Na passada quarta-feira, tive a oportunidade de fazer um test-ride à nova Yamaha XTZ 660 Tenere, a qual é pertença do Francisco Marques, Motociclista entusiasta das Trails.
Contudo, este não foi um daqueles test-ride com a durabilidade suficiente para explorar todo o potencial desta nova Trail da Yamaha, foi um test-ride curto, mas que serviu para retirar algumas impressões. Por isso, será mais apropriado chamar contacto em vez de test-ride.
Por conseguinte, o meu primeiro contacto com a nova Tenere foi na sede do Clube Motard de São Miguel, onde primeiramente perdi alguns minutos a olhar para ela de um modo geral, para depois centrar-me nos pormenores, porque são estes que fazem a diferença.
Gostei muito do seu aspecto geral, porque em revista parece que possui uma imagem com forte inspiração nas motas de Rallye-Raid, situação que se confirma na prática, onde a secção dianteira muito contribui para este conceito, com o o seu faról em posição elevada, painél de instrumentos em posição elevada, suspensão de longo curso, depósito com grande capacidade, jantes de raios, enfim, na dianteira tudo parece bem.
Mas a secção traseira também não está nada mal, onde as 2 ponteiras de escape muito bem integradas preenchem esta zona e a ausência de carenagens laterais contribuem para uma imagem de mota alta. O faról em LED é muito bonito.
Por falar em mota alta, quando saltei para cima dela, notei de imediato que a Tenere é de facto alta, o que deverá ser muito bom na hora de enfrentar percursos fora de estrada, mas mau para quem tem perna curta.
Mas apesar de ser alta, sentimos de imediato algum à vontade, dado que esta mota possui o seu peso bem distribuído e não temos aquela sensação de “trambolho”. Em cima dela, sentimos uma grande leveza e o encaixe das pernas na zona do depósito de gasolina está num bom nível, situação que o assento do condutor também contribui, sendo o mesmo suficientemente macio e não muito largo.
Os comandos estão “à mão” e o guiador em alumínio que incorpora de série transmite uma boa sensação de controle.
Mas o que é que vale esta mota na estrada???
Ok, a determinada altura o Francisco ofereceu-me a oportunidade de dar uma voltinha e, como fica feio dizer que não a um convite, lá parti com a nova Tenere.
Logo no arranque senti uma enorme facilidade, com a embraiagem a ter um tacto muito macio e intuitivo. Apesar de fazer um “clank” algo barulhento no engrenamento da 1ª velocidade, o funcionamento da embraiagem e caixa de velocidades revelou-se suave e preciso, bastando um pequeno toque no pedal para o engrenamento ser feito com sucesso.
Outras sensações muito positivas que esta mota nos transmite é a leveza e maneabilidade. É fácil serpentear com a Tenere em zonas com curvas encadeadas, com a ciclística a permitir mudanças de diracção rápidas, mas acompanhadas por uma grande sensação de leveza. Um espectáculo, parece um brinquedo e esta leveza e maneabilidade será muito apreciada no off-road.
Quanto ao motor, limitei-me em tentar isolar-me do conceito de grandes motores e de motores com mais do que um cilindro, para conseguir perceber o que de positivo este monocilindríco podia me oferecer.
E, de facto, este motor não me desiludiu muito. O monocilindríco da Tenere não assusta na sua resposta. Responde de forma suave e progressiva, transmitindo muito poucas vibrações, as quais são praticamente imperceptíveis. Este motor não é um foguete, tipo a irmã endurista WR-F, é sim um motor que foi feito com o intuito de oferecer uma faixa de utilização honesta e acessível, bem como pensado para uma utlização em passeios mais longos. Por isso, não convém uma resposta ríspida e seca, mas sim suavidade. Ok, se em vez de 48 cv tívessemos 55 ou 60 cv à disposição do punho direito não era nada mau, mas lá se ia a suavidade…
Assim sendo, a 1ª velocidade é curta, a 2ª também não tem um alongamento muito grande e, a partir da 3ª velocidade, o motor já começa a render mais um pouco, alongando um pouco mais e transporta-nos para velocidades na ordem dos 150 km/h com alguma facilidade, tendo em conta que é um monocilindríco. Mas atenção, é possível circular acima dos 150 km/h, mas já exige um pouco do monocilindríco, se bem que um pouco acima desta velocidade já convém apanhar alguma inclinação descendente para a mesma ganhar mais alguma velocidade. Fiquei agradávelmente surpreso quando logrei atingir 175 km/h numa inclinação, sempre acompanhado de um baixo ruído dos escapes. Nada mau para este motorzinho, o qual não gosta de ser levado acima das 6.500/7.000 rpm.
Mas o intuito desta Trail não é viajar rápido. É preferível ir a médias de 130/140 km/h, do que mais do que isso, porque a protecção ao vento também não é muita. Neste campo e para os viajantes, um ecrá de maiores dimensões será bem vindo.
