"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem nenhuma explicação é possível…"




Riding with Mané Martins

Na passada semana recebi um convite para um passeio de mota, mas não para um passeio qualquer, mas sim para um passeio de todo terreno “puro”. O convite partiu de um Motociclista bem conhecido da nossa ilha, neste caso do Manuel Martins (Mané para quem o conhece), o qual me informou que me ia emprestar uma mota de todo terreno para este passeio, neste caso a AJP 200. Uma mota de iniciação ao TT e que seria a opção ideal para  mim, dada a minha pouca experiência em todo terreno “puro”.

Para quem não conhece o Mané, ele apenas é um dos melhores pilotos da Região, quer em Motocross quer em todo terreno/enduro. Um “expert” na matéria e um grande privilégio para mim.

O ponto de partida foi no passado Domingo, dia 1 de Junho, na casa do Mané, onde lá compareceram mais alguns madrugadores para este passeio e equipados a rigor:

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Eu fui neste passeio com o meu equipamento de estrada, destoando por completo do resto do grupo. Mas eu não me estava a sentir intimidado, pelo contrário, queria divertir-me o máximo que pudesse, aprender mais algumas coisas com o pessoal que foi e, tenho de confessar, tentar não cair muitas vezes. Mas o Mané disse que o passeio iria ser “soft”, mas para a minha pouca experiência o conceito de “soft” poderá ser muito diferente do dele.

Neste passeio, o Hugo acompanhou-nos até certa parte aos comandos da sua DT 50, corajoso:

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Um pouco mais à frente alguns elementos que compunham o grupo seguiram em frente, dado que o ritmo do passeio iria ser mais calmo, de modo a que eu acompanhasse o grupo:

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Entrtanto, o Mané andou a “trepar” montanhas:

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Partimos em direcção aos “maus caminhos”, sempre acompanhado de muita vegetação, muitos verdes. Contudo, eu já não me encontrava aos comandos da AJP 200… O Mané fez questão de eu curtir este passeio aos comandos da sua mota, que era nada mais nada menos que uma Husqvarna TE 450, modelo de 2008 e com injecção electrónica.

Bem, eu pensei cá comigo, hoje vou me matar. Convenhamos que uma 450 para a minha experiência em TT é um pouco demais para as minhas reais capacidades. Contudo, fiquei radiante com esta troca e só pensava em gozar o passeio.

Mais à frente entramos numa pastagem:

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Nesta entrada havia um rego de terra que colocou algumas dificuldades a alguns de nós:

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Para outros foi uma brincadeira:

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Através desta passagem acedemos a um percurso que nos levou montanha acima. Impressionante a capacidade de tracção da Husqvarna TE 450:

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Claro que estes percursos fora de estrada apenas são acessíveis a motas de todo terreno, levando-nos por caminhos com vistas priveligiadas:

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A parte que mais me preocupou encontra-se na foto abaixo, porque na última vez que este grupo atravessou este terreno encontrava-se lá o dono que os mandou para trás exibindo uma caçadeira. Mas fomos optimistas e ele não se encontrava lá:

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Verdes e mais verdes:

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Depois de alguns quilómetros, paramos para uma intervenção mecância rápida:

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Continuamos por este trilhos que nos levavam cada vez mais para o interior da ilha e houve alturas que eu já não sabia onde me encontrava, porque eram percursos totalmente novos para mim.

Mais à frente o Sérgio tentava encontrar um novo atalho:

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Mas que se mete por atalhos mete-se em trabalhos:

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Mas outros trilhos nos esperavam e eu estava a adorar a Husqvarna 450, porque a mesma ultrapassava qualquer obstáculo sem problemas e a sua ciclística mostrava-se de uma eficácia irrepreensível, onde destaco as suspensões, as quais absorviam as irregularidades do terreno com grande eficácia.

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Neste trilhos apanha-se de tudo, até mesmo zonas de passagem de água de nascentes vindas da montanha:

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E aqui está o cronista, numa mistura de “on e off road”:

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Hehehe… lá vou eu, a Husky trepa tudo:

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No todo terreno aparece de tudo, até mesmo árvores a servir de obstáculo:

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Nada que não se resolva com alguma ajuda. Aliás, o pessoal que integrou este grupo ajudavam-se uns aos outros perante as dificuldades. Grande espírito de companheirismo:

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Daqui para a frente, o percurso era um pouco estreito, não oferecendo muitas hipóteses para erro:

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Porque que errasse ou se desiquilibrasse o panorama não era bom:

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Exactamente, acaba bem lá em baixo. Percebem agora o conceito de “soft”???

 Apesar do perigo, estava simplesmente a ADORAR!!!

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Outra zona de passagem com pouco espaço para erros:

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Na transposição deste obstáculo, o Mané fez as honras da casa e encarregou-se de fazer algumas motas passar:

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Até nas dificuldades (para mim) o Mané dá show:

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Este percurso levou-nos a uma zona com uma vista espectacular sob Ponta Delgada e arredores:

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Mas o melhor estava para vir, isto é, havia uma subida grande, cujo piso era mole e exigia que se subisse com convicção. Nada de impossível, mas para um iniciante como eu, a coisa não ia ser fácil:

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Isto era só o ínicio da subida, onde o Mané subiu algumas vezes em jeito de demonstração. Contudo, ele deu um “show do caraças”, pois subia com uma velocidade tremenda, fazendo cavalinhos durante a subida. Foi espectacular ver a rapidez com que ele sobe e que no vídeo que indico no fim é possível verificar:

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É sempre de punho enrolado:

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Para ele foi uma brincadeira:

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Mais uma passagem e novamente um autêntico recital de pilotagem e técnica:

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Depois de assistir-mos ao “mestre”, chegou a nossa vez e em alguns casos, incluindo eu, a subida foi feita à 2ª e 3ª tentativa. Aqui o Sérgio em apuros:

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O segredo era começar a subida desde lá de baixo e subir sempre com convicção e sempre sem deixar o motor cair de rotação. Para os amadores convinha subir em 2ª velocidade e ir tocando de levinho na embraiagem de modo a não deixar o motor perder tracção. Estas foram as dicas que o Mané me forneceu e que resultaram na perfeição, senão levaria o dia todo ali.

