"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem nenhuma explicação é possível…"


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Posts de Outubro 6th, 2009

Estamos de volta!

É isso mesmo, ESTAMOS DE VOLTA! :-)
Depois de algumas semanas de férias e em que os elementos do grupo gozaram umas bem merecidas férias, eis que voltamos a juntar-nos no passado fim-de-semana para o ínicio da época 2009/2010 dos nossos passeios de aventura.
O entusiasmo era muito, a boa disposição reinava e as condições meteorológicas prometiam “maus caminhos” :-)
Como de costume, reunimo-nos na estação de serviço habitual, onde procedemos a acertos de última hora, como a verficação da pressão do ar dos pneus e óleo na corrente, a qual exigiu alguém com alguma condição física ;-)

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Acertos feitos, bora lá curtir! :-)

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Devido à realização de uma prova do Campeonato Regional de Ralis na Lagoa, achamos por bem direccionar o nosso passeio para a zona das Sete Cidades e arredores, de modo a não termos encontros de “3º grau”.
A vontade de todos era de explorar outras zonas da ilha que não esta, mas a segurança fala mais alto.
Anyway, a diversão começou na freguesia dos Arrifes, onde iniciamos a exploração de um trilho muito interessante e que desconhecia.

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O Miranda estava eufórico com a sua KTM :-)

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A partir de um determinado ponto, as poças de água começaram a surgir, fruto das intensas chuvadas que a ilha tem sido alvo. Quase de certeza que a lama também ia surgir :-)

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O Gregório foi como de costume o nosso guia. Adiantava-se no caminho e parava para nos avisar das zonas mais complicadas. Um verdadeiro “gentleman;-)

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Tal como esperavamos, a lama surgiu e tornou as coisas ainda mais interessantes :-)

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Com um par de Metzeler Karoo T novos, ninguém parava a minha V-Strom, apesar do meu ânimo neste dia não estar em alta… :-(

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Neste trilho a paisagem era muito interessante, apesar do nevoeiro não permitir a sua observação em pleno.

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Estes trilhos na freguesia dos Arrifes iam nos levar até bem perto das Sete Cidades e estavam a ser uma maravilha, permitindo um ritmo alegre.

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No final deste percurso, tomamos uma pequena ligação pelo asfalto e entramos no trilho situado junto às 9 janelas, o qual leva-nos até à Cumeeira de cima das Sete Cidades.

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A partir daqui, havia que ter alguns cuidados, dado que na semana anterior aquando da minha passagem, deparei-me com algumas zonas de valas algo acentuadas e piso muito solto e acidentado.
Com as fortes chuvadas dos últimos, este cenário confirmou-se, mas de uma forma mais acentuada e não tardou muito, até a primeira grande difiuldade surgir, sob a forma de uma lomba em sentido descendente, com uma vala a atravessar o ínicio da mesma.
A ultrapassagem da mesma teve que ser feita com calma e com um de nós a supervisionar a passagem, caso fosse necessário alguma ajuda.

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No caso da minha mota, a ultrapassagem do obstáculo teve que ser mais cuidadosa, essencialmente devido ao centro de gravidade mais baixo em relação à KTM e Honda.
Mas ela lá passou :-)

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Quando chegou à vez do Miranda e da sua KTM, este obstáculo pareceu fácil demais, ou seja, ele ultrpassou-o sem pestanejar ou parar, deixando-nos “parvos” a olhar para ele. Grande maluco e grande mota! ;-)

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A vista do trilho das Cumeeiras é, como sempre, fantástica, mesmo com mau tempo :-)

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O restante percurso não ofereceu dificuldades de maior e eu já começava a ficar um pouco mais animado, tendo encetado um ritmo interessante, talvez interessante demais…
Contudo, voltamos a sair das Sete Cidades e a rumar em direcção à freguesia dos Mosteiros, dado que a nossa intenção era voltar a fazer um trilho que nos leva desta freguesia até à Sete Cidades. Este trilho culmina com uma subida muito acentuada e com um piso super solto.
Há que ter pneus em condições de “trepar” ;-)

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A lama ia surgindo em quantidades cada vez maiores, tornando o piso mais divertido, mas também mais escorregadio e perigoso.

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É disso que gostamos! :-)

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Quando chegamos à dita subida, não tivemos hipótese de parar para fotografar a nossa passagem, dado que o piso estava muito irregular, isto é, valas e terra e pedra solta, levando a que a traseira da mota estivesse constantemente a varrer o terreno.
A sensação era porreira, mas exigiu um pouco do físico, dado que tivemos que nos agarrar bem ao guiador para aguentar as sacudidelas fortes que a mota transmitia.
Quando chegamos ao topo, sensação de alívio, mas ao mesmo tempo de vitória.
E a recta final desta subida, onde foi um gozo enorme rodar o punho direito :-)

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Mereceu pausa para recuperar o fôlego, mas também para a foto do grupo :-)

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Com as energias já repostas, voltamos aos trilhos, onde o objectivo era efectuar a subida do nosso adorado Caminho dos 3 Kms ;-)

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Mais uma pequena ligação por asfalto, que dá para relaxar um pouco e preparar a mente para as próximas dificuldades ;-)

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Este tem jeito para o “stunt riding;-)

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Não tardou nada e íniciamos o percurso em direcção ao Caminho dos 3 Kms, o qual é muito interessante, dado que o seu piso alterna terra com zonas de areia e lama.

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Apesar de curtas, as zonas de areia são sempre bem-vindas, dado que além das praias, não temos muitos trilhos com piso de areia, o que nos deixa com pouco à vontade neste tipo de piso.

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Adoro este tipo de travessias :-)

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Abram alas :-)

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O Caminho dos 3 Kms não estava muito mau e até fizemos o mesmo com alguma rapidez e à vontade. O entusiasmo era tamto que só efectuamos uma pequena paragem e nada mais.
Este é um percurso que já não tem segredos para nós :-)

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A recta final é que estava mais degradada, exigindo mais atenção e “mão” na mota.

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No topo, isto é, na Vista do Rei, a sempre deslumbrante vista sob as lagoas das Sete Cidades, que nem o nevoeiro consegue ofuscar a beleza. Aliás, confere um ar mais misterioso ;-)

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A partir deste ponto, íniciamos o nosso regresso a casa, mas sempre por percursos fora de estrada, com as habituais ligações por asfalto entre trilhos.

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Este percurso em sentido descendente exigia algum cuidado e velocidade moderada. dado que existem várias lombas, entre as quais algumas que mais parecem paredes em vés de lombas. Para animar ainda mais as coisas, algumas valas manhosas.

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Já perto do final, pequena paragem para descanso e correcção de alguns pormenores técnicos, como aperto no pedal de travão da KTM e aperto de um pisca da V-Strom.

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Apesar de já estarmos em final de passeio e já um pouco cansados, continuamos por percursos fora de estrada, desta vez no trilho da Vigia das Feteiras, sentido freguesia da Relva, o qual ainda nos reservou algumas surpresas.

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Quando menos esperava-mos, surgiram algumas zonas de lama, que mais parecia papa.
A travessia das mesmas foi feita com facilidade e até foi um momento divertido, mas os pneus chegaram a um ponto que quase desapareceram.

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Ainda bem que coloquei um guarda-lamas dianteiro da Touratech, senão acho que o pneu deixava de rodar ;-)

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Eu só me perguntava, será que há mais lama? :-)

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E a resposta à minha questão, mais lama! :-)

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Nem parecia que estavamos cansados :-)

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E os últimos kms até a casa, por trilhos situados na Lagoa, igualmente com água e lama :-)

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E assim terminou o nosso passeio de ínicio de época 2009/2010.
Foi um passeio muito divertido, apesar de algo duro e perigoso em algumas zonas. Mas factores como este são sempre condimentos necessários a um passeio desta natureza, senão não seria um passeio de aventura.
No fim o cansaço estva espelhado nos nossos rostos, mas quando falavamos em algumas peripécias deste passeio, o sorriso rasgava de imediato a nossa expressão de cansaço.
Venham mais como este que a malta aguenta! :-)

Estatísticas do passeio:
Número de motas: 3
Número de quedas: 0
Tempo deslocação: 02:14
Parado: 02:22
Deslocação média: 36.3 Km/h
Média geral: 17.6 Km/h
Velocidade máxima: 149 Km/h
Elevação máxima: 843 m
Ascenção total: 2271 m
Odómetro: 81.54 Km

Percurso do passeio:

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Boas Curvas! :-)