"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem nenhuma explicação é possível…"


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Posts de Maio, 2008

Aluguer de motos nos Açores

Uma vez que temos sido abordados várias vezes com a questão do aluguer de motos nos Açores, mesmo que não seja um dado concreto, aqui fica a informação…

De facto, existem empresas que se dedicam ao aluguer de scooter’s, mas no que se refere às motos não há nada muito definido, pelo menos que tenha conhecimento…

No entanto, à uns tempos atrás, ajudei um turista aos comandos de uma Honda Varadero 1000, que se encontrava próximo da minha casa e em conversa, disse-me que a moto tinha sido alugada na Trilhogia…

Não sei em que circunstancias, se foi uma situação excepcional, mas foi a informação que me deu…

Para contactar, ou saber mais pormenores sobre a referida empresa aqui fica:

TRILHOGIA

Motociclistas de farda

O Editorial da revista Motociclismo deste mês, lembrou-me um assunto, sobre o qual já estou para escrever à muito tempo…

De facto, a utilização de scooters e motos, são com certeza uma mais valia para o desempenho das acções da PSP, mas sempre me fez impressão, o modo como andam equipados aos seus comandos, os agentes desta força de segurança…
Praticamente tirando o obrigatório capacete, estão fardados como qualquer outro polícia, o que não é de todo adequado e é mesmo um mau exemplo para os restantes motociclistas, principalmente os mais jovens…
Outra coisa que me custa muito a perceber, é a rigidez das fardas de Verão e Inverno, que independentemente das condições climatéricas, os guardas têm que ostentar, consoante a altura do ano…
Com certeza que maior flexibilidade e cuidados no equipamento dos guardas, principalmente os que trabalham aos comandos de motos seriam bem-vindos e necessários, tanto para o seu bem-estar, conforto, mas principalmente para a sua segurança, e consequentemente, promovia-se a sua dignidade e credibilidade perante os restantes cidadãos…
Seria obrigatório então, o uso de todo o equipamento específico para motociclistas (capacete preferencialmente modular, luvas, blusão, calças e botas, etc.), devidamente adaptado, para fazer distinguir a sua condição de agentes…
Outro facto bastante visível é a idade e o estado geral de uma boa parte das motos da PSP por cá, alguns modelos já deviam ter sido trocados à muito, mas no entanto continuam no activo diariamente…
Assim, uma mais frequente renovação da frota seria igualmente necessária, trazendo todos os beneficios essenciais ao bem-estar profissional dos agentes e uma maior efectividade nas acções…
Acredito que algumas melhorias já tenham sido introduzidas, mas ainda existe um longo caminho a percorrer, para se chegar pelo menos ao essencial neste sentido…

Vespa GTS 300 Super

Ao contrário do que se possa pensar, as scooter’s em geral e as Vespa em particular, continuam a receber a minha atenção e preferência…

Assim sendo, é com alguma surpresa e entusiamo que vejo surgir uma nova Vespa GTS, desta feita com uma motorização “puxada” a 300 cc e alguns pormenores estéticos muito interessantes, que a distinguem da “irmã” GTS 250…

De um modo geral a 300 Super vem melhor equipada a nível ciclistico, pois para além do óbvio aumento de cilindrada do motor, monta suspensões e pneus de maior qualidade…

 

Estéticamente apresenta uma linha limpa e mais desportiva, disponível em apenas duas cores, preto e branco…

O meu regresso às Vespa, sim, porque conto fazê-lo, poderá muito bem passar por esta nova Vespa GTS 300 Super!

