Na semana passada e a convite da MotoMais, fui testar uma mota que qualquer Português se pode orgulhar, a AJP PR3 125 SUPERMOTO
Para quem ainda desconhece, a AJP é a única marca Portuguesa de motas no activo e, actualmente, possui uma gama de produtos muito interessante, que vão desde motas de Todo Terreno/Enduro a Supermotos, todas elas com uma qualidade de construcção assinalável.
Quando cheguei às instalações da MotoMais, deparei-me de imediato com esta beldade, a qual brilhava de tão nova que estava, praticamente acabadinha de sair do caixote.
De imediato, o Manuel Martins com a sua habitual simpatia, informou-me que podia saltar para cima dela e fazer-me à estrada e para ter cuidado com a potência do “bicho”.
Claro que estava a brincar
, pois afinal de contas, trata-se de uma mota com um motor de 125 cc a 4 tempos.
No entanto, apesar da motorização ser de baixa cilindrada, esta AJP tinha outros argumentos que me iriam impressionar.
Mas já lá vamos! ![]()
Assim sendo, parti da oficina e fiz-me à estrada, tomando algumas ruas da cidade de Ponta Delgada, onde esta PR3 Supermoto se revelou de imediato uma mota muito ágil e maneável, “furando” o trânsito com grande à vontade.
Espectáculo, já começava a recordar os tempos em que tive uma Suzuki DR 125 ![]()
Para compreender melhor as características estradistas desta mota, tomei uma estrada rica em curvas, lombas e bom asfalto, situado na freguesia de Santa Clara, onde a PR3 estava como “peixe na água”, “devorando” todas as curvas com uma facilidade e precisão desconcertante, fruto do seu baixo peso, dimensões contidas e um bom acerto de toda a ciclística.
Um mimo!
Na primeira paragem efectuada, tirei algum tempo para conhecer melhor esta AJP
Mesmo parada, não deixa de ser elegante e de chamar atenção.
Qualquer ângulo que se olhe, a PR3 revela dimensões reduzidas, contribuindo para uma imagem de mota leve e ágil, situação que se confirma na realidade, onde não encontramos dificuldades de controle.
Vista deste ângulo, é fácil percebermos este conceito de dimensões reduzidas e de percebermos que o formato do seu assento proporciona um bom encaixe do corpo, que juntamente com a correcta posição e altura do guiador, proporcionam uma excelente posição de condução.
Pena o assento ser um pouco duro, mas isto não é defeito, é característica deste género de motas. Mas para uma condução mais divertida, este assento torna-se um bom aliado
Para melhorar a distribuição de peso e maneabilidade, os técnicos da AJP colocaram o depósito de combustível na zona central da mota, isto é, debaixo do assento e, a zona dianteira onde este normalmente se situava, oferece lugar a alguns componentes, como a bateria, tornando esta zona muito estreita.
Na prática, não andamos com as pernas demasiadamente abertas, melhorando o conforto, além de melhorar a distribuição do peso.
O bocal de enchimento do depósito de gasolina situa-se no fim do assento, numa zona que que não incomoda o condutor, mas o pendura…, bem, o pendura terá que se habituar
Outro factor que confere uma imagem agressiva e forte a esta AJP, é o seu quadro, o qual é uma mistura de dois materiais, ou seja, uma zona construída em alumínio e outra em aço.
A mota Portuguesa a revelar inovação tecnológica, aliada a um desempenho dinâmico fantástico
Nota alta, mas mesmo muito alta, ao fantástico braço oscilante em alumínio, muito bem construído, de aspecto moderno e “racing“ e a contribuir para uma imagem de mota “maior” a esta 125.
Até possui a inscrição da marca no seu centro:
No campo da travagem, nada a apontar, com a mesma a cumprir bem a sua função e de acordo com as prestações motorizes.
A dianteira destaca-se pelo seu disco de travão de dimensões superiores:
Na traseira, outro disco de travão, mordido por pinças de travão da AJP, as quais são assistidas por cabo em malha de aço (tal como na dianteira).
