"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem nenhuma explicação é possível…"


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Posts de Novembro 27th, 2008

Andando por aí…

Algumas semanas atrás estive de férias uma semana e, como de costume, tinha planeado fazer alguns passeios de mota. Só que quando planeamos muito, às vezes cai em “saco roto”, e foi isso que me aconteceu, ou seja, tive outras coisas para fazer e não consegui realizar um passeio como gosto :-(.

Contudo, num dos últimos dias de férias, saí de mota ao final da tarde, mas sem qualquer objectivo de passeio e até não estava equipado a rigor. Mas por vezes as saídas sem objectivo acabam por se tornar em passeios agradáveis e relaxantes, sendo esta minha saída um exemplo disto. Passo a explicar!

Saí de casa e comecei a rodar o punho em ritmo de passeio, onde a calma e tranquilidade se faziam sentir e lá comecei num bailado que parecia não ter qualquer sentido, ou seja, entrava numa estrada, tomava outra estrada ali, outra acolá e sempre sem qualquer objectivo, até parecia estúpido estar a queimar gasolina daquela forma.

No entanto, quando dei por mim já estava a caminho do norte da ilha, mais concretamente em direcção à cidade da Ribeira Grande e, derrepente, deu-se o clic, vou aproveitar que estou aqui e vou subir até à Lagoa do Fogo.

E assim foi, comecei a minha subida em direcção à Lagoa do Fogo, sempre debaixo de uma temperatura algo fresca, mas sem ser incomodativa e uma luz do dia algo reduzida, pois pairavam imensas nuvens, mas não havia sinal de chuva. Fixe, ao menos não me molho…

Lá fiz a estrada de montanha em direcção a este local magnífico, onde me diverti imenso, pois esta estrada possui várias curvas e para todos os gostos, proporcionando uma condução divertida e até um pouco desportiva. Quando dou por mim, já é tempo de parar no primeiro miradouro, para observar a Lagoa do Fogo.

Lembrei-me, não trouxe a máquina fotográfica, que azar…

No problem, com as novas tecnologias resolve-se tudo, ou pelo menos quase tudo :-)

Saquei o telemóvel e lá fiz umas fotografias, pois perante tanta beleza natural era impossível ir embora com a frustração de não a ter registado.

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Até a V-Strom “babava-se” com tamanha beleza ;-)

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De qualquer ângulo, temos uma vista espectacular:

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Nesta estrada de montanha, existe mais do que um miradouro, sendo possível deliciar-nos com várias panorâmicas do mesmo local. Simplesmente relaxante!

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Melhor que observar, só mesmo fazendo uma caminhada até lá baixo, através do trilho pedestre.

No topo da montanha, a V-Strom ficou novamente com o protagonismo. Isto de fotografia com telemóvel e sem tripé é lixado, fico sempre de fora :-(

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Após estas várias pausas para fotografar a Lagoa do Fogo, sempre com uma belíssima estrada, iniciei a minha descida da montanha pelo lado sul, com um piso de asfalto igualmente bom, mas feito a um ritmo mais calmo e cauteloso. Mas cuidado com as paisagens nesta descida, elas podem ser motivo de distracção:

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O melhor é parar e observar.

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No fim da montanha, rumei novamente a casa, com uma grande sensação de bem-estar e satisfação, porque aquilo que parecia um passeio sem destino tornou-se num óptimo passeio. Para a próxima, a máquina fotográfica vai comigo.

Adorei o passeio!

Boas curvas! :-)

KTM RC8 R - Novidade 2009

O esperado aconteceu, a KTM apresentou uma versão mais “espigada” da sua super-desportiva RC8, respondendo assim aos desejos de alguns aficionados e a alguns boatos lançados pela imprensa mundial.

Agora, esta super-desportiva da KTM passa a ter a designação “R” nos flancos das carenagens, ou seja, RC8 R:

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Esta nova RC8 R é uma evolução natural e esperada do modelo lançado em 2008, de modo a “lutar” de igual para igual com as bicilindrícas desta classe e, muito importante, estar dentro dos novos regulamentos técnicos que permitem a participação de bicilindrícas com uma cilindrada máxima de 1200 cc no Campeonado Mundial de Superbikes (SBK).

Outro aspecto importante desta versão R é o facto da KTM querer rivalizar directamente com a “raínha” das bicilindrícas, a Ducati, mais concretamente o novíssimo modelo 1198. Uma missão díficil…, mas não e impossível…

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Mas vamos ao que interessa, ou seja, o que é que esta RC8 R tem de novo em relação ao modelo de 2008?

Começando pelo motor, o v-twin de 75 graus vê a sua cilindrada crescer ligeiramente, passando dos anteriores 1190 cc para 1198 cc, ficando quase no limite dos regulamentos das SBK. No entanto, a sua potência também aumentou, passando agora a debitar uns interessantes 165 cv, quando antes debitava a cifra de 155 cv. Um aumento de potência bem-vindo, mas que ainda fica atrás da Ducati 1198. Mas potência não é tudo…

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A nível de ciclística, a RC8 já tinha dado boas indicações a nível de eficácia em pista, havendo muito pouco a alterar ou a melhorar. Mas mesmo assim, os técnicos da KTM quiseram ir um pouco mais além, de modo a torná-la um pouco mais eficiente.

Por conseguinte, a KTM informou que  houve uma evolução na estrutura principal, ou seja, no quadro, de modo a torná-la mais precisa em curva e de modo a melhorar a sua maneabilidade, tendo a geometria de direcção sido alterada para estes propósitos. O quadro também foi nelhorado a nível de rígidez, de modo a lidar melhor com o aumento de potência.

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Na minha opinião, a escolha das cores para as carenagens, quadro e braço oscilante pintado de preto, contribuiu imenso para uma imagem desportiva e agressiva, imagem de marca da KTM, ou não fossem elas “Ready to Race”.

As suspensões da WP foram melhoradas, tendo a dianteira recebido novos “settings”, permitindo afinações mais eficazes e mais orientadas para um desempenho desportivo elevado. Esta mesma suspensão também recebeu um tratamento anti-fricção composto por nitrato de titânio, de forma a melhorar a resistência aos esforços provocados em pista.

Também encontramos um belo par de jantes da Marchesini:

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Na travagem, mais do melhor, ou seja, pinças monobloco de montagem radial da Brembo, as quais são ainda mais orientadas para um uso mais intenso. Os discos de travão também são do melhor e com dimensões orientadas para a competição. Portanto, será de esperar uma grande capacidade de desaceleração.

O painél de instrumentos mantém o mesmo figurino, com informação muito completa, onde não faltam parciais, tempos por volta, etc. Também é vísivel o amortecedor de direcção da WP, o qual é indispensável em pista.

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Por fim, resta referir que o peso total a seco desta RC8 R ficou nos 182 kg. Não é um peso referência, mas também não é exagerado.

Esta nova RC8 R tem tudo o que uma super-desportiva necessita para ser eficaz e competitiva dentro das pistas, onde só os mais atrevidos e experientes conseguirão extrair todo o potencial desta máquina “laranja”. Para a estrada, será igualmente eficaz e divertida, mas esqueçam lá o conforto ou transporte de pendura, porque simplesmente não há poisa-pés para o pendura e o assento deverá ser uma espécie de tábua. Mas esta é uma super-desportiva, pura e dura, portanto…

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Boas curvas! :-)