"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem nenhuma explicação é possível…"


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Posts de 2008

Dakar - Uma Aventura em Português

Se ainda está às voltas sem saber que prenda de Natal comprar para aquele familiar ou amigo seu que gosta tanto de motas, não pense mais no assunto e compre um livro, compre “Dakar - Uma Aventura em Português”.

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Este é um livro fantástico, brilhantemente escrito por Carlos Raleiras e que conta as aventuras e histórias mais incríveis e importantes dos pilotos Portugueses mais célebres. Conta com testemunhos na primeira pessoa de pilotos que são ou que já foram grandes glórias nacionais do desporto motorizado,  como Paulo Marques, Bernardo Vilar, Elisabete Jacinto, Carlos Sousa e mesmo do primeiro piloto português a participar neste mítica prova, o José Megre.

Neste livro encontramos descrições muito detalhadas dos pilotos Portugueses acerca de todos os aspectos relacionados com o Dakar, que vão desde a fase de preparação até à prova em si, onde não faltam mesmo relatos dos momentos mais caricatos que estes pilotos passaram. Também não falta uma breve história de como começou esta mítica prova e de como se tornou no expoente máximo do desporto motorizado, bem como referência ao seu criador,  Thierry Sabine.

Um  livro onde também encontramos resumos preciosos de cada Dakar, que começa no primeiro Paris-Dakar até ao Dakar de 2005. Estes resumos dão-nos a conhecer os vencedores nas várias categorias, bem como as histórias e episódios mais importantes de cada Dakar.

Um livro fantástico e que será uma boa prenda de Natal, para além de fornecer um bom conhecimento geral do Dakar em si, que por certo será útil em Janeiro, quando o Dakar “arrancar” na Argentina.

Boas curvas! :-)

À volta das “crash bars” da V-Strom…

No último passeio TT que fiz com a V-Strom, referi que sem querer encostei-me a ela e fiz com que a mesma tombasse para o lado, tendo me causado alguns estragos menores, nomeadamente um pisca partido, uns riscos sem importância e a “crash-bar” do lado direito que entortou ligeiramente.
Tudo estragos simples e de solução caseira.
Por isso, coloquei mãos à obra e comecei por tentar coloccar a “crash bar” na sua posição original, tendo como termo de comparação da distância existente entre a carenagem e a própria “crash bar” a do lado esquerdo.

A ferramente usada para esta operação foi uma simples cinta de amarrar as motas em atrelados, que no meu caso foi usada quando transportei a mota para o Porto num contentor. Coloquei a cinta à volta de uma coluna de cimento lá de casa e os ganchos das 2 extremidades são colocados na “crash bar”:

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Depois é simples, montamos a V-Strom, ajustamos a cinta para ficar a uma distância não muito longa da coluna, retiramos a V-Strom do descanso lateral e começamos a deixar a mesma tombar aos poucos para o lado contrário, neste caso para o lado esquerdo.

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Mas atenção, não tombar a mota de uma só vez, ir tombando aos poucos, isto é, tombar, voltar a colocar a mota na posição original e voltar a tombar novamente. Este processo deverá ser feito repetidamente até a “crash bar” ficar na sua posição original, sendo necessário ao longo do processo fazer algumas paragens para medir com a fita métrica a distância da “crash bar” à carenagem, usando a sempre a “crash bar” oposto com termo de comparação.

Só mais um pormenor, quando coloquei os ganchos da cinta na “crash bar”, coloquei-os em posição cruzada, de modo a não deslizarem, porque se os colocarmos lado a lado, têm a tendência a deslizar numa das direcções da “crash bar”, podendo causar algum susto, caso estejamos a tombar a V-Strom e caso a mesma esteja sem o descanso lateral.

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Nesta operação, o peso da mota é que é o elemento decisivo para se conseguir colocar a “crash bar” na posição original, cabendo-nos apenas o papél de deixar a mota “cair” para o lado repetidamente.

Claro que existem riscos associados a este tipo de operação, como a “crash bar” poder partir na altura em que estamos a tombar a mota e levar-nos a outra queda lateral. Por isso, muita atenção durante todo o processo e, também, quero frisar, que este processo apenas é válido para quem não desejar ir à oficina e gastar alguns preciosos euros, para quem não quer colocar umas “crash bar” novas e para quem não quer desmontar as “crash bar” e repará-las fora da mota.

No fim de tudo, ou seja, quando a “crash bar” está na sua posição original, cobre-se a mota com papél de jornal e procede-se à pintura da zona dos riscos.

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No meu caso, apenas tinha alguns riscos, não sendo necessário pintar a “crash bar” toda.

