"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem nenhuma explicação é possível…"


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Posts de Janeiro, 2009

Husqvarna TE 250 by MotoMais

A Husqvarna lançou recentemente uma nova mota de Enduro, com apenas 310 cc e que se afigura de grande importância para o estado actual do mercado Motociclístico, bem como para os amantes do Enduro e Todo Terreno.
A TE 310 não é “nem carne nem peixe”, ou seja, não se enquadra no panorama das 250, nem das 450, é sim uma alternativa real e válida para aqueles que consideravam as 250 como insuficientes a nível de potência, e as 450 como potentes demais. Resumindo, no meio é que está a virtude e esta nova Husky está a dar ínicio a uma nova era no mundo das motas de TT, onde se tem verificado uma grande procura pela mesma, tendo mesmo levado a que esta rapidamente esgotasse, ou seja, se querem uma vão ter que se pôr na fila.
A MotoMais (http://www.moto-mais.com/), conhecida empresa Micaelense concessionária da Husqvarna, na impossibilidade de ”agarrar” uma TE 310 em tempo útil, “agarrou” uma 250 cc de imediato e procedeu a várias alterações, de modo a torná-la ainda mais eficaz no terreno, especialmente em condições de corrida. Digamos que esta 250 alterada vai preparando caminho para a 310.

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Ciclísticamente, as Husky são sobejamente conhecidas pela sua eficácia e pelos componentes de grande qualidade que empregam. Por isso, não foi preciso mexer muito, tendo a MotoMais direccionado as suas atenções para as suspensões, onde as mesmas foram alvo de uma preparação pró, levado a cabo pela empresa Continental MXT, que apenas é a melhor casa a especialidade a nível Nacional:

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Já estão a ver a eficácia desta Marzzochi dianteira??? :-)
Ainda na ciclística, a MotoMais revelou uma vez mais uma grande atenção no campo da decoração, tendo as jantes e os cubos recebido uma pintura branca e vermelha, ficando com um aspecto verdadeiramente “racing”, para além da cor branca estar muito na moda nas decorações de carácter “racing”.

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Pormenores decorativos que tornam a TE 250 muito interessante:

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Quanto ao motor, O monocilindríco a 4 tempos de refrigeração líquida e injecção electrónica, possui um aspecto fantástico, onde impera o vermelho “Ferrari” na tampa superior e o preto a decorar grande parte do restante motor, conferindo um “look factory”.

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Este motor já vem de série com estas cores e, apesar de não ter dados acerca da sua potência, acredito que possua potência mais que suficiente para se andar rápido. No entanto, O Mané achou que devia “libertá-lo” um pouco mais e adicionou uma ponteira de escape de Leovince e procedeu à reporgramação da centralina, tendo este motor ficado com mais 2000 rpm à sua disposição.

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O Mané não deixou nada ao acaso, a curva da ponteira de escape recebeu uma protecção, de modo a evitar algum inconveniente, como, por exemplo, o queimar das calças:

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Vista deste ângulo, esta Husky revela toda a sua “raça” e toda a beleza decorativa e de bom gosto que só a MotoMais sabe criar:

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A TE 250 revela dimensões muito compactas e que deverão fazer dela uma mota com uma grande maneabilidade e à vontade em trilhos mais revirados. Vista de traseira, ficamos com a impressão que o encaixe do corpo, especialmente dos joelhos e pernas na zona do depósito, deverá ser muito bom, sendo muito importante em termos de controle.

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Através destas breves palavras ficaram a conhecer a “arma” que o Manuel Martins irá usar no ataque aos primeiros lugares das provas de TT e Enduro dos Açores, bem como nos passeios de lazer. É importante referir que esta TE 250 já venceu a primeira prova do Campeonato de Enduro dos Açores 2009, na classe E1, com o Manuel Martins aos seus comandos. Uma máquina que deu nas vistas e que promete mais vitórias ao longo do campeonato. O ideal seria a TE 310, mas enquanto esta tão desejada mota não chega, a 250 vai servindo na perfeição os propósitos do Mané.
Por fim, os meus parabéns à MotoMais e ao Manuel Martins pela excelente preparação da TE 250 a qual revela grande profissionalismo e bom gosto na sua preparação. E, claro, desejos de muitos sucessos na competição.

