"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem nenhuma explicação é possível…"


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Posts de Maio, 2009

Desfile das Festividades do Sr. Santo Cristo dos Milagres 2009 - CRÓNICA

Neste fim-de-semana o Arquipélago dos Açores encontra-se em festa, pois realiza-se as festas de carácter religioso mais importante dos Açores, nomeadamente as Festas do Sr. Santo Cristo dos Milagres.
Estas festas além de reunirem várias cerimónias e manifestações religiosas, também possuem uma vertente mais popular, que vão desde as tradicionais barraquinhas, passando pela feira e, não menos importante, o desfile de várias entidades em homenagem ao Sr. Santo Cristo dos Milagres.
Como já vem sendo hábito, o Clube Motard de São Miguel voltou a ser convidado para este desfile, tendo extendido este convite a outros Clubes e simpatizantes, de modo a reunir um bom lote de Motociclistas e proporcionar um desfile Motard com um grande número de motas.
Por ser um tipo de manifestação que reúne muitas motas, a sede do Clube Motard de São Miguel voltou a ser o ponto de encontro para quem desejasse partir de lá, tendo os Motociclistas começado a reunir por volta das 10:30.
Quando lá cheguei, o simpático e animado Moto Clube da ilha Terceira, os Meia Dúzia, já lá se encontravam e fica aqui o registo da sua presença, onde não faltou na foto o Sr. Hugo e Duarte Giesta:

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Os Motociclistas foram chegando aos poucos, quer socios do Clube Motard de São Miguel, quer simpatizantes, quer outros Clubes, como foi o caso do Moto Clube do Norte:

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Este foi também um dia de iniciação ao Motociclismo para alguns futuros Motociclistas, como foi o caso com pendura do Mário Jorge:

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O dia estava estava espectacular, com muito sol e com uma temperatura que já lembra os já bem apetecidos dias de Verão. Além deste bom tempo, o ambiente era de festa e boa disposição:

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O Francisco e a sua “afircana” Tenere:

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O nosso companheiro Filipe muito bem acompanhado ;-)

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Foi interessante verificar que o espaço do Clube Motard de São Miguel registou uma boa adesão de Motociclistas, verificando-se a presença de motas dos mais variados segmentos e idade.

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Por exemplo, esta Honda CB 650 é um exemplo de que velhos são os trapos:

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Outra mota interessante foi o “navio almirante” do nosso amigo Parafuso dos Meia Dúzia da Terceira:

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No entanto, o desfile deste ano tinha uma pequena particularidade, a qual se reveste de grande importância. Este ano, as autoridades (PSP) fizeram questão de fazer uma pequena chamada de atenção para o barulho (ráteres/acelerações), o qual tem sido uma constante todos os anos e tem provocado algum desagrado às várias entidades e população que assiste ao desfile. Digamos que os Motociclistas estão a ficar com uma imagem negativa e começam a não ser bem-vindos.
A mensagem transmitida era muito simples, ou os Motociclistas param com estes comportamentos ou no próximo ano poderão ser excluídos do desfile, a pedido da organização das Festas.
Meus amigos, mais simples não podia ser, bem como correcto, este é um desfile integrado numa festa religiosa, não é nenhuma concentração Motard ou coisa parecida. Por causa de uns pagam os outros :-(
Acresce ainda, que as autoridades tiveram um comportamento vigilante antes, durante e depois do desfile, dado que de uma forma muito súbtil, os Motociclistas estavam a ser avaliados nos seus comportamentos e, foi com muito agrado, que observei alguns Agentes da Autoridade a advertirem determinados Motociclistas para o uso do capacete durante o desfile.
Para resumir esta parte e citando o Presidente do Clube Motard de São Miguel, “vamos respeitar, para sermos respeitados”.
Dito isto, já estava na hora da partida e lá partimos da sede do Clube, tomando a Avenida Príncipe de Mónaco, via rápida e paragem na rotunda de Belém:

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Foi muito interessante e bonito verificar a grande quantidade de motas que ocupava uma das faixas da via rápida. As motas eram muitas, lindo!

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Quando chegamos à rotunda de Belém, estacionamos a mota na estrada de acesso a Ponta Delgada e esperamos pelo começo do desfile.
Entretanto, foram chegando mais Motociclistas, incluindo o Raposo, que tinha uma t-shirt em sintonia com a sua mota :-)

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A rotunda de Belém reuniu outros Moto Clubes aderentes a este desfile, como os Grave Diggers, os Sempre Livres, Moto Clube do Norte, entre outros. Muitas motas e muitos Motociclistas a conferirem um colorido muito bonito nesta festa.