Quanto aos riscos, nada que um bom produto de polimento de tintas não disfarce e o pisca partido foi substituído uns dias mais tarde por 4 piscas novos oriundos Husqvarna. Nesta situação dos piscas contei com a preciosa ajuda do Manuel Martins, concessionário Husqvarna na ilha, o qual tinha para venda uns piscas fantásticos e super-flexíveis. Obrigada Mané!

E assim terminou a minha odisseia de mais uma operação de manutenção levada acabo pela “Azores Trail Tech” ;-).

Boas curvas! :-)

Sete Cidades TT

Domingo passado foi novamente dia de mais um passeio TT do pessoal do “Azores Trail TT”, nomeadamente Eu na V-Strom 650, Miranda na KTM Adventure 950, Gregório na Honda Dominator e, mais tarde, o Dinis na Suzuki DR 600 Dakar.
Além da febre por passeios fora de estrada, havia mais uma razão para o pessoal ir verdascar, que era o facto do Gregório ter montado na sua Honda Dominator um par de penus novos, nomeadamente os famosos Continental TKC 80.

O pessoal começou a reunir-se por volta das 9:00 na estação de serviço habitual e aí começamos o ritual de sempre, ou seja, abastecimento, verificação da pressão de ar dos pneus e o sempre bem-vindo cafezinho.

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Após este ritual, foi hora de iniciar o passeio, o qual tinha como destino as Sete Cidades. Contudo, decidimos que o passeio iria ter o seu inicio na freguesia da Relva, seguindo depois através dos percursos existentes desde a freguesia das Feteiras, Ginetes, Candelária,Várzea e Mosteiros, até finalmente chegar-mos às Sete Cidades, onde existem muitos mais trilhos para verdascar.
Que mais podíamos pedir???
Lá partimos com destino à freguesia da Relva e entramos nos trilhos da Vigia das Feteiras, onde nos deparamos com alguma companhia inesperada:

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Pois é, encontramos nestes trilhos 2 cavalos que se encontravam perdidos das suas pastagens. Tivemos que ter algum cuidado em contornar estes 2 animais, pois não pretendíamos assustá-los.
Após esta situação inesperada, seguimos em frente com o passeio, a um ritmo entusiasmado, onde o Miranda e a sua KTM Adventure simplesmente “fugiam” do nosso campo de visão, tal o ritmo endiabrado que estava a imprimir.

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No entanto, eu e o Gregório estávamos um pouco apreensivos com o ritmo do Miranda, porque os trilhos desta zona são um pouco irregulares e, tanto apanhamos piso bom e rolante, como de seguida surgia uma parte com pedra e cascalho, causando alguma instabilidade.
Infelizmente, o Miranda numa destas partes irregulares circulava a um ritmo um pouco elevado e não evitou uma ida ao tapete, dado que a sua KTM “fugiu-lhe” de traseira, causando-lhe um pequeno susto, visto que tudo se passou muito rápido e de forma algo brusca.

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Após verificarmos que estava tudo bem com o Miranda e que tudo não passou de um susto, lá levantamos a mota e também verificamos que a KTM nada mais tinha sofrido que uns meros arranhões, nada de especial.
Mas o inesperado voltou a acontecer, ou seja, quando recuava para tirar uma foto, toquei na minha mota e a mesma caiu para o chão, partindo um pisca e mais uns riscos na “crash-bar” e zona lateral da carenagem.

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Mas não valia pena ficarmos ali a lamentar-nos. Voltamos a montar e o passeio prosseguiu, mas com o Miranda a um ritmo visivelmente mais calmo.

No final destes trilhos, paramos um pouco para conversar, onde o Miranda ainda acusava algum mau estar, devido à sua queda. Estava um pouco difícil sacudir a pressão daquela situação…
Também verificamos que os TKC 80 do Gregório apresentavam um desgaste algo estranho, especialmente por serem novos e porque o trilho que atravessamos não era nada de transcendente que pudesse causar aquele tipo de desgaste:

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 Mas em TT não há milagres, mas que não deixou de ser estranho lá isso não deixou.
Após este trilho da freguesia da Relva, entramos na freguesia das Feteiras, para dali para a frente seguir até às Sete Cidades, sempre pelos trilhos que atravessam as freguesias acima mencionadas.
Foram trilhos de carácter muito acessível e com algumas partes muito propícias para se dar umas boas acelerações e colocar a traseira a atravessar-se nas curas. Pura diversão!!!
Num destes trilhos, é obrigatório parar no miradouro que tem vista para a Ferraria, zona de junta ao mar e que nos oferece a possibilidade de nos banhar numa piscina natural de água do mar quente.

