Nesta época cada vez mais descartável em que vivemos, onde a contenção de custos, o aspecto final, a facilidade de processamento e utilização recebem toda a atenção, prescinde-se do aspecto mais austero, mas durável e tão característico de materiais desde há muito utilizados…
No que toca às motos, as altas performances e a máxima eficiência a todos os níveis obrigam à utilização do plástico, das fibras, do alumínio, das ligas nobres, relegando cada vez para segundo plano os materiais tradicionais…
De qualquer forma existem excepções, embora mesmo estas, aos poucos começam a ser “adulteradas”. Falo obviamente das “naked” clássicas, das “muscle-bikes” à moda antiga e das choppers, entre outros casos isolados, segmentos estes que ganham cada vez mais a minha admiração, ao contrário da cota de mercado, com excepção das choppers que têm muitos admiradores…
Não que seja contra a evolução e tecnologia de ponta, até pelo contrário, mas cada vez mais se radicalizam e especializam conceitos, difundindo-se os mesmos à velocidade da luz, sempre com o objectivo de quebrar barreiras a cada segundo que passa, o que faz com que se perca um pouco da verdadeira essência deste espectacular veículo que é a moto…
Até gostava de ter uma “xpto” qualquer, com uma potência incrível, que supera velocidades igualmente incríveis, com tudo do bom e do melhor montado, que custam vários (muitos) milhares de euros… mas para quê, pergunto-me eu???
Pura ilusão… Não sou rico, muito menos piloto profissional, circulo na estrada e ocasionalmente fora dela (terra), não tenho super dotes de condução, tento cumprir o código de estrada dentro dos possíveis, portanto, um veículo destes com reluzentes fichas técnicas, onde os números e componentes quase valem ouro, nas minhas mãos, seria um verdadeiro desperdício…
Pois, eu por exemplo, sentia-me igualmente vaidoso e realizado aos comandos da minha “humilde” Vespa (blasfémia!!!), mas admito que não seja tão porreiro responder aquela pergunta da praxe de quem acabou de nos conhecer e a quem queremos impressionar – “desculpe e que mota tem?!”, porque de resto ela proporcionava-me excelentes momentos de condução (adequada ao conceito), bons momentos de contemplação, para já não falar no carisma e na história que tem por detrás, mesmo que a minha Vespa, fosse daquelas algo “adulteradas” pelas novas tecnologias…
No entanto, as circunstâncias também ditam regras e nem sempre se pode ter tudo e há que fazer opções, mas isto já é outra conversa…
O facto, é que neste momento dou mais importância a uma moto clássica, retro, carismática, baseada, ou inspirada noutros tempos, mantendo o conceito original, mesmo que actualizada, para atingir os padrões de exigência actuais, ou quanto mais não seja, as cada vez mais exigentes normas impostas, até porque há marcas a conceber esta fusão e revivalismo de uma forma magistral…
Julgo que há outra envolvência, outro desfrutar, outra relação homem / máquina, certamente mais descomplexada e descomprometida, mas consideravelmente mais próxima e menos fria…
Concluindo, apesar de ter lugar para tudo, quando se trata de veículos de duas rodas, no rol das minhas preferências, o “ferro” ganhou espaço incontestavelmente…
Posts de Abril, 2008
Ainda no outro dia em conversa, referiram-se a mim como “o Falcon”…
Nunca tive apelidos ou alcunhas, mas esta que eu próprio adoptei (Rui FALCON Pereira), lembrou-me automaticamente os tempos em que participava de uma forma bastante activa em alguns fóruns online, como é o caso do Motonline, V-Strom Portugal e principalmente o do Clube Motard de São Miguel…
Falcon porquê?! Não porque na altura tinha uma Honda NX-4, como se possa pensar, que no Brasil, onde são produzidas, têm esta designação, mas devido ao meu gosto pelas aves de rapina, no que se refere ao mundo animal…
Até porque se tivesse de ligar este nome a uma moto, seria obrigatoriamente ao Falcão Peregrino, que é como quem diz à Hayabusa…
Voltando aos fóruns, o dedicado à V-Strom deixei de participar na altura em que me desfiz da minha, o Motonline por um crescente desinteresse e o do CMSM, o que mais me custou, porque simplesmente achei que mais nada tinha a acrescentar ao mesmo…
Foram tempos de dedicação e de uma forma muito própria que tenho de encarar estas coisas, onde o caminho traçado tinha direcção contrária aos meus propósitos…
Bem ou mal amada, a minha participação seja onde for, teve e tem sempre como pano de fundo o meu gosto, a minha experiência e os conhecimentos teóricos sobre motos, tal como a minha vontade de assimilar e partilhar novos conhecimentos…
Nem sempre fui interpretado desta forma, mas tentei na medida do possível nunca deixar crescer demasiado as polémicas onde estive envolvido…
Neste momento frequento alguns fóruns de forma mais ou menos assídua, mas já não tenho a motivação de outros tempos, inclusive dou por mim a fazer o que sempre critiquei, uma participação passiva que passa por apenas assimilar e nunca partilhar…
Mesmo com os pontos negativos referidos, foram momentos que recordo sempre com saudade, mas que infelizmente não acredito muito que possam voltar a acontecer…
Esta falta de motivação reflecte-se também na minha participação em blogs, onde a inspiração já não abunda, tal como não abundam os temas, devido a uma substancial mudança geral…
Seja como for, continuo com o meu blog pessoal (As Minhas Motos) e prossegue a minha participação neste blog (Moto Azores), onde tive o prazer de fazer parte da sua fundação e sinto-me muito bem com uma relação descomprometida, ao lado de colegas que partilham os mesmos gostos e onde apesar das normais diferenças, as motos, sejam elas qual foram, estarão sempre em destaque…
O 1º Moto Rali Açores já se aproxima a passos largos. Com esta crescente proximidade, ultimam-se os últimos preparativos, os quais incluem testar o roadbook desta prova, de modo a verificar se o mesmo está correcto.