De destacar também as bonitas jantes SM e os fabulosos e aderentes pneus Michelin
Ainda na ciclística, a PR3 vem muito bem servida no campo das suspensões, as quais contribuem grandemente para o bom desempenho desta SM nos traçados sinuosos, levando a que a mesma descreva as curvas com grande precisão.
Nos pisos mais irregulares, revelam-se um pouco mais “durinhas”, mas nada que não se afine ao gosto, porque ambas são multi-ajustáveis.
Na traseira, temos uma SACHS:
E na dianteira, uma Marzocchi, com as baínhas a possuirem um tratamento anti-fricção:
Na mesa de direcção, é possível encontrarmos o mecanismo de ajuste desta Marzocchi:
Uma suspensão digna de uma mota “pró”, que confere um “look” agressivo à dianteira desta mota, para além de toda a eficácia e segurança que transmite a quem conduz a AJP.
Nem a protecção de cárter se esqueceram
Na instrumentação, a AJP volta a mostrar uma grande modernidade e qualidade, onde impera um bonito painél digital, onde as suas reduzidas dimensões tornam a sua visualização um pouco díficil. Questão de hábito.
No campo da motorização, já tinha referido que a PR3 vem equipada com um monocilindríco de 125 cc a 4 tempos e refirgerado por ar/óleo, o qual é senhor de uma grande fiabilidade e honestidade, oferecendo prestações mais que suficientes para quem procura uma mota económica, fiável e divertida.
A resposta é sempre suave e progressiva, não causando sustos, sendo possível atingir velocidades interessantes e mais que suficientes para o dia a dia ou mesmo para umas brincadeiras.
Na minha opinião e tendo em conta que já tive uma mota com este tipo de motorização, o grande aliado do futuro proprietário serão os baixos consumos e fiabilidade, com as vantagens de possuir uma mota muito bem servida no campo da ciclística.
Pena o escape ser muito abafado, não deixando este motor expressar-se um pouco mais, quer em prestações, quer em ruído.
Mas este cenário é fácil mudar…
Como ficou demonstrado, a esta AJP não faltam atributos técnicos capazes de convencer os mais cépticos, os quais vão desde o simples guiador em alumínio, ao quadro, travões e umas fantásticas suspensões, que não encontram paralelo em muitos modelos da concorrência.
Uma mota fantástica, que dinamicamente não desilude, sendo capaz de nos proporcionar boas sensações, as quais vão desde uma grande agilidade em cidade, até umas simples brincadeiras ou mesmo uma condução mais empenhada em estradas sinuosas.
Tem tudo para vingar no seu segmento, onde a sua imagem moderna e rebelde serão, certamente, apelativas ao público mais jovem.
Muito importante, esta é mais uma opção a ter em conta a todos os que aderirem à já aprovada “Lei das 125“.
Um produto “Made in Portugal“, feito por apaixonados das motas e que de geração para geração vai ficando cada vez melhor.
Para quem desejar conhecer melhor a AJP e a sua gama de produtos, clique em:
http://www.ajpmotos.com/ajp.html ou vá até à MotoMais (http://www.moto-mais.com/), na Rua Pintor Domingos Rebelo, nº 59, Ponta Delgada.
Por fim, o meu MUITO OBRIGADO à MotoMais, na pessoa do Manuel Martins, bem como ao proprietário da PR3, pela oportunidade de testar uma mota fabulosa.
Ao proprietário, desejos de muitos kms de diversão
Boas Curvas!






O MEU MUITO OBRIGADO AO BRUNO E Á MOTOAZORES POR TORNAR PUBLICO 1 DAS OFERTAS QUE A MOTOMAIS TEM PARA OFERECER NO CAMPO DAS 125 4T , NESTE CASO A MARCA PORTUGUESA AJP
Foi pena esta e outras propostas da MotoMais não terem estado presentes na EXPO 2 RODAS, que foi um evento do qual gostei muito e considero bastante importante…
Mas pronto, Bruno fez as honras da casa!
Quanto à moto, infelizmente não consegui passar pelo stand para a ver ao vivo, mas é muito bonita e uma excelente proposta na sua classe!
No que toca a consumo de gasolina, a pr3 125 sm pro pode fazer quantos km´s de autonomia ?