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Já devem estar a pensar como é que é possível tomar banho no mar com a sua água quente? Muito simples, como estamos numa ilha de origem vulcânica e esta zona fica muito perto do vulcão das Sete Cidades, a zona rochosa desta zona balnear emana para a água do mar calor de origem vulcânica, que faz com que a água do mar da piscina natural aqueça. Por vezes, a água fica de tal forma quente que chega a fazer impressão, especialmente se nos aproximarmos da zona das rochas. Um espectáculo!!!
E a fotografia do grupo, onde apenas falta o Dinis, o qual juntou-se a na hora do almoço:

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Mas havia mais trilhos à nossa espera, por isso, lá partimos.
O ritmo voltou a aumentar qualquer coisa, mas sempre com uma atitude cautelosa, especialmente da parte do Miranda, que ainda não estava refeito a 100%.

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Os trilhos onde agora nos encontrávamos já ofereciam uma vista mais agradável, especialmente com o aproximar da freguesia dos Mosteiros, com vistas para os seus característicos ilhéus:

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Não paramos nos Mosteiros e decidimos continuar a verdascar, onde os próximos trilhos já espreitavam e já com as Sete Cidades na mira do grupo.

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Progressivamente deixamos a zona costeira dos Mosteiros para subir para as montanhas.
Na zona de montanha, encontramos um piso rápido, não obstante algumas partes mais arenosas junto às bermas:

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O objectivo era o percurso das Cumeeiras, o qual circunda as Sete Cidades e nos presenteia com uma panorâmica desta freguesia que simplesmente nos deixa sem fôlego.
O ritmo já estava mais “vivinho”:

 

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Entrando nas Cumeeiras e nesta zona a beleza total:

 

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Difícil ficar indiferente…

 

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Neste trilho, cruzamo-nos com mais pessoal que andava a fazer TT com as suas “cabras do monte”, entre os quais se encontrava o Manuel Martins, figura incontornável do Motociclismo de lazer e competição da Região.
No final deste trilho, uma pequena pausa:

 

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E mais uma foto postal tirada do miradouro da Vista do Rei:

 

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A partir deste ponto, a dificuldade aumentou um pouco mais, pois decidimos entrar num trilho um pouco mais difícil, o caminho dos 3 kms.

 

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O nível de dificuldade ficou a dever-se essencialmente ao facto deste trilho ter sido feito no sentido descendente e, a juntar a este facto, o piso é irregular, onde facilmente encontramos partes com terra muito solta, várias lombas e algumas valas. Um bom teste às capacidades de cada um e com a mais valia de contribuir para a melhoria técnica de cada um.
Mas nem tudo são dificuldades, este trilho é maioritariamente coberto por vegetação, contribuindo para a sua beleza e sensação de estarmos a atravessar a natureza na sua forma mais pura.

 

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Neste trilho não há nada melhor que ter umas boas suspensões para ultrapassar mais facilmente as várias lombas existentes.

 

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Mas há quem faça das dificuldades motivo de diversão, como foi o caso do Gregório, que aproveitou para dar um pequeno salto numa das lombas:

 

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Ficou a gostar e repetiu novamente, tendo este momento sido captado em filme.
Já perto do final deste percurso, viramos à direita e entramos num trilho ainda mais fechado de vegetação, onde o piso apresentava algumas partes enlameadas, causando alguma diversão.

Haviam vários troncos de árvores caídos, felizmente não estavam prejudicando a nossa passagem:

 

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Numa das partes enlameadas, o Miranda decidiu acelerar um pouco mais do que devia e o resultado até foi divertido, ou seja, a mota atravessou-se de traseira, levando-o para uma barreira de vegetação:

 

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Hehehe…, nada de especial e até foi motivo para uma boa gargalhada:

 

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Continuamos na nossa travessia, sempre cobertos por uma vegetação super verdejante e densa:

 

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No final deste trilho, alguns já acusavam alguns falta de condição física…

 

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Este percurso terminou nas Sete Cidades e, como de costume, a beleza continuou a rodear-nos, desta vez junto das lagoas:

 

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No entanto, já era hora de almoçarmos. Quando estamos a fazer algo que gostamos muito, nem damos pelo tempo a passar.
Dirigimo-nos para uma zona de piqueniques, de modo a que o Dinis se juntasse ao grupo e almoçasse na nossa companhia.
Mas antes, fizemos uma ronda ao perímetro de modo a nos certificarmos que estávamos em segurança:

 

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Uma vez mais o almoço foi muito bom, onde não faltaram uns queijinhos Alentejanos e locais, a par de mais algumas especialidades.

 

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Após o almoço, voltamos a atacar os trilhos das Sete Cidades, para tomarmos outro trilho de piso mais enlameado, algo irregular e com muitas partes descendentes, obrigando-nos a seguir a um ritmo moderado e cauteloso.
Neste trilho, voltamos a vislumbrar ao longe a freguesia dos Mosteiros, motivo para algumas fotografias:

 

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O cronista de serviço:

 

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Continuamos em frente, os trilhos prometiam sensações fortes, apesar do Miranda mostrar que aquela sua queda lhe deixou algo “apagado”. Mas o pessoal andou sempre a animá-lo e o Miranda lá ia ultrapassando os trilhos com mais alguma descontracção, apesar de longe do seu estado normal.