Husqvarna 2009

Quando estamos mais ou menos a meio do 2º trimestre de 2008, já começam a surgir novidades para 2009…

A Husqvarna já levantou o véu sobre algumas novidades para o próximo ano e para além das inovações que já se podem considerar normais, o destaque irá, talvez, para uma nova cilindrada para a classe de Enduro, mais exactamente a TE310…

Este modelo surge com base na TE250 deste ano, contando com todas as inovações introduzidas, mas apresenta uma imagem renovada, com novos autocolantes, mas assente nas mesmas cores, novo painel de instrumentos digital e finalmente com os aros das jantes lacados a preto. Utiliza um quadro completamente novo, mais leve 1 kg e destacam-se igualmente os novos discos de travão tipo “wave”…

Já se conhece também a versão TC450, que partilha as novidades da sua irmã de Enduro, a nível de quadro e travões, entre outros pormenores…

 Depois da grande antecipação da revolucionária Husaberg para 2009, surge agora a Husqvarna, o que faz prever grande animação na disputa das melhores máquinas de TT mundiais… 

Já cheira a 1º Moto Rali Açores - Parte II

No passado Sábado, dia 3 de Maio, fui com o meu companheiro de estrada Raposo acompanhar 2 membros da direcção do Clube Motard de São Miguel, no teste ao road book do 1º Moto Rali Açores.

Esta é uma fase muito importante e terminal da organização, porque implica fazer o reconhecimento de todas as zonas que irão figurar no road book desta actividade, incluino testar o mesmo, como se já estivesse-mos em prova.

Desta vez, eu e o Raposo rumamos para o norte da ilha, mais concretamente para Nordeste o qual é o Concelho mais florido de São Miguel, de modo a juntarmo-nos ao Branquinho e Nicolau para testar com eles o percurso.

Da Ribeira Grande até Nordeste foi um saltinho, pois  Raposo imprimiu um ritmo forte, tendo nos levado a uma condução em ritmo de “corrida”. A GS e a V-Strom devoraram as curvas até lá.

Pelo caminho, uma pargem obrigatória Parque Natural Ribeira dos Caldeirões:

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Paramos e entramos em contacto com o restante pessoal, os quais nos informaram que estavam à nossa espera no Pico Bartolomeu.

Partimos em direcção a eles, através do famoso troço da Tronqeira, palco de provas de Rali e Todo Terreno. Um local e grande beleza natural e onde a natureza assume o papel principal, fazendo com que nos sintamos “pequenos”no seu universo particular.

Um local de passagem obrigatória neste Moto Rali, sem dúvida!!!

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Existe várias partes do percurso cobertas por uma vegetação densa e quase impenetrável pelo sol. Uma espécie de túnel natural:

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Pico Bartolomeu à vista:

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Do Pico Bartolomeu, a vista é simplesmente deslumbrante e espectacular, especialmente num dia de sol como este:

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A sensação de grandeza toma conta de nós e deixa-nos simplesmente pasmados a olhar:

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Vários percursos pela serra:

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Olha que 3…

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E o actor de cinema cá da zona:

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Depois do grupo reunido, fizemos toda a zona da Tronqueira, onde foi possível divertirmo-nos um pouco com este percurso fora de estrada:

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Neste percurso tive o azar de ir ao tapete, devido a uma distraccão com a máquina de tirar fotos. Mas nada de especial, foi só um daqeles tombos de apenas deixar a mota cair para o lado, tendo apenas esfolado ligeiramente  protecção de mão e “crash-bar”. Vida de repórter não é fácil ;-)

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A foto de grupo:

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Quase que me esquecia. Este dia assumiu um carácter especial, porque o nosso colega Raposo, o senhor da GS 1200, fez anos e tirou a tarde para andar de mota com os colegas. Parabéns Raposo pelas tuas 46 primaveras.

46 é o número do Rossi, espero que seja um ano de muitos quilómetros à Campeão!!!

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Depois de terminada a zona do Nordeste, pquena passagem pela Povoação, para comer-mos as apetecívei fofas da Povoação. Um bolo cremoso e deliciso (já estão com águas na boca???)

