Ontem, dia 25 de Outubro, foi dia de Motocross, com a realização do Grande Prémio dos Açores de Motocross, o qual contou com a presença do Vice-Campeão do Mundo de MX2, Rui Gonçalves, que de uma forma muito profissional e espectacular, abrilhantou este grande evento.
Além disso, esta era uma prova pontuável para o Campeonato Nacional de Motocross, tendo contado com a presença de vários pilotos que participam neste campeonato, entre os quais Hugo Basaúla, Henrique Venda, Luís Ferreira, Luís Correia, entre outros grandes nomes da modalidade.
Portanto, uma prova imperdível e com muitos motivos de interesse 
Logo pela manhã, Eu e o Paulo Silva partimos em direcção ao Cabouco, para a pista de Motocross da empresa Soluções M, onde já era vísivel as várias estruturas que normalmente constituem este tipo de provas, como a zona das equipas e assistências, zona de verificações técnicas e a própria pista, a qual apresentava um traçado muito interessante e que deixava antever bons momentos de Motocross

Apesar do dia se apresentar húmido e nublado, o ambiente que se vivia perto dos pilotos e equipas era de boa disposição e descontracção, onde a nossa curiosidade levou-nos, naturalmente, bem perto deles, onde tivemos contacto com pilotos, máquinas e equipas.
As verificações técnicas começaram bem cedo, com os pilotos a apresentarem-se nesta zona e as suas máquinas e capacetes a serem submetidos às verificações protocolares deste tipo de competição.

Tudo tem que estar nos conformes, de forma a que haja segurança e “fair play”

As motas da equipa Kawasaki chamavam a atenção de todos, devido ao seu aspecto cuidado e “factory”, onde a proliferação de vários componentes de elevada qualidade era mais que evidente.

Um pouco mais ao lado, havia a zona destinada às equipas e assistência, onde a equipa KTM SRMOTO se destacava das demais, devido à presença do Vice-Campeão do Mundo de MX2, Rui Gonçalves.

Outro aspecto que se destacava nesta equipa, era a presença do mecânico Austríaco que acompanha Rui Gonçalves no Campeonato Mundial de MX2, o qual é o responsável pela boa performance e manutenção da sua KTM.
Não menos importante, foi a KTM que Rui Gonçalves ia utilizar nesta prova, que era nada mais nada menos que uma das motas que usa no Mundial de MX2, ou seja, uma verdadeira “factory bike”, cheia de peças especiais e apenas acessíveis aos pilotos oficiais da KTM. Uma mota recheada de pormenores espectaculares, como os cubos das rodas personalizados com o número 5 do Rui Gonçalves.
Nem queria acreditar que estava a poucos metros de distância de uma autêntica mota de corridas de MX

O seu mecânico tinha uma atitude muito profissional e estava sempre à volta dela, cerificando-se que tudo estava bem e ao gosto de Rui.
Estavamos a ter um “cheirinho” do ambiente que se vive numa equipa oficial do Mundial…, mas apenas um “cheirinho” 
Mais ao lado, estavam as restantes equipas, também elas a preparar da melhor forma as motas para esta corrida, incluindo as motas dos mais jovens.

As muito interessantes Kawasaki

A MotoMais a prestar apoio ao filho de um prestigiado e grande Campeão Nacional, o António Oliveira

O piloto Açoriano Nelson Ventura a fazer mais uma prova com a sua nova montada, a Suzuki RM-Z 250, com uma decoração inspirada na mota de Ricky Carmichael

A Yamaha estava bem representada, com o sempre muito eficiente piloto Luís Correia, o qual esteve à poucos dias a representar Portugal nos ISDE.

A meio da manhã, era chegada à hora dos treinos, incluindo os treinos cronometrados, de forma a definir as posições na grelha de partida.
Os treinos livres são sempre excelentes oportunidades de ver os pilotos e máquinas em acção, mas de uma forma mais descontraída, que muitas das vezes leva-os a brindar o público com algumas manobras mais radicais.

Rui Gonçalves “atacando” as barreiras

Esta zona oferecia imagens únicas e espectaculares


O Rui Gonçalves é um piloto muito interessante de seguir, dado que prima por uma grande eficácia e suavidade de pilotagem, a qual se traduz num andamento muito rápido e preciso. De salientar que a sua KTM é uma ajuda extra na sua eficácia, dado que era notório a grande eficácia da sua ciclística em ultrapassar as irregularidades do terreno, aliada a um motor “canhão”, que empurrava para a frente como mais nenhum.

Esta rampa oferecia ao público saltos de grande espectacularidade


Até os mais novos tiveram oportunidade de treinar antes da corrida, mostrando muita garra. Futuramente, alguns deles poderão vir a dar que falar, como é o caso do jovem Abel Carreiro e Tiago Gonzaga.

Antes do regresso à pista para os treinos cronometrados, tempo para mais algumas afinações de pormenor, de forma a melhorar o rendimento de mota e piloto. Apesar de ser uma prova nacional, ninguém quer ficar atrás e, as afinações, são cruciais neste aspecto.