Boas curvas! :-)

Campeonato de Enduro dos Açores - Husqvarnas dão nas vistas

Decorreu no passado fim-de-semana a 1ª corrida para o Campeonato de Enduro dos Açores! 

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A prova contou com uma lista de de 37 inscritos, entre eles 12 Husqvarnas, que representa quase 40% das inscrições, onde era vísivel a forte imagem da comitiva da Husqvarna!!!!

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O percurso tinha cerca de 35 km percorridos 3x, tendo em cada passagem uma especial Endurocross e uma Extreme. No fim do Enduro o balanço da comitiva Motomais/Husqvarna foi mais do que positivo, tendo Manuel Martins da equipa MOTOMAIS/HUSQVARNA/ASW vencido a classe E1, seguido de Francisco Bettencourt, também da equipa MOTOMAIS/HUSQVARNA/ASW, estreando assim da melhor forma a novíssima arma da Husqvarna, a WR 125 2009.

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Na classe E2, Marco Garcia levou de vencida a corrida com a sua Husqvarna TE 450 a fuincionar na perfeição !!!!

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A segunda corrida será já no final de Fevereiro, sendo que o campeonato de Raid começa já neste próximo fim-de-semana!
Desejamos assim boa sorte para todos os pilotos Husqvarna e clientes Motomais!!!!

Texto e Fotos cortesia de Manuel Martins.

Muito obrigada Mané e boa sorte para ti e para todos os pilotos Husqvarna neste campeonato.
Da minha parte, um bem haja ao impulsionador desta iniciativa, que, senão estou em erro, é o Sr. André Cabral. Uma iniciativa de louvar e que já fazia muita falta no panorama Motociclístico Regional.
Motas e pilotos não faltam. Resta agora o pessoal do TT aparecer e dar ainda mais vida a esta grande iniciativa.

Boas curvas! :-)

A KTM não me sai da cabeça…, tive que comprar uma…

É verdade, a KTM não me sai da cabeça :-) , por mais que tente, não consigo ter outra coisa na cabeça senão a KTM.
Já fui contagiado pelo vírus laranja:

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Pensavam que finalmente tinha adquirido uma KTM :-)
Lamento, mas ainda não foi desta. Contudo, o 1º passo já está dado, através de um acessório da KTM “Power Wear”, o qual se encontra na imagem sob a forma de um bonito gorro para esta época mais fria que atravessamos.

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As cores não enganam, é KTM ;-)

Boas curvas! :-)

No Porto… com as motas

No dia 9 de Janeiro tive que me deslocar novamente à cidade do Porto, por motivos familiares, os quais me retiveram lá uma semana.
Claro que nas minhas deslocações ao Continente, as motas nunca ficam nos Açores, vão sempre comigo em pensamento e no coração e, quando consigo algum tempo livre, tenho que as procurar. E foi isso que fiz, novamente!
Fui até à Rua de Camões, que é uma espécie de santuário do Motociclismo, porque nesta rua encontramos imensas marcas de motas, incluindo as mais conhecidas e algumas das mais exclusivas.
Contudo, estava na esperança de encontrar alguns modelos de 2009 já em exposição, mas não tive muita sorte, dado que ainda haviam muitos poucos modelos, mas as qua lá estavam já serviam de consolo à minha alma de Motociclista.
A minha primeira paragem foi na Motoboxe, reconhecido stand Honda, a par da não menos importante Moto Guzzi. E vejam lá o que é que estava à porta para test-ride:

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Não, não é uma clássica, mas sim uma moderna de inspiração retro, a V7 Classic. Que espectáculo de mota, onde a harmonia e simplecidade das linhas deixaram-me simplesmente “babado” a olhar. Fiquei fã…
No interior deste stand, uma beleza exótica, que dá pelo nome de CB 1000 R:

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Mas esta não era uma CB 1000 R de série, já possuia alguns extras que a deixavam ainda mais bela e espectacular. Por exemplo, encontramos uma manete de travão e embraiagem oriundas da ASV e as tampas do reservatório de óleo eram em alumínio de cor azul, a par de uns muitos vistosos reguladores de suspensão rápido e pesos de punho da Valter Moto Components:

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E que dizer do traseira super curta, com um suporte de matrícula, novamente da Valter Moto Components, e uma ponteira de escape em titânio da Leovince a deixar a bela jante traseira ainda mais exposta??? Maravilha!!!

