"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem nenhuma explicação é possível…"


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Posts de Dezembro, 2009

Feriado Aventura - 2ª Parte

Continuando com o relato do Feriado Aventura de 8 de Dezembro e tal como indiquei na 1ª parte, o Miranda teve que regressar a casa para compromissos familiares, enquanto que Eu e o Gregório seguimos em frente à procura de um local para o almoço.
Pelo caminho, as paisagens fantásticas de Nordeste tornam a viagem mais agradável:

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Como era feriado, só mesmo no centro de Nordeste é que encontramos um snack-bar aberto, onde fizemos a verdadeira pausa no passeio e nos deliciamos com um belo bife.
Rói-te de inveja Miranda, mas estava mesmo bom! :-)

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Após o almoço, era tempo de regressar aos “maus caminhos” :-)
Eu cheguei a pensar que a parte da tarde iria ser mais calma e que os percursos a seguir seriam os de costume, ou seja, Tronqueira e Povoação.
Mas não, uma vez mais deixei nas mãos do Gregório a escolha do percurso e, como de costume, o Gregório voltou a surpreender-me e sugeriu que explorasse-mos os vários trilhos que não fazem parte dos percursos principais/mais conhecidos de Nordeste.
O que realmente pretendíamos era explorar mais a fundo Nordeste e arredores :-)
E assim foi, começamos por aventurar-nos por caminhos desconhecidos, os quais nos levavam a outros percursos e assim por diante.

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Um factor comum a todos foi a presença constante da lama, mas com uma pequena diferença, isto é, antes a lama estava mais em estado bruto, agora era um tipo de lama mais fina, tipo manteiga, a qual estava muitas vezes misturada com erva, galhos de árvores, folhas de vegetação, etc, tornando o piso super escorregadio e com poucas zonas mais ou menos sólidas
Circular neste piso estava a ser uma aventura :-)
Algumas partes de alguns percursos suscitavam algumas dúvidas quando à sua acessibilidade ou possibilidade de continuar em frente. Por isso, nada como investigar antes de avançar.

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O percurso acima era muito duvidoso e o GPS indicava que o mesmo não tinha continuidade. Decidimos confiar no GPS e partimos à exploração de outro percurso.

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Por vezes alguns percursos tornavam-se mais complicados, porque quando chegava-mos ao fim dos mesmos não havia saída e tinha-mos que regressar para trás. Só que alguns destes percursos eram feitos em sentido ascendente, com lama e várias irregularidades e no regresso tinham que ser feitos em sentido descendente, tornando tudo mais divertido ;-)
Este próximo percurso era um daqueles que o GPS indicava sem saída, mas decidimos aventurar-nos no mesmo :-)

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Bem, este trilho estava super, mega, híper escorregadio e só era possível circular dentro dos regos que lá haviam, porque nas zonas verdes e que pareciam sólidas, a mota simplesmente patinava com a roda traseira, atascava e não avançava.
Uma sensação de impotência sentir que estamos a dar acelerador, mas não avançamos nem um centímetro :-(
Quando chegamos a um determinado ponto, foi “game over”, ou seja, deparamo-nos com uma inclinação coberta pela tal lama tipo manteiga, onde as motas só patinavam e mais nada :-(
Aquilo estava demasiadamente húmido e enlameado e ainda por cima parecia que não tinha saída…

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Ainda subimos á pé esta inclinação para analisar a viabilidade de um possível GRANDE esforço para ultrpassar-mos esta zona, mas não parecia que valesse a pena, especialmente quando eramos apenas 2.

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O bom senso imperou e achamos por bem voltar para trás pelo mesmo caminho.

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Para o Gregório a Dominator é um “brinquedo” e dar mei volta com ela não foi tarefa complicada ;-)

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O meu pneu traseiro conta bem a história destes trilhos, ou seja, muita lama e algum esforço físico pelo caminho no domínio da mota:

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Nesta foto está tudo aparentemente bem…

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Mas reparem nos meus pés, aliás, onde estão os meus pés??? :-)

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Pois é, a coisa não estava nada fácil…
Mas o importante era não desanimar e seguir em frente :-)

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Para nosso descanso, apanhamos alguns percursos com o piso mais sólido, sendo possível relaxar um pouco.
Porém, apanhamos alguns trilhos que apresentaram zonas de mata que foram alvo de desbaste e havia vegetação e galhos de árvores no chão, atrapalhando muitas vezes o nosso progresso, causando alguns desíquilibrios.

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Nordeste estava a revelar-se duro e cansativo…

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E que tal mais um pouco de lama???
Well, que se lixe, bora nessa! :-)

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Uma vez mais, arriscamos a entrada em mais um trilho duvidoso, mas igualmente super escorregadio e enlameado.

