Numa altura em que o debate acerca de como melhorar a mobilidade das pessoas e o crescente congestionamento das cidades voltam a estar na agenda política de muitos países, os quais têm se preocupado em criar soluções reais para estas questões, em Portugal este tipo de assunto nem tem tido a devida atenção.
Mas voltemo-nos para a realidade dos Açores.
Neste momento estamos a viver um período de campanha eleitoral, onde se assiste a debates acesos entre os candidatos, à apresentação de novas ideias, soluções, novas políticas, enfim, promessas e mais promessas, com alguns abraços e beijinhos nas crianças, idosos e população em geral. O mesmo “circo” de sempre.
Com tanto blá blá blá por parte dos canditados, ainda não ouvi um candidato que apresentasse soluções para o crescente congestionamento de Ponta Delgada para além da criação de novos parques de estacionamento, rotundas, estradas, pontes, etc. Toda a política assenta em obras e mais obras e nada de promoção da mota como meio de transporte alternativo.
Ok, Ponta Delgada até nem é das cidades piores, temos uns quantos estacionamentos reservados para as motas neste meio urbano. Mas é só isto e mesmo este aspecto podia ser melhorado com a colocação de mais alguns espaços de estacionamento e um tipo de piso mais adequado.
Onde é que estão as políticas de promoção da mobilidade através das motas???
Esqueçam, não existem e não fazem parte dos planos dos nossos políticos. Aliás, as motas normalmente só servem para inaugurações de novas estradas ou para quando se quer justificar as razões o aumento da sinistralidade no país. É triste…
Em várias cidades Europeias já foram adoptadas várias políticas que visam a promoção da mota como meio de transporte alternativo e como forma de descongestionar as cidades do trânsito louco que possuem. Por exemplo, em Londres as motas estão autorizadas a circular na faixa BUS e vão ser criadas faixas de circulção exclusivas para as mesmas. Mas há mais, para se entrar nesta mesma cidade, paga-se uma espécie de portagem, as motas estão isentas, os automóveis não.
Este é só um exemplo de uma cidade, porque pela Europa fora existem mais exemplos de políticas deste género e que têm dado resultados de relevo no descongestionamento das cidades e melhoria da mobilidade das pessoas.
Por cá, continuamos comos as mesmas histórias, com as mesmas políticas, ideias, etc. Em vez de acompanhar-mos a Europa nestas questões, “batemos o pé” às mesmas.
Até quando???






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