A convite a SRMOTO, concessionário oficial da KTM em São Miguel, o MotoAzores foi conhecer pessoalmente o muito aguardado Moto4 “Ready to Race” da KTM, o 450 SX ATV:
O primeiro impacto visual é simplesmente arrebatador, diria mesmo BRUTAL, pois estamos na presença de um Quad cujo desenvolvimento e concepção foi pensado apenas com um objectivo, competição, ou melhor dizendo, ganhar corridas!
A KTM empenhou-se a fundo no desenvolvimento desta “bomba” e aplicou todo o seu “know how” neste “brinquedo”, o qual evidencia desde logo as suas pretensões, bem como uma elevada qualidade de construcção, bem patente em todos os materiais e acessórios usados na sua construcção.
Desde logo, verfica-se a presença do poderoso monocilindríco a 4 tempos de 449 cc, de refrigeração líquida e alimentado por um carburador Keihin FCR-MX 41, assistido por uma caixa de velocidades de 5 velocidades.
Um motor sobejamente conhecido por ser um dos mais potentes do mercado e que apresenta uma taxa de compressão de 12,5:1, tornando-o num dos motores mais rotativos e com maior entrega de potência.
Por outras palavras, um colosso, que apenas precisará da parte do seu proprietário a mudança da ponteira de escape de série por uma AKRAPOVIC, por exemplo.
Mas este Moto4 não é só motor, apesar de ser um elemento preponderante.
Também estamos perante uma ciclística de “alta costura” e pronta a enfrentar todo o tipo de abusos, onde as suspensões multi-ajustáveis da WP saltam de imediato à vista, com as molas a estarem pintadas no bonito laranja KTM:
Estas são as primeiras suspensões desenvolvidas pela WP específicamente para este modelo, e que permitem um leque muito variado de afinações, onde se inclui afinação da pré-carga, da recuperação da mola e da compressão da mesma em baixa e alta velocidade.
Na dianteira encontramos molas com um curso de 244 mm e na traseira um curso de 258 mm.
Um pormenor curioso no campo das suspensões, é o facto da suspensão traseira seguir a filosofia das motas de 2 rodas de MX e Enduro, ou seja, estamos perante o já bem conhecido sistema PDS, o qual garante um desempenho à altura das maiores exigências e com provas dadas em competição.
De salientar que os braços/triângulos dianteiros do SX são de 32 mm de espessura e conferem à dianteira uma largura total de 1.265 mm, garantindo um apoio e estabilidade total da dianteira. Neste modelo, não são precisos “truques” ou peças “after market” para melhorar o comportamento da dianteira, está tudo lá e é tudo uma questão de afinação ao gosto do cliente ou características do circuito.
A secção traseira também encontra-se bem servida, com um braço-oscilante que permite a afinação do eixo, o qual poderá ir dos 1.193 mm aos 1.265 mm, contribuindo (tal como a dianteira) para um grande aprumo e precisão desta secção.
A travagem traseira é feita por um disco de travão de 200 mm e na dianteira por 2 discos “wave” de 180 mm assisatidos por um evoluído sistema de travagem da Magura. Ambos os travões encontram-se assistidos por cabos em malha de aço.
Outro pormenor que achei de bom gosto, são as jantes utilizadas, as quais são da DWT e são em alumínio.
Além de serem bonitas, são de grande eficácia no terreno, onde as jantes traseiras possuem um sistema que, em caso de furo, evitam que o pneu se solte da jante. Mais um pormenorm típico de Quads de corrida, especialmente os de QuadCross.
Até nos pneus não foram feitas quaisquer concessões e foram colocados uns magníficos Maxxis Razr MX, os quais deverão fazer as delícias em provas de circuito e não só.
E a coluna de direcção?
Escusam de ir ao mercado de peças especiais, pois neste KTM este pormenor não foi esquecido e encontramos uma coluna de direcção apta à competição, associada a um guiador em alumínio Magura de 28mm.
Também achei a embraiagem hidráulica da Magura um pormenor delicioso, dado que são muito eficazes e suaves de acionamento.
Os seus comandos são de grande simplicidade, como mandam as regras da competição e apenas encontramos um par de luzes avisadoras mais a chave. Tudo está pensado para a mais pura competição, tudo o que é supérfulo não existe neste Quad.
Ainda na ciclística, a KTM dotou o SX de “nerf bars” e respectiva rede. Um acessório obrigatório para quem quer competir e que além de possuir uma função específica, confere um “look” ainda mais agressivo e “racing”.
Reparem neste pormenor existente nos “nerf bars”:
Não há hipótese de confusão, é um KTM! ![]()
O depóssito de gasolina é bem ao estilo MX, tendo apenas capacidade para 10,3 litros de gasolina, além de permitir um bom encaixe do corpo e contribuir para uma grande maneabilidade.
Para terminar, referência importante para o quadro “chromoly steel” + sub-quadro em alumínio de apenas 14 kg, a contribuirem para um peso total de 165 kg (com todos os líquidos, exceptuando a gasolina), tornando este Quad numa das referências incontornáveis do mercado.
A KTM uma vez mais mostrou estar à altura dos desafios e exigências da competição, criando um Moto4 de eleição, recheado de componentes de grande qualidade e eficacia, dispensando qualquer tipo de gastos desnecessários.
Um Quad que espelha bem a filosofia da marca Austríaca e ambição de vencer dentro e fora das pistas. Aliás, este SX já está a dar nas vistas nas competições um pouco por todo o Mundo.
Com este SX, a questão que se põe ao utilizador é, “Are You Ready To Race?”.
Boas Curvas!
PS: Da parte do MotoAzores, os nossos agradecimentos à SRMOTO pelo convite dirigido e pela oportunidade de ver em primeira mão um Quad de deixar “água na boca”.






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