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Este trilho era muito bonito, pois possuía uma maior envolvência com a natureza :-)

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Que coisa mais linda! :-)

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Uma vez mais o GPS não se enganou, trilho sem saída. Reparem na descontinuidade do tracejado:

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Desta vez não desperdiçamos energias e não seguimos em frente e voltamos para trás.
Nada como confiar lá de vez em quando no GPS ;-)

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A luz do dia já começava a diminuir gradualmente e, quando eu pensava que o Gregório ia dar por terminado o passeio, ele arranjava mais alguns percursos manhosos, mas interessantes de se fazer.
Esta zona provocou algumas perdas de tracção, devido a algumas valas escorregadias, mas com a ajuda mútua lá ultrapassamos estes pequenos imprevistos :-)

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Seguiu-se uma passagem fabulosa pela zona do pico da vara, com alguns pequenos estradões onde, finalmente, rolamos um pouco mais relaxados, com alguma velocidade e “power slide” à mistura.

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Uma pequena paragem no sempre fantástico percurso dos Graminhais, onde o frio já se fazia sentir de forma mais acentuada, obrigando a alguma protecção.
Que “briól” que estava…

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A vista desta zona mais elevada é fantástica, mesmo com ao anoitecer:

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Ao longe, o vale das Furnas:

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Bem, o passeio estava praticamente terminado e regressamos ao asfalto, pelo caminho do Salto do Cavalo, onde tivemos um encontro inesperado com um grupo de vacas, as quais estavam à solta no meio da estrada.
Imaginem lá o que é fazer uma curva e apanhar derrepente com estas “meninas”…

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Com este encontro inesperado, o Feriado Aventura estava praticamente terminado.
O regresso até a casa foi feito pelo asfalto, se bem que o Gregório estava com vontade de continuar o passeio pela noite dentro, mas as obrigações familiares não perdoam e, desta vez, foi a minha vez de regressar a casa, aliás, regressamos os dois.
O que posso concluir deste passeio???
Foi fantástico! :-)
Foi um passeio recheado de aventura e cujas dificuldades foram várias, quase sempre sob a forma de muita lama, aliada a muitas irregularidades nos percursos.
Exigiu de nós um pouco mais de concentração e esforço físico, mas no fim a satisfação era enorme pelo facto de termos sido persistentes e consistentes, não havendo azares de qualquer espécie.
Para o sucesso deste dia, a entre ajuda, a calma e alguma destreza, contribuíram de forma decisiva, mas tenho a certeza, que o companheirismo entre todos nós foi o factor mais importante para o sucesso deste passeio.

Deixo abaixo algumas estatísticas deste passeio:
Número de motas/participantes: 3 de manhã e 2 de tarde
Número de quedas: 0
Tempo Deslocação: 05:501
Parado: 04:18
Deslocação Média: 39.2 km/h
Média Geral: 21.1 km/k
Velocidade Máxima: 131 km/h
Ascenção total: 4999 m
Elevação Máxima: 952 m
Odómetro: 197.13 km

Trajecto do passeio by GARMIN:

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Trajecto do passeio by GOOGLE EARTH:

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Boas Curvas! :-)


 
 
 
 

Vídeo da 1ª Parte do Passeio Feriado Aventura

Um pequeno vídeo da 1ª parte do passeio FERIADO AVENTURA:

 Boas Curvas! :-)

Feriado Aventura - 1ª Parte

No passado dia 8 de Dezembro o pessoal decidiu tirar o pó às motas e juntou-se novamente para mais um passeio de carácter aventureiro :-)
O ponto de encontro foi o de costume e poucos minutos após as 9:00, o grupo constituído por Mim na V-Strom Adventure, pelo Gregório na Honda Dominator e pelo Miranda na KTM Adventure, fez-se à estrada.

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Em termos de destino, não havia nada de concreto, a ideia era passar uma manhã agradável e, se possível, conhecer mais alguns percursos fora de estrada.
O Gregório foi, novamente, o líder deste passeio, levando-nos pelo asfalto até Vila Franca do Campo, para depois lá darmos ínicio à verdadeira aventura, ou seja, deixar o asfalto para trás :-)
Os primeiros percursos situados perto da lagoa do Congro, foram acessíveis denunciavam um estado algo degradado, fruto dos dias de chuva que se têm abatido nos últimos dias na ilha.

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Parece que a lama poderia vir a fazer a sua aparição, a par de mais algumas dificuldades…

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Não tardou muito até o passeio começar a ficar mais entusiasmante, com algumas travessias de pequenos cursos de água :-)

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As “meninas” estavam a gostar de molhar os pés ;-)

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Um pouco mais à frente, paramos junto de um pequeno curso de água, o qual mereceu uma análise mais detalhada antes de o atravessar-mos, dado que o piso por onde passava a água era acidentado/irregular e coberto por limos, podendo causar algumas surpresas pouco agradáveis…

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O Gregório foi o 1º a atravessar e não teve qualquer problema. Contudo, havia apenas uma zona ideal de passagem, as restantes significavam uma carga de trabalhos.