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As R’s são sempre espectaculares de observar, quer pela sua agressividade, quer pela simpatia de alguns dos proprietários, como o casal desta foto:

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De pequenino é que se torce o pepino:

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O Branquinho e a Carolina, uma presença habitual nestes eventos:

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Outra particularidade deste desfile foi a grande quantidade de Custom/Choppers que surgiram. De facto, elas são cada vez mais e são sempre uma presença que causa muito impacto na população, quer pelo brilho dos seus cromados, quer pelas alterações que algumas apresentam.
Esta mota estava no mínimo original ;-)

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E que dizer desta?

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Não é uma mota, mas o conceito não podia ser mais explícito. O futuro deste jovem está mais que traçado, uma Chopper “OCC style” ;-)
Antes da partida, uma foto aos jovens Motociclistas do Clube Motard de São Miguel. Muito animados e sempre prontos para as curvas :-)

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Após alguns minutos de espera, deu-se ínicio ao desfile, o qual seguiu em marcha lenta até ao Campo de São Francisco, com os Motociclistas a formaream duas filas paralelas.

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Ao longo do desfile, o calor foi mais que muito, quer pelo excelente da que se fazia sentir, quer pelo calor gerado pelas muitas motas que circulavam juntas.
Mas o que interessa é que o pessoal estava bem disposto:

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A estrada que vai da Marina até ao centro de Ponta Delgada estava carregadinha de motas e, mesmo em marcha lenta, o barulho das motas era notório.

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As duas filas pareciam não ter fim :-)

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Os Agentes da Autoridade (PSP), os quais já tinham efectuado o seu desfile:

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A quantidade de pessoas a assistir ao desfile era qualquer coisa de espectacular, pois eram muitas pessoas, incluindo locais, turistas e os nossos habituais “calafãns”, que vibram muito com estes desfiles.

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O desfile correu dentro da normalidade e o grupo de Motociclistas que integrou o Clube Motard de São Miguel, mostrou estar à altura do convite feito pela Irmandade do Sr. Santo Cristo dos Milagres, demonstrando ao longo do desfile uma grande maturidade e respeito pelas pessoas, entidades e, mais importante, pela festividade em si.
Estão todos de parabéns e contribuíram para a promoção da imagem do Motociclista!
Contudo, não há bela sem senão :-( . Alguns Motociclistas que surgiram no fim do desfile e que não integraram nenhum dos Clubes presentes, estavam a dar ínicio aos tais comportamentos para que fomos advertidos/informados e, esta é uma situação preocupante, pois por causa desta minoria poderemos ver a participação das motas no desfile excluída/proibida no próximo ano :-(
Após o desfile regressamos à sede do Clube Motard de São Miguel, efectuando o mesmo trajecto, mas em sentido contrário, sempre a um ritmo calmo e ordeiro.

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Terminamos este nosso encontro com mais algumas conversas animadas, as quais tiveram como tema principal o desfile em si e, os presentes foram unânimes em considerar que a forma como todos se comportaram durante o desfile, foi a mais correcta e deverá ser um exemplo a seguir no futuro.
De futuro e caso as motas continuem a fazer parte deste desfile, seria interessante melhorar o desfile através de acções coordenadas com as Autoridades (PSP), no sentido de prevenir ao máximo comportamentos indesejados/desadequados neste tipo de festividade e no mantimento de um desfile ordeiro.
Não basta transmitir às pessoas o que é que se pretende, porque surge de várias ruas Motociclistas que se infiltram nos vários Moto Clubes participantes e que desconhecem tais objectivos, é preciso criar mecanismos de prevenção.
Não me vou alongar mais, senão ainda sou acusado de fundamentalista, mas este é um assunto que merece reflexão.
Uma vez mais o Clube Motard de São Miguel está de parabéns pela forma como tem organizado e participado em determinados eventos/actividades.

Boas Curvas! :-)
 
 
 

Desfile das Festividades do Sr. Santo Cristo dos Milagres 2009

Este fim-de-semana realiza-se em São Miguel as festas religiosas mais importantes dos Açores, as Festas do Sr. Santo Cristo dos Milagres.
Como já vem sendo hábito, no Sábado irá realizar-se o desfile em homenagem ao Sr. Santo Cristo dos Milagres, o qual engloba várias entidades, como os Polícias, Bombeiros, Táxistas, entre outros, mas mais importante, os Motociclistas continuam a ser convidados para este desfile, através do convite que todos os anos a Irmandade do Sr. Santo Cristo dos Milagres dirige ao Clube Motard de São Miguel.
Assim sendo, a concentração para o desfile e para quem desejar integrar o Clube Motard de São Miguel, será na sede do Clube Motard de São Miguel às 10:30h, para depois todos os Motociclistas seguirem em desfile pela Avenida Príncipe de Mónaco, via rápida e paragem na rotunda de Belém, onde normalmente se encontram outros Motociclistas e outros Clubes.
Depois o desfile segue pela Avenida Marginal, volta ao Campo de São Francisco, e regresso à sede do Clube Motard de São Miguel, efectuando o mesmo percurso em sentido contrário.