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Raposo lembras-me o Zorro:

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Para mim e para o Raposo o dia esava terminado. Deixamos a simpática companhia do Branquinho e Nicolau e fomos à nossa vida, enquanto estes continuaram a acertar pormenores do Moto Rali.

Só paramos uma vez pelo caminho, para apreciar o belo final de tarde na praia de Água d’Alto:

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Foi um dia bem passado, com momentos de grande prazer aos comandos da nossas montadas e, também importante, paisagens que nos deixam fascinados e nos fazem esquecer por mometos de todo o stress e cansaço de uma semana de trabalho. Um remédio de que não me canso de tomar!

Para que estiver interessado, clique no link abaixo para verem o vídeo deste dia, com mais imagens deste passeio, filmagens e a sempre indispensável musiquinha:

http://www.youtube.com/watch?v=mZB8OgbP23c

Nota final para o grande empenho e dedicação da Direcção do Clube Motard de São Miguel na construcção de um road book muito atractivo e que irá mostrar aquilo que de melhor há em São Miguel. O meu aplauso a todos os evolvidos nesta tarefa!!!

Este Moto Rali vai arrasar!!!

Boas curvas! :-)

Os meus devaneios de motociclista sonhador

Como grande admirador de motos, e à mais de década e meia como condutor, têm-me passado pelas mãos das mais diversas marcas e estilos…
Mas com o acumular de conhecimentos, experiências e um natural apuro de gosto e exigência, comecei a olhar para as produções europeias, no que toca às “duas rodas”, com outros olhos…
Mais do que ter uma moto com boa relação preço/qualidade, potência, fiabilidade e prestações, características como carisma, história, estilo e exclusividade, começaram a ganhar importância…
Partindo deste principio e tendo como sonho de sempre, abrir um stand de motos, com um olhar atento sobre o nosso peculiar mercado, não foi difícil chegar a uma marca que para além de não ter representação para os Açores, reúne de um modo geral, as características acima enunciadas, ou seja, o melhor dos dois mundos, a Triumph…
De facto, esta marca inglesa tem um historial incrível, mesmo nas situações mais delicadas por que atravessou, soube sempre dar a volta e actualmente apresenta-se num momento de forma invejável, pois ainda no ano fiscal de 2007 teve resultados brutos e vendas superiores em 10%, comparativamente ao ano anterior…
Para além destes números, há uns anos para cá a Triumph tem feito crescer a sua gama de motos, sempre com a habitual qualidade e cuidado, que são notórios nas suas produções, mas a preços competitivos. A gama divide-se em três grupos denominados de “Modern Classics”, “Urban Sports” e “Cruisers”, dos quais distingo os modelos Scrambler, Speed triple e Rocket III, de cada grupo respectivamente…
Isso para não falar no seu característico motor de três cilindros que nas suas últimas evoluções tem mostrado um elevado potencial, inclusive superior à concorrência japonesa com os tradicionais quatro em linha…
Relativamente ao negócio em si, o meu objectivo era numa fase inicial dedicar-me apenas à Triumph, fazendo todos os esforços para que o nome da marca ganha-se estatuto no meio por ser um produto diferente, num mercado algo preconceituoso e limitado em termos de dimensão, onde as marcas japonesas têm uma forte implantação…
De facto, considero a aposta na imagem e na diferença fundamentais, porque apesar das particularidades do nosso mercado, já começa a surgir, mesmo que de forma tímida, quem procure algo mais exclusivo, com maior estatuto e carisma…
O ideal em termos de espaço seria uma estrutura onde fosse possível ter todos os sectores do negócio (stand; stocks; oficina; serviços administrativos) concentrados, como forma de prestar um melhor serviço e reduzir custos, sendo um armazém num parque de negócios actual e moderno, com boa localização, o meu objectivo…
O local de venda e exposição, tal como todos os restantes espaços, teriam uma imagem simples, ampla e apelativa, onde as cores da marca dominariam a decoração, sob a adequada luminosidade…
Como forma de levar pessoas ao espaço, a ideia era criar hábito de local de encontro e proporcionar um ambiente de família aos futuros clientes, distinguindo-os com algumas lembranças (Triumph) em ocasiões especiais, como aniversários, etc., para além de se disponibilizar para a generalidade dos nossos visitantes alguns produtos como internet, revistas, “gadgets”, etc. ligados às motos, e claro, o habitual “merchandising” e linhas de vestuário e acessórios da marca. No fundo oferecer toda a distinção que um cliente Triumph merece…
Este seria essencialmente um negócio de cariz familiar e de paixão, uma vez que tem como base um dos maiores gostos da minha vida – as motos!
Claro que toda esta paixão e motivação são refreadas pela realidade dos negócios em si e o risco que comporta. Para além da indefinição do possível retorno, existem diversas dificuldades a ter em conta…