Luís Correia a dar uns retoques pessoais

Chegada à hora dos treinos cronometrados, os pilotos voltaram a dar espectáculo em pista, com saltos magníficos


Para quem está de fora, todos os pilotos parecem rápidos, sendo díficil definir qual o mais rápido. Em algumas partes da pista verificamos que alguns pilotos estão mais à vontade, em outras partes da pista, outros estão mais à vontade. Enfim, são todos rápidos! 
O Hugo Basaúla demosntrou muitas vezes um ritmo muito interessante, talvez fruto da sua participação no Europeu de Motocross.

Hehehe…


Dá um grande gozo ver estas 250 cc a 4 tempos a sairem de uma barreira, são autênticos “canhões”, com um ronco brutal e assustador

Após os trinos cronometrados, em que o melhor tempo absoluto pertenceu a Rui Gonçalves, tempo de lavar as “meninas” e prepará-las para as corrridas.
O Rosinhas Volei Cube criou de propósito uma área própria para as lavagens das motas, as quais bem precisavam, devido à muita lama existente no traçado.

No final da manhã, as actividades resumiram-se ao almoço, bem como algumas conversas com vários conhecidos que aos poucos começavam a chegar ao recinto da prova.
Antes do ínicio das corridas, as pessoas tiveram a oportunidade de ter um contacto mais próximo com o Rui Gonçalves e obter um autógrafo. De salientar a simplicidade de Rui, o qual nunca se negou a um autógrafo ou mesmo fotografia 
À tarde, “SHOW TIME” 
A 1ª corrida estava reservada aos mais novos, os quais deram espectáculo à sua escala, onde o piloto Abel Carreiro, em KTM, destacava-se dos restantes, principalmente na técnica mais apurada.

Contudo, Abel Carreiro viria a ser alcançado pelo Tiago Gonzaga, em Kawasaki, o qual deu muita luta a Abel e chegou mesmo s superá-lo. Mas após alguns desaires de ambos os pilotos, seria Abel Carreiro em KTM a levar a melhor e a alcançar a tão desejada vitória.
No entanto, já estava na hora da corrida mais esperada da tarde, onde o número significativo de pessoas presentes estava ansioso por ver o Vice-Campeão do Mundo de MX2 em acção.
Placa de 15 segundos, placa de 5 segundos e lá partiram eles num arranquemuito rápido, cujo ruído dos motores supreva qualquer trovoada que me lembre.
Loucura total!!!

O líder inicial desta 1ª corrida foi o jovem Ivo Fernandes, em KTM, o qual conseguiu a proeza de andar cerca de uma volta e meia na frente de Rui Gonçalves.

Contudo, Rui Gonçalves ultrapassou Ivo Fernandes e começou a construir uma vantagem confortável face ao segundo classificado. Até ao final da corrida, Rui Gonçalves nunca mais foi incomodado e imprimiu um ritmo suficiente para vencer a corrida.

É importante relembrar que Rui Gonçalves é um piloto profissional a tempo inteiro e que se encontra inserido num campeonato muito competitivo e com adversários com um ritmo muito elevado. Por isso, não foi surpresa verificar que o ritmo de Rui não estava ao alcance dos restantes pilotos, apesar de se esforçarem e apesar de Rui não estar a dar o seu máximo.


Apesar de Rui estar a fazer uma corrida à parte, a restante corrida continuou muito interessante, com os pilotos a brindarem o público com várias ultrapassagens e saltos espectaculares.
Hugo Basaúla, Henrique Venda, Luís Correia, entre outros, deram espectáculo e mostraram toda a sua classe enquanto pilotos de Motocross. Grande espectáculo!

Era notório a dificuldade que a lama estava a causar a alguns pilotos, principalmente em termos de visão. Mas não foi por isso que andaram mais devagar…


Estes dois andaram bem “picados” e entusiasmaram o público

A lama levava a que os pilotos abdicassem dos óculos.

E fim da 1ª corrida, com uma vitória tranquila de Rui Gonçalves e KTM.
Uma corrida que não deixou margem para dúvidas quanto ao nível de Rui Gonçalves, sem desmérito para os restantes pilotos, os quais foram, também, muito rápidos e competitivos.
Os pilotos Açorianos, nomeadamente o Marco Garcia, Nelson Ventura e Bruno Serra, fizeram o melhor que puderam, mas tinham um ritmo naturalmente abaixo dos pilotos Continentais. Mas só o facto de estarem a participar numa prova com este nível já é por si muito positivo e encorajador.
Voltando aos mais novos, a 2ª corrida foi novamente palco de mais uma grande luta pela vitória, entre Abel Carreiro e Tiago Gonzaga.
Os pilotos da KTM e Kawasaki protagonizaram uma grande luta, com ultrapassagens mútuas e sempre com um estilo de pilotagem vencedor.
Era nítido a vontade que ambos tinham de vencer, levando o público ao rubro e os pais a grandes momentos de stress

Mas uma vez mais, a vitória viria a sorrir ao Abel Carreiro, em KTM, fruto, talvez, de uma maior experiência e técnica apurada, onde era possível verificar que este jovem não perdia tempo nas barreiras e optava sempre pelo traçado mais favorável e rápido.