Tivemos que seguir a ritmo moderado…

 

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Olha a lama:

 

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Mais à frente, voltamos a parar para recuperar algum fôlego, porque de seguida esperava-nos uma parte algo complicada, com muita terra solta, algumas partes mais empedradas e uma subida final mais complicada, porque o piso era muito solto, podendo causar alguma falta de tracção, situação que se veio a confirmar.

 

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Quando chegamos à referida subida difícil, tivemos que a transpor com algum cuidado ou perícia, porque se acelerássemos demais, a mota atravessava-se, perdíamos balanço e a roda traseira iria começar a patinar até pararmos. Não convinha parar e tentar subir a partir do ponto que paramos, porque só ia piorar. Apenas restava a ajuda dos restantes elementos do grupo para auxiliar.
Felizmente, este cenário não se concretizou e todos conseguiram subir, a um ritmo lento, mas sempre regular e com a rotação a um nível estabilizado e controlado, de modo a não provocar percas de aderência da traseira.

 

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Da minha parte, posso dizer que se calhar foi sorte fazer esta subida à primeira, porque durante a subida eu apontava numa direcção e a mota seguia a que queria, tal era a terra solta.
No final, sensação de vitória e prontos para o próximo percurso, que seria a segunda parte das Cumeeiras, onde a beleza deste trilho é evidente, através de várias zonas de curvas encadeadas, típicas de montanha:

 

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A lagoa das Sete Cidades estava novamente mesmo a nosso lado:

 

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Este trilho conheceu o seu final no miradouro da Vista do Rei, onde o dia já caminhava para o fim e o sol aos poucos começava a perder o seu brilho:

 

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Mas quando pesava-mos que as partes mais complicadas tinham acabado, decidimos enveredar em mais uma aventura e decidimos entrar noutro trilho, popularmente conhecido por fazer parte de provas de rampa, como a rampa da amizade, organizado por uma empresa local de motas.
À nossa espera estava mais uma descida com uma grande inclinação, de terra solta, lombas e partes acidentadas. Voltamos a sentir um nervoso miudinho, típico de algum receio.
Mas decidimos enfrentar a dificuldade:

 

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Com muita cautela lá nos safamos, apesar das dificuldades terem sido algumas, porque não podíamos travar demais, nem com dianteira, nem com a traseira. A travagem tinha que ser muito bem doseada e nunca em excesso.

 

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No entanto, safamo-nos, apesar de até ao fim o trilho ser muito irregular.
No final deste trilho, estava-mos na freguesia da Candelária e o dia estava cada vez mais no fim.
Daqui para a frente, circulamos no asfalto, de modo a que o pessoal descansasse um pouco, porque o dia tinha sido rico em trilhos de alguma dificuldade, provocando alguma fadiga.
Mesmo no final do dia, decidimos fazer o primeiro trilho do passeio, a Vigia das Feteiras, mas no sentido inverso:

 

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Este trilho foi feito a um ritmo super calmo e relaxado, porque o pessoal já estava algo cansado e já apetecia dar por terminado o passeio.
Terminamos o passeio onde começamos, ou seja, na freguesia da Relva.
Foi um passeio muito bom, apesar de ter sido fértil em trilhos exigentes e apesar da queda do Miranda, a qual lhe afectou o passeio todo, pois nuca mais circulou no seu costume, ou seja, solto e despreocupado. Mas o Miranda lá se foi safando e no fim já pensava num próximo passeio.

Deixo aqui um vídeo referente a este magnífico passeio, o qual está dividido em 2 partes. Divirtam-se com as filmagens:

 

1ª Parte:

 

http://www.youtube.com/watch?v=n-uC2LxEqM0

 

2ª Parte:

 

http://www.youtube.com/watch?v=KIEI_JcOpe0

 

Resta esperar pela próxima verdasca na companhia deste grupo fantástico.

 

Boas curvas! :-)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Montando os Continental TKC 80 na Honda Dominator

Ultimamente o pessoal dos passeios Azores Trail TT não tem parado de experimentar novas aventuras, não só nos passeios e seus percursos, como também no que respeita a manutenção das suas motas.

Dentro deste âmbito, na sexta-feira passada, Eu, o Gregório e o Miranda juntamo-nos na casa deste último, para proceder a uma substituição de pneus na Honda Dominator do Gregório. Estava dado o mote para mais uma experiência na área da manutenção.

O Gregório já estava a precisar de um pneu dianteiro novo, dado que o que tinha já se parecia mais com um pneu de GP do que propriamente um pneu de TT. A sua escolha recaíu nos famosos Continental TKC 80.