Em suma, será o desfile habitual de todos os anos e em que se recomenda vivamente a todos os Motociclistas que se abstenham de comportamentos pouco ou nada dignificantes para a imagen dos Motociclistas, como ráteres e demais comportamentos.
Lembrem-se, esta é uma festividade religiosa e com a presença de várias entidades e, são determinados comportamentos em ocasiões como esta, que mancham a imagem de todos os Motociclistas e que contribuem para as cada vez mais políticas restritivas ao uso da mota como meio de transporte e lazer.
Citando o Presidente do Clube Motard de São Miguel, “vamos respeitar, para sermos respeitados!”.

Boas Curvas!

BMW S 1000 RR - Finalmente!!!

A BMW apresentou finalmente a versão definitiva e comercial da sua primeira Super-Desportiva de um litro, a S 1000 RR:

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Depois de tanto tempo de espera e de tanta especulação acerca do seu aspecto final, a BMW mostrou em Monza-Itália, no fim-de-semana da prova do Campeonato do Mundo de Superbikes (SBK), a versão cliente da sua Superbike.

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E, na minha opinião, a espera valeu a pena, pois a BMW apresentou uma mota que apresenta muito arrojo e agressividade estética, onde proliferam pormenores pouco usuais na marca Bávara.
Esta é uma mota que representa mais uma viragem na história da BMW, pretendendo assim alaragar o seu leque de propostas e conquistar um público mais jovem e irreverente, através de uma mota assumidamente desportiva e pensada para sensações muito fortes.
Quando olhada de frente, a zona das ópticas apresenta uma disposição fora do comum, onde se verifica 2 ópticas com formatos distintos, parecendo à prmeira vista algo estranho. Mas estamos a falar de uma BMW, por isso, nem tudo é consensual ;-)
A entrada de ar, vulgo “ram-air”, situa-se no meio das 2 ópticas:

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Lateralmente, as aberturas existentes nas carenagens lembram um tubarão. Um pormenor que pretende vincar o carácter agressivo desta criação:

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Mas não é só a estética que impressiona, a ficha técnica desta “menina” é muito suculenta, senão vejamos, 193 cv às 13.000 rpm, 112 Nm às 9.750 rpm e 183 kg de peso a seco (204 kg em ordem de marcha), são números muito bons para a categoria e, frente às rivais, não deverá ficar nada atrás. Será interessante acompanhar os comparativos que serão feitos futuramente! :-)
Nesta Superbike também não falta um sistema de controlo de tracção (DTC-Dynamic Traction Control) e um sistema de “ride by wire”.
O painél de instrumentos é muito apelativo e não deverá faltar informação. Reparem na qualidade da mesa de diracção, a qual é maquinada. Pormenores de carácter “racing”!

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Falando na ciclística, é possível observar nas imagens uma ciclística muito bem dotada, onde o braço oscilante em alumínio apresenta um aspecto fantástico e com inspiração nas corridas. Na minha opinião, a ponteira de escape é o pormenor menos bem conseguido, ou seja, podia possuir formas bem mais interessantes e apelativas.

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As suspensões são de primeira linha, multi ajustáveis, os travões forma entregues aos especialistas da Brembo, com os seus travões monobloco de montagem radial, os quais estão associados a um sistema de ABS desportivo, desenvolvido pela própria BMW (pesa apenas 2,5 kg).

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Esta BMW tem uma ficha técnica de luxo associada a uma estética muito agressiva, que com certeza fará as delícias de muitos e poderá trazer para a marca novos clientes, bem como sucesso nas corridas.
Uma mota que tem tudo para vingar comercialmente e que, segundo a marca, será proposta a um preço competitivo, face à feroz concorrência Japonesa.

Boas Curvas! :-)
 

Touratech Travel Event 2009

Realizou-se alguns dias atrás na Alemanha o Touratech Travel Event, o qual é um evento dedicado ao Mototurismo de aventura.
Neste evento, a Touratech proporciona a todos os participantes uma grande oportunidade de conhecerem todos os seus produtos e artigos relacionados, formações muito interessantes para quem pretende viajar, as quais visam várias áreas, como a mecânica, condução, navegação, entre outros.
A adesão a este evento costuma a ser grande e não faltam áreas priveligiadas para os participantes se instalarem:

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Neste evento é notório a grande afluência de motociclistas, nontados maioritariamente em Trails e Maxi-Trails:

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Quem se deslocar a este evento pode aproveitar para adquirir novos equipamentos e montá-los na mesma hora.