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Esta CB também tinha uns protectores de motor do tipo “cogumelo” da R&G,a par de outras protecções desta mesma marca no eixo dianteiro e traseiro. O assento é outro extra e é em gel. Esta CB está à venda com todos estes acessórios.

Da Motoboxe dei um salto até ao stand da Suzuki e Aprilia, a Horizmoto, onde fiquei de “boca aberta” a olhar para a Aprilia Dorsoduro 750:

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Esta mota é qualquer coisa de espectacular “ao vivo e a cores”, onde os pormenores fabulosos de construcção não deixam ninguém indiferente:

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Vista de traseira, é “deliciosa”…

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A Aprilia deixou-me fascinado, talvez mais do que a Multistrada, que também já tive a oportunidade de ver na viagem anterior ao Porto.
Fora esta “bomba”, haviam Suzukis para todos os gostos, mas já nossas conhecidas, como a família GSX-R, mas ainda sem a 1000 K9, as Intruder 1800, V-Strom 650 e 1000, etc, etc. Aliás, a que me chamou atenção foi o Quad LT-R 450, com uma decoração especial, sendo edição limitada:

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Voltei a levantar acampamento e fui até à Motorcycles World, representande de várias marcas de motas, onde primeiramente dei atenção à Triumph, pois lá se encontrava a nova Street Triple R:

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Uma Naked de grande beleza e com uma imagem de grande rebeldia. Mesmo parada, parece chamar por nós e parece querer despertar o nosso lado mais rebelde. Linda!!!
Mesmo ao lado, mais uma retro, uma Thruxton 900:

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Uma classica que fica bem em qualquer garagem, bem como o “navio almirante” Rocket III:

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Mesmo ao lado outra marca que adoro, a KTM. A primeira a receber a minha atenção foi a LC4 690 Enduro:

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Que Trail fantástica e que se encaixaria muito bem no nosso meio.
A Supermoto Duke estavam lá, com uma imagem muito forte e muito bem adornadas com componentes de grande qualidade:

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E, finalmente, a minha grande paixão do momento e, quem sabe, futura mota, a 990 Adventure:

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Esta mota estava em campanha e estava a um preço muito apetecível…
Claro que Eu e a minha cara metade não resistimos em tirar uma foto junto dela. Mas não foi uma foto qualquer, o vendedor do stand insistiu em colocar-nos uns bonés da KTM, de modo a ficarmos embebidos do espírito “Ready to Race”:

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O sinal dizia tudo, “Adventure-se”. Vontade não faltava, mas…, enfim, como se diz ultimamente, crise económica :-(
Na porta ao lado, stand AS Motorrad, que é como quem diz BMW. A F 800 GS estava lá e é outra Trail que também gosto muito:

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A R 1200 GS é uma presença obrigatória num stand BMW. É uma mota com uma presença muito forte e que impõe respeito, quer pela tradição e fama que carrega, quer pelo seu aspecto encorpado. Uma boa companheira de viagem!

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A mais “pequena” da família GS, a 650, também estava lá:

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Outra “bomba” que lá estava era a G 450 X, a qual tinha alguns extras, como uma linha de escape completa da Akrapovic:

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Uma Enduro com pormenores de construcção interessantes, onde apenas achei que era um pouco comprida e alta demais. Mas ao vivo é bem mais bonita que em revista.