Após a transposição desta subida, o percurso fornecia uma vista para Vila Franca do Campo:

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Os próximos trilhos eram um pouco acidentados, mas a Husqvarana revelou-se uma vez mais de uma eficácia tremenda, onde apenas a minha falta de experiência contrastava com o profissionalismo e competência com que a Husqvarana ultrapassava os obstáculos:

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Foi um tal trepar montanhas:

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Sempre acompanhados de vistas magníficas e algum nevoeiro:

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No entanto, tudo o que é bom acaba depressa. Aliás, quando estamos a divertir-nos nem damos pelo tempo passar. Foi tempo de regressar a casa, de modo a dar tempo de ver o MotoGP em Mugello:

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Para os interessados, deixo aqui o link do vídeo deste passeio, que inclui estas e mais fotografias, bem como uns vídeos do Mané a subir que nem um louco aquela tal subida. Vale a pena ver a rapidez dele:

http://br.youtube.com/watch?v=ru9BsaI_BMw

Foi um passeio espectacular, onde apenas caí uma vez e onde destaco o espírito de camaradagem que se vive neste tipo de passeios, sempre com o pessoal a ajudar-se mutuamente. Este passeio também serviu para melhorar a minha condução fora de estrada e ter uma melhor noção do todo terreno.

A Husqvarna TE 450 foi uma autêntica escola de pilotagem, com um motor com potência para dar e vender e uma ciclística que ultrapassa tudo sem dificuldades de maior. Para a minha experiência tinha mais do que aquilo que necessitava, mas ADOREI andar nela e quanto mais andava mais confiante ficava, pois a mota é super intuitiva e fácil de levar. Se pudesse ela ocupava um lugar especial na minha garagem…

Resta-me agradecer ao Manuel Martins pela oportunidade proporcionada, quer pelo passeio quer pela mota que me cedeu para o passeio. MUITO OBRIGADO Mané!!!

Boas curvas!

12 comentários em “Riding with Mané Martins”


  1. 1 Rui Pereira

    É isso tudo Bruno…

    Desafio, risco, paisagens, máquinas, eficiência, companheirismo, entre-ajuda, prazer, condução, técnica…

    É o todo-o-terreno…

    Quanto ao Mané, mesmo tendo uma empresa que tem de facturar, senão teria uma casa de caridade, gosta de dar oportunidades a quem realmente merece e está sempre pronto a ajudar no que quer que seja… Felizmente digo-o por experiência…

    Claro que não perde uma oportunidade de subir um monte, ou descer uma ravina…a fundo… e nós a ver!!! :)

    Lá por estar meio “medroso” não quer dizer que não aprecie, grande passeio, sim senhor!!!

  2. 2 MANUEL MARTINS

    PROXIMO FIM DE SEMANA HÁ MAIS :) QUEM QUER VIR ??? BRUNO ! BORA LÁ OUTRA VEZ ?

  3. 3 MANUEL MARTINS

    PROXIMO DOMINGO HÁ MAIS , QUEM QUER VIR … BRUNO BORA LÁ OUTRA VEZ ?

  4. 4 BRUNO BOTELHO

    Adorava Mané, mas vou estar a fazer controles no Moto-Rali Açores.
    Agradeço o teu convite e, se quiseres, o convite poderá ficar para outro fim-de-semana :-).

  5. 5 MANUEL MARTINS

    na boa , ficaste a gostar , queres ++++++++ não queres lol exelente cronica , com direito a “graxa”e tudo lol

  6. 6 BRUNO BOTELHO

    Se dissesse que não tinha gostado estaria a mentir.
    A “graxa” é um extra ;-)

  7. 7 Paulo Pinheiro

    são sem duvuda fotos que não estamos habituados a ver aqui no blog…
    Outras perspectivas, que só mesmo a experiencia do Mané e a máquina fotográfica (nova) do Bruno nos poderiam trazer… :) !!!

    Parabéns ao Mané pela ideia de convidar o Bruno!
    E parabéns ao Bruno por ter aceite o convite, ter caido apenas 1 vez, e por ter tirado tantas fotos interessantes!

  8. 8 MANUEL MARTINS

    agora falta a facturas dos riscos causados na minha menina lol

  9. 9 BRUNO BOTELHO

    Deixa a mota em minha casa que eu faço uma limpeza xpto que tu depois nem vais reconhecer a mota ;-)

  10. 10 Francisco Pereira

    Foi sem duvida um bom passeio e parabens Bruno, grande estreia.

    Mané temos que ir esse domingo para treinar para o Autodromo do Estoril lool ( é quase igual)

  11. 11 MANUEL MARTINS

    HEHEEH POIS É …….

  12. 12 MANUEL MARTINS

    A UNICA DIFERENÇA É QUE O PISO DO AUTODROMO É ASFALTO E A MV TEM APENAS + 150CV QUE A HUSKY , TIRANDO ISSO É TUDO IGUAL :)

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