Principais dificuldades:
- Elevado investimento – O valor de aquisição da estrutura é bastante elevado, isso sem falar em toda a sua preparação e equipamentos de adequação ao negócio e todos os outros custos inerentes;
- Mercado – A pequena dimensão e os preconceitos relativos às marcas “não japonesas” no meio, caracterizam o nosso mercado;
- Mão-de-obra especializada (mecânica) – Normalmente é uma actividade praticada por pessoas com um menor grau de instrução e sem a sensibilidade necessária para lidar com máquinas cada vez mais precisas e minuciosas onde a electrónica impera. Para mais, releva-se escassa no que diz respeito às motos;
- Desconhecimento do negócio – Apesar de ligado às motos há muito tempo esta ligação sempre foi de comprador/possuidor, ou seja do outro lado;

Trail “Upgrade”…

Não estou a pensar em trocar de moto, nem nada do que se pareça, mas analisando esta questão, o facto é que as opções que apresentam o verdadeiro espiríto Trail, que se encontram disponíveis nas gamas de modelos das mais variadas marcas, não são muito amplas…

Pensando num cenário de uma possível troca, “upgrade” à minha actual Suzuki DR 650 SE, encontro duas propostas, que mesmo não sendo exactamente o mesmo conceito, vão ao encontro dos meus propósitos, apresentando argumentos para poderem ser correctamente rotuladas de Trail…

A actual: Suzuki DR 650 SE – Máquina modesta, fiável, com performances que poderão surpreender e comportamento geral muito aceitável, tanto no asfalto como na terra. Ideal para um uso geral em ambos os ambientes…

“Upgrade”: Qualquer uma das seguintes motos, KTM 690 Enduro e Yamaha XTZ 660 Ténéré, são hipóteses de continuidade, cada uma com as suas características, dependendo a opção daquilo que se pretender fazer delas, ou dos factores que se darão mais importância…

É normal que a KTM tenha um perfil mais desportivo, embora possa não parecer pelo seu aspecto, que parece um “cordeiro”, mas realidade por baixo está um “lobo”, pronta a elevar os níveis de adrenalina. Conta com componentes a nível ciclistico de topo, como é apanágio da marca e o motor… bom, o motor é uma autêntica bomba, com os seus 63 cv e comportamento desportivo. Tem dado muito que falar nos meios da especialidade!!! (Aguardo a versão Adventure com muita expectativa!)

A Yamaha faz renascer uma mota e um nome mítico e obviamente será uma grande máquina, igualmente para um uso abrangente, onde a menor capacidade geral tanto de motor como da ciclistica em relação à KTM, serão compensados com factores práticos como o depósito de combustível de grande capacidade, semi-carenagem frontal a promover a protecção aerodinâmica, entre outros factores práticos… O preço também terá a sua palavra a dizer, com clara vantagem para a Ténéré numa diferença que rondará mais de 1000€ à vontade…

Aqui a KTM a ostentar “algumas” diferenças (tudo KTM Power Parts, claro) na versão BAJA da 690 Enduro! Linda!