Ontem, dia 24 de Abril, decidi aproveitar da melhor forma o bom dia que estava e tirei o “ferro” da garagem para o seu 1º passeio longo.
Digo 1º passeio longo, porque até aqui os passeio tinham sido curtos e sempre dentro da área de Ponta Delgada. Mas ontem, as capacidades turísticas da STAR iam ser postas à prova, num passeio Ponta Delgada - Furnas ![]()
Dito isto, fiz-me à estrada, tomando as belas estradas da zona norte da ilha, onde o trânsito era praticamente inexistente e apenas algum vento incomodava ligeiramente, nada de especial, mas num “ferro” qualquer “pé de vento” sente-se com alguma intensidade.
O ritmo foi sempre ligeiro, mas nunca em excesso, pois interessava-me perceber todas potencialidades da Drag Star 650 em passeios mais longos e, diga-se de passagem, até à minha primeira paragem no miradouro de Santa Iria, estava encantado com o desempenho dela.
A STAR serpenteia sem grandes dificuldades nas nossas estradas mais sinuosas, onde o segredo reside em não abusar da velocidade em curva, dado que a distância entre eixos algo longa, limita a capacidade de curvar mais rápido. Mas a velocidade que ela admite em curva não é nada desprezível, pelo contrário.
Quando cheguei ao miradouro de Santa Iria, as primeiras fotos do dia, onde a paisagem desta zona domina por completo. Um espectáculo!!!
Os “ferros” permitem fotos bem interessantes, especialmente quando se usa o reflexo proporcionado pelos cromados:
E a foto do cronista, que para quem o conhece melhor, deverá estar a estranhar vê-lo em cima de uma Chopper
Após esta breve paragem, continuei a rolar em direcção às Furnas, onde o trânsito continuou praticamente inexistente, permitindo-me explorar em pleno a STAR. Estava a adorar o desempenho desta “menina”, onde o que mais destaco é a sensação de binário que o seu v-twin transmite, a qual é sempre constante. Claro que estou a falar na faixa de rotação baixa e média, porque ao entrar em alta rotação ele começa a perder fulgor.
Mas estas motas não forma pensadas para ir ao limite, mas sim aproveitar o melhor que têm para oferecer, que é o binárrio e, nas estradas Micaelenses, este binário é muito apreciado, visto que saltamos de uma curva para a outra com alguma alegria e disponibilidade do motor.
Alguns quilómetros mais à frente e já pertinho das Furnas, paragem no miradouro Pico do Ferro, para mais umas fotos fantásticas, desta vez com vista para a lagoa das Furnas:
O verde da lagoa estava super intenso e a sombra das nuvens estava a provocar outro efeito engraçado. É caso para se dizer, “Açores, natureza mágica”!
Verde e mais verde. Lindo!!!
É um prazer circular em estradas como estas. O mais díficil é parar…
Fiz-me novamente à estrada e desci até ao vale das Furnas, onde reinava uma calma típica de um dia de semana nesta zona.
Claro que tive que fazer mais umas paragens para mais umas fotos interessantes:
Um pouco mais à fente, outra vista magnífica sob este curso de água:
Mas não fiquei muito tempo no centro das Furnas. Decidi ir até à Ribeira Quente, pois já fazia algum tempo que não fazia uma visita a esta pequena freguesia virada para o mar.
Pelo caminho, as fotos da natureza mágica de São Miguel são inevitáveis:
Junto ao túnel da Ribeira Quente, onde a STAR me aguardava:
Passados poucos minutos, cheguei ao destino pretendido e parei junto à praia da Ribeira Quente, onde pude comer um bem apetecido gelado, contemplando a praia.
De férias, passeando de mota e comendo um gelado, que mais podia pedir??? Se calhar alguém na praia em “topless”"
Mas como o tempo ainda está um pouco fresco, não havia ninguém na praia. Mas dentro de poucas semanas, esta praia deverá começar a ser mais frequentada.
Quando terminei o meu geladinho, fiz-me novamente à estrada e rumei novamente às Furnas, mas já com o objectivo de voltar a casa, mas pelo lado sul da ilha.
Pelo caminho, mais algumas paragens, as quais se revelam obrigatórias, pois seria um pecado não registar determinadas obras da natureza, como esta queda de água junto á estrada:
De passagem pelo centro das Furnas, com as suas típicas caldeiras. Aqui, a actividade vulcânica é mais que vísivel:
Mesmo ao lado da estrada à saída das Furnas, vista sob a lagoa das Furnas. Vistas imperdíveis!!!
E a STAR:
Ao sair das Furnas pelo lado sul, as estradas estavam igualmente desprovidas de enlatados e pude gozar mais um pouco a condução aos comandos deste “ferro”.
As estradas nesta zona são um pouco mais reviradas e tive que ser mais cauteloso com o ritmo, pois não podia me esquecer que estava sentado num “ferro” e não na V-Strom.
O cenário continuou lindo como sempre, onde o sol que se fazia sentir acentuava um pouco mais a paisagem verdejante desta zona:
O ilhéu da Vila Franca do Campo ao longe:
Quando me encontrava mais próximo da Vila Franca do Campo, pude tirar uma foto mais próxima do ilhéu:
O resto do passeio não teve grande história, dado que rumei com o objectivo de chegar a casa, porque tinha uma consulta médica.
No entanto, não posso terminar esta crónica sem referir as excelentes sensações que a Drag Star 650 me proporcionou neste passeio de cento e poucos quilómetros, as quais caracterizam-se por uma boa entrega de binário aliada a uma ciclística com boa capacidade de rolar em asfalto.
Não é confortável como a V-Strom, longe disso, mas dá para uns passeios mais longos, onde o que conta é rolar a um ritmo calmo e sentir o vento na cara.
Um passeio muito bom, onde as paisagens foram as principais protagonistas.
Boas curvas! ![]()































Excelente!!!
Só um reparo: muitas fotos da paisagem e poucas do “ferro”…
Obrigada Rui!
Quanto ao “ferro”, não quiz abusar 

Boas Curvas!
Uns a trabalhar e o menino a passear!!

Tá certo…
Beijinhos!!
Carolina, é a vida

Beijinhos!
Para a próxima abusa, ok?!
Bruno,
Sua crônica nos leva a sensação gostosa em conduzir um “ferro” desses…
Adquiri recentemente uma Drag Star 2008, super conservada.
Essa parceria entre condutor & ferro proporciona muito prazer…
Paisagens únicas registradas por sua câmara.
E se tirou poucas fotos do “ferro”, sem dúvida foi ele(ela) que te levou até lá…
Valeu.
Xavier
Fortlaeza-CE