Os antigos e os novos, acharam as diferenças??? :-)

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Passada a fase de apreciações e comparações, o pessoal não perdeu mais tempo e passaram à fase de desmontagem dos pneus. Mas primeiro foi necessário colocar a Honda num cavalete super moderno e que foi desenvolvido em competição:

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Quem não tem cão, caça com gato. Solução “à regional” e que deu resultado ;-)

Depois, começou-se a desmontar a roda dianteira, para a devida substituição:

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Eu e o Miranda ainda estavamos tipo expectadores, a ver o Gregório a proceder à desmontagem. Percebemos de imediato que já tinha realizado esta operação mais do que uma vez, porque os seus movimentos denunciavam este conhecimento de causa.

Contudo, o Miranda não ficou quieto e “atirou-se” para este trabalho:

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Uma atitude necessária, dado que este processo sem aquelas fabulosas máquinas de desmontagem de pneus das oficinas torna-se algo trabalhoso e penoso. Mas com um pouco de paciência tudo se faz :-) .

Quanto a mim, tive a árdua tarefa de tirar fotos para esta reportagem. Alguém tinha que ficar com o trabalho mais “pesado”  ;-)  :-)

O TKC 80 dianteiro já estava mortinho para ir para a jante dianteira:

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No caso da mota do Gregório, ela tem câmara de ar, sendo necessário ter algum cuidado nesta operação de desmontagem e montagem, de modo a não danificar a câmra de ar através de um furo com as “facas” usadas neste processo.

Para colocar o pneu no seu lugar, nunca é demais usar o corpo todo para esta operação:

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No entanto, o pessoal estava a ter alguma dificuldade em encaixar o pneu na jante e, foi necessário alguém com alguma perícia para esta tarefa:

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Já se sabe, tive que entrar em cena e usar técnicas de montagem super sofesticadas:

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Ok, tive que ser um pouco mais agressivo:

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Após alguma agressividade e insistência, o pneu dianteiro foi ao seu lugar e passamos ao pneu traseiro:

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A partir daqui o Miranda quiz fazer a operação de desmontagem e montagem praticamente sózinho, de modo a ganhar prática nestas andanças, com o objectivo de saber se desenrascar numa situação destas num cenário de viagem (que está a ser planeada).

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Bem…, o Miranda deu ao litro :-)

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E quando pensava que não tinha mais forças, a Super Bock resolveu esta questão ;-)

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E quando se pensava que o pneu traseiro estava devidamente colocado, acontece uma surpresa, a câmara de ar estava danificada e deixando escapar ar :-(

Claro que a operação de desmontagem e montagem voltou a ser efectuada e, já com algum cansaço, recorrendo-se a uma câmara de ar nova.

O Gregório e o Miranda começaram a recorrer a produtos estranhos para este tipo de operação:

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O que é que se estava a passar nas suas cabeças??? :-)

Mas com mais um pouco de esforço tudo se resolveu:

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Vida de mecânico maçarico não é fácil ;-)

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O Gregório quando começou a montar a roda traseira no seu lugar começou a ficar preocupado, porque à primeira vista parecia que o pneu não iria caber no braço oscilante, parecendo que ia roçar na extremidade interior do braço oscilnate. No entanto, tal cenário não se concretizou e o pneu ficou certinho. Se os tacos fossem um pouco maiores…

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Mesmo no final desta sessão de manutenção, apareceu na oficina “Azores Trail Tech” o nosso companheiro e impulsionador de aventura, Adolfo, o qual ficou impressionado com o nossa trabalho e uma vez mais nos incentivou a continuar com este tipo de aventuras. Grande Adolfo, sempre muito positivo e divertido! :-)

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No final desta pequena operação de manutenção, o Miranda sentiu que a mesma tinha sido muito enriquecedora a nível pessoal, dado que foi a sua primeira vez ;-) nestas andanças. Para o Gregório, foi apenas mais uma oportunidade de dar mais alguma atenção à sua companheira e após olhar para a mota com os TKC 80, só lhe apetecia ir apara os trilhos, mesmo sabendo que já passavam das 2 horas da manhã.

O resultado final:

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Para mim, foi simplesmente muito bom fazer parte de mais uma iniciativa na área de manutenção e, apesar de não ter feito nada de especial, gostei de mais um serão na companhia de grandes dos camaradas de canadas :-).

A próxima aventura neste tipo de operação já está para breve, com um Dunlop D908RR na mira do Miranda para montar na sua KTM Adventure 950, assim que o TKC 80 traseiro acabar a sua missão:

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Boas curvas! :-)

Desmontando e montando a KTM ADVENTURE 950

Alguns dias atrás o pessoal do Trail TT juntou-se na casa do Miranda para embarcar numa pequena aventura, ou seja, desmontar e montar novamente a KTM ADVENTURE 950 do Miranda :-) .