Tiago Gonzaga teve que se conformar com mais uma derrota, mas deixou boas indicações de que num futuro próximo poderá dificultar muito a vida ao seu companheiro Abel Carreiro. Com mais algum aperfeiçoamento técnico… 
Não posso deixar de referir a presença feminina nesta corrida dedicada aos mais jovens, onde as irmãs Sara Silva e Beatriz Silva, ambas em KTM, se portaram à altura do desafio e mostraram que as meninas têm lugar neste desporto. Ambas pilotaram de forma muito competente e levaram a que algumas pessoas do público as confudissem com outros rapazes 
Voltando ao evento principal, era chegada a hora da última corrida do dia, onde uma vez mais o público estava super curioso para ver estes grandes pilotos em acção, principalmente o Rui Gonçalves.
Com a partida dada, todos os pilotos arrancaram muito rápido, mas houve um que se destacou de todos e que à entrada da 1ª curva já era o líder da prova, ou seja, Rui Gonçalves e o seu “canhaõ” KTM


Nesta última corrida, o piloto da Red Bull KTM mostrou o porquê de quase ter sido coroado Campeão do Mundo de MX2 e deu um autêntico recital de pilotagem aos restantes pilotos, comandando a corrida do ínicio ao fim e, lá de vez em quando, levava o público ao rubro com os seus saltos

O público estava a adorar ver Rui em acção, especialmente o seu ritmo de corrida, o qual era sempre rápido e eficaz. Rui é um daqueles pilotos que não perde tempo em pista, ou seja, opta sempre pela trajectória mais favorável a propícia a uma condução rápida, que o distancie restantes adversário, chega a parecer que toma sempre as mesmas trajectórias e que conhece a pista como a palma da sua mão.
Que grande piloto!

Quanto à corrida feita pelos restantes pilotos, a mesma não deixou de ser emocionante e assistiu-se a lutas muito emocionantes, especialmente entre os pilotos da Kawasaki e Suzuki, os quais envolveram-se em batalhas épicas, sempre a um ritmo alucinante.

De salientar a prestação do Hugo Basaúla, em Suzuki, o qual veio a São Miguel reforçar a sua liderança no Campeonato Nacional, apesar da forte oposição que sentiu.

A lama foi uma preseça constante e voltou a causar algumas dificuldades a pilotos e máquinas, apesar de, por vezes, parecerem que não estavam a baixar o ritmo.

Os pilotos Açorianos voltaram a dar o seu melhor e reporesentaram muito bem o Motocross Açoriano, onde apenas o Faialense Marco Garcia transpareceu algumas dificuldades nesta última manga, que pareciam estar relacionadas com a parte física. Todos estiveram bem! 
Tal como esperado, Rui Gonçalves e a sua KTM venceram destacados esta última corrida deste grande evento:

O piloto natural de Vidago maravilhou o público com o seu profissionalismo e deu a conhecer a todos os Açorianos um pouco daquilo que são feitos os pilotos do Mundial de Motocross, ou seja, muita garra, vontade de vencer, eficácia e rapidez.
Um grande piloto, que tão bem tem sabido levar longe Portugal no meio do Motocross profissional e que, espero eu, venha a ser um dia Campeão Mundial desta modalidade.

E as motas vencedoras, a KTM de Rui Gonçalves, a Yamaha de Luís Correia, a Suzuki de Hugo Basaúla e a KTM de Ivo Fernandes.

Para terminar este evento, a entrega dos prémios, onde os mais jovens forma os primeiros a receber, com Abel Carreiro em 1º lugar, seguido dos seus companheiros, incluindo as jovens gémeas.

E o pódio esperado da classe principal, com Rui Gonçalves em 1º lugar, Luís Correia em 2º lugar e Hugo Basaúla em 3º lugar.

Feitas as contas ao campeonato, Hugo Basaúla reforçou a sua liderança neste campeonato e continua a mostrar que é um talento em crescimento e que poderá ir mais longe no Motocross.
E a festa do champanhe, sempre muito interessante de assistir

E termina assim um grande evento de Motocross! 
O Rosinhas Volei Clube (http://www.rvcmotocross.com/) está de parabéns pelo magnífico evento que tão bem soube organizar e mostrou que tem capacidade organizativa para continuar a trazer até nós eventos de grande nível do Motocross.
A SRMOTO também está de parabéns pelo facto de ter presenteado o povo Açoriano com a presença do Vice-Campeão do Mundo de MX2, o qual maravilhou tudo e todos com o seu profissionalismo, bem como com a sua simpatia e simplicidade enquanto pessoa.
Rui Gonçalves é um CAMPEÃO a todos os níveis!
Os restantes pilotos nacionais também foram de um grande nível e, juntamente com os pilotos Açorianos, abrilhantaram este grande evento e entreteram o público de uma forma muito positiva e entusiasmante.
Um evento magnífico e que Eu e o Paulo Silva adoramos acompanhar do 1º ao último minuto.
Pró ano há mais!
Boas Curvas! 
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