"Não tento explicar às pessoas porque é que ando de mota.
Para os que compreendem, nenhuma explicação é necessária!
Para os que não compreendem nenhuma explicação é possível…"


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Posts de Março, 2008

A “dieta” da DR - 1ª Fase…

Ao contrário do dono, que se abasteceu acima do razoável de todas as gulodices próprias deste fim-de-semana prologado, a Suzuki DR 650 entrou na sua 1ª fase de “dieta”…

Sendo o excesso de peso um dos seus principais problemas, meti mãos à obra e tratei de lhe aliviar uns quantos componentes, que para a utilização que lhe pretendo dar, não farão falta…

Como já é sabido, a primeira intervenção feita, que pouco tem a ver com peso, foi dar-lhe uns “sapatos” mais adequados para os terrenos mais acidentados e assim os Bridgestone originais deram lugar a uns “tacados” Trailwing 301 e 302, que não sendo especifícos, têm um comportamento bastante aceitável fora de estrada…

Quanto à 1ª fase da “dieta” propriamente dita, foram retirados da moto, os seguintes componentes:

- Espelho retrovisor direito

- Piscas

- Pegas para pendura

- Poisa-pés para pendura

- ”Aluquete” porta capacete

Para uma 2ª fase, farei a substituição do retrovisor do lado esquerdo por um em plástico articulado, o guiador de origem por um mais alto em alumínio, as protecções de mãos por umas integrais, os punhos por uns de TT e consequentemente tirar os pesos do guiador…

Para mais tarde, ficam as modificações mais dispendiosas, que passam por aplicar uma protecção de cárter em alumínio e por trocar a ponteira de escape de origem, por uma de rendimento. Não que sinta falta de “power”, mas um barulho mais “cheio” e menos uns kgs, serão bem-vindos…

Riders on the Storm

Vale sempre a pena ver e ouvir!

Creed com Robby Krieger (The Doors) ao vivo Woodstock 99.

 Abraço

Até já é capa de revista!!!

CUIDADO!!!

É isso mesmo pessoal, CUIDADO, muito CUIDADO, se fizerem um passeio de mota (ou de carro) até à freguesia dos Mosteiros, porque a partir do final da freguesia dos Ginetes, existem obras de beneficiação da estrada.

Estas obras estão muito mal sinalizadas e para nós Motociclistas, poderão ser uma surpresa desagradável, caso estejam distraídos:

hpim4522.jpg

Existem várias zonas como esta, com zonas sem asfalto e cobertas de terra, em plena curva, constituindo um perigo.

Mais à frente, na freguesia da Várzea, valas na estrada e sem nenhuma espécie de sinalização:

hpim4520.jpg

Muita atenção!!!

Já pertinho da freguesia dos Mosteiros, mais vestígios de obras inacabadas. As zonas laterais desta parte da estrada encontram-se sem asfalto e cobertas por cascalho. Verifiquei que os automóveis têm a tendência a desviarem-se destas zonas laterais e a circularem no meio da estrada e com pouca vontade de se desviarem quando na presença de uma mota vindo de frente, neste caso Eu.

hpim4519.jpg

Todo o cuidado é pouco na presença de obras “à Portuguesa”.

Se forem para este lado da ilha e para estas zonas em particular, circulem com precaução, quer pelo piso, quer pelas valas e quer pelos automóveis que se desviam do mau piso. A sinalização de indicação e obras ou de mau piso é praticamente inexistente

Boas curvas!

Inspecção Técnica Periódica

Parece que foi “ontem” que comprei a minha V-Strom 650 e, no entanto, já lá vão 4 anos desde que a tenho.

Com a bonita idade de 4 anos, a V-Strom teve que ser alvo da tal inspecção Técnica Periódica, que apenas é obrigatória nos Açores.

No caso das motas acima dos 125 cc é feita a primeira inspecção aos 4 anos (quando adquirida nova) e depois anualmente.  Uma boa forma de “sacar” dinheiro ao pessoal das motas. Já não bastava o selo…

Mas vamos ao que interessa.

Ontem, dia 17 de Março, levei A V-Strom à sua primeira inspecção, a qual foi realizada na CENTROVIA (Centro de Inspecção de Viaturas dos Açores, Lda), situada em Ponta Delgada, mais concretamente na Nordela-Santa Clara, um pouco mais á frente do antigo matadouro.