No stand da Kawasaki, o destaque ia todo para a nova KLX 250:

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Uma Trail que fará as delícias daqueles que procuram uma TT acessível e a um bom preço. Muito bonita ao vivo.
A gama R e turística também se destacavam, embora já nossas conhecidas:

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Por último, visitei o stand dos “ferros”, a HD Porto, onde encontrei a fantástica Harley Davidson XR 1200:

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Muito interessante esta HD. Contudo, a sua faceta desportiva não me convenceu. Continuo a achar as V-ROD bem mais interessantes sob o ponto de vista desportivo. E por falar nisso:

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E que tal uma mais turística, qualquer coisa acima dos 20.000 euros

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Por último, uma fantástica Sportster Nightster, a qual era simplesmente muito bonita:

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Esta Nighster é bonita não pela combinação de cores, mas sim pela simplecidade de construção e pelo facto de não ser demasiadamente carregada de acessórios.
E assim terminou a minha peregrinação pelo mundo das motas no Porto.
São momentos breves, mas que me deixam super satisfeito.
No entanto, no breve contacto com alguns vendedores destes stands, notei  que a crise económica também os está a afectar, onde as vendas têm sido mais baixas e a procura menor.
Esperemos que seja uma situação passageira e que não acabe com a paixão de alguns por estas meninas muito especiais.

Boas curvas! :-)
 
 

Vendo a minha Husky…

Caros companheiros,

Devido a motivos de saúde (não é mental, Bruno), vejo-me forçado a vender ou a trocar a minha Husqvarna 450 TE de 2005.

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A moto está num belíssimo estado e de modo a ser vista por qualquer mecânico para o comprovar.

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A unica troca possível, caso surja, seria com uma naked do meu agrado pois ao ser baixa e leve permitia-me continuar a usar moto no dia a dia sem grande esforço.

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Esta Husqvarna é muito mimada e sempre nas mãos do Manel Martins. Muito boa para quem sabe e para quem não sabe o que está a fazer no mato!

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O equipamento é de topo, desde suspenções, travões, embraiagem, jantes, guiador…

Posso enviar fotos para o e-mail ou então vou pedir ao Bruno para as pôr aqui, sem querer ocupar muito espaço, claro.

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Caso me queiram contactar podem enviar um mail para psilva78@gmail.com.

Um abraço,

Paulo

Ribeira Grande TT

No passado Domingo, dia 4 de Janeiro, o grupo Azores Trail TT deu ínicio aos passeios fora de estrada do ano de 2009, embora o grupo habitual destas andanças não estivesse completo.
Como de costume, o ponto de encontro foi numa estação de serviço local, onde compareceram à chamada da “terra” Eu na V-Strom 650, o Hugo na pequena, mas valente, Yamaha DT 50 e o Miranda no “canhão” do costume, a KTM 950 Adventure.
Antes do ínicio do passeio, problemas para o Hugo, a tampa de gasolina não queria fechar e, também, não libertava a chave, ou seja, a chave estava presa na fechadura da tampa. Pior que tudo, a chave da tampa do depósito mas era a mesma da mota. Mas com um pouco de jeito lá se consegui libertar a chave, mas a tampa do depósito ficou danificada, sendo necessário recorrer a alguma bricolage para resolver a questão:

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Problemas resolvidos e demos ínicio ao nosso passeio, o qual tinha como objectivo principal fazer um trajecto simples, acessível a todos e que fosse nos arredores de Ponta Delgada.
Assim sendo, partimos em direcção à Lagoa, onde entramos nuns percursos fora de estrada muito acessíveis e que servem de acesso a várias propriedades privadas, bem como de atalhos circundantes às vias rápidas. Estes percursos levaram-nos rapidamente a outros percursos pertencentes à cidade da Ribeira Grande, onde o restante passeio se desenrolou.

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Nesta zona, descobrimos uns trilhos novos, com alguma lama e pedra solta, que começou a exigir um ritmo mais atento:

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Trilhos situados numa zona com grande envolvência de montanhas e pastagens, causando uma sensação de liberdade.

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Devido às chuvas que têm caído por cá ultimamente, a lama começou a surgir com mais frequência, tornando este passeio ainda mais interessante.