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Mas calma, não foi literalmente desmontar, foi apenas desmontar algumas partes, de modo a que o Miranda ficasse a conhecer um pouco melhor a sua mota, a localização de determinados componentes que precisam de manutenção lá de vez em quando e, desta forma, ganhar alguma “pedalada” no campo da intervenção mecância.

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Esta iniciativa não tinha como objectivo tornar o Miranda ou nós próprios nuns “experts” em mecânica, mas sim dar alguns passos no sentido de nos tornarmos um pouco mais autónomos em determinadas tarefas e, assim, não depender a 100% de uma oficina. Por exemplo, a limpeza do filtro de ar é uma operação muito simples e fácil de se fazer em casa.

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Claro que existem determinados tipo de intervenções que requerem conhecimentos e mão-de-obra especializada, mas não custa nada tentar fazer algumas coisinhas em casa.

Neste sentido, o Miranda e o Gregório começaram a desmontar a KTM, retirando a bateria, a qual necessitava de ser recarregada. Depois de retirada, a protecção de cárter da KTM servia para outras utilidades:

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De seguida, o filtro de ar era a próxima vítima :-)

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Nos passeios TT acumula-se muita sujidade no filtro de ar, sendo necessário uma limpeza lá de vez em quando, de modo a manter a mota com um “respirar” saudável.

Nesta fase, deixamos a mecânica desta “laranjinha” mais exposta, deixando-nos curiosos a simplicidade mecânica da Adventure, onde tudo facilmente se desmonta.

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A acessibilidade mecânica da KTM Adventure é muito boa, sendo um aspecto muito importante na hora de uma intervenção, como por exemplo em plena viagem.

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Nem os depósitos de gasolina laterais escaparam à desmontagem, muito por culpa de um  parafuso que caíu algures nesta zona. Isto significou um pouco mais de trabalho, mas também ganhou-se um pouco mais de conhecimentos.

Esta também foi outra parte simples de desmontar:

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No final de tudo, acabamos por deixar a KTM desmontada :-) , não porque não sabíamos montar, mas porque não tinhamos os materiais necessários para limpar o filtro de ar e voltá-lo a colocar, bem como a bateria, a qual teve que ser recarregada.

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Uns dias mais tarde, coube ao Miranda o privilégio de montar tudo sózinho. Uma mais valia em termos de enriquecimento pessoal, pois obriga-nos a pensar um pouco mais e desenvolve a capacidade de desenrascar.

Uma manhã diferente, mas certamente muito interessante e divertida, onde não faltaram muitos motivos de riso, essencialmente relacionados com a nossa falta de maturidade nestas andanças. Mas devagar chegamos lá.

Boas curvas! :-)

DAR A VOLTA À DROGA

 Não têm motor, mas têm 2 rodas e é por uma boa causa, portanto, aqui fica a sugestão:

Sob este lema a Associação/Clube Norte Crescente, organiza um passeio de BTT, que vai na 3ª edição, já no próximo dia 7 de Dezembro.
Tendo por base a promoção de hábitos de vida saudáveis, como o ciclismo, em detrimento de outros ilícitos e nefastos à nossa saúde, como é o caso das drogas.
O passeio conta com 25 km de extensão e um percurso acessível a todos e a todos os tipos de bicicleta. Para participar basta comparecer de bicicleta junto às portas da cidade de Ponta Delgada a partir das 09 horas da manhã.
A organização aconselha o uso do capacete durante o passeio a todos os participantes.

VAMOS TODOS DAR A VOLTA À DROGA! 

http://biclas.blogspot.com/

Nordeste TT

Domingo, dia 30 de Novembro, foi dia de verdasca por trilhos Micaelenses, de modo a “matar” o jejum que o pessoal já vinha sentindo desde algum tempo.
Como de costume, o pessoal reuniu-se num ponto em comum, e desta vez uma estação de serviço foi o local eleito, de modo a que todos pudessem proceder a algumas afinações de última hora, como acerto da pressão dos pneus:

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O pessoal que compareceu para este passeio foi o do costume, nomeadamente Eu na minha V-Strom 650, o Miranda na sua KTM 950 Adventure, o Dinis na sua Suzuki DR 600 Dakar e o Gregório na sua Honda Dominator 650. Um grupo pequeno, mas sempre pronto para a aventura.
Após estas afinações, o pessoal já começava a sentir alguma inquietação e decidimos que já era hora de ir descarregar alguma adrenalina nos maus caminhos.
Contudo, o local da verdasca já estava mais ou menos planeado, ou seja, decidimos que os trilhos de Nordeste seriam os eleitos, dada a grande diversidade de trilhos existente nesta zona, a par da grande beleza desta zona da ilha. Para o efeito, o trouxemos todos almoço, em jeito de piquenique, de modo a tornar este passeio mais familiar e económico.
Lá partimos da estação de serviço e o nosso guia, neste caso o Miranda, decidiu fazer pelo caminho um pré-aquecimento, levando-nos para alguns percursos fora de estrada em direcção ao norte da ilha, nomeadamente a cidade da Ribeira Grande. Nestes percursos encontramos vários praticantes de TT aos comandos de moto4 e das suas “cabras do monte”.
Mas após esta breve incursão, decidimos fazer o resto do caminho pelo asfalto, de modo a chegar-mos o mais rapidamente possível ao nosso destino, se bem que a ideia não era ir directamente para Nordeste, mas sim começar o passeio um pouco antes.
Assim sendo, já perto das Furnas, entramos no percurso Salto do Cavalo, onde fizemos uma breve paragem num miradouro, de modo a que eu pudesse acertar a pressão de ar dos pneus da minha mota:

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E a vista do miradouro do Salto do Cavalo sob o Vale das Furnas:

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No entanto, poucos quilómetros após este miradouro, entramos no trilho dos Graminhais, o qual já vem sendo uma presença assídua nos nossos passeios, porque é um trilho muito interessante e que proporciona bons momentos de diversão e espaço suficiente para se acelerar à vontade.
Mas após alguns quilómetros de diversão, a chuva decidiu fazer a sua aparição e os mais desprevenidos aproveitaram para se proteger enquanto ainda era tempo, e eu aproveitei para colocar a nova câmara de filmar Oregon ATC3K no capacete, com o objectivo de testar a validade desta solução:

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Infelizmente, verifiquei em casa que a câmara não ficou na melhor posição e as filmagens ficaram essencialmente a filmar o chão. Resultado, apenas utilizei algumas filmagens para fazer o vídeo deste passeio, mas não deixei de perceber que a qualidade proporcionada por esta câmara é suficiente para o propósito destas aventuras, dado que possibilita filmagens em ambientes de chuva, pó e afins. Ainda tenho que testar melhor o posicionamento da câmera.
Apesar de alguns chuviscos, continuamos o passeio, onde a lama começou a fazer a sua aparição e os trilhos tornavam-se cada vez mais interessantes, onde o verde das paisagens domina por completo os cenários. Afinal de contas São Miguel é a chamada ilha verde.

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Neste passeio destaque especial para o Gregório, o qual fez o passeio todo com um pneu dianteiro na sua Dominator completamente gasto. Aliás, gasto é favor, estava mais slick que um pneu de GP. Homem de coragem, se fosse eu não tinha arriscado.

Nos trilhos de Nordeste foi um tal verdascar, onde a beleza dos trilhos tornava-se cada vez melhor e havia partes em que nos sentíamos pequenos, como na foto abaixo:

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E mais umas fotos dos trilhos:

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Alguns trilhos eram completamente cobertos por vegetação, onde a humidade se faz sentir, especialmente no piso, tornando-se escorregadio.

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A foto abaixo não é o que parece… :-)

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Apesar do Miranda ter andado o passeio todo a fazer as vontades à sua KTM, ou seja, a acelerar sem dó nem piedade, ele não caiu por andar entusiasmado, caiu porque se desequilibrou quando ia estacionar a mota. Antes assim que em andamento.
Quando cheguei junto dele fiquei sem saber o que se passava, mas após a sua explicação preocupei-me em filmar aquela pose, só que ao tentar fazer isso também fui ao tapete e fiquei “cagado” de lama:

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Claro que esta situação foi motivo para uma boa risada entre todos, o que torna estes passeios ainda mais divertidos e memoráveis.
Mas o Miranda não levantou a mota, limitou-se a esperar por todos nós para lhe ajudarmos a levantar o “mamute”. Contudo, ele não se livrou de uma fotografia:

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No entanto, esta situação não foi motivo de redução de adrenalina, pelo contrário, havia muito mais para descarregar.

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Percursos delineados em cenários magníficos:

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Apesar de nos estarmos a divertir, já era hora de reabastecer, não as máquinas, mas sim os estômagos, que já estavam a gritar por comida. O local escolhido para a verdasca do farnel foi a piscina de Nordeste:

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Bora lá pessoal…

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Quando chega à hora de comer, há pessoal que não brinca em serviço, senão vejamos:

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E mais…

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Com tanta fartura, foi um tal devorar.
O almoço além de bom, foi super divertido, onde não faltaram histórias para contar e situações espontâneas de momento, que simplesmente provocam gargalhadas.
Outros, aproveitam para exibir determinadas características necessárias para o domínio da mota ;-)

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Mesmo junto a nós, o mar batia forte nas rochas:

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Até arriscamos umas fotos…

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A força deste elemento da natureza é de tal forma grande que não nos atrevemos a fazer frente a ele. Mas a grandiosidade do mar também se reflecte nas magníficas fotos que nos oferece.

