Um dos pormenores que gerou e ainda continua a gerar mais controvérsia na Suzuki B-King, é a secção traseira, onde imperam 2 enormes ponteiras de escape, que na realidade mais não são do que 2 capas em formato de escape e, as verdadeiras ponteiras de escape, resumem-se a uma panela de escape central (muito pesada).
Uns adoram a estética da B-King com esta solução estética, outros simplesmente detestam, especialmente por não acabar onde acaba a baquete. Na minha opinião, a mota com aquelas 2 ponteiras de escape parece ter saído directamente do filme “Star Trek” ou qualquer coisa assim parecida.
A primeira B-King que veio para os Açores, foi parar às mãos do Frederico Pacheco, um Motociclista conhecido do meio Micaelense e meu amigo de infância. Inicialmente, o Frederico até estava satisfeito com a estética dos ditos escapes, mas com o passar do tempo cansou-se do som abafado da “besta” e da estética do escapes.
A solução encontrada foi simples, subustituir os escapes de série por uns de rendimento. E adivinhem qual foi a marca eleita pelo Frederico???
YOSHIMURA!!!
Quando cheguei à casa do Frederico para ver a montagem dos escapes da Yoshimura, os mesmos já lá estavam montados e, a secção traseira, nomeadamente a baquete, estava completamente desmontada, porque além da substituição dos escapes, o Frederico também queria fazer um novo suporte de matrícula, com iluminação incluída.
Visto ao perto, estes escapes são brutais e têm um diâmetro muito esclarecedor, ou seja, um som digno de um motor com mais de 180 cv:
Estes Yoshimura são em carbono, extremamente leves e oferecem a possibilidade de os transformar em escapes “street legal”, ou seja, trazem uns restrictores de ruído, tornando-os mais silenciosos e de acordo com a legislação anti-ruído. Mas quando ouvimos a B-King sem estes restrictores, ficamos imediatamente apaixonados com a melodia produzida, isto é, rouca e profunda. Um espectáculo!!!
Após concluída a montagem dos escapes, o Frederico e o seu ajudante, nomeadamente o Fragata, passaram à construcção do suporte de matrícula, partindo de uma chapa em inox, a qual teve que ser recortada para se integrar entre as 2 ponteiras de escape.
Grandes “artistas”, era um tal corta daqui, acerta ali, sobe um pouco mais, etc…
Após algumas tentativas e habilidades, o prjecto da chapa de matrícula já ganhava forma, onde é vísivel a inclusão de um pequeno faról de presença/stop em LEDs:
O faról apesar de ser pequeno, tem uma boa limunosidade:
Mas isto não ficou por aqui. Ainda fizeram mais alguns acertos e, também, foi preciso fazer a furação para a chapa de matrícula:
Vai, segura aí, mas desvia os dedos, senão furo-te
Com a chapa de matrícula montada, a traseira ficou assim:
Com a baquete montada, a iluminação do faról traseiro ainda é mais vísivel:
Visto deste âgulo, é bem vísivel o quanto a traseira ficou curta, onde sobressai o enorme Dunlop:
Uma grande melhoria estética, não só por ter diminuído a secção traseira ao essencial, onde além da colocação dos fatásticos Yoshimura, a colocação do novo suporte de matrícula fez com que a iluminação original ganhasse uma nova localização, ou seja, originalmente o faról encontra-se localizado por debaixo das ponteiras de escape, agora fica por cima das mesmas. Devia vir assim de série.
E a fotografia lateral, onde é perfeitamente vísivel o quanto ficou mais bonita e espectacular a secção traeira. Ficou mais desportiva e agressiva.
As transformações operadas pelo Frederico e pelo Fragata foram muito simples, mas muito eficazes. O melhor da “festa” foi o facto destas transformações terem sido feitas em casa, poupando-se assim alguns preciosos euros, caso as mesmas fossem feitas numa oficina.
Mas o trabalho não ficou completo, faltou uns retoques finais, como pintar o suporte de matrícula em preto, de modo a ficar de acordo com a cor da mota. O Frederico também ficou de montar, assim que disponível, um filtro de ar K&N. Com estes escapes de rendimento e um filtro de ar de rendimento, fico com “água na boca” em relação ao comportamento desta “besta”.
Parabéns ao Frederico e ao ajudante Fragata pelas transformações engenhosas.
Boas curvas!



















Pois é. Essa apanhou-me de surpresa, a reportagem completa desse “ninja”, o Bruno. :)). No que diz respeito as alterações, elas ja estão completas com o KN já instalado. Alteração esta que transforma a mota por completo -acredita!!!! lol
Obrigado pela honra da minha mota figurar na galeria dos teus famosos….heheheh
Grande Abraço!!!! e aparece.
Frederico
Ainda me lembro do 1º dia da B-King do Frederico na estrada, onde ele disse à porta do stand que não ia alterar nada na mota! lol
Mas isso das motas é mesmo assim, eu que o diga…
A alteração pode ser tão controversa (para alguns), como a estética original do mota, principalmente da secção traseira.
Embora perfeitamente justificável, uma vez que estas panelas de origem não produzem um som “à maneira” e são algo exageradas. Mas também o que é que não é exagerado nesta mota?!
Por outro lado, poderá desiquilibrar um pouco a estética, já que as volumosas (falsas) ponteiras de origem acompanham o enorme e largo depósito de combustível.
Seja como for, as Yoshimura têm um design perfeito e um som fabuloso (bastar ir ao Youtube) e acabam por ser uma opção natural, numa mota como a B-King.
Eu também o fazia…
É isso mesmo Rui, ele também me disse várias vezes que não ia alterar nada, que ela era bonita como vinha de série. Mas eu sempre lhe disse, daqui a algum tempo falamos e, não me enganei…
As motas são uma perdição, não há hipótese 
Não tem de quê Frederico.
Eu é que tenho de te agradecer pela oportunidade de acompanhar estas alterações, pois estas situações contribuem para o enriquecimento deste blog e, no fim de contas, tratam-se de situações muito interessantes e que tanto gosto de falar.
Qualquer dia tenho que dar uma voltinha nessa mota
Boas curvas!
É como já se disse aqui, as opiniões divergem… tranformar ou não transformar??? eu pra mim mantinha de origem, mas pode ser que mude de ideia quando ouvir o som dos novos escapes ao vivo! De qualquer das formas, é de salientar o trabalho desses “engenhocas”. É que bem podia ser um suporte patenteado e vendido como acessório por uma marca qualquer!
Bom trabalho, e boas curvas!
Paulo, quando ouvires os Yoshimura vais adorar