"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem nenhuma explicação é possível…"




Preparando a época “adventure” 2009/2010 - Parte 4 - Teste Dinâmico

Após a minunciosa manutenção ao “coração” da KTM 950 Adventure do Miranda, faltava apenas efectuar manutenção à suspensão WP dianteira, ou seja, fazer uma mudança de óleo, de forma a manter a mesma com um funcionamento eficaz e desejado.
Para esta parte e devido a um conjunto de factores, o Miranda decidiu que seria melhor colocar este componente nas mãos do técnico da KTM, neste caso o Mestre Ernesto da SRMOTO, de forma a garantir uma mantenção correcta. Mas numa próxima vez, este poderá ser outro componente alvo de mais uma manutenção caseira :-)
Feita a intervenção na suspensão, fui auxiliar o Miranda a trazer a mota para casa, o qual me incubiu da missão de a conduzir até a casa. Fixe! :-)
Contudo, o Miranda tinha uma surpresa guardada para mim, isto é, pediu-me para efectuar um teste dinâmico à sua KTM, no asfalto e no fora de estrada, de forma a testar a validade da manutenção por nós efectuada, bem como a manutenção feita à suspensão dianteira.
Fiquei radiante, mas ao mesmo tempo com um grande sentido de responsabilidade, pois era o 1º passeio a “sério” que esta “menina” ia efectuar deste a sua paragem.
Haviam algumas preocupações que tentei ter sempre em mente, ou seja, ir verificando o nível do líquido refrigerante, verificar se a bomba de água estava a funcionar dentro da normalidade, verificar se não haviam derrames de óleo na tampa do motor, e, finalmente, verificar se a suspensão dianteira estava a trabalhar de forma correcta.
Parecem poucas coisas, mas para testar convenientemente, são situações que assumem alguma responsabilidade, especialmente quando feitas por um “outsider” ;-)
Inicialmente, não pretendia fazer o teste no fora de estrada, dado que não estava devidamente equipado. Mas assim que arranquei da oficina, a rebeldia e a irreverência tomou conta de mim e já começava a pensar qual era o 1ª trilho a tomar.
Estas KTM Adventure são o “diabo”, levam-nos à perdição, não há hipótese :-)
Assim sendo, parti dos Arrifes em direcção à Relva, onde de imediato tomei um pequeno atalho para entrar no meu primeiro percurso fora de estrada, o trlho da Vigia das Feteiras.
Um  trilho ideal para este teste, dado que possui alguma variedade de piso e, dado que já é um velho conhecido meu.
Feitos os primeiros kms, nada a apontar, com a KTM a responder dentro da normalidade, isto é, com uma resposta cheia e limpa, com a ventoínha a trabalhar nas situações mais “quentes” e, mais importante, nenhuma luz avisadora a acender no painél.

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No capítulo da suspensão dianteira, nada a apontar, a não ser elogios ao trabalho efectuado pelo Mestre Ernesto. As WP estavam a absorver as irregularidades de forma muito eficaz, com a alguma suavidade à mistura, tornando o domínio da KTM num exercício de prazer e diversão.
Estavam um espectáculo e a KTM evoluía no terreno de forma muito natural :-).
Estava a adorar! :-)
Quando cheguei ao fim deste trilho, achei que ainda era muito cedo para terminar este teste e tomei a estrada de asfalto que me iria levar até ao miradouro da Vista do Rei.
No asfalto, apenas uma situação a apontar, a partir de uma certa velocidade, a direcção começava a abanar de forma algo assustadora.
No entanto, esta situação poderá estar relacionada com o facto de a KTM ter um pneu cardado montado, por não ter todas as carenagens montadas e por, recentemente, o Miranda ter montado uma nova jante dianteira, a qual ainda não foi devidamente calibrada, devido à falta de “pesos” para as jantes raiadas.
Neste capítulo, teremos que aguardar pela resolução de todos os factores acima enunciados.
Mas não foi por causa destes contras que deixei de me divertir com a Adventure no asfalto, pelo contrário, ela portou-se à altura dos desafios, devorando as curvas e proporcionando-me sensações motorizes fantásticas, como o seu “cantar” forte e profundo e acelerações muito entusiasmantes.
Que mota viciante!!! :-)
E paragem na Vista do Rei, com a foto obrigatória da magnífica vista sob as lagoas.

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Esta paragem foi aproveitada não só para relaxar um pouco com a vista, mas também para verificar novamente se a KTM estava em ordem, ou seja, ne os níveis dos líquidos estavam correctos e se não haviam derrames.
Uma vez mais, tudo em ordem, confirmando a boa manutenção que o Miranda planeou e efectuou, deixando-me mais descansado e pronto para mais alguns kms.
Como ainda estava com o “diabo” no corpo, decidi verdascar mais um pouco e entrei no trilho das Cumeeiras, onde o seu traçado rápido e divertido iria me proporcionar bons momentos de condução “off-road“.
Neste trilho, as vistas sob as lagoas são de cortar a respiração :-)

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Ainda sem alguns plásticos e protecções, a KTM estava algo descaracterizada, mas não menos eficaz ;-)

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A travessia das Cumeeiras deu-se num ápice, com a KTM a revelar-se um “brinquedo” e de uma facilidade desconcertante, quando comparada ao meu “mamute” V-Strom
A suspensão dianteira estava a trabalhar às “mil maravilhas”, não causando cansaço significativo aos braços, tornando a condução ainda mais divertida.
No final das Cumeeiras, decidi fazer o mesmo trilho de regresso :-)

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Feito no sentido Sete Cidades-Vista do Rei, as Cumeeiras tornam-se num trilho ainda mais divertido, na minha opinião, claro ;-)
Pelo caminho, alguns cuidados, dado que por vezes encontramos Agricultores nas suas mudanças de pastagens.
Mas a KTM estava toda afinadinha, não havia motivos para receios ;-)

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A partir deste ponto, praticamente me concentrei na condução da mota, dado que tudo estava a trabalhar dentro da normalidade desejada, não havendo razão para mais paragens intermédias de verificações técnicas.

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Depois das Cumeeiras, regressei ao asfalto e à bonita estrada sinuosa, onde a KTM bailou nas curvas que nem uma bailarina profissional.
Esta estrada levou-me, novamente, até ao trilho da Vigia das Feteiras, o qual foi feito em sentido contrário.

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Ao longo deste trilho, a Adventure continou a maravilhar-me com o seu comportamento e a demonstrar que tudo estava bom.
É caso para se dizer “dam, we’re good:-)

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No final, regresso ao asfalto e regresso a casa, para montagem dos restantes componentes plásticos e respectivas protecções.
Em jeito de conclusão, verificou-se que a intervenção mecânica foi positiva e acertada, dado que a KTM não transmitiu nenhum sintoma de anomalia mecânica, funcionando da forma que melhor sabe, ou seja, “Ready To Race“.
De salientar também, a excelente manutenção da suspensão dianteira efectuada pelo Mestre Ernesto da SRMOTO, o qual conseguiu um bom equilíbrio de funcionamento entre suavidade e eficácia. Uma maravilha! :-)
Por fim, o meu MUITO OBRIGADO ao Miranda pela honra concedida de ser o 1º a testar a KTM após esta manutenção de grande importância.
Um sinal de grande confiança, mas mais importante, um sinal de amizade e camaradagem que já existe algum tempo entre nós. Bem haja!!! :-)

Boas Curvas! :-)


 
 
 

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