No passado dia 18 de Outubro, os entusiastas do todo terreno para “pesos pesados”, voltaram a reunir-se para mais um passeio pelos “maus caminhos”.
O grupo, nomeadamente Eu, o Miranda, Diniz e Gregório, juntou-se na sede do Clube Motard de São Miguel e facilmente chegamos à conclusão de que o nosso destino seria as Sete Cidades, onde apenas pretendia-mos um passeio “soft”, para relaxar, nada de exigências de maior. Mas uma vez mais, estava-mos a enganar-nos a nós próprios…
Antes da partida, tempo para apreciar as alterações que o Miranda efectuou na sua KTM Adventure, nomeadamente a colocação de um guarda-lamas dianteiro idêntico ao das motas de Enduro da KTM e, colocação de um par de protecções das baínhas da suspensão dianteira:
Estava um mimo!!!
Outros, precupavam-se com inspecções de última hora. Será que o problema é da biela do escape???
Uns minutos mais tarde fizemo-nos à estrada, em direcção à costa norte da ilha, nomeadamente a zona das Capelas e Bretanha, para entrar-mos no nosso primeiro percurso fora de estrada, o qual teria como objectivo levar-nos até às Cumeeiras das Sete Cidades.
A vista à entrada deste percurso era magnífica:
Este percurso já nos era familiar, só que desta vez ia ser feito no sentido ascendente.
Como de costume, havia um pequeno nervosismo à entrada do trilho, mas que foi desaparecendo à medida que enrolamos o punho e à medida que o entusiasmo começou a tomar conta de nós.
Este passeio teve a particularidade de não possuir muitas fotos do grupo em plena acção, dado que preocupamo-nos em fazer mais filamagens, as quais geraram os filmes que se encontram no fim.
Contudo, sempre se foi tirando algumas, as quais mostram algumas zonas acessíveis, outras nem por isso.
Neste percurso ascendente, houve oportunidade para enrolar bem o punho e efectuar alguns pequenos saltos aproveitando as lombas existentes, as quais estavam numa posição favorável a este tipo de iniciativa.
Mas havia que ter algum cuidado, dado que o piso possuia muita terra, pedra e algum cascalho, os quais estavam muito soltos e caso aumentasse-mos demais o ritmo a traseira rabejava em demasia, isto é, desenhava vários S’s. Era divertido, mas podia correr mal…
Haviam zonas com algum nevoeiro, mas nada de grave.
Este troço possuia algumas zonas bem rápidas, proporcionando algum gozo e diversão.
E finalmente chegamos às Cumeeiras, sempre ligeirinhos…
E tempo para despedidas, o dever chamava pelo Diniz e este teve que abandonar o passeio a partir deste ponto, mas sem antes observar as bonitas lagoas das Sete Cidades:
Há gajos que fazem tudo para a sua “menina” ganhar protagonismo
Após esta pequena paragem, seguimos por este troço das Cumeeiras, já com o objectivo de descer até às Sete Cidades. O piso nesta zona estava bom e inspirava muita confiança e, consequentemente, o ritmo aumentava, Os motores roncavam de prazer…
Bem, já estava na altura de abrandar o ritmo. Nada melhor que entrar num trilho mais técnico para acalmar os ânimos.
Este percurso que se seguiu era curto e a descer, mas exigia alguns cuidados e atenção, dado que a par de várias lombas, havia novamente muita terra, pedra e cascalho solto, mas desta vez estava pior e fez-nos abrandar. Apanhei uns 2 ou 3 sustos, onde quase perdi a traseira da minha mota com as atavessadelas proporcionadas por este piso.
A última vez que circulei neste percurso tive um precalço com a embraiagem da minha mota. Se calhar as coisas não me correram muito bem por causa deste “fantasma” que me atormentou neste percurso. Mas só insistindo é que combatemos os nossos medos.
Depois deste último percurso, fizemos uma pequena paragem para beber qualquer coisa num café local das Sete Cidades. Após estas reposição de energias, continuamos o passeio pela zona da Península da lagoa das Sete Cidades, onde nos divertimos com algumas incursões na lagoa:
A nebulosidade e humidade era bem intensa nas Sete Cidades. Normal para esta altura do ano.