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Uma das áreas mais interessantes é a área que a Touratech reserva à exposição de diversas motas equipadas com os equipamentos desenvolvidos por eles. As motas expostas deixam qualquer amante do Mototurismo de aventura “babado” ;-)

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Uma novidade este ano foi a criação de uma área específica para o GS Challenge. Esta área pretendeu recriar alguns dos terrenos e condições que normalmente os participantes desta competição específica enfrentam.

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São imagens impressionates, pois existem zonas com obstáculos muito díficeis para Trails e Maxi-Trails:

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Todas puderam participar nesta “brincadeira”, esde as GS, as HP, as F650 e a gama G:

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Claro que feito por profissionais, ou seja, pelos instructores oficiais da BMW, tudo parece mais simples e fácil:

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Em suma, um evento de grande importância no Mototurismo de aventura.

Boas Curvas! :-)
 

Fazendo alguma manutenção na minha V-Strom

No último passeio fora de estrada que participei, tive a infelicidade de registar 2 tombos, os quais me danificaram a manete do travão, ou seja, a manete partiu-se na ponta, mesmo na zona onde existe uma ranhura com o propósito de evitar uma quebra maior.

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 Como não sou uma pessoa que goste de andar com o material danificado, fui ao stand Carreiro & Comp., Lda, para adquirir uma manete de travão nova, de forma a substituir a que lá estava.
Desta vez, decidi fazer a substituição em casa e evitar gastos na oficina, dado que a operação parecia-me relativamente simples e acessível e sempre dá uma certa satisfação solucionar determinadas anomalias na nossa própria mota.
Para esta operação, apenas precisei das seguintes ferramentas:

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Como podem verificar, ferramentas muito simples e muito utilizadas em motas. Agarrei-me de imediato a elas e passei à acção :-)

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Comecei por desmontar a protecção de mão, retirando em primeiro lugar o peso do punho e depois desapertei o parafuso que segura a protecção junto à manete:

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Também é preciso retirar a porca que se encontra na zona inferior da protecção de mão. Um roquete é suficiente e ideal para esta zona:

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Com a protecção desmontada, é mais que vísivel os danos que a manete possui:

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Para a desmontagem da manete, era necessário retirar o parafuso que a aperta na zona do reservatório de óleo do travão. Para quem tem as protecções de mãos de série da Suzuki, o parafuso da manete possui um certo comprimento, o qual serve para que o parafuso que segura a protecção, ser aparafusado nese mesmo.

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Um parafuso simples de retirar:

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Após ter retirado a manete, a comparação com a nova era inevitável:

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A zona onde encaixa a manete de travão:

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A montagem da manete revelou-se muito simples:

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Após ter concluído a montagem da manete, testei a mesma e verifiquei que a travagem estava normal. Contudo, deparei-me com outro problema, quando apertava a manete de travão a luz de stop não acendia :-(
Inicialmente pensei que tinha a lâmpada fundida, mas após testar a luz de stop do travão traseiro, através do travão de pé, constatei que a luz funcionava.
Conclusão, o sensor da luz de stop, que se encontra junto à manete do travão, estava avariado :-(

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Para quem tem V-Stroms, já devem ter reparado que quando se aperta a manete ouve-se uma espécie de “clic”, que nada mais é que o sensor em funcionamento, através de uma patilha que sai para fora e liga a luz de stop.
A patilha do meu sensor tinha chegado ao seu fim de vida útil, já não fazia o “clic” e estava completamente recolhida no interior do sensor. O quadradinho pequeno que vêm é o sensor recolhido no interior do sensor:

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Tive que adquirir um sensor novo e, novamente, procedi a uma montagem caseira, a qual foi ainda mais simples que a montagem da manete.
A primeira coisa a fazer foi desligar o sistema eléctrico do sensor e depois desapertar o pequeno parafuso que se encontra na imagem:

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Após a montagem, a luz de stop da mente do travão voltou a funcionar e o tal “clic” que referi voltou a ouvir-se. Situação resolvida! :-)
Já que estava com a mão na ferramenta, também aproveitei para fazer uma afinação da suspensão dianteira, nomeadamente aumentar a pré-carga das molas.
A suspensão dianteira da V-Strom 650 permite que se afine a pré-carga e, se não estou em erro, existem 5 níveis de afinação.