Quando chegou à hora de travar, mais surpresas agradáveis. Neste primeiro contacto, a travagem dianteira revelou-se muito competente, onde os 2 discos assistidos por pinças de travão Brembo mordem com uma prontidão assinalável. No entanto, achei este poder de travagem algo exagerado, seria preferível mais alguma suavidade no tacto. Em condução fora de estrada há que ter atenção ao poder de travagem na dianteira.
Na traseira a travagem cumpre a sua função, não brilhando em nenhum aspecto.
O aspecto que menos apreciei na nova Tenere foi a suapensão dianteira, não pelo longo curso que oferece, mas sim pela sua afinação. De série, esta suspensão vem afinada para oferecer algum conforto, caracterizando-se por ser algo mole. Por exemplo, mediante uma travagem dianteira mais forte, a suspensão afunda com alguma facilidade e afunda em excesso, dando a sensação que o seu curso esgota com facilidade. No entanto, esta situação poderá ser remediada com uma simples afinação ou mudando as molas por umas mais rígidas. Mas esta opinião da suspensão dianteira já reflecte uma preferência pessoal minha.
Da suspensão traseira não tenho nada apontar neste contacto de estrada, dado que a mesma ofereceu um tacto de grande conforto e boa absorção das irregularidades. Resta ver a validade desta em percursos TT.
Dado que este test-ride foi feito à noite, pude observar a beleza do painél de instrumentos da Tenere, sendo o mesmo muito perceptível na sua informação, bem como completo e iluminado. Por falar em iluminação, a iluminação do faról dianteiro é muito boa.
Para terminar este relato deste contacto, só posso dizer que todos os componentes em geral apresentam uma grande qualidade de construcção, onde notei a ausência de ruídos vindos de plásticos e um bom encaixe dos mesmos.
Resumindo, uma boa Trail, onde o equilibrio, suavidade e facilidade são palavras de ordem e, muito importante, oferece a possibilidade de fazer algumas incursões em percursos fora de estrada, onde a sua ciclística e motor serão grandes aliados, através do seu comportamento equilibrado e prevísivel.
Ao Francisco Marques, o meu MUITO OBRIGADO pela possibilidade de testar a Tenere e desejos de muitos e muitos quilómetros de diversão.
Miranda, muito obrigado pelas fotos, sem ti este post estaria mais pobre
Poderão ficar a conhecer melhor, ou adquirir esta mota na empresa representante da Yamaha em São Miguel, a Horácio da Silva Garcia, na Rua da Vitória, 2, Ponta Delgada.
Boas curvas ![]()








Hehehe nunca perdes a oportunidade para testar uma máquina.
Olá,
Estou novamente pensando em comprar uma moto. Inicialmente pensei entre a Lander e a Tornado (quais das duas vc acha melhor?). Contudo, para o que quero, pode rser que a tenere seja o melhor custo benefício. Estou pensando em comprar uma moto em Natal e vir até Vitória - Espirito Santo. mas a questão é que a Tenere é praticamente o dobro do preço das duas que eu mencionei. Bem, se puder me dar está consultoria gratis hehehe. Aguardo via o meu email que deixei aniotado.
Muitíssimo obrigado, Orlando.
Bem-vindo Orlando!
Eu não conheço as duas motas que refere, mas no que respeita à nova Tenere, apenas posso assegurar de que será uma excelente opção, apesar do preço ser o dobro.
É uma mota com boas capacidades para o todo terreno, com capacidade para viagens mais aventureiras, fiável e com uma boa qualidade de construcção geral
Se esta for a tua opção, não ficarás desiludido.
Boas curvas!
en espanhol … estoy esperando esa nueva tenere ya salio estoy en rio de janeiro viviendo y estoy loco esperando esa tenere 2009 ya salio esta en las lojas algien me puede imformar … les agradesco mucho … gracias espero por la tenere xtz 660 moto show de verdad
Olá, os posts anteriores são do Brasil e por isso vc não conhece os modelos Lander e Tornado. As duas motos são de 250 cc sendo a Lander (yamaha) uma irmã menor e menos sofisticada da XT 660, enquanto a Tornado é da Honda. No Brasil a Yamaha ainda não lançou a Teneré que é sem dúvida uma fantástica moto.
vc comprou por quanto???????????
Essa moto jah está sendo venddida por aqui??? Qual o preço ?? Em qual revenda encontramos …. pronta entrega????
Comprei uma xt 660 z tenere, achei que a moto esquenta muito .
O bagageiro fica muito quente devido ao catalisador que fica embaixo.
Só andei 100 Km,na cidade. Será que depois de amaciar o motor ela vai esquentar menos ?
Outro” problema ” é o para brisa ( bolha ) que aos 4000 giros vibra do lado direito e faz muito barulho.Será que é comum nesta moto ou devo procurar a yamaha ?
No mais a moto é muito boa .
Olá amigos ! Tenho uma tornado último modelo 08 , moto alta e excelente para nossas estradas esburacadas, buracos e lamas para ela é brincadeira, então, gostaria de saber se eu com meus 1,69cm terei muita dificuldade com a nova ténéré xtz660. A sltura da ténéré é a mesma da tornado ? Alguém que já possui uma dessas pode me dizer algo sobre ela. abraços em todos e boas viagens.