Após passar pela parte burocrática, nomedamente, o registo informátco dos dados da mota, em que é pedido o Livrete, Registo de Propriedade e Seguro, passei para a inspecção propriamente dita.

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No passado, já tinha feito inspecção a 2 antigas motas minhas, as quais foram do tipo “só para inglês ver”, pois o rigor deixava muito a desejar. Mas passados estes anos todos, as técnicas de inspecção às motas evoluiram e o rigor também.

A primeira fase da inspecção consiste em verificar toda a iluminação da mota, nomedamente as luzes médias e altas, piscas e luz de stop, isto é, verificar se as mesmas estão a funcionar correctamente. Inclusivé, têm uma máquina que verifica se as luzes médias e altas estão a ser projectadas correctamente e se são nítidas.

Também foi verificado o estado dos pneus e se as medidas dos mesmos estão de acordo com as que estão indicadas no Livrete.

Seguidamente, verificação do sistema de travagem, dianteiro e traseiro. Antigamente era o propietário é que se sentava em cima da mota e colocava a roda dianteira e depois a traseira em cima de uns rolos que fazem dgirar as mesmas e obedecia às instrucções do Inspector, ou seja, mandanto travar.

Agora mudou, o Inspector é que assume os comandos da nossa “menina” e realiza toda a operação, isto é, colocação das rodas (uma de cada vez) nos tais rolos e verificação da qualidade da travagem.  Acho que esta medida é para evitar “aldrabices” por parte de “chicos espertos”. Mas ao ver este Senhor montar a minha V-Strom não fiquei lá muito satisfeito, pois esta é uma “menina” com algum porte, como o próprio verificou e expressou na altura. Enfim, não é para “trinca espinhas” como ele… :-)

Depois desta verificação veio a inpecção aquilo que mais temia, ruído do escape. Antigamente (estou muito nostágico), não ispeccionavam o ruído das motas, porque não tinham aparelhos de medição. Mas tudo muda… infelizmente :-(

Foi-me pedido para colocar a mota no exterior do edíficio e o Inpector foi buscar o tal aparelho de medição sonora, que julgo chamar-se sonómetro, e montou o mesmo. Um aparelho com um ar muito profissional, ou seja, uma pasta que continha um medidor com um ecrã, onde é possível ver nível de décibeis, rotações do motor (que segundo o Ispector não conrrespondem à realidade), etc, ligado a um microfone, o qual se encontra num tripé a uma certa distância (curta) da ponteira de escape.

Após a montagem de todo o equipamento, foi-me pedido para ligar a mota e os próximos 15 minutos (sensívelmente) que se passaram foram de verdadeira angústia para mim, porque aquela inspecção ao ruído podia ditar a reprovação da minha mota. Para os que não conehcem o escape da minha V-Strom, tenho um Remus em titânio, o qual tem um “bocal” de saída de gases enorme e produz um pouco de ruído, o qual é “música” para os meus ouvidos, mas não para os do Inspector.

 Mas voltando á inspecção do ruído. Durante os tais 15 minutos, o Inspector andou às acelerações na mota, mas não as do tipo acelera e desacelera, mas sim acelerar a mota por fases de rotação, isto é, acelerava até as 3500 rpm e aguentava um pouco, até às 4500 rpm e aguentava um pouco, processo que se prolongou até cerca das 7000 rpm.

Durante esta fase da inspecção, mudoua posição do microfone do aparelho 2 vezes.

Cheguie-me para junto do aparelho que registava os décibeis e mostrava num pequeno ecrã e para minha surpresa vejo lá marcado (quando andava a acelerar até cerca das 7000 rpm) cerca de 82 décibeis, 81,8 se não estou em erro.

Perguntei se aquele número correspondia á medição real que o sonómetro estava a registar, ao que me foi respondido positivamente. Fiquei aliviado, porque o Livrete da V-Strom 650 indica que a mesma foi homolgada com um nível de ruído que pode ir até um máximo de 87 décibeis. Com cerca de 82 décibeis estou safo :-).