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A minha V-Strom já estava com mais um pouco de pré-carga em relação ao “setting” que vem de série, mas decidi colocar esta regulação no seu máximo, ou seja, aumentei a pré-carga da mola para o máximo, através do parafuso que lá existe para este propósito. Para aumentar a pré-carga da mola, deve-se rodar o parafuso no sentido do relógio:

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Com a pré-carga no máximo, o parafuso de regulação fica “escondido”:

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Na prática, esta regulação endurece um pouco mais as molas da suspensão. Nos passeios fora de estrada, achei que a regulação que ela tinha estava um pouco permissiva e estava a permitir um ligeiro afundamento da suspensão, levando a algumas pancadas “secas”. Com esta afinação, espero ter eliminado algum deste afundamento.

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Mas atenção, a minha V-Strom já possui molas de suspensão da Touratech, porque caso fossem as de série, o afundamento da suspensão dianteira seria mais que excessivo e desagradável no fora de estrada. As molas da Touratech melhoraram muito o funcionamento desta suspensão, mas agora vou experimentar esta regulação e verificar se o comportamento melhora um pouco mais.
E assim terminei esta pequena odisseia de manutenção da minha V-Strom 650! :-)
Foram operações muito simples e que me deram uma sensação de satisfação e, melhor que tudo, serviram para ficar a conhecer melhor a mota que tenho, bem como poupar alguns euros de mão de obra na oficina.

Boas Curvas! :-)
 

Terra, pó, areia, paisagens e quedas

No passado Domingo, dia 3 de Maio, o Azores Trail TT realizou mais um magnífico passeio, o qual, infelizmente, apenas contou com presença dos elementos do costume, ou seja, Eu na minha Suzuki V-Strom 650 Adventure, o Gregório na sua Honda Dominator 650 e o Miranda na sua KTM 950 Adventure.
Para este passeio não havia nenhum objectivo em concreto a não ser verdascar e retirar alguma diversão. Contudo, para este passeio havia que ter alguns cuidados, nomeadamente na circulação nos trilhos, dado que estavamos em véspera do SATA Rally Açores e poderíamos encontrar pessoal do Rally a treinar em alguns trilhos.
Assim sendo, encontramo-nos o local do costume e após um bem apetecido café, fizemo-nos à estrada e entramos no trilho da Vigia das Feteiras, o qual já é um velho conhecido.

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O dia estava bom, com a temperatura a apresentar-se a um nível muito agradável, só que os percursos estavam com o piso muito seco, provocando muito pó, tornando a circulação atrás do nosso parceiro um autêntico castigo. Por isso, começamos a distanciar-nos uns dos outros, de forma a evitar uma refeição de pó ;-)

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Além disso, o piso deste trilho apresentava-se muito duro, com várias depressões no mesmo e alguma pedra solta. Havia que ter cuidado, porque a dureza dele misturada com as depressões poderiam causar surpresas, como empeno ou de jantes :-(

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Mas o pessoal estava atento e melhor que tudo, estavamos animados :-)
Seguiu-se um trilho na zona das Feteiras, em sentido ascendente, o qual estava ainda mais poeirento :-( . Apesar disso, o messmo era muito divertido, devido à existência de várias lombas e terra solta, provocando o atravessar da traseira, que é sempre divertido :-)

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Este trilho era muito acessível, onde a única dificuldade era mesmo o pó.

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Lá vem o Miranda em grande estilo com o seu “canhão” ;-)

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Uma pequena paragem para relaxar, conversar e exibir os novos brinquedos para os passeios, o GPS.
Reparem na alegria, ou devo dizer, mania destes 2 artistas com o seu brinquedo novo :-)

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O GPS pode, para muitos, ser considerado um elemnto dispensável para quem vive numa ilha. Mas com a grande diversidade de trilhos que temos e as várias variantes que os mesmos possuem, este é um acessório muito prático para gravar o percurso dos nossos passeios e orientar-nos para futuros passeios na mesma zona.
Além disso, fornece várias informações de grande interesse e utilidade, como a altitude, coordenadas, velocidade máxima, média, tempo total de passeio, etc, etc. Digamos que me rendi aos encantos deste acessório :-)
Após alguns quilómetros, chegamos a uma zona muito interssante e que nos despertou a curiosidade, ou seja, havia um pequeno trilho com uma zona de areal.
Ficamos curiosos em experimentar a condução no mesmo, dado que este é um tipo de piso em que possuímos pouca experiência e a oportunidade não podia ser melhor, dado que havia 3 são mais que suficientes para ajudar a desatascar :-)
O Gregório foi o primeiro a experimentar e, diga-se em abono da verdade, com sucesso e sem qualquer dificuldade de maior. A sua Dominator portou-se à altura do desafio!