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Depois foi o Miranda, o qual fez parecer aquilo uma brincadeira de crianças. Aquela KTM:-)

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A seguir fui Eu que, apesar dos sucessos dos dos primeiros dois, estava um pouco apreensivo, aliás, pouco confiante…

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Infelizmente, esta falta de confiança só atrapalhou e fez com que não atravessasse o curso de água de uma só vez e acabasse por colocar a roda traseira num pequeno buraco. Para sair de lá tive que ter a ajuda do Gregório, dado que a roda limitava-se a derrapar nas pedras cobertas por limos.
Estava super embaraçado…

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O que me valeu foi o forte espírito de companheirismo que este grup tem e com a já referida ajuda do Gregório, tudo correu bem. Thank’s Greg! :-)
E lá prosseguimos com o passeio!

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A lama já começava a ser uma constante e começava a causar algumas dificuldades em algumas partes do percurso, como nas subidas. Mas, por enquanto, nada de especial, havia apenas que estar atento ;-)

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De referir que esta é uma zona de montanha, em que muitos dos percursos existentes servem de acesso a pastagens de Agricultores. Alguns dos percursos atravessam literalmente algumas propriedades privadas, sendo necessário circular com civismo nestas áreas.

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Aliás, este grupo prima sempre pelo civismo e educação para com o meio onde circula :-)

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Por falar em propriedade privada, este foi um deles e lá não faltavam vacas a correr de um lado para o outro como umas loucas :-)
Com calma e jeitinho lá passamos por elas ;-)

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Por esta altura, já estavamos a circular em trilhos que andavam perto das Furnas, mas não fomos lá, o Gregório tinha outros planos e guiou-nos até uns trilhos que desconhecía-mos, situados na zona do Salto do Cavalo.
E a nossa apresentação a esses novos trilhos não podia ser melhor, poças de água e lama :-)

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Alguns não tiveram problemas em molhar os pés, outros tiveram receio de apanhar gripe A ;-)

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A lama começava a ser cada vez mais a nossa companheira, sendo divertido, mas ao mesmo tempo algo intimidadora, porque a dada altura haviam poucas partes sem lama e o piso foi sempre escorregadio.
Um bom treino de equílibrio de improvisação :-)

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Apesar do cenário, estava tudo a correr sob rodas :-)

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E tempo para uma pequena paragem, mas com uma boa perspectiva daquilo que estava para vir, ou seja, mais lama, mas com buracos pelo meio. Fixe! :-)

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O nosso percurso estava gradualmente a levar-nos para perto do Nordeste e já começava a questionar-me se este ira ser um passeio matinal ou se iria estender-se pelo dia todo. Eu tinha autirização da “patroa”, mas não sabia se os restantes tinham ;-)
Sem mais demoras, toca a “atacar” essa lama!

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A passagem nesta zona foi feita a um ritmo mais calmo, dado que o piso estava super escorregadio e as irregularidades existentes não permitiam grandes riscos. Mais vale a pena jogar pelo seguro.

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Agora imaginem lá a nossa dificuldade de concentração com um cenário destes à volta:

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É complicado… ;-)
Para tornar as coisas ainda mais interessantes, começamos a apanhar descidas esburacadas e com lama.

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Esta zona já começava a parecer-se com Nordeste, dada a grande densidade de mata.

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Mas a situação ficou ainda melhor, ou seja, continuamos num percurso descendente, com lama e com as irregularidades a serem cada vez maiores:

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Havia que ter muito cuidado, porque as valas eram grandes e porque o próprio percurso não permitia muitos erros, ou seja, o importante era circular na trajectória correcta, porque caso contrário a coisa iria tornar-se complicada e exigir algum trabalho físico.

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Já para não falar de que fazer este percurso com um “mamute” como o meu não é “pêra doce”…

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Nestas situações, o companheirismo vem sempre ao de cima e preferimos avançar lentamente e auxiliar-nos uns aos outros. Não há necessidade de correr riscos desnecessários ou armarmo-nos em espertalhões.

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Ultrapassamos com sucesso todas as dificuldades deste percurso e, até ao momento, tinha sido a zona que exigiu mais de nós. Foi agradável chegar ao fim com a sensação de vitória :-)

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Continuamos a circular em percursos fora de estrada fantásticos e cada vez mais cobertos por vegetação.

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Zonas fabulosas!!! :-)

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Algumas partes eram de tal forma cobertas por vegetação, que a luz do dia tinha dificuldades em penetrar, tornando os trilhos em travessias quase nocturnas.