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Um pouco mais à frente, o Miranda decidiu entrar num percurso que tinha curiosidade em explorar, mas o qual era totalmente desconhecido. A ideia era seguir em frente e explorar, mas nestas coisas de exploração do desconhecido há sempre um pouco de receio…

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Este novo trilho revelou-se de ínicio muito acessível, onde começamos a subir no sentido da montanha, mas quando menos esperavamos, deparamo-nos com uma subida um pouco inclinada. O problema não era a inclinação, era o facto de se ecolhessemos mal a trajectória, o risco de atascanso era grande.

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Havia uma vala do lado esquerdo de quem fazia a curva e o caminho ideal era do lado direito. para meu azar, fui pelo lado pior e fiquei atascado numa vala:

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Eu bem que tentei sair sózinho, mas devido ao facto da vala ser de terra mole e de os meus Metzeler Karoo já não terem praticamente tacos no meio, a roda traseira limitava-se a patinar e a deixar-me cada vez mais atascado. Contudo, o Miranda e o Hugo vieram em meu socorro, tendo deixado a sua mota no final desta subida:

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Com a ajuda preciosa destes companheiros, lá saí da vala sem problemas de maior e a V-Strom lá subiu esta inclinação sem  qualquer problema.

Visto de cima, é notório o nível de inclinação:

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E para o Miranda e o Hugo, esta subida parecia não ter fim :-)

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Bem, estes dois chegaram cá cima sem fôlego, mas foi por uma boa causa ;-)

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A vista era magnífica:

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No entanto, continuamos em frente neste trilho de montanha:

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Um pouco mais acima verificamos que este trilho não tinha saída para qualquer lado, sendo apenas um acesso a uma enorme pastagem, situada no topo desta montanha. Tivemos que voltar para trás pelo mesmo caminho.

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Mas valeu a pena fazer esta subida, pois contribuiu para alargar a nossa experiência em trilhos de inclinação acentuada.

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A foto acima não foi resultado de actividade sísmica, mas sim de mais um atascanso meu, em que quando saí do mesmo, novamente com ajuda, fiquei suspenso pela protecção de cárter.

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O Miranda e o Hugo tiveram novamente que me ajudar. Mas se este passeio fosse fácil não teria piada, apesar da ideia inicial ser de um passeio acessível.

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Mas lá continuamos a explorar este percurso, no qual nos deparamos com zonas muito húmidas e com muita lama, havendo partes com grandes poças de água, tornando o passeio mais divertido.

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Contudo, havia que ter algumas precauções, dado que este novo percurso era muito acidentado e irregular, apresentando zonas com muitas valas e piso mole, deixando poucas zonas ideias para uma passagem segura.

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A partir deste ponto, as dificuldades aumentaram um pouco mais, dado que entramos numa zona ainda mais acidentada e perigosa, tendo provocado um pequeno tombo ao Miranda e à sua KTM. Nada de sério, mas é sempre chato.

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Nem o “canhão ” KTM se safou de um atascanso, o qual se revelou muito complicado, mesmo com ajuda:

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Ai, ai, ai…, como é que nos vamos safar…

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Tentamos várias vezes desatascar a KTM do Miranda, de modo a que pudessemos continuar em frente, mas não resultou. Tentamos empurrar, tentamos criar uma zona onde o pneu pudesse agarrar melhor, mudar a direcção da roda traseira, enfim, não estava a resultar e o pneu traseiro também não estava a contribuir, pois já estava um pouco gasto.

O melhor mesmo foi parar e descansar um pouco. Alguma ideia havia de surgir.

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Após uma pequena pausa, decidimos que o melhor seria não contnuar em frente, porque o percurso estava um pouco mau e poderia piorar, ou poderiamos acabar novamente numa zona sem saída. A solução foi fazer a KTM recuar e fazer meia volta para colocá-la apontada para baixo, mas ao fazer a meia volta, o Hugo estava junto à roda traseira e ficou encurralado na parede, ou seja, ficou com a perna presa entre a parede e o pneu traseiro.
De imediato apercebemo-nos da situação e tentamos ver se estava tudo bem, mas o Hugo estava a queixar-se de dores e não conseguia dobrar a perna. Tememos pelo pior e a ideia foi tentar evacuar o Hugo o mais rapidamente possível, de modo a ser observado no Hospital.
Após algum incentivo e apoio, o Hugo montou a mota e foi descendo a montanha devagarinho, sempre sob a nossa escolta, apesar de se encontrar com algumas dores, que pareciam incomodar-lhe cada vez mais. A ideia era tentar sair daquele percurso e depois logo se veria.