No passado dia 25 de Abril, alguns sócios do Clube Motard de São Miguel juntaram-se para testar este roadbook.
O membro mais sorridente do Clube não perdeu este evento:
O dia amanheceu encoberto e já se previa alguma chuva. Mas nada que demovesse este grupo corajoso de ir testar o roadbook.
Antes da partida, o Ernesto fazia os últimos testes ao equipamento de comunicação:
Finalmente partimos, já com uma ameaça crescente de chuva:
Chuva que se veio a confirmar quando estavamos no miradouro da Rocha da Relva:
O Raposo já se preparava parea limpar o filtro do ar do nariz:
Um pouco mais à frente, mais concretamente na Covoada, a chuva começou a fazer-se sentir cada vez mais, levando a que os mais cuidadosos vestissem os impermeáveis:
Da Covoada até às Sete Cidades, a chuva aumentou de intensidade, impossibilitando-nos de usar convenientemente o roadbook. O teste a parte do percuroso do Moto Rali estava assim dado por terminado e decidimos descer até às Sete Cidades para um cafézinho.
Para nossa grande supresa, o nosso camarada Raposo e a sua GS 1200 não nos acompanharam até este ponto, tendo os mesmos abandonado o grupo. Acho que o Raposo estava com receio que a GS se constipasse ;-).
Para alguns, foi tempo de recuperar energias:
Ficamos no interior deste bar durante uns largos minutos, sempre à espera que parasse de chover, coisa que parecia díficil de acontecer.
Impossibilitados de continuar o teste ao roadbook, decidimos seguir a sugestão do Branquinho e partimos em direcção a uma ribeira existente na zona da Península, nas Sete Cidades, para atravessar-mos a mesma.
O caminho até lá foi divertido, pois o mesmo era de terra, com alguma lama à mistura, tornando este dia chuvoso mais divertido, ou seja, passou-se de uma passeio de estrada para um passeio fora de estrada:
Quando chegamos à zona da Ribeira, a mesma estava bem cheia. Isto ia ser divertido!!!
Os primeiros a tomar banho foram a Carolina e o Branquinho:
Até eu fui certificar-me se a temperatura da água estava boa:
Depois foi a vez das “meninas”:
O Miranda não parava de incentivar o pessoal a atravessar a Ribeira:
E lá fui eu:
Foram minutos de pura diversão, onde cada um de nós deverá ter feito umas 3 travessias desta ribeira, só mesmo pelo gozo e diversão que proporcionou.
Mas houve alguns elementos que não atravessaram a ribeira, e voltaram para trás:
Pena que o nosso colega Raposo se tenha assustado com alguns chuviscos… paciência, atravessar ribeiras não é para todos, ou será para todas as motas???
Após esta brincadeira, continuamos por mais alguns caminhos fora de estrada, sempre com as monanhas das Sete Cidades envoltas num nevoeiro cerrado:
Com tanto nevoeiro, parece um cenário parece retirado de um filme de terror:
Contudo, era tempo de regressar a Ponta Delgada, sempre com a chuva como companhia:
Com tanta chuva, só mesmo um bom almoço para fazer esquecer a molha que apanhamos.
Reparem que o Raposo apareceu na hora da comida, mas para a travessia de ribeira, nem sinal dele e dos “repolhos” da GS:
O Ernesto encarregava-se de abastecer o depósito ao pessoal:
No fim, brindemos à nossa saúde e que venham mais passeios e ribeiras:
Foi um dia que inicialmente estava destinado a uma coisa e que acabou por se transformar num passeio de diversão, terra, lama, água e muita camaradagem entre o pessoal.
Quem quiser ver o vídeo deste passeio, com as travessias da ribeira e com uma musiquinha à maneira clique:
http://www.youtube.com/watch?v=Oj-skbeqreY
Boas curvas! ![]()
A BMW já anda algum tempo a trabalhar num protótipo, que em princípio irá participar no campeonato Mundial de Superbikes em 2009.
