No passado Sábado, dia 2 de Novembro, realizou-se em São Miguel o passeio anual KTM, organizado pela nova empresa concessionária da marca, a SRMOTO.
Esta inciativa pretendeu reunir o maior número possível de possuidores de motas KTM e proporcionar aos mesmos um passeio de carácter TT acessível a todos, por alguns dos mais belos trilhos da ilha de São Miguel. Claro que neste tipo de iniciativa a componente diversão, adrenalina e evasão está sempre incluída, a par do sempre desejado convívio social entre todos os participantes.
Este passeio teve a particularidade de ter tido a participação de duas Maxi-Trails, nomeadamente o Miranda na sua KTM Adventure 950 e eu numa KTM Adventure 640. De salientar que a minha participação neste passeio foi na condição de convidado por parte da empresa SRMOTO, na pessoa do Sr. Miguel Sousa e Victór Rodrigues. A eles o meu obrigada pela oportunidade proporcionada!!!
Voltando ao passeio, o pessoal começou a reunir-se na oficina da SRMOTO, pelas 8:00, começando a azáfama deste tipo de eventos, nomeadamente a preparação das motas, com a colocação de gasolina e verificações gerais e vestir do equipamento adequado para este tipo de passeios, como botas, coletes, protecções e afins.
O Paulo Maciel equipando-se a rigor:
O Miranda já começava a ter comportamentos suspeitos, ou seja, chegava-se para junto das leves e potentes monocilindrícas a 4 tempos e tirava-lhes as medidas. Será que se apaixonou??? Só o tempo dirá.
Antes da partida, os participantes começaram no sempre saudável convívio, o qual foi sempre animado durante todo o dia:
Os participantes continuaram a reunir-se para o passeio, mas uns minutos mais tarde esta reunião continuou junto ao stand de vendas da SRMOTO, na zona dos Valados, nos Arrifes.
Uns minutos mais tarde, já era tempo de nos fazermos à estrada. Tenho que confessar que estava um pouco nervoso, poque estava a embarcar numa aventura diferente das que tinha feito até agora, onde havia vários praticantes assíduos de TT, muito experientes e à vontade nestas andanças, sendo eu e o Miranda os “verdinhos” e aos comandos de motas bem maiores e pesadas.
Mas não havia razão para este nervosismo, porque o responsável pelo percurso do passeio, nomeadamente o André Cabral, cedo nos informou que haviam partes do passeio que seria complicado acompanharmos o ritmo e que haviam percursos de díficil transposição para as nossas Maxi-Trails. Resumindo, a nossa tarefa ficou facilitada e limitamo-nos a acompanhar a caravana nos percursos possíveis às nossas montadas e, nos que não eram possíveis, tomava-mos outros percursos alternativos e mais fáceis.
Logo nos primeiros trilhos em que acompanhamos as “cabras do monte”, verificamos que o grupo que montava este tipo de motas era muito rápido e com grande experiência no todo terreno, onde facilmente “desapareciam” do nosso campo de visão, deixando apenas marcas profundas no piso e uma grande nuvem de pó. Este pessoal não anda, voa
O todo terreno tem às vezes pequenos precalços, como a rede que se enrolou na roda traseira da KTM EXC 525 do nosso grande piloto “Dragon”. Após uma intervenção rápida, o “Dragon” voltou à carga.
De referir que o percurso do passeio foi delineado essencialmente na zona norte da ilha de São Miguel, onde se explorou vários trilhos em direcção à cidade da Ribeira Grande, incluindo a bonita zona da Lagoa do Fogo.
Atravessamos trilhos rápidos e acessíveis, sendo apenas uma espécie de aperitivo e aquecimento. O pior, ou melhor dizendo, o melhor estava para vir…
Uma coisa que gostei de verificar neste passeio foi a camaradagem existente, onde pude constatar que à entrada de novos trilhos existe a preocupação de esperar pelos participantes mais atrasados, de modo a que ninguém fique para trás.
Eu e o Miranda andamos sempre na cauda do pelotão, sendo o pó levantado pelos outros o nosso grande inimigo. Mas à frente é que não podiamos ir, senão só seriamos mais um obstáculo no caminho
Como é normal na nossa ilha, as paisagens são sempre uma contante e tornam o passeio ainda mais agradável e relaxante. Aqui temos uma vista para as montanhas da Lagoa do Fogo:
Este pessoal acelerava e bem…
Quero também referir que havia um participante neste passeio que se preocupava em certificar-se que eu e o Miranda não ficavamos para trás e se estavamos bem, era o Lourenço Cymbron, que está na foto de capacete vermelho. Além disso, preocupou-se em dar-nos umas dicas de condução. Obrigada Lourenço, resultaram em pleno
Uns quilómetros mais à frente, dava-se a primeira paragem, junto à zona do parque industrial da Ribeira Grande, onde alguns aproveitavam para limpar algum pó e não só…
Este passeio teve um acompanhamento constante por parte do Rui Ferreira, o qual surpreendeu alguns participantes com entrevistas, incluindo eu e o Miranda. Que grande cena…
Claro que estas filamegens e entrevistas seriam para o programa “Máquinas e lazer”.
