"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem nenhuma explicação é possível…"




TT Baptismo da Tenere

Sábado passado o pessoal do Azores Trail TT reuniu-se novamente para mais um magnífico passeio pelos trilhos maravilhosos de São Miguel.
Mas desta vez, este passeio tinha uma novidade em absoluto, ou seja, era a estreia de um novo companheiro e mota no grupo. Este novo companheiro é o Francisco Marques e a sua novíssima Yamaha Tenere 660, ainda (acho eu) em plena rodagem, mas já equipada com um par de pneus cardados.
O ponto de reuinião do grupo foi o do costume, com o grupo a apresentar-se a horas e ansioso por mais uma aventura por maus caminhos:

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O dia não se apresentava nas melhores condições, dado que a chuva fez a sua aparição, caindo com alguma insistência, mas nada que demovesse a sede de TT do grupo. Aliás, para nós a chuva só iria tornar as coisas melhores e mais interessantes, dado que não haveria pó e haveria alguma lama. Espectáculo!!! :-)
E lá partimos nós, Eu na V-Strom 650 Adventure, Miranda na KTM 950 Adventure, Gregório na Honda Dominator 650, Hugo na Yamaha DT 50 e Francisco na Yamaha Tenere 660. Um grupo bem composto e animado.
Para aquecer um pouco os músculos, tomamos alguns trilhos situados na Lagoa, os quais já são um velho conhecido nosso e ideais para abrir a pestana ao pessoal. Assim que entramos nestes trilhos, o Francisco desatou a rodar o punho direito como se o amanhã não existisse e passou por mim que nem um louco, onde apenas presenciei um rabejar frenético da traseira da Tenere, para nunca mais o ver. O Miranda perante esta situação, decidiu fazer o “canhão” KTM disparar, e nunca mais o vi também. Digamos que o pessoal estava entusiasmado, talvez um pouco demais…
No final deste trilho havia muita excitação no ar e eu decidi acalmar o pessoal, pois o passeio ainda ia no ínicio.
saltamos de imediato para a entrada de outro trilho, o qual era desconhecido, mas que tem servido de palco a algumas provas de TT regionais. Estavamos muito curiosos em explorá-lo.

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Enquanto o grupo conversva um pouco, decidi fazer um reconhecimento pedestre ao ínicio deste trilho e, pareceu-me muito intertessante, não obstante a algumas irregularidades que podiam causar algumas dificuldades, como alguns regos/valas com alguma profundidade e muita pedra solta.

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Mas assim que cheguei o sinal não poderia ser mais positivo, bora pessoal!!!

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Íniciamos a nossa subida, com algumas cautelas, onde o Francisco uma vez mais enfrentava os trilhos com algum entusiasmo, o qual se revestia numa condução exuberante e sempre ao ataque. O Francisco estava nos seus dias e a Tenere mostrava-se à altura dos desafios. Estava a começar a ficar impressionado com esta pequena Trail

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Ultrapassamos esta parte do trilho mais acidentada sem dificuldades de maior, apesar de eu ter parado em 2 zonas, apenas por mera precaução e, também, para poupar as suspensões da V-Strom. Em qualquer uma das vezes que parei, arranquei sem problemas de maior. Aliás, no arranque destas duas paragens já se notava alguma calma e serenidade na minha condução, onde consegui arrancar sem colocar a roda traseira a derrapar ou com velocidade excessiva. Acho que já começo a ganhar alguma maturidade nestas andanças.

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Este trilho delineava-se no interior de uma mata, tornando a condução num mero exercício de prazer, pois o piso não estava muito degradado e conduzir no meio de árvores dá sempre uma sensação extra de desconhecido e de aventura, já para não falar do cheiro a vegetação, que é sempre agardável.

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Uma zona muito apetecível para o TT:

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O Hugo foi durante muitos quilómetros o meu fiél companheiro, pois perante alguma situação mais complicada certificava-se que o meu “mamute” passaria sem problemas. Até desaviou troncos de árvores. Grande Hugo, Obrigada!!!

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Após este trilho, continuamos a explorar mais alguns trilhos junto à zona industrial da Marques, onde o piso alternou muitas vezes entre terra, alguma brita e cascalho, tornando o piso por vezes mais mole.

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O grupo estava a circular sem problemas, mas a um ritmo mais de acordo com as pretensões mototurísticas, apesar de o Francisco andar quase sempre de punho enrolado, não dando qualquer hipótese à objectiva da minha máquina fotográfica. Acho que depois desta crónica ele vai queixar-se pelo facto de aparecer em poucas fotos, mas…
Pelo caminho, as paisagens já começavam a fazer a sua aparição, através de cenários de montanha:

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Mas o passeio estava longe de terminar e, quando demos por nós, já estavamos a entrar em alguns trilhos situados numa zona muito perto da Lagoa do Fogo, os quais eram, também, uma novidade para nós. Estes novos trilhos estavam a ser dados a conhecer pelo Francisco, o qual já foi em tempos um praticante assíduo de Enduro.
Estes trilhos ficavam situados numa zona de pastagens, onde o verde é a cor predominante:

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Houve quem se aventurasse com a mota numa destas pastagens, neste caso o Francisco e a sua Tenere. A “burra” queria pastar ;-)

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O autor desta crónica em plena verdasca:

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Alguns metros mais à frente mais uma magnífica paisagem:

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Entra trilho, sai trilho e já estavamos a explorar mais alguns percursos novos na zona de Água d’Alto, os quais eram acessíveis e interessantes, apesar de algumas partes parecerem não ter saída, obrigando-nos a voltar para trás.
Francisco “too fast too furious”:

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Gregório e a sua fiél Dominator:

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O Hugo em acção:

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Miranda e o “canhão”:

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Alguns metros mais à frente, aconteceu o inesperado, ou seja, o Francisco foi ao tapete com a sua Tenere, devido a um rego mais “manhoso”, que fez a roda dianteira lhe pregar uma partida.
Felizmente foi uma queda sem consequências graves para o Francisco, o qual apenas se queixava de algumas dores musculares e manifestava alguma preocupação com a sua nova mota, a qual apenas possuia alguns riscos, um pisca partido e o pedal de travão torto.
Não te preocupes Francisco, tudo se arranja e já tá na hora de colocares algumas protecções nessa Tenere. Alguém falou em Touratech??? :-)
A partir deste ponto interrompemos o passeio e fizemos escolta ao Francisco até a casa, porque convinha ele colocar algum gelo nas zonas mais afectadas pela queda, como medida de precuação. 
No entanto, eu e o Miranda decidimos continuar o passeio e dirigimo-nos para a zona do Pinhal da Paz, para explorar-mos mais alguns trilhos novos, situados junto ao parque natural do Pinhal da Paz e campo de golfe da Batalha.

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Inicialmente, pensamos que os trilhos desta zona iriam ser complicados, mas afinal revelaram-se fáceis, pois havia sinais no terreno que os mesmos tinham sido alvo de alguma atenção, estando o piso muito aplanado.

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Contudo, havia lagumas zonas com um piso mais mole, tornando as coisas mais interessantes.
Nesta zona estavamos a passar junto ao campo de golfe da Batalha, o qual se situa no meio das montanhas:

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Percorremos vários percursos situados nesta área, os quais nos levaram até ao Pico da Pedra e Rabo de Peixe. O ritmo foi sempre calmo, oferecendo-nos oportunidade de contemplar as várias vistas que nos apareciam:

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Apesar da tarde estar a terminar, eu e o Miranda ainda estavamos cheios de vontade de fazer mais alguns quilómetros.

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Decidimos regressar ao ínicio destes trilhos e fazer praticamente mesmo caminho de regresso, só para voltarmos a atravessar uma zona cujo piso se encontrava um pouco mole, oferecendo-nos a oportunidade de treinar para um futuro passeio em pisos com areia, como Marrocos, por exempolo :-)

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Maravilha!!!

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A subida correu super bem e até ficamos agardavelmente surpresos com o nosso desempenho e com a performance das “meninas”. Só temos pena de não haver mais trilhos com este tipo de piso, senão… ;-)
Daqui para a frente, já não hava muito mais para fazer, porque o dia já estava a terminar e o sol já começava a preparar-se para ir embora. Perante esta situação, decidi que era a altura ideal para fazer umas fotografias do por do sol.
Assim sendo, rumamos para o miradouro da Rocha da Relva:

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Para chegarmos a este Miradouro fizemos mais alguns trilhos, juntando o útil ao agradável, ou seja, verdasca e um por do sol fantástico:

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Seja qual for a foto que optemos fazer, fica sempre bem com um por do sol como este:

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De um lado o sol a esconder-se, do outro ainda alguma claridade:

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Nem o avião da SATA me escapou:

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E os resistentes que terminaram o passeio, Eu:

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E o Miranda:

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Foi um passeio excelente e que serviu para iniciar o Francisco nas andanças deste grupo, bem como conhecer novos trilhos e ver o que a Tenere valia no terreno. Da minha parte, nota positiva para esta Trail, pois mostrou estar à altura das exigências deste passeio e parecia muito fácil e intuitiva. Quanto ao Franciaco, apesar do tombo, espero que ele volte, pois a sua boa disposição torna estes convívios ainda mais divertidos.
E, como já vem sendo hábito, o vídeo do passeio:

http://www.youtube.com/watch?v=BU2Ija89ipg

Resta esperar pela próxima verdasca neste pequeno paraíso chamado São Miguel :-)

Boas curvas! ;-)
 
 


 

3 comentários em “TT Baptismo da Tenere”


  1. 1 MOTARTE

    Este comentário, não pretende ser lambe-botas, lamechas ou lá o que quer que seja, até porque não tenho necessidade para isso, mas como não me custa dar valor a quem merece, não podia deixar de realçar o seguinte:

    Nunca fui apologista de ideais que as motas são para andar, não são para lavar, blá, blá, blá e querem é km e blá, blá, blá e a minha só a lavo quando chove, blá, blá, blá…

    Quem vê a V-Strom do Bruno aos trambolhões nestes passeios e depois a vê no dia-a-dia, diria que tem 2 motas!!!

    Ainda hoje o vi passar junto ao Monumento da Autonomia e a mota parece acabada de sair do stand!

    Acho que é a V-Strom usada em circulação, com melhor aspecto que já vi, mesmo tendo em conta que é do ano 2004!!!

    Dará com certeza muito trabalho, mas que é amplamente compensado pelo resultado…

    E nisto o mérito é todo teu… Parabéns Bruno! ;)

  2. 2 MOTARTE

    Bom, depois do off-topic…

    Mais um belo passeio, com respectiva crónica à altura, onde se destacam as qualidades “off-road” da Ténéré…

  3. 3 BRUNO BOTELHO

    Rui, muito obrigado pelas palavras simpáticas, as quais não retiro nem uma vírgula :-) De facto, andar a brincar com a V-Strom no TT e a seguir andar com ela no dia-a-dia, requer algum trabalho, dedicação e sacríficio, mas que depois são compensados por quem reconhece :-) Claro que a atenção que dou a ela previne muitos inconvenientes, como o envelhecimento precoce de determinados componentes. Mas vale a pena :-) A V-Strom tem se revelado uma mota à altura dos desafios que tem enfrentado e, muitas vezes, supera as minhas expectativas. Uma grande mota!!!
    Uma vez mais, obrigada!

    Boas curvas! :-)

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