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Por fim, uma descida à civilização:

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O dia estava a ser tão agradável que nem demos pelo tempo a passar.
No entanto, já era hora do almoço e após alguma troca de ideias, decidimos continuar o passeio durante a tarde, mas com a óbvia paragem para almoço num qualquer snack-bar em Nordeste.
Infelizmente, o Miranda não podia continuar esta aventura, devido a compromissos familiares e lá teve que regressar a casa.
Mas não te preocupes, haverão mais aventuras como esta ;-)
Quanto ao resto do passeio, fiquem a saber na 2ª parte da crónica :-)

Boas Curvas! :-)
 


 
 

AXO AIR CAGE

Já algum tempo que pretendia adquirir um colete “full protection” para usar nos passeios fora de estrada, de forma a elevar o grau de protecção durante os passeios.
O colete que pretendia não é mais do que o modelo de coletes usados no Todo o Terreno ou Enduro, os quais oferecem protecções em várias zonas de grande importância e que normalmente são passíveis de sofrer danos em caso de queda/acidente.
Claro que não ando de mota a pensar que vou cair e que me posso magoar, mas é sempre uma possibilidade, especialmente quando se circula no fora de estrada.
Por isso, tempo de investir em mais alguma protecção :-)
Após uma análise de vários modelos e marcas existentes no mercado Micaelense, optei inicialmente pela marca DRENALINE, devido à boa relação preço/qualidade.
Contudo, levei umas semanas sem dar o passo para a compra e devido a circunstâncias do momento, ou seja, devido a uma campanha promocional da Carreiro & Comp., Lda, acabei por optar por outra marca, a AXO, modelo AIR CAGE:

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Desde o 1º dia que o vesti fiquei apaixonado pelo mesmo, dado que se encaixava muito bem na minha estrutura física, permitindo uma liberdade de movimentos normal.
Contudo, este colete era um pouco caro, quase 200 euros, o que me deixava um pouco apreensivo, quando mesmo ao lado havia o Drenaline a um preço muito mais emn conta.
Mas devido à já referenciada promoção, o colete ficou em pouco mais de 130 euros e esta era uma oportunidade a não perder :-)
Assim sendo, o mesmo já cá canta, assenta-me que nem uma luva e possui as tão desejadas protecções, como peitoral:

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Coluna e região lombar, a qual fica justa à cintura através de uma cinta com velcro:

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Ombros, cotovelo e ante-braço:

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O colete sem si é uma estrutura construída em nylon HT (não sei o que querem dizer com o HT), a qual segura/prende todas as protecções existentes e assegura que toda a estrutura possua um baixo peso.

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Possui vários tipos de ajuste em várias zonas, os quais são fáceis de operar, de forma a moldar o colete de forma mais eficaz à anatomia de cada um.

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O facto do seu tecido assumir uma forma de rede, favorece o arejamento do corpo :-)

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De salientar que este tipo de coletes não permite que se vista por baixo roupa com tecidos com muito volume, o ideal será usar uma t-shirt ou sweat-shirt e vestir um blusão por cima do colete.
Na minha opinião, este foi um bom investimento no campo da protecção e espero não ter que testar a eficácia deste colete.
Para já, adorei:

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Já pareço o Robocop ou qualquer coisa do género ;-)

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Mais informações ou acessórios da AXO em: http://www.axo.com/

Boas Curvas! :-)


 

Bielas de Suspensão CJ ACCESSORIES

Esta semana montei na minha V-Strom mais um acessório que já andava algum tempo de olho, umas bielas de suspensão da CJ ACCESSORIES, compradas no EBAY a um preço convidativo, na página deste fabricante: http://cgi.ebay.co.uk/ws/eBayISAPI.dll?ViewItem&item=370147273426
Estas bielas destinam-se à suspensão traseira e, ao contrário das de série, visam alterar a secção traseira, elevando a mesma cerca de 2,5 cm, ou seja, são bielas mais curtas que as de série e reposicionam o amortecedor para uma posição um pouco mais vertical.
Ok, deverão estar a pensar que 2,5 cm não é nada de especial, mas em algumas situações no fora de estrada, poderão melhorar o comportamento da V-Strom, evitando que a protecção de cárter arraste/toque no solo com mais facilidade, como na transposição de lombas. O fabricante também anuncia um aumento da capacidade de amortecimento, bem como de pré-carga da mola.
No asfalto e segundo o fabricante e opiniões de que fez esta alteração, o comportamento em curva fica mais preciso e eficaz, havendo uma entrada em curva mais rápida e eficaz. Mas nisso a V-Strom já era boa, se vai ficar melhor, fantástico ;-)
No caso deste acessório, decidi ir à oficina efectuar o serviço de substituição, dado que tinha algumas dúvidas na montagem das bielas e no aperto a dar nos parafusos.
Contudo, estas bileas trazem um papél com as instrucções, mas desta vez preferi não arriscar ;-)

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As bielas de série foram desaparafusadas com a ajuda de uma “pistola” penumática, sendo este processo mais rápido e eficaz que o tradicional e, em poucos minutos, as novas bielas já estavam montadas no seu devido lugar.
O Mestre Tóni foi rápido e eficaz e, melhor que tudo, não me cobrou nada :-) . Obrigado!
Abaixo, as bielas de série:

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Uma pequena comparação entre as bielas de série e as bielas da CJ ACCESSORIES, onde é notório a diferença de comprimento, sendo as novas um pouco mais curtas:

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Estas bielas são construídas em aço, têm uma aparente resistência e bom aspecto e possuem uma cor diferente em relação às de série:

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Mais algumas vistas das mesmas:

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Ao vivo é notório que o amortecedor ficou numa posição um pouco mais vertical:

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Tal como já me tinham informado no ADVRIDER (http://www.advrider.com/), quando a V-Strom estivesse no descanso central, o pneu traseiro ficaria totalmente em contacto com o solo:

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Isto origina um problema, rodar com o pneu quando desejar, por exemplo, lubrificar a corrente. Contudo e após uma análise, basta colocar debaixo do descanso central um tapete de borracha um pouco mais alto ou qualquer coisa semelhante, que o pneu roda perfeitamente.
No descanso central e vista de lado, nota-se uma altura superior na traseira:

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E vista por inteiro:

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Mas para que não ficasse dúvidas quanto à sua nova altura, retirei-a do descanso central para o descanso lateral, tendo ficado com a impressão que a V-Strom ficou um pouco mais inclinada lateralmente, devido ao reposicionamento do amortecedor.
Uma dúvida a esclarecer com outra V-Strom com as bielas de série.

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E vista lateralmente, no descanso lateral:

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Por fim, um olhar sob a altura da V-Strom sem qualquer apoio dos descansos:

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Para terminar, resta-me informar que quando nos sentamos na V-Strom, os tais 2,5 cm são perfeitamente perceptíveis, especialmente quando estou parado, onde noto que os pés já não estão tão apoiados no solo como antes.
Para a minha altura (1,76), a diferença não me incomóda ou causa problemas.
Resta-me efectuar um passeio fora de estrada para testar convenientemente esta modificação, a qual acho que irá ser útil.
No asfalto, já fiz alguns kms e noto a tal maior rapidez na entrada em curva e não notei nenhuma espécie de ponto negativo ou instabilidade com esta alteração.
Por enquanto, os 20 euros (valor com portes de envio para os Açores) que paguei pelas bielas da CJ ACCESSORIES valeram a pena :-)

Deixo abaixo a lista actualizada de alterações efectuadas na minha V-Strom:
-Ecrã preto transparente da SECDEM
-Suporte de ecrã MADSTAD ENGINEERING
-Protecções das mãos da Suzuki
-Piscas mais pequenos, oriundos das Husqvarna Enduro
-Espelhos Rallye (com articulação)
-Aros cromados para o painel de instrumentos da V-Strom 1000
-Tomada de energia de 12V
-Top Case GIVI E-52 Maxia-Monokey
-Instalação de um kit de luzes de STOP na Top Case
-Colocação de luzes no interior da Top-Case da OSRAM
-Encosto para o passageiro da GIVI na Top Case
-Malas laterais da GIVI E41 Keyless-Monokey
-Grelha para a Top Case da GIVI
-Forra interior da Top Case da GIVI
-Saco de depósito magnético V-Strom
-saco de depósito manético SW-MOTECH
-Crash-Bars da GIVI
-Suportes de malas laterais da GIVI
-Protecção da corrente em alumínio polido da Suzuki
-Protecção do radiador de água em alumínio de cor preta da Suzuki
-Protecções do quadro em borracha da DL 650 V-Strom K7
-Protecção do depósito em espinha da Pro-Grip
-Protecção imitando carbono do bocal de enchimento do depósito Pro-Grip
-Medidor de pressão de pneus da TOURATECH
-Protecção do colector de escape da TOURATECH
-Protecção do radiador de óleo da TOURATECH
-Protecção do cárter do motor SW-MOTECH
-Elevadores de guiador SW-MOTECH
-Protecção das baínhas da suspensão dianteira BBB
-Protecções das crash-bars Woodman Components
-Poisa-pés do tipo “rallye” TOURATECH
-Molas da suspensão dianteira da WIRTH - TOURATECH
-Bielas de suspensão traseira CJ ACCESSORIES
-Pedal do travão traseiro da TOURATECH
-Tampa do óleo do motor da TOURATECH
-Alargador do descanso lateral da TOURATECH
-Guarda-lamas dianteiro da TOURATECH
-Cabos de travão dianteiro em malha de aço da GODRIDGE
-Cabo de travão traseiro em malha de aço da HEL
-Ponteira de escape em titânio da REMUS
-Filtro de ar da K&N
-Desbloqueador da centralina da NIKKO RACING - G-PACK
-Velas NGK íridium
-Alarme da Suzuki específico para a V-Strom
-Assento da TOP-SADLERY
-Corrente cinza RK CHAIN
-Cremalheira JT SPROCKETS
-Pinhão de ataque de 14 dentes RENTHAL
-Guiador RENTHAL 677
-Pesos do guiador da RIZOMA
-Punhos da Ariete
-Suportes de cavalete Valter Moto Components
-Pneus Metzeler Karoo T
-Descanso central da SW MOTECH
-Guarda-Lamas traseiro encurtado

Não deixem de dar uma vista de olhos na loja desta empresa no EBAY http://myworld.ebay.co.uk/banditrob12/, ou site no próprio site dos mesmos: http://www.cjaccessories.co.uk/

Boas Curvas! :-)


 

“MOTOS - O FIM DE UM CICLO PARA A CARREIRO & COMP., LDA.”