Outra surpresa agradável no passeio foi a oportunidade do Miranda experimentar uma verdadeira mota de Enduro, cortesia do sempre prestável Lourenço Cymbron.
Gostei de ver o Miranda aos comandos desta máquina, onde por uma ou duas vezes levantou a roda dianteira. Acho que não imaginava que estas máquinas eram tão nervosas e rápidas. Valeu a experiência!!!
A partir da Ribeira Grande, foi tempo de eu e o Miranda abandonar o grupo e a tomar percursos alternativos, porque dali para a frente o grupo começou a tomar trilhos mais ao estilo de uma prova de Enduro, sendo um bom teste para a técnica de condução e capacidade física de cada um. Os trilhos alternativos que tomamos eram de grande beleza e alguns deles eram-nos desconhecidos.
Paramos na zona do Miradouro de Santa Iria, onde havia o pessoal da assitência à espera dos participantes para um reabastecimento e assistência em caso de necessidade.
E por falar em assitência:
Minutos mais tarde começavam a chegar os “bravos do pelotão” num ritmo frenético:
Uma zona muito bonita para este reabastecimento:
Mas este pessoal queria mais…
No entanto, continuamos o passeio e tal como referi acima, os trilhos tornaram-se mais díficeis e eu e o Miranda fomos por trilhos alternativos, alternando estrada com trilhos fora de estrada, sempre a um ritmo calmo e descontraído, onde a KTM 640 Adventure cedida para este passeio ultrapassava todos os obstáculos sem dificuldade e me proporcionava grandes momentos de diversão. Uma Trail espectacular, com uma ciclística muito equilibrada, onde destaco as suspensões e leveza do conjunto. Adorei!!!
Na Achada das Furnas, novo reabastecimento e aí o pessoal do monte já começava a apresentar alguns sinais da dureza dos percursos e alguma lama a decorar motas e equipamento. Rapazes, aguentem-se!!!
A única coisa que tenho pena é de não podermos acompanhar esta caravana nestes percursos de carácter mais endurista, dado que os mesmos são de grande beleza e porpocionam momentos de condução muito interessantes, mas igualmente muito exigentes para máquinas e pilotos. Mas sem mota adequada o risco de surpresas desagradáveis é muito elevado.
Da Achada das Furnas aos Graminhais foi um pequeno passo, onde aí fomos todos surpreendidos por um nevoeiro intenso e alguns chuviscos. Nada de especial, mas que não deixava de ser incomodativo.
Segundo os participantes, no trilhos existentes nos Graminhais havia muita lama e ao que parece houve algumas pequenas quedas, sem consequências e que deixaram alguns participantes todos enlameadados. Ossos do ofício!
Como de costume, lá fomos os dois por trilhos alternativos, os quais tinham como destino novamente a zona norte da ilha, mais concretamente o Nordeste. Nestes trilhos predomina uma vegetação muito intensa e verdejante, bem como estradões com um piso muito bom e que permitem um bom ritmo de passeio.
Miranda e o “canhão” 950 Adventure:
Eu e a fantástica 640 Adventure:
Em Nordeste, novo reabastecimento e não só, esperava-nos um lanche, cortesia da SRMOTO.
Este lanche soube muito bem, porque após vários quilómetros pelos “maus caminhos” as energias já começavam a ser poucas. Um rabastecimento que veio mesmo a calhar
Esta paragem foi um pouco mais longa e para além do lanche o pessoal aproveitou para descansar um pouco mais. As conversas acerca do passeio também estavam animadas, onde já se ouviam várias histórias acerca de uma ou outra situação mais engraçada ou caricata que se tinha passado com alguns particpantes. Aqui houve novamente entrevistas para o “Máquinas e lazer”, onde eu fui “caçado” pelo Rui Ferreira. Nem sabia o que dizer…
No entanto, foi tempo de seguir viagem e eu e o Miranda lá seguimos pela via alternativa, com o objectivo de chegar à bonita zona da Tronqueira. Apanhamos um ou outro trilho mais acidentado e complicado, mas que serviram para testar as nossas capacidades de pilotagem, bem como ganhar um pouco de mais experiência nestas andanças. Uma vez mais a Adventure 640 assumiu um papél muito importante, permitindo-me ultrapassar todos os obstáculos com relativa facilidade e sempre a um ritmo “vivo”. Fantástica esta mota. Fiquei fã…
O Miranda e eu atravessamos o sinuoso troço da Tronqueira a um ritmo muito elevado para aquilo que estavamos habituados a fazer, onde a Adventure 950 não conseguia “descolar-se” da Adventure 640. Negociamos curvas a um ritmo entusiasmante, onde não forma raras as vezes que a traseira se atravessava, tornando a condução num exercício de prazer e diversão.