Depois deste almoço fomos tomar um cafezinho num café ali próximo de nós, onde o Dinis me concedeu a oportunidade de experimentar a sua Suzuki DR 600 Dakar. Para a colocar a trabalhar foi uma carga de trabalhos, sem sucesso da minha parte:

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Mas o Dinis já conhece a máquina melhor do que eu e colocou-a em funcionamento e lá parti. Uma voltinha rápida, mas que deu para perceber o excelente estado de conservação desta grande máquina de outros tempos. Um brinquedo quando comparada com o “mamute” V-Strom.
A segunda parte do passeio já tinha destino marcado, ou seja Tronqueira. Um percurso obrigatório e indispensável a qualquer amante do TT que passe por esta zona da ilha.

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Daqui para frente foi sempre a subir e a dar gás!

E lama, muita lama na Tronqueira, com a sua cor típica, vermelho vulcânico.

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As travessias da Tronqueira são sempre muito divertidas, dado que proporcionam uma condução muito animada e rápida, bem como paisagens de grande beleza. Mas com a lama que encontramos havia que tomar mais atenção, porque ao mínimo descuido acabamos no tapete.

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Na Tronqueira, as motas ficam assim:

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Xiiii…, que trabalheira que isto vai dar a limpar…
Se isto já ia dar imenso trabalho a limpar, mais à frente tivemos mais do mesmo, LAMA!!!

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Bem, estávamos a nos divertir imenso no meio de tanta lama, onde apenas o Gregório se divertiu menos, pois o seu slick não permitia mais que umas travessias cautelosas e calmas. Mas os TKC 80 já estão a caminho e aí ninguém para o Gregório.

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Hehehe…, grande V-Strom, tem aguentado todos os maus tratos. Mas tenho que confessar, os pneus cardados fazem milagres e, no meu caso, os Metzeler Karoo T têm provado ser uma opção válida no TT. Um espectáculo!!!

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Primeiro subimos, depois foi sempre a descer.
No final do trilho da Tronqueira, já estávamos perto da Povoação e as paisagens já começava ma mudar e a cor vermelha do piso começava a desaparecer gradualmente.

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Mas ainda havia mais alguns percursos nesta zona:

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Dado que as motas estavam algo sujas, a natureza ofereceu-nos uma lavagem gratuita e automática:

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Contudo, este pessoal gosta de ver as motas sujas, por isso, voltamos à terra:

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Depois desta verdasca na zona da Tronqueira, a mota do Gregório já tinha necessidade de ser abastecida e tivemos que ir em busca de uma estação de serviço, que havia nas Furnas.

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No entanto, a mesma estava fechada e tivemos que procurar outra, a qual se encontrava em Vila Franca do Campo.
Pelo caminho, mais algumas fotos deste pequeno paraíso Açoriano em final de tarde, como o ilhéu da Vila Franca do Campo:

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Apesar de já ser final de tarde, ainda havia mais algumas energias e vontade de verdascar e decidimos continuar através de um percurso que nos levaria até à subida da Lagoa do Fogo.
No final deste percurso decidimos subir a lagoa do Fogo, de modo a entrarmos em mais alguns trilhos situados nesta zona.
Especial destaque para a Lagoa do Fogo, que mesmo com pouca luz é sempre linda:

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Claro que há sempre aqueles que decidem tapar uma vista maravilhosa com a sua “cara metade” ;-)

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 Tal como referi, entramos num percurso TT situado nesta zona, já sem a luz do dia e no meio de uma grande escuridão, onde apenas as luzes das motas iluminavam os trilhos. Uma travessia interessante, onde não faltaram duas ribeiras para atravessar e, apesar de ser noite, tornou esta verdasca ainda mais interessante e serviu de teste às nossas capacidades de condução nocturna.

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Depois desta travessia nocturna, decidimos dar por terminado este magnífico passeio, onde as motas já contabilizavam mais de 200 kms de passeio.
Foi um passeio espectacular em todos os sentidos, onde não faltaram percursos TT de grande beleza, lama e muita adrenalina pelo meio.
De salientar também o grupo que constituiu este passeio, que apesar de serem os mesmos, voltou-se a sentir um grande espírito de camaradagem, amizade e gosto pelo TT aos comandos das Trails e Maxi-Trails. Estes passeios não são só enrolar punho, subir montanhas e ficar sujos de lama, a componente mototurística é muito importante para nós e onde não dispensamos breves paragens para observar a grandiosidade das paisagens Micaelenses.

Para um breve entretenimento, fica aqui o vídeo deste passeio, o qual apenas inclui filmagens. As fotos ficaram de fora, tal a quantidade de vídeos que as 3câmaras presentes captaram:

http://www.youtube.com/watch?v=lEtfI3f8wdo

O próximo passeio já está para breve.

Boas curvas!  :-)