O título desta notícia diz tudo e quase era escusado estar aqui a desenvolver esta notícia. Mas não, esta notícia merece toda a minha atenção, pois estou envolvido na mesma enquanto cliente da empresa Carreiro & Comp., Lda e, a empresa e pessoas que a constituem, merecem a devida atenção neste espaço.
Infelizmente, recebi esta semana a triste notícia de que a empresa Carreiro & Comp., Lda iria deixar de estar ligada directamente ao Motociclismo, mais concretamente à comercialização da prestigiada marca de motas japonesa Suzuki, bem como as europeias Piaggio, Gilera, entre outros produtos que a mesma comercializava.
Resumindo, a Carreiro & Comp., Lda vai deixar de comercializar os veículos de 2 rodas com motor, mantendo-se apenas na área do ciclismo e suas demais variantes, bem como o Fitness.
Enquanto cliente, mas acima de tudo amigo desta grande empresa, fiquei profundamente chocado, devastado, triste e desiludido, pois nunca pensei que tal cenário pudesse acontecer, tendo em conta todo o profissionalismo, empenho, dedicação e seriedade que esta empresa demonstrou ao longo dos anos e que tantos clientes cativou e fidelizou. Uma situação simplesmente estranha e díficil de aceitar… :-(
Contudo, sei que tal decisão não foi tomada de ânimo leve, pois as pessoas que dirigem os destinos desta empresa, assim como os seus funcionários, sempre nutriram uma grande paixão pelas 2 rodas e uma decisão como esta não foi, de certeza, fácil de tomar e de anunciar aos seus clientes e amigos.
Apesar de estar ainda um pouco atordoado, não posso deixar de ter que aceitar esta nova realidade, bem como compreender os motivos que levaram a tal decisão e que já me foram explicados pessoalmente. Estou solidário com a decisão da empresa e apenas lhes posso dirigir as minhas palavras de apreço, solidariedade e amizade, pois a situação está a ser díficil para os mesmos.
Foi com esta empresa e com o seu pessoal que eu cresci no mundo das motas, que comprei a minha 1ª mota, ganhei maturidade, desenvolvi conhecimentos, concretizei sonhos e projectos, ganhei o gosto pelo Mototurismo, e, mais importante, foi nesta empresa que me fidelizei, que desenvolvi uma grande simpatia e carinho especial, pois sempre fizeram de tudo para que me sentisse parte da “família” e para que me sentisse bem, enfim, sempre desenvolveram esforços no sentido de me agradar e satisfazer nas várias áreas do Motociclismo, quer fossem a de manutenção, acessórios, preparação para viagem, troca de mota, etc, etc.
Simplesmente dedicados e apaixonados pelas motas!
No entanto, não foi uma empresa isenta de erros ou situações menos boas, mas sempre tiveram a coragem de reconhecer e corrigir os mesmos.
Vou sentir falta de toda a qualidade e profissionalismo que sempre tiveram na área do Motocilcismo, mas não é pelo fim deste ciclo que deixo de ser cliente ou amigo, não, não merecem tal situação.
Pela seriedade que sempre tiveram comigo, continuarei a ser cliente nos serviços que possuem e que são do meu interesse, pois sei que serei devidamente servido.
Quanto à Suzuki (assim como as restantes marcas que representavam), tenho esperança que esta grande marca continue entre nós e que seja devidamente representada, pois bem merece, nem que seja por todo o esforço e dedicação que a Carreiro & Comp., Lda teve ao longos de muitos anos na área da promoção e construcção de uma imagem forte, credível e fiável.
Nesta área, têm muito mérito, pois se todos bem se lembram, a Suzuki tinha uma má imagem por cá.
Para terminar, resta-me agradecer à Carreiro & Comp., Lda por tudo quanto fizeram por mim na área do Motociclismo, pois foram incansáveis e profissionais nos meus momentos de “loucura”.
Ao Sr. João Carlos Carreiro, Alberto, André, “Mélinho”, Nuno, Filipe, Tóni, Lúcia, Sandra e demais pessoas desta empresa, mas em especial ao Dr. Francisco, o meu MUITO OBRIGADO por tudo e desejos dos maiores sucessos nas áreas em que continuarem a trabalhar.
Isto não é uma despedida e não pensem que se vão livrar de mim :-) , é sim o “fim de um ciclo” e o começo de um outro, que se quer com a mesma paixão, dedicação e profissionalismo, bem como com muitos sucessos e muitos novos clientes e amigos.