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Com a facilidade aparente que o Gregório efectuou o pequeno trajecto, Eu e o Miranda ficamos motivados para experimentar, apesar de lá no fundo existirem alguns receios ;-)
Dito isto, o Miranda aceitou o desafio da areia e tentou a sua sorte. Infelizmente, ficou atascado :-)

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Esta situação ocorreu por culpa do Miranda, dado que assim que entrou na areia, não atacou com convicção e quando chegou à pequena subida que lá havia, não ia com velocidade suficiente e acabou por atascar.

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Ele ainda fez uma segunda tentativa, só que arrancar em areia, especialmente junto a uma zona que começa a subir, não é fácil e voltou a ficar atascado:

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Com uma pequena ajuda do Gregório e depois minha, retirou-se a mota de lá, mas empurrar uma mota com um peso de 200 e qualquer coisa quilos em areia, não é fácil, exige um bom pequeno almoço ;-)

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O Miranda não estava nos seus dias e também já estava um pouco cansado, por isso o Gregório foi o voluntário para retirar a KTM daquele areal:

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É nestas alturas que dá jeito ter umas pernas longas ;-)

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Depois estava na minha vez de tentar, mas ao ver a KTM atascar pensei: “bem se a KTM que é um autêntico “canhão” e tem características mais mistas que a minha V-Strom não conseguiu, vou de certeza atascar”.
Mas após o pessoal “apertar” um pouco cmigo, decidi tentar. Se atascasse, eles iam ter mais uma sessão de ginásio no areal ;-)
Mas antes, havia que preparar a minha subida, como a filmagem deste desafio: V-Strom 650 VS areia :-)

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Arranquei com convicção, acelerei de forma decidida e lá consegui atravessar o areal, bem como subir a duna minúscula que lá havia. Estava super contente e impressionado com a minha V-Strom.

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Pensei que esta “menina” não estaria à altura do desafio, mas uma vez mais ela demonstrou-me que posso contar com ela. É incrível a capacidade de superar adversidades do terreno que esta Maxi-Trail tem demonstrado, tendo em conta que de série é praticamente 100% estradista.
Para os curiosos, um pequeno vídeo com a V-Strom 650 a brilhar na areia:

Link: http://www.youtube.com/watch?v=fe_ftyje7ME

Contudo, nem tudo são rosas :-( , quando efectuei a volta de regresso para celebrar o momento com o pessoal, fui ao tapete :-( . A queda aconteceu da forma mais simples, inofensiva e estúpida, ou seja, quando estava praticamente parado, a roda da frente oscilou na areia mole e num ápice a direcção trancou para o lado direito levando-me ao desiquílibrio e consequente tombo.
São coisas que acontecem e deu para constatar que à medida que se perde velocidade na circulação em areia, a roda da frente começa a oscilar e a ganhar um rumo próprio. O melhor mesmo é não contrariar esta vontade própria.
Resultado do tombo, uma protecção de mão danificada, ou seja, partiu junto ao parafuso. A manete do travão também partiu-se, mas apenas na zona da ponta.
Paciência e lá tive que colocar alguma fita adesiva para segurar a protecção de mão:

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Apesar da queda, formam momentos muito divertidos e que serviram para ficar a conhecer um pouco a areia e a forma de circular na mesma. O pessoal ficou com vontade de voltar a repetir este tipo de piso :-)
Depois da areia, seguiu-se novamente trilhos com muito pó e terra solta:

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Por esta altura já estavamos muito próximos das Sete Cidades e não tardou muito até chegarmos ao miradouro da Vista do Rei, onde nem paramos e decidimos descer o Caminho dos 3 Kms, outro trilho que já conhecemos e que nos proporciona momentos muito interessantes.
Iniciamos a descida, de forma cautelosa, dado que a inclinação é um pouco acentuada e, para piorar, havia muita terra e pedra solta durante a descida.
Infelizmente, não evitei outro tombo no ínicio da descida, o qual foi algo aparatoso e levou-me a pensar que tinha danificado a V-Strom de forma significativa. Mas as minhas teorias provaram estar erradas e após eu e o Miranda levantar-mos a mota, verificamos que apenas a crash-bar tinha cedido um pouco e estava ligeiramente esfolada.
Uma vez mais fiquei surpreendido com a resistência da minha “menina” :-)
Definitivamente não estava nos meus dias e já começava a temer o pior, tipo, “quantas mais quedas vou dar?” ;-(
O que vale é que a paisagem durante a descida ajuda-nos a esquecer estes maus momentos e afastar algum mau karma :-)

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E lá continuamos, sempre de forma cautelosa.