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Aquilo que mais temíamos era que as dores o afectassem de tal forma que não conseguisse prosseguir, porque aonde nos encontrava-mops só um jipe 4×4 lá chegava. Mas se este cenário se viesse a concretizar, já tínhamos alguém que possuia um jipe e que nos iria auxiliar. Felizmente, o Hugo estava a aguentar.

Pelo caminho, o Miranda não evitou mais um tombo, mesmo junto a uma poça de lama. Havia um “nervosinho miúdo” que lhe estava a incomodar, provavelmente relacionado com a situação do Hugo.

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Uma visão Nómada do passeio:

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Após sairmos do percurso fora de estrada, paramos na primeira estação de serviço que encontramos, porque as dores já estavam a incomodar em demasia o Hugo. Lá encontramos um vizinho do Hugo, o Sr. Parece, também ele Motociclista, o qual se prontificou a ajudar-nos e transportou no seu automóvel o Hugo até ao Hospital de Ponta Delgada. Muito Obrigada Sr. Parece!!!

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E o passeio terminou assim:

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Felizmente, o Hugo não tinha nada partido ou rachado, apenas tinha uma dor muscular forte causada pelo impacto da roda da mota. Nada que um bom descanso e uns comprimidos para a dor não resolva. Mas deu para ficarmos assustados e preocupados.
O passeio teve um final inesperado, mas que acabou bem. Contudo, foi um passeio muito bom, porque conhecemos novos trilhos e com um nível de dificuldade que nos obrigou a aplicar-nos um pouco mais. Apesar de algumas partes serem mais propícias a “cabras do monte”, as Trails lá se safaram e até nos surpreenderam, ficando no ar a vontade de regressar a este último trilho.

Deixo aqui o pequeno vídeo do passeio:

http://www.youtube.com/watch?v=GySNA4-TVeU

A ideia era fazer um passeio calmo e acessível, mas é como digo, se fosse tudo fácil não teria piada ;-)

Boas curvas! :-)

Marc Coma lidera Dakar 2009

O Espanhól Marc Coma é neste momento o líder do Dakar 2009, tendo até ao momento rubricado uma excelente prestação, onde o seu ritmo na 1ª etapa (dia 3 de Janeiro) foi literalmente de “faca nos dentes”.

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Marc Coma também tem tido a sorte do seu lado, dado que muitos são os pilotos que têm sofrido de problemas com os pneus, desde furos, desgaste prematuro a problemas com as “mousses” dos pneus.
Contudo, o Dakar ainda vai no ínicio e tudo pode acontecer, visto que esta edição é completamente desconhecida para os pilotos, podendo haver espaço para boas prestações de alguns privados, como os nossos representantes Lusos, os quais, infelizmente, ainda não ocupam posições no “top ten”.
Para já, é Marc Coma que lidera, apesar de na etapa de hoje (4 de Janeiro) ter perdido 12 minutos para o seu rival directo, o francês Cyril Despres.
Aqui fica o “top ten” até ao momento:

1 COMA (ESP) KTM 02:46:17
2 CZACHOR (POL) KTM 03:08:22
3 STANOVNIK (SVN) KTM 03:10:59 
4 VERHOEVEN (NLD) KTM 03:12:31 
5 STREET (USA) KTM 03:12:39 
6 FRETIGNE (FRA) YAMAHA 03:14:31 
7 ULLEVALSETER (NOR) KTM 03:14:51  
8 KNUIMAN (NLD) KTM 03:15:23 
9 RODRIGUES FILHO (BRA) HONDA 03:18:46 
10 PAIN (FRA) 

Mais informações em: http://www.dakar.com/

Boas curvas! :-)