E a foto do Grupo dos “maluquinhos” das Trail:
No entanto, continuamos a circular neste piso de terra batida e dirigimo-nos para a outra lagoa, onde encontramos um acesso para um outro trilho.
Entramos no mesmo, mas com a dúvida se seria privado ou não. Pelo caminho encontramos um grupo que estava a jogar Paint Ball, os quais cessaram fogo para nos proporcionar uma passagem segura. Depressa nos apercebemos a razão pela qual estava a decorrer este tipo de jogo nesta zona, isto é, quanto mais seguia-mos em frente, o caminho ficava mais estreito, a vegetação ficava mais densa e mais parecia que estava-mos a circular no interior de uma selva, tal era a densidade da vegetação e árvores.
Um espectáculo, agora parecia uma daquelas aventuras que só vemos em livros. Uma espécie de exploração do desconhecido por um trilho incerto, acidentado e maioritariamente coberto pela natureza. Houve partes em que fomos atingidos por ramos de árvores e por folhas de vegetação. O pessoal estava a adorar!!!
Ainda por cima era final de tarde e no meio deste mato já começava a ficar muito escuro, parecendo ínicio de noite em algumas zonas:
Mas este troço levou-nos a outro trilho que nos fez tremer temporariamente, ou seja, levou-nos ao famoso Caminho dos 3 kms:
Este é um percurso de 3 kms, muito usado para provas de todo terreno e, especialmente, para provas de rampa, onde o pessoal tem que efectuar este subida, a qual é super acidentada, com muitas lombas, valas, zonas moles e várias curvas. Resumindo, uma carga de trabalhos. Se o pessoal com motas para o puro TT já afirma que o mesmo é díficil, imaginem lá com motas como as nossas…
Mas decidimos enfrentar a subida e para nossa surpresa, tudo começou bem e as nossas motas lá iam trepando com mais ou menos dificuldade. Mas umas curvas mais à frente, fiquei atascado numa vala com terra mole.
Fiz com a ajuda do Miranda algumas tentativas para superar esta zona, mas quanto mais insistia mais ficava atascado e mais o motor aquecia. Fizemos uma pausa e esperamos pelo Gregório, o qual conseguiu ultrapassar esta zona, e o mesmo veio em nosso socorro, mas a pé.
Com o Gregório a ajudar houve uma maior confiança, pois tinha uma pessoa de cada lado a manter-me equilibrado, e lá consegui superar esta zona díficil.
No fim, havia um cansaço generalizado entre todos, porque tiveram todos que empurrar a minha “burra”
. Mas a satisafação de obstáculo ultrapassado superava o cansaço.
Neste percurso também dava para observar a lagoa das Sete Cidades:
E lá vinha o Gregório a pé:
Visto deste ângulo até nem parece mau, mas do ângulo contrário as coisas são bem diferentes…
No fim da subida, o cansaço apoderou-se de tal forma do Miranda que apenas restou-lhe deitar-se no chão:
A vida de um “KTM RIDER” não é fácil
No final desta subida, a qual fica situada junto ao miradouro da Vista do Rei, decidimos dar por terminado o passeio e regressar a casa.
Foi um passeio espectacular, especialmente pelas dificuldades que sentimos neste último percurso e pelo trilho no meio do mato. Fez-nos sentir uns verdadeiros aventureiros e ficamos com vontade de repetir a dose.
Abaixo deixo o link do vídeo deste passeio, o qual está dividido em 2 partes. No vídeo é bem vísivel a espectacularidade de alguns dos percursos por onde circulamos.
1ª Parte:
http://www.youtube.com/watch?v=Oc6ibNOjPzQ
2ª Parte:
http://www.youtube.com/watch?v=O5JY1uqDtXI
Boas curvas! ![]()
















































O cronista de sempre e o comentador de quase sempre, muito bom, parabéns Bruno!
Obrigada Rui!
Foi um passeio espectacular!!!
É de facto um grande cronista.
Mas que belo passeio…só me apetece dizer que VENHAM MAIS
Obrigada Miranda!
Numa volta de mota rápida que fiz hoje, estive em prospecção de novos trilhos e encontrei alguns.
Só me falta é uma KTM Adventure
O percurso para o próximo passeio já está mais ou menos delineado