O Dakar está mesmo aí à porta e por estes dias que correm, as principais equipas candidatas à vitória afinam os últimos pormenores nas suas “armas”.
Uma das candidatas ao lugar mais alto do pódio é a KTM 690 Rally da equipa Repsol:
Esta é a mota que tantos pilotos ambicionavam pilotar, mas que apenas será possível a a poucos sortudos, como o Marc Coma.
Nesta versão de 2008, a KTM concentrou-se em melhorar aspectos relacionados com a distribuição de peso e maneabilidade, de modo a torná-la ainda mais fácil de pilotar e mais rápida nos trilhos mais sinuosos, porque o resto do pacote já era muito bom. A prioridade foi mesmo melhorar o bom, situação nem sempre fácil.
Ciclísticamente, encontramos novemente o estupendo quadro em treliça, o qual é um dos responsáveis pela boa distribuição de peso e maneabilidade da Rally:
Suspensões WP de topo, totalmente ajustáveis e onde na dianteira impera uma suspensão invertida de 48 mm e na direcção um amortecedor da Ohlins. Travões oriundos da Brembo, associados a um disco de travão dianteiro de 300 mm e um de 240 mm na traseira, com potência desaceleradora acima de qualquer suspeita.
Toda esta ciclística suporta depósitos de combustível dianteiros e traseiros com uma capacidade máxima de aproximadamente 36 litros, e um peso total na ordem dos 162 kg, tornando-a num autêntico “míssil” do deserto.
A unidade motoriz que anima a Rally é o novo monocilindríco a 4 tempos e de refrigeração líquida LC4, de 653.7 cc, comercialmente conhecido como 690. Nesta versão “africana”, este motor vê a injecção electrónica substituída por um convencional carburador da Keihin, modelo MX FCR 41, que tão bom serviço tem prestado no deserto.
A caixa de velocidades possui 6 relações e viu-se melhorada em vários aspectos, dado que no último Dakar esta deu algumas dores de cabeça a alguns pilotos da KTM, problemas que provavelmente estavam associados à juventude deste novo motor.
A KTM não avançou com dados relativos à potência deste canhão, mas estima-se qualquer coisa como 75 cavalos. Se for dentro destes valores, compreende-se perfeitamente as razões pelas quais a Rally é uma máquina avassaladora em provas africanas.
Claro que existem mais aspectos técnicos que tornam esta KTM no expoente máximo das provas de Rally-Raid, mas os acima enunciados são os que mais contribuem para marcar a diferença.
Contudo, confesso que achei a disposição da instrumentação deveras interessante e bem conseguida, bem como toda a estrutura que segura a secção dianteira, como os faróis e carenagem, revelando uma imagem de simplicidade e leveza. Aliás, a Rally transmite uma imagem “light”.
Enfim, são muitos os pormenores que tornam a KTM 690 Rally uma vencedora e que a tornam numa concorrente díficil de bater.
A concorrência vai ter que se aplicar muito se quiser bater a KTM.
Boas curvas!
PS: para quando um modelo Adventure 690 baseada na Rally 690???
Sonhos…












Canhão!!!
como fasso para ter uma ??????????????
essa é a moto