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Durante a descida, nem sinais do Gregório. O homem seguiu sempre e sem quaisquer problemas. Grande piloto e grande mota, sempre na linha da frente.
Após alguns quilómetros de descida, viramos para um troço que adoramos fazer, o qual é super coberto por vegetação. Parece que estamos a circular no desconhecido :-)

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Neste trilho, o qual leva-nos até ao centro das Sete Cidades, apenas é precido ter cuidado com alguns troncos de árvores que se encontram atravessados. Se nos distraímos podemos bater com a cabeça em alguns deles ;-)

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Este trilho foi muito fixe!!! :-)

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No final, junto à lagoa das Sete Cidades:

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A paisagem que nos rodeia nesta zona é simplesmente fantástica! :-)

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Não ficamos muito tempo no centro das Sete Cidades e rapidamente voltamos á terra e ao pó, mas desta vez nas Cumeeiras.

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As Cumeeiras são um trilho que circunda as 2 lagoas das Sete Cidades e caracteriza-se por ser um trilho rápido, entusiasmante e, melhor que tudo, proporciona-nos vistas magníficas sob as lagoas:

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Ao longo deste trilho, temos a oportunidade de visualizar as lagoas sob diversos ângulos e, às vezes, parece que cada ângulo é melhor que o anterior.

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No entanto, a partir de uma certa zona começamos a apanhar algum nevoeiro, o qual começou gradualmente a tapar-nos as vistas ;-)

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Mas ainda conseguimos ver mais qualquer coisa ;-)

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Mas já estava perto da nossa hora de regresso a casa e decidimos começar a tomar um percurso de regresso.

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A partir de uma certa zona das Cumeeiras, apanhamos outro trilho, que nos levaria até à freguesia das Capelas.

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Antes da descida, a paisagem da despedida:

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Terminamos a verdasca nas Capelas e regressamos a casa uma vez mais satisfeitos com o passeio que tinhamos feito.
Foi um passeio muito bom e nem mesmo as minhas quedas conseguiram manchar a diversão que tivemos, especialmente na areia, a qual foi uma experiência super interessante e para voltar a repetir.
Deixo-vos o vídeo do passeio:

 Link: http://www.youtube.com/watch?v=c69Baz7gNdg

O grupo voltará à terra em breve ;-)

Boas Curvas! :-)


 
 
 

Futura mota ou apenas sonho???

Desde que comecei com os passeios de carácter mais aventureiro aos comandos da minha Maxi-Trail, tenho descoberto outro tipo de prazeres e outra forma de explorar todo o potencial que este tipo de mota nos oferece, como por exemplo a grande polivalência e possibilidade de tomar percursos fora de estrada.
Este tipo de passeios têm amadurecido a técnica na condução fora de estrada e têm me proporcionado grandes momentos de diversão e, por vezes, fazem-me sonhar com uma possível viagem a, por exemplo, Marrocos ou América do Sul. Países mais que capazes de nos oferecer aventuras sem fim :-)
Apesar de já possuir uma Maxi-Trail bem preparada para enfrentar percuros “off-road”, a mesma apresenta, ainda, algumas limitações naturais, que já me fizeram poderar várias vezes no tipo de Maxi-Trail ou Trail que poderei adquirir mais tarde.
Depois de já ter pensado tanto neste assunto, cheguei sempre à mesma conclusão, a próxima mota terá que ser mais polivalente, ou seja, uma ciclística mais capaz, porque a nível de motor, a minha V-Strom 650 tem potência de sobra.
Contudo, recentemente desenvolvi um carinho especial por 2 motas de motas, que considero pertencerem a um sub-segmento das Trail e Maxi-Trail e muito interessantes para os percursos dos passeios que o Azores Trail TT costuma a fazer, nomeadamente a BMW HP2 Enduro e a KTM 950 R Super Enduro.
São 2 motas que mais parecem motas de Enduro com motores de grande capacidade, mas que para mim (e para muitos) nada mais são do que descendentes directas das Maxi-Trails, só que com uma ciclística capaz de enfrentar desafios de carácter endurista e um motor capaz de “trepar” tudo e mais alguma coisa.
Começando pela BMW, quando se olha para a HP2 Enduro, ou se adora ou se detesta. Eu Adoro!!! :-)

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O seu motor Boxer é uma imagem de marca e não deixa ninguém indiferente. Um motor muito conhecido por possuir uma boa resposta, sempre acompanhada por uma boa sensação de binário. São 1.130 cc, 105 cv às 7.000 rpm e 115 Nm às 5.500 rpm.
Estes valores de potência são mais que suficientes para me fazer delirar :-)

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A ciclística é mais que competente e capaz de enfrentar qualquer terreno e, o facto de possuir uma transmissão secundária por veio, deixa qualquer um satisfeito, nem que seja pelo fim dos trabalhos inerentes à manutenção das tradicionais correntes.
Contudo, sempre são 175 kg de peso a seco, mas que não a impedem de atingir velocidades na ordem dos 200 km/h.

