Aos poucos começamos a sentir um “cheirinho” das novidades de 2010, tendo cabido desta vez à Kawasaki mostrar a sua “arma” de ataque ao segmento das Naked de carácter mais radical, as Streetfighters.
Se mais demoras, eis a nova Kawasaki Z 1000:
A nova Z 1000 nada tem haver com a versão anterior, apesear de alguns elementos estéticos nos lembrarem da mesma.
Esta nova versão é totalmente nova, desde a ciclística ao motor, apresentando agora uma imagem ainda mais vincada e agressiva, que por certo fará as delícias dos amantes deste segmento.
Em termos de motorização, a Kawasaki voltou a apoiar-se num tradicional motor tetraciclindríco, de 1043 cc , refrigerado por líquido e de injecção electrónica, debitando qualquer coisa como 137,9 CV às 9.600 rpm e um binário de 11,9 Kgm às 7.800 rpm.
Em termos mais simples, um motor com mais performance que o anterior e capaz de oferecer sensações muito fortes
Na ciclística, estamos pernate um novo quadro, uma estrutura em alumínio de dupla trave, construída através de modernas técnicas de fundição, que permitem uma boa poupança de peso e elevados níveis de rigidez.
De salientar o novo posicionamento da suspensão traseira, a qual passa a ocupar uma posição lateral, tal como a sua “irmã” ER-6.
Na dianteira encontramos uma belíssima suspensão invertida de 41 mm, sistema de travagem radial acopolado a 2 discos de travão em pétala de 300 mm (na traseira 250 mm) e um guarda-lamas a evidenciar formas muito agressivas e bem de acordo com a restante estética.
Na parte estética, verifica-se alguma inspiração na ER-6, especialmente na zona lateral da mota, com a inclusão de 2 pequenas carenagens laterais com luzes de mudança de direcção integradas, tal como no referido modelo.
A secção traseira é, talvez, um dos elementos mais agressivos deste modelo, com a baquete a apresentar uma posição relativamente elevada e curta e um bonito faról traseiro
Desenho muito bem conseguido!
O painél de instrumentos é, tal como se esperava, digital e parece possuir boa visibilidade e muita informação.
A óptica dianteira adopta um formato mais agressivo, mas mantém uma imagem com alguma familiaridade e ligação às Z 1000 anteriores:
No modelo anterior, as ponteiras escape foram um elemento que nunca reuniu opiniões muito positivas. Mas neste modelo, parece-me que as mesmas ficaram com um desenho mais apelativo e agressivo, especialmente por serem mais curtas.
Continuamos com o mesmo esquema, ou seja, ponteiras de escape em ambos os lados da mota e com um formato que nos leva a pensar que se tratam de 4 saídas de escape.
A nova Z 1000 tem tudo para agradar globalmente um público cada vez mais exigente no sector das Naked Streetfigter.
Tem “alma”, ciclística e uma imagem forte que, sem entrar em exageros, está apelativa e dentro dos parâmetros da classe.
A Kawasaki poderia ter ido um pouco mais longe e apresentar uma imagem um pouco mais artesanal como, por exemplo, a Ducati Streetfighter, mas assim não entenderam.
Contudo, esta é mais uma opção a ter em conta e a fazer concorrência directa à Honda CB 1000 R e Yamaha FZ1.
“Ponham-se a pau”
Boas Curvas!





















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