo das Sete Cidades, também prima por uma grande beleza e permite um andamento mais “vivo”, ou seja, é quase como se fosse uma especial de classificação

Estes troncos tiram-me do sério




Uma das vantagens da GOPRO verificadas neste passeio, é a fotografia automática a cada 2 ou 5 segundos, permitindo efectuar várias fotos em andamento sem termos que clicar no botão, além de podermos afixar em qualquer mota muito rapidamente.


E hora de mais uma paragem, para tomar um cafézinho e por a conversa em dia

A dada altura o João e a sua Dominator juntaram-se a nós e fizeram alguns percursos na nossa companhia.
Afinal de contas já não chovia, não é João??? 
A última parte do passeio foi feita a um ritmo mais alegre, dado que os percursos eram mais rápidos e com menos obstáculos naturais.



Às vezes o “caçador” torna-se na “presa”



As condições meteorológicas melhoraram muito, tendo o nevoeiro desaparecido e, a dada altura, o sol fez a sua aparição e o dia ficou lindo.


Passagem obrigatória pelas Cumeeiras, onde o ritmo foi deveras interessante e cheio de adrenalina


E depois de mais um ou outro percurso, iniciamos o regresso a casa, com uma breve passagem pela costa norte, onde o sol já brilhava imenso e o pó surgia em grande quantidade.

E pronto, já era hora de rumar a casa e dar por terminado mais um magnífico passeio.
Em jeito de balanço, foi um passeio muito bom, que serviu para eu recuperar a confiança e conhecer o percurso da Mata dos 3 Kms, o qual me encantou. Vou voltar lá! 
A GOPRO portou-se à altura destas aventuras, apesar de eu necessitar de treinar mais um pouco, de forma a aperfeiçoar as filmagens.
Concluí que colocar o suporte de ventosa na mota transmite muitas vibrações à máquina.
Para a próxima vou montar no capacete 
Fiquem com o filme, o qual foi maioritariamente filmado em andamento com a GOPRO:
Boas Curvas! 
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