No fim deste troço, já nos encontrava-mos na Povoação, onde haveria um último reabastecimento e assistência.
Nesta zona de montanha da tronqueira existem trilhos paradisíacos, mas igualmente exigentes.
E a chegada do pessoal:
Novamente contavam-se histórias, onde a que mais se ouvia era o ritmo endiabrado com que o André Cabral e companhia fizeram o troço da Tronqueira, era do tipo, “epá, que sorte em não apanharmos nenhum carro de frente…”. Estão a ver o ritmo destes malucos???
Nesta foto é bem vísivel a “máscara de beleza” que o Lourenço Cymbron tinha
Contudo, já estavamos a caminhar para o final da tarde e já era tempo de regressar à base para um muito desejado jantar. Como era esperado, o regresso a casa foi feito por percursos TT acessíveis, onde seguimos todos em grupo, sempre a um ritmo despachado.
Por esta altura eu já começava a sentir um certo cansaço nos braços, mãos e omoplatas, que começava a incomodar-me e a fazer com que abrandasse um pouco o ritmo. Afinal de contas já tinhamos cerca de 200 kms de “off-road” no corpo…
Este regresso levou-nos da Povoação à Vila Franca do Campo e depois até Ponta Delgada e finalmente Arrifes. Ufa…, estavamos cansados.
O melhor da festa estava reservado para o final do passeio, ou seja, o jantar no Snack Bar Europa na zona industrial dos Valados.
No jantar foi possível assistir a um convívio muito animado e saudável, onde se contavam várias histórias das aventuras do pessoal ao longo do dia nos trilhos Micaelenses, onde algumas destas histórias foram motivo para uma boa gargalhada.
Claro que o jantar estava uma delícia e nada faltou, sempre com um atendimento impecável.
A conversa continuou noite dentro, onde todos tiveram um tema interessante para se falar e sempre à volta das duas rodas, bem como um copo de vinho a acompanhar, tornando as conversas ainda mais divertidas.
E assim terminou o passeio KTM organizado pela SRMOTO.
Cliquem no link abaixo para verem o vídeo deste passeio:
http://br.youtube.com/watch?v=9qw6uSzW5TY
A empresa SRMOTO está de parabéns por este evento muito bem organizado, no qual não faltou nada e proporcionou aos participantes grandes doses de diversão e prazer. Foi também um evento com uma boa componente social, onde destaco o grande espírito de camaradagem e ajuda entre todos, mostrando que não é só no asfalto que existe o espírito Motard.
Também quero agradecer novamente à SRMOTO por esta magnífica oportunidade aos comandos da inesquecível KTM LC4 640 Adventure, a qual me ofereceu bons momentos de todo terreno através de um comportamento muito sincero e eficaz. Sinceramente, uma mota que superou as minhas expectativas
Da minha parte e do Miranda um agradecimento especial a todo o pessoal que participou neste passeio, pela sua receptividade a duas pessoas inexperientes nestes eventos. Pessoal 5 estrelas e que sabe receber e proporcionar momentos bem divertidos.
Boas curvas!






















































Parabéns Bruno por + uma excelente crónica e desta feita da família laranja.
Encomenda a ADV R de 2009.
Grande passeio!
Os meus parabéns à SRMOTO, que mesmo com tão pouco tempo de actividade, não quis deixar de proporcionar aos possuidores das KTM e não só (não é Bruno?!), um agradável (e longo) passeio e excelente convívio!
Sou apreciador confesso das Husqvarna no que toca ao TT, tal como sou adepto das produções motociclisticas “made in Italy”, mas a KTM, é igualmente uma marca da minha preferência e de referência!
Quanto à dedicação do cronista, reflectida nas palavras e imagens que foram acima apresentadas, julgo que não é preciso dizer mais nada!
RP
Pessoal, obrigada pelos comentários positivos.

Este foi um evento de grande qualidade e que valeu a pena todo o esforço e cansaço.
Miranda, quanto à Adventure R, ainda vou continuar a sonhar com ela. Mas tudo é possível e gosto de manter as minhas opções em aberto
Boas curvas!
Mais fotos deste evento no seguinte link:
http://s7.photobucket.com/albums/y279/ampsilva/Passeio%20KTM%202008/