A mesma já foi apresentada à imprensa Mundial e dá pelo nome de S 1000 RR:
Tem uma estética de forte inspiração desportiva e saltam à vista alguns elementos técnicos que dixam transparecer uma possível elevada competetividade desta SBK, como as suspensões Ohlins, jantes em alumínio forjado da OZ, travões radiais da Brembo, um quadro e braço oscilante em alumínio, sendo este último elemento de aspecto “racing”.
Nesta fase de protótipo, o escape Akrapovic assenta-lhe muito bem.
A secção traseira, nomeadamente a baquete, lembra outo modelo da marca bávara, ou seja, lembra a HP2 Sport. Esta secção traseira é típicamente pensada para corridas, sendo a mesma algo elevada e, possívelmente, coloca o corpo muito apoiado na zona frontal.
Quanto ao motor, pouco ou nada se sabe, mas já se sabe que se trata de uma 4 cilindros em linha, cuja potência deverá estar na ordem dos 200 cv. valores bem de acordo com a tendência das desportivas actuais.
Mas desengane-se quem pense que este protótipo será apenas para competição, porque esta SBK será produzida em série, em princípio em 2009, de modo a conseguir-se a homolgação para a participação no campeonato Mundial de SBK.
Fiquem atentos, pois a BMW está ao “ataque”, não parando de nos surpreender com modelos muito interessantes, competitivos e cada vez mais radicais, mas sempre com muita qualidade e tecnologia, como já é apanágio na marca.
Boas curvas! ![]()
Já tinha faldo aqui no blog na Aprilia Dorsoduro aquando da sua apresentação mundial.
Mas desta vez volto a falar nela no sentido pessoal, ou seja, é uma daquelas motas que me deixa extasiado, pois gosto muito das Supermoto, especialmente estas com motores V-Twin e bem potenciados.
Já tinha referido que gosto muito da Ducati Hypermotard, KTM 990 Supermoto e BMW Megamoto, mas esta Aprilia tem algo de especial. Não sei se será a estética, o material empregue, motorização ou outra coisa qualquer, mas é linda que se farta:
É escusado estar para aqui a dissecar a sua ficha técnica, porque basta um olhar sobre ela para nos aperceber-mos da elevada qualidade da sua construcção, onde imperam travões radiais da Brembo, discos de travão recortados, associados a uma suspensão invertida e umas belas jantes desportivas:
E a secção traseira??? Lembra a irmã naked Shiver e é espectacular:
Na dianteira, um porta faról que confere um ar agressivo e de “guerreiro”, no qual o seu desenho foi de muito bom gosto:
O painél de instrumentos é de aspecto moderno e bem conseguido e que deverá possuir muita informação:
Bem, não vale apena falr mais, as imagens falam por si. É uma mota muito bem conseguida no que concerne o estilo Supermoto “XXL”, onde o seu V-Twin de 750 cc, 92 cv às 8750 rpm e 82 Nm às 4500 rpm, deverão ser suficientes para proporcionar horas de condução delirantes, sensações muito fortes e uma grande rival às outras Supermotos já existentes neste segmento em particular.
Só de pensar que a Aprilia planeia lançar uma versão de 1200 cc, fico com a cabeça a andar às voltas. 1200 cc… loucura!!!
Boas curvas! ![]()
Quem poderia imaginar que a Triumph Rocket III poderia passar de Chopper para Streetfighter?!
Ninguém!!! Mas aconteceu:
Um senhor de nome Roger Allmond, transformador Britânico, agarrou na Rocket III e trabalhou afincadamente durante 6 meses, para transformar uma já brutal Chopper, numa Streetfighter brutal, como atesta a imagem.
Podemos encontrar vários elementos técnicos de grande interesse, desde a suspensão dianteira de concepção do próprio Roger Allmond, jantes em carbono da Dymag, escapes curtos, quadro em alumínio, mono-braço oscilante, pneus sobre-dimensionados, etc, etc.
Tudo com vista a tornar a Rocket III numa Streetfighter espectacular e de respeito.
Boas curvas! ![]()
Nos “states” existe uma infinidade de constructores de Choppers, os quais são capazes de criar motas que deixam qualquer um espantado.
Contudo, tem-se assistido a vários constructores de automóveis personalizados a alargarem a sua arte para outros campos, nomeadamente o das 2 rodas.
Um destes constructores é o Chip Foose, o qual criou esta Chopper magnífica:
Para quem não conhece, o Chip Foose é o famoso constructor de automóveis personalizados que participa no programa do Discovery Channel “Overhaulin”, no qual transformam os carros “normais” em autênticas “bombas”.
Foose decidiu dar um cunho pessoal ao mundo das 2 rodas e criou uma Chopper com pormenores ao mais alto nível, onde a sigla Foose está sempre presente, inclusívé no V-Twin:
E nos travões também:
Uma Chopper soberba e que certamente irá agradar aos mais puristas do estilo:
Se quiserem saber mais sobre a Foose designs cliquem: www.chipfoose.com
Boas curvas! ![]()




















































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