E assim foi, a V-Strom passou no teste do ruído, sem sequer pestanejar :-). O Inspector afirmou junto de mim que pensou que ela não passava neste teste, pois o ruído emitido pelo Remus é mais que evidente. Mas nem tudo o que parece é, e apesar de parecer mais ruido que o escape de série, este Remus produz poucos décibeis, porque o Inspector referiu que uma homolgação com um máximo de 87  décibeis já é muito.

Resultado final da isnpecção: APROVADO!!! :-)

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A minha V-Strom está apta a circular na via pública e, infelizmente, terá que fazer nova inspecção em Março de 2009. A lei assim obriga as motas de cilindrada superior a 125 cc, coisa que acho ridículo, porque regra geral, as motas andam sempre em melhor estado que grande parte dos automóveis que por aí circulam nas nossas estradas. Mas lei é lei e terei que desembolsar 22 euros de ano a ano.

Agora terei que guardar este dístico na carteira, à semelhança do selo:

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Este dístico faz parte deste documento, do qual é destacado:

hpim4462.jpg

Uma vista do cabeçalho do docmento:

hpim4465.jpg

Como podem verificar, a única coisa apontada na inspecção da minha mota foi as luzes mádias, as quais consideram que o feixe está com orientação baixa. Mas estão assim propositadamente, dado que com a regulação de série, os mesmos apontam na direcção da visão dos condutores de “enlatado”, deixando-os encandeados (azar deles…).

Mas o que interessa é o resultado final, APROVADO.

Para quem for fazer a inspecção à sua mota, já sabe, convém ter tudo em ordem e escapes de rendimento nem sempre são sinónimo de décibeis a mais. vale a pena arriscar.

Boas curvas! :-)

Reinado da Mota

É com profundo pesar que anuncio que terminou o meu “Reinado da Mota” :(

Pois é, o passado dia 29 de Fevereiro foi o último em que “faça chuva ou faça sol”  a minha Suzuki Intruder M800 foi a minha única e fiel companheira de viagem. Acabaram-se os dias em que ela me transportava todos os dias de casa para o trabalho e me esperava pacientemente à porta do serviço até à hora de regressar a casa.

Por motivos familiares, económicos, ambientais, enfim, agora tento encontrar mil e uma desculpas para dizer apenas que, volto a partilhar a “gaiola” da família para me transportar…

Como balanço deste último ano em que eu e a minha M800 fizemos cerca de 7500km, e considerando apenas o trajecto casa - trabalho - casa,  posso assegurar-vos que foi uma companheira SEM MÁCULA.

NUNCA me deixou apeado, os consumos foram da ordem dos 5lts/100km no ritmo “vivinho” do “não posso chegar atrasado” :) e, ao contrário do que possam pensar os menos ferrosos, sem um ponto de ferrugem após 1 ano de utilização em qualquer condição meteorológica :)

Agora, resta-lhe o descanso da garagem e a utilização de fim-de-semana. Dias melhores virão ;)

 Abraço

Nunca digas nunca!!! (2)

À 8 meses atrás, quando decidi fazer uma abordagem às motos completamente diferente daquela que fazia até então, nunca poderia imaginar que hoje, ou melhor, ontem, estaria aos comandos de uma Trail-Enduro, Suzuki DR 650 SE, a minha actual moto, percorrendo diversas canadas na localidade de Ribeira Grande…

De facto, a troca da V-Strom 650 pela Vespa, foi uma força das circunstâncias, onde a utilização que dava à moto na altura era basicamente dia-a-dia e para isso bastava-me um veículo prático, eficaz, económico e porque não, um clássico intemporal com algum estilo…

Entretanto as circunstâncias voltam a mudar e para quem as motos ocupam um lugar tão importante na vida, como é o meu caso, uma vez que não me é possível andar a coleccionar exemplares na garagem, sob pena de continuar a sentir-me algo limitado, comecei a ponderar a troca…

Se calhar o nome mais adequado para a troca é mesmo “crime”, pois entregar uma scooter espectacular, praticamente nova, com alguns acessórios, não é uma coisa muito sensata, mas o que hei-de fazer?!…

O apelo da terra é demasiado forte e por vezes é muito difícil renegar aquilo que realmente gostamos…