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Esta “beemer” tem dado a volta à minha cabeça e quando vejo no Youtube vídeos dela, fico a gostar ainda mais dela. É uma super-trail e que oferece várias possibilidade de a tornar ainda mais eficaz e agressiva. O som do Boxer com o Akrapovic é simplesmente divinal!!!

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Esta mota já começa a ser muito procurada por vários possuidores de Maxi-Trails, os quais não se fartam de tecer comentários muito positivos, quer à ciclística quer ao motor, apesar da suspensão traseira de série por ar, da Continental, não me agradar muito. Mas isto já é um gosto pessoal.
Um aspecto muito positivo da “beemer”, é o facto de com a montagem do kit da Touratech para viagens de longa distância, podemos  conferir a ela uma utilização ainda mais abrangente e sem afectar de forma significativa a sua ergonomia e versatilidade. Um aspecto que me atrai muito…

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Vista de frente, o motor Boxer impõe-se:

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Passando à KTM 950 R Super Enduro, é impossível não gostar desta mota, quer pela sua agressivdade, quer pelos pregaminhos “Ready to Race” que a regem.

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Esta mota da KTM também teve uma grande aceitação e tornou-se uma grande rival da marca Germânica, principalmente no Enduro de Erzberg, prova que ambas as marcas levam muito a sério.
A KTM, efectivamente, é um pouco mais eficaz na hora de enfrentar o fora de estrada, fazendo da sua ciclística a sua grande arma, onde as suspensões WP não deixam margem para dúvidas quanto à sua eficácia. O quadro em treliça já tem provas mais que dadas no campo das maneabilidade, rigidez e distribuição de peso.

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Mas o que faz realmente qualquer um delirar aos comandos da Super Enduro, é o seu fantástico bicilindríco, o qual é um poço de sensações, onde os seus 98 cv às 8.500 rpm e 95 Nm às 6.500 rpm são sempre entregues de forma enérgica, fazendo dela um autêntico “canhão”. As performances do seu LC8 são fantásticas e já deixaram a sua marca no segmento das Maxi-Trails. Quem experimente gosta e pede mais! :-)
Se for uma Super Enduro com uns Akrapovic, ainda melhor!!!

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A KTM tem neste modelo a resposta aqueles que procuram uma Maxi-Trail mais “light”, mas sem dispensar um motor de altas prestações.

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Da minha parte, é uma mota que me tira do sério e que me tem feito pensar muito. Este modelo não está fora do meu leque de opções para o futuro…

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São 2 motas fantásticas e com provas mais que dadas no que diz respeito às suas capacidades no fora de estrada, donas de motores incríveis e capazes de nos levar a qualquer lugar.
Mas é chegada a hora de parar de sonhar e descer à terra :-(
Apesar de serem 2 motas que se enquadram nas minhas preferências e muito interessantes para os meus passeios, estas possuem determinados aspectos que ainda me deixam “de pé atrás” e me fazem ponderar se realmente são as mais indicadas para mim.
Começando pelo tipo de mota em si, se for para fazer uma viagem, são motas um pouco limitadas, quer em autonomia, quer em capacidade de carga, protecção ao vento, a própria forma como o motor entrega a potência, etc, etc, enfim, o propósito é a diversão e não o “touring”.
É claro que é possível dotar estas motas de peças capazes de as tornar mais aptas às viagens, como o kit Touratech para a BMW HP2 Enduro, mas as limitações continuarão, só que em menor escala, mas é possível.
No entanto, qualquer uma destas motas servia perfeitamente para os meus passeios pela ilha :-)
Mas existe outros aspectos que me fazem recuar.  Começando pelo preço, as 2 motas são propostas a preços algo elevados e que, para mim, são algo proibitivos. Não é que não tenham argumentos que justifique o preço pedido, mas ainda não ganhei nenhum prémio no EuroMilhões:-(
Depois há o factor marca, a BMW não possui qualquer ponto de venda e manutenção em São Miguel, tornando a sua escolha um pouco díficil. A KTM tem ponto de venda e manutenção, mas tem um problema, também sou um grande apaixonado pela sua irmã, a 990 Adventure, especialmente a nova versão R de 115 cv. Portanto, uma escolha díficil.
Dito isto, a futura mota ainda é muito incerta e a única certeza que tenho é que pretendo manter-me no trilho da aventura e continuar a explorar a vertente “touring” do fora de estrada. Poderei continuar nas Maxi-Trails, ou poderei mesmo cometer uma loucura e adquirir uma destas 2 “bombas”, quem sabe a laranjinha… ;-)

Boas Curvas! :-)