Um grande abraço a todos! :-)

Um feriado diferente…

O feriado de 1 de Dezembro foi passado de uma forma diferente do habitual, ou seja, foi passado com um passeio fora de estrada, o qual revelou algumas surpresas interessantes.
Começando pelo grupo que partiu para mais uma aventura, desta vez apenas compareceram ao chamado o Gregório na sua Dominator e Eu na minha V-Strom  Adventure.
Um grupo pequeno mas com vontade de ir para aterra :-)
O destino já estava escolhido, Vila Franca do Campo e arredores, sempre pelo máximo de percursos “off-road” possíveis, coisa que nem sempre é fácil ou possível aos “mamutes”.
As primeiras incursões aconteceram na zona da Lagoa, onde fizemos uma incursão num pequeno trilho, o qual era simples, mas que me levou a cometer um pequeno erro, ou seja, bati com a protecção do cárter com alguma violência numa pedra, tendo feito uma moça em forma de “bico”, a qual por sua vez fez uma pequena moça no colector de escape.

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Imaginem lá a pedra e a vilolência do impacto :-(
A minha sorte foi ter a protecção da SW-MOTECH, a qual provou a sua eficácia e função, senão o colector de escape ia sofrer complicados…
Continuamos a seguir mais alguns trilhos paralelos a algumas pastagens, os quais foram apresentando um piso cada vez mais enlameado, tornando o passeio mais interessante :-)

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Não sabíamos se este nos iria levar a algum lado, mas nada como ter algum espírito aventureiro e seguir em frente ;-)

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Infelizmente, este trilho terminou numa pastagem sem saída possível, obrigando-nos a fazer o mesmo percurso de regresso.

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No caminho de regresso tivemos que enfrentar uma descida super enlameada, a qual foi feita com as motas desligadas e com a 1ª velocidade engrenada. Uma medida de precaução, pois o piso parecia manteiga…

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A lama até brilhava de tão bela que é ;-)

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Durante a descida, fomos surpreendidos por 2 “amiguinhos” que se fizeram notar e que pareciam não gostar de motas ;-)

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A nossa sorte foi que estavam presos por uma corrente, senão a descida teria sido feita a um ritmo bem mais rápido…
Vejam lá a cara de simpático dele ;-)

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No fim da descida, uma pequena pausa para contemplar a vista sob a Lagoa e Ponta Delgada:

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E lá continuamos a nossa aventura de feriado, sempre com a lama como companhia :-)

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Decidimos não perder mais tempo na Lagoa e partimos em direcção à Vila Franca do Campo, onde fomos surpreendidos por alguns camiões, obrigando-nos a circular com mais cautela.
Parece que não foi feriado para alguns.

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Já na Vila Franca do Campo, subimos até aos trilhos existentes na Lagoa do Congro, os quais começaram a revelar uma vegetação mais densa, mas sempre com a lama a marcar presença.

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O nevoeiro também começou a fazer a sua aparição à medida que nos aproximava-mos da montanha:

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Nesta zona apanhamos um percurso rápido, de terra solta e com algumas lombas que nos proporcionou alguma diversão, como alguns pequenos saltos e “power slides” à saída de curvas :-)
Um pouco mais à frente, mais lama :-)

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A partir deste ponto, Vila Franca do Campo começava a ficar mais distante e já começava-mos a entrar numa zona de trilhos que nos levariam à zona da Gorreana, mais concretamente à Lagoa de São Brás.
Um percurso desconhecido para mim, mas conhecido do Gregório. Estava curioso! :-)

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No entanto, tivemos que efectuar uma pequena paragem para analisar melhor o terreno, pois seguia-se uma subida com um grau de inclinação normal, mas cujo piso estava em más condições, apresentando vários regos e valas, bem como pedra e terra solta e lama.

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A subida era curta, mas o seu piso não nos ia facilitar a vida, pois não havia uma trajectória ideal até ao fim, ou seja, durante alguns metros dava para circular bem numa zona, mas depois já se tornava complicado ou mesmo impossível, sendo necessário mudar de trajectória. A operação de mudança de trajectória não era fácil, pois implicava parar, voltar a arrancar atravessando uma vala e, com um pouco de sorte, o pneu não iria perder tracção na lama castanha que se vê nas imagens.

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Claro que esta subida iria ser feita individualmente e sempre acompanhada pela ajuda de um de nós. Não valia a pena correr riscos desnecessários.
A vista de cima era inspiradora ;-)

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Bem, após respirar fundo, lá teve que ser…

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O Gregório foi o primeiro a enfrentar a subida e todas as dificuldades que a mesma oferecia, sempre comigo a apoiá-lo e a prestar a devida assistência.
Como era de esperar, a dada altura tive que lhe ajudar, dado que nas transições de uma zona ideal para a outra, a roda traseira acabava por começar a derrapar, devido a falta de tracção. Mas com alguns empurrões, calma e descontracção, a Dominator ultrapassou todas as dificuldades.
Quando chegou à minha vez e da V-Strom, já era mais que sabido que o cenário iria ser mais complicado, devido ao peso e volume superiores menor distância ao solo.
Contudo, fiz-me às dificuldades e, como era de esperar, as coisas não correram lá muito bem, ou seja, as transições de um lado para o outro foram mais díficeis, levando-me a alguns atascansos, que exigiram um pouco do físico, dado que tivemos que optar por colocar a mota na trajectória ideal usando os braços, porque nos locais onde ela atascava, quanto mais vezes tentava-mos sair de lá usando o motor, mais atascavamos.
Bem, o Gregório levou uma estafa a prestar-me assistência…
Cheguei a sentir-me mal, mas os amigos são para as ocasiões ;-)
Anyway, depois de chegar-mos ao fim, o sentimento de realização e de sucesso é enorme e até ficamos com a sensação de que se tentasse-mos mais uma vez as coisas correriam melhor.
Fica para a próxima :-)

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Coitado, ficou com as marcas do seu grande companheirismo ;-)

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Tou em dívida com o Gregório, pois foi uma GRANDE ajuda :-)

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Mas não demos o dia por terminado, havia que fazer mais alguns kms até atingir-mos a Lagoa de São Brás.
Mas a partir deste ponto, começamos a ficar sem a luz do dia, pois já era final de tarde e o nevoeiro ia gradualmente tomando conta do cenário, dificultando a nossa visibilidade em algumas zonas.

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A menina estava a portar-se bem e nem mesmo as dificuldades do terreno a assustaram. Grande mota! :-)

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Este próximo trilho iria nos levar em definitivo à Lagoa de São Brás. Só rezava para que o nevoeiro não ficasse mais denso, senão as coisas iam se complicar…

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Este trilho era muito engraçado, pois era mais fechado de vegetação, dando aquela sensação de mais selvagem. Espectáculo! :-)

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Apesar de muito interessante, exigia alguns cuidados, dado que o seu piso era muito escorregadio, tornando-se perigoso efectuar mudanças de direcção agressivas . O melhor mesmo era circular com calma e com contenção no acelerador.

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Aqui já estava-mos a entrar na descida final para a Lagoa de São Brás, a qual não estava isenta de algumas dificuldades…

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Quando tentamos inciar a descida, verificamos que o piso estava um pouco destruído, não existindo, novamente, uma trajectória ideal, mas sim trajectórias ideais :-)
O pior era a grande vala que lá havia e uma inclinação generosa de acesso à mesma, porque depois de lá estar era deixar rolar.
O Gregório tentou a sua sorte e não se deu mal, optando por nã entrar na vala e lá se safou, muito por mérito de alguma destreza boas capacidades aventureiras da Dominator :-)

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De salientar que para ajudar à festa, o piso estava um pouco arenoso :-)

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Mas depois de ultrapassar as dificuldades da subida anterior, já estava por tudo. Por isso, optei por entrar na vala e depois efectuar o resto do percurso dentro da mesma.
A descida para a vala teve que ser progressiva e cautelosa, pois não podia abusar dos travões, de forma a não fazer a mota escorregar de frente ou de traseira para dentro da vala.

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Com jeitinho a V-Strom entrou na vala e permitiu que seguisse em frente, sempre dentro da mesma, sendo divertido e diferente do habitual :-)

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Só mais alguns metros e a Lagoa já estava à vista :-)

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E, finalmente, Lagoa de São Brás! :-)

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Junto à Lagoa, a vista estava impossível, dado que havia um manto enorme a cobrir a Lagoa, não permitindo ver nada de jeito. Parados no meio daquele nevoeiro chegava a dar uma sensação de esquisito, pois via-se muito pouco, o que contribuía para algum sentimento de incerteza.

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Apesar de tudo, a Lagoa de São Brás com este nevoeiro ganhava um tipo de beleza diferente, ficando com ar mais misteriosa, onde os únicos ruídos eram o da nossa conversa ou som dos motores das motas.

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Mas tivemos que seguir em frente, porque a claridade já era escassa e o nevoeiro cada vez mais.
A descida até à “civilização” foi um pouco complicada, pois o nevoeiro não nos deixava ver praticamente nada. Estava-mos um pouco às cegas.
Pelo caminho, tivemos que fazer uma pequena paragem, porque estava a decorrer uma mudança de pastagens, com as vacas a ocuparem a via.
Imaginem lá o que é apanhar com elas no meio do nevoeiro…, dá para assustar.

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O resto deste caminho de montanha continuou igual, isto é, nevoeiro e mais nevoeiro, fazendo-nos desejar o fim do mesmo várias vezes.
Não tardou muito até atingir-mos o fim e, ó passeio estava praticamente terminado, dado que já se fazia noite.
No entanto, seguimos até casa por um misto de asfalto e fora de estrada, sempre a rolar a um ritmo calmo e já típico de fim de passeio.
Terminamos o passeio numa estação de serviço, onde as meninas forma alvo de um bem merecido banho, porque a lama era mais que muita e infiltrada em tudo quanto era buraco.

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E terminamos desta forma o nosso feriado aventura, o qual foi uma maravilha em termos de dificuldades, pois apesar de sermos apenas elementos, conseguimos superar alguns obstáculos mais complicados, fruto de um bom e saudável companheirismo.
Espero que os restantes companheiros não faltem ao próximo passeio, pois uns braços a mais dão sempre jeito na altura das dificuldades ;